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A ARTE BARROCA
CARACTERÍSTICAS DA ARTE BARROCA Destinava-se a fascinar pelos sentidos e a veicular uma mensagem ideológica através: do movimento curvilíneo, real ou aparente da assimetria do jogo da luz e da sombra da busca do infinito, do teatral, do fantástico do cenográfico. Na arte religiosa, procurou aprisionar o crente pelos sentidos – visual, auditivo, olfactivo – de forma a provocar emoção, afectividade e misticismo. Definiu uma arte nova e original em termos de linguagem decorativa, mais fantasista, mais imaginativa, mais cénica, mais ao gosto pessoal dos seus criadores. Foi uma arte que se aliou ao poder: dos reis e da Igreja.
A ARQUITECTURA BARROCA elementos definidores: Ultilização de elementos construtivos do Renascimento: uso das ordens clássico-renascentistas (jónica, coríntia, compósita, colossal); gramática formal (colunas, entablamentos, frontões); proporções modulares (medida o Homem). Aliança com a pintura, escultura, jardinagem e jogos de água. criação de efeitos perspécticos e ilusórios, nas plantas, tectos, cúpulas, pela decoração; criação de ilusão do movimento; combinação e abundância de linhas opostas reforça efeito cénico; uso de jogos de claro-escuro pela construção de massas salientes e reentrantes (sinuosas ou lisas). Elementos construtivos usados como elementos puramente decorativos: uso de colunas torsas, helicoidais, duplas ou triplas e escalonadas; uso de frontões centrais para reforçar o movimento ascencional das fachadas; uso de decorações naturalistas.
ARQUITECTURA RELIGIOSA - CARACTERÍSTICAS Houve uma necessidade de adaptar as igrejas às exigências dos princípios religiosos saídos do Concílio de Trento. Plantas : apresentam uma grande diversidade formal (formas geométricas curvas, elípticas e ovais, irregulares como as trapezoidais, e estreladas); plantas de nave única que se apresentam segundo duas tipologias:  rectangulares, a nave central alonga-se, empurrando as naves laterais de modo a ficarem reduzidas a capelas abertas para o espaço central; elíptico-transversais e elíptico-longitudinais; Paredes : exteriormente, para se adequarem aos desenhos sinuosos das plantas, alternaram entre côncavas e convexas, formando paredes ondulantes, criando surpresa e efeitos luminosos; interiormente, estão cobertas por estuques, pinturas, retábulos em talha dourada, criando a ilusão de um espaço maior, ligando tecto e parede; Coberturas :  abóbadas, sustentadas por contrafortes exteriores, decorados com voluptas ou  orelhões ; cúpula colossal (representava simbolicamente o Céu); prolonga as paredes; Planta da Igreja de S. Carlos das Quatro Fontes, Roma - Borromini Igreja de S. Agata
Fachadas : seguiram primeiro o esquema renascentista e maneirista (o corpo central tem um grande frontão que acentua a verticalidade); mais tarde apareceram fachadas mais caprichosas: divididas em andares; formas onduladas (côncavas e convexas) e irregularidades, contribuem para o jogo de luz e sombra; portal principal tem maior ênfase pela decoração vertical e pela acumulação de ornamentação - esculturas, frontões, colunas; torres sineiras, nos lados da fachada, são elementos independentes que reforçam a verticalidade. Igreja de S. Carlos das Quatro Fontes, Roma - Borromini
Decoração interior  – tem por objectivo aumentar o movimento pinturas a fresco: com linhas ondulantes, serpentinadas, turbilhões de figuras voadoras, querubins e anjos, inseridos numa luz celestial, ascendendo ao infinito, na procura de Deus, através de invisíveis linhas de perspectiva; em  trompe-l'oeil , valorizadas pela luz dos janelões, das janelas e da cúpula com lanternim; reescreviam a história da religião e a ordem divina com uma exuberante alegria; mármores policromados talha dourada esculturas retábulos telas órgãos Tudo isto contribui para a profusão da cor e para o prazer dos sentidos. Houve outras igrejas que foram construídas de modo mais austero, respeitando o espírito da Contra-Reforma (Igreja de Santa Maria da Saúde, em Veneza). Igreja de S. Carlos das Quatro fontes – cúpula e vista interior

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Arte Barroca Arquitectura

  • 2. CARACTERÍSTICAS DA ARTE BARROCA Destinava-se a fascinar pelos sentidos e a veicular uma mensagem ideológica através: do movimento curvilíneo, real ou aparente da assimetria do jogo da luz e da sombra da busca do infinito, do teatral, do fantástico do cenográfico. Na arte religiosa, procurou aprisionar o crente pelos sentidos – visual, auditivo, olfactivo – de forma a provocar emoção, afectividade e misticismo. Definiu uma arte nova e original em termos de linguagem decorativa, mais fantasista, mais imaginativa, mais cénica, mais ao gosto pessoal dos seus criadores. Foi uma arte que se aliou ao poder: dos reis e da Igreja.
  • 3. A ARQUITECTURA BARROCA elementos definidores: Ultilização de elementos construtivos do Renascimento: uso das ordens clássico-renascentistas (jónica, coríntia, compósita, colossal); gramática formal (colunas, entablamentos, frontões); proporções modulares (medida o Homem). Aliança com a pintura, escultura, jardinagem e jogos de água. criação de efeitos perspécticos e ilusórios, nas plantas, tectos, cúpulas, pela decoração; criação de ilusão do movimento; combinação e abundância de linhas opostas reforça efeito cénico; uso de jogos de claro-escuro pela construção de massas salientes e reentrantes (sinuosas ou lisas). Elementos construtivos usados como elementos puramente decorativos: uso de colunas torsas, helicoidais, duplas ou triplas e escalonadas; uso de frontões centrais para reforçar o movimento ascencional das fachadas; uso de decorações naturalistas.
  • 4. ARQUITECTURA RELIGIOSA - CARACTERÍSTICAS Houve uma necessidade de adaptar as igrejas às exigências dos princípios religiosos saídos do Concílio de Trento. Plantas : apresentam uma grande diversidade formal (formas geométricas curvas, elípticas e ovais, irregulares como as trapezoidais, e estreladas); plantas de nave única que se apresentam segundo duas tipologias: rectangulares, a nave central alonga-se, empurrando as naves laterais de modo a ficarem reduzidas a capelas abertas para o espaço central; elíptico-transversais e elíptico-longitudinais; Paredes : exteriormente, para se adequarem aos desenhos sinuosos das plantas, alternaram entre côncavas e convexas, formando paredes ondulantes, criando surpresa e efeitos luminosos; interiormente, estão cobertas por estuques, pinturas, retábulos em talha dourada, criando a ilusão de um espaço maior, ligando tecto e parede; Coberturas : abóbadas, sustentadas por contrafortes exteriores, decorados com voluptas ou orelhões ; cúpula colossal (representava simbolicamente o Céu); prolonga as paredes; Planta da Igreja de S. Carlos das Quatro Fontes, Roma - Borromini Igreja de S. Agata
  • 5. Fachadas : seguiram primeiro o esquema renascentista e maneirista (o corpo central tem um grande frontão que acentua a verticalidade); mais tarde apareceram fachadas mais caprichosas: divididas em andares; formas onduladas (côncavas e convexas) e irregularidades, contribuem para o jogo de luz e sombra; portal principal tem maior ênfase pela decoração vertical e pela acumulação de ornamentação - esculturas, frontões, colunas; torres sineiras, nos lados da fachada, são elementos independentes que reforçam a verticalidade. Igreja de S. Carlos das Quatro Fontes, Roma - Borromini
  • 6. Decoração interior – tem por objectivo aumentar o movimento pinturas a fresco: com linhas ondulantes, serpentinadas, turbilhões de figuras voadoras, querubins e anjos, inseridos numa luz celestial, ascendendo ao infinito, na procura de Deus, através de invisíveis linhas de perspectiva; em trompe-l'oeil , valorizadas pela luz dos janelões, das janelas e da cúpula com lanternim; reescreviam a história da religião e a ordem divina com uma exuberante alegria; mármores policromados talha dourada esculturas retábulos telas órgãos Tudo isto contribui para a profusão da cor e para o prazer dos sentidos. Houve outras igrejas que foram construídas de modo mais austero, respeitando o espírito da Contra-Reforma (Igreja de Santa Maria da Saúde, em Veneza). Igreja de S. Carlos das Quatro fontes – cúpula e vista interior