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Física do Raio X e Bases de exames
radiológicos Prof. Ricardo Aguiar
WILHELM CONRAD
ROENTGEN, 1895
Os princípios físicos
dos raios-X foram
descobertos por Wilhelm
Conrad Roentgen em 1895,
esta descoberta marcou o
início de uma nova era de
diagnóstico na Medicina.
WILHELM CONRAD
ROENTGEN, 1895
William Crookes
havia desenhado o tubo que
Roentgen utilizou para
produzir os raios-X. Estes
raios foram chamados de x
pois não era conhecido este
tipo de radiação, que
atravessava madeira, papel, e
até o corpo humano.
O QUE É O RAIO-X (RX)?
O que é o raio-X (Rx)?
 O raio-X é uma onda eletromagnética,
como a luz visível, as ondas de rádio, os
raios infra-vermelhos, e os raios ultra-
violetas.
O que é o raio-X (Rx)?
◦ As ondas eletromagnéticas tem como
características: a sua freqüência e o seu
comprimento de onda
 Inversamente proporcionais
 A energia de uma onda é diretamente proporcional
à sua frequência.
COMO É FEITA A
PRODUÇÃO DO RAIO-X?
Como é feita a produção do
raio-X?
 Raios-X são produzidos ao se liberar
energia no choque de elétrons de alta
energia cinética contra uma placa de metal.
Como é feita a produção do
raio-X?
 Para tais efeitos utiliza-
se um tubo de raio-X
que consiste num tubo
de vidro à vácuo com
dois eletrodos de
tungstênio (diodo), um
ânodo (pólo positivo)
e um cátodo (pólo
negativo).
O cátodo
consiste num
filamento de
tungstênio muito
fino que esquenta
com a passagem
de corrente
elétrica de alta
voltagem.
Tubo de raios-X
Com isto os
elétrons do
tungstênio
adquirem
suficiente energia
térmica para
abandonar o
cátodo (emissão
termoiônica).
Tubo de raios-X
Devido a alta voltagem
cria-se também uma
diferença de potencial
entre os eletrodos o
que faz que os elétrons
emitidos pelo
filamento de
tungstênio sejam
acelerados em direção
ao ânodo (pólo
positivo).
Tubo de raios-X
A energia cinética dos
elétrons depende da
voltagem entre os
eletrodos: quanto
mais alta a voltagem
maior a energia
cinética. O ânodo
está revestido por
tungstênio e funciona
como alvo para os
elétrons.
Tubo de raios-X
No choque dos elétrons com o
alvo de tungstênio a maioria da
energia cinética destes é
transformada infelizmente em
calor, mas uma pequena parte
produz raios-X através de três
fenômenos: radiação
característica, desaceleração
(“Bremsstrahlung”) e choque
nuclear.
Radiação característica
 Ocorre quando o elétron em movimento choca-se com um elétron
da camada interna do átomo do alvo de tungstênio e o desloca
(caso a energia que ele adquiriu ao deslocar-se do cátodo para o
ânodo seja maior que a energia de ligação da camada eletrônica),
com isso a camada de energia que este elétron do átomo ocupava
fica vaga. Este átomo agora ionizado precisa se estabilizar. Para isto
um elétron de uma camada mais externa migra para a vaga na
camada de energia interna, liberando neste processo uma
determinada e bem precisa quantidade de energia (fóton) na forma
de raios-X.
Radiação característica
Radiação característica
 Esta energia corresponde a diferença entre as
energias de ligação das duas camadas (a externa,
que o elétron ocupava, e a mais interna que ele
passou a ocupar). O fenômeno é chamado de
radiação característica, já que essa energia das
camadas é particular de cada elemento
(poderíamos descobrir qual é o elemento do alvo
a partir da análise das energias dos fótons de Rx
produzidos pela radiação característica).
Freiamento ou “Bremsstrahlung”,
 O elétron em movimento tem sua trajetória
desviada pela positividade do núcleo.
 Este desvio de trajetória é acompanhado por
uma desaceleração o que faz que parte da
energia cinética do elétron seja emitida
como fóton de raio-X, que será de maior
energia (maior freqüência) quanto maior for
o ângulo de desvio da trajetória e quanto
mais próximo estiver este elétron do núcleo.
Freiamento ou “Bremsstrahlung”,
 A desaceleração tem pouca chance de
ocorrer em regiões próximas ao núcleo,
devido à densidade nuclear
 Assim, a maioria dos elétrons sofrem
interações distantes do núcleo e produzem
fótons de baixa energia, agora não mais
numa faixa de energia característica, mas sim
numa variação constante, dependendo do
co-seno do ângulo do desvio.
Freiamento ou “Bremsstrahlung”,
 A probabilidade desse fenômeno ocorrer
também é pequena, porém tende a ser a
maior fonte dos fótons de raios-X em
relação aos dois outros fenômenos.
Freiamento ou “Bremsstrahlung”,
Choque nuclear
 O elétron choca-se com o núcleo e
produz um fóton de alta energia.
 Nesse caso, 100% da energia que ele
adquiriu acelerando do cátodo para o
ânodo é transformada em um fóton de
raio-x.
Choque nuclear
 Por exemplo, se a diferença de potencial
entre o cátodo e o ânodo é de 100.000
Volts (e na verdade é dessa ordem), o
elétron que se chocar diretamente com o
núcleo vai produzir um fóton de raio-x com
energia de 100.000 eV (eletron-Volt).
 A probabilidade deste fenômeno ocorrer é
baixa.
COMO É OTUBO DE
RAIO-X?
Como é o tubo de raio-X?
Como é o tubo de raio-X?
 O tungstênio é o material escolhido para
este fim pois tem um número atômico e um
ponto de fusão altos e não derrete com o
calor (ponto de fusão acima de 3.000º C).
◦ É importante utilizar um material com estas
características pois parte da energia produzida
dentro do tubo de raio-X é na forma de calor.
Como é o tubo de raio-X?
 O alvo de tungstênio no qual os elétrons
irão chocar-se está em movimento (na
verdade, é um disco em rotação) para que a
área que está recebendo o choque com o
feixe de elétrons seja constantemente
mudada o que distribui o efeito do
bombardeio em torno da margem do alvo,
possibilitando um certo resfriamento.
O que é o tubo de raio-X?
 O tubo de vidro é revestido por chumbo,
que por ser um material muito denso,
tem grande absorção dos raios-X, e entre
o vidro e o chumbo há uma camada de
óleo para resfriá-lo.
O que é o tubo de raio-X?
 No tubo de raio-X há uma só abertura
não revestida de chumbo e na qual são
emitidos os raios-X na forma de um feixe
piramidal (em forma de cone) que
consegue “escapar” do tubo.
O que é o tubo de
raio-X?
Como descrito, os fótons são produzidos em todas as
direções, porém só existe um lugar para que “escapem”
do tubo, e essa abertura é utilizada para direcionar o feixe.
O que é o tubo de raio-X?
 A corrente do filamento de tungstênio
utilizada no tubo de raio-X é medida em
miliampéres (mA), e a diferença de potencial
entre o pólo positivo e negativo é dada em
kilovoltagem (geralmente de 35 a 150 kV).
 As características de kV e mA é que
darão o brilho e o contraste da
imagem obtida.
O que é o tubo de raio-X?
 Finalmente, o vácuo no tubo de raio-X é
importante para evitar o choque dos
elétrons com moléculas de gás, o que
teria como efeito a desaceleração dos
elétrons antes destes chegarem ao alvo
(ânodo de tungstênio).
COMO É A INTERAÇÃO
DO RAIO-X COM A
MATÉRIA?
Como é a interação do raio-X com
a matéria?
 Na obtenção da imagem por raio-X dois
tipos de interação entre o raio-X e a
matéria são importantes: o efeito
fotoelétrico e o efeito Compton.Aqui,
diferente da produção de raio-X vista
acima, é o fóton que vai interagir com o
átomo do organismo que se quer estudar
(ou melhor produzir uma imagem).
Como é a interação do raio-X com
a matéria?
 O efeito fotoelétrico ocorre quando um
fóton de raio-X choca-se com um elétron
de um átomo e desloca-o de sua camada
orbitária no átomo.
 Com a perda do elétron, o átomo fica
ionizado.
Como é a interação do raio-X com
a matéria?
 Nesta situação toda a energia do fóton de
raio-X é utilizada para deslocar o elétron.
 Este efeito é muito acentuado nos
materiais muito densos como, por
exemplo, no chumbo e depende do
número atômico do elemento.
COMO É A INTERAÇÃO
DO RAIO-X COM A
MATÉRIA?
Efeito Fotoelétrico
Como é a interação do raio-X com
a matéria?
 O efeito Compton: neste caso o fóton
aproxima-se do átomo, choca-se com um
elétron orbitário pode ou não arrancá-lo da
camada orbitária, dependendo da energia
envolvida, mas o que é fundamental: não
cede toda a sua energia e neste caso o fóton
do raio-x é desviado de sua trajetória.
Como é a interação do raio-X com
a matéria?
 Nesta nova trajetória ele pode interagir
com outros átomos e sofrer de novo
desvio de sua trajetória.
COMO É A INTERAÇÃO
DO RAIO-X COM A
MATÉRIA?
Efeito Compton
Como é a interação do raio-X com
a matéria?
 No final, a trajetória deste fóton não é
retilínea.
Como é a interação do raio-X com
a matéria?
 Como a obtenção das imagens de raio-X
depende da diferença de densidade entre as
diversas estruturas, e do arranjo linear entre
a fonte e o local de detecção (como a
sombra de uma lâmpada), uma trajetória não
retilínea resulta em um prejuízo na
interpretação das diferenças de densidade e
borramento do contorno.
COMO É OBTIDA A
IMAGEM DE RAIO-X?
Como é obtida a imagem de raio-X?
Imagemespessura do
objeto
fótons resultantes da
interação com o
objeto
capacidade de
absorver Rx
Como é obtida a imagem de
raio-X?
 A detecção dos raios-X é feita através de
um filme semelhante ao filme fotográfico.
◦ Este filme é composto de sais de prata (AgBr,
AgI).
Como é obtida a imagem de
raio-X?
 Quando sensibilizado por um fóton de
raio-X ou pela luz visível, o cátion de
prata (íon positivo) acaba sendo
neutralizado e vira metal (Ag0), e
escurece.
Como é obtida a imagem de
raio-X?
 Por outro lado, o sal de prata que não foi
sensibilizado pelo raio-X ou pela luz fica
transparente.
Como é obtida a imagem de
raio-X?
 Os filmes normalmente são compostos
de camadas de plástico (poliéster)
protegidas da luz. O uso de camadas de
prata recobrindo as duas superfícies do
plástico aumenta a sensibilidade do filme
aos raios-x.
RESUMINDO
O feixe de raios-X piramidal vai
atravessar o objeto que no
nosso caso é o paciente.
De acordo com as densidades
das diversas estruturas que
foram atravessadas pelo raio-X,
haverá maior ou menor
absorção destes raios.
RESUMINDO
A resultante após a interação dos
raios-X com o paciente é que irá
sensibilizar o filme radiográfico, que
dará a imagem final.
É importante saber que as diferenças
de densidade determinam as
características radiológicas dos
diferentes materiais e estruturas.
RESUMINDO
Assim materiais densos como
os metais absorvem muito os
raios-X, pois tem um número
atômico muito alto. Por outro
lado, o ar, com densidade
atômica e número atômico
baixos não absorve os raios-x.
Ordem crescente densidades
radiológicas
Cálcio e Metal
Água
gordura
ar
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Add Your Text
Add Your Text
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QUAIS OS EFEITOS
BIOLÓGICOS DO RAIO-X?
Quais os efeitos biológicos do raio-
X?
 O efeito biológico dos raios-X sobre as
células vivas inclui um efeito letal sobre
elas (entre várias formas de lesões
menores, como mutação).
Quais os efeitos biológicos do raio-
X?
 Este efeito é que é utilizado na
radioterapia para o controle de tumores
e está relacionado especialmente a altas
doses de radiação.
Quais os efeitos biológicos do raio-
X?
 Há ainda efeitos comprovados de
teratogênese devido a mutações, efeitos
sobre os órgãos genitais, olhos, tiróide e
medula óssea.
Quais os efeitos biológicos do raio-
X?
 O efeito da radiação é cumulativo e
pequenas doses são acumuladas ao longo
da vida, por isso, limites de exposição
devem ser respeitados e a
superexposição deve ser evitada.
Fluoroscopia
 O exame de
fluoroscopia também
utiliza a tecnologia de
raios x.
Fluoroscopia
 O exame de raios x é
a aquisição de imagens
simples, como uma
fotografia, ao passo
que a Fluoroscopia
exibe uma seqüência
de várias imagens
simples, como um
filme.
Fluoroscopia
 O exame de fluoroscopia pode ser executado
com ou sem o uso de contraste.
Fluoroscopia
 Os contrastes são usados
para visualizar espaços
ocos ou vasos, como, por
exemplo, exames do
abdômen, intestinos,
articulações ou para a
exibição de veias. O
radiologista pode
acompanhar a trajetória
do contraste nos órgãos.
Fluoroscopia
 A fluoroscopia sem
contraste geralmente é
usada como
diagnóstico de apoio
para a radiografia
convencional, por
exemplo no exame dos
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Aula 02 física do raio x e bases de exames

  • 1. Física do Raio X e Bases de exames radiológicos Prof. Ricardo Aguiar
  • 2. WILHELM CONRAD ROENTGEN, 1895 Os princípios físicos dos raios-X foram descobertos por Wilhelm Conrad Roentgen em 1895, esta descoberta marcou o início de uma nova era de diagnóstico na Medicina.
  • 3. WILHELM CONRAD ROENTGEN, 1895 William Crookes havia desenhado o tubo que Roentgen utilizou para produzir os raios-X. Estes raios foram chamados de x pois não era conhecido este tipo de radiação, que atravessava madeira, papel, e até o corpo humano.
  • 4. O QUE É O RAIO-X (RX)?
  • 5. O que é o raio-X (Rx)?  O raio-X é uma onda eletromagnética, como a luz visível, as ondas de rádio, os raios infra-vermelhos, e os raios ultra- violetas.
  • 6. O que é o raio-X (Rx)? ◦ As ondas eletromagnéticas tem como características: a sua freqüência e o seu comprimento de onda  Inversamente proporcionais  A energia de uma onda é diretamente proporcional à sua frequência.
  • 7. COMO É FEITA A PRODUÇÃO DO RAIO-X?
  • 8. Como é feita a produção do raio-X?  Raios-X são produzidos ao se liberar energia no choque de elétrons de alta energia cinética contra uma placa de metal.
  • 9. Como é feita a produção do raio-X?  Para tais efeitos utiliza- se um tubo de raio-X que consiste num tubo de vidro à vácuo com dois eletrodos de tungstênio (diodo), um ânodo (pólo positivo) e um cátodo (pólo negativo).
  • 10. O cátodo consiste num filamento de tungstênio muito fino que esquenta com a passagem de corrente elétrica de alta voltagem. Tubo de raios-X
  • 11. Com isto os elétrons do tungstênio adquirem suficiente energia térmica para abandonar o cátodo (emissão termoiônica). Tubo de raios-X
  • 12. Devido a alta voltagem cria-se também uma diferença de potencial entre os eletrodos o que faz que os elétrons emitidos pelo filamento de tungstênio sejam acelerados em direção ao ânodo (pólo positivo). Tubo de raios-X
  • 13. A energia cinética dos elétrons depende da voltagem entre os eletrodos: quanto mais alta a voltagem maior a energia cinética. O ânodo está revestido por tungstênio e funciona como alvo para os elétrons. Tubo de raios-X
  • 14. No choque dos elétrons com o alvo de tungstênio a maioria da energia cinética destes é transformada infelizmente em calor, mas uma pequena parte produz raios-X através de três fenômenos: radiação característica, desaceleração (“Bremsstrahlung”) e choque nuclear.
  • 15. Radiação característica  Ocorre quando o elétron em movimento choca-se com um elétron da camada interna do átomo do alvo de tungstênio e o desloca (caso a energia que ele adquiriu ao deslocar-se do cátodo para o ânodo seja maior que a energia de ligação da camada eletrônica), com isso a camada de energia que este elétron do átomo ocupava fica vaga. Este átomo agora ionizado precisa se estabilizar. Para isto um elétron de uma camada mais externa migra para a vaga na camada de energia interna, liberando neste processo uma determinada e bem precisa quantidade de energia (fóton) na forma de raios-X.
  • 17. Radiação característica  Esta energia corresponde a diferença entre as energias de ligação das duas camadas (a externa, que o elétron ocupava, e a mais interna que ele passou a ocupar). O fenômeno é chamado de radiação característica, já que essa energia das camadas é particular de cada elemento (poderíamos descobrir qual é o elemento do alvo a partir da análise das energias dos fótons de Rx produzidos pela radiação característica).
  • 18. Freiamento ou “Bremsstrahlung”,  O elétron em movimento tem sua trajetória desviada pela positividade do núcleo.  Este desvio de trajetória é acompanhado por uma desaceleração o que faz que parte da energia cinética do elétron seja emitida como fóton de raio-X, que será de maior energia (maior freqüência) quanto maior for o ângulo de desvio da trajetória e quanto mais próximo estiver este elétron do núcleo.
  • 19. Freiamento ou “Bremsstrahlung”,  A desaceleração tem pouca chance de ocorrer em regiões próximas ao núcleo, devido à densidade nuclear  Assim, a maioria dos elétrons sofrem interações distantes do núcleo e produzem fótons de baixa energia, agora não mais numa faixa de energia característica, mas sim numa variação constante, dependendo do co-seno do ângulo do desvio.
  • 20. Freiamento ou “Bremsstrahlung”,  A probabilidade desse fenômeno ocorrer também é pequena, porém tende a ser a maior fonte dos fótons de raios-X em relação aos dois outros fenômenos.
  • 22.
  • 23. Choque nuclear  O elétron choca-se com o núcleo e produz um fóton de alta energia.  Nesse caso, 100% da energia que ele adquiriu acelerando do cátodo para o ânodo é transformada em um fóton de raio-x.
  • 24. Choque nuclear  Por exemplo, se a diferença de potencial entre o cátodo e o ânodo é de 100.000 Volts (e na verdade é dessa ordem), o elétron que se chocar diretamente com o núcleo vai produzir um fóton de raio-x com energia de 100.000 eV (eletron-Volt).  A probabilidade deste fenômeno ocorrer é baixa.
  • 25. COMO É OTUBO DE RAIO-X?
  • 26. Como é o tubo de raio-X?
  • 27.
  • 28. Como é o tubo de raio-X?  O tungstênio é o material escolhido para este fim pois tem um número atômico e um ponto de fusão altos e não derrete com o calor (ponto de fusão acima de 3.000º C). ◦ É importante utilizar um material com estas características pois parte da energia produzida dentro do tubo de raio-X é na forma de calor.
  • 29. Como é o tubo de raio-X?  O alvo de tungstênio no qual os elétrons irão chocar-se está em movimento (na verdade, é um disco em rotação) para que a área que está recebendo o choque com o feixe de elétrons seja constantemente mudada o que distribui o efeito do bombardeio em torno da margem do alvo, possibilitando um certo resfriamento.
  • 30. O que é o tubo de raio-X?  O tubo de vidro é revestido por chumbo, que por ser um material muito denso, tem grande absorção dos raios-X, e entre o vidro e o chumbo há uma camada de óleo para resfriá-lo.
  • 31. O que é o tubo de raio-X?  No tubo de raio-X há uma só abertura não revestida de chumbo e na qual são emitidos os raios-X na forma de um feixe piramidal (em forma de cone) que consegue “escapar” do tubo.
  • 32. O que é o tubo de raio-X? Como descrito, os fótons são produzidos em todas as direções, porém só existe um lugar para que “escapem” do tubo, e essa abertura é utilizada para direcionar o feixe.
  • 33. O que é o tubo de raio-X?  A corrente do filamento de tungstênio utilizada no tubo de raio-X é medida em miliampéres (mA), e a diferença de potencial entre o pólo positivo e negativo é dada em kilovoltagem (geralmente de 35 a 150 kV).  As características de kV e mA é que darão o brilho e o contraste da imagem obtida.
  • 34. O que é o tubo de raio-X?  Finalmente, o vácuo no tubo de raio-X é importante para evitar o choque dos elétrons com moléculas de gás, o que teria como efeito a desaceleração dos elétrons antes destes chegarem ao alvo (ânodo de tungstênio).
  • 35. COMO É A INTERAÇÃO DO RAIO-X COM A MATÉRIA?
  • 36. Como é a interação do raio-X com a matéria?  Na obtenção da imagem por raio-X dois tipos de interação entre o raio-X e a matéria são importantes: o efeito fotoelétrico e o efeito Compton.Aqui, diferente da produção de raio-X vista acima, é o fóton que vai interagir com o átomo do organismo que se quer estudar (ou melhor produzir uma imagem).
  • 37. Como é a interação do raio-X com a matéria?  O efeito fotoelétrico ocorre quando um fóton de raio-X choca-se com um elétron de um átomo e desloca-o de sua camada orbitária no átomo.  Com a perda do elétron, o átomo fica ionizado.
  • 38. Como é a interação do raio-X com a matéria?  Nesta situação toda a energia do fóton de raio-X é utilizada para deslocar o elétron.  Este efeito é muito acentuado nos materiais muito densos como, por exemplo, no chumbo e depende do número atômico do elemento.
  • 39. COMO É A INTERAÇÃO DO RAIO-X COM A MATÉRIA? Efeito Fotoelétrico
  • 40. Como é a interação do raio-X com a matéria?  O efeito Compton: neste caso o fóton aproxima-se do átomo, choca-se com um elétron orbitário pode ou não arrancá-lo da camada orbitária, dependendo da energia envolvida, mas o que é fundamental: não cede toda a sua energia e neste caso o fóton do raio-x é desviado de sua trajetória.
  • 41. Como é a interação do raio-X com a matéria?  Nesta nova trajetória ele pode interagir com outros átomos e sofrer de novo desvio de sua trajetória.
  • 42. COMO É A INTERAÇÃO DO RAIO-X COM A MATÉRIA? Efeito Compton
  • 43. Como é a interação do raio-X com a matéria?  No final, a trajetória deste fóton não é retilínea.
  • 44. Como é a interação do raio-X com a matéria?  Como a obtenção das imagens de raio-X depende da diferença de densidade entre as diversas estruturas, e do arranjo linear entre a fonte e o local de detecção (como a sombra de uma lâmpada), uma trajetória não retilínea resulta em um prejuízo na interpretação das diferenças de densidade e borramento do contorno.
  • 45. COMO É OBTIDA A IMAGEM DE RAIO-X?
  • 46. Como é obtida a imagem de raio-X? Imagemespessura do objeto fótons resultantes da interação com o objeto capacidade de absorver Rx
  • 47. Como é obtida a imagem de raio-X?  A detecção dos raios-X é feita através de um filme semelhante ao filme fotográfico. ◦ Este filme é composto de sais de prata (AgBr, AgI).
  • 48. Como é obtida a imagem de raio-X?  Quando sensibilizado por um fóton de raio-X ou pela luz visível, o cátion de prata (íon positivo) acaba sendo neutralizado e vira metal (Ag0), e escurece.
  • 49. Como é obtida a imagem de raio-X?  Por outro lado, o sal de prata que não foi sensibilizado pelo raio-X ou pela luz fica transparente.
  • 50. Como é obtida a imagem de raio-X?  Os filmes normalmente são compostos de camadas de plástico (poliéster) protegidas da luz. O uso de camadas de prata recobrindo as duas superfícies do plástico aumenta a sensibilidade do filme aos raios-x.
  • 51. RESUMINDO O feixe de raios-X piramidal vai atravessar o objeto que no nosso caso é o paciente. De acordo com as densidades das diversas estruturas que foram atravessadas pelo raio-X, haverá maior ou menor absorção destes raios.
  • 52. RESUMINDO A resultante após a interação dos raios-X com o paciente é que irá sensibilizar o filme radiográfico, que dará a imagem final. É importante saber que as diferenças de densidade determinam as características radiológicas dos diferentes materiais e estruturas.
  • 53. RESUMINDO Assim materiais densos como os metais absorvem muito os raios-X, pois tem um número atômico muito alto. Por outro lado, o ar, com densidade atômica e número atômico baixos não absorve os raios-x.
  • 54. Ordem crescente densidades radiológicas Cálcio e Metal Água gordura ar Add Your Text Add Your Text Add Your Text Add Your Text
  • 56. Quais os efeitos biológicos do raio- X?  O efeito biológico dos raios-X sobre as células vivas inclui um efeito letal sobre elas (entre várias formas de lesões menores, como mutação).
  • 57. Quais os efeitos biológicos do raio- X?  Este efeito é que é utilizado na radioterapia para o controle de tumores e está relacionado especialmente a altas doses de radiação.
  • 58. Quais os efeitos biológicos do raio- X?  Há ainda efeitos comprovados de teratogênese devido a mutações, efeitos sobre os órgãos genitais, olhos, tiróide e medula óssea.
  • 59. Quais os efeitos biológicos do raio- X?  O efeito da radiação é cumulativo e pequenas doses são acumuladas ao longo da vida, por isso, limites de exposição devem ser respeitados e a superexposição deve ser evitada.
  • 60. Fluoroscopia  O exame de fluoroscopia também utiliza a tecnologia de raios x.
  • 61. Fluoroscopia  O exame de raios x é a aquisição de imagens simples, como uma fotografia, ao passo que a Fluoroscopia exibe uma seqüência de várias imagens simples, como um filme.
  • 62. Fluoroscopia  O exame de fluoroscopia pode ser executado com ou sem o uso de contraste.
  • 63. Fluoroscopia  Os contrastes são usados para visualizar espaços ocos ou vasos, como, por exemplo, exames do abdômen, intestinos, articulações ou para a exibição de veias. O radiologista pode acompanhar a trajetória do contraste nos órgãos.
  • 64. Fluoroscopia  A fluoroscopia sem contraste geralmente é usada como diagnóstico de apoio para a radiografia convencional, por exemplo no exame dos pulmões.