Leishmaniose eLeishmaniose e
LeishmaniaLeishmania
Profa: Aula adaptada da Msc Laís Flávia
Nunes Lemes por profa Thais
TaxonomiaTaxonomia
• Reino : Protista
• Sub-reino : Protozoa
• Filo : Sarcomastigophora
• Subfilo : Mastigophora
• Classe : Zoomastigophorea
• Ordem : Kinetoplastida
• Subordem: Trypanosomatina
• Família : Trypanosomatidae
• Gênero : Leishmania
LeishmaniaLeishmania
• Zoonose
• Ciclo heteroxênico
o Hospedeiro invertebrados
o Hospedeiro Vertebrado
• Amplamente distribuída no território brasileiro,
ocorrendo em todas as regiões do país.
• É uma zoonose própria dos roedores silvestres e o
homem representa apenas um hospedeiro acidental,
não tendo qualquer papel na manutenção ou na
disseminação dos parasitos na natureza
• tem ocorrência em animais silvestres (roedores,
preguiça, tamanduá, gambá, mão pelada) e
peridomésticos (cão e roedores).
Hospedeiros invertebrados: Fêmea
Flebotomíneos
Família: Psychodidae
Subfamília: Phlebotominae
Gêneros: Lutomyia e Phlebotomus
Lutomyia – conhecidos
no Brasil: birigui,
mosquito-palha e
tatuquira e outros
MorfologiaMorfologia
• Promastigota (metacíclica)
infectante (Inseto)
• Amastigota (Hospedeiro
vertebrado)
Reprodução por divisão
binária em ambos os casos
Reprodução por divisão
binária em ambos os casos
Forma amastigota é a forma reprodutiva no homem
Morfologia PromastigotaMorfologia Promastigota
 Formas alongadas
 Flagelo livre e longo
emergindo pela porção
anterior
 Núcleo arredondado ou oval
(Região mediana)
 Cinetoplasto em forma de
bastão posição mediana entre
a extremidade anterior e o
núcleo
 Forma transmitida
Morfologia - PromastigotaMorfologia - Promastigota
Morfologia - AmastigotaMorfologia - Amastigota
• Ováis ou esféricos
• Núcleo grande ou
arredondado
• Cinetoplasto
• Vacúolos
• Não há fagelo livre
• Microtúbulos em número
variado no envoltório
• Bolsa fagelar
• Núcleo esférico denso ou
frouxo com cariossomo
central ou excêntrico
• Encontrada dentro dos
macrófagos
MorfologiaMorfologia -- AmastigotaAmastigota
Formas promastigotas metacíclicas regurgitadas por mosquitos
são depositadas na derme, onde são fagocitados por
macrófagos. São resistentes a lise pelo sistema complemento
(LPG)
• Vetores (Diptera, Phlebotomidae: Lutomiya, PPhlebotomus), no
território brasileiro: Lutomiya Plongipalpis, PL. Pwellcomei Pe outros
CICLO BIOLÓGICO - VERTEBRADO
Promastigotas dentro do fagolisossomo se transformam em
amastigotas, que se multiplicam no macrófago. A célula
hospedeira é rompida liberando amastigotas que são
fagocitados por outros macrófagos
M
CICLO BIOLÓGICO - VERTEBRADO
Membrana peritrófca
Após ingestão, amastigotas se transformam em promastigotas
e se multiplicam dentro de uma membrana formada pelo vetor
Trato digestivo
CICLO BIOLÓGICO - INVERTEBRADO
Promastigotas se desenvolvem para paramastigotas que
aderem em pontos diferentes no trato digestivo (critério da
localização: subgenênero de Leishmania), a proliferação é
estimulada se a fêmea ingere sucos vegetais
CICLO BIOLÓGICO - INVERTEBRADO
Após 3-5 dias, promastigotas metacíclicos migram ativamente
para partes anteriores do tubo digestivo
Somente promastigotas metacíclicos são infecciosos para
os hospedeiro vertebrado!
Assim, o parasita parece interferir ativamente com a
capacidade de ingestão do hospedeiro mosquito! A
saliva do febotomíneo é muito importante para a
infecciosidade da Leishmania
CICLO BIOLÓGICO - INVERTEBRADO
Leishmania sp.Leishmania sp.
Ciclo de vida
Formas Clínicas daFormas Clínicas da
LeishmanioseLeishmaniose
• Leishmaniose Cutânea
• Leishmaniose Mucocutânea
• Leishmaniose Cutânea Difusa
• Leishmaniose Visceral ou Calazar
LeishLeishmaniosemaniose CutâneaCutânea
• Vetor: Flebotomídeo fêmea do gênero Lutomyia P
(Birigui, mosquito-palha)
• Agente: Leishmania Pbrasiliensis, PL. Pguyanensis, PL. Pamazonensis, P
L. Plainsoni
• Sinonímia: Úlcera-de-Bauru, ferida brava, ferida seca e
bouba
Leishmaniose Cutânea -Leishmaniose Cutânea -
PatologiaPatologia
• Úlceras únicas ou múltiplas confnadas a derme com a
epiderme ulcerada
• Local de preferência: Partes descobertas do corpo.
• Lesões iniciais: Pápulo-vesiculoso podendo ocorrer linfagite
e adenite satélite.
• Lesões leishmanióticas: Ulceração crônica, indolor, de
contornos regulares, com bordas salientes, pouco exudativa
e com fundo granuloso.
• Lesões antigas: Formas vegetantes verrucosas
Forma vegetante
Lesão leishmaniótica
Lesão inicial
Leishmaniose cutânea (“oriental sore”
“botão do oriente”, “Úlcera de Bauru”
Evolução da Lesão Ulcerada naEvolução da Lesão Ulcerada na
LeishmanioseLeishmaniose
Leishmaniose Cutânea –Leishmaniose Cutânea –
AgentesAgentes
• L. Pbrasiliensis
o Forma mais destrutiva
o Curso da infecção: Irregular e crônico.
• L. guyanensis
o Ülcera única (cratera de lua)
o Dissemina-se pelo corpo em forma de metástase linfáticas
o Forma hipodérmica nodular (nódulos subcutâneos móveis)
o Forma nodular ulcerada
o Linfadenite e linfadenopatia
• Outros
o Lesões ulcerada simples e limitadas (L.amazonensis)
o Úlcera cutânea única (L. Plainsoni)
• Vetor: Flebotomídeo fêmea do gênero Lutomyia P
(Birigui, mosquito-palha)
• Agente : Leishmania Pbrasiliensis
• Sinonímia : Espúndia, nariz de tapir ou de anta
LeishmanioseLeishmaniose
Cutâneo-mucosaCutâneo-mucosa
Sinonímia é a relação entre palavras de significado semelhante
Leishmaniose Mucocutânea -Leishmaniose Mucocutânea -
ImunopatologiaImunopatologia
• Verifca-se o desenvolvimento de lesões algumas vezes desfgurantes
nas cartilagens ou junções mucocutâneas da laringe, septo nasal, ânus
ou vulva.
• Ocorre também edema e infltração celular.
• Pode ocorrer ainda hiperqueratose (espessamento da camada córnea) e
acantose.
• Segue-se lesão secundária nas mucosas e cartilagens.
• Predomina resposta imunológica Th1 – Citocinas infamatórias
• Resposta imunecelular está exacerbada
• Níveis de anticorpos baixo ou discretamente aumentada
Leishmaniose Cutâneo-mucosa –Leishmaniose Cutâneo-mucosa –
Sintomatologia e Formas ClínicasSintomatologia e Formas Clínicas
• Incubação que varia de alguns dias a
mais de um ano, porém dura de 2 a 3
meses.
• Local de preferência: Partes descobertas
do corpo.
• Lesões iniciais: Pápulo-vesiculoso
podendo ocorrer linfagite e adenite
satélite.
• Lesões leishmanióticas: Ulceração
crônica, indolor, de contornos regulares,
com bordas salientes, pouco exudativa e
com fundo granuloso.
• Lesões antigas: aspecto purulento com
formação de crostas devido a presença de
infecção bacteriana.
Nas formas avançadas ocorre
envolvimento da mucosa com
hiperemia, infltração, coriza crônica,
obstrução nasal chegando a lesão
ulcerativa com destruição do septo,
dorso do nariz até áreas faciais
vizinhas.
Podem ocorrer ainda lesões
orofaringianas e laríngeas produzindo
perturbações de fonação, afonia e
comprometimento alimentar.
Muco-cutânea:
- Infecção na derme (ulceras), invasão de mucosa e destruição da
cartilagem
- No novo mundo: L. Pbraziliensis, PL. Pguyanensis, PL. P
 P P P P Pmexicana P(“espundia”), no Sudão/Etiópia L. Pmajor, PL. Ptropica
Leishmaniose Mucocutânea e CutâneaLeishmaniose Mucocutânea e Cutânea
– Diagnóstico– Diagnóstico
• Pesquisa do parasita nas biópsias ou raspado da lesão
o Exame direto de esfregaços corados com derivados
Romanowsky, Giemsa ou Leishman
o Exame histopatológico
o Cultura
o Inóculo em animais
• Reação de PCR
o Pesquisa do DNA do parasito
Leishmaniose Mucocutânea eLeishmaniose Mucocutânea e
Cutânea – DiagnósticoCutânea – Diagnóstico
• Reação de imunofuorescência indireta
Teste imunológico que avalia a reação a resposta
humoral
 Sensibilidade alta, porém pode ocorrer reações
cruzadas
 Em lesões cutâneas recentes: Títulos baixos
 Forma mucosa: podem estar aumentados
LeishmanioseLeishmaniose
Cutânea DifusaCutânea Difusa
• Vetor : Flebotomídeo fêmea do gênero Lutomyia P
(Birigui, mosquito-palha)
Agente : Leishmania Pamazonensis P(Brasil)
Leishmania Ppinafoi P(Venezuela)
esta relacionada com a baixa da imunidade
Leishmaniose Cutânea Difusa - PatologiaLeishmaniose Cutânea Difusa - Patologia
• Lesões nodulares bizarras, que se assemelham a quelóides e
contém grandes agregados de macrófagos repletos de
Leishmania.
• A multiplicidade das lesões é devido às metástases para outro
sítio através dos vasos linfáticos ou da migração dos
macrófagos.
• Está associada a defciência imunológica do paciente.
nao chegam na derme
está relacionada com promastigota e amastigota
está associada a imunidade
Disseminação por todo o corpo
Cutânea difusa:
- Infecção confnada na derme, formando nódulos não ulcerados.
- Associado a defciência imunológica do paciente
nao forma ulcera na epiderme
os nodulos estao !!!!!!!!!!!!!!!
Formas Clínicas Localização
Teste de
Montenegro
Espécie de
Leishmania
Leishmaniose
cutânea
Infecção confinada na derme com
epiderme ulcerada
Positivo
L. amazonensis,
L. brasiliensis,
L. guyanensis,
L. lainsoni
Leishmaniose
Mucocutânea
Infecção na derma com úlceras.
Lesões metastáticas podem ocorrer
com invasão de mucosas e destruição
de cartilagem
Positivo
(resposta
exagerada)
L. brasiliensis,
L. guyanensis
Leishmaniose
cutaneodifusa
Infecção confinada na derme,
formando nódulos não ulcerados.
Disseminação por todo o corpo
Negativo
(imunidade
celular
comprometida)
L.amazonensis
Características Principais das Formas Clínicas da
Leishmaniose Tegumentar Americana no Brasil
nao tem úlceras
principal teste
Leishmaniose VisceralLeishmaniose Visceral
AmericanaAmericana
• Vetor : Flebotomídeo fêmea do gênero Lutomyia P
(L. Plongipalpis)
Agente : Leishmania Pdanavani, PL. Pinfantum, PL. P
chagasi
Sinonímia : Calazar  P
atinge baço, fígado...
Leishmaniose Visceral Americana -Leishmaniose Visceral Americana -
HábitatHábitat
• No vertebrado: As formas amastigotas habitam as células do
sistema mononuclear fagocitário, principalmente macrófagos.
o Órgãos Linfóides: Medula, baço, linfanodos
o Fígado: células de Kupfer
o Intestino: Placas de Peyer
Leishmaniose Visceral Americana –Leishmaniose Visceral Americana –
Mecanismos de TransmissãoMecanismos de Transmissão
• Transmissão pelo vetor
• Acidentes de trabalho
• Transfusão sanguinea
• Uso de drogas injetáveis
• Transmissão congênita
Leishmaniose Visceral Americana –Leishmaniose Visceral Americana –
Patogenia/ Aspectos ClínicosPatogenia/ Aspectos Clínicos
• Período de incubação variável dependente da virulência da
cepa, dose do inóculo, características genéticas do hospedeiro
e seu estado imunológico e nutricional.
• Febre baixa, de longa duração e recorrente
• Hepatoesplenomegalia, linfadenopatia, anemia com
leucopenia, hipergamaglobulinemia, emagrecimento, edema
e estado de debilidade progressivo levando à caquexia e
fnalmente, ao óbito se o paciente não for devidamente
tratado.
primeiro sinal da doença
Leishmaniose Visceral Americana –Leishmaniose Visceral Americana –
Formas ClínicasFormas Clínicas
Leishmaniose Visceral Americana –Leishmaniose Visceral Americana –
Distribuição GeográfcaDistribuição Geográfca
• Zonas Rurais em regiões tropicais e subtropicais do mundo: Ásia,
Oriente Médio, África, América Central e do Sul.
• No Brasil: Pará ao Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso, Norte e
Nordeste.
Leishmaniose Visceral Americana –Leishmaniose Visceral Americana –
ProflaxiaProflaxia
• Controle
• Tratamento dos casos humanos
• Eliminação de cães infectados
• Combate ao vetor
Diagnóstico
Leishmaniose visceral (Calazar)
• Clínico: sintomas
- Febre baixa recorrente, envolvimento linfohepático,
esplenomegalia, caquexia e dados epidemiológicos
• Laboratorial:
1. Exames Parasitológicos
a) Demonstração direta do parasita
Esfregaços corados com Giemsa ou Leishman de:
- Material obtido por punção de medula óssea, fígado ou baço
- Biopsia (menos efciente ~ 50%)
encontrar a forma amastigota
- Fase aguda 80-90% de positividade
- Fase sub-clínica 10%
- Co-infectados com HIV recomendado exame de medula
óssea
- Aspirado esplênico 100 %, sangue periférica 30%
b) Isolamento em cultivo in vitro
Aspirado ou biopsia
LIT, MEM, Schneider’s e Evans (Meio monofásico) a 26ºC
Exame microscópico
( 2x semana/4 semanas)
a doença ainda nao está em seu estado potencial
c ) Isolamento em cultivo in vivo
• Inoculação em animais
- Hamsters ou camundongos isogênicos (BALB/c)
- Cepas dermatotrópicas: pata ou tocinho dos animais
(positivo após 2 a 4 semanas)
- Cepas vicerotrópicas via intraperitoneal (positivo após 6 meses)
- Recomendado para o isolamento do parasita nas formas sub-
clínicas
• Xenodiagnóstico
- Flebótomos
- Usado em pacientes com AIDS portadores de Leishmaniose
visceral
os primeiros sinais acorrem de 2 a 4 semanas
é a ultilização de flebótomos
são os nomes dos vetores
2. Testes Imunológicos
a) Teste de Montenegro
b) Testes sorológicos
•Antígenos (parasitas inteiros, inativados)
- Reação de aglutinação direta
Cave: Reatividade cruzada com Chagas e tuberculose
Visualiza títulos até de 1:51.200
Leishmaniose visceral título > 1:1.600 (sensibilidade
100%) no Brasil o título > 1:6.400
c) Detecção do antígeno rK39 na urina
aprença de antígenos
Br Med Bull. 2006 Jul 17;75-76:115-30
Medidas de prevenção
• Identifcação de focos de Leishmania P(animais
infectados em proximidade a domicílios:
silvestres e domésticos: erradicação
• Imunização em massa de cachorros (Leishvaccin)
• Uso de repelentes, telas de proteção
•Borrifação frequente de ambientes
•Tratamento de sintomáticos e assintomáticos em
regiões com alta incidência de febotomíneos
vetor da doença
Distribuição geográfica da leishmaníase
cutânea e visceral no Brasil
ATAATA
• Modo de transmissão
• Agentes etiológicos e diferenças clínicas
• Forma infectante
• ciclo biológico
• Diferencie os tipos de leishmania
• modo de prevenção
• controle
• Tratamento
• Doença de notificação
pesquisar !!!!

Aula 3 leishmaniose e leishmania sp

  • 1.
    Leishmaniose eLeishmaniose e LeishmaniaLeishmania Profa:Aula adaptada da Msc Laís Flávia Nunes Lemes por profa Thais
  • 2.
    TaxonomiaTaxonomia • Reino :Protista • Sub-reino : Protozoa • Filo : Sarcomastigophora • Subfilo : Mastigophora • Classe : Zoomastigophorea • Ordem : Kinetoplastida • Subordem: Trypanosomatina • Família : Trypanosomatidae • Gênero : Leishmania
  • 4.
    LeishmaniaLeishmania • Zoonose • Cicloheteroxênico o Hospedeiro invertebrados o Hospedeiro Vertebrado • Amplamente distribuída no território brasileiro, ocorrendo em todas as regiões do país. • É uma zoonose própria dos roedores silvestres e o homem representa apenas um hospedeiro acidental, não tendo qualquer papel na manutenção ou na disseminação dos parasitos na natureza • tem ocorrência em animais silvestres (roedores, preguiça, tamanduá, gambá, mão pelada) e peridomésticos (cão e roedores).
  • 5.
    Hospedeiros invertebrados: Fêmea Flebotomíneos Família:Psychodidae Subfamília: Phlebotominae Gêneros: Lutomyia e Phlebotomus Lutomyia – conhecidos no Brasil: birigui, mosquito-palha e tatuquira e outros
  • 6.
    MorfologiaMorfologia • Promastigota (metacíclica) infectante(Inseto) • Amastigota (Hospedeiro vertebrado) Reprodução por divisão binária em ambos os casos Reprodução por divisão binária em ambos os casos Forma amastigota é a forma reprodutiva no homem
  • 7.
    Morfologia PromastigotaMorfologia Promastigota Formas alongadas  Flagelo livre e longo emergindo pela porção anterior  Núcleo arredondado ou oval (Região mediana)  Cinetoplasto em forma de bastão posição mediana entre a extremidade anterior e o núcleo  Forma transmitida
  • 8.
  • 9.
    Morfologia - AmastigotaMorfologia- Amastigota • Ováis ou esféricos • Núcleo grande ou arredondado • Cinetoplasto • Vacúolos • Não há fagelo livre • Microtúbulos em número variado no envoltório • Bolsa fagelar • Núcleo esférico denso ou frouxo com cariossomo central ou excêntrico • Encontrada dentro dos macrófagos
  • 10.
  • 12.
    Formas promastigotas metacíclicasregurgitadas por mosquitos são depositadas na derme, onde são fagocitados por macrófagos. São resistentes a lise pelo sistema complemento (LPG) • Vetores (Diptera, Phlebotomidae: Lutomiya, PPhlebotomus), no território brasileiro: Lutomiya Plongipalpis, PL. Pwellcomei Pe outros CICLO BIOLÓGICO - VERTEBRADO
  • 13.
    Promastigotas dentro dofagolisossomo se transformam em amastigotas, que se multiplicam no macrófago. A célula hospedeira é rompida liberando amastigotas que são fagocitados por outros macrófagos M CICLO BIOLÓGICO - VERTEBRADO
  • 14.
    Membrana peritrófca Após ingestão,amastigotas se transformam em promastigotas e se multiplicam dentro de uma membrana formada pelo vetor Trato digestivo CICLO BIOLÓGICO - INVERTEBRADO
  • 15.
    Promastigotas se desenvolvempara paramastigotas que aderem em pontos diferentes no trato digestivo (critério da localização: subgenênero de Leishmania), a proliferação é estimulada se a fêmea ingere sucos vegetais CICLO BIOLÓGICO - INVERTEBRADO
  • 16.
    Após 3-5 dias,promastigotas metacíclicos migram ativamente para partes anteriores do tubo digestivo Somente promastigotas metacíclicos são infecciosos para os hospedeiro vertebrado! Assim, o parasita parece interferir ativamente com a capacidade de ingestão do hospedeiro mosquito! A saliva do febotomíneo é muito importante para a infecciosidade da Leishmania CICLO BIOLÓGICO - INVERTEBRADO
  • 17.
  • 18.
    Formas Clínicas daFormasClínicas da LeishmanioseLeishmaniose • Leishmaniose Cutânea • Leishmaniose Mucocutânea • Leishmaniose Cutânea Difusa • Leishmaniose Visceral ou Calazar
  • 19.
    LeishLeishmaniosemaniose CutâneaCutânea • Vetor:Flebotomídeo fêmea do gênero Lutomyia P (Birigui, mosquito-palha) • Agente: Leishmania Pbrasiliensis, PL. Pguyanensis, PL. Pamazonensis, P L. Plainsoni • Sinonímia: Úlcera-de-Bauru, ferida brava, ferida seca e bouba
  • 20.
    Leishmaniose Cutânea -LeishmanioseCutânea - PatologiaPatologia • Úlceras únicas ou múltiplas confnadas a derme com a epiderme ulcerada • Local de preferência: Partes descobertas do corpo. • Lesões iniciais: Pápulo-vesiculoso podendo ocorrer linfagite e adenite satélite. • Lesões leishmanióticas: Ulceração crônica, indolor, de contornos regulares, com bordas salientes, pouco exudativa e com fundo granuloso. • Lesões antigas: Formas vegetantes verrucosas
  • 21.
  • 22.
    Leishmaniose cutânea (“orientalsore” “botão do oriente”, “Úlcera de Bauru”
  • 23.
    Evolução da LesãoUlcerada naEvolução da Lesão Ulcerada na LeishmanioseLeishmaniose
  • 24.
    Leishmaniose Cutânea –LeishmanioseCutânea – AgentesAgentes • L. Pbrasiliensis o Forma mais destrutiva o Curso da infecção: Irregular e crônico. • L. guyanensis o Ülcera única (cratera de lua) o Dissemina-se pelo corpo em forma de metástase linfáticas o Forma hipodérmica nodular (nódulos subcutâneos móveis) o Forma nodular ulcerada o Linfadenite e linfadenopatia • Outros o Lesões ulcerada simples e limitadas (L.amazonensis) o Úlcera cutânea única (L. Plainsoni)
  • 25.
    • Vetor: Flebotomídeofêmea do gênero Lutomyia P (Birigui, mosquito-palha) • Agente : Leishmania Pbrasiliensis • Sinonímia : Espúndia, nariz de tapir ou de anta LeishmanioseLeishmaniose Cutâneo-mucosaCutâneo-mucosa Sinonímia é a relação entre palavras de significado semelhante
  • 26.
    Leishmaniose Mucocutânea -LeishmanioseMucocutânea - ImunopatologiaImunopatologia • Verifca-se o desenvolvimento de lesões algumas vezes desfgurantes nas cartilagens ou junções mucocutâneas da laringe, septo nasal, ânus ou vulva. • Ocorre também edema e infltração celular. • Pode ocorrer ainda hiperqueratose (espessamento da camada córnea) e acantose. • Segue-se lesão secundária nas mucosas e cartilagens. • Predomina resposta imunológica Th1 – Citocinas infamatórias • Resposta imunecelular está exacerbada • Níveis de anticorpos baixo ou discretamente aumentada
  • 27.
    Leishmaniose Cutâneo-mucosa –LeishmanioseCutâneo-mucosa – Sintomatologia e Formas ClínicasSintomatologia e Formas Clínicas • Incubação que varia de alguns dias a mais de um ano, porém dura de 2 a 3 meses. • Local de preferência: Partes descobertas do corpo. • Lesões iniciais: Pápulo-vesiculoso podendo ocorrer linfagite e adenite satélite. • Lesões leishmanióticas: Ulceração crônica, indolor, de contornos regulares, com bordas salientes, pouco exudativa e com fundo granuloso. • Lesões antigas: aspecto purulento com formação de crostas devido a presença de infecção bacteriana.
  • 28.
    Nas formas avançadasocorre envolvimento da mucosa com hiperemia, infltração, coriza crônica, obstrução nasal chegando a lesão ulcerativa com destruição do septo, dorso do nariz até áreas faciais vizinhas. Podem ocorrer ainda lesões orofaringianas e laríngeas produzindo perturbações de fonação, afonia e comprometimento alimentar.
  • 29.
    Muco-cutânea: - Infecção naderme (ulceras), invasão de mucosa e destruição da cartilagem - No novo mundo: L. Pbraziliensis, PL. Pguyanensis, PL. P P P P P Pmexicana P(“espundia”), no Sudão/Etiópia L. Pmajor, PL. Ptropica
  • 30.
    Leishmaniose Mucocutânea eCutâneaLeishmaniose Mucocutânea e Cutânea – Diagnóstico– Diagnóstico • Pesquisa do parasita nas biópsias ou raspado da lesão o Exame direto de esfregaços corados com derivados Romanowsky, Giemsa ou Leishman o Exame histopatológico o Cultura o Inóculo em animais • Reação de PCR o Pesquisa do DNA do parasito
  • 31.
    Leishmaniose Mucocutânea eLeishmanioseMucocutânea e Cutânea – DiagnósticoCutânea – Diagnóstico • Reação de imunofuorescência indireta Teste imunológico que avalia a reação a resposta humoral  Sensibilidade alta, porém pode ocorrer reações cruzadas  Em lesões cutâneas recentes: Títulos baixos  Forma mucosa: podem estar aumentados
  • 33.
    LeishmanioseLeishmaniose Cutânea DifusaCutânea Difusa •Vetor : Flebotomídeo fêmea do gênero Lutomyia P (Birigui, mosquito-palha) Agente : Leishmania Pamazonensis P(Brasil) Leishmania Ppinafoi P(Venezuela) esta relacionada com a baixa da imunidade
  • 34.
    Leishmaniose Cutânea Difusa- PatologiaLeishmaniose Cutânea Difusa - Patologia • Lesões nodulares bizarras, que se assemelham a quelóides e contém grandes agregados de macrófagos repletos de Leishmania. • A multiplicidade das lesões é devido às metástases para outro sítio através dos vasos linfáticos ou da migração dos macrófagos. • Está associada a defciência imunológica do paciente. nao chegam na derme está relacionada com promastigota e amastigota está associada a imunidade
  • 35.
  • 36.
    Cutânea difusa: - Infecçãoconfnada na derme, formando nódulos não ulcerados. - Associado a defciência imunológica do paciente nao forma ulcera na epiderme os nodulos estao !!!!!!!!!!!!!!!
  • 37.
    Formas Clínicas Localização Testede Montenegro Espécie de Leishmania Leishmaniose cutânea Infecção confinada na derme com epiderme ulcerada Positivo L. amazonensis, L. brasiliensis, L. guyanensis, L. lainsoni Leishmaniose Mucocutânea Infecção na derma com úlceras. Lesões metastáticas podem ocorrer com invasão de mucosas e destruição de cartilagem Positivo (resposta exagerada) L. brasiliensis, L. guyanensis Leishmaniose cutaneodifusa Infecção confinada na derme, formando nódulos não ulcerados. Disseminação por todo o corpo Negativo (imunidade celular comprometida) L.amazonensis Características Principais das Formas Clínicas da Leishmaniose Tegumentar Americana no Brasil nao tem úlceras principal teste
  • 38.
    Leishmaniose VisceralLeishmaniose Visceral AmericanaAmericana •Vetor : Flebotomídeo fêmea do gênero Lutomyia P (L. Plongipalpis) Agente : Leishmania Pdanavani, PL. Pinfantum, PL. P chagasi Sinonímia : Calazar P atinge baço, fígado...
  • 39.
    Leishmaniose Visceral Americana-Leishmaniose Visceral Americana - HábitatHábitat • No vertebrado: As formas amastigotas habitam as células do sistema mononuclear fagocitário, principalmente macrófagos. o Órgãos Linfóides: Medula, baço, linfanodos o Fígado: células de Kupfer o Intestino: Placas de Peyer
  • 40.
    Leishmaniose Visceral Americana–Leishmaniose Visceral Americana – Mecanismos de TransmissãoMecanismos de Transmissão • Transmissão pelo vetor • Acidentes de trabalho • Transfusão sanguinea • Uso de drogas injetáveis • Transmissão congênita
  • 41.
    Leishmaniose Visceral Americana–Leishmaniose Visceral Americana – Patogenia/ Aspectos ClínicosPatogenia/ Aspectos Clínicos • Período de incubação variável dependente da virulência da cepa, dose do inóculo, características genéticas do hospedeiro e seu estado imunológico e nutricional. • Febre baixa, de longa duração e recorrente • Hepatoesplenomegalia, linfadenopatia, anemia com leucopenia, hipergamaglobulinemia, emagrecimento, edema e estado de debilidade progressivo levando à caquexia e fnalmente, ao óbito se o paciente não for devidamente tratado. primeiro sinal da doença
  • 42.
    Leishmaniose Visceral Americana–Leishmaniose Visceral Americana – Formas ClínicasFormas Clínicas
  • 43.
    Leishmaniose Visceral Americana–Leishmaniose Visceral Americana – Distribuição GeográfcaDistribuição Geográfca • Zonas Rurais em regiões tropicais e subtropicais do mundo: Ásia, Oriente Médio, África, América Central e do Sul. • No Brasil: Pará ao Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso, Norte e Nordeste.
  • 44.
    Leishmaniose Visceral Americana–Leishmaniose Visceral Americana – ProflaxiaProflaxia • Controle • Tratamento dos casos humanos • Eliminação de cães infectados • Combate ao vetor
  • 45.
    Diagnóstico Leishmaniose visceral (Calazar) •Clínico: sintomas - Febre baixa recorrente, envolvimento linfohepático, esplenomegalia, caquexia e dados epidemiológicos • Laboratorial: 1. Exames Parasitológicos a) Demonstração direta do parasita Esfregaços corados com Giemsa ou Leishman de: - Material obtido por punção de medula óssea, fígado ou baço - Biopsia (menos efciente ~ 50%) encontrar a forma amastigota
  • 46.
    - Fase aguda80-90% de positividade - Fase sub-clínica 10% - Co-infectados com HIV recomendado exame de medula óssea - Aspirado esplênico 100 %, sangue periférica 30% b) Isolamento em cultivo in vitro Aspirado ou biopsia LIT, MEM, Schneider’s e Evans (Meio monofásico) a 26ºC Exame microscópico ( 2x semana/4 semanas) a doença ainda nao está em seu estado potencial
  • 47.
    c ) Isolamentoem cultivo in vivo • Inoculação em animais - Hamsters ou camundongos isogênicos (BALB/c) - Cepas dermatotrópicas: pata ou tocinho dos animais (positivo após 2 a 4 semanas) - Cepas vicerotrópicas via intraperitoneal (positivo após 6 meses) - Recomendado para o isolamento do parasita nas formas sub- clínicas • Xenodiagnóstico - Flebótomos - Usado em pacientes com AIDS portadores de Leishmaniose visceral os primeiros sinais acorrem de 2 a 4 semanas é a ultilização de flebótomos são os nomes dos vetores
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    2. Testes Imunológicos a)Teste de Montenegro b) Testes sorológicos •Antígenos (parasitas inteiros, inativados) - Reação de aglutinação direta Cave: Reatividade cruzada com Chagas e tuberculose Visualiza títulos até de 1:51.200 Leishmaniose visceral título > 1:1.600 (sensibilidade 100%) no Brasil o título > 1:6.400 c) Detecção do antígeno rK39 na urina aprença de antígenos
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    Br Med Bull.2006 Jul 17;75-76:115-30
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    Medidas de prevenção •Identifcação de focos de Leishmania P(animais infectados em proximidade a domicílios: silvestres e domésticos: erradicação • Imunização em massa de cachorros (Leishvaccin) • Uso de repelentes, telas de proteção •Borrifação frequente de ambientes •Tratamento de sintomáticos e assintomáticos em regiões com alta incidência de febotomíneos
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    Distribuição geográfica daleishmaníase cutânea e visceral no Brasil
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    ATAATA • Modo detransmissão • Agentes etiológicos e diferenças clínicas • Forma infectante • ciclo biológico • Diferencie os tipos de leishmania • modo de prevenção • controle • Tratamento • Doença de notificação pesquisar !!!!