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A inclusão e o TDAH- Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
A educação é um direito de todos e PARA TODOS; para isso a escola deve se adequar às
necessidades educacionais de seus alunos. Necessidades Educativas Especiais não é
sinônimo de deficiência como muitos ainda pensam... leia um trecho da Resolução que trata
deste assunto:
RESOLUÇÃO CNE/CEB No. 02/2001 Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na
Educação
Art. 5º Consideram-se educandos com necessidades educacionais especiais os que, durante o
processo educacional, apresentarem:
I- dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento
que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares, compreendidas em dois grupos:
a) aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica;
b) aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências;
II – dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais alunos, demandando
a utilização de linguagens e códigos aplicáveis;
III - altas habilidades/superdotação, grande facilidade de aprendizagem que os leve a dominar
rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes.
Uma queixa bastante comum para dos professores de ensino regular quando solicitam
atendimento do serviço de ensino especial refere-se as crianças com sintomas de TDAH.
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno
neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o
indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e
impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês,
também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD.
O TDAH na infância em geral se associa as dificuldades na escola e no relacionamento com
demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como "avoadas", "vivendo no
mundo da lua" e geralmente "estabanadas" e com "bicho carpinteiro" ou “ligados por um motor”
(isto é, não param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de
hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e
adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por
exemplo, dificuldades com regras e limites.
As características do TDAH aparecem bem cedo para a maioria das pessoas, logo na infância,
com dois grupos de sintomas, de acordo com a área de predominância:
1- TDAH – Tipo desatento: a pessoa apresenta pelo menos seis das seguintes características:
• Não enxerga detalhes ou faz erros por falta de cuidado;
• Dificuldade em manter a atenção;
• Parece não ouvir;
• Dificuldade em seguir instruções;
• Dificuldade na organização;
• Evita / não gosta de tarefas que exigem um esforço mental prolongado;
• Freqüentemente perde os objetos necessários para uma atividade;
• Distrai-se com facilidade;
• Esquecimento nas atividades diárias.
2- TDAH – Tipo hiperativo / impulsivo: a pessoa apresenta, pelo menos, seis das seguintes
características:
• Inquietação, mexendo as mãos e os pés ou não parando quieto na cadeira;
• Dificuldade em permanecer sentada;
• Corre sem destino ou sobe nas coisas excessivamente;
• Dificuldade em engajar-se numa atividade silenciosamente;
• Fala excessivamente;
• Responde as perguntas antes de serem formuladas;
• Age como se fosse movido a motor;
• Dificuldade em esperar sua vez;
• Interrompe e se intromete.” (Sam Goldstein, 1999)
Algumas dicas para professores de alunos com TDAH
-Antes de tudo, tenha certeza de que o que você está lidando é TDAH. Definitivamente não é
tarefa dos professores diagnosticar, mas você pode e deve questionar. Especificamente tenha
certeza de alguém tenha testado a audição e a visão da criança recentemente e tenha certeza
também de que outros problemas médicos tenham sido resolvidos. Tenha certeza de que uma
avaliação adequada foi feita. Continue questionando até que se sinta convencido. A
responsabilidade disso tudo é dos pais e não dos professores, mas o professor pode contribuir
para o processo.
-Conheça seus limites. Não tenha medo de pedir ajuda. Você, como professor, não pode
querer ser uma especialista em hiperatividade. Você deve sentir-se confortável em pedir ajuda
quando achar necessário.
– LEMBRE-SE DA PARTE EMOCIONAL DO APRENDIZADO Estas crianças necessitam de
um apoio especial para encontrar prazer na sala de aula. Domínio ao invés de falhas e
frustrações. Excitação ao invés de tédio e medo. É essencial prestar atenção ás emoções
envolvidas no processo de aprendizagem.
– Estabeleça regras. Tenha-as por escrito e fáceis de serem lidas. As crianças se sentirão
seguras sabendo o que é esperado delas.– Repita as diretrizes. Escreva as diretrizes. Fale das
diretrizes. Repita as diretrizes. Pessoas com HIPERATIVIDADE necessitam ouvir as coisas
mais de uma vez.
– Olhe sempre nos olhos. Você pode “trazer de volta” a criança através dos olhos nos olhos.
Faça isto sempre. Um olhar pode tirar uma criança do seu devaneio ou dar-lhe liberdade para
fazer uma pergunta ou apenas dar-lhe segurança silenciosamente.
– Na sala de aula coloque a criança sentada próxima à sua mesa ou próxima de onde você fica
a maior parte do tempo. Isto ajuda a evitar a distração que prejudica tanto estas crianças.
– Estabeleça limites, fronteiras. Isto deve ser devagar e com calma, não de modo punitivo.
Faça isto consistentemente, previamente, imediatamente e honestamente. Não seja
complicado, falando sem parar. Estas discussões longas são apenas diversão. Seja firme.
– Preveja o máximo que puder. Coloque o plano no quadro ou na mesa da criança. Fale dele
frequentemente. Se você for alterá-lo, como fazem os melhores professores, faça muitos avisos
e prepare a criança. Alterações e mudanças sem aviso prévio são muito difíceis para estas
crianças. Elas perdem a noção das coisas. Tenha um cuidado especial e prepare as mudanças
com a maior antecedência possível. Avise o que vai acontecer e repita os avisos à medida que
a hora for se aproximando.
– Tente ajudar às crianças a fazerem a própria programação para depois da aula, esforçando-
se para evitar um dos maiores problemas da hperatividade: a procrastinação, deixar para
depois, postergar.
– Propicie uma espécie de válvula de escape como, por exemplo, sair da sala de aula por
alguns instantes. Se isto puder ser feito dentro das regras da escola, poderá permitir à criança
deixar a sala de aula ao invés de se desligar dela e, fazendo isto, começa a aprender
importantes meios de auto-observação automonitoramento.
– Procure a qualidade ao invés de quantidade dos deveres de casa.
– Monitore o progresso frequentemente. Crianças com hperatividade se beneficiam
enormemente com o freqüente retorno do seu resultado. Isto ajuda a mantê-los na linha,
possibilita a eles saber o que é esperado e se eles estão atingindo as suas metas, e pode ser
muito encorajador.
– Divida as grandes tarefas em tarefas menores. Esta é uma das mais importantes técnicas de
ensino das crianças hiperatividade. Grandes tarefas abafam rapidamente as crianças e elas
recuam a uma resposta emocional do tipo eu nunca vou ser capaz de fazer isto. Através da
divisão de tarefas em tarefas mais simples, cada parte pequena o suficiente para ser facilmente
trabalhada, a criança foge da sensação de abafado. Em geral estas crianças podem fazer
muito mais do que elas pensam. Pela divisão de tarefas o professor pode permitir à criança que
demonstre a si mesma a sua capacidade. Com as crianças menores isto pode ajudar muito a
evitar acessos de fúria pela frustração antecipada. E com os mais velhos, pode ajudar as
atitudes provocadoras que elas têm frequentemente. E isto vai ajudar de muitas outras
maneiras também. Você deve fazer isto durante todo o tempo.
– Permita-se brincar, divertir. Seja extravagante, não seja normal. Faça do seu dia uma
novidade. Crianças adoram novidades. Elas respondem às novidades com entusiasmo. Isto
ajuda a manter a atenção – tanto a delas quanto a sua. Estas crianças são cheias de vida, elas
adoram brincar. E acima de tudo, elas detestam ser molestadas. Muitos dos tratamentos para
elas envolvem coisas chatas como estruturas, programas, listas e regras. Você deve mostrar a
elas que estas coisas não estão necessariamente ligadas às pessoas, professores ou aulas
chatas.
–Cuidado com a superestimulação. Como um barro de vaso no forno, a criança pode ser
queimada. Você tem que estar preparado para reduzir o calor. A melhor maneira de lidar com
os caos na sala de aula é, em primeiro lugar, a prevenção.
– Esforce-se e não se dê satisfeito, tanto quanto puder. Estas crianças convivem com o
fracasso, e precisam de tudo de positivo que você puder oferecer. O fracasso não pode ser
superenfatizado: estas crianças precisam e se beneficiam com os elogios. Elas adoram o
encorajamento. Elas absorvem e crescem com isto. E sem isto elas retrocedem e murcham.
Frequentemente o mais devastador aspecto da hiperatividade não é HIPERATIVIDADE
propriamente dita e sim o prejuízo à auto-estima. Então, alimente estas crianças com
encorajamento e elogios.
– Avise sobre o que vai falar antes de falar. Fale. Então fale sobre o que já falou. Já que muitas
crianças com HIPERATIVIDADE aprendem melhor visualmente do que pela voz, se você puder
escrever o que será falado e como será falado, isto poderá ser de muita ajuda. Este tipo de
estruturação põe as idéias no lugar.
– Simplifique as instruções. Simplifique as opções. Simplifique a programação. O palavreado
mais simples será mais facilmente compreendido. E use uma linguagem colorida. Assim como
as cores, a linguagem colorida prende atenção.
– Acostume-se a dar retorno, o que vai ajudar a criança a se tornar auto-observadora. Crianças
com hiperatividade tendem a não ser auto-observadora. Elas normalmente não têm idéia de
como vão ou como têm se comportado. Tente informá-las de modo construtivo. Faça perguntas
como: Você sabe o que fez? ou Como você acha que poderia ter dito isto de maneira
diferente? ou Você acha que aquela menina ficou triste quando você disse o que disse?. Faça
perguntas que promovam a auto-observação.
– Mostre as expectativas explicitamente.
– Um sistema de pontos é uma possibilidade de mudar parte do comportamento (sistema de
recompensa para as crianças menores). Crianças com HIPERATIVIDADE respondem muito
bem às recompensas e incentivos. Muitas delas são pequenos empreendedores.
– Se a crianças parece ter problemas com as dicas sociais – linguagem do corpo, tom de voz,
etc – tente discretamente oferecer sinais específicos e explícitos, como uma espécie de
treinamento social. Por exemplo, diga antes de contar a sua história, procure ouvir primeiro a
de outros ou olhe para a pessoa enquanto ela está falando. Muitas crianças com
HIPERATIVIDADE são vistas como indiferentes ou egocêntricas, quando de fato elas apenas
não aprenderam a interagir. Esta habilidade não vem naturalmente em todas as crianças, mas
pode ser ensinada ou treinada.
– Faça a criança se sentir envolvida nas coisas. Isto vai motivá-la e a– Separe pares ou trios ou
até mesmo grupos inteiros de crianças que não se dão bem juntas. Você deverá fazer muitos
arranjos.
– Fique atento à integração. Estas crianças precisam se sentir enturmadas, integradas. Tão
logo se sintam enturmadas, se sentirão motivadas e ficarão mais sintonizadas.
– Sempre que possível, devolva as responsabilidades à criança.
– Experimente um caderno escola – casa – escola. Isto pode contribuir realmente para a
comunicação pais – professores e evitar reuniões de crises. Isto ajuda ainda o freqüente
retorno de informação que a criança precisa.
– Tente utilizar relatórios diários de avaliação.
– Incentive uma estrutura do tipo auto-avaliação. Troca de idéias depois da aula pode ajudar.
Utilize também os intervalos de aula.
– Prepare-se para imprevistos. Estas crianças necessitam saber com antecedência o que vai
acontecer, de modo que elas possam se preparar. Se elas, de repente, se encontram num
imprevisto, isto pode evitar excitação e inquietos.
– Elogios, firmeza, aprovação, encorajamento e suprimento de sentimentos positivos.
.
–Aplique testes orais.
– Seja como um maestro: tenha a atenção da orquestra antes de começar. Você pode utilizar
do silêncio ou bater o seu giz ou régua para fazer isto. Mantenha a turma atenta, apontando
diferentes partes da sala como se precisasse da ajuda deles.
– Sempre que possível, prepare para que cada aluno tenha um companheiro de estudo para
cada tema, se possível com o número do telefone (adaptado de Gary Smith).
– Explique e dê o tratamento normal a fim de evitar um estigma.
– Reuna com os pais frequentemente. Evite o velho sistema de se reunir apenas para resolver
crises ou problemas.
– Incentive a leitura em voz alta em casa. Ler em voz alta na sala de aula tanto quanto for
possível. Faça a criança recontar estórias. Ajude a criança a falar por tópicos.
– Repetir, repetir, repetir.
–Atividade motora ou movimento. Um dos melhores tratamentos para HIPERATIVIDADE,
adultos ou crianças, é o exercício físico pois ajuda a liberar o excesso de energia, ajuda a
concentrar a atenção, estimula certos hormônios e neurônios que são benéficos. E ainda é
divertido. Assegure-se de que o exercício seja realmente divertido, porque deste modo a
criança continuará fazendo para o resto da vida.
Algumas observações Importantes:
1. Nem sempre querer é poder
A questão pode não ser apenas mal-criação, falta de interesse ou preguiça – pode ser um
problema orgânico, chamado TDAH - Déficit de Atenção e Hiperatividade. Talvez ele não
consiga ficar quieto!!
2. Pode haver Déficit de Atenção sem hiperatividade – também em meninas
Normalmente, o que mais incomoda é a hiperatividade, especialmente nas crianças mais
novas. Porém, apenas um pouco mais da metade dos casos de TDAH são do tipo hiperativo ou
combinado – o restante sofre especialmente com desatenção. Meninos apresentam TDAH –
com ou sem hiperatividade – mais frequentemente que meninas. Mas isto não quer dizer que
uma menina não possa ter TDAH, até mesmo do tipo hiperativo-impulsivo.
3. Não tente culpar os pais pelos problemas da criança – nem os pais devem culpar a escola
O TDAH não é sinônimo de limites ou problemas com a educação das crianças em casa. Os
pais também sofrem muito com crianças e jovens com TDAH, especialmente quando há
hiperatividade. Trate-os como parceiros, nas batalhas do dia-a-dia. Pais e professores tem
muito a dar, uns aos outros. Uma boa realção de parceria é o melhor para a criança e ajuda a
minimizar a carga, para ambos os lados.
4. Antes de falar com os pais sobre TDAH, peça a opinião de outro colega ou do psicólogo da
escola
Faça uma lista dos comportamentos que você acha mais relevantes, não apenas hiperatividade
ou distração. Leve em conta o que é comum e esperado nas crianças da mesma faixa etária.
Não tente fazer um diagnóstico – apenas relate o que você observou.
5. Convide os pais a observarem a criança na escola
Pode ser necessário dar aos pais a oportunidade de verificar as diferenças entre a forma de
agir de seu filho e as outras crianças. Pode ajudar a sensibilizá-los para o problema -
especialmente se a criança for filho único, neste caso os pais não tem base para comparação.
O ideal é que os pais possam ver a criança durante uma aula e em interação com os colegas.
Caso os pais não possam estar presentes de uma forma discreta, a criança poderá ficar mais
agitada por algum tempo, até que se acostume com a presença deles.
6. Crianças com TDAH podem se comportar muito bem em situações novas / diferentes
Quando recebe atenção individualizada ou se encontra em situações novas, como visitas a
médicos ou tratamentos psicológicos, a criança com TDAH e/ou hiperatividade pode não
apresentar os sintomas dos quais a escola, professores e/ou pais se queixam. O fato dos
sintomas não estarem presentes todo o tempo não significa que a suspeita seja errada ou que
não seja necessário procurar tratamento.
O Tratamento do TDAH deve ser multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos,
orientação aos pais e professores, além de técnicas específicas que são ensinadas ao
portador. A medicação é parte muito importante do tratamento.A psicoterapia que é indicada
para o tratamento do TDAH chama-se Terapia Cognitivo Comportamental. Não existe até o
momento nenhuma evidência científica de que outras formas de psicoterapia auxiliem nos
sintomas de TDAH.
O serviço de Educação especial pode ajudar muito na eficácia do trabalho dos professores de
ensino regular que atender crianças com TDAH e mais que isso este trabalho se constitui um
direito destes alunos.
As instituições devem buscam interceder em favor dos direitos fundamentais d dos alunos que
necessitam de educação especial e agir de acordo com a legislação vigente a saber:
RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 02/2001
Art. 1º - A presente Resolução institui as Diretrizes Nacionais para a educação de alunos que
apresentem necessidades educacionais especiais, na Educação Básica, em todas as suas
etapas e modalidades.
Art. 7º - O atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais deve ser
realizado em classes comuns do ensino regular, em qualquer etapa ou modalidade da
Educação Básica.
Art. 8º - As escolas da rede regular de ensino devem prever e prover na organização de suas
classes comuns:
I - professores das classes comuns e da educação especial capacitados e especializados,
respectivamente, para o atendimento às necessidades educacionais dos alunos;
II - distribuição dos alunos com necessidades educacionais especiais pelas várias classes do
ano escolar em que forem classificados, de modo que essas classes comuns se beneficiem
das diferenças e ampliem positivamente as experiências de todos os alunos, dentro do
princípio de educar para a diversidade;
III - flexibilizações e adaptações curriculares que considerem o significado prático e
instrumental dos conteúdos básicos, metodologias de ensino e recursos didáticos diferenciados
e processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos que apresentam
necessidades educacionais especiais, em consonância com o projeto pedagógico da escola,
respeitada a freqüência obrigatória;
IV - serviços de apoio pedagógico especializado, realizado, nas classes comuns, mediante:
a) atuação colaborativa de professor especializado em educação especial;
VII - sustentabilidade do processo inclusivo, mediante aprendizagem cooperativa em sala de
aula, trabalho de equipe na escola e constituição de redes de apoio, com a participação da
família no processo educativo, bem como de outros agentes e recursos da comunidade;
DELIBERAÇÃO CEE Nº. 05/00
Art. 2° - A educação especial, desde a educação infantil até o ensino médio, deve assegurar ao
educando a formação básica indispensável e fornecer-lhe os meios de desenvolver atividades
produtivas, de progredir no trabalho e em estudos posteriores, satisfazendo as condições
requeridas por suas características e baseando-se no respeito às diferenças individuais e na
igualdade de direitos entre todas as pessoas.
Art. 3° - A educação especial deve iniciar-se o mais cedo possível e ser garantida em estreita
relação com a família.
Art. 4° - O atendimento educacional aos alunos com necessidades educacionais especiais
deve ser feito nas classes comuns das escolas, em todos os níveis de ensino.
§ 1º. - Os currículos das classes do ensino comum devem considerar conteúdos que tenham
caráter básico, com significado prático e instrumental, metodologias de ensino e recursos
didáticos diferenciados e processos de avaliação que sejam adequados à promoção do
desenvolvimento e aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais.
Finalmente, devemos levar em consideração que as crianças com TDAH estão sujeitas ao
fracasso escolar, a dificuldades emocionais e a um desempenho significativamente negativo
como adultos quando comparadas a seus colegas. No entanto, a identificação precoce do
problema, seguida de tratamento adequado, tem demonstrado que essas crianças podem
vencer os obstáculos.
Sobre o Autor
Psicóloga, formada Pela Universidade Estadual Paulista de Bauru e Especialista em Psicologia
do Desenvolvimento e Processos de Ensino-Aprendizagem pela mesma instiuição. Professora
de Ensino Infantil e de Ensino Especial na Prefeitura Municipal de Bauru.
twitter @Paulaprof
Sou mãe de uma criança portadora de TDAH e outras comorbidades associadas. A escola diz
que meu filho não tem direito a outras formas de avaliação (como prova oral e leitura de prova)
pois ele só tem TDAH, e isso não é considerado inclusão. Eu discordo e esse site me ajudou
muito a lutar pelo meu filho.
http://www.institutoinclusaobrasil.com.br/contato_forum_integra.asp?forum=306
http://www.camara.leg.br/sileg/integras/757400.pdf
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/05/tdah-e-dislexia-escolas-que-se-
recusam.html
A inclusão e o tdah

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  • 1. A inclusão e o TDAH- Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade A educação é um direito de todos e PARA TODOS; para isso a escola deve se adequar às necessidades educacionais de seus alunos. Necessidades Educativas Especiais não é sinônimo de deficiência como muitos ainda pensam... leia um trecho da Resolução que trata deste assunto: RESOLUÇÃO CNE/CEB No. 02/2001 Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Art. 5º Consideram-se educandos com necessidades educacionais especiais os que, durante o processo educacional, apresentarem: I- dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares, compreendidas em dois grupos: a) aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica; b) aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências; II – dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais alunos, demandando a utilização de linguagens e códigos aplicáveis; III - altas habilidades/superdotação, grande facilidade de aprendizagem que os leve a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes. Uma queixa bastante comum para dos professores de ensino regular quando solicitam atendimento do serviço de ensino especial refere-se as crianças com sintomas de TDAH. O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD. O TDAH na infância em geral se associa as dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como "avoadas", "vivendo no mundo da lua" e geralmente "estabanadas" e com "bicho carpinteiro" ou “ligados por um motor” (isto é, não param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites. As características do TDAH aparecem bem cedo para a maioria das pessoas, logo na infância, com dois grupos de sintomas, de acordo com a área de predominância: 1- TDAH – Tipo desatento: a pessoa apresenta pelo menos seis das seguintes características: • Não enxerga detalhes ou faz erros por falta de cuidado; • Dificuldade em manter a atenção; • Parece não ouvir; • Dificuldade em seguir instruções; • Dificuldade na organização; • Evita / não gosta de tarefas que exigem um esforço mental prolongado; • Freqüentemente perde os objetos necessários para uma atividade; • Distrai-se com facilidade; • Esquecimento nas atividades diárias. 2- TDAH – Tipo hiperativo / impulsivo: a pessoa apresenta, pelo menos, seis das seguintes características: • Inquietação, mexendo as mãos e os pés ou não parando quieto na cadeira;
  • 2. • Dificuldade em permanecer sentada; • Corre sem destino ou sobe nas coisas excessivamente; • Dificuldade em engajar-se numa atividade silenciosamente; • Fala excessivamente; • Responde as perguntas antes de serem formuladas; • Age como se fosse movido a motor; • Dificuldade em esperar sua vez; • Interrompe e se intromete.” (Sam Goldstein, 1999) Algumas dicas para professores de alunos com TDAH -Antes de tudo, tenha certeza de que o que você está lidando é TDAH. Definitivamente não é tarefa dos professores diagnosticar, mas você pode e deve questionar. Especificamente tenha certeza de alguém tenha testado a audição e a visão da criança recentemente e tenha certeza também de que outros problemas médicos tenham sido resolvidos. Tenha certeza de que uma avaliação adequada foi feita. Continue questionando até que se sinta convencido. A responsabilidade disso tudo é dos pais e não dos professores, mas o professor pode contribuir para o processo. -Conheça seus limites. Não tenha medo de pedir ajuda. Você, como professor, não pode querer ser uma especialista em hiperatividade. Você deve sentir-se confortável em pedir ajuda quando achar necessário. – LEMBRE-SE DA PARTE EMOCIONAL DO APRENDIZADO Estas crianças necessitam de um apoio especial para encontrar prazer na sala de aula. Domínio ao invés de falhas e frustrações. Excitação ao invés de tédio e medo. É essencial prestar atenção ás emoções envolvidas no processo de aprendizagem. – Estabeleça regras. Tenha-as por escrito e fáceis de serem lidas. As crianças se sentirão seguras sabendo o que é esperado delas.– Repita as diretrizes. Escreva as diretrizes. Fale das diretrizes. Repita as diretrizes. Pessoas com HIPERATIVIDADE necessitam ouvir as coisas mais de uma vez. – Olhe sempre nos olhos. Você pode “trazer de volta” a criança através dos olhos nos olhos. Faça isto sempre. Um olhar pode tirar uma criança do seu devaneio ou dar-lhe liberdade para fazer uma pergunta ou apenas dar-lhe segurança silenciosamente. – Na sala de aula coloque a criança sentada próxima à sua mesa ou próxima de onde você fica a maior parte do tempo. Isto ajuda a evitar a distração que prejudica tanto estas crianças. – Estabeleça limites, fronteiras. Isto deve ser devagar e com calma, não de modo punitivo. Faça isto consistentemente, previamente, imediatamente e honestamente. Não seja complicado, falando sem parar. Estas discussões longas são apenas diversão. Seja firme. – Preveja o máximo que puder. Coloque o plano no quadro ou na mesa da criança. Fale dele frequentemente. Se você for alterá-lo, como fazem os melhores professores, faça muitos avisos e prepare a criança. Alterações e mudanças sem aviso prévio são muito difíceis para estas crianças. Elas perdem a noção das coisas. Tenha um cuidado especial e prepare as mudanças com a maior antecedência possível. Avise o que vai acontecer e repita os avisos à medida que a hora for se aproximando. – Tente ajudar às crianças a fazerem a própria programação para depois da aula, esforçando- se para evitar um dos maiores problemas da hperatividade: a procrastinação, deixar para depois, postergar. – Propicie uma espécie de válvula de escape como, por exemplo, sair da sala de aula por alguns instantes. Se isto puder ser feito dentro das regras da escola, poderá permitir à criança deixar a sala de aula ao invés de se desligar dela e, fazendo isto, começa a aprender importantes meios de auto-observação automonitoramento. – Procure a qualidade ao invés de quantidade dos deveres de casa. – Monitore o progresso frequentemente. Crianças com hperatividade se beneficiam enormemente com o freqüente retorno do seu resultado. Isto ajuda a mantê-los na linha, possibilita a eles saber o que é esperado e se eles estão atingindo as suas metas, e pode ser muito encorajador.
  • 3. – Divida as grandes tarefas em tarefas menores. Esta é uma das mais importantes técnicas de ensino das crianças hiperatividade. Grandes tarefas abafam rapidamente as crianças e elas recuam a uma resposta emocional do tipo eu nunca vou ser capaz de fazer isto. Através da divisão de tarefas em tarefas mais simples, cada parte pequena o suficiente para ser facilmente trabalhada, a criança foge da sensação de abafado. Em geral estas crianças podem fazer muito mais do que elas pensam. Pela divisão de tarefas o professor pode permitir à criança que demonstre a si mesma a sua capacidade. Com as crianças menores isto pode ajudar muito a evitar acessos de fúria pela frustração antecipada. E com os mais velhos, pode ajudar as atitudes provocadoras que elas têm frequentemente. E isto vai ajudar de muitas outras maneiras também. Você deve fazer isto durante todo o tempo. – Permita-se brincar, divertir. Seja extravagante, não seja normal. Faça do seu dia uma novidade. Crianças adoram novidades. Elas respondem às novidades com entusiasmo. Isto ajuda a manter a atenção – tanto a delas quanto a sua. Estas crianças são cheias de vida, elas adoram brincar. E acima de tudo, elas detestam ser molestadas. Muitos dos tratamentos para elas envolvem coisas chatas como estruturas, programas, listas e regras. Você deve mostrar a elas que estas coisas não estão necessariamente ligadas às pessoas, professores ou aulas chatas. –Cuidado com a superestimulação. Como um barro de vaso no forno, a criança pode ser queimada. Você tem que estar preparado para reduzir o calor. A melhor maneira de lidar com os caos na sala de aula é, em primeiro lugar, a prevenção. – Esforce-se e não se dê satisfeito, tanto quanto puder. Estas crianças convivem com o fracasso, e precisam de tudo de positivo que você puder oferecer. O fracasso não pode ser superenfatizado: estas crianças precisam e se beneficiam com os elogios. Elas adoram o encorajamento. Elas absorvem e crescem com isto. E sem isto elas retrocedem e murcham. Frequentemente o mais devastador aspecto da hiperatividade não é HIPERATIVIDADE propriamente dita e sim o prejuízo à auto-estima. Então, alimente estas crianças com encorajamento e elogios. – Avise sobre o que vai falar antes de falar. Fale. Então fale sobre o que já falou. Já que muitas crianças com HIPERATIVIDADE aprendem melhor visualmente do que pela voz, se você puder escrever o que será falado e como será falado, isto poderá ser de muita ajuda. Este tipo de estruturação põe as idéias no lugar. – Simplifique as instruções. Simplifique as opções. Simplifique a programação. O palavreado mais simples será mais facilmente compreendido. E use uma linguagem colorida. Assim como as cores, a linguagem colorida prende atenção. – Acostume-se a dar retorno, o que vai ajudar a criança a se tornar auto-observadora. Crianças com hiperatividade tendem a não ser auto-observadora. Elas normalmente não têm idéia de como vão ou como têm se comportado. Tente informá-las de modo construtivo. Faça perguntas como: Você sabe o que fez? ou Como você acha que poderia ter dito isto de maneira diferente? ou Você acha que aquela menina ficou triste quando você disse o que disse?. Faça perguntas que promovam a auto-observação. – Mostre as expectativas explicitamente. – Um sistema de pontos é uma possibilidade de mudar parte do comportamento (sistema de recompensa para as crianças menores). Crianças com HIPERATIVIDADE respondem muito bem às recompensas e incentivos. Muitas delas são pequenos empreendedores. – Se a crianças parece ter problemas com as dicas sociais – linguagem do corpo, tom de voz, etc – tente discretamente oferecer sinais específicos e explícitos, como uma espécie de treinamento social. Por exemplo, diga antes de contar a sua história, procure ouvir primeiro a de outros ou olhe para a pessoa enquanto ela está falando. Muitas crianças com HIPERATIVIDADE são vistas como indiferentes ou egocêntricas, quando de fato elas apenas não aprenderam a interagir. Esta habilidade não vem naturalmente em todas as crianças, mas pode ser ensinada ou treinada. – Faça a criança se sentir envolvida nas coisas. Isto vai motivá-la e a– Separe pares ou trios ou até mesmo grupos inteiros de crianças que não se dão bem juntas. Você deverá fazer muitos
  • 4. arranjos. – Fique atento à integração. Estas crianças precisam se sentir enturmadas, integradas. Tão logo se sintam enturmadas, se sentirão motivadas e ficarão mais sintonizadas. – Sempre que possível, devolva as responsabilidades à criança. – Experimente um caderno escola – casa – escola. Isto pode contribuir realmente para a comunicação pais – professores e evitar reuniões de crises. Isto ajuda ainda o freqüente retorno de informação que a criança precisa. – Tente utilizar relatórios diários de avaliação. – Incentive uma estrutura do tipo auto-avaliação. Troca de idéias depois da aula pode ajudar. Utilize também os intervalos de aula. – Prepare-se para imprevistos. Estas crianças necessitam saber com antecedência o que vai acontecer, de modo que elas possam se preparar. Se elas, de repente, se encontram num imprevisto, isto pode evitar excitação e inquietos. – Elogios, firmeza, aprovação, encorajamento e suprimento de sentimentos positivos. . –Aplique testes orais. – Seja como um maestro: tenha a atenção da orquestra antes de começar. Você pode utilizar do silêncio ou bater o seu giz ou régua para fazer isto. Mantenha a turma atenta, apontando diferentes partes da sala como se precisasse da ajuda deles. – Sempre que possível, prepare para que cada aluno tenha um companheiro de estudo para cada tema, se possível com o número do telefone (adaptado de Gary Smith). – Explique e dê o tratamento normal a fim de evitar um estigma. – Reuna com os pais frequentemente. Evite o velho sistema de se reunir apenas para resolver crises ou problemas. – Incentive a leitura em voz alta em casa. Ler em voz alta na sala de aula tanto quanto for possível. Faça a criança recontar estórias. Ajude a criança a falar por tópicos. – Repetir, repetir, repetir. –Atividade motora ou movimento. Um dos melhores tratamentos para HIPERATIVIDADE, adultos ou crianças, é o exercício físico pois ajuda a liberar o excesso de energia, ajuda a concentrar a atenção, estimula certos hormônios e neurônios que são benéficos. E ainda é divertido. Assegure-se de que o exercício seja realmente divertido, porque deste modo a criança continuará fazendo para o resto da vida. Algumas observações Importantes: 1. Nem sempre querer é poder A questão pode não ser apenas mal-criação, falta de interesse ou preguiça – pode ser um problema orgânico, chamado TDAH - Déficit de Atenção e Hiperatividade. Talvez ele não consiga ficar quieto!! 2. Pode haver Déficit de Atenção sem hiperatividade – também em meninas Normalmente, o que mais incomoda é a hiperatividade, especialmente nas crianças mais novas. Porém, apenas um pouco mais da metade dos casos de TDAH são do tipo hiperativo ou combinado – o restante sofre especialmente com desatenção. Meninos apresentam TDAH – com ou sem hiperatividade – mais frequentemente que meninas. Mas isto não quer dizer que uma menina não possa ter TDAH, até mesmo do tipo hiperativo-impulsivo. 3. Não tente culpar os pais pelos problemas da criança – nem os pais devem culpar a escola O TDAH não é sinônimo de limites ou problemas com a educação das crianças em casa. Os pais também sofrem muito com crianças e jovens com TDAH, especialmente quando há hiperatividade. Trate-os como parceiros, nas batalhas do dia-a-dia. Pais e professores tem muito a dar, uns aos outros. Uma boa realção de parceria é o melhor para a criança e ajuda a minimizar a carga, para ambos os lados.
  • 5. 4. Antes de falar com os pais sobre TDAH, peça a opinião de outro colega ou do psicólogo da escola Faça uma lista dos comportamentos que você acha mais relevantes, não apenas hiperatividade ou distração. Leve em conta o que é comum e esperado nas crianças da mesma faixa etária. Não tente fazer um diagnóstico – apenas relate o que você observou. 5. Convide os pais a observarem a criança na escola Pode ser necessário dar aos pais a oportunidade de verificar as diferenças entre a forma de agir de seu filho e as outras crianças. Pode ajudar a sensibilizá-los para o problema - especialmente se a criança for filho único, neste caso os pais não tem base para comparação. O ideal é que os pais possam ver a criança durante uma aula e em interação com os colegas. Caso os pais não possam estar presentes de uma forma discreta, a criança poderá ficar mais agitada por algum tempo, até que se acostume com a presença deles. 6. Crianças com TDAH podem se comportar muito bem em situações novas / diferentes Quando recebe atenção individualizada ou se encontra em situações novas, como visitas a médicos ou tratamentos psicológicos, a criança com TDAH e/ou hiperatividade pode não apresentar os sintomas dos quais a escola, professores e/ou pais se queixam. O fato dos sintomas não estarem presentes todo o tempo não significa que a suspeita seja errada ou que não seja necessário procurar tratamento. O Tratamento do TDAH deve ser multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos, orientação aos pais e professores, além de técnicas específicas que são ensinadas ao portador. A medicação é parte muito importante do tratamento.A psicoterapia que é indicada para o tratamento do TDAH chama-se Terapia Cognitivo Comportamental. Não existe até o momento nenhuma evidência científica de que outras formas de psicoterapia auxiliem nos sintomas de TDAH. O serviço de Educação especial pode ajudar muito na eficácia do trabalho dos professores de ensino regular que atender crianças com TDAH e mais que isso este trabalho se constitui um direito destes alunos. As instituições devem buscam interceder em favor dos direitos fundamentais d dos alunos que necessitam de educação especial e agir de acordo com a legislação vigente a saber: RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 02/2001 Art. 1º - A presente Resolução institui as Diretrizes Nacionais para a educação de alunos que apresentem necessidades educacionais especiais, na Educação Básica, em todas as suas etapas e modalidades. Art. 7º - O atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais deve ser realizado em classes comuns do ensino regular, em qualquer etapa ou modalidade da Educação Básica. Art. 8º - As escolas da rede regular de ensino devem prever e prover na organização de suas classes comuns: I - professores das classes comuns e da educação especial capacitados e especializados, respectivamente, para o atendimento às necessidades educacionais dos alunos; II - distribuição dos alunos com necessidades educacionais especiais pelas várias classes do ano escolar em que forem classificados, de modo que essas classes comuns se beneficiem das diferenças e ampliem positivamente as experiências de todos os alunos, dentro do princípio de educar para a diversidade; III - flexibilizações e adaptações curriculares que considerem o significado prático e instrumental dos conteúdos básicos, metodologias de ensino e recursos didáticos diferenciados
  • 6. e processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, em consonância com o projeto pedagógico da escola, respeitada a freqüência obrigatória; IV - serviços de apoio pedagógico especializado, realizado, nas classes comuns, mediante: a) atuação colaborativa de professor especializado em educação especial; VII - sustentabilidade do processo inclusivo, mediante aprendizagem cooperativa em sala de aula, trabalho de equipe na escola e constituição de redes de apoio, com a participação da família no processo educativo, bem como de outros agentes e recursos da comunidade; DELIBERAÇÃO CEE Nº. 05/00 Art. 2° - A educação especial, desde a educação infantil até o ensino médio, deve assegurar ao educando a formação básica indispensável e fornecer-lhe os meios de desenvolver atividades produtivas, de progredir no trabalho e em estudos posteriores, satisfazendo as condições requeridas por suas características e baseando-se no respeito às diferenças individuais e na igualdade de direitos entre todas as pessoas. Art. 3° - A educação especial deve iniciar-se o mais cedo possível e ser garantida em estreita relação com a família. Art. 4° - O atendimento educacional aos alunos com necessidades educacionais especiais deve ser feito nas classes comuns das escolas, em todos os níveis de ensino. § 1º. - Os currículos das classes do ensino comum devem considerar conteúdos que tenham caráter básico, com significado prático e instrumental, metodologias de ensino e recursos didáticos diferenciados e processos de avaliação que sejam adequados à promoção do desenvolvimento e aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais. Finalmente, devemos levar em consideração que as crianças com TDAH estão sujeitas ao fracasso escolar, a dificuldades emocionais e a um desempenho significativamente negativo como adultos quando comparadas a seus colegas. No entanto, a identificação precoce do problema, seguida de tratamento adequado, tem demonstrado que essas crianças podem vencer os obstáculos. Sobre o Autor Psicóloga, formada Pela Universidade Estadual Paulista de Bauru e Especialista em Psicologia do Desenvolvimento e Processos de Ensino-Aprendizagem pela mesma instiuição. Professora de Ensino Infantil e de Ensino Especial na Prefeitura Municipal de Bauru. twitter @Paulaprof Sou mãe de uma criança portadora de TDAH e outras comorbidades associadas. A escola diz que meu filho não tem direito a outras formas de avaliação (como prova oral e leitura de prova) pois ele só tem TDAH, e isso não é considerado inclusão. Eu discordo e esse site me ajudou muito a lutar pelo meu filho. http://www.institutoinclusaobrasil.com.br/contato_forum_integra.asp?forum=306 http://www.camara.leg.br/sileg/integras/757400.pdf http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/05/tdah-e-dislexia-escolas-que-se- recusam.html