Análise Econômica das decisões
PERFIL
Diego de Carvalho Frade – Analista Fundo de Investimento – FINEP
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:
 FINEP – Investimentos em Fundos e Participações (Venture Capital)
 Deloitte – Avaliação Econômico-financeira (Valuation)
 Bradesco – Tesouraria (Mesa de Operações)
Contato: diegocfrade@hotmail.com
Tomada de Decisão
• Processo de tomada de decisão:
1. Geração de ideias (Brainstorming) – intercâmbio de
experiências e conhecimento, de modo a explorar a
potencialidade criativa dos tomadores de decisão;
2. Busca/coleta de dados – reunião de todas as
informações necessárias para os estudos das
alternativas elencadas na etapa anterior;
Tomada de Decisão
• Processo de tomada de decisão (continuação):
3. Escolha e planejamento – Comparação e seleção das
alternativas de projetos, em termos de benefícios e
custos esperados, bem como detalhamento dos
respectivos projetos;
4. Desenvolvimento e acompanhamento – efetiva
implantação dos projetos e acompanhamento, tanto por
parte dos gestores, como por parte da auditoria interna.
Tomada de Decisão
• Principais tomadores de decisão nas empresas:
• Acionistas – detêm o controle acionário da empresa;
• Gestores – responsáveis pelo dia a dia da empresa.
Devem maximizar o valor para o acionista;
• Credores – provedores de capital para novos
investimentos e/ou para a manutenção da operação da
empresa.
Estágios de Desenvolvimento
• O estágio de desenvolvimento da empresa é relevante no
processo de tomada de decisão (continuação):
Riscos dos Projetos
• Riscos são perdas decorrentes
das incertezas a que o projeto
está exposto.
• Tais incertezas podem se referir
a níveis de demanda estimados
que não se materializaram,
custos acima do esperado,
questões ambientais etc.
Tipos
de
Risco
Risco
Econômico
Risco legal
Risco
Soberano
Risco
Ambiental
Risco de
Catástrofe
Risco
Operacional
Risco
Cambial
Risco de taxa
de Juros
Risco de
Crédito
• Payback Simples
• Valor Presente Líquido (VPL)
• Taxa Interna de Retorno (TIR)
Metodologias abordadas no curso
Payback Simples
• Prazo de recuperação do capital investido, sem considerar o custo
do dinheiro no tempo.
• Critério de aceitação mínimo: o projeto deve ter payback menor
do que a referência ou o benchmark escolhido.
200
250
400
500
Ano
Fluxo de
Caixa
Saldo
0 -500 -500
1 200 -300
2 250 -50
3 400 350
Custo de capital: 10%
Para o terceiro ano: 50/400 = 0,13
Payback Simples = 2,13 anos
Payback Simples
• Vantagens
– Simplicidade de cálculo
– Facilidade de entendimento
– Possibilita uma tomada de decisão rápida
– Adequado para avaliação de projetos com prazo de validade
• Desvantagens
– Não considera o valor do dinheiro no tempo
– Não considera todos os fluxos de caixa do projeto
– Possui viés contra projetos de longo prazo
Problemas com o Payback Simples
• Payback do projeto não se altera (2 anos)
Payback Simples = 2 anos
200
300
10.000
500
Ano
Fluxo de
Caixa
Saldo
0 -500 -500
1 200 -300
2 300 0
3 10000 10000
Custo de capital: 10%
Valor Presente Líquido
• Somatório dos fluxos de caixa futuros (FCF) trazidos a valor
presente pela taxa de desconto (r) do projeto, subtraído do
investimento inicial (𝐼0).
• Critério de aceitação mínimo: VPL>0
• Critério de ordenação: Do maior para o menor VPL
𝑉𝑃𝐿 = 𝑉𝑃𝐹𝐶𝐹 − 𝐼0
𝑉𝑃𝐿 =
𝑡=1
𝑁
𝐹𝐶𝐹𝑡
(1 + 𝑟) 𝑡
− 𝐼0
Valor Presente Líquido
• Exemplo
Valor Presente Líquido
• Exercício 1
– A Obsoletas Tecnologia SA está considerando a compra de um novo
computador para ajudar a lidar com seus estoques nos armazéns. O sistema
custa $50.000, deve durar 4 anos, e deve reduzir o custo de gerenciar os
estoques em $18.000 ao ano. O custo de oportunidade do capital é de 10%
a.a.. A empresa deve aprovar o projeto?
Resposta: VPL = R$ 7.057,6
Valor Presente Líquido
• Vantagens
– Utiliza o valor do dinheiro no tempo
– Utiliza todos os fluxos de caixa do projeto
– Respeita o princípio de aditividade de valor
– Considerado a melhor metodologia para análise de projetos
• Desvantagens
– Todos os fluxos de caixa são descontados à mesma taxa
– É preciso conhecer o custo de capital do projeto
Taxa Interna de Retorno (TIR)
• Taxa de desconto (r) que iguala os fluxos de caixa futuros ao
investimento inicial (𝐼0).
• Critério de Aceitação Mínimo: caso a TIR do projeto seja maior
que sua TMA, deve-se aceitá-lo.
• Critério de Ordenação quando há mais de um projeto: da maior
para a menor TIR.
𝑡=1
𝑁
𝐹𝐶𝐹𝑡
(1 + 𝑇𝐼𝑅) 𝑡
− 𝐼0 = 0
Taxa Interna de Retorno (TIR)
• Exemplo 2
– Um equipamento novo custa R$ 4.000. Caso seja adquirido,
possibilitará a geração dos seguintes fluxos de caixa:
 Primeiro ano: R$ 3.000
 Segundo ano: R$ 5.000
– Qual é a TIR desse investimento?
Resposta: TIR = 55%
Taxa Interna de Retorno (TIR)
• Exemplo 2 (continuação)
-4.100
-2.100
-100
1.900
3.900
5.900
0% 20% 40% 60% 80% 100%
VPL
Taxa de Desconto (%)
TIR = 55%
−4.000 +
3.000
(1 + 𝑇𝐼𝑅)
+
5.000
(1 + 𝑇𝐼𝑅)2
= 0
Taxa Interna de Retorno (TIR)
• Vantagens
– Considera o conceito de “valor do dinheiro no tempo”;
– É fácil de comunicar e entender;
– Considera todos os fluxos de caixa do projeto;
– Representa uma medida de rentabilidade do projeto.
• Desvantagens
– A TIR pode não existir ou existir múltiplas TIRs;
– Todas as entradas e saídas são remuneradas ao valor d TIR;
– Problemas em projetos mutuamente excludentes;
Problemas com a TIR
• Financiamento ou Investimento?
-1.000
-500
-
500
1.000
0% 20% 40% 60% 80% 100%VPL
Taxa de Desconto (%)
Invetimento Financiamento
2000
1300
Investimento
2000
1300 Financiamento
Problemas com a TIR
• Múltiplas TIRs
• Ex.: Exploração de Minas e Perfuração de poços de Petróleo.
0 0 0.1 00 0 0.1 06 0 0.1
210

CCC
Fluxo de Caixa (R$)
VPL
Taxa de Desconto
TIR=40
0%
TIR=25
%
Problemas com a TIR
• Projetos com diferentes escalas
Taxa de desconto: 10%
2000
1000
TIR = 100% TIR = 100%
4000
2000
VPL = 818 VPL = 1.636
($4.000,00)
($3.000,00)
($2.000,00)
($1.000,00)
$0,00
$1.000,00
$2.000,00
$3.000,00
$4.000,00
$5.000,00
0% 10% 20% 30% 40%
VPL
Taxa de desconto
Projeto A
Projeto B
10.55% = Interseção de
Fisher ou taxa incremental
16.04% = TIRA
12.94% = TIRB
Problemas com a TIR
• Distribuição dos fluxos de caixa no tempo
Problemas com a TIR
• Taxa Incremental
– Calcular a TIR para o fluxo de caixa incremental A-B ou B-A
Ano Projeto A Projeto B Projeto A-B Projeto B-A
0 ($10.000) ($10.000) $0 $0
1 $10.000 $1.000 $9.000 ($9.000)
2 $1.000 $1.000 $0 $0
3 $1.000 $12.000 ($11.000) $11.000
($2.500,00)
($2.000,00)
($1.500,00)
($1.000,00)
($500,00)
$0,00
$500,00
$1.000,00
$1.500,00
$2.000,00
$2.500,00
0% 5% 10% 15% 20%
VPL
Taxa de desconto
A-B
B-A
• Bibliografia utilizada e recomendada:
– Análise de Investimentos em Projetos: Antonio Marcos Duarte Júnior
(2013);
– Análise de Investimentos: Nelson Casarotto Filho & Bruno Harmut
Kopittke (2010);
– Custo e Estrutura de Capital: O Comportamento das Empresas
Brasileiras: William Eid Junior (1996);
– Gestão de Investimentos e Geração de Valor: Carlos Patricio Samanez
(2007);
– Princípios da Administração Financeira – Corporate Finance: Ross,
Westerfield & Jaffe (2006);

Análise Econômica das Decisões

  • 2.
  • 3.
    PERFIL Diego de CarvalhoFrade – Analista Fundo de Investimento – FINEP EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:  FINEP – Investimentos em Fundos e Participações (Venture Capital)  Deloitte – Avaliação Econômico-financeira (Valuation)  Bradesco – Tesouraria (Mesa de Operações) Contato: diegocfrade@hotmail.com
  • 4.
    Tomada de Decisão •Processo de tomada de decisão: 1. Geração de ideias (Brainstorming) – intercâmbio de experiências e conhecimento, de modo a explorar a potencialidade criativa dos tomadores de decisão; 2. Busca/coleta de dados – reunião de todas as informações necessárias para os estudos das alternativas elencadas na etapa anterior;
  • 5.
    Tomada de Decisão •Processo de tomada de decisão (continuação): 3. Escolha e planejamento – Comparação e seleção das alternativas de projetos, em termos de benefícios e custos esperados, bem como detalhamento dos respectivos projetos; 4. Desenvolvimento e acompanhamento – efetiva implantação dos projetos e acompanhamento, tanto por parte dos gestores, como por parte da auditoria interna.
  • 6.
    Tomada de Decisão •Principais tomadores de decisão nas empresas: • Acionistas – detêm o controle acionário da empresa; • Gestores – responsáveis pelo dia a dia da empresa. Devem maximizar o valor para o acionista; • Credores – provedores de capital para novos investimentos e/ou para a manutenção da operação da empresa.
  • 7.
    Estágios de Desenvolvimento •O estágio de desenvolvimento da empresa é relevante no processo de tomada de decisão (continuação):
  • 8.
    Riscos dos Projetos •Riscos são perdas decorrentes das incertezas a que o projeto está exposto. • Tais incertezas podem se referir a níveis de demanda estimados que não se materializaram, custos acima do esperado, questões ambientais etc. Tipos de Risco Risco Econômico Risco legal Risco Soberano Risco Ambiental Risco de Catástrofe Risco Operacional Risco Cambial Risco de taxa de Juros Risco de Crédito
  • 9.
    • Payback Simples •Valor Presente Líquido (VPL) • Taxa Interna de Retorno (TIR) Metodologias abordadas no curso
  • 10.
    Payback Simples • Prazode recuperação do capital investido, sem considerar o custo do dinheiro no tempo. • Critério de aceitação mínimo: o projeto deve ter payback menor do que a referência ou o benchmark escolhido. 200 250 400 500 Ano Fluxo de Caixa Saldo 0 -500 -500 1 200 -300 2 250 -50 3 400 350 Custo de capital: 10% Para o terceiro ano: 50/400 = 0,13 Payback Simples = 2,13 anos
  • 11.
    Payback Simples • Vantagens –Simplicidade de cálculo – Facilidade de entendimento – Possibilita uma tomada de decisão rápida – Adequado para avaliação de projetos com prazo de validade • Desvantagens – Não considera o valor do dinheiro no tempo – Não considera todos os fluxos de caixa do projeto – Possui viés contra projetos de longo prazo
  • 12.
    Problemas com oPayback Simples • Payback do projeto não se altera (2 anos) Payback Simples = 2 anos 200 300 10.000 500 Ano Fluxo de Caixa Saldo 0 -500 -500 1 200 -300 2 300 0 3 10000 10000 Custo de capital: 10%
  • 13.
    Valor Presente Líquido •Somatório dos fluxos de caixa futuros (FCF) trazidos a valor presente pela taxa de desconto (r) do projeto, subtraído do investimento inicial (𝐼0). • Critério de aceitação mínimo: VPL>0 • Critério de ordenação: Do maior para o menor VPL 𝑉𝑃𝐿 = 𝑉𝑃𝐹𝐶𝐹 − 𝐼0 𝑉𝑃𝐿 = 𝑡=1 𝑁 𝐹𝐶𝐹𝑡 (1 + 𝑟) 𝑡 − 𝐼0
  • 14.
  • 15.
    Valor Presente Líquido •Exercício 1 – A Obsoletas Tecnologia SA está considerando a compra de um novo computador para ajudar a lidar com seus estoques nos armazéns. O sistema custa $50.000, deve durar 4 anos, e deve reduzir o custo de gerenciar os estoques em $18.000 ao ano. O custo de oportunidade do capital é de 10% a.a.. A empresa deve aprovar o projeto? Resposta: VPL = R$ 7.057,6
  • 16.
    Valor Presente Líquido •Vantagens – Utiliza o valor do dinheiro no tempo – Utiliza todos os fluxos de caixa do projeto – Respeita o princípio de aditividade de valor – Considerado a melhor metodologia para análise de projetos • Desvantagens – Todos os fluxos de caixa são descontados à mesma taxa – É preciso conhecer o custo de capital do projeto
  • 17.
    Taxa Interna deRetorno (TIR) • Taxa de desconto (r) que iguala os fluxos de caixa futuros ao investimento inicial (𝐼0). • Critério de Aceitação Mínimo: caso a TIR do projeto seja maior que sua TMA, deve-se aceitá-lo. • Critério de Ordenação quando há mais de um projeto: da maior para a menor TIR. 𝑡=1 𝑁 𝐹𝐶𝐹𝑡 (1 + 𝑇𝐼𝑅) 𝑡 − 𝐼0 = 0
  • 18.
    Taxa Interna deRetorno (TIR) • Exemplo 2 – Um equipamento novo custa R$ 4.000. Caso seja adquirido, possibilitará a geração dos seguintes fluxos de caixa:  Primeiro ano: R$ 3.000  Segundo ano: R$ 5.000 – Qual é a TIR desse investimento? Resposta: TIR = 55%
  • 19.
    Taxa Interna deRetorno (TIR) • Exemplo 2 (continuação) -4.100 -2.100 -100 1.900 3.900 5.900 0% 20% 40% 60% 80% 100% VPL Taxa de Desconto (%) TIR = 55% −4.000 + 3.000 (1 + 𝑇𝐼𝑅) + 5.000 (1 + 𝑇𝐼𝑅)2 = 0
  • 20.
    Taxa Interna deRetorno (TIR) • Vantagens – Considera o conceito de “valor do dinheiro no tempo”; – É fácil de comunicar e entender; – Considera todos os fluxos de caixa do projeto; – Representa uma medida de rentabilidade do projeto. • Desvantagens – A TIR pode não existir ou existir múltiplas TIRs; – Todas as entradas e saídas são remuneradas ao valor d TIR; – Problemas em projetos mutuamente excludentes;
  • 21.
    Problemas com aTIR • Financiamento ou Investimento? -1.000 -500 - 500 1.000 0% 20% 40% 60% 80% 100%VPL Taxa de Desconto (%) Invetimento Financiamento 2000 1300 Investimento 2000 1300 Financiamento
  • 22.
    Problemas com aTIR • Múltiplas TIRs • Ex.: Exploração de Minas e Perfuração de poços de Petróleo. 0 0 0.1 00 0 0.1 06 0 0.1 210  CCC Fluxo de Caixa (R$) VPL Taxa de Desconto TIR=40 0% TIR=25 %
  • 23.
    Problemas com aTIR • Projetos com diferentes escalas Taxa de desconto: 10% 2000 1000 TIR = 100% TIR = 100% 4000 2000 VPL = 818 VPL = 1.636
  • 24.
    ($4.000,00) ($3.000,00) ($2.000,00) ($1.000,00) $0,00 $1.000,00 $2.000,00 $3.000,00 $4.000,00 $5.000,00 0% 10% 20%30% 40% VPL Taxa de desconto Projeto A Projeto B 10.55% = Interseção de Fisher ou taxa incremental 16.04% = TIRA 12.94% = TIRB Problemas com a TIR • Distribuição dos fluxos de caixa no tempo
  • 25.
    Problemas com aTIR • Taxa Incremental – Calcular a TIR para o fluxo de caixa incremental A-B ou B-A Ano Projeto A Projeto B Projeto A-B Projeto B-A 0 ($10.000) ($10.000) $0 $0 1 $10.000 $1.000 $9.000 ($9.000) 2 $1.000 $1.000 $0 $0 3 $1.000 $12.000 ($11.000) $11.000 ($2.500,00) ($2.000,00) ($1.500,00) ($1.000,00) ($500,00) $0,00 $500,00 $1.000,00 $1.500,00 $2.000,00 $2.500,00 0% 5% 10% 15% 20% VPL Taxa de desconto A-B B-A
  • 26.
    • Bibliografia utilizadae recomendada: – Análise de Investimentos em Projetos: Antonio Marcos Duarte Júnior (2013); – Análise de Investimentos: Nelson Casarotto Filho & Bruno Harmut Kopittke (2010); – Custo e Estrutura de Capital: O Comportamento das Empresas Brasileiras: William Eid Junior (1996); – Gestão de Investimentos e Geração de Valor: Carlos Patricio Samanez (2007); – Princípios da Administração Financeira – Corporate Finance: Ross, Westerfield & Jaffe (2006);