ToxoplasmoseFco. Wendell e Neto Lins
IMUNOL GIA CLINICA´O
HISTORICO, BIOLOGIA E
EPIDEMIOLOGIA
2
Protozoário intracelular obrigatório.
Instituto Biológico de São Paulo, por Splendore (1908) em
coelhos.
Instituto Pasteur de Tunis, por Nicolle & Manceux (1908)
em roedores do norte da África, Ctenodactylus gondii, aos
quais se deve o nome da espécie.
TOXOPLASMOSE
TOXOPLASMA
GONDII
3
Taquizoíto
Cisto
Oocisto
Fase aguda
Forma resistente
Forma infectante
TOXOPLASMOSE
MECANISMO
DE TRANSMISSÃO
4
Ingestão de oocistos ou cistos por hospedeiros
intermediários.
Forma congênita ou transplacentária.
Transfusão sangüínea.
Transplante de órgãos e transmissão acidental por auto-
inoculação.
TOXOPLASMOSE
DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE
5
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
A manifestação clínica mais comum na criança e/ou adulto
imunocompetente é um quadro semelhante à mononucleose
infecciosa.
Adenopatias.
Febre baixa, desâmino e anorexia.
Resolução espontânea no final de duas a quatro semanas.
TOXOPLASMOSE
DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE
6
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
A resposta imune pode ser natural ou adquirida. Duas
semanas após a infecção, IgG, IgM, IgA e IgE podem ser
detectados no soro. A produção de anticorpos IgA parece
proteger o hospedeiro de uma reinfecção.
A passagem da IgG específica pela placenta dificulta o
diagnóstico da infecção congênita, pois sua presença no
sangue do lactente pode refletir a imunoglobulina materna que
foi transferida pela via transplacentária durante a gestação
como forma de proteção.
TOXOPLASMOSE
DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE
7
DIAGNÓSTICO PARASITOLÓGICO / INOCULAÇÃO EM CAMUNDONGO
A positividade é indicada pela soroconversão do animal e
confirmada pelo achado de taquizoítos no líquido peritoneal
ou, mais freqüentemente, de cistos no cérebro e outros
órgãos, evidenciados em cortes histológicos, corados pela
Hematoxilina-Eosina/HE, e/ou Imuno-histoquímica/ IH
TOXOPLASMOSE
DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE
8
ISOLAMENTO EM CULTURA DE CÉLULAS
O desenvolvimento de T. gondii no interior das células pode
ser evidenciado com facilidade por imunofluorescência no
tecido em prazos curtos de até uma semana.
TOXOPLASMOSE
DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE
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IMUNOHISTOQUÍMICA
O parasito ou seus antígenos podem ser evidenciados em
cortes de tecidos por imunohistoquímica, utilizando-se
anticorpos específicos e coloração imunofluorescente ou
imunoenzimática.
TOXOPLASMOSE
TOXOPLASMOSE
D AGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE
10
REAÇÃO EM CADEIA DA POLIMERASE (PCR)
Amostras de sangue testadas para se investigar
parasitemia por ensaios de PCR, amplifica-se segmentos
dos genes B1 e P30 de T. gondii.
A técnica de PCR revolucionou o diagnóstico pré-natal da
toxoplasmose congênita, uma vez que limita o uso de
métodos invasivos no feto.
TOXOPLASMOSE
D AGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE
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DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE
12
DIAGNÓSTICO SOROLÓGICO
A sorologia continua a ser a principal abordagem para
estabelecer um diagnóstico de toxoplasmose.
Baseia-se na pesquisa de anticorpos de diferentes classes
de imunoglobulinas (IgG, IgM, IgA e IgE) anti-T. gondii.
TOXOPLASMOSE
DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAM SE
13
IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA (IFI)
A reação de Imunofluorescência Indireta (IFI) é considerada
de boa especificidade e sensibilidade.
Tem sido empregada para amplificar o sinal de fluorescência
e aumentar a sensibilidade. Essa reação tem a vantagem de
utilizar parasitos preservados, fixados em lâminas de
microscopia.
TOXOPLASMOSE
DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAM SE
14TOXOPLASMOSE
DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE
15
ENSAIO IMUNOENZIMÁTICO (ELISA)
A introdução do ELISA trouxe um grande avanço para o
diagnóstico da doença, porém, há possibilidade de resultados
falso-positivos para IgM em pacientes portadores do fator
reumatóide.
ELISA duplo sanduíche (DS - ELISA IgM) ou teste de captura
de IgM. Consege detectar a presença de IgM específica para
T. gondii em 92% de indivíduos com toxoplasmose
recentemente adquirida.
TOXOPLASMOSE
DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE
16
ENSAIO IMUNOENZIMÁTICO (ELISA)
TOXOPLASMOSE
DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE
17
ELISA IgG para avidez
Este método avalia a avidez de ligação ao antígeno dos
anticorpos IgG contra o T. gondii, separando os anticorpos
de baixa avidez produzidos numa fase inicial da infecção,
dos anticorpos de elevada avidez, indicativos de infecção
crônica.
TOXOPLASMOSE
DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE
18TOXOPLASMOSE
RESULTADO:
VALORES DE REFERÊNCIA:
- BAIXA AVIDEZ: INFERIOR A 50,0% - SUGERE INFECÇÃO OCORRIDA NOS ÚLTIMOS 04 MESES.
- MODERADA : DE 50,0 A 59,9% - NÃO PERMITE DEFINIR O PERÍODO DA INFECÇÃO.
- ALTA AVIDEZ : IGUAL OU SUPERIOR A 60,0% - SUGERE QUE A INFECÇÃO TENHA OCORRIDO HÁ MAIS
DE 04 MESES.
TOXOPLASMOSE
DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE
19
WESTERN BLOT
A reação de Western blot tem mostrado que o soro materno e
o da criança reconhecem diferentes antígenos do T. gondii
quando a criança está infectada.
Comparando-se a técnica de Western blot com a
imunocaptura ELISA, demonstra-se que a primeira tem
vantagens sobre a segunda especialmente no diagnóstico da
toxoplasmose cerebral dos pacientes com AIDS.
TOXOPLASMOSE
DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE
20
PREVENÇÃO
21TOXOPLASMOSE
E TRATAMENTO
A prevenção da toxoplasmose congênita pode ser dividida em
três categorias:
Primária
Secundária
Terciária
Programas de educação e saúde pública
Evitar a transmissão transplacentária
Diagnóstico precoce
PREVENÇÃO
21TOXOPLASMOSE
E tratamento
Primária
Secundária
Terciária
Programas de educação e saúde pública
Evitar a transmissão transplacentária
Diagnóstico precoce
Uma nova droga promissora no tratamento da toxoplasmose é
o Atovaquone. Estudos experimentais sugerem que essa
droga tem um efeito parcial contra cistos teciduais, assim
como a azitromicina.
PERSPECTIVAS
22TOXOPLASMOSE
VACINA
O parasito vivo atenuado e antígenos são considerados
agentes potenciais para a vacinação.
O parasito vivo atenuado da cepa S48 é usado na vacinação
de ovelhas na Europa e Nova Zelândia, mas é inapropriado
para humanos.
O uso de antígenos expressos por bradizoítos e oocistos
também tem sido estudado.
Referências
Bibliográficas
SEMINÁRIO DE IMUNOLOGIA CLÍNICA
APRESENTADO EM 10 DE OUTUBRO DE 2018
UNICHRISTUS – CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
EQUIPE: FCO.WENDELL E NETO LINS

TOXOPLAMOSE

  • 1.
    ToxoplasmoseFco. Wendell eNeto Lins IMUNOL GIA CLINICA´O
  • 2.
    HISTORICO, BIOLOGIA E EPIDEMIOLOGIA 2 Protozoáriointracelular obrigatório. Instituto Biológico de São Paulo, por Splendore (1908) em coelhos. Instituto Pasteur de Tunis, por Nicolle & Manceux (1908) em roedores do norte da África, Ctenodactylus gondii, aos quais se deve o nome da espécie. TOXOPLASMOSE
  • 3.
  • 4.
    MECANISMO DE TRANSMISSÃO 4 Ingestão deoocistos ou cistos por hospedeiros intermediários. Forma congênita ou transplacentária. Transfusão sangüínea. Transplante de órgãos e transmissão acidental por auto- inoculação. TOXOPLASMOSE
  • 5.
    DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE 5 DIAGNÓSTICOCLÍNICO A manifestação clínica mais comum na criança e/ou adulto imunocompetente é um quadro semelhante à mononucleose infecciosa. Adenopatias. Febre baixa, desâmino e anorexia. Resolução espontânea no final de duas a quatro semanas. TOXOPLASMOSE
  • 6.
    DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE 6 DIAGNÓSTICOLABORATORIAL A resposta imune pode ser natural ou adquirida. Duas semanas após a infecção, IgG, IgM, IgA e IgE podem ser detectados no soro. A produção de anticorpos IgA parece proteger o hospedeiro de uma reinfecção. A passagem da IgG específica pela placenta dificulta o diagnóstico da infecção congênita, pois sua presença no sangue do lactente pode refletir a imunoglobulina materna que foi transferida pela via transplacentária durante a gestação como forma de proteção. TOXOPLASMOSE
  • 7.
    DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE 7 DIAGNÓSTICOPARASITOLÓGICO / INOCULAÇÃO EM CAMUNDONGO A positividade é indicada pela soroconversão do animal e confirmada pelo achado de taquizoítos no líquido peritoneal ou, mais freqüentemente, de cistos no cérebro e outros órgãos, evidenciados em cortes histológicos, corados pela Hematoxilina-Eosina/HE, e/ou Imuno-histoquímica/ IH TOXOPLASMOSE
  • 8.
    DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE 8 ISOLAMENTOEM CULTURA DE CÉLULAS O desenvolvimento de T. gondii no interior das células pode ser evidenciado com facilidade por imunofluorescência no tecido em prazos curtos de até uma semana. TOXOPLASMOSE
  • 9.
    DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE 9 IMUNOHISTOQUÍMICA Oparasito ou seus antígenos podem ser evidenciados em cortes de tecidos por imunohistoquímica, utilizando-se anticorpos específicos e coloração imunofluorescente ou imunoenzimática. TOXOPLASMOSE
  • 10.
    TOXOPLASMOSE D AGNÓSTICO DATOXOPLAMOSE 10 REAÇÃO EM CADEIA DA POLIMERASE (PCR) Amostras de sangue testadas para se investigar parasitemia por ensaios de PCR, amplifica-se segmentos dos genes B1 e P30 de T. gondii. A técnica de PCR revolucionou o diagnóstico pré-natal da toxoplasmose congênita, uma vez que limita o uso de métodos invasivos no feto.
  • 11.
  • 12.
    DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE 12 DIAGNÓSTICOSOROLÓGICO A sorologia continua a ser a principal abordagem para estabelecer um diagnóstico de toxoplasmose. Baseia-se na pesquisa de anticorpos de diferentes classes de imunoglobulinas (IgG, IgM, IgA e IgE) anti-T. gondii. TOXOPLASMOSE
  • 13.
    DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMSE 13 IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA (IFI) A reação de Imunofluorescência Indireta (IFI) é considerada de boa especificidade e sensibilidade. Tem sido empregada para amplificar o sinal de fluorescência e aumentar a sensibilidade. Essa reação tem a vantagem de utilizar parasitos preservados, fixados em lâminas de microscopia. TOXOPLASMOSE
  • 14.
    DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMSE 14TOXOPLASMOSE
  • 15.
    DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE 15 ENSAIOIMUNOENZIMÁTICO (ELISA) A introdução do ELISA trouxe um grande avanço para o diagnóstico da doença, porém, há possibilidade de resultados falso-positivos para IgM em pacientes portadores do fator reumatóide. ELISA duplo sanduíche (DS - ELISA IgM) ou teste de captura de IgM. Consege detectar a presença de IgM específica para T. gondii em 92% de indivíduos com toxoplasmose recentemente adquirida. TOXOPLASMOSE
  • 16.
    DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE 16 ENSAIOIMUNOENZIMÁTICO (ELISA) TOXOPLASMOSE
  • 17.
    DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE 17 ELISAIgG para avidez Este método avalia a avidez de ligação ao antígeno dos anticorpos IgG contra o T. gondii, separando os anticorpos de baixa avidez produzidos numa fase inicial da infecção, dos anticorpos de elevada avidez, indicativos de infecção crônica. TOXOPLASMOSE
  • 18.
    DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE 18TOXOPLASMOSE RESULTADO: VALORESDE REFERÊNCIA: - BAIXA AVIDEZ: INFERIOR A 50,0% - SUGERE INFECÇÃO OCORRIDA NOS ÚLTIMOS 04 MESES. - MODERADA : DE 50,0 A 59,9% - NÃO PERMITE DEFINIR O PERÍODO DA INFECÇÃO. - ALTA AVIDEZ : IGUAL OU SUPERIOR A 60,0% - SUGERE QUE A INFECÇÃO TENHA OCORRIDO HÁ MAIS DE 04 MESES.
  • 19.
    TOXOPLASMOSE DIAGNÓSTICO DA TOXOPLAMOSE 19 WESTERNBLOT A reação de Western blot tem mostrado que o soro materno e o da criança reconhecem diferentes antígenos do T. gondii quando a criança está infectada. Comparando-se a técnica de Western blot com a imunocaptura ELISA, demonstra-se que a primeira tem vantagens sobre a segunda especialmente no diagnóstico da toxoplasmose cerebral dos pacientes com AIDS.
  • 20.
  • 21.
    PREVENÇÃO 21TOXOPLASMOSE E TRATAMENTO A prevençãoda toxoplasmose congênita pode ser dividida em três categorias: Primária Secundária Terciária Programas de educação e saúde pública Evitar a transmissão transplacentária Diagnóstico precoce
  • 22.
    PREVENÇÃO 21TOXOPLASMOSE E tratamento Primária Secundária Terciária Programas deeducação e saúde pública Evitar a transmissão transplacentária Diagnóstico precoce Uma nova droga promissora no tratamento da toxoplasmose é o Atovaquone. Estudos experimentais sugerem que essa droga tem um efeito parcial contra cistos teciduais, assim como a azitromicina.
  • 23.
    PERSPECTIVAS 22TOXOPLASMOSE VACINA O parasito vivoatenuado e antígenos são considerados agentes potenciais para a vacinação. O parasito vivo atenuado da cepa S48 é usado na vacinação de ovelhas na Europa e Nova Zelândia, mas é inapropriado para humanos. O uso de antígenos expressos por bradizoítos e oocistos também tem sido estudado.
  • 24.
    Referências Bibliográficas SEMINÁRIO DE IMUNOLOGIACLÍNICA APRESENTADO EM 10 DE OUTUBRO DE 2018 UNICHRISTUS – CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS EQUIPE: FCO.WENDELL E NETO LINS