ASMA
Professora Jhordana
ASMA
• A asma é uma doença heterogênea,
normalmente caracterizada por inflamação
crônica das vias respiratórias.
• Essa doença inflamatória crônica das vias
respiratórias provoca hiper-reatividade das
vias respiratórias, edema de mucosa e
produção de muco.
A asma é uma doença inflamatória
crônica das vias aéreas inferiores que
se caracteriza, clinicamente, por
aumento da responsividade dessas
vias a diferentes estímulos, com
consequente obstrução ao fluxo aéreo,
de forma recorrente e, tipicamente,
reversível.
• Essa inflamação leva a episódios
recorrentes de sintomas de asma
brônquica: tosse, aperto no tórax,
sibilos e dispneia.
• Embora seja a doença crônica mais
comum da infância, a asma
brônquica pode ocorrer em
qualquer idade.
• A asma é uma doença respiratória
crônica complexa, heterogênea, que
varia ao longo do tempo.
• É a doença crônica mais prevalente na
infância e adolescência.
O diagnóstico é eminentemente
clínico com base na anamnese e
no exame clínico, que podem
evidenciar sinais e sintomas
respiratórios recorrentes (dispneia,
sibilos, tosse, sensação de aperto
retroesternal), associados a
limitação ao fluxo aéreo, de
caráter tipicamente reversível,
evidenciado por provas de função
pulmonar.
• Ao contrário de outras doenças pulmonares obstrutivas,
a asma brônquica é em grande parte reversível
espontaneamente ou com tratamento. Os pacientes com
asma brônquica podem experimentar períodos livres de
sintomas alternados com exacerbações agudas que duram
de minutos a horas ou dias.
• A alergia é o fator predisponente mais forte para a asma
brônquica.
• A exposição crônica a irritantes das vias respiratórias ou
alergênios também aumenta o risco de asma brônquica.
Fenótipos da asma
A asma engloba diferentes fenótipos, sendo os mais comuns:
 Asma alérgica: Geralmente inicia na infância e está associada a
história passada ou familiar de doença alérgica - como eczema, rinite
alérgica ou alergia a alimentos ou medicamentos - com inflamação
eosinofílica das vias aéreas
 Os alergênios comuns podem ser sazonais (p. ex., grama, árvores e
polens de ervas daninhas) ou perenes (p. ex., mofo, poeira, baratas,
pelos de animais).
Fenótipos da asma
Asma não alérgica: Ocorre em alguns adultos e o perfil
celular pode ser neutrofílico, eosinofílico ou conter apenas
algumas células inflamatórias (paucigranulocítica)
Fenótipos da asma
Asma de início tardio: Ocorre pela primeira vez na vida
adulta e, geralmente, os pacientes podem apresentar
diferentes características. Podem cursar com associação de
rinossinusite crônica, pólipos nasais e intolerância a anti-
inflamatórios não esteroidais e outros podem ter menor
resposta terapêutica ou até mesmo serem refratários ao
tratamento com corticoides, principalmente se associada à
obesidade
Fenótipos da asma
Asma com limitação persistente do fluxo aéreo: Alguns
pacientes com asma de longa duração desenvolvem
limitação fixa do fluxo de ar devido à remodelação da parede
das vias aéreas
Asma com obesidade: Alguns pacientes obesos com asma
apresentam sintomas respiratórios proeminentes e pouca
inflamação eosinofílica das vias aéreas
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
• Os três sintomas mais comuns da asma brônquica são
tosse, dispneia e sibilos.
• Em alguns casos, a tosse pode ser o único sintoma.
• A crise de asma brônquica muitas vezes ocorre durante a
noite ou no início da manhã, possivelmente por causa de
variações circadianas que influenciam os limiares dos
receptores das vias respiratórias.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
• A exacerbação da asma brônquica pode começar
abruptamente, porém mais frequentemente é precedida por
sintomas crescentes ao longo dos últimos dias.
• Há tosse, com ou sem produção de muco.
DIAGNÓSTICO
Para estabelecer o diagnóstico,
deve determinar se há sintomas
episódicos de obstrução ao fluxo
de ar, definir se o fluxo de ar é ao
menos parcialmente reversível e,
ainda, excluir outras causas.
• Os antecedentes familiares positivos e fatores
ambientais, incluindo variações sazonais, altas contagens
de pólen, mofo, pelos de animais, mudanças climáticas (ar
muito frio) e poluição do ar são os principais fatores
associados à asma brônquica.
• O diagnóstico de asma é realizado com base em critérios
clínicos e funcionais a partir da anamnese, exame clínico e
exames de função pulmonar (espirometria).
• Os sintomas mais frequentes são os
sinais de obstrução das vias aéreas
(sibilos expiratórios, hiperexpansão
pulmonar e tiragem intercostal).
Podem ocorrer sinais de atopia
como, rinite alérgica, sinais de
dermatite atópica, entre outros.
• Atenção: No período intercrises, o
exame clínico pode ser normal, o
que não exclui o diagnóstico de
asma.
A probabilidade de que o paciente tenha asma é aumentada
pela presença dos seguintes achados:
• sibilos, dispneia, tosse, cansaço aos esforços, aperto no peito
(mais do que um achado, especialmente em adultos);
• piora dos sintomas à noite ou pela manhã;
• variação da intensidade dos sintomas ao longo do tempo;
• frequência maior dos sintomas na vigência de infecções virais de
vias aéreas; e
• desencadeamento dos sintomas pela exposição a alérgenos,
exercício, mudanças climáticas, riso, choro ou, ainda, por irritantes
respiratórios, como fumaça ou odores fortes.
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
• A base do tratamento farmacológico é constituída pelo uso de
corticoide inalatório (CI) associado ou não a um β2-agonista
de longa ação (B2LA).
• A escolha do medicamento, sua dosagem e o dispositivo
inalatório deve ser baseada na avaliação do controle dos
sintomas, nas características e preferências do paciente
(fatores de risco, capacidade de usar o dispositivo de forma
correta, preferência pelo dispositivo inalatório) e no
julgamento clínico.
TRATAMENTO NÃO
FARMACÓLOGICO
Cessação do tabagismo e exposição à fumaça do tabaco
Atividade física
Redução do peso
Evitar exposições ocupacionais
Evitar medicamentos que podem piorar a asma
Alimentação adequada e saudável
Evitar alérgenos em ambientes fechados
TRATAMENTO NÃO
FARMACÓLOGICO
Evitar a poluição do ar interno
Estresse emocional
Monitorizar função pulmonar
Informar doses máximas diárias
Treinar a técnica inalatória
Monitorar a adesão ao tratamento
Tratamento de
Enfermagem
A monitorização constante do paciente
pela equipe de enfermagem é importante
nas primeiras 12 a 24 horas, ou até que o
estado asmático esteja controlado. A
equipe de enfermagem também avalia o
turgor cutâneo do paciente para identificar
os sinais de desidratação.
Tratamento de
Enfermagem
Orientar o paciente que a ingestão
hídrica é essencial para combater a
desidratação, para fluidificar as
secreções e facilitar a expectoração.
Tratamento de
Enfermagem
A energia do paciente precisa ser
conservada, e o quarto deve estar
silencioso e livre de irritantes
respiratórios, incluindo flores, fumaça
de cigarro, perfumes ou odores dos
agentes de limpeza. Um travesseiro
não-alérgico deve ser utilizado.

AULA SOBRE ASMA........................pptx

  • 1.
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    ASMA • A asmaé uma doença heterogênea, normalmente caracterizada por inflamação crônica das vias respiratórias. • Essa doença inflamatória crônica das vias respiratórias provoca hiper-reatividade das vias respiratórias, edema de mucosa e produção de muco.
  • 3.
    A asma éuma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores que se caracteriza, clinicamente, por aumento da responsividade dessas vias a diferentes estímulos, com consequente obstrução ao fluxo aéreo, de forma recorrente e, tipicamente, reversível.
  • 4.
    • Essa inflamaçãoleva a episódios recorrentes de sintomas de asma brônquica: tosse, aperto no tórax, sibilos e dispneia. • Embora seja a doença crônica mais comum da infância, a asma brônquica pode ocorrer em qualquer idade.
  • 5.
    • A asmaé uma doença respiratória crônica complexa, heterogênea, que varia ao longo do tempo. • É a doença crônica mais prevalente na infância e adolescência.
  • 6.
    O diagnóstico éeminentemente clínico com base na anamnese e no exame clínico, que podem evidenciar sinais e sintomas respiratórios recorrentes (dispneia, sibilos, tosse, sensação de aperto retroesternal), associados a limitação ao fluxo aéreo, de caráter tipicamente reversível, evidenciado por provas de função pulmonar.
  • 7.
    • Ao contráriode outras doenças pulmonares obstrutivas, a asma brônquica é em grande parte reversível espontaneamente ou com tratamento. Os pacientes com asma brônquica podem experimentar períodos livres de sintomas alternados com exacerbações agudas que duram de minutos a horas ou dias. • A alergia é o fator predisponente mais forte para a asma brônquica. • A exposição crônica a irritantes das vias respiratórias ou alergênios também aumenta o risco de asma brônquica.
  • 8.
    Fenótipos da asma Aasma engloba diferentes fenótipos, sendo os mais comuns:  Asma alérgica: Geralmente inicia na infância e está associada a história passada ou familiar de doença alérgica - como eczema, rinite alérgica ou alergia a alimentos ou medicamentos - com inflamação eosinofílica das vias aéreas  Os alergênios comuns podem ser sazonais (p. ex., grama, árvores e polens de ervas daninhas) ou perenes (p. ex., mofo, poeira, baratas, pelos de animais).
  • 9.
    Fenótipos da asma Asmanão alérgica: Ocorre em alguns adultos e o perfil celular pode ser neutrofílico, eosinofílico ou conter apenas algumas células inflamatórias (paucigranulocítica)
  • 10.
    Fenótipos da asma Asmade início tardio: Ocorre pela primeira vez na vida adulta e, geralmente, os pacientes podem apresentar diferentes características. Podem cursar com associação de rinossinusite crônica, pólipos nasais e intolerância a anti- inflamatórios não esteroidais e outros podem ter menor resposta terapêutica ou até mesmo serem refratários ao tratamento com corticoides, principalmente se associada à obesidade
  • 11.
    Fenótipos da asma Asmacom limitação persistente do fluxo aéreo: Alguns pacientes com asma de longa duração desenvolvem limitação fixa do fluxo de ar devido à remodelação da parede das vias aéreas Asma com obesidade: Alguns pacientes obesos com asma apresentam sintomas respiratórios proeminentes e pouca inflamação eosinofílica das vias aéreas
  • 12.
    MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS • Ostrês sintomas mais comuns da asma brônquica são tosse, dispneia e sibilos. • Em alguns casos, a tosse pode ser o único sintoma. • A crise de asma brônquica muitas vezes ocorre durante a noite ou no início da manhã, possivelmente por causa de variações circadianas que influenciam os limiares dos receptores das vias respiratórias.
  • 13.
    MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS • Aexacerbação da asma brônquica pode começar abruptamente, porém mais frequentemente é precedida por sintomas crescentes ao longo dos últimos dias. • Há tosse, com ou sem produção de muco.
  • 14.
    DIAGNÓSTICO Para estabelecer odiagnóstico, deve determinar se há sintomas episódicos de obstrução ao fluxo de ar, definir se o fluxo de ar é ao menos parcialmente reversível e, ainda, excluir outras causas.
  • 15.
    • Os antecedentesfamiliares positivos e fatores ambientais, incluindo variações sazonais, altas contagens de pólen, mofo, pelos de animais, mudanças climáticas (ar muito frio) e poluição do ar são os principais fatores associados à asma brônquica. • O diagnóstico de asma é realizado com base em critérios clínicos e funcionais a partir da anamnese, exame clínico e exames de função pulmonar (espirometria).
  • 16.
    • Os sintomasmais frequentes são os sinais de obstrução das vias aéreas (sibilos expiratórios, hiperexpansão pulmonar e tiragem intercostal). Podem ocorrer sinais de atopia como, rinite alérgica, sinais de dermatite atópica, entre outros. • Atenção: No período intercrises, o exame clínico pode ser normal, o que não exclui o diagnóstico de asma.
  • 17.
    A probabilidade deque o paciente tenha asma é aumentada pela presença dos seguintes achados: • sibilos, dispneia, tosse, cansaço aos esforços, aperto no peito (mais do que um achado, especialmente em adultos); • piora dos sintomas à noite ou pela manhã; • variação da intensidade dos sintomas ao longo do tempo; • frequência maior dos sintomas na vigência de infecções virais de vias aéreas; e • desencadeamento dos sintomas pela exposição a alérgenos, exercício, mudanças climáticas, riso, choro ou, ainda, por irritantes respiratórios, como fumaça ou odores fortes.
  • 18.
    TRATAMENTO FARMACOLÓGICO • Abase do tratamento farmacológico é constituída pelo uso de corticoide inalatório (CI) associado ou não a um β2-agonista de longa ação (B2LA). • A escolha do medicamento, sua dosagem e o dispositivo inalatório deve ser baseada na avaliação do controle dos sintomas, nas características e preferências do paciente (fatores de risco, capacidade de usar o dispositivo de forma correta, preferência pelo dispositivo inalatório) e no julgamento clínico.
  • 19.
    TRATAMENTO NÃO FARMACÓLOGICO Cessação dotabagismo e exposição à fumaça do tabaco Atividade física Redução do peso Evitar exposições ocupacionais Evitar medicamentos que podem piorar a asma Alimentação adequada e saudável Evitar alérgenos em ambientes fechados
  • 20.
    TRATAMENTO NÃO FARMACÓLOGICO Evitar apoluição do ar interno Estresse emocional Monitorizar função pulmonar Informar doses máximas diárias Treinar a técnica inalatória Monitorar a adesão ao tratamento
  • 21.
    Tratamento de Enfermagem A monitorizaçãoconstante do paciente pela equipe de enfermagem é importante nas primeiras 12 a 24 horas, ou até que o estado asmático esteja controlado. A equipe de enfermagem também avalia o turgor cutâneo do paciente para identificar os sinais de desidratação.
  • 22.
    Tratamento de Enfermagem Orientar opaciente que a ingestão hídrica é essencial para combater a desidratação, para fluidificar as secreções e facilitar a expectoração.
  • 23.
    Tratamento de Enfermagem A energiado paciente precisa ser conservada, e o quarto deve estar silencioso e livre de irritantes respiratórios, incluindo flores, fumaça de cigarro, perfumes ou odores dos agentes de limpeza. Um travesseiro não-alérgico deve ser utilizado.