Produção Editorial em
Hipermídia
Professora Liliane Dutra Brignol
@lilianedb
lilianebrignol@gmail.com
Produção Editorial e Hipermídia
Um universo de possibilidades
• Novas formas de leitura

• Mercado editorial em crescimento

• + conteúdo = + seleção/edição = novas estratégias
  de produção e circulação = mudanças nas relações
  de consumo

• Desafios de um profissional em desenvolvimento

• Aprender e compartilhar
Qual o caminho sugerido?
• Plano de ensino
Hipermídia: revisão de conceitos
• Tecnologia – Sociedade – Cultura

 Mundo-objeto da tecnologia como parte do
 mundo da cultura (Steven Johnson, A cultura da
 interface)
O primeiro pintor de cavernas era artista ou
engenheiro?
Da Vince: cientista, matemático,
         engenheiro, inventor, anatomista, pintor,
         escultor, arquiteto, botânico, poeta e
         músico. Precursor da aviação e da balística.


                 Fusão de tecnologia e
                 cultura. Ela fez parte da experiência humana
                 desde o primeiro pintor de cavernas, mas
                 temos tido muita dificuldade em enxergá-la
                 até agora.




“O mundo digital pode estar conectado a uma rede,
ser inicializado e ter placa de som, mas é surdo para a
história.”
Tecnologia – Sociedade – Cultura

• Questão de interface = questão de cultura,
  comportamento, hábitos, cotidiano, cognição,
  técnica, estética

• Novos aparatos = novos usos = transformações
  sociais
"Ulisses" adapta a
                  Odisséia de Homero,
                  condensando a viagem de
                  Odisseu (na pessoa do
                  agente de publicidade
                  Leopold Bloom) em 24
                  horas, entre os dias 15 e
                  16 de junho de 1904.




Quando James Joyce publicou Ulisses
em 1922 e revolucionou todas as
nossas expectativas quanto ao
que os livros devem ser, estava sendo
assim tão diferente do
próprio Gutenberg?
“Joyce
era um técnico altamente qualificado que andou fazendo
experiências com uma máquina-livro, levando-a a fazer coisas
que nunca fizera. Seus contemporâneos o viram como um
artista (ou, muitos, como um pornógrafo), mas do nosso ponto
de observação ele poderia perfeitamente ser visto como um
programador que escreveu códigos para a plataforma da
máquina impressora. Joyce escreveu software para um
hardware originalmente materializado por Gutenberg.”


  Gutenberg
  construiu uma máquina que Joyce
  "envenenou" com uma
  programação inovadora, e Joyce alardeou
  como sua uma variação de um tema que,
  originalmente, fora da autoria do
  próprio Gutenberg.

              Ambos foram artistas. Ambos foram
                                 engenheiros.
• Por que a conexão entre tecnologia e cultura
  deveria parecer mais factível para nós hoje?

 A resposta é simples: velocidade. A tecnologia
 costumava avançar em estágios mais lentos,
 mais diferenciados.
Hipermídia - Conceito inicial

• Hipermídia = expressão não
  linear da linguagem, que atua
  de forma multimidiática e tem
  sua origem conceitual no jogo
  (princípio de linguagem e ser
  como sinônimos, idéia de que
  jogar é ser jogado). (Bairon)
Hipertexto e hipermídia
• A característica não linear da linguagem
  expressa todo o caminho de compreensão de
  algo que não depende unicamente da exposição
  seqüencial de conteúdo.

• Texto, imagens (fixas e em movimento), sons em
  um mesmo ambiente construídos de maneira
  hipertextual
Hipertexto e hipermídia
• Origem – Ted Nelson (década de 1960). Projeto
  Memex

•   Conceitos abarcam muitas
•   concepções e foram sendo
•   repensados na área da
•   comunicação

• Hipertexto = “escritura/
leitura não seqüencial e
não linear”
Compreensão anterior ao surgimento
da web
• Roland Barthes – Princípio de que num texto ideal há redes
  atuantes entre si sem que nenhuma possa impor-se às demais. Não
  há princípio, mas diversas vias de acesso. Infinitude da linguagem.
  Os códigos que o texto mobiliza são intermináveis e os sistemas de
  significação só podem impor-se no plural, nunca de forma limitada.
  Crítica ao postulado de interpretação associado à forma de pensar
  tradicional linear. Crítica à noção de um “eu” que tudo lê e tudo
  compreende. As ligações de um texto com outros textos são
  identificadas como lexias.

• Mikhail Bakthin (filósofo russo) – conceito de polifonia e
  discursos polifônicos (diversidade de vozes controversas no interior
  de um texto). Presença de outros textos dentro de um texto, causada
  pela inserção do autor num contexto que já inclui previamente
  textos anteriores que lhe inspiram ou influenciam
Precursores do hipertexto

                            Enciclopédias




     Notas de rodapé
Hipermídia na web
• Com a linguagem hipermídia, o que já era complexo
  no interior da relação texto/autor/leitor assumiu
  uma condição de contínuas construções .

• Antes já havia produções hipermidiáticas em outras
  plataformas, como o cd-rom

• Quanto à desenvolvimento gráfico, muito do que foi
  realizado em cd-rom durante os anos 1990 só
  chegou na web no começo dos anos 2000
Hipermídia na web
 • Impulso com a criação da web (WWW) – entre
   1990 e 1991 por Tim Berbers-Lee

 • = Encontro entre as características do
   hipertexto/hipermídia
Hipermídia na web




    1º navegador gráfico Mosaic (1993) = exposição
    simultânea de imagens e textos na web
Hipermídia na web
• Web = hoje é o grande ambiente no qual a
  hipermídia se expande

• + outras plataformas
Hipermídia na web




    Animação
    Se taire, si ça vous chante
    http://setaire1.free.fr/
Hipermídia na web




   Reportagem:
   Cali, la ciudad que no duerme – El País
   http://www.elpais.com.co/reportaje360/ediciones/cali-ciudad-que-no-duerme/#inicio
Hipermídia na web




Interview Project,
David Linch
http://interviewproject.davidlynch.com/

Aula1 hipermídia revisão de conceitos

  • 1.
    Produção Editorial em Hipermídia ProfessoraLiliane Dutra Brignol @lilianedb lilianebrignol@gmail.com
  • 2.
    Produção Editorial eHipermídia Um universo de possibilidades • Novas formas de leitura • Mercado editorial em crescimento • + conteúdo = + seleção/edição = novas estratégias de produção e circulação = mudanças nas relações de consumo • Desafios de um profissional em desenvolvimento • Aprender e compartilhar
  • 3.
    Qual o caminhosugerido? • Plano de ensino
  • 4.
    Hipermídia: revisão deconceitos • Tecnologia – Sociedade – Cultura Mundo-objeto da tecnologia como parte do mundo da cultura (Steven Johnson, A cultura da interface)
  • 5.
    O primeiro pintorde cavernas era artista ou engenheiro?
  • 6.
    Da Vince: cientista,matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. Precursor da aviação e da balística. Fusão de tecnologia e cultura. Ela fez parte da experiência humana desde o primeiro pintor de cavernas, mas temos tido muita dificuldade em enxergá-la até agora. “O mundo digital pode estar conectado a uma rede, ser inicializado e ter placa de som, mas é surdo para a história.”
  • 7.
    Tecnologia – Sociedade– Cultura • Questão de interface = questão de cultura, comportamento, hábitos, cotidiano, cognição, técnica, estética • Novos aparatos = novos usos = transformações sociais
  • 8.
    "Ulisses" adapta a Odisséia de Homero, condensando a viagem de Odisseu (na pessoa do agente de publicidade Leopold Bloom) em 24 horas, entre os dias 15 e 16 de junho de 1904. Quando James Joyce publicou Ulisses em 1922 e revolucionou todas as nossas expectativas quanto ao que os livros devem ser, estava sendo assim tão diferente do próprio Gutenberg?
  • 9.
    “Joyce era um técnicoaltamente qualificado que andou fazendo experiências com uma máquina-livro, levando-a a fazer coisas que nunca fizera. Seus contemporâneos o viram como um artista (ou, muitos, como um pornógrafo), mas do nosso ponto de observação ele poderia perfeitamente ser visto como um programador que escreveu códigos para a plataforma da máquina impressora. Joyce escreveu software para um hardware originalmente materializado por Gutenberg.” Gutenberg construiu uma máquina que Joyce "envenenou" com uma programação inovadora, e Joyce alardeou como sua uma variação de um tema que, originalmente, fora da autoria do próprio Gutenberg. Ambos foram artistas. Ambos foram engenheiros.
  • 10.
    • Por quea conexão entre tecnologia e cultura deveria parecer mais factível para nós hoje? A resposta é simples: velocidade. A tecnologia costumava avançar em estágios mais lentos, mais diferenciados.
  • 11.
    Hipermídia - Conceitoinicial • Hipermídia = expressão não linear da linguagem, que atua de forma multimidiática e tem sua origem conceitual no jogo (princípio de linguagem e ser como sinônimos, idéia de que jogar é ser jogado). (Bairon)
  • 12.
    Hipertexto e hipermídia •A característica não linear da linguagem expressa todo o caminho de compreensão de algo que não depende unicamente da exposição seqüencial de conteúdo. • Texto, imagens (fixas e em movimento), sons em um mesmo ambiente construídos de maneira hipertextual
  • 13.
    Hipertexto e hipermídia •Origem – Ted Nelson (década de 1960). Projeto Memex • Conceitos abarcam muitas • concepções e foram sendo • repensados na área da • comunicação • Hipertexto = “escritura/ leitura não seqüencial e não linear”
  • 14.
    Compreensão anterior aosurgimento da web • Roland Barthes – Princípio de que num texto ideal há redes atuantes entre si sem que nenhuma possa impor-se às demais. Não há princípio, mas diversas vias de acesso. Infinitude da linguagem. Os códigos que o texto mobiliza são intermináveis e os sistemas de significação só podem impor-se no plural, nunca de forma limitada. Crítica ao postulado de interpretação associado à forma de pensar tradicional linear. Crítica à noção de um “eu” que tudo lê e tudo compreende. As ligações de um texto com outros textos são identificadas como lexias. • Mikhail Bakthin (filósofo russo) – conceito de polifonia e discursos polifônicos (diversidade de vozes controversas no interior de um texto). Presença de outros textos dentro de um texto, causada pela inserção do autor num contexto que já inclui previamente textos anteriores que lhe inspiram ou influenciam
  • 15.
    Precursores do hipertexto Enciclopédias Notas de rodapé
  • 16.
    Hipermídia na web •Com a linguagem hipermídia, o que já era complexo no interior da relação texto/autor/leitor assumiu uma condição de contínuas construções . • Antes já havia produções hipermidiáticas em outras plataformas, como o cd-rom • Quanto à desenvolvimento gráfico, muito do que foi realizado em cd-rom durante os anos 1990 só chegou na web no começo dos anos 2000
  • 17.
    Hipermídia na web • Impulso com a criação da web (WWW) – entre 1990 e 1991 por Tim Berbers-Lee • = Encontro entre as características do hipertexto/hipermídia
  • 18.
    Hipermídia na web 1º navegador gráfico Mosaic (1993) = exposição simultânea de imagens e textos na web
  • 19.
    Hipermídia na web •Web = hoje é o grande ambiente no qual a hipermídia se expande • + outras plataformas
  • 20.
    Hipermídia na web Animação Se taire, si ça vous chante http://setaire1.free.fr/
  • 21.
    Hipermídia na web Reportagem: Cali, la ciudad que no duerme – El País http://www.elpais.com.co/reportaje360/ediciones/cali-ciudad-que-no-duerme/#inicio
  • 22.
    Hipermídia na web InterviewProject, David Linch http://interviewproject.davidlynch.com/