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INTRODUÇÃO A
SEMIOLOGIA I
Professora: Agueda Ap. L. S. Rial
Introdução
 A correlação entre as informações obtidas por
anamnese e exame físico meticuloso conduz, à
elaboração de hipóteses diagnósticos, tornando a
prática médica, um exercício mental dos mais
estimulantes.
 A semiologia é a parte da medicina que estuda os
métodos de exame clinico, pesquisa os sintomas
e os interpreta, reunindo, dessa forma, os
elementos necessários para construir o
diagnóstico e presumir a evolução da
enfermidade.
 Semiologias provem do grego SEMEION:
Sintomas/sinais LOGOS: ciência/estudo.
Introdução
 Subdivisão da Semiologia
 Semiotécnica: É a utilização, por
parte dos examinadores, de todos
os recursos disponíveis para
examinar o paciente enfermo desde
a simples observação ate a
realização de exames modernos.
 É a arte de examinar o paciente
Semiotécnica
Física Funcional Experimental
Determina as alterações
anatômicas por meios
físicos
Determina as alterações
funcionais por meios
gráficos
Renova alterações orgânicas para
se comprovar os diagnósticos
Ex: aumento de volume articular Ex: Eletrocardiograma Ex: Prova de Tuberculina
Conceitos gerais
 Sintoma ou sinal
 Sintoma também de origem grega
SINTEÉN: Acontecimento sendo a sua
conceituação divergente entre diferentes
escolas e, consequentemente, entre os
diferentes profissionais.
 Na medicina veterinária, o sintoma é
todo fenômeno anormal, orgânico ou
funcional, na qual as doenças se revelam
no animal Ex: tosse, claudicação .
Conceitos gerais
 O sinal não se limita a observação da manifestação a
normal mas a avaliação e a conclusão que o clinico retira
do (s) sintoma (s) observado (s) e ou por métodos
físicos de exame.
 Ex: Quando se palpa uma região com aumento de
volume e se forma uma depressão que se mantém
mesmo após retirada da pressão, é sugestivo de edema
que se chama de sinal de godt positivo. O Sintoma neste
caso é o aumento de volume, que, por si só, não se
caracteriza, pois pode ser tanto um abscesso quanto um
hematoma.
 Examinados utilizou de métodos de exame físico de
exame (palpação), obtém uma resposta e utiliza o
raciocínio para concluir que retrata de um edema.
1- Sintoma ou sinal
Diversos tipos de classificação são
encontrados na literatura:
 Locais
 Gerais
 Principais
 Patognomônicos
1- Sintoma ou sinal
 LOCAIS: Quando as manifestações patológicas
aparecem claramente circunscritas e em estreita
relação com o órgão evolvido (claudicação=
artrite séptica interfalângica digital)
 GERAIS: manifestações patológicas decorrentes
do comprometimento orgânico como em todo
(endotoxemia), ou envolvimento de um órgão ou
um determinado sistema, levando os prejuízos de
outras funções do organismo (neoplasia mamária
com posterior metástase para pulmões).
1- Sintoma ou sinal
 PRINCIPAIS: Fornecem subsídios sobre o
provável sistema orgânico envolvido
(dispnéia nas afecções pulmonares,
comportamentais por envolvimento do
sistema nervoso).
 PATOGNOMICOS OU UNICOS: Só
pertencem ou só representam uma
determinada enfermidade. (em
veterinária são extremamente raros) Ex:
Protusão da terceira pálpebra em eqüinos,
(tétano).
1- Sintoma ou sinal
 QUANTO A EVOLUÇÃO
 - Iniciais: São os primeiros sintomas
observados
 - Tardios: Aparecem na estabilização ou
declínio da enfermidade.
 - Residuais: quando se verifica uma
aparente recuperação do animal, como as
mioclónias que ocorrem em alguns casos
de cinomose.
1- Sintoma ou sinal
 QUANTO AO MECANISMO DE PRODUÇÃO.
 - Anatômicos: Alteração da forma de um
órgão ou tecido (esplenomegalia,
hepatomegalia).
 - Funcionais: Relacionados com a
alteração na função dos órgãos
claudição).
 - Reflexos: Chamados de sintomas
distante, por serem originado longe da
área em que o principal sintoma aparece
(sudoreses em casos de cólicas,
taquipneia em casos de urenia, icterícia
nas hepatites).
2- Sindrome (do grego syndromos = que correm juntos)
 È o conjunto de sintomas clínicos, de
múltiplas causas e que afetam diversos
sistemas: quando adequadamente
reconhecidos e considerados em
conjunto. Ex: (síndrome cólica). O
reconhecimento de uma síndrome
constitui p diagnóstico sindrômico.
 Nem sempre a síndrome revela a
entidade mórbida nas orientações as
investigações futuras.
2- Sindrome (do grego syndromos = que correm juntos)
 Ex: A Febre ocorre no carbuncuclo hemático,
na aftosa, na cinomose, sendo que sua
presença, por si só, não caracteriza nenhuma
dessas enfermidades, mas é de grande
importância para o diagnostico das mesmas.
 A febre é um conjunto de sintomas
(ressecamento da boca, aumento da
freqüência respiratória e cardíaca, perda
parcial do apetite, oliguria, dentre outros, o
aumento da temperatura (hipertemia), o
sintoma prepoderante.
3 – Diagnóstico
(do grego diagnoses = ato de discernir, de conhecer)
 Reconhecer uma dada enfermidade
por suas manifestações clínicas,
bem como o de prever a sua
evolução, ou melhor, o seu
prognóstico
3 – Diagnóstico
(do grego diagnoses = ato de discernir, de conhecer)
 - Diagnóstico Nosológico ou Clínico: reconhecimento de
uma doença com base nos dados obtidos na anmenese, exame
físico e / ou exames complementares, sendo na verdade, a
conclusão que o clínico chega sobre a doença. Ex: pneumonia,
tétano, raiva.
 - Diagnóstico Terapêutico: quando após ter avaliado um
animal suspeitando de uma determinada enfermidade, realiza-
se um procedimento medicamentoso, em caso de resposta
favorável, fecha-se um diagnóstico.
 - Diagnóstico Anatômico: produz modificações anatômicas,
encontradas no exame macroscópico dos órgãos. Ex: fratura
corretiva do fêmur, artrite interfalângica distal.
 - Diagnóstico Etiológico: é a conclusão do clínico sobre o
fator determinante da doença. Ex: botulismo clostridium
botulinum; tétano-clostridium tetani.
 - Diagnóstico radiológico: utilização dos raio x como auxiliar
nas rotinas clínicas e cirúrgica.
3 – Diagnóstico
(do grego diagnoses = ato de discernir, de conhecer)
 Vários diagnósticos utilizados atualmente como
laboratorial, sorológico, eletrocardiográfico,
endoscópico e outros, nada mais são que meios
auxiliares de exame clínico.
 Em várias ocasiões nem sempre é possível
estabelecer de imediato, o diagnóstico exato da
enfermidade que se manifesta. Nesses casos é
conveniente se fazer o que denominamos de
diagnóstico provável, provisório ou presuntivo.
Com a evolução do caso é necessário
estabelecer o diagnóstico por exclusão, pela
característica do quadro sintomático
apresentado dia-a-dia e pela realização de
exames complementares.
As principais causas de erro no
estabelecimento do diagnóstico:
 Anamnese incompleta ou preenchidos
erroneamente;
 Exame físico superficial ou feito as
presas
 Avaliação precipitada ou feita as presas
 Conhecimento ou domínio insuficiente
dos métodos dos exames físicos
disponíveis.
Elaboração de hipóteses – parte inicial
 Idade, sexo, raça e queixa principal.
 Anamnese = história do animal, ou observados
através dos sintomas e / outros sinais (exames
físicos).
 Assim a evolução procede uma hipótese de
trabalho é natural e necessária, já que propicia
conduta ou direção que se deve ser adotada
durante o exame clínico.
Avaliação das hipóteses obtidas – parte final
 Algumas indagações iniciais é direcionadas,
obtidas na fase de elaboração, são rejeitadas e
submetidas por outras mais genéricas.
Diagnóstico é fazer julgamento vale a pena
relembrar os princípios de Hutchinson (começo do
século).
1) Não seja demasiadamente sagaz.
2) Não tenha presa.
3) Não tenha predileções.
4) Não diagnostique raridades. Pense nas
hipóteses mais simples.
5) Não tome um rótulo por diagnóstico.
6) Não tenha prevenções.
7) Não seja demasiadamente seguro de si.
8) Não hesita em rever seu diagnóstico de
tempo em tempo, nos casos crônicos.
Diagnóstico
Anamnese Exame Físico Complementares
50% 35% 15%
3 – Diagnóstico
(do grego diagnoses = ato de discernir, de conhecer)
4. Prognóstico
 Consiste em se prever a evolução da
doença e suas prováveis conseqüências.
(do grego pro: antes, gnosis: conhecer).
É orientado levando-se em consideração
três aspectos:
1- Perspectiva de salvar a vida.
2- Perspectiva de recuperar a saúde ou de
curar o paciente.
3- Perspectiva de manter a capacidade
funcional do(s) órgão(s) acometido(s).
Doenças
Evoluem
para
cura
Se tornam
crônica
s
Evoluem
para o
óbito
Então, dessa forma teremos:
-Prognóstico favorável: prevê evolução satisfatória.
-Prognóstico desfavorável: prevê o término fatal.
-Prognóstico duvidoso, reservado ou incerto: curso imprevisível.
Pode ser favorável quanto a vida do paciente e desfavorável ou duvidoso
quanto a validez e a recuperação do paciente (displasia coxofemoral em cães de
grande porte).
Deve-se levar em consideração para dar um prognóstico, características
pertinentes ao animal: idade, raça, espécie, valor econômico do animal e ao
proprietário, tais como, poder aquisitivo e condições de manejo disponíveis na
propriedade.
5- Tratamento ou resolução
Meio utilizado para combater a doença.
 Podemos utilizar meios cirúrgicos, medicamentosos e
dietéticos. As vezes ocorre combinações desses recursos ou
tratamento de forma individual.
 - casual: opta-se por um meio que combata a doença
(hipocalcemia = cálcio).
 - sintomático: visa combater somente os sintomas (anorexia:
orexigênicos, vitaminas) ou abrandas o sofrimento
(analgésicos, antipiréticos).
 - patogênico: procura modificar o mecanismo de
desenvolvimento da doença no organismo (tétano usa-se
soro antitetânico antes que as toxinas atinja os neurônios).
 - vital: evitar o aparecimento de complicações (transfusões
em pacientes com anemia grave).
Métodos Gerais de Exploração Clinica
Semiotécnica e a Ciência do diagnóstico
Aporte humano básico necessário:
 reconhecimento
 raciocínio
 visão, audição, tato, olfação
 sensatez
 organização
 paciência
Material básico necessário:
- papel e caneta
- aparelho de ausculta
- martelo e plecimetro para percussão
- termômetro
- parelho de iluminação (lanterna)
- luvas de procedimento
- luvas de palpação retal
- otoscópio de oftalmoscópio
- especulo vaginal
- fracos para as amostras
- material específico para contenções (mordaças)
Os principais métodos de exploração física são:
 Inspeção, palpação, percussão, auscuta e
olfação. A cada uma dessas técnicas pode ser
aperfeiçoado se os três “pés” do exame clínico
forem obtidos. Paciência, perseverança e
prática. Para atingir a competência nesses
procedimentos e estudante deve “ensinar o
olho a ver, as mãos a sentir, e ouvido a ouvir”.
 O objetivo do exame físico é obter informações
válidas sobre a saúde do paciente.
1 - Inspeção
“Comete-se mais erros por não olhar que por não saber”.
 Visão - inicia-se antes mesmo do inicio da anamnese.
 Alguns conselhos:
 O exame deve ser feito em um lugar bem iluminado, de
preferência sob a luz solar. (luz artificial deve ser de cor
branca).
 Observe o animal de preferência em seu lugar de origem.
Faça inicialmente, uma observação a distância.
Anormalidades de postura e comportamento são facilmente
perceptíveis.
 Não se precipite: não faça a contenção nem manuseie o
animal antes de uma inspeção cuidadosa.
 Limite-se a descrever o que esta vendo.
 A inspeção pode ser
 Panorâmica: Animal é visualizado como um todo.
 Localizada: Atentando-se para alterações em uma
determinada região do corpo (glândula mamária, face,
membros).
1 - Inspeção
 A inspeção pode, ser dividida em:
 Direta: A visão é o principal meio utilizado
pelo clínico, (ectoscopia)
 Indireta: feita com auxilio de aparelhos.
 iluminação – otoscópio, laringoscópio,
oftalmoscópio (examinar cavidade).
 Raio-x
 Microscópios
 Aparelhos de mensuração
 Registros gráficos (eletrocardiograma)
 de ultra-sonografia
2- Palpação
 “O sentir é indispensável para se
chegar ao saber”.
 É a utilização do sentido táctil ou da
força, muscular, usando-se as
mãos, as pontas dos dedos, o
punho, ou até instrumentos para
melhor determinar as características
de um sistema orgânico ou da área
explorada.
2- Palpação
 A palpação apresenta inúmeras variantes que podem ser
sistematizadas da seguinte forma:
1- Palpação com a mão espalmada.
2- Palpação com a mão espalmada, usando apenas as
polpas digitais e a parte ventral dos dedos.
3- Palpação usando-se o polegar e o indicador (pinça).
4- Palpação com o dorso dos dedos ou das mãos –
temperatura.
5- Dígito-pressão realizada com a polpa polegar ou
indicador – consiste na compressão de uma área (dor,
presença de edema = godet positivo) e avaliar a
circulação cutânea.
2- Palpação
6- Punho-pressão é feita com a mão fechada
(grandes ruminantes – rumem abomaso).
7- Vitropessão realizada com uma lâmina de vidro
comprimida contra a pele. Sua principal aplicação
é para avaliar o eritema e púrpura (o eritema
desaparece e a púrpura não se altera com a vitro
ou dígito-pressão).
8- Pesquisa de flutuação aplica-se a palma da mão
sobre um lado da tumefação, enquanto a mão
oposta exerce sucessivas compressões
perpendiculares à superfície cutânea.
2- Palpação
Tipos de Consistência
 Mole – Quando uma determinada estrutura reassume sua forma
normal após cessar a aplicação de pressão à mesma (tecido adiposo).
 Firme – Quando a estrutura oferece resistência à pressão, mas acaba
cedendo e voltando ao normal com o seu fim (fígado, músculo).
 Dura – Quando a estrutura não sede, por mais forte que seja a
pressão (osso, tumores).
 Pastosa – Quando uma estrutura cede facilmente a pressão e
permanece a impressão do objeto (Godet Positivo).
 Flutuante – É determinada pelo acúmulo de líquidos tais como
sangue, soro, pus ou urina em uma estrutura ou região: resultará em
um movimento ondulante, mediante a pressão alternada. Se o líquido
estiver muito comprimido, as ondulações poderão estar ausentes.
 Crepitante – Observada quando um determinado tecido contém ar
ou gás em seu interior (bolhas de gás).
 A palpação pode revelar, também, um “ruído palpável”, denominado
de frêmito, que é produzido pelo atrito entre duas superfícies
anormais (race pleural), ou em lesões valvulares acentuadas.
3- Auscutação
 Consiste na avaliação dos ruídos que os diferentes
órgãos produzem espontaneamente. Está é a principal
diferença entre a ausculta e a percussão, já que, na
percussão, os sons são produzidos pelo examinador, a
fim de se obter uma resposta sonora.
 Este método de auscutação é usado, principalmente, no
exame dos pulmões, onde é possível evidenciar os
ruídos respiratórios normais e os patológicos; no exame
do coração, para ausculta das bulhas cardíacas normais
e suas alterações e para reconhecer sopros e outros
ruídos; no exame da cavidade abdominal, para detectar
os ruídos característicos inerentes ao sistema digestório
de cada espécie animal.
3- Auscutação
Pode ser:
 Direta ou imediata – Quando se aplica a
ouvido diretamente na área examinada
protegido por um pano.
 Indireta ou mediata – Quando se
utilizam aparelhos de ausculta
(estetoscópio, fenendoscópio, Dopper).
3- Auscutação
Tipos de ruídos detectados na Ausculta
 Aéreos – Ocorrem pelo movimentação de massas
gasosas (movimentos inspiratórios: passagem de
ar pelas vias aéreas).
 Hidroaéreos – Causados pela movimentação de
massas gasosas em um meio líquido (borborigmo
intestinal)
 Líquidos – Produzidos pala movimentação de
massas liquidas em uma estrutura (sopro
anêmico)
 Sólidos – Deve-se ao atrito de duas superfícies
sólidas rugosas, como o esfregar de duas folhas
de papel (roce pericárdio nas pericardites).
4- Percussão
 É o ato ou efeito de percutir. É um
método físico de exame em que, através
de pequenos golpes ou batidas, aplicadas
a determinada parte do corpo, torna-se
possível informações sobre a condição dos
tecidos adjacentes e particularmente, das
porções mais profundas. O valor do
método consiste na percepção das
vibrações no ponto de impacto,
produzindo sons audíveis, com
intensidade ou tons variáveis quando
refletidos de volta, devido as diferenças
na densidade dos tecidos.
4- Percussão
Existe dois objetivos básicos para a utilização da percussão.
 Fazer observações com relação à delimitação topográfica dos órgãos.
 Fazer comparação entre as mais variadas respostas sonoras obtidas.
 Percussão direta ou imediata: percute diretamente com os dedos de
uma das mãos a área a ser examinada sendo conhecida como
percussão digital (dedo fletido imitando o martelo).
 Percussão indireta ou mediata: Quando se interpõe o dedo de uma
mão (médio) ou algum outro instrumento (plexímetro), entre a área a
ser percutida e o objeto percutor (martelo e/ou dedo). A percussão é
dígito-digital e a martelo-pleximétrica.
4- Percussão
A percussão dígito-digital é a mais adequada para uso em
pequenos animais.
 Através da percussão, pode-se obter três tipos
fundamentais de som:
 Claro – se o órgão percutido contiver ar que possa se
movimentar, produz um som de média intensidade,
duração e ressonância, que é o som claro, o mesmo que
se ouve ao percutir o pulmão sadio. Quanto menos
espessos forem os tecidos que cobrem o órgão
percutido,maior será a zona vibratória do mesmo e por
tanto, mais alto será o som. Por isso o som do tórax
passa gradualmente a maciço, à proporção que vai se
percutindo as regiões superior e anterior do tórax.
4- Percussão
 Timpânico – Os órgãos ocos, com grandes
cavidades repletas de ar ou gás e com as paredes
semidistendidas, produzem um som de maior
intensidade e ressonância, que varia segundo a
pressão do ar ou gás contido como se fosse um
tambor. (Abdômen).
 Maciço: Regiões compactas, desprovidas de ar,
produz som de pouca ressonância, curta duração
e fraca intensidade, idêntico ao que se obtêm
percutindo-se a musculatura da coxa. (região
hepática e cardíaca).
4- Percussão
Entre o som claro e timpânico tem-se o hipersonoro
e entre o claro e o maciço obtêm-se o submaciço.
 Hipersonoro – Áreas repletas de ar ou gás, cujas
paredes estejam distendidas. (Pneumotórax, fase
inicial de timpanismo gasoso).
 Submaciço – A onda percutora atinge área com ar
no seu interior, estando sobreposta ou
sobrepondo uma região sólida, compacta. (porção
do fígado, onde o rebordo pulmonar “repousa”).
4- Percussão
Sons especiais
 Metálico – (casos avançados de
timpanismo).
Utiliza-se o fonendoscópio com percussão
simultânea.
 Panela rachada – lembra uma panela de
barro rachada. Resultante da saída do ar
ou gás contida em uma determinada
cavidade, sob pressão, através de
pequenos orifícios. (deslocamento ou
torção do abomaso, com fechamento
parcial do piloro).
5- Olfação
 Método menos utilizado, porém em certos
casos de grande ajuda. Ex: vacas com
acetonemia, elimina odor de acetona no
hálito, uremia odor urêmico, halitose pode
determinar causas. Ex: cáries, tártaro,
corpo estranho, afecções periodontais e
respiratórias, alterações metabólicas dos
sistema digestivo. Odor das fezes dos
cães com gastrententes hemorágica,
secreções da glândula adanal são
suigeneris e inesquecíveis.

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Introdução a-semiologia-i

  • 2. Introdução  A correlação entre as informações obtidas por anamnese e exame físico meticuloso conduz, à elaboração de hipóteses diagnósticos, tornando a prática médica, um exercício mental dos mais estimulantes.  A semiologia é a parte da medicina que estuda os métodos de exame clinico, pesquisa os sintomas e os interpreta, reunindo, dessa forma, os elementos necessários para construir o diagnóstico e presumir a evolução da enfermidade.  Semiologias provem do grego SEMEION: Sintomas/sinais LOGOS: ciência/estudo.
  • 3. Introdução  Subdivisão da Semiologia  Semiotécnica: É a utilização, por parte dos examinadores, de todos os recursos disponíveis para examinar o paciente enfermo desde a simples observação ate a realização de exames modernos.  É a arte de examinar o paciente
  • 4. Semiotécnica Física Funcional Experimental Determina as alterações anatômicas por meios físicos Determina as alterações funcionais por meios gráficos Renova alterações orgânicas para se comprovar os diagnósticos Ex: aumento de volume articular Ex: Eletrocardiograma Ex: Prova de Tuberculina
  • 5. Conceitos gerais  Sintoma ou sinal  Sintoma também de origem grega SINTEÉN: Acontecimento sendo a sua conceituação divergente entre diferentes escolas e, consequentemente, entre os diferentes profissionais.  Na medicina veterinária, o sintoma é todo fenômeno anormal, orgânico ou funcional, na qual as doenças se revelam no animal Ex: tosse, claudicação .
  • 6. Conceitos gerais  O sinal não se limita a observação da manifestação a normal mas a avaliação e a conclusão que o clinico retira do (s) sintoma (s) observado (s) e ou por métodos físicos de exame.  Ex: Quando se palpa uma região com aumento de volume e se forma uma depressão que se mantém mesmo após retirada da pressão, é sugestivo de edema que se chama de sinal de godt positivo. O Sintoma neste caso é o aumento de volume, que, por si só, não se caracteriza, pois pode ser tanto um abscesso quanto um hematoma.  Examinados utilizou de métodos de exame físico de exame (palpação), obtém uma resposta e utiliza o raciocínio para concluir que retrata de um edema.
  • 7. 1- Sintoma ou sinal Diversos tipos de classificação são encontrados na literatura:  Locais  Gerais  Principais  Patognomônicos
  • 8. 1- Sintoma ou sinal  LOCAIS: Quando as manifestações patológicas aparecem claramente circunscritas e em estreita relação com o órgão evolvido (claudicação= artrite séptica interfalângica digital)  GERAIS: manifestações patológicas decorrentes do comprometimento orgânico como em todo (endotoxemia), ou envolvimento de um órgão ou um determinado sistema, levando os prejuízos de outras funções do organismo (neoplasia mamária com posterior metástase para pulmões).
  • 9. 1- Sintoma ou sinal  PRINCIPAIS: Fornecem subsídios sobre o provável sistema orgânico envolvido (dispnéia nas afecções pulmonares, comportamentais por envolvimento do sistema nervoso).  PATOGNOMICOS OU UNICOS: Só pertencem ou só representam uma determinada enfermidade. (em veterinária são extremamente raros) Ex: Protusão da terceira pálpebra em eqüinos, (tétano).
  • 10. 1- Sintoma ou sinal  QUANTO A EVOLUÇÃO  - Iniciais: São os primeiros sintomas observados  - Tardios: Aparecem na estabilização ou declínio da enfermidade.  - Residuais: quando se verifica uma aparente recuperação do animal, como as mioclónias que ocorrem em alguns casos de cinomose.
  • 11. 1- Sintoma ou sinal  QUANTO AO MECANISMO DE PRODUÇÃO.  - Anatômicos: Alteração da forma de um órgão ou tecido (esplenomegalia, hepatomegalia).  - Funcionais: Relacionados com a alteração na função dos órgãos claudição).  - Reflexos: Chamados de sintomas distante, por serem originado longe da área em que o principal sintoma aparece (sudoreses em casos de cólicas, taquipneia em casos de urenia, icterícia nas hepatites).
  • 12. 2- Sindrome (do grego syndromos = que correm juntos)  È o conjunto de sintomas clínicos, de múltiplas causas e que afetam diversos sistemas: quando adequadamente reconhecidos e considerados em conjunto. Ex: (síndrome cólica). O reconhecimento de uma síndrome constitui p diagnóstico sindrômico.  Nem sempre a síndrome revela a entidade mórbida nas orientações as investigações futuras.
  • 13. 2- Sindrome (do grego syndromos = que correm juntos)  Ex: A Febre ocorre no carbuncuclo hemático, na aftosa, na cinomose, sendo que sua presença, por si só, não caracteriza nenhuma dessas enfermidades, mas é de grande importância para o diagnostico das mesmas.  A febre é um conjunto de sintomas (ressecamento da boca, aumento da freqüência respiratória e cardíaca, perda parcial do apetite, oliguria, dentre outros, o aumento da temperatura (hipertemia), o sintoma prepoderante.
  • 14. 3 – Diagnóstico (do grego diagnoses = ato de discernir, de conhecer)  Reconhecer uma dada enfermidade por suas manifestações clínicas, bem como o de prever a sua evolução, ou melhor, o seu prognóstico
  • 15. 3 – Diagnóstico (do grego diagnoses = ato de discernir, de conhecer)  - Diagnóstico Nosológico ou Clínico: reconhecimento de uma doença com base nos dados obtidos na anmenese, exame físico e / ou exames complementares, sendo na verdade, a conclusão que o clínico chega sobre a doença. Ex: pneumonia, tétano, raiva.  - Diagnóstico Terapêutico: quando após ter avaliado um animal suspeitando de uma determinada enfermidade, realiza- se um procedimento medicamentoso, em caso de resposta favorável, fecha-se um diagnóstico.  - Diagnóstico Anatômico: produz modificações anatômicas, encontradas no exame macroscópico dos órgãos. Ex: fratura corretiva do fêmur, artrite interfalângica distal.  - Diagnóstico Etiológico: é a conclusão do clínico sobre o fator determinante da doença. Ex: botulismo clostridium botulinum; tétano-clostridium tetani.  - Diagnóstico radiológico: utilização dos raio x como auxiliar nas rotinas clínicas e cirúrgica.
  • 16. 3 – Diagnóstico (do grego diagnoses = ato de discernir, de conhecer)  Vários diagnósticos utilizados atualmente como laboratorial, sorológico, eletrocardiográfico, endoscópico e outros, nada mais são que meios auxiliares de exame clínico.  Em várias ocasiões nem sempre é possível estabelecer de imediato, o diagnóstico exato da enfermidade que se manifesta. Nesses casos é conveniente se fazer o que denominamos de diagnóstico provável, provisório ou presuntivo. Com a evolução do caso é necessário estabelecer o diagnóstico por exclusão, pela característica do quadro sintomático apresentado dia-a-dia e pela realização de exames complementares.
  • 17. As principais causas de erro no estabelecimento do diagnóstico:  Anamnese incompleta ou preenchidos erroneamente;  Exame físico superficial ou feito as presas  Avaliação precipitada ou feita as presas  Conhecimento ou domínio insuficiente dos métodos dos exames físicos disponíveis.
  • 18. Elaboração de hipóteses – parte inicial  Idade, sexo, raça e queixa principal.  Anamnese = história do animal, ou observados através dos sintomas e / outros sinais (exames físicos).  Assim a evolução procede uma hipótese de trabalho é natural e necessária, já que propicia conduta ou direção que se deve ser adotada durante o exame clínico. Avaliação das hipóteses obtidas – parte final  Algumas indagações iniciais é direcionadas, obtidas na fase de elaboração, são rejeitadas e submetidas por outras mais genéricas.
  • 19. Diagnóstico é fazer julgamento vale a pena relembrar os princípios de Hutchinson (começo do século). 1) Não seja demasiadamente sagaz. 2) Não tenha presa. 3) Não tenha predileções. 4) Não diagnostique raridades. Pense nas hipóteses mais simples. 5) Não tome um rótulo por diagnóstico. 6) Não tenha prevenções. 7) Não seja demasiadamente seguro de si. 8) Não hesita em rever seu diagnóstico de tempo em tempo, nos casos crônicos.
  • 20. Diagnóstico Anamnese Exame Físico Complementares 50% 35% 15% 3 – Diagnóstico (do grego diagnoses = ato de discernir, de conhecer)
  • 21. 4. Prognóstico  Consiste em se prever a evolução da doença e suas prováveis conseqüências. (do grego pro: antes, gnosis: conhecer). É orientado levando-se em consideração três aspectos: 1- Perspectiva de salvar a vida. 2- Perspectiva de recuperar a saúde ou de curar o paciente. 3- Perspectiva de manter a capacidade funcional do(s) órgão(s) acometido(s).
  • 22. Doenças Evoluem para cura Se tornam crônica s Evoluem para o óbito Então, dessa forma teremos: -Prognóstico favorável: prevê evolução satisfatória. -Prognóstico desfavorável: prevê o término fatal. -Prognóstico duvidoso, reservado ou incerto: curso imprevisível. Pode ser favorável quanto a vida do paciente e desfavorável ou duvidoso quanto a validez e a recuperação do paciente (displasia coxofemoral em cães de grande porte). Deve-se levar em consideração para dar um prognóstico, características pertinentes ao animal: idade, raça, espécie, valor econômico do animal e ao proprietário, tais como, poder aquisitivo e condições de manejo disponíveis na propriedade.
  • 23. 5- Tratamento ou resolução Meio utilizado para combater a doença.  Podemos utilizar meios cirúrgicos, medicamentosos e dietéticos. As vezes ocorre combinações desses recursos ou tratamento de forma individual.  - casual: opta-se por um meio que combata a doença (hipocalcemia = cálcio).  - sintomático: visa combater somente os sintomas (anorexia: orexigênicos, vitaminas) ou abrandas o sofrimento (analgésicos, antipiréticos).  - patogênico: procura modificar o mecanismo de desenvolvimento da doença no organismo (tétano usa-se soro antitetânico antes que as toxinas atinja os neurônios).  - vital: evitar o aparecimento de complicações (transfusões em pacientes com anemia grave).
  • 24. Métodos Gerais de Exploração Clinica
  • 25. Semiotécnica e a Ciência do diagnóstico Aporte humano básico necessário:  reconhecimento  raciocínio  visão, audição, tato, olfação  sensatez  organização  paciência
  • 26. Material básico necessário: - papel e caneta - aparelho de ausculta - martelo e plecimetro para percussão - termômetro - parelho de iluminação (lanterna) - luvas de procedimento - luvas de palpação retal - otoscópio de oftalmoscópio - especulo vaginal - fracos para as amostras - material específico para contenções (mordaças)
  • 27. Os principais métodos de exploração física são:  Inspeção, palpação, percussão, auscuta e olfação. A cada uma dessas técnicas pode ser aperfeiçoado se os três “pés” do exame clínico forem obtidos. Paciência, perseverança e prática. Para atingir a competência nesses procedimentos e estudante deve “ensinar o olho a ver, as mãos a sentir, e ouvido a ouvir”.  O objetivo do exame físico é obter informações válidas sobre a saúde do paciente.
  • 28. 1 - Inspeção “Comete-se mais erros por não olhar que por não saber”.  Visão - inicia-se antes mesmo do inicio da anamnese.  Alguns conselhos:  O exame deve ser feito em um lugar bem iluminado, de preferência sob a luz solar. (luz artificial deve ser de cor branca).  Observe o animal de preferência em seu lugar de origem. Faça inicialmente, uma observação a distância. Anormalidades de postura e comportamento são facilmente perceptíveis.  Não se precipite: não faça a contenção nem manuseie o animal antes de uma inspeção cuidadosa.  Limite-se a descrever o que esta vendo.  A inspeção pode ser  Panorâmica: Animal é visualizado como um todo.  Localizada: Atentando-se para alterações em uma determinada região do corpo (glândula mamária, face, membros).
  • 29. 1 - Inspeção  A inspeção pode, ser dividida em:  Direta: A visão é o principal meio utilizado pelo clínico, (ectoscopia)  Indireta: feita com auxilio de aparelhos.  iluminação – otoscópio, laringoscópio, oftalmoscópio (examinar cavidade).  Raio-x  Microscópios  Aparelhos de mensuração  Registros gráficos (eletrocardiograma)  de ultra-sonografia
  • 30. 2- Palpação  “O sentir é indispensável para se chegar ao saber”.  É a utilização do sentido táctil ou da força, muscular, usando-se as mãos, as pontas dos dedos, o punho, ou até instrumentos para melhor determinar as características de um sistema orgânico ou da área explorada.
  • 31. 2- Palpação  A palpação apresenta inúmeras variantes que podem ser sistematizadas da seguinte forma: 1- Palpação com a mão espalmada. 2- Palpação com a mão espalmada, usando apenas as polpas digitais e a parte ventral dos dedos. 3- Palpação usando-se o polegar e o indicador (pinça). 4- Palpação com o dorso dos dedos ou das mãos – temperatura. 5- Dígito-pressão realizada com a polpa polegar ou indicador – consiste na compressão de uma área (dor, presença de edema = godet positivo) e avaliar a circulação cutânea.
  • 32. 2- Palpação 6- Punho-pressão é feita com a mão fechada (grandes ruminantes – rumem abomaso). 7- Vitropessão realizada com uma lâmina de vidro comprimida contra a pele. Sua principal aplicação é para avaliar o eritema e púrpura (o eritema desaparece e a púrpura não se altera com a vitro ou dígito-pressão). 8- Pesquisa de flutuação aplica-se a palma da mão sobre um lado da tumefação, enquanto a mão oposta exerce sucessivas compressões perpendiculares à superfície cutânea.
  • 33. 2- Palpação Tipos de Consistência  Mole – Quando uma determinada estrutura reassume sua forma normal após cessar a aplicação de pressão à mesma (tecido adiposo).  Firme – Quando a estrutura oferece resistência à pressão, mas acaba cedendo e voltando ao normal com o seu fim (fígado, músculo).  Dura – Quando a estrutura não sede, por mais forte que seja a pressão (osso, tumores).  Pastosa – Quando uma estrutura cede facilmente a pressão e permanece a impressão do objeto (Godet Positivo).  Flutuante – É determinada pelo acúmulo de líquidos tais como sangue, soro, pus ou urina em uma estrutura ou região: resultará em um movimento ondulante, mediante a pressão alternada. Se o líquido estiver muito comprimido, as ondulações poderão estar ausentes.  Crepitante – Observada quando um determinado tecido contém ar ou gás em seu interior (bolhas de gás).  A palpação pode revelar, também, um “ruído palpável”, denominado de frêmito, que é produzido pelo atrito entre duas superfícies anormais (race pleural), ou em lesões valvulares acentuadas.
  • 34. 3- Auscutação  Consiste na avaliação dos ruídos que os diferentes órgãos produzem espontaneamente. Está é a principal diferença entre a ausculta e a percussão, já que, na percussão, os sons são produzidos pelo examinador, a fim de se obter uma resposta sonora.  Este método de auscutação é usado, principalmente, no exame dos pulmões, onde é possível evidenciar os ruídos respiratórios normais e os patológicos; no exame do coração, para ausculta das bulhas cardíacas normais e suas alterações e para reconhecer sopros e outros ruídos; no exame da cavidade abdominal, para detectar os ruídos característicos inerentes ao sistema digestório de cada espécie animal.
  • 35. 3- Auscutação Pode ser:  Direta ou imediata – Quando se aplica a ouvido diretamente na área examinada protegido por um pano.  Indireta ou mediata – Quando se utilizam aparelhos de ausculta (estetoscópio, fenendoscópio, Dopper).
  • 36. 3- Auscutação Tipos de ruídos detectados na Ausculta  Aéreos – Ocorrem pelo movimentação de massas gasosas (movimentos inspiratórios: passagem de ar pelas vias aéreas).  Hidroaéreos – Causados pela movimentação de massas gasosas em um meio líquido (borborigmo intestinal)  Líquidos – Produzidos pala movimentação de massas liquidas em uma estrutura (sopro anêmico)  Sólidos – Deve-se ao atrito de duas superfícies sólidas rugosas, como o esfregar de duas folhas de papel (roce pericárdio nas pericardites).
  • 37. 4- Percussão  É o ato ou efeito de percutir. É um método físico de exame em que, através de pequenos golpes ou batidas, aplicadas a determinada parte do corpo, torna-se possível informações sobre a condição dos tecidos adjacentes e particularmente, das porções mais profundas. O valor do método consiste na percepção das vibrações no ponto de impacto, produzindo sons audíveis, com intensidade ou tons variáveis quando refletidos de volta, devido as diferenças na densidade dos tecidos.
  • 38. 4- Percussão Existe dois objetivos básicos para a utilização da percussão.  Fazer observações com relação à delimitação topográfica dos órgãos.  Fazer comparação entre as mais variadas respostas sonoras obtidas.  Percussão direta ou imediata: percute diretamente com os dedos de uma das mãos a área a ser examinada sendo conhecida como percussão digital (dedo fletido imitando o martelo).  Percussão indireta ou mediata: Quando se interpõe o dedo de uma mão (médio) ou algum outro instrumento (plexímetro), entre a área a ser percutida e o objeto percutor (martelo e/ou dedo). A percussão é dígito-digital e a martelo-pleximétrica.
  • 39. 4- Percussão A percussão dígito-digital é a mais adequada para uso em pequenos animais.  Através da percussão, pode-se obter três tipos fundamentais de som:  Claro – se o órgão percutido contiver ar que possa se movimentar, produz um som de média intensidade, duração e ressonância, que é o som claro, o mesmo que se ouve ao percutir o pulmão sadio. Quanto menos espessos forem os tecidos que cobrem o órgão percutido,maior será a zona vibratória do mesmo e por tanto, mais alto será o som. Por isso o som do tórax passa gradualmente a maciço, à proporção que vai se percutindo as regiões superior e anterior do tórax.
  • 40. 4- Percussão  Timpânico – Os órgãos ocos, com grandes cavidades repletas de ar ou gás e com as paredes semidistendidas, produzem um som de maior intensidade e ressonância, que varia segundo a pressão do ar ou gás contido como se fosse um tambor. (Abdômen).  Maciço: Regiões compactas, desprovidas de ar, produz som de pouca ressonância, curta duração e fraca intensidade, idêntico ao que se obtêm percutindo-se a musculatura da coxa. (região hepática e cardíaca).
  • 41. 4- Percussão Entre o som claro e timpânico tem-se o hipersonoro e entre o claro e o maciço obtêm-se o submaciço.  Hipersonoro – Áreas repletas de ar ou gás, cujas paredes estejam distendidas. (Pneumotórax, fase inicial de timpanismo gasoso).  Submaciço – A onda percutora atinge área com ar no seu interior, estando sobreposta ou sobrepondo uma região sólida, compacta. (porção do fígado, onde o rebordo pulmonar “repousa”).
  • 42. 4- Percussão Sons especiais  Metálico – (casos avançados de timpanismo). Utiliza-se o fonendoscópio com percussão simultânea.  Panela rachada – lembra uma panela de barro rachada. Resultante da saída do ar ou gás contida em uma determinada cavidade, sob pressão, através de pequenos orifícios. (deslocamento ou torção do abomaso, com fechamento parcial do piloro).
  • 43. 5- Olfação  Método menos utilizado, porém em certos casos de grande ajuda. Ex: vacas com acetonemia, elimina odor de acetona no hálito, uremia odor urêmico, halitose pode determinar causas. Ex: cáries, tártaro, corpo estranho, afecções periodontais e respiratórias, alterações metabólicas dos sistema digestivo. Odor das fezes dos cães com gastrententes hemorágica, secreções da glândula adanal são suigeneris e inesquecíveis.