ÁFRICA
Aula 2 – Antigos Reinos Africanos
Profº Viegas Fernandes da Costa
DIVERSIDADE LINGUÍSTICA
Fonte:
https://africaarteeducacao.ciar.ufg.br/modulo3/cntnt/a
rquivos/Imagem-2.jpg
Regionalização da África
PERSPECTIVA COLONIALISTA
 Geopolítica – colonial: África portuguesa, África
islâmica, etc.
 Racial: África negra, África branca.
A África não é uma parte histórica do mundo. Não tem movimentos, progressos a mostrar,
movimentos históricos próprios dela. Quer isso dizer que a sua parte setentrional pertence ao mundo
europeu ou asiático. Aquilo que entendemos precisamente pela África é o espírito a-histórico, o
espírito não desenvolvido, ainda envolto em condições de natural e que deve ser aqui apresentado
apenas como no limiar da história do mundo. (HEGEL , filósofo alemão)
FONTE:https://africaarteeducacao.ciar.ufg.br/modulo3/cntnt/arquivos/Imagem-4.jpg
IMPÉRIO EGÍPCIO
Fonte da imagem: Egypt_NK_edit.svg: Original by Andrei Nacu, edits by Jeff Dahl
 “O Egito é uma dádiva do Nilo” (Heródoto).
Era mesmo? O que significa ser uma dádiva? O que
defende o determinismo geográfico?
 Primeiras aldeias em 6.500 A.P. Por volta de 3.200 a.C. ocorre a junção de aldeias e o surgimento dos reinos do Alto e
do Baixo Egito.
 O faraó Menés conquista o Baixo Egito e funda um só reino com capital em Mênfis.
 Faraó: teocracia, poder de vida e morte sobre todos. Considerava-se o faraó a reencarnação de Hórus e filho de
Amon-Rá.
Amon-Rá, junção das
divindades Amon (“o
oculto, personificando o
vento) e Rá (Sol). Rá, o
primeiro Deus, o criador.
A imagem encontrada no
túmulo de Nefertiri,
mostra Imentet (a deusa
que alimentava os recém
mortos, segundo o Livro
dos Mortos)
acompanhando Rá.
Hórus, filho de Osíris e Ísis.
Segundo a mitologia egípcia,
Hórus foi concebido por Isis,
quando Osíris estava morto.
A fecundação ocorreu
quando Isis, na forma de um
pássaro, pousou sobre a
múmia do esposo, que
estava deitado em um sofá.
Hórus carrega nas mãos a
chave da vida, da morte e da
fertilidade.
ANKH, cruz egípcia que simboliza a vida. Pode estar
relacionada à atividade agrícola, surgindo como um
representação da vértebra torácica de um touro. Na
foto, a Ankh encontrada no túmulo de Tutancâmon.
Apropriações contemporâneas da Ankh. Na parceria
com Paulo Coelho, Raul Seixas canta a Sociedade
Alternativa na década de 1970.
Fonte:https://i.pinimg.com/originals/2d/39/bd/2d39bd91c882950cb8ecb555965f791b.jpg
 Politeísmo: deuses antropozoomórficos, alguns ligados aos
fenômenos da natureza e outros representando ideias
como honra e justiça.
 Invasão dos hicsos por cerca de 40 anos (1600 a.C.),
provenientes da atual Síria: cavalos, carros de guerras,
novas técnicas de fiação e tecelagem.
 Escrita hieroglífica.
 750 a.C. a 660 a.C.: Aclamação do rei cuche Piye faraó do
Egito, após expulsão dos assírios, dando início à 25ª
Dinastia, conhecida como reino dos faraós negros. A união
Egito-Núbia transformou o reino em uma potência
equiparada à Assíria.
 Com o fim da Dinastia Cuche, o Egito entra em decadência.
Disputas com os núbios e povos do Oriente Médio e sul da
Europa a partir de 300 a.C. favorecem a penetração dos
persas e, no século I a.C., com o suicídio de Cleópatra, o
Egito cai sob domínio romano.
Representação das pirâmides núbias de Meroé produzida em 1850
Mastabas egípcias
Fonte: http://www.ancient-egypt.info/2013/08/the-mastaba-tombs.html
Pirâmide de Djoser, também conhecida como pirâmide de degraus ou pirâmide de Sacara, Egito, 2610 a.C. Obra do arquiteto Imnhotep para o faraó Djoser (III
Dinastia), essa pirâmide de 60 metros altura, foi a primeira feita com blocos de pedra.
Fonte: http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/falando-em-piramides/ - Blog: Ensinar História - Joelza Ester Domingues
Pirâmide de Queóps, em Gizé, Egito, 2560 a.C. Com base de 230 metros de cada lado, 146,5 metros (139 metros segundo algumas fontes), e 2,3
milhões de blocos de pedra. É a mais antiga das Sete Maravilhas do Mundo Antigo e a única a permanecer em grande parte intacta.
Fonte: http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/falando-em-piramides/ - Blog: Ensinar História - Joelza Ester Domingues
NÚBIA
(Reino de Cuche / Kush)
Fonte do mapa: https://laurenkfoster.files.wordpress.com/2014/02/kush-map.png
 Surgiu por volta de 3200 A.P., quando comunidades núbias das
margens do Nilo comandadas por famílias de nobres se uniram e
ficaram submetidas a um único rei.
 Possuía relação com o Egito. Objetos e produtos núbios, como
ouro, foram encontrados em terras egípcias e vice-versa,
mostrando a existência de relações comerciais entre as regiões.
Em 1530 a.C., o Reino de Kush foi conquistado pelo Egito e, em
730 a.C., foi a vez dos cuxitas conquistarem o Egito.
 Quando dessa última conquista, iniciou-se a dinastia dos faraós
negros. Eles acreditavam que eram sucessores dos faraós
egípcios e também ordenavam a construção de pirâmides para
que servissem de túmulos quando morressem.
 O Reino de Kush se distinguia dos demais reinos por duas
importantes características: a escolha do rei e o papel da mulher
na política.
(Adaptado de: http://www.universiaenem.com.br/sistema/faces/pagina/publica/conteudo/texto-
html.xhtml?redirect=43603228225583459510449544129 ).
 Escolha do Rei: líderes das comunidades primeiramente votavam nos candidatos que consideravam mais preparados para o
cargo e, em seguida, jogavam sementes no chão e perguntavam ao deus da cidade qual dos eleitos deveria ser escolhido.
Eles analisavam o desenho que as sementes formavam que era considerado a resposta dos deuses. Ou seja, a escolha era
consumada por um oráculo.
 Mulheres e Política: As mulheres tinham papel importante neste reino e ocupavam posições igualmente importantes. Uma
dessas posições era o título de candace que era dado à mãe do rei. Quando seu filho se casava, ela adotava a esposa do
filho como se fosse sua filha o que a permitia influenciar o governo através do filho e da nora. Diversas vezes candaces
ocuparam o poder político.
 Como entreposto comercial, o Reino de Cuche ligava diferentes regiões da África. Seus principais produtos de exportação:
ouro, marfim, ébano, peles de leopardo, escravos e produtos tropicais oriundos da África Subsaariana. A maior parte da
população era composto por camponeses.
 Com o fim da união com o Egito (+/- 660 a.C.), muda sua capital para Meroé, principalmente em decorrência das
investidas dos Persas comandados por Xerxes I e seu filho Dario contra a cidade de Napata. Inicia-se o período Meroítico.
 Período Meroítico: pirâmides deixam de ser sepulturas e passam a representar uma escada que levaria a alma do morto
para o céu. Dada sua importância econômica, os romanos tentaram dominar Meroé sem sucesso. Em 30 a.C. os romanos
são derrotados pelo exército meroita, comandando por Amanishakheto, uma das rainhas-mães do Reino de Cuche. que
negociou um acordo de paz no qual os cuxitas não precisariam mais pagar impostos aos romanos.
 Em 350 d.C. Cuche é dominada pelo reino de Axum.
(Fonte: Santos, Ynaê Lopes do. História da África e do Brasil Afrodescendente. Rio de Janeiro: Pallas, 2017).
Pirâmides de Nuri (Napata) Meroé
Fonte das imagens: http://www.joaoleitao.com/viagens/sudao/
AXUM
Fonte da imagem: https://br.pinterest.com/pin/431360470531512956/
Expansão máxima do império de Axum. Na ilustração é possível ver a indicação da cidade portuária de Adulis
(atualmente território da Eritréia).
Crédito da imagem: http://temansejarah.blogspot.com.br/2016/07/kerajaan-kerajaan-afrika-yang.html
 Localizado no planalto etíope, por volta do século I a cidade de Axum começa a dominar povos vizinhos, estendendo-
se ao atual Iêmen e sul da Arábia Saudita, perdurando até o século XIII.
 Estado hierarquizado, dominado por um rei e estabelecendo aos chefes de povos dominados o regime da vassalagem
(vassalos, chamados de negus, continuavam chefiando seus súditos, porém pagavam impostos ao rei de Axum e
fidelidade militar. Negus também podiam possuir seus próprios vassalos).
 População majoritariamente composta por agricultores e criadores de animais.
 O império de Axum controlou importantes portos, controlando o comércio entre o continente africano e o sul da
península arábica através do Mar Vermelho. O império chegou a estabelecer transações comerciais com lugares
distantes, como a Índia.
 Politeístas até o reinado de Ezana (séc. IV), quando o império se converte ao cristianismo, antes mesmo do imperador
Teodósio transformar o cristianismo em religião oficial do Império Romano (391 d.C.).
 Instabilidades entre bizantinos e persas e a expansão islâmica, que acarretou no controle dos árabes sobre o Mar
Vermelho, promoveram a decadência do império axumita.
(Referência: Santos, Ynaê Lopes do. História da África e do Brasil Afrodescendente. Rio de Janeiro: Pallas, 2017).
Ruínas do palácio real de Dungur, na Etiópia.
Crédito da foto: htt
Parque das Estelas.
Crédito da foto: Jialiang Gao / www.peace-on-earth.org
Estela de Ezana
Crédito:
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Stela_aksum.jpg
Rotas comerciais axumitas
Fonte: https://www.quora.com/Did-Rome-ever-attempt-to-take-over-Axum
Moeda axumita do período do Rei
Ezana (séc. IV d.C.), anterior à
conversão ao cristianismo. A lua
crescente representa Artêmis, deusa da
lua, da caça, dos animais selvagens, da
região selvagem, do parto e da
virgindade e protetora das meninas na
antiga religião grega.
Moeda axumita do período
do Rei Ezana (séc. IV d.C.),
após à conversão ao
cristianismo.
Fonte das imagens: http://www.wildwinds.com/coins/greece/axum/ezana/i.html
CARTAGO
Location of Carthage and Carthaginian sphere of influence prior to the First Punic War (264 BC) Source: Self-made, based on
Putzger Atlas und Chronik zur Weltgeschichte, Berlin, 2002 Template: Author: BishkekRocks.Fonte:
https://ca.wikipedia.org/wiki/Imperi_cartagin%C3%A8s#/media/File:CarthageMap.png
 Cidade Estado fundada pelos fenícios (rainha ELISSA, filha do rei de Tiro que fugiu após a morte do pai perseguida
pelo irmão) por volta do século IX a.C. CARTAGO significa CIDADE NOVA.
 Localizava-se próximo à atual capital da Tunísia, Túnis. Localização estratégica: ligava o Mediterrâneo Ocidental ao
Oriental.
 Economia estruturada sobre o comércio marítimo.
 No século IV a.C. desvincula-se de Tiro e se transforma em cidade autônoma e em império, dominando parte do
norte africano por meio do exército de mercenários.
 Mantinham o monopólio comercial com os povos que dominavam e estabeleceram rotas comerciais com o Sudão
(ouro) e regiões subsaarianas.
 Até o século V a.C. Cartago foi governada por reis que eram também os chefes militares, quando o império passa a
ser administrado pelos sufetes, eleitos anualmente, e uma corte composta por 100 homens. Os sufetes e os membros
da corte pertenciam às camadas mais ricas da sociedade.
 Cartago era uma cidade planejada, com cisternas, sistema de esgoto, água encanada, casas de pedra com mais de
um andar e um porto
 Guerras púnicas (3) contra os romanos pelo controle do Mediterrâneo (264 a.C. a 146 a.C., com interrupções). As
tropas romanas lideradas por Cipião Emiliano Africano destruíram a cidade.
Crédito da imagem: https://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%ADbal#/media/File:Hannibal_route_of_invasion-pt.svgBusto de Aníbal
Crédito da imagem: Phaidon Verlag (Wien-Leipzig) - "Römische
Geschichte", gekürzte Ausgabe (1932).

Antigos reinos africanos

  • 1.
    ÁFRICA Aula 2 –Antigos Reinos Africanos Profº Viegas Fernandes da Costa
  • 2.
  • 3.
    Regionalização da África PERSPECTIVACOLONIALISTA  Geopolítica – colonial: África portuguesa, África islâmica, etc.  Racial: África negra, África branca. A África não é uma parte histórica do mundo. Não tem movimentos, progressos a mostrar, movimentos históricos próprios dela. Quer isso dizer que a sua parte setentrional pertence ao mundo europeu ou asiático. Aquilo que entendemos precisamente pela África é o espírito a-histórico, o espírito não desenvolvido, ainda envolto em condições de natural e que deve ser aqui apresentado apenas como no limiar da história do mundo. (HEGEL , filósofo alemão)
  • 4.
  • 5.
    IMPÉRIO EGÍPCIO Fonte daimagem: Egypt_NK_edit.svg: Original by Andrei Nacu, edits by Jeff Dahl  “O Egito é uma dádiva do Nilo” (Heródoto). Era mesmo? O que significa ser uma dádiva? O que defende o determinismo geográfico?
  • 6.
     Primeiras aldeiasem 6.500 A.P. Por volta de 3.200 a.C. ocorre a junção de aldeias e o surgimento dos reinos do Alto e do Baixo Egito.  O faraó Menés conquista o Baixo Egito e funda um só reino com capital em Mênfis.  Faraó: teocracia, poder de vida e morte sobre todos. Considerava-se o faraó a reencarnação de Hórus e filho de Amon-Rá. Amon-Rá, junção das divindades Amon (“o oculto, personificando o vento) e Rá (Sol). Rá, o primeiro Deus, o criador. A imagem encontrada no túmulo de Nefertiri, mostra Imentet (a deusa que alimentava os recém mortos, segundo o Livro dos Mortos) acompanhando Rá. Hórus, filho de Osíris e Ísis. Segundo a mitologia egípcia, Hórus foi concebido por Isis, quando Osíris estava morto. A fecundação ocorreu quando Isis, na forma de um pássaro, pousou sobre a múmia do esposo, que estava deitado em um sofá. Hórus carrega nas mãos a chave da vida, da morte e da fertilidade.
  • 7.
    ANKH, cruz egípciaque simboliza a vida. Pode estar relacionada à atividade agrícola, surgindo como um representação da vértebra torácica de um touro. Na foto, a Ankh encontrada no túmulo de Tutancâmon. Apropriações contemporâneas da Ankh. Na parceria com Paulo Coelho, Raul Seixas canta a Sociedade Alternativa na década de 1970.
  • 8.
  • 9.
     Politeísmo: deusesantropozoomórficos, alguns ligados aos fenômenos da natureza e outros representando ideias como honra e justiça.  Invasão dos hicsos por cerca de 40 anos (1600 a.C.), provenientes da atual Síria: cavalos, carros de guerras, novas técnicas de fiação e tecelagem.  Escrita hieroglífica.  750 a.C. a 660 a.C.: Aclamação do rei cuche Piye faraó do Egito, após expulsão dos assírios, dando início à 25ª Dinastia, conhecida como reino dos faraós negros. A união Egito-Núbia transformou o reino em uma potência equiparada à Assíria.  Com o fim da Dinastia Cuche, o Egito entra em decadência. Disputas com os núbios e povos do Oriente Médio e sul da Europa a partir de 300 a.C. favorecem a penetração dos persas e, no século I a.C., com o suicídio de Cleópatra, o Egito cai sob domínio romano. Representação das pirâmides núbias de Meroé produzida em 1850
  • 10.
  • 11.
    Pirâmide de Djoser,também conhecida como pirâmide de degraus ou pirâmide de Sacara, Egito, 2610 a.C. Obra do arquiteto Imnhotep para o faraó Djoser (III Dinastia), essa pirâmide de 60 metros altura, foi a primeira feita com blocos de pedra. Fonte: http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/falando-em-piramides/ - Blog: Ensinar História - Joelza Ester Domingues
  • 12.
    Pirâmide de Queóps,em Gizé, Egito, 2560 a.C. Com base de 230 metros de cada lado, 146,5 metros (139 metros segundo algumas fontes), e 2,3 milhões de blocos de pedra. É a mais antiga das Sete Maravilhas do Mundo Antigo e a única a permanecer em grande parte intacta. Fonte: http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/falando-em-piramides/ - Blog: Ensinar História - Joelza Ester Domingues
  • 13.
    NÚBIA (Reino de Cuche/ Kush) Fonte do mapa: https://laurenkfoster.files.wordpress.com/2014/02/kush-map.png  Surgiu por volta de 3200 A.P., quando comunidades núbias das margens do Nilo comandadas por famílias de nobres se uniram e ficaram submetidas a um único rei.  Possuía relação com o Egito. Objetos e produtos núbios, como ouro, foram encontrados em terras egípcias e vice-versa, mostrando a existência de relações comerciais entre as regiões. Em 1530 a.C., o Reino de Kush foi conquistado pelo Egito e, em 730 a.C., foi a vez dos cuxitas conquistarem o Egito.  Quando dessa última conquista, iniciou-se a dinastia dos faraós negros. Eles acreditavam que eram sucessores dos faraós egípcios e também ordenavam a construção de pirâmides para que servissem de túmulos quando morressem.  O Reino de Kush se distinguia dos demais reinos por duas importantes características: a escolha do rei e o papel da mulher na política. (Adaptado de: http://www.universiaenem.com.br/sistema/faces/pagina/publica/conteudo/texto- html.xhtml?redirect=43603228225583459510449544129 ).
  • 14.
     Escolha doRei: líderes das comunidades primeiramente votavam nos candidatos que consideravam mais preparados para o cargo e, em seguida, jogavam sementes no chão e perguntavam ao deus da cidade qual dos eleitos deveria ser escolhido. Eles analisavam o desenho que as sementes formavam que era considerado a resposta dos deuses. Ou seja, a escolha era consumada por um oráculo.  Mulheres e Política: As mulheres tinham papel importante neste reino e ocupavam posições igualmente importantes. Uma dessas posições era o título de candace que era dado à mãe do rei. Quando seu filho se casava, ela adotava a esposa do filho como se fosse sua filha o que a permitia influenciar o governo através do filho e da nora. Diversas vezes candaces ocuparam o poder político.  Como entreposto comercial, o Reino de Cuche ligava diferentes regiões da África. Seus principais produtos de exportação: ouro, marfim, ébano, peles de leopardo, escravos e produtos tropicais oriundos da África Subsaariana. A maior parte da população era composto por camponeses.  Com o fim da união com o Egito (+/- 660 a.C.), muda sua capital para Meroé, principalmente em decorrência das investidas dos Persas comandados por Xerxes I e seu filho Dario contra a cidade de Napata. Inicia-se o período Meroítico.  Período Meroítico: pirâmides deixam de ser sepulturas e passam a representar uma escada que levaria a alma do morto para o céu. Dada sua importância econômica, os romanos tentaram dominar Meroé sem sucesso. Em 30 a.C. os romanos são derrotados pelo exército meroita, comandando por Amanishakheto, uma das rainhas-mães do Reino de Cuche. que negociou um acordo de paz no qual os cuxitas não precisariam mais pagar impostos aos romanos.  Em 350 d.C. Cuche é dominada pelo reino de Axum. (Fonte: Santos, Ynaê Lopes do. História da África e do Brasil Afrodescendente. Rio de Janeiro: Pallas, 2017).
  • 15.
    Pirâmides de Nuri(Napata) Meroé Fonte das imagens: http://www.joaoleitao.com/viagens/sudao/
  • 16.
    AXUM Fonte da imagem:https://br.pinterest.com/pin/431360470531512956/
  • 17.
    Expansão máxima doimpério de Axum. Na ilustração é possível ver a indicação da cidade portuária de Adulis (atualmente território da Eritréia). Crédito da imagem: http://temansejarah.blogspot.com.br/2016/07/kerajaan-kerajaan-afrika-yang.html
  • 18.
     Localizado noplanalto etíope, por volta do século I a cidade de Axum começa a dominar povos vizinhos, estendendo- se ao atual Iêmen e sul da Arábia Saudita, perdurando até o século XIII.  Estado hierarquizado, dominado por um rei e estabelecendo aos chefes de povos dominados o regime da vassalagem (vassalos, chamados de negus, continuavam chefiando seus súditos, porém pagavam impostos ao rei de Axum e fidelidade militar. Negus também podiam possuir seus próprios vassalos).  População majoritariamente composta por agricultores e criadores de animais.  O império de Axum controlou importantes portos, controlando o comércio entre o continente africano e o sul da península arábica através do Mar Vermelho. O império chegou a estabelecer transações comerciais com lugares distantes, como a Índia.  Politeístas até o reinado de Ezana (séc. IV), quando o império se converte ao cristianismo, antes mesmo do imperador Teodósio transformar o cristianismo em religião oficial do Império Romano (391 d.C.).  Instabilidades entre bizantinos e persas e a expansão islâmica, que acarretou no controle dos árabes sobre o Mar Vermelho, promoveram a decadência do império axumita. (Referência: Santos, Ynaê Lopes do. História da África e do Brasil Afrodescendente. Rio de Janeiro: Pallas, 2017).
  • 19.
    Ruínas do palácioreal de Dungur, na Etiópia. Crédito da foto: htt
  • 20.
    Parque das Estelas. Créditoda foto: Jialiang Gao / www.peace-on-earth.org Estela de Ezana Crédito: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Stela_aksum.jpg
  • 21.
    Rotas comerciais axumitas Fonte:https://www.quora.com/Did-Rome-ever-attempt-to-take-over-Axum
  • 22.
    Moeda axumita doperíodo do Rei Ezana (séc. IV d.C.), anterior à conversão ao cristianismo. A lua crescente representa Artêmis, deusa da lua, da caça, dos animais selvagens, da região selvagem, do parto e da virgindade e protetora das meninas na antiga religião grega. Moeda axumita do período do Rei Ezana (séc. IV d.C.), após à conversão ao cristianismo. Fonte das imagens: http://www.wildwinds.com/coins/greece/axum/ezana/i.html
  • 23.
    CARTAGO Location of Carthageand Carthaginian sphere of influence prior to the First Punic War (264 BC) Source: Self-made, based on Putzger Atlas und Chronik zur Weltgeschichte, Berlin, 2002 Template: Author: BishkekRocks.Fonte: https://ca.wikipedia.org/wiki/Imperi_cartagin%C3%A8s#/media/File:CarthageMap.png
  • 24.
     Cidade Estadofundada pelos fenícios (rainha ELISSA, filha do rei de Tiro que fugiu após a morte do pai perseguida pelo irmão) por volta do século IX a.C. CARTAGO significa CIDADE NOVA.  Localizava-se próximo à atual capital da Tunísia, Túnis. Localização estratégica: ligava o Mediterrâneo Ocidental ao Oriental.  Economia estruturada sobre o comércio marítimo.  No século IV a.C. desvincula-se de Tiro e se transforma em cidade autônoma e em império, dominando parte do norte africano por meio do exército de mercenários.  Mantinham o monopólio comercial com os povos que dominavam e estabeleceram rotas comerciais com o Sudão (ouro) e regiões subsaarianas.  Até o século V a.C. Cartago foi governada por reis que eram também os chefes militares, quando o império passa a ser administrado pelos sufetes, eleitos anualmente, e uma corte composta por 100 homens. Os sufetes e os membros da corte pertenciam às camadas mais ricas da sociedade.  Cartago era uma cidade planejada, com cisternas, sistema de esgoto, água encanada, casas de pedra com mais de um andar e um porto  Guerras púnicas (3) contra os romanos pelo controle do Mediterrâneo (264 a.C. a 146 a.C., com interrupções). As tropas romanas lideradas por Cipião Emiliano Africano destruíram a cidade.
  • 25.
    Crédito da imagem:https://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%ADbal#/media/File:Hannibal_route_of_invasion-pt.svgBusto de Aníbal Crédito da imagem: Phaidon Verlag (Wien-Leipzig) - "Römische Geschichte", gekürzte Ausgabe (1932).