Curso de atualização
emGovernança no SUS
2º Encontro do Módulo I
Objetivos de aprendizagem:
 Compreender os conceitos de governança global,
intergovernamental-Interfederativa, colaborativa, participativa e
clínica;
 Diferenciar conceitos de governança no SUS dos conceitos de
governança oriundo da perspectiva de mercado e economicista;
 Correlacionar os conceitos de governança com a realidade prática da
gestão (condução ou coordenação) da política de saúde;
 Compreender os princípios da governança e suas diversas
perspectivas;
2º Encontro do Módulo I
Objetivos de aprendizagem:
 Compreender a diferença entre gestão e governança e entre governança,
governabilidade e capacidade governativa;
 Compreender as funções e componentes da governança em saúde;
 Caracterizar, Identificar e compreender os espaços de governança no
SUS;
 Identificar como os princípios, e componentes da governança em saúde
podem estruturar e fortalecer os espaços de governança local;
 Elaborar o plano de ação para o espaço de governança no SUS no nível
local
ACOLHIMENTO
• Distribua três balas para cada discente sem se preocupar com os
sabores;
• Conte uma pequena história:
Estamos em um avião fazendo uma longa viagem e infelizmente
fomos informados que ocorreu um problema no motor da asa
direita. Lamentamos informar, também, que o motor da asa
esquerda acabou de dar pane. Só poderão ser salvas as pessoas que
tiverem três balas do mesmo sabor na mão;
“Dinâmica da bala do momento”
Qual a Moral da História???
REFLETINDO SOBRE O CONTEÚDO:
Concepções e Conceitos de
governança no SUS
C o n c e p ç õ e s e C o n c e i t o s d e g o v e r n a n ç a n o S U S
Ye
s
No
COMO SURGE A GOVERNANÇA NO SUS?
 Surge a partir da compreensão da necessidade de
organização para produzir de maneira colaborativa, não
apenas bens, mas também valores públicos, sendo o início
do processo de construção de respostas para os
problemas vividos pelas sociedades contemporâneas;
 Entendimento de que somente a partir da geração de
consensos em torno da compreensão dos problemas e do
formato de suas soluções, que as saídas serão
encontradas;
 No Brasil surge desde a gênese do SUS no contexto da
redemocratização do País, tracionado pelo Movimento da
Reforma Sanitária;
Ye
s
No
GOVERNANÇA NO SUS X TERCEIRO SETOR
 A partir da década de 1990, processos sucessivos de reforma do setor público em
resposta a crises de grande magnitude, levaram a mudanças profundas na maneira de
conduzir ações governamentais.
 Nesse contexto de mudanças, as organizações sociais foram inseridas no Plano Diretor
de Reforma do Estado Brasileiro (PDRAE), proposto no ano de 1995 pelo governo
brasileiro, com o objetivo de incentivar a provisão de bens e serviços públicos não
exclusivos para a sociedade.
 No Sistema Único de Saúde (SUS), as organizações sociais de saúde (OSS) foram
incorporadas na agenda institucional com relativa expressividade, baseadas na crítica à
rigidez burocrática.
Ye
s
No
GOVERNANÇA NO SUS X TERCEIRO SETOR
 O termo “governança” passou a ser confundido com elementos da própria reforma
setorial e os novos modelos de gestão pública, como se fosse o sinônimo da
transferência da gestão das organizações estatais de saúde para o setor privado. Essa
confusão esvazia o potencial estruturante da governança pública no SUS;
 Os processos de governança no SUS estão diretamente relacionados à capacidade de
tomada de decisão política, com caráter participativo, realizada em órgãos colegiados
como espaços democráticos de deliberação.
 Os espaços de pactuação de políticas públicas na saúde foram instituídos por duas
razões: 1- Necessidade de a sociedade exercer a democracia participativa como
elemento de sustentação do direito a proteção social; 2- Pela ausência do comando
hierárquico tradicional na estrutura intergovernamental do SUS
Ye
s
No
GOVERNANÇA NO SUS
 Os sistemas de saúde é um arranjo organizacional com múltiplas dimensões e níveis
de complexidade, no qual compartilham-se poder, recursos, responsabilidades;
informações e resultados, exigem processos decisórios pautados por negociação e
pactuação permanentes para elaboração, aprovação e implementação das politicas,
programas e ações de saúde, o que leva os governos a assumirem que melhorar a
governança pública influencia diretamente a qualidade dos serviços prestados;
 O poder que o completo domínio do processo de trabalho confere aos operadores do
sistema de saúde está na base de geração desse comportamento estruturalmente
invertido do ponto de vista do poder hierárquico e de potenciais conflitos
institucionais, que definem a necessidade de negociação e pactuação das autoridades
sanitárias com os agentes econômicos e corporações profissionais de saúde;
No
Governança
Governabilidade
Capacidade
governativa
É constituída por instituições públicas e por mecanismos informais
que não são governamentais, o que permite que outros atores, como
a sociedade e as organizações envolvidas, participem desse processo
em que interesses, embora muitas vezes divergentes, podem ser
organizados e direcionados segundo objetivos comuns, negociados,
de modo a assegurar o direito ao acesso universal à saúde
Governança diz respeito à capacidade da implementação de
políticas públicas baseada em decisões colegiadas.
Este conceito se aplica em qualquer situação que não exista o
comando hierárquico vertical de cima para baixo.
Gestão
No
Governabilidade
Governança
Capacidade
governativa
Gestão
“governabilidade” está associado na literatura à ideia de
legitimidade na representação para tomada de decisão
política em nome da sociedade.
Refere-se às condições políticas e à legitimidade de um
governo, isto é, está vinculada à ação do governo em si no
enfrentamento das divergências, ou seja, o ato de
“governar”. Relaciona-se com a capacidade do governo para
identificar problemas e criar caminhos legítimos para
pactuação de políticas adequadas ao seu enfrentamento,
incitando os meios e recursos necessários à execução de tais
políticas.
No
Capacidade
Governativa
Governança
Governabilidade
Gestão
Engloba capacidade técnica, ao manejo de métodos, as habilidades e
experiências de cada ator e sua equipe para conduzir o processo
social até os objetivos estabelecidos.
No
Gestão
Governança
Governabilidade
Capacidade
Governativa
Administração executiva de forma tradicional burocraticamente
hierarquizada em que processo de tomada de decisão é estabelecido
de cima para baixo de maneira vertical, no qual o gestor toma a
decisão e esta é executada na ponta pelos seus serviços, que são
subordinados a ele.
Ye
s
No
O QUE É GOVERNANÇA PARTICIPATIVA?
 Leva em conta o envolvimento dos afetados pelas
políticas nos processos decisórios e de controle,
compreendendo esta interação entre Estado e
sociedade, como um bom caminho para o governo
responder de maneira mais eficiente às demandas dos
cidadãos.
Exemplo: Fóruns de Controle Social
Ye
s
No
O QUE É GOVERNANÇA INTERFEDERATIVA?
 Considera a participação dos diversos entes
governamentais nos processos de pactuação,
negociação e tomada de decisão referente às
políticas;
 O modelo institucional do SUS foi construído para ser
operado cooperativamente pela trina federativa
 O federalismo cooperativo manifesta-se por meio das
instâncias permanentes de governança
 As Comissões Intergestores funcionam como
mecanismos de freios e contrapesos à concentração
de autoridade em determinados entes federativos
Ye
s
No
O QUE É GOVERNANÇA COLABORATIVA?
 Estratégia passa pela organização de órgãos públicos
de fóruns coletivos com tomada de decisões
orientada pelo consenso e envolvimento de atores
públicos e privados;
 Surgiu como resposta às falhas e ao alto custo de
implementação, bem como à politização da regulação.
Desenvolveu-se como alternativa aos conflitos no
pluralismo de grupos de interesse e às falhas de
prestação de contas dos gerentes de políticas;
Ye
s
No
O QUE É GOVERNANÇA COLABORATIVA?
 Redes colaborativas (redes) configuram um arranjo estável,
formado por atores que possuem recursos complementares e,
consequentemente, dependem uns dos outros para o alcance de
objetivos convergentes. Entretanto, apesar desta
interdependência, permanecem funcionalmente autônomos.
Podem ser compostas por instituições pertencentes ao Estado,
por empresas, por organizações sem fins lucrativos e por outras
organizações da sociedade civil;
 A Governança colaborativa consiste no resultado de um processo
de barganha entre as organizações participantes da rede e de
seus respectivos gestores, cada um considerando os benefícios
da cooperação no alcance dos objetivos coletivos e individuais.
Ye
s
No
A GOVERNANÇA SE APLICA A NÍVEL
GLOBAL E NO CUIDADO INDIVIDUAL?
 Aplicável nas relações internacionais para pactuação de problemas de
saúde global e até no cuidado individual numa perspectiva clínica
 Na pandemia da COVID-19 foi possível perceber a aplicação da
governança em escala global, onde países e organismos internacionais
tiveram que consensuar decisões para buscar soluções;
 Na pandemia da COVID-19 foi possível perceber a aplicação da
governança no cuidado individual, com a construção dos protocolos
de atendimento clínico, fluxos de referência e contra referências
Ye
s
MECANISMOS GERENCIAIS DA
GOVERNANÇA NO SUS
 Importante na institucionalização da RAS
 Permite aprofundar as interdependências entre os atores
envolvidos
 Maior racionalidade sistêmica pela ordenação dos fluxos e
contrafluxos de pessoas, produtos e informações
Pontos importantes
 Análise situacional – necessidades de saúde da população
 Relação com as leis orçamentárias anuais
 Definição de indicadores
 Monitoramento e avaliação das metas e indicadores
Planejamento estratégico
Ye
s
 Exigência para a operacionalização do planejamento estratégico
 Contratos entre gestores das RAS e prestadores de serviços
Por que contratos nos sistemas de atenção à saúde?
 Estimulam a descentralização da gestão dando mais responsabilidades aos gestores;
 Permitem melhor controle sobre o desempenho dos prestadores de serviços;
 Dão maior consequência ao planejamento estratégico das instituições ao exigir maior
empenho em atingir os produtos contratados;
 Incentivam a criação e a utilização cotidiana dos sistemas de informação gerenciais;
 Melhoram a gestão da clínica;
 Permitem melhor focalização nos interesses da população;
 Tornam as instituições mais transparentes e mais permeáveis ao controle social;
Contratualização
MECANISMOS GERENCIAIS DA
GOVERNANÇA NO SUS
Ye
s
Contratualização
MECANISMOS GERENCIAIS DA
GOVERNANÇA NO SUS
Ye
s
 Importância do alinhamento entre os objetivos da RAS com o
sistema de financiamento e com os incentivos econômicos
 Espaços-chave de financiamento das RAS:
 Financiamento das redes e
 Financiamento de seus componentes
 Pagamento por serviço x pagamento por valor
Financiamento
MECANISMOS GERENCIAIS DA
GOVERNANÇA NO SUS
INSTÂNCIAS DE GOVERNANÇA
PERMANENTE NO SUS?
 CIT – no âmbito da União
 CIB – no âmbito do Estado
 CIR – no âmbito regional
São espaços de negociação que pactuam:
 Aspectos operacionais, financeiros e administrativos da gestão compartilhada
do SUS
 Diretrizes gerais sobre Regiões de saúde
 Diretrizes sobre organização das RAS
 Responsabilidade dos entes na RAS
 Referências das regiões intra e interestaduais para o atendimento da
integralidade
LACUNAS DA GOVERNANÇA
Macrorregional
Microrregional-
Dificuldade de participação
efetiva dos Secretários
De Saúde.
Ocupação nos
espaços
de governanças
por atores que não
tem governabilidade
Prevalência da Cultura
de Mando Vertical
Necessidade de espaços
colegiados dentro das
Unidades de Saúde que repliquem
as discussões da CIR, Bipartite
e Tripartite
Falta de uma
Agência Pública que faça a
regulação do Terceiro Setor e
a não participação deste em
espaços de tomada de
decisão
REFLETINDO OS ESTUDOS DE CASOS
CASO-1
Município Feliz teve um aumento de 50% do dia 03/01/2022 para 04/01/2022 de casos de
H3N2, porém o município não tem um serviço de testagem para detecção precoce dos
casos que subsidie construção de um plano de contingência para prevenção, vigilância
e assistência à saúde e nem profissionais capacitados para a testagem
CASO-2
Ana Maria acaba de assumir a Secretaria de Saúde do Município de Vale Feliz. Na sua segunda
semana de mandato foi chamada para uma reunião com Conselho Municipal de Saúde para
repensar a estrutura da rede de atenção à saúde de forma a garantir acesso, resolutividade e
integralidade do cuidado nos serviços de atenção primária, secundária e terciária. Durante a
conversa, a presidente do Conselho, Rita de Cássia, justificou a necessidade de criarem um
espaço de diálogo no âmbito local para refletir esta problemática já que a falta de assistência
tem refletido em: altas taxas de mortalidade materna e infantil; peregrinação das gestantes de
risco para ter acesso e acompanhamento em serviços especializados, assim como acesso a
maternidade no momento de terem seus filhos, pois não existe uma pactuação com a
maternidade do município vizinho
CASO-3
Prefeito do Município Feliz decidiu implementar a prática de orçamento participativo na gestão
pública municipal e contatou o Secretário Municipal de Saúde Antônio Carlos para realização
do planejamento necessário das ações na pasta.
Todos os discentes irão refletir as seguintes perguntas condutoras referentes aos três casos
1-Quais os atores envolvidos com a problemática irão participar do processo de pactuação e
tomada de decisão?
2- Quais os recursos serão necessários?;
3- Quais os espaços deverão ser envolvidos?;
4- Qual o tipo de governança pode ser empregado na situação problema e suas principais
características ?
Resgatando: Federalismo no Brasil e
governança no SUS.
https://wordwall.net/pt/resource/32396405/c%c3%b3pia-de-federalismo-e-governan%c3%a7a
1- Os discentes serão divididos
em 3 a 5 grupos, cada grupo
escolherá um número e será
apresentado uma opção de
tema.
2- O grupo terá 3 minutos
para discorrer sobre o tema
REFERÊNCIAS
Júnior, G.D.G; Pacheco, H.F; Oliveira, Sydia, R.de A. O; Santos, F. de Assis. da.S. Novos modelos
de gestão no SUS e as relações interinstitucionais de controle em foco. Ed. UFPE: Recife, 2020.
Inovações da gestão pública no SUS [recurso eletrônico] : uma abordagem das iniciativas no
processo de reforma institucional / organizadores : Garibaldi Dantas Gurgel Junior… [et al.]. –
Recife: Ed. UFPE, 2021
Junior, N.B; Shimizu, H.E. Reflexões teóricas sobre governança nas regiões de saúde. Ciência &
Saúde Coletiva, 22(4):1085-1095, 2017
Brasil. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. CONASS Debate – Governança Regional das
Redes de Atenção à Saúde / Conselho Nacional de Secretários de Saúde. – Brasília: CONASS,
2016. 118 p. – (CONASS Debate, 6)
OFICINA 2- ELABORANDO O PLANO DE AÇÃO
PARA O ESPAÇO DE GOVERNANÇA NO SUS NO
NÍVEL LOCAL.
MOMENTOSDO PES Momento Normativo
Desenho do plano de intervenção –
definição da situação objetivo ou
situação futura desejada e as
operações/ações concretas que
visam resultados
Momento Estratégico
Análise de viabilidade do plano
nas suas várias dimensões:
política, econômica, cognitiva e
organizativa.
Momento Tático-Operacional
Momento da ação, da
implementação do plano e sua
avaliação
Momento Explicativo
Seleção, descrição e análise dos
problemas considerados
relevantes para o ator e sobre os
quais este pretende intervir
Momento Normativo
1- Elaboração da situação-objetivo
Situação-objetivo é a nova situação a
ser atingida através do Plano por
operações;
Desenhada transformando-se os
descritores do problema em novos
indicadores desejados-indicadores de
resultados;
2- Elaboração das Operações
Para cada nó-crítico deverão ser
elaboradas operações- propostas
intervenção sobre os mesmos;
A operação deverão ser enunciadas de
forma sintética através de verbos que
expressem ações concretas.
3- Elaboração das ações
Cada operação é desagregada em ações;
Cada ação deve ter suas atividades, os
responsáveis pelas ações; recursos
empregados e o prazo de execução
 A Turma será dividida em 3 a 5 grupos.
Etapa 1- Estes deverão discutir e elaborar a situação-
objetivo, ou seja a nova situação a ser atingida a partir do
plano de ação e transformar os descritores do problema em
novos indicadores desejados-indicadores de resultados
A situação-objetivo é uma nova situação a ser atingida
através do Plano por Operações. Pode ser desenhada
transformando-se os descritores do problema em novos
indicadores desejados, os indicadores de resultado.
Quadro 1- Exemplo de situação objetivo
DESCRITOR DO PROBLEMA DESCRITOR DOS RESULTADOS
Dl Aumento de 50% casos de
Dengue no Bairro Vila Maria
R1- Redução de 25% casos de
Dengue no Bairro Vila Maria
Etapa 2- Para cada nó-crítico selecionado na oficina anterior
deverão ser elaboradas operações- propostas intervenção sobre
os mesmos. As operações deverão ser enunciadas de forma
sintética através de verbos que expressem ações concretas.
Quadro 2- Exemplo de nó critico e operações
Problema Situação Objetivo Nó-Critico/Causa Operação
Aumento
dos casos de
dengue no
bairro Vila
Maria
Reduzir em 25% os
casos de dengue no
bairro Vila Maria
Falta de
conscientização da
população quanto às
medidas necessárias
para o combate ao
mosquito transmissor
Realizar campanhas
educativas para a
população quanto às
medidas necessárias
para o combate ao
mosquito transmissor
Etapa 3- Neste momento cada operação é desagregada em ações. Cada ação deve ter suas
atividades, responsáveis; recursos empregados e o prazo de execução;
Problema Situação
Objetivo
Nó-Critico/Causa Operação Ações Atividades Responsáveis Prazos Recursos
Aumento
dos casos
de dengue
no bairro
Vila Maria
Reduzir os
casos de
dengue no
bairro Vila
Maria
Falta de
conscientização da
população quanto às
medidas necessárias
para o combate ao
mosquito
transmissor
Conscientizar a
população quanto
às medidas
necessárias para o
combate ao
mosquito
transmissor
Produção e
apresentação de
uma peça teatral
sobre as formas
de prevenção
contra a dengue.
1.1 Elaborar o
texto da peça;
1.2 Produzir
cenário e figurino.
1.3 Providenciar
local para ensaios
da peça/coordenar
os ensaios.
1.4 Definir
cronograma e
locais de
apresentação
Médico Ricardo
e enfermeira
Gisele
Agentes
comunitárias de
saúde
Técnica de
enfermagem
Luisa
Coordenadora
da UBS
Fernanda
2 semanas
2 semanas
após
elaboração
da peça
1 semana
1 semana
Computador,
material
bibliográfico.
Serão definidos
após
elaboração da
peça teatral
Local para
ensaio
Telefone
Ao final da oficina, deverão entregar a relatoria da experiência de
participação na oficina, sob a perspectiva do olhar do ator o qual
representou.
Esta relatoria conterá as seguintes questões:
 Para a definição das ações do plano de ações, houve conflito de
interesses? Se sim, quais?
 A decisão tomada foi satisfatória para você? E para o coletivo?
 Quais estratégias foram utilizadas para superar os conflitos?
 As decisões foram consensuadas?
 Quais suas considerações finais a respeito deste exercício de
governança?
Perfil dos atores envolvidos na problemática
Ator Perfil do Ator
Secretario (a) de saúde SMS, Vice-presidente (a) do COSEMS, exerce a função de Secretário (a) há 8 anos.
Profissional da atenção básica Enfermeiro (a) da ESF efetivo do município há 10 anos.
Gestor da atenção ambulatorial
especializada
Diretor (a) da Policlínica do município, ex-vereador (a) por 3 mandatos
Diretor de unidade hospitalar Diretor (a) do Hospital, ex-secretário de saúde de um município vizinho.
Profissional da atenção hospitalar Fisioterapeuta plantonista do Hospital municipal.
Conselheiro de saúde- representação do
segmento usuário
Presidenta do CMS, Parteira, líder comunitária há 20 anos.
Prestador de serviço Dono (a) do laboratório de diagnóstico clínico e de imagem que presta serviço ao
município.
OSS Diretor-Presidente da OSS que gerencia o Hospital Municipal
IES Sanitarista. Diretor do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade que
funciona na região, com cursos de graduação e residência.
Entidade sindical da saúde Presidente do sindicato dos técnicos e auxiliares de enfermagem e ACS
VAMOS REFLETIR??
AVALIAÇÃO DO ENCONTRO
Avaliação discente no AVA

aula_ governança_SUS_2022 (1).pptx

  • 1.
  • 2.
    2º Encontro doMódulo I Objetivos de aprendizagem:  Compreender os conceitos de governança global, intergovernamental-Interfederativa, colaborativa, participativa e clínica;  Diferenciar conceitos de governança no SUS dos conceitos de governança oriundo da perspectiva de mercado e economicista;  Correlacionar os conceitos de governança com a realidade prática da gestão (condução ou coordenação) da política de saúde;  Compreender os princípios da governança e suas diversas perspectivas;
  • 3.
    2º Encontro doMódulo I Objetivos de aprendizagem:  Compreender a diferença entre gestão e governança e entre governança, governabilidade e capacidade governativa;  Compreender as funções e componentes da governança em saúde;  Caracterizar, Identificar e compreender os espaços de governança no SUS;  Identificar como os princípios, e componentes da governança em saúde podem estruturar e fortalecer os espaços de governança local;  Elaborar o plano de ação para o espaço de governança no SUS no nível local
  • 4.
  • 5.
    • Distribua trêsbalas para cada discente sem se preocupar com os sabores; • Conte uma pequena história: Estamos em um avião fazendo uma longa viagem e infelizmente fomos informados que ocorreu um problema no motor da asa direita. Lamentamos informar, também, que o motor da asa esquerda acabou de dar pane. Só poderão ser salvas as pessoas que tiverem três balas do mesmo sabor na mão; “Dinâmica da bala do momento” Qual a Moral da História???
  • 6.
    REFLETINDO SOBRE OCONTEÚDO: Concepções e Conceitos de governança no SUS
  • 7.
    C o nc e p ç õ e s e C o n c e i t o s d e g o v e r n a n ç a n o S U S
  • 8.
    Ye s No COMO SURGE AGOVERNANÇA NO SUS?  Surge a partir da compreensão da necessidade de organização para produzir de maneira colaborativa, não apenas bens, mas também valores públicos, sendo o início do processo de construção de respostas para os problemas vividos pelas sociedades contemporâneas;  Entendimento de que somente a partir da geração de consensos em torno da compreensão dos problemas e do formato de suas soluções, que as saídas serão encontradas;  No Brasil surge desde a gênese do SUS no contexto da redemocratização do País, tracionado pelo Movimento da Reforma Sanitária;
  • 9.
    Ye s No GOVERNANÇA NO SUSX TERCEIRO SETOR  A partir da década de 1990, processos sucessivos de reforma do setor público em resposta a crises de grande magnitude, levaram a mudanças profundas na maneira de conduzir ações governamentais.  Nesse contexto de mudanças, as organizações sociais foram inseridas no Plano Diretor de Reforma do Estado Brasileiro (PDRAE), proposto no ano de 1995 pelo governo brasileiro, com o objetivo de incentivar a provisão de bens e serviços públicos não exclusivos para a sociedade.  No Sistema Único de Saúde (SUS), as organizações sociais de saúde (OSS) foram incorporadas na agenda institucional com relativa expressividade, baseadas na crítica à rigidez burocrática.
  • 10.
    Ye s No GOVERNANÇA NO SUSX TERCEIRO SETOR  O termo “governança” passou a ser confundido com elementos da própria reforma setorial e os novos modelos de gestão pública, como se fosse o sinônimo da transferência da gestão das organizações estatais de saúde para o setor privado. Essa confusão esvazia o potencial estruturante da governança pública no SUS;  Os processos de governança no SUS estão diretamente relacionados à capacidade de tomada de decisão política, com caráter participativo, realizada em órgãos colegiados como espaços democráticos de deliberação.  Os espaços de pactuação de políticas públicas na saúde foram instituídos por duas razões: 1- Necessidade de a sociedade exercer a democracia participativa como elemento de sustentação do direito a proteção social; 2- Pela ausência do comando hierárquico tradicional na estrutura intergovernamental do SUS
  • 11.
    Ye s No GOVERNANÇA NO SUS Os sistemas de saúde é um arranjo organizacional com múltiplas dimensões e níveis de complexidade, no qual compartilham-se poder, recursos, responsabilidades; informações e resultados, exigem processos decisórios pautados por negociação e pactuação permanentes para elaboração, aprovação e implementação das politicas, programas e ações de saúde, o que leva os governos a assumirem que melhorar a governança pública influencia diretamente a qualidade dos serviços prestados;  O poder que o completo domínio do processo de trabalho confere aos operadores do sistema de saúde está na base de geração desse comportamento estruturalmente invertido do ponto de vista do poder hierárquico e de potenciais conflitos institucionais, que definem a necessidade de negociação e pactuação das autoridades sanitárias com os agentes econômicos e corporações profissionais de saúde;
  • 12.
    No Governança Governabilidade Capacidade governativa É constituída porinstituições públicas e por mecanismos informais que não são governamentais, o que permite que outros atores, como a sociedade e as organizações envolvidas, participem desse processo em que interesses, embora muitas vezes divergentes, podem ser organizados e direcionados segundo objetivos comuns, negociados, de modo a assegurar o direito ao acesso universal à saúde Governança diz respeito à capacidade da implementação de políticas públicas baseada em decisões colegiadas. Este conceito se aplica em qualquer situação que não exista o comando hierárquico vertical de cima para baixo. Gestão
  • 13.
    No Governabilidade Governança Capacidade governativa Gestão “governabilidade” está associadona literatura à ideia de legitimidade na representação para tomada de decisão política em nome da sociedade. Refere-se às condições políticas e à legitimidade de um governo, isto é, está vinculada à ação do governo em si no enfrentamento das divergências, ou seja, o ato de “governar”. Relaciona-se com a capacidade do governo para identificar problemas e criar caminhos legítimos para pactuação de políticas adequadas ao seu enfrentamento, incitando os meios e recursos necessários à execução de tais políticas.
  • 14.
    No Capacidade Governativa Governança Governabilidade Gestão Engloba capacidade técnica,ao manejo de métodos, as habilidades e experiências de cada ator e sua equipe para conduzir o processo social até os objetivos estabelecidos.
  • 15.
    No Gestão Governança Governabilidade Capacidade Governativa Administração executiva deforma tradicional burocraticamente hierarquizada em que processo de tomada de decisão é estabelecido de cima para baixo de maneira vertical, no qual o gestor toma a decisão e esta é executada na ponta pelos seus serviços, que são subordinados a ele.
  • 16.
    Ye s No O QUE ÉGOVERNANÇA PARTICIPATIVA?  Leva em conta o envolvimento dos afetados pelas políticas nos processos decisórios e de controle, compreendendo esta interação entre Estado e sociedade, como um bom caminho para o governo responder de maneira mais eficiente às demandas dos cidadãos. Exemplo: Fóruns de Controle Social
  • 17.
    Ye s No O QUE ÉGOVERNANÇA INTERFEDERATIVA?  Considera a participação dos diversos entes governamentais nos processos de pactuação, negociação e tomada de decisão referente às políticas;  O modelo institucional do SUS foi construído para ser operado cooperativamente pela trina federativa  O federalismo cooperativo manifesta-se por meio das instâncias permanentes de governança  As Comissões Intergestores funcionam como mecanismos de freios e contrapesos à concentração de autoridade em determinados entes federativos
  • 18.
    Ye s No O QUE ÉGOVERNANÇA COLABORATIVA?  Estratégia passa pela organização de órgãos públicos de fóruns coletivos com tomada de decisões orientada pelo consenso e envolvimento de atores públicos e privados;  Surgiu como resposta às falhas e ao alto custo de implementação, bem como à politização da regulação. Desenvolveu-se como alternativa aos conflitos no pluralismo de grupos de interesse e às falhas de prestação de contas dos gerentes de políticas;
  • 19.
    Ye s No O QUE ÉGOVERNANÇA COLABORATIVA?  Redes colaborativas (redes) configuram um arranjo estável, formado por atores que possuem recursos complementares e, consequentemente, dependem uns dos outros para o alcance de objetivos convergentes. Entretanto, apesar desta interdependência, permanecem funcionalmente autônomos. Podem ser compostas por instituições pertencentes ao Estado, por empresas, por organizações sem fins lucrativos e por outras organizações da sociedade civil;  A Governança colaborativa consiste no resultado de um processo de barganha entre as organizações participantes da rede e de seus respectivos gestores, cada um considerando os benefícios da cooperação no alcance dos objetivos coletivos e individuais.
  • 20.
    Ye s No A GOVERNANÇA SEAPLICA A NÍVEL GLOBAL E NO CUIDADO INDIVIDUAL?  Aplicável nas relações internacionais para pactuação de problemas de saúde global e até no cuidado individual numa perspectiva clínica  Na pandemia da COVID-19 foi possível perceber a aplicação da governança em escala global, onde países e organismos internacionais tiveram que consensuar decisões para buscar soluções;  Na pandemia da COVID-19 foi possível perceber a aplicação da governança no cuidado individual, com a construção dos protocolos de atendimento clínico, fluxos de referência e contra referências
  • 21.
    Ye s MECANISMOS GERENCIAIS DA GOVERNANÇANO SUS  Importante na institucionalização da RAS  Permite aprofundar as interdependências entre os atores envolvidos  Maior racionalidade sistêmica pela ordenação dos fluxos e contrafluxos de pessoas, produtos e informações Pontos importantes  Análise situacional – necessidades de saúde da população  Relação com as leis orçamentárias anuais  Definição de indicadores  Monitoramento e avaliação das metas e indicadores Planejamento estratégico
  • 22.
    Ye s  Exigência paraa operacionalização do planejamento estratégico  Contratos entre gestores das RAS e prestadores de serviços Por que contratos nos sistemas de atenção à saúde?  Estimulam a descentralização da gestão dando mais responsabilidades aos gestores;  Permitem melhor controle sobre o desempenho dos prestadores de serviços;  Dão maior consequência ao planejamento estratégico das instituições ao exigir maior empenho em atingir os produtos contratados;  Incentivam a criação e a utilização cotidiana dos sistemas de informação gerenciais;  Melhoram a gestão da clínica;  Permitem melhor focalização nos interesses da população;  Tornam as instituições mais transparentes e mais permeáveis ao controle social; Contratualização MECANISMOS GERENCIAIS DA GOVERNANÇA NO SUS
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  • 24.
    Ye s  Importância doalinhamento entre os objetivos da RAS com o sistema de financiamento e com os incentivos econômicos  Espaços-chave de financiamento das RAS:  Financiamento das redes e  Financiamento de seus componentes  Pagamento por serviço x pagamento por valor Financiamento MECANISMOS GERENCIAIS DA GOVERNANÇA NO SUS
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    INSTÂNCIAS DE GOVERNANÇA PERMANENTENO SUS?  CIT – no âmbito da União  CIB – no âmbito do Estado  CIR – no âmbito regional São espaços de negociação que pactuam:  Aspectos operacionais, financeiros e administrativos da gestão compartilhada do SUS  Diretrizes gerais sobre Regiões de saúde  Diretrizes sobre organização das RAS  Responsabilidade dos entes na RAS  Referências das regiões intra e interestaduais para o atendimento da integralidade
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    LACUNAS DA GOVERNANÇA Macrorregional Microrregional- Dificuldadede participação efetiva dos Secretários De Saúde. Ocupação nos espaços de governanças por atores que não tem governabilidade Prevalência da Cultura de Mando Vertical Necessidade de espaços colegiados dentro das Unidades de Saúde que repliquem as discussões da CIR, Bipartite e Tripartite Falta de uma Agência Pública que faça a regulação do Terceiro Setor e a não participação deste em espaços de tomada de decisão
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    CASO-1 Município Feliz teveum aumento de 50% do dia 03/01/2022 para 04/01/2022 de casos de H3N2, porém o município não tem um serviço de testagem para detecção precoce dos casos que subsidie construção de um plano de contingência para prevenção, vigilância e assistência à saúde e nem profissionais capacitados para a testagem
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    CASO-2 Ana Maria acabade assumir a Secretaria de Saúde do Município de Vale Feliz. Na sua segunda semana de mandato foi chamada para uma reunião com Conselho Municipal de Saúde para repensar a estrutura da rede de atenção à saúde de forma a garantir acesso, resolutividade e integralidade do cuidado nos serviços de atenção primária, secundária e terciária. Durante a conversa, a presidente do Conselho, Rita de Cássia, justificou a necessidade de criarem um espaço de diálogo no âmbito local para refletir esta problemática já que a falta de assistência tem refletido em: altas taxas de mortalidade materna e infantil; peregrinação das gestantes de risco para ter acesso e acompanhamento em serviços especializados, assim como acesso a maternidade no momento de terem seus filhos, pois não existe uma pactuação com a maternidade do município vizinho
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    CASO-3 Prefeito do MunicípioFeliz decidiu implementar a prática de orçamento participativo na gestão pública municipal e contatou o Secretário Municipal de Saúde Antônio Carlos para realização do planejamento necessário das ações na pasta. Todos os discentes irão refletir as seguintes perguntas condutoras referentes aos três casos 1-Quais os atores envolvidos com a problemática irão participar do processo de pactuação e tomada de decisão? 2- Quais os recursos serão necessários?; 3- Quais os espaços deverão ser envolvidos?; 4- Qual o tipo de governança pode ser empregado na situação problema e suas principais características ?
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    Resgatando: Federalismo noBrasil e governança no SUS. https://wordwall.net/pt/resource/32396405/c%c3%b3pia-de-federalismo-e-governan%c3%a7a 1- Os discentes serão divididos em 3 a 5 grupos, cada grupo escolherá um número e será apresentado uma opção de tema. 2- O grupo terá 3 minutos para discorrer sobre o tema
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    REFERÊNCIAS Júnior, G.D.G; Pacheco,H.F; Oliveira, Sydia, R.de A. O; Santos, F. de Assis. da.S. Novos modelos de gestão no SUS e as relações interinstitucionais de controle em foco. Ed. UFPE: Recife, 2020. Inovações da gestão pública no SUS [recurso eletrônico] : uma abordagem das iniciativas no processo de reforma institucional / organizadores : Garibaldi Dantas Gurgel Junior… [et al.]. – Recife: Ed. UFPE, 2021 Junior, N.B; Shimizu, H.E. Reflexões teóricas sobre governança nas regiões de saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 22(4):1085-1095, 2017 Brasil. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. CONASS Debate – Governança Regional das Redes de Atenção à Saúde / Conselho Nacional de Secretários de Saúde. – Brasília: CONASS, 2016. 118 p. – (CONASS Debate, 6)
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    OFICINA 2- ELABORANDOO PLANO DE AÇÃO PARA O ESPAÇO DE GOVERNANÇA NO SUS NO NÍVEL LOCAL.
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    MOMENTOSDO PES MomentoNormativo Desenho do plano de intervenção – definição da situação objetivo ou situação futura desejada e as operações/ações concretas que visam resultados Momento Estratégico Análise de viabilidade do plano nas suas várias dimensões: política, econômica, cognitiva e organizativa. Momento Tático-Operacional Momento da ação, da implementação do plano e sua avaliação Momento Explicativo Seleção, descrição e análise dos problemas considerados relevantes para o ator e sobre os quais este pretende intervir
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    Momento Normativo 1- Elaboraçãoda situação-objetivo Situação-objetivo é a nova situação a ser atingida através do Plano por operações; Desenhada transformando-se os descritores do problema em novos indicadores desejados-indicadores de resultados; 2- Elaboração das Operações Para cada nó-crítico deverão ser elaboradas operações- propostas intervenção sobre os mesmos; A operação deverão ser enunciadas de forma sintética através de verbos que expressem ações concretas. 3- Elaboração das ações Cada operação é desagregada em ações; Cada ação deve ter suas atividades, os responsáveis pelas ações; recursos empregados e o prazo de execução
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     A Turmaserá dividida em 3 a 5 grupos. Etapa 1- Estes deverão discutir e elaborar a situação- objetivo, ou seja a nova situação a ser atingida a partir do plano de ação e transformar os descritores do problema em novos indicadores desejados-indicadores de resultados A situação-objetivo é uma nova situação a ser atingida através do Plano por Operações. Pode ser desenhada transformando-se os descritores do problema em novos indicadores desejados, os indicadores de resultado. Quadro 1- Exemplo de situação objetivo DESCRITOR DO PROBLEMA DESCRITOR DOS RESULTADOS Dl Aumento de 50% casos de Dengue no Bairro Vila Maria R1- Redução de 25% casos de Dengue no Bairro Vila Maria
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    Etapa 2- Paracada nó-crítico selecionado na oficina anterior deverão ser elaboradas operações- propostas intervenção sobre os mesmos. As operações deverão ser enunciadas de forma sintética através de verbos que expressem ações concretas. Quadro 2- Exemplo de nó critico e operações Problema Situação Objetivo Nó-Critico/Causa Operação Aumento dos casos de dengue no bairro Vila Maria Reduzir em 25% os casos de dengue no bairro Vila Maria Falta de conscientização da população quanto às medidas necessárias para o combate ao mosquito transmissor Realizar campanhas educativas para a população quanto às medidas necessárias para o combate ao mosquito transmissor
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    Etapa 3- Nestemomento cada operação é desagregada em ações. Cada ação deve ter suas atividades, responsáveis; recursos empregados e o prazo de execução; Problema Situação Objetivo Nó-Critico/Causa Operação Ações Atividades Responsáveis Prazos Recursos Aumento dos casos de dengue no bairro Vila Maria Reduzir os casos de dengue no bairro Vila Maria Falta de conscientização da população quanto às medidas necessárias para o combate ao mosquito transmissor Conscientizar a população quanto às medidas necessárias para o combate ao mosquito transmissor Produção e apresentação de uma peça teatral sobre as formas de prevenção contra a dengue. 1.1 Elaborar o texto da peça; 1.2 Produzir cenário e figurino. 1.3 Providenciar local para ensaios da peça/coordenar os ensaios. 1.4 Definir cronograma e locais de apresentação Médico Ricardo e enfermeira Gisele Agentes comunitárias de saúde Técnica de enfermagem Luisa Coordenadora da UBS Fernanda 2 semanas 2 semanas após elaboração da peça 1 semana 1 semana Computador, material bibliográfico. Serão definidos após elaboração da peça teatral Local para ensaio Telefone
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    Ao final daoficina, deverão entregar a relatoria da experiência de participação na oficina, sob a perspectiva do olhar do ator o qual representou. Esta relatoria conterá as seguintes questões:  Para a definição das ações do plano de ações, houve conflito de interesses? Se sim, quais?  A decisão tomada foi satisfatória para você? E para o coletivo?  Quais estratégias foram utilizadas para superar os conflitos?  As decisões foram consensuadas?  Quais suas considerações finais a respeito deste exercício de governança?
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    Perfil dos atoresenvolvidos na problemática Ator Perfil do Ator Secretario (a) de saúde SMS, Vice-presidente (a) do COSEMS, exerce a função de Secretário (a) há 8 anos. Profissional da atenção básica Enfermeiro (a) da ESF efetivo do município há 10 anos. Gestor da atenção ambulatorial especializada Diretor (a) da Policlínica do município, ex-vereador (a) por 3 mandatos Diretor de unidade hospitalar Diretor (a) do Hospital, ex-secretário de saúde de um município vizinho. Profissional da atenção hospitalar Fisioterapeuta plantonista do Hospital municipal. Conselheiro de saúde- representação do segmento usuário Presidenta do CMS, Parteira, líder comunitária há 20 anos. Prestador de serviço Dono (a) do laboratório de diagnóstico clínico e de imagem que presta serviço ao município. OSS Diretor-Presidente da OSS que gerencia o Hospital Municipal IES Sanitarista. Diretor do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade que funciona na região, com cursos de graduação e residência. Entidade sindical da saúde Presidente do sindicato dos técnicos e auxiliares de enfermagem e ACS
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