O Romantismo
No Romantismo , a paisagem passou a desempenhar o papel principal, não mais como cenário da composição, mas em estreita relação com os personagens das obras e como seu meio de expressão.
Caspar David Friedrich O Viajante Sobre o Mar de Névoa , 1818
 
Turner
 
A característica mais marcante do Romantismo é a  valorização dos sentimentos e da imaginação   como princípios da criação artística.
Características Sonho e fantasia
Características Visão  pessimista da realidade Saturno devorando seus filhos- Goya
 
Características Paixão + fantasmas + noite =  morte
A pintura Romântica  exaltou o passado histórico numa dimensão nacionalista e ética ,evocando acontecimentos e personagens exemplares.  Esta arte ilustra acontecimentos históricos ou lendários de um modo propositadamente grandioso e nobre.
Eugène Delacroix A Liberdade Guiando o Povo 1830
Os Fuzilamentos de 3 de Maio de 1808 (1814-1815), de Goya.
Os amores impossíveis e a idealização da mulher amada originaram a criação de composições sombrias.
Ofélia Morta - Millais
 
Características
 
A pintura foi o ramo das artes plásticas mais significativo.  Foi  o veículo que consolidaria definitivamente o ideal de uma época, utilizando-se  temas dramático - sentimentais inspirados pela literatura e pela História.  Procurou-se no conteúdo, mais do que os valores da arte, os efeitos emotivos.
●  Na literatura do passado e do presente, em particular nos romances medievais de cavalaria, nos autores clássicos. ●  em acontecimentos trágicos, heróicos ou épicos da realidade, tais como naufrágios ou  lutas  de libertação de minorias;  ●  na mitologia do sonho e do pesadelo , povoado por monstros imaginários e visões do subconsciente;  ●  na natureza protagonizada por lutas entre animais selvagens e pela paisagem, marcada por um certo  dramatismo  naturalista, iniciando assim as  cenas  “ao ar livre”;  ●  nos conteúdos exóticos, com cenas do Oriente ou do Norte de África;  ●  no retrato  psicológico de mulheres e homens comuns, de personalidade e de loucos.  A temática romântica baseou-se:
O sentimento individualiza os povos e as pessoas, contrariamente à razão. O individualismo burguês encontra no sentimentalismo romântico a sua forma de expressão.  Os grandes cenários naturais, as grandes paisagens, os horizontes abertos e rasgados colocam o indivíduo em confronto com a Natureza. Caspar David Friedrich O Viajante Sobre o Mar de Névoa , 1818
John Constable O Moinho de Flatford 1817 Tate Gallery As paisagens rurais idílicas em tons fortes, reflectindo sentimentos profundos são um dos temas preferidos da arte romântica.
Francisco de Goya Os Fuzilamentos de 3 Maio de 1808  em Madrid  [1814] Museu do Prado; Madrid No campo artístico, o  Romantismo  valorizava o sentimento nacionalista.  O nacionalismo romântico exaltava a luta pela  liberdade  dos povos contra a opressão e a tirania.
Mulher Amada – Pálida, sombria, doentia, virgem, etérea, transparente, leviana, lânguida, nívea, angelical, trémula, gélida. Sentimentos Imperativos – Amor, melancolia, resignação, ódio, rancor, medo, terror, desgosto, fracasso, depressão.
●  Composição em pirâmide dinamizada por linhas oblíquas gerando ritmos e sugerindo movimento Contrastes fortes de claro-escuro e de cor ( GRADAÇÃO DA COR) utilizou fortes contrastes cromáticos e não harmónicos A luz foi, frequentemente, focalizada para o assunto que se queria evidenciar, e serviu também, por vezes, de elemento unificados dos vários componentes do quadro.  A   pincelada larga, fluida, vigorosa e espontânea define os volumes.  -Noção de perspectiva  ou profundidade Características técnicas:
Liberdade Guiando o Povo é uma pintura que comemora a Revolução de Julho de 1830, na qual se derrubou Carlos X.  A pintura foi exibida no Salão Oficial em Maio de 1831. Delacroix pintou esta obra, no Outono; numa carta escreveu ao seu irmão: " O meu mau humor está a desaparecer graças ao trabalho árduo. Embarquei num assunto moderno, uma barricada. E se eu não lutei pelo meu país, pelo menos retratei-o. "  Imagem
Eugène Delacroix A Liberdade Guiando o Povo 1830 Principais características - o nacionalismo Subjetivismo ( eu) -profundidade da composição: .-1º plano – os defuntos 2-º plano- a mulher guiando o povo 3º o povo que se junta à luta -Composição em pirâmide cujo vértice é a bandeira -Uso de cores  escuras sobressaindo o vermelho da bandeira Noção de movimento ( esvoaçar da bandeira e a mulher a caminhar) -Noção de profundidade
Organizada numa composição clássica, a cena desenvolve-se em 4 partes:
A multidão de revoltosos guiada pela Liberdade  ao longo dos corpos. Envolvido em nuvens de poeira e fumo de pólvora, o resto da multidão alvoroçada enquadrada no cenário difuso da cidade.
Existe porém uma mistura entre classes sociais:  A  classe média pelo revolucionário.  E o povo pelo rapaz ; E também a exploração e uso de armas de fogo, nomeadamente pistolas.  Os “soldados” têm em comum a crueldade e determinação nos seus olhos.
O monte de cadáveres actua como uma espécie de pedestal da qual Liberdade dá largos passos.
A mulher simboliza a Liberdade, segura a bandeira da Revolução Francesa numa mão, e um mosquete na outra.  Descreve-a como Marianne, um símbolo da nação. Tanto alegoricamente uma deusa como uma robusta mulher do povo, uma abordagem que os críticos acusaram como "ignóbil (reles) ". Apresenta-se d escalça e com o seio descoberto; usa um  barrete jacobino  que simboliza a liberdade durante a Revolução Francesa de 1789.
Ofélia Morta - Millais
Ofélia Morta é um belo exemplo da estranha amálgama de pormenores específicos e temas românticos  As peças de Shakespeare proporcionaram um material  extremamente rico aos pintores vitorianos e exerceram uma grande influência em vários pintores A trágica história de Ofélia, uma heroína de Shakespeare que é levada à loucura e ao seu suicídio devido ao facto de Hamlet ter assassinado o seu pai, Polónio, foi cuidadosamente recriada por Millais. As flores requintadas a flutuar à superfície da água não são meramente decorativas e naturalistas. Foram escolhidas segundo a descrição de Shakespeare e reflectem o interesse  pela “linguagem das flores” ou seja o seu significado simbólico tradicional : Papoilas – Sono e Morte Violetas – Fidelidade e Morte precoce Malmequeres – Inocência Rosas – Juventude Amores -perfeitos -  Amor em vão
Millais passou quatro meses a pintar a vegetação que vemos em segundo plano, no mesmo local, em Surrey, Inglaterra.  Criou densas e elaboradas superficies pictóricas baseadas na integração dos elementos naturalistas. Este procedimento foi descrito como uma espécie de «ecosistema pictórico».  Depois regressou a Londres para pintar a sua modelo  Elizabeth Siddal , na altura com 19 anos, que pousou numa banheira cheia de água, tal era a determinação do pintor em captar a imagem com autenticidade. Ou seja, a Ofélia foi modelada com uma atenção esmerada a um corpo verdadeiro na água, rodeada de uma profusão encantadora de flores selvagens genuínas. O resultado é estranhamente deslocado, como se o cenário, a rapariga e as flores não pertencessem uns aos outros, conservassem a sua própria realidade e ignorassem a dos outros. Imagem
Ofélia Morta - Millais Principais características Subjetivismo ( eu) -Noção de pespectiva Culto da natureza - Culto da mulher amada( pálida, morta, ar angelical) -Jogo cromático entre o verde da natureza que significa vida e cores utilizadas na mulher que reflectem um corpo sem vida)  Noção de movimento ( água) -0 centro do quadro é a mulher  que nos é dado pelo facto que é pintado de forma a que o seu corpo emana luz
Alheia ao que a cerca, o seu semblante melancólico não esboça qualquer reacção. O artista procura imprimir uma visão imaterial da mulher, cuja textura do rosto, em tom de mármore, assemelha-se às madonas renascentistas. O corpo e principalmente  os rosto emanam luz, conferindo-lhe intensa carga simbólica. A pose de Ofélia remete-nos aos tradicionais retratos de santos e mártires, contudo também já foi interpretada como erótica. As mãos abertas encontram-se pousadas sob a água  enquanto ela flutua pela água.  Abertas, mas acolhendo nada. Existe um certo vazio. Nós sabemos que ela já partiu…
A alegada Caveira na folhagem Centralizada na composição, a mulher flutua num lago com a vegetação fechada  de modo a emoldurar o seu corpo.
O NAUFRÁGIO - WILLIAM TURNER  Principais Características: - Naturalismo Dramatismo Sentimentalismo Dinamismo Uso de cores escuras que contrastam com o amarelo das velas dos barcos
O navio negreiro, Turner
Turner inspirou-se na história de um navio inglês que transportava escravos, o navio chamava-se Zong e viajava  de África para a Jamaica em 1783. Uma doença espalhou-se no navio e o capitão inglês decidiu atirar todos os escravos (137) ao mar, por que se os escravos morressem da doença ele não receberia o dinheiro do seguro. Por isso atirou-os ao mar  que estava infestado de tubarões e  os escravos foram massacrados.
O navio está a ser quase engolido pela a água, simbolizando como o ser humano está desprotegido das forças da natureza, a luta entre a civilização e a natureza. A luz intensa no centro do quadro é a luz libertadora que parece castigar o capitão empurrando-o do navio para a tempestade.
A muito movimento neste quadro, está a ocorrer vários acontecimentos ao mesmo tempo. Sobre esta água turbulenta reparamos nos braços dos escravos a aparecerem ao de cima quase num último apelo pelas suas vidas na busca de ar e liberdade.
A luz luminosa no centro do quadro cria um género de linha vertical que divide o quadro em duas partes: O do lado da direita em que o céu está limpo e no lado da esquerda onde o céu está preenchido com nuvens que anunciam uma tempestade.
Os arquitectos do período romantizo inspiraram-se no passado histórico medieval, pelas suas características romanescas, espirituais e emocionais; Gosto historicista: utilização das formas arquitectónicas de períodos passados Revivalismo Gótico: o estilo gótico era visto como linguagem ideal para representar os novos valores culturais. Esta tendência foi ganhando maior criatividade,  conduzindo a um certo ecletismo arquitectónico  (mistura de gostos). Palácio-Hotel do Buçaco Principais características da Arquitectura Romântica
A arquitectura Romântica Portuguesa tem como principais características a valorização das tradições da Idade Média, o estilo gótico e o estilo manuelino e o interesse pelo rústico e pelo pitoresco. Palácio da Pena – Barão de Eschwede, Sintra, 1840-1847 Palácio da Regaleira – Luigi Manini, Sintra,  1905-1911  Santuário de Santa Luzia, Ventura Terra, Viana do Castelo, 1903 Arquitectura Romântica em Portugal
Ópera de Paris – Charles Garnier, 1861-1875 Palácio da Neuschwanstein – Eduard Riedel e Georg von Dollmann, 1868-1886, Alemanha Parlamento de Londres – Charles Barry e Augustus Plugin - 1835 Pavilhão Real – John Nash, 1818, Inglaterra Edifícios Românticos
Palácio-Hotel do Buçaco
Arquitectura  Devia provocar sensações, motivar estados de espirito, transmitir ideias; Irregularidade das plantas e das volumetrias – variação dos efeitos de luz; Integração de novos materiais e técnicas (ferro, vidro, produção industrial) resultantes da industrialização; Revivalismos (reviver estilos do passado) Desenvolvimento do Neo-Gótico, do Neo-Romantico, do Neo-Arabe, no caso português, do Neo-Manuelino e o exotismo;  Historicismo (inspiração no passado) Inspiração em épocas passadas não influenciadas pelo Classicismo, isto é, na Idade Média e também em civilizações contemporâneas mas diferentes e exóticas (Norte de África e o Mundo Oriental); Exotismos (inspiração em culturas exóticas) Desenvolveu-se o hábito pelas viagens e o gosto pelo estranho; Ecletismos (mistura de várias fontes de inspiração na mesma construção); Grande pendor decorativo. Arquitectura civil muito importante; Pintura  Temas : quotidiano; expressão de sentimentos e emoções fortes (medo, aflição, amor, triunfo); fantástico, poético, dramático, retratos psicológicos, exótico, inspiração medieval; aspectos rebeldes e incontroláveis da natureza.  Aspectos Técnicos e Plásticos  Primazia da imaginação e da expressão individual, em detrimento do intelectualismo;  Teatralidade e idealismo sentimental;  Valorização do indivíduo do passado e presente histórico e da natureza;  Procura de soluções técnicas, temáticas e estéticas;  Utilização da cor como forma de renovação plástica;  Diluição do desenho e dos limites da forma, marca da pincelada; Fortes contrastes cromáticos; Intensos efeitos de claro - escuro; Estrutura agitada, movimentada, marcada por linhas obliquas e sinuosas; Pintura animalista, heróica e histórica, exótica, patética e nostálgica, paisagista Escultura  Temas: natureza; cenas fantásticas ou alegóricas; heróicos; Aspectos Técnicos e Plásticos  Uso do inacabado e do propositadamente indefinido juntamente com o acabamento rigoroso Neoclássico, para melhor transmitir os sentimentos e emoções; negação de algumas regras de representação e de perfeição do neoclássico; materiais : mármore, bronze e madeira.  Procurou-se expressividade exaltada de sentimentos e emoções, o movimento e o dramatismo;
A arquitectura e a sedução das artes exóticas e orientais John Nash (1752-1835), arquitecto inglês, usou em Brighton temas volumétricos e decorativos da arquitectura indiana, como cúpulas bulbosas, chaminés disfarçadas de minaretes e arcos em ferradura com rendilhados Pavilhão Real de Jorge IV, Brighton, Inglaterra, 1815-21.
Revivalismos historicistas em Portugal Em Portugal, o palácio da Pena, de D. Fernando de Saxe-Coburgo, é o primeiro exemplo da arquitectura romântica portuguesa, conjugando temas medievais, manuelinos, árabes e indianos. Barão von Eschwege, 1838-c.1847.
Falar do Neoclássico
RELATÓRIO DA VISITA DE Esquinta da MacieinhaTUDO - Data da visita: - Identificação e localização geográfica: - Data da construção do monumento: - Estilo(s) arquitectónico(s) do edifício: - Principais elementos artísticos que caracterizam o monumento: - Descrição das suas características românticas: - Testemunhos do ambiente cultural do romantismo: - Resumo da história do museu:

Arte romantica

  • 1.
  • 2.
    No Romantismo ,a paisagem passou a desempenhar o papel principal, não mais como cenário da composição, mas em estreita relação com os personagens das obras e como seu meio de expressão.
  • 3.
    Caspar David FriedrichO Viajante Sobre o Mar de Névoa , 1818
  • 4.
  • 5.
  • 6.
  • 7.
    A característica maismarcante do Romantismo é a valorização dos sentimentos e da imaginação como princípios da criação artística.
  • 8.
  • 9.
    Características Visão pessimista da realidade Saturno devorando seus filhos- Goya
  • 10.
  • 11.
    Características Paixão +fantasmas + noite = morte
  • 12.
    A pintura Romântica exaltou o passado histórico numa dimensão nacionalista e ética ,evocando acontecimentos e personagens exemplares. Esta arte ilustra acontecimentos históricos ou lendários de um modo propositadamente grandioso e nobre.
  • 13.
    Eugène Delacroix ALiberdade Guiando o Povo 1830
  • 14.
    Os Fuzilamentos de3 de Maio de 1808 (1814-1815), de Goya.
  • 15.
    Os amores impossíveise a idealização da mulher amada originaram a criação de composições sombrias.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
    A pintura foio ramo das artes plásticas mais significativo. Foi o veículo que consolidaria definitivamente o ideal de uma época, utilizando-se temas dramático - sentimentais inspirados pela literatura e pela História. Procurou-se no conteúdo, mais do que os valores da arte, os efeitos emotivos.
  • 21.
    ● Naliteratura do passado e do presente, em particular nos romances medievais de cavalaria, nos autores clássicos. ● em acontecimentos trágicos, heróicos ou épicos da realidade, tais como naufrágios ou lutas de libertação de minorias; ● na mitologia do sonho e do pesadelo , povoado por monstros imaginários e visões do subconsciente; ● na natureza protagonizada por lutas entre animais selvagens e pela paisagem, marcada por um certo dramatismo naturalista, iniciando assim as cenas “ao ar livre”; ● nos conteúdos exóticos, com cenas do Oriente ou do Norte de África; ● no retrato psicológico de mulheres e homens comuns, de personalidade e de loucos. A temática romântica baseou-se:
  • 22.
    O sentimento individualizaos povos e as pessoas, contrariamente à razão. O individualismo burguês encontra no sentimentalismo romântico a sua forma de expressão. Os grandes cenários naturais, as grandes paisagens, os horizontes abertos e rasgados colocam o indivíduo em confronto com a Natureza. Caspar David Friedrich O Viajante Sobre o Mar de Névoa , 1818
  • 23.
    John Constable OMoinho de Flatford 1817 Tate Gallery As paisagens rurais idílicas em tons fortes, reflectindo sentimentos profundos são um dos temas preferidos da arte romântica.
  • 24.
    Francisco de GoyaOs Fuzilamentos de 3 Maio de 1808 em Madrid [1814] Museu do Prado; Madrid No campo artístico, o Romantismo valorizava o sentimento nacionalista. O nacionalismo romântico exaltava a luta pela liberdade dos povos contra a opressão e a tirania.
  • 25.
    Mulher Amada –Pálida, sombria, doentia, virgem, etérea, transparente, leviana, lânguida, nívea, angelical, trémula, gélida. Sentimentos Imperativos – Amor, melancolia, resignação, ódio, rancor, medo, terror, desgosto, fracasso, depressão.
  • 26.
    ● Composiçãoem pirâmide dinamizada por linhas oblíquas gerando ritmos e sugerindo movimento Contrastes fortes de claro-escuro e de cor ( GRADAÇÃO DA COR) utilizou fortes contrastes cromáticos e não harmónicos A luz foi, frequentemente, focalizada para o assunto que se queria evidenciar, e serviu também, por vezes, de elemento unificados dos vários componentes do quadro. A pincelada larga, fluida, vigorosa e espontânea define os volumes. -Noção de perspectiva ou profundidade Características técnicas:
  • 27.
    Liberdade Guiando oPovo é uma pintura que comemora a Revolução de Julho de 1830, na qual se derrubou Carlos X. A pintura foi exibida no Salão Oficial em Maio de 1831. Delacroix pintou esta obra, no Outono; numa carta escreveu ao seu irmão: " O meu mau humor está a desaparecer graças ao trabalho árduo. Embarquei num assunto moderno, uma barricada. E se eu não lutei pelo meu país, pelo menos retratei-o. " Imagem
  • 28.
    Eugène Delacroix ALiberdade Guiando o Povo 1830 Principais características - o nacionalismo Subjetivismo ( eu) -profundidade da composição: .-1º plano – os defuntos 2-º plano- a mulher guiando o povo 3º o povo que se junta à luta -Composição em pirâmide cujo vértice é a bandeira -Uso de cores escuras sobressaindo o vermelho da bandeira Noção de movimento ( esvoaçar da bandeira e a mulher a caminhar) -Noção de profundidade
  • 29.
    Organizada numa composiçãoclássica, a cena desenvolve-se em 4 partes:
  • 30.
    A multidão derevoltosos guiada pela Liberdade ao longo dos corpos. Envolvido em nuvens de poeira e fumo de pólvora, o resto da multidão alvoroçada enquadrada no cenário difuso da cidade.
  • 31.
    Existe porém umamistura entre classes sociais: A classe média pelo revolucionário. E o povo pelo rapaz ; E também a exploração e uso de armas de fogo, nomeadamente pistolas. Os “soldados” têm em comum a crueldade e determinação nos seus olhos.
  • 32.
    O monte decadáveres actua como uma espécie de pedestal da qual Liberdade dá largos passos.
  • 33.
    A mulher simbolizaa Liberdade, segura a bandeira da Revolução Francesa numa mão, e um mosquete na outra. Descreve-a como Marianne, um símbolo da nação. Tanto alegoricamente uma deusa como uma robusta mulher do povo, uma abordagem que os críticos acusaram como "ignóbil (reles) ". Apresenta-se d escalça e com o seio descoberto; usa um barrete jacobino que simboliza a liberdade durante a Revolução Francesa de 1789.
  • 34.
  • 35.
    Ofélia Morta éum belo exemplo da estranha amálgama de pormenores específicos e temas românticos As peças de Shakespeare proporcionaram um material extremamente rico aos pintores vitorianos e exerceram uma grande influência em vários pintores A trágica história de Ofélia, uma heroína de Shakespeare que é levada à loucura e ao seu suicídio devido ao facto de Hamlet ter assassinado o seu pai, Polónio, foi cuidadosamente recriada por Millais. As flores requintadas a flutuar à superfície da água não são meramente decorativas e naturalistas. Foram escolhidas segundo a descrição de Shakespeare e reflectem o interesse pela “linguagem das flores” ou seja o seu significado simbólico tradicional : Papoilas – Sono e Morte Violetas – Fidelidade e Morte precoce Malmequeres – Inocência Rosas – Juventude Amores -perfeitos - Amor em vão
  • 36.
    Millais passou quatromeses a pintar a vegetação que vemos em segundo plano, no mesmo local, em Surrey, Inglaterra. Criou densas e elaboradas superficies pictóricas baseadas na integração dos elementos naturalistas. Este procedimento foi descrito como uma espécie de «ecosistema pictórico». Depois regressou a Londres para pintar a sua modelo Elizabeth Siddal , na altura com 19 anos, que pousou numa banheira cheia de água, tal era a determinação do pintor em captar a imagem com autenticidade. Ou seja, a Ofélia foi modelada com uma atenção esmerada a um corpo verdadeiro na água, rodeada de uma profusão encantadora de flores selvagens genuínas. O resultado é estranhamente deslocado, como se o cenário, a rapariga e as flores não pertencessem uns aos outros, conservassem a sua própria realidade e ignorassem a dos outros. Imagem
  • 37.
    Ofélia Morta -Millais Principais características Subjetivismo ( eu) -Noção de pespectiva Culto da natureza - Culto da mulher amada( pálida, morta, ar angelical) -Jogo cromático entre o verde da natureza que significa vida e cores utilizadas na mulher que reflectem um corpo sem vida) Noção de movimento ( água) -0 centro do quadro é a mulher que nos é dado pelo facto que é pintado de forma a que o seu corpo emana luz
  • 38.
    Alheia ao quea cerca, o seu semblante melancólico não esboça qualquer reacção. O artista procura imprimir uma visão imaterial da mulher, cuja textura do rosto, em tom de mármore, assemelha-se às madonas renascentistas. O corpo e principalmente os rosto emanam luz, conferindo-lhe intensa carga simbólica. A pose de Ofélia remete-nos aos tradicionais retratos de santos e mártires, contudo também já foi interpretada como erótica. As mãos abertas encontram-se pousadas sob a água enquanto ela flutua pela água. Abertas, mas acolhendo nada. Existe um certo vazio. Nós sabemos que ela já partiu…
  • 39.
    A alegada Caveirana folhagem Centralizada na composição, a mulher flutua num lago com a vegetação fechada de modo a emoldurar o seu corpo.
  • 40.
    O NAUFRÁGIO -WILLIAM TURNER Principais Características: - Naturalismo Dramatismo Sentimentalismo Dinamismo Uso de cores escuras que contrastam com o amarelo das velas dos barcos
  • 41.
  • 42.
    Turner inspirou-se nahistória de um navio inglês que transportava escravos, o navio chamava-se Zong e viajava de África para a Jamaica em 1783. Uma doença espalhou-se no navio e o capitão inglês decidiu atirar todos os escravos (137) ao mar, por que se os escravos morressem da doença ele não receberia o dinheiro do seguro. Por isso atirou-os ao mar que estava infestado de tubarões e os escravos foram massacrados.
  • 43.
    O navio estáa ser quase engolido pela a água, simbolizando como o ser humano está desprotegido das forças da natureza, a luta entre a civilização e a natureza. A luz intensa no centro do quadro é a luz libertadora que parece castigar o capitão empurrando-o do navio para a tempestade.
  • 44.
    A muito movimentoneste quadro, está a ocorrer vários acontecimentos ao mesmo tempo. Sobre esta água turbulenta reparamos nos braços dos escravos a aparecerem ao de cima quase num último apelo pelas suas vidas na busca de ar e liberdade.
  • 45.
    A luz luminosano centro do quadro cria um género de linha vertical que divide o quadro em duas partes: O do lado da direita em que o céu está limpo e no lado da esquerda onde o céu está preenchido com nuvens que anunciam uma tempestade.
  • 46.
    Os arquitectos doperíodo romantizo inspiraram-se no passado histórico medieval, pelas suas características romanescas, espirituais e emocionais; Gosto historicista: utilização das formas arquitectónicas de períodos passados Revivalismo Gótico: o estilo gótico era visto como linguagem ideal para representar os novos valores culturais. Esta tendência foi ganhando maior criatividade, conduzindo a um certo ecletismo arquitectónico (mistura de gostos). Palácio-Hotel do Buçaco Principais características da Arquitectura Romântica
  • 47.
    A arquitectura RomânticaPortuguesa tem como principais características a valorização das tradições da Idade Média, o estilo gótico e o estilo manuelino e o interesse pelo rústico e pelo pitoresco. Palácio da Pena – Barão de Eschwede, Sintra, 1840-1847 Palácio da Regaleira – Luigi Manini, Sintra, 1905-1911 Santuário de Santa Luzia, Ventura Terra, Viana do Castelo, 1903 Arquitectura Romântica em Portugal
  • 48.
    Ópera de Paris– Charles Garnier, 1861-1875 Palácio da Neuschwanstein – Eduard Riedel e Georg von Dollmann, 1868-1886, Alemanha Parlamento de Londres – Charles Barry e Augustus Plugin - 1835 Pavilhão Real – John Nash, 1818, Inglaterra Edifícios Românticos
  • 49.
  • 50.
    Arquitectura Deviaprovocar sensações, motivar estados de espirito, transmitir ideias; Irregularidade das plantas e das volumetrias – variação dos efeitos de luz; Integração de novos materiais e técnicas (ferro, vidro, produção industrial) resultantes da industrialização; Revivalismos (reviver estilos do passado) Desenvolvimento do Neo-Gótico, do Neo-Romantico, do Neo-Arabe, no caso português, do Neo-Manuelino e o exotismo; Historicismo (inspiração no passado) Inspiração em épocas passadas não influenciadas pelo Classicismo, isto é, na Idade Média e também em civilizações contemporâneas mas diferentes e exóticas (Norte de África e o Mundo Oriental); Exotismos (inspiração em culturas exóticas) Desenvolveu-se o hábito pelas viagens e o gosto pelo estranho; Ecletismos (mistura de várias fontes de inspiração na mesma construção); Grande pendor decorativo. Arquitectura civil muito importante; Pintura Temas : quotidiano; expressão de sentimentos e emoções fortes (medo, aflição, amor, triunfo); fantástico, poético, dramático, retratos psicológicos, exótico, inspiração medieval; aspectos rebeldes e incontroláveis da natureza. Aspectos Técnicos e Plásticos Primazia da imaginação e da expressão individual, em detrimento do intelectualismo; Teatralidade e idealismo sentimental; Valorização do indivíduo do passado e presente histórico e da natureza; Procura de soluções técnicas, temáticas e estéticas; Utilização da cor como forma de renovação plástica; Diluição do desenho e dos limites da forma, marca da pincelada; Fortes contrastes cromáticos; Intensos efeitos de claro - escuro; Estrutura agitada, movimentada, marcada por linhas obliquas e sinuosas; Pintura animalista, heróica e histórica, exótica, patética e nostálgica, paisagista Escultura Temas: natureza; cenas fantásticas ou alegóricas; heróicos; Aspectos Técnicos e Plásticos Uso do inacabado e do propositadamente indefinido juntamente com o acabamento rigoroso Neoclássico, para melhor transmitir os sentimentos e emoções; negação de algumas regras de representação e de perfeição do neoclássico; materiais : mármore, bronze e madeira. Procurou-se expressividade exaltada de sentimentos e emoções, o movimento e o dramatismo;
  • 51.
    A arquitectura ea sedução das artes exóticas e orientais John Nash (1752-1835), arquitecto inglês, usou em Brighton temas volumétricos e decorativos da arquitectura indiana, como cúpulas bulbosas, chaminés disfarçadas de minaretes e arcos em ferradura com rendilhados Pavilhão Real de Jorge IV, Brighton, Inglaterra, 1815-21.
  • 52.
    Revivalismos historicistas emPortugal Em Portugal, o palácio da Pena, de D. Fernando de Saxe-Coburgo, é o primeiro exemplo da arquitectura romântica portuguesa, conjugando temas medievais, manuelinos, árabes e indianos. Barão von Eschwege, 1838-c.1847.
  • 53.
  • 54.
    RELATÓRIO DA VISITADE Esquinta da MacieinhaTUDO - Data da visita: - Identificação e localização geográfica: - Data da construção do monumento: - Estilo(s) arquitectónico(s) do edifício: - Principais elementos artísticos que caracterizam o monumento: - Descrição das suas características românticas: - Testemunhos do ambiente cultural do romantismo: - Resumo da história do museu: