Reflexão interna total



                                      Lei de Snell : n1senθ1 = n2 senθ 2
                                      n1senθ C = n2 sen(π / 2) = n2
                                              n2              n2 
                                      senθ C = ⇒ θ C = arcsen 
                                                             n 
                                              n1              1




                                                    Prismas
     Vidro comum:
             n2 
θ C = arcsen
                
                 
             n1 
             1 
θ C = arcsen      = 41,8o
             1,5 
Dispersão

Dispersão: dependência do índice de refração com o comprimento de onda,
que resulta da dependência da velocidade da onda com o comprimento de
onda (n=c/v).
Arco-íris




Apenas algumas cores chegam aos nossos olhos no ângulo
correto, 42o, que foi calculado por Descartes
Dedução do ângulo de Descartes




                                                Triângulo AOB: 2θ2+α = π
                       (ângulo de desvio)       Triângulo AOP: θ1+β+α = π




narsenθ1 = náguasenθ2
Φd+2β = π (ângulo de desvio)       Triângulo AOP:
β = π−θ1−α = π−θ1−(π−2θ2) = 2θ2−θ1
Φd = π−2β = π−4θ2+2θ1

Φd = π+2θ1−4.arcsen[(nar/nágua).sen θ1]
    dΦd/dθ1 = 0 (desvio mínimo):
       θ1 = 60°, Φdmín = 138°
 2βmáx = π−Φdmín = 180°−138° = 42°
Exercício Resolvido
Se você estiver na piscina, embaixo da água e olhando para cima, suponha que
consiga ver objetos acima do nível da água em um círculo de luz com raio igual a
2m. Qual a sua profundidade na piscina?

                                        Ângulo crítico :
                                                                                                  1
                                        nágua senθ C = nar sen(π / 2) ⇒ senθ C =
                                                                                                nágua
                                        Por outro lado,
                                                senθ C R
                                        tgθ C =        =
                                                cos θ C y

                                                                                        1       nágua − 1
                                                                                                 2

                                        E cos θ C = 1 − sen 2θ C = 1 −              2
                                                                                            =
                                                                                    n
                                                                                    água        nágua
                                                         1          nágua           R
                                        Logo, tgθ C =           .               =
                                                        nágua       nágua − 1
                                                                     2              y



                 y = R nágua − 1 = 2 (1,33) 2 − 1 = 1,75m
                        2
Formação de Imagens
Imagens reais: são formadas quando os raios de luz vindos diretamente de
um objeto, se cruzam.
Imagens virtuais: os raios de luz parecem vir de um ponto, mas é apenas a
extensão dos raios refletidos (não existe uma convergência de raios)




                                1. Espelhos Planos:
                                - imagens virtuais
                                - situadas à mesma distância do espelho em
                                relação ao objeto, porém atrás do espelho.
- imagem direita
                      - imagem de mesmo
                      tamanho do objeto




Reversão de imagens
2. Espelhos Esféricos



                        - Espelho côncavo
                        - Imagem real
                        - Raios paraxiais (próximos ao vértice do
                        espelho)




Aberração esférica:
(raios não-paraxiais)
Equação dos Espelhos




Teorema do ângulo externo: o ângulo externo de um triângulo é igual à
soma dos 2 ângulos internos opostos.
       ∆PAC: β = α + θ → θ = β – α
       ∆PAP': γ = α + 2θ → γ = α + 2β – 2α → α + γ = 2β (1)
Por outro lado, se α e γ forem pequenos (tgӨ ≈ Ө):
   AV AV
α≈      =
   PV     s             Substituindo em (1) :
   AV AV
β=      =               AV AV      AV  1 1 2
   CV     r                +    =2    ⇒ + = (Equação dos Espelhos)
   AV AV                 s   s'     r  s s' r
γ≈      =
   P 'V   s'
Convenção de sinais para espelhos:
1. O lado da luz incidente é chamado lado Real (R)
2. O lado de dentro do espelho é chamado lado Virtual (V)
3. Quando s, s' e r estão do lado R são positivos e caso contrário são negativos

Distância Focal
Ponto focal F: ponto para o qual convergem todos os raios refletidos pelo espelho
(ou seus prolongamentos), que provêem de raios paralelos ao eixo do espelho.



                                       2
                                       r




                     1 1 2  1 1 2     r
                      + = ⇒ + = ⇒ f =
                     s s' r ∞ f r     2
Diagrama de Raios
1. Raio paralelo ao eixo: ao ser refletido, passa pelo ponto focal F
2. Raio focal: ao ser refletido, fica paralelo ao eixo
3. Raio central: passa pelo centro de curvatura C e é refletido sobre ele mesmo,
sem desvio




                                                  Objeto antes de C:
                                                  - Imagem real, invertida e menor
                                                  do que objeto




        Objeto entre F e vértice:
        - Imagem virtual, direita e maior
        do que objeto
Espelho convexo:
- Imagem virtual, direita e menor
do que objeto




           Aumento transversal (m):
           m = y'/y = -s'/s
           m > 0 : imagem direita
           m < 0 : imagem invertida
Exercício Resolvido
Um objeto com altura de 2cm está a 10cm de um espelho convexo de raio de
curvatura de 10cm. Determine:
a) a posição da imagem (s')



                                     1 1 2          1       1     2
                                        + = ⇒             + =
                                     s s' r      + 10cm s ' − 10cm
                                     1       3
                                        =−      ⇒ s ' = −3,33cm (imagem virtual)
                                     s'    10cm



 b) a altura da imagem (y')

       m=−
               s' y'
                 = =−
                         (− 3,33cm) = +0,33 (imagem direita e menor)
               s y         10cm
        y' = 0,33.2cm = 0,66cm
3. Superfícies Refratoras Esféricas




1. O lado da luz incidente é chamado lado Virtual (V)
2. O lado da luz refratada é chamado lado Real (R)
Convenção de sinais para superfícies refratoras:
1. Objeto no lado da luz incidente, o > 0
2. Objeto no lado da luz refratada, o < 0
3. Imagem no lado da luz refratada, i > 0
4. Imagem no lado da luz incidente, i < 0
5. Raio de curvatura no lado da luz refratada, r > 0
6. Raio de curvatura no lado da luz incidente, r < 0
Fórmula da superfície refratora esférica




∆COa: θ1 = α + β     ∆ICa: β = θ2 + γ

Raios paraxiais: senθ1 ≈ θ1 e senθ2 ≈ θ2

Lei de Snell: n1θ1 ≈ n2θ2 → n1( α + β) ≈ n2(β – γ) → n1α + n2γ ≈ (n2-n1)β

       aV         aV       aV
    α≈      ;β =      ;γ ≈
         o         r         i
    ⇒ n1
         aV
             + n2
                  aV
                       = (n2 − n1 )
                                    aV  n n    (n − n )
                                       ⇒ 1+ 2 = 2 1
          o         i                r   o i      r

Aula12

  • 1.
    Reflexão interna total Lei de Snell : n1senθ1 = n2 senθ 2 n1senθ C = n2 sen(π / 2) = n2 n2  n2  senθ C = ⇒ θ C = arcsen  n  n1  1 Prismas Vidro comum:  n2  θ C = arcsen     n1   1  θ C = arcsen  = 41,8o  1,5 
  • 3.
    Dispersão Dispersão: dependência doíndice de refração com o comprimento de onda, que resulta da dependência da velocidade da onda com o comprimento de onda (n=c/v).
  • 4.
    Arco-íris Apenas algumas coreschegam aos nossos olhos no ângulo correto, 42o, que foi calculado por Descartes
  • 5.
    Dedução do ângulode Descartes Triângulo AOB: 2θ2+α = π (ângulo de desvio) Triângulo AOP: θ1+β+α = π narsenθ1 = náguasenθ2 Φd+2β = π (ângulo de desvio) Triângulo AOP: β = π−θ1−α = π−θ1−(π−2θ2) = 2θ2−θ1 Φd = π−2β = π−4θ2+2θ1 Φd = π+2θ1−4.arcsen[(nar/nágua).sen θ1] dΦd/dθ1 = 0 (desvio mínimo): θ1 = 60°, Φdmín = 138° 2βmáx = π−Φdmín = 180°−138° = 42°
  • 7.
    Exercício Resolvido Se vocêestiver na piscina, embaixo da água e olhando para cima, suponha que consiga ver objetos acima do nível da água em um círculo de luz com raio igual a 2m. Qual a sua profundidade na piscina? Ângulo crítico : 1 nágua senθ C = nar sen(π / 2) ⇒ senθ C = nágua Por outro lado, senθ C R tgθ C = = cos θ C y 1 nágua − 1 2 E cos θ C = 1 − sen 2θ C = 1 − 2 = n água nágua 1 nágua R Logo, tgθ C = . = nágua nágua − 1 2 y y = R nágua − 1 = 2 (1,33) 2 − 1 = 1,75m 2
  • 8.
    Formação de Imagens Imagensreais: são formadas quando os raios de luz vindos diretamente de um objeto, se cruzam. Imagens virtuais: os raios de luz parecem vir de um ponto, mas é apenas a extensão dos raios refletidos (não existe uma convergência de raios) 1. Espelhos Planos: - imagens virtuais - situadas à mesma distância do espelho em relação ao objeto, porém atrás do espelho.
  • 9.
    - imagem direita - imagem de mesmo tamanho do objeto Reversão de imagens
  • 10.
    2. Espelhos Esféricos - Espelho côncavo - Imagem real - Raios paraxiais (próximos ao vértice do espelho) Aberração esférica: (raios não-paraxiais)
  • 11.
    Equação dos Espelhos Teoremado ângulo externo: o ângulo externo de um triângulo é igual à soma dos 2 ângulos internos opostos. ∆PAC: β = α + θ → θ = β – α ∆PAP': γ = α + 2θ → γ = α + 2β – 2α → α + γ = 2β (1) Por outro lado, se α e γ forem pequenos (tgӨ ≈ Ө): AV AV α≈ = PV s Substituindo em (1) : AV AV β= = AV AV AV 1 1 2 CV r + =2 ⇒ + = (Equação dos Espelhos) AV AV s s' r s s' r γ≈ = P 'V s'
  • 12.
    Convenção de sinaispara espelhos: 1. O lado da luz incidente é chamado lado Real (R) 2. O lado de dentro do espelho é chamado lado Virtual (V) 3. Quando s, s' e r estão do lado R são positivos e caso contrário são negativos Distância Focal Ponto focal F: ponto para o qual convergem todos os raios refletidos pelo espelho (ou seus prolongamentos), que provêem de raios paralelos ao eixo do espelho. 2 r 1 1 2 1 1 2 r + = ⇒ + = ⇒ f = s s' r ∞ f r 2
  • 13.
    Diagrama de Raios 1.Raio paralelo ao eixo: ao ser refletido, passa pelo ponto focal F 2. Raio focal: ao ser refletido, fica paralelo ao eixo 3. Raio central: passa pelo centro de curvatura C e é refletido sobre ele mesmo, sem desvio Objeto antes de C: - Imagem real, invertida e menor do que objeto Objeto entre F e vértice: - Imagem virtual, direita e maior do que objeto
  • 14.
    Espelho convexo: - Imagemvirtual, direita e menor do que objeto Aumento transversal (m): m = y'/y = -s'/s m > 0 : imagem direita m < 0 : imagem invertida
  • 15.
    Exercício Resolvido Um objetocom altura de 2cm está a 10cm de um espelho convexo de raio de curvatura de 10cm. Determine: a) a posição da imagem (s') 1 1 2 1 1 2 + = ⇒ + = s s' r + 10cm s ' − 10cm 1 3 =− ⇒ s ' = −3,33cm (imagem virtual) s' 10cm b) a altura da imagem (y') m=− s' y' = =− (− 3,33cm) = +0,33 (imagem direita e menor) s y 10cm y' = 0,33.2cm = 0,66cm
  • 16.
    3. Superfícies RefratorasEsféricas 1. O lado da luz incidente é chamado lado Virtual (V) 2. O lado da luz refratada é chamado lado Real (R)
  • 17.
    Convenção de sinaispara superfícies refratoras: 1. Objeto no lado da luz incidente, o > 0 2. Objeto no lado da luz refratada, o < 0 3. Imagem no lado da luz refratada, i > 0 4. Imagem no lado da luz incidente, i < 0 5. Raio de curvatura no lado da luz refratada, r > 0 6. Raio de curvatura no lado da luz incidente, r < 0
  • 18.
    Fórmula da superfícierefratora esférica ∆COa: θ1 = α + β ∆ICa: β = θ2 + γ Raios paraxiais: senθ1 ≈ θ1 e senθ2 ≈ θ2 Lei de Snell: n1θ1 ≈ n2θ2 → n1( α + β) ≈ n2(β – γ) → n1α + n2γ ≈ (n2-n1)β aV aV aV α≈ ;β = ;γ ≈ o r i ⇒ n1 aV + n2 aV = (n2 − n1 ) aV n n (n − n ) ⇒ 1+ 2 = 2 1 o i r o i r