Leishmaniose Visceral
RODRIGO APARECIDO PEREIRA LIMA
MEDICO SAE – ROLIM DE ROLIM
Distribuição geral no mundo
Estima-se a existência de 12 milhões de casos no mundo todo. Dois milhões
de casos novos ocorrem a cada ano e 350 milhões de pessoas estão sob risco
(WHO/CID/Leish/98.9 Add.1)
visceral
cutânea
mucosa
difusa
88 países são endêmicos – apenas 32 fazem notificação compulsória
90% dos casos de leishmaniose visceral no mundo
ocorrem em Bangladesh, Brasil, Índia, Nepal e Sudão
(WHO/CID/Leish/98.9 Add.1)
Distribuição da leishmaniose
visceral no Brasil
Distribuição Geográfica
• Expansão da doença no país
• Número estável de casos no nordeste
com aumento em outras regiões: norte,
sudeste e centro-oeste
• Urbanização da doença atingindo grandes
centros urbanos
• Em Várzea Grande, casos desde 1994
LEISHMANIOSE VISCERAL
Agente etiológico
Promastigota (flagelada): tubo
digestivo do inseto vetor
Leishmania L. chagasi
Parasita intracelular obrigatório de células do sistema fagocítico-mononuclear
Formas Evolutivas
LEISHMANIOSES - VETOR
Inseto hematófago, pequeno,
cor de palha, com grandes asas
pilosas para trás e para cima,
cabeça fletida para baixo.
Flebótomo: gênero Lutzomya
Mosquito palha, cangalha, cangalhinha
Fêmeas antropofílicas  sangue  desenvolvimento dos
ovos.
O inseto, se infectado, introduz através de sua saliva, as
formas promastigotas que infectam o homem.
Vetor
LEISHMANIOSE VISCERAL
RESERVATÓRIOS
Cães
Raposa
Marsupial
Etapas para Infecção - Doença
• Internalização da Leishmanias pelos
macrófagos teciduais
• Transformação em amastigotas
• Multiplicação por divisão binária
• Rotura de macrófagos com liberação de
amastigotas
• Fagocitose das amastigotas por outros
macrófagos
LV – Período de Incubação – 2 a 24 meses, em média 2 a 6 meses
Tropismo?
• Baço
• Medula Óssea
• Fígado
• Linfonodos
• Intestino
• Outros
A função esplênica na LV
• Parasitismo intenso
• Hiperplasia
• Seqüestro
• Hiperesplenismo
A medula óssea
• Parasitismo intenso
• Recrutamento de
células inflamatórias
• Diminuição da
produção
Macrófago parasitado
Macrófago rompido
O fígado
• Parasitismo menos
intenso
• Hiperplasia de células de
Küppfer
• Infiltrado inflamatório
• Diminuição da produção
de albumina
LV- Outros Órgãos
Parasitismo
–macrófagos
pulmonares: pneumonite
(tosse)
–das placas de Payer do
intestino  diarréia
• Proteinúria
• Cilindrúria
• Hematúria
Síndrome Clínica
• Esplenomegalia
• Hepatomegalia
• Febre
• Pancitopenia
Leishmaniose visceral
QUADRO CLÍNICO
Infecção  sempre evolução para doença?
1.Inaparente ou Assintomático (Infecção)
2.Período Inicial
• Variável
• Febre (< 4 semanas)
• Palidez cutâneo-mucosa
• Esplenomegalia (< 5 cm)
• Hepatomegalia (às vezes)
• Diarréia, Tosse e Micropoliadenopatia
*Área Endêmica - Crianças
• febre, hepatomegalia, hiperglobulinemia e
VHS elevada
Leishmaniose Visceral
QUADRO CLÍNICO
Período Inicial
3.Período de Estado (> 2 meses evolução)
• Febre irregular
• Emagrecimento progressivo
• Palidez cutâneo-mucosa
• Hepato-esplenomegalia evidente
4.Período Final
• Febre contínua
•  estado geral
• Desnutrição (cabelos, pele, cílios)
• Hemorragias, Icterícia, Ascite, Infecções
Leishmaniose Visceral
QUADRO CLÍNICO
Período de Estado
Período de Estado
Período Final
DIAGNÓSTICO PARASITOLÓGICO
LEISHMANIOSE VISCERAL
Padrão-ouro: visualização de
amastigotas
• Estruturas
– Núcleo
– Cinetoplasto
– Membrana
• Localização
– Intracelular
– Extracelular
Padrão-ouro: cultura de promastigotas
• Formas móveis
– Núcleo
– Cinetoplasto
– Membrana
– Flagelo
Material para diagnóstico
• medula óssea
• baço
• fígado
• linfonodos
• locais menos freqüentes (pele, sangue, trato
gastrointestinal, líquido pleural, líquor, etc)
Como obter o material?
• Aspiração
• Biópsia
• Sangue – centrifugação (VIH)
Aspirado de Medula Óssea
Esterno
Crista ilíaca
Aspirado de Medula Óssea
Esfregaço de aspirado de medula
Exames que complementam o
diagnóstico
• Hemograma completo
• VHS
• Proteínas totais (albumina/globulina)
• Coagulograma
• Provas de funcionamento hepático e renal
• EAS
IRM - Aplicação do Antígeno
- Face anterior do
antebraço direito
- Leitura em 72 horas
- Mede-se a enduração
Não reator na doença
Viragem após a cura
TRATAMENTO
LEISHMANIOSES
Tratamento
• A relação entre o parasito e o hospedeiro
humano é complexa e caracteriza-se pela
persistência da infecção e espectro clínico de
gravidade variável
• O tratamento é realizado com drogas de
difícil administração, toxicidade elevada e
alto custo
• Os critérios de resposta ao tratamento estão
baseados em aspectos clínicos
Desafio – encontrar droga ideal
• Via oral
• Dose única diária
• Baixa toxicidade
• Baixo custo
• Que não estimule o desenvolvimento de
resistência
• Que possua boa correlação entre os testes de
sensibilidade in vitro e a resposta in vivo
-Parasitismo
intracelular
-Indução de
imunodepressão
-Infecção pelo HIV
Problemas
• Conhecimento parcial
sobre o metabolismo do
parasito
• Conhecimento parcial
sobre os mecanismos de
ação das drogas
disponíveis
• Toxicidade elevada /
vias de administração
parenteral / custo
elevado
Problemas
• Primeira escolha
– Antimoniais pentavalentes
• Alternativas
– Anfotericina B
Drogas Recomendadas
Antimoniais pentavalentes
• Não se absorvem pela V.O.
• Aplicação I.V. ou I.M. com cinéticas similares
• Eliminação rápida seguida de eliminação lenta
• Doses repetidas produzem aumento discreto
dos níveis séricos mínimos
• Dose: 20 mg/Kg/dia (20 a 40 dias)
81 mg/ml-Glucantime
Toxicidade
• Febre, cefaléia, dor abdominal
• Reações de hipersensibilidade
– Eritema
– Uiticária
• Osteomuscular: mialgias e artralgias
• Hematológica: anemia, leucopenia e
trombocitopenia
Toxicidade
• Cardíaca
– Dose dependente
– Duração do tratamento
– Similar à toxicidade dos trivalentes
• ECG
– QTc prolongado e achatamento ou inversão
da onda T
– Arritmias ventriculares
Toxicidade
• Renal: perda da capacidade de concentração
urinária e insuficiência renal
• Pancreática: elevação de amilase
• Hepática: elevação de transaminases
Anfotericina B
• Antibiótico poliênico
• Mecanismo de ação - união aos esteróis
neutros da membrana
• A mais potente das drogas de primeira
linha
• Não depende da resposta imune
• Administração I.V
• Relacionados com a infusão
– Febre e calafrios
– Flebite
– Contraturas musculares
– Cefaléia
– Arritmias ventriculares e morte
súbita
Anfotericina B - toxicidade
Anfotericina B - toxicidade
• Fatores envolvidos na toxicidade associada à
infusão
– Diluição
– Velocidade
– Pré-medicação
• Relacionados com a dose acumulada
– Azotemia
– Hipocalemia e hipomagnesemia
– Anemia
Leishmaniose Visceral – proposta MS
• Critérios de
gravidade para
indicar
internação
• Critérios de gravidade
para proposta
terapêutica
há
SEGUIMENTO CALAZAR
• 3, 6, e 12 meses
• Avaliação clínica laboratorial
• Restabelecimento das funções
• Controle dos exames
• Periodicidade individual
CRITÉRIOS DE CURA DO CALAZAR
Regressão dos sinais clínicos:
- febre: geralmente desaparece em torno do 5º dia do
tratamento
– regressão da hepatoesplenomegalia: pelo menos 40%
(exceto nas formas extensas onde o baço pode
permanecer palpável)
– melhora do estado geral: apetite, disposição, ganho de
peso
Melhora dos parâmetros hematológicos a partir da
2ª semana
- alterações na eletroforese de proteínas podem levar meses
- surgimento de eosinofilia ao final do tratamento é sinal de
bom prognóstico
- provas sorológicas negativam-se tardiamente
- seguimento deve ser feito ao 3, 6 e 12 meses
- IRM: positiva-se tardiamente (geralmente depois de 1 ano)
• RODRIGO APARECIDO PEREIRA LIMA
• CEL/WATS: 992150847
• ROPELIMA@HOTMAIL.COM

leishmaniose-visceral.ppt

  • 1.
    Leishmaniose Visceral RODRIGO APARECIDOPEREIRA LIMA MEDICO SAE – ROLIM DE ROLIM
  • 2.
    Distribuição geral nomundo Estima-se a existência de 12 milhões de casos no mundo todo. Dois milhões de casos novos ocorrem a cada ano e 350 milhões de pessoas estão sob risco (WHO/CID/Leish/98.9 Add.1) visceral cutânea mucosa difusa 88 países são endêmicos – apenas 32 fazem notificação compulsória
  • 3.
    90% dos casosde leishmaniose visceral no mundo ocorrem em Bangladesh, Brasil, Índia, Nepal e Sudão (WHO/CID/Leish/98.9 Add.1)
  • 4.
  • 5.
    Distribuição Geográfica • Expansãoda doença no país • Número estável de casos no nordeste com aumento em outras regiões: norte, sudeste e centro-oeste • Urbanização da doença atingindo grandes centros urbanos • Em Várzea Grande, casos desde 1994
  • 6.
    LEISHMANIOSE VISCERAL Agente etiológico Promastigota(flagelada): tubo digestivo do inseto vetor Leishmania L. chagasi Parasita intracelular obrigatório de células do sistema fagocítico-mononuclear Formas Evolutivas
  • 7.
  • 8.
    Inseto hematófago, pequeno, corde palha, com grandes asas pilosas para trás e para cima, cabeça fletida para baixo. Flebótomo: gênero Lutzomya Mosquito palha, cangalha, cangalhinha Fêmeas antropofílicas  sangue  desenvolvimento dos ovos. O inseto, se infectado, introduz através de sua saliva, as formas promastigotas que infectam o homem. Vetor
  • 9.
  • 10.
    Etapas para Infecção- Doença • Internalização da Leishmanias pelos macrófagos teciduais • Transformação em amastigotas • Multiplicação por divisão binária • Rotura de macrófagos com liberação de amastigotas • Fagocitose das amastigotas por outros macrófagos LV – Período de Incubação – 2 a 24 meses, em média 2 a 6 meses
  • 11.
    Tropismo? • Baço • MedulaÓssea • Fígado • Linfonodos • Intestino • Outros
  • 12.
    A função esplênicana LV • Parasitismo intenso • Hiperplasia • Seqüestro • Hiperesplenismo
  • 13.
    A medula óssea •Parasitismo intenso • Recrutamento de células inflamatórias • Diminuição da produção Macrófago parasitado Macrófago rompido
  • 14.
    O fígado • Parasitismomenos intenso • Hiperplasia de células de Küppfer • Infiltrado inflamatório • Diminuição da produção de albumina
  • 15.
    LV- Outros Órgãos Parasitismo –macrófagos pulmonares:pneumonite (tosse) –das placas de Payer do intestino  diarréia • Proteinúria • Cilindrúria • Hematúria
  • 16.
    Síndrome Clínica • Esplenomegalia •Hepatomegalia • Febre • Pancitopenia
  • 17.
  • 18.
    Infecção  sempreevolução para doença?
  • 19.
    1.Inaparente ou Assintomático(Infecção) 2.Período Inicial • Variável • Febre (< 4 semanas) • Palidez cutâneo-mucosa • Esplenomegalia (< 5 cm) • Hepatomegalia (às vezes) • Diarréia, Tosse e Micropoliadenopatia *Área Endêmica - Crianças • febre, hepatomegalia, hiperglobulinemia e VHS elevada Leishmaniose Visceral QUADRO CLÍNICO
  • 20.
  • 21.
    3.Período de Estado(> 2 meses evolução) • Febre irregular • Emagrecimento progressivo • Palidez cutâneo-mucosa • Hepato-esplenomegalia evidente 4.Período Final • Febre contínua •  estado geral • Desnutrição (cabelos, pele, cílios) • Hemorragias, Icterícia, Ascite, Infecções Leishmaniose Visceral QUADRO CLÍNICO
  • 22.
  • 23.
  • 24.
  • 25.
  • 26.
    Padrão-ouro: visualização de amastigotas •Estruturas – Núcleo – Cinetoplasto – Membrana • Localização – Intracelular – Extracelular
  • 27.
    Padrão-ouro: cultura depromastigotas • Formas móveis – Núcleo – Cinetoplasto – Membrana – Flagelo
  • 28.
    Material para diagnóstico •medula óssea • baço • fígado • linfonodos • locais menos freqüentes (pele, sangue, trato gastrointestinal, líquido pleural, líquor, etc) Como obter o material? • Aspiração • Biópsia • Sangue – centrifugação (VIH)
  • 29.
    Aspirado de MedulaÓssea Esterno
  • 30.
  • 31.
  • 32.
    Exames que complementamo diagnóstico • Hemograma completo • VHS • Proteínas totais (albumina/globulina) • Coagulograma • Provas de funcionamento hepático e renal • EAS
  • 33.
    IRM - Aplicaçãodo Antígeno - Face anterior do antebraço direito - Leitura em 72 horas - Mede-se a enduração Não reator na doença Viragem após a cura
  • 34.
  • 35.
    Tratamento • A relaçãoentre o parasito e o hospedeiro humano é complexa e caracteriza-se pela persistência da infecção e espectro clínico de gravidade variável • O tratamento é realizado com drogas de difícil administração, toxicidade elevada e alto custo • Os critérios de resposta ao tratamento estão baseados em aspectos clínicos
  • 36.
    Desafio – encontrardroga ideal • Via oral • Dose única diária • Baixa toxicidade • Baixo custo • Que não estimule o desenvolvimento de resistência • Que possua boa correlação entre os testes de sensibilidade in vitro e a resposta in vivo
  • 37.
  • 38.
    • Conhecimento parcial sobreo metabolismo do parasito • Conhecimento parcial sobre os mecanismos de ação das drogas disponíveis • Toxicidade elevada / vias de administração parenteral / custo elevado Problemas
  • 39.
    • Primeira escolha –Antimoniais pentavalentes • Alternativas – Anfotericina B Drogas Recomendadas
  • 40.
    Antimoniais pentavalentes • Nãose absorvem pela V.O. • Aplicação I.V. ou I.M. com cinéticas similares • Eliminação rápida seguida de eliminação lenta • Doses repetidas produzem aumento discreto dos níveis séricos mínimos • Dose: 20 mg/Kg/dia (20 a 40 dias) 81 mg/ml-Glucantime
  • 41.
    Toxicidade • Febre, cefaléia,dor abdominal • Reações de hipersensibilidade – Eritema – Uiticária • Osteomuscular: mialgias e artralgias • Hematológica: anemia, leucopenia e trombocitopenia
  • 42.
    Toxicidade • Cardíaca – Dosedependente – Duração do tratamento – Similar à toxicidade dos trivalentes • ECG – QTc prolongado e achatamento ou inversão da onda T – Arritmias ventriculares
  • 43.
    Toxicidade • Renal: perdada capacidade de concentração urinária e insuficiência renal • Pancreática: elevação de amilase • Hepática: elevação de transaminases
  • 44.
    Anfotericina B • Antibióticopoliênico • Mecanismo de ação - união aos esteróis neutros da membrana • A mais potente das drogas de primeira linha • Não depende da resposta imune • Administração I.V
  • 45.
    • Relacionados coma infusão – Febre e calafrios – Flebite – Contraturas musculares – Cefaléia – Arritmias ventriculares e morte súbita Anfotericina B - toxicidade
  • 46.
    Anfotericina B -toxicidade • Fatores envolvidos na toxicidade associada à infusão – Diluição – Velocidade – Pré-medicação • Relacionados com a dose acumulada – Azotemia – Hipocalemia e hipomagnesemia – Anemia
  • 47.
    Leishmaniose Visceral –proposta MS • Critérios de gravidade para indicar internação • Critérios de gravidade para proposta terapêutica
  • 49.
  • 54.
    SEGUIMENTO CALAZAR • 3,6, e 12 meses • Avaliação clínica laboratorial • Restabelecimento das funções • Controle dos exames • Periodicidade individual
  • 55.
    CRITÉRIOS DE CURADO CALAZAR Regressão dos sinais clínicos: - febre: geralmente desaparece em torno do 5º dia do tratamento – regressão da hepatoesplenomegalia: pelo menos 40% (exceto nas formas extensas onde o baço pode permanecer palpável) – melhora do estado geral: apetite, disposição, ganho de peso Melhora dos parâmetros hematológicos a partir da 2ª semana - alterações na eletroforese de proteínas podem levar meses - surgimento de eosinofilia ao final do tratamento é sinal de bom prognóstico - provas sorológicas negativam-se tardiamente - seguimento deve ser feito ao 3, 6 e 12 meses - IRM: positiva-se tardiamente (geralmente depois de 1 ano)
  • 57.
    • RODRIGO APARECIDOPEREIRA LIMA • CEL/WATS: 992150847 • ROPELIMA@HOTMAIL.COM