Arte publica

Nomes:          Nºs:   1ºB
Marina Ilidio   23
Paula Sayuri    27
Surgimento
A arte pública é muito antiga, no passado era vista
inicialmente pelo público clássico pré-tecnológico, de modo
que através das obras de “arte”, as divindades tornavam-se
presenciais e adquiriam vida na vida das pessoas. A arte
pública foi assim adorada pelos cidadãos comuns do mundo
antigo. Eles conviviam em seu cotidiano com
templos, estátuas e tragédias que garantiam a presença dos
deuses, e a arte distribuída pela cidade era de tal maneira
inesperadas a eles, que nem conheciam o conceito de arte
pública como algo separado de suas vidas.

Posteriormente, já na modernidade, quando se deu a
separação entre a arte e a vida, a arte em geral tornou-se
meramente estética. Ela se refugiou nos museus e nas
galerias de arte.
As pessoas comuns não tinham mais aquela proximidade
com a arte que havia na época. Surgiu assim a
necessidade, por parte dos modernos e iniciada pelos
renascentistas, de levar aquela arte ao público em geral. No
século XX, com a modernidade não representacional, a arte
pública se deparou com novos desafios: levar obras
abstratas e conceituais à desfrutação pública em geral.
O desafio era trazer o grande público para as artes
modernas. A arte pública moderna contemplativa, no
entanto, não conseguiu, na maioria dos casos, o objetivo por
ela proposto e viu, pelo contrário, o grande público se afastar
ou ignorar tais manifestações, chegando em alguns casos à
pura aversão. Isto obrigou o poder público algumas vezes à
remoção de várias obras, por solicitação popular. As
multidões não detêm e nunca detiveram os códigos estético-
históricos da modernidade, monopólio da elite cultural
moderna e contemporânea. O resultado foi a rejeição
sumária das obras públicas, por parte das pessoas comuns.
Definição

   Em sentido literal, seriam as obras que pertencem aos museus e acervos,
    ou os monumentos nas ruas e praças, que são de acesso livre.
   O sentido corrente do conceito refere-se à arte realizada fora dos espaços
    tradicionalmente dedicados a ela, os museus e galerias. Fala-se de uma
    arte em espaços públicos, ainda que o termo possa designar também
    interferências artísticas em espaços privados, como hospitais e aeroportos.
    A idéia geral é de que se trata de arte fisicamente acessível, que modifica a
    paisagem circundante, de modo permanente ou temporário.
   Diversos artistas sublinham o caráter engajado da arte pública, que
    visaria alterar a paisagem ordinária e, no caso das
    cidades, interferir na fisionomia urbana, recuperando espaços
    degradados e promovendo o debate cívico. O iraniano Siah
    Armajani afirma "O artista público é um cidadão em primeiro lugar “.
   A arte pública deve ser pensada dentro da tendência da arte
    contemporânea de se voltar para o espaço, seja ele o espaço da
    galeria, o ambiente natural ou as áreas urbanas. Diante da
    expansão da obra no espaço, o espectador deixa de ser
    observador distanciado e torna-se parte integrante do trabalho.
O surgimento no Brasil

   No Brasil, é possível pensar em arte pública por meio de iniciativas
    individuais de artistas. Na década de 1960, as manifestações ambientais
    de Hélio Oiticica (1937 - 1980), com suas capas, estandartes, tendas...
    podem ser tomadas como exemplos de produção artística que interpela a
    cena pública. Na década de 1970, podem ser lembradas as intervenções na
    cidade realizadas por Antonio Lizarraga (1924) em parceria com Gerty
    Saruê (1930), cujo primeiro resultado é Alternativa Urbana. A obra, definida
    pelos autores como peça de "engenharia urbana“.
Cedro do Buçaco, ex-líbris do Jardim
França Borges – Príncipe Real
Bill Fitz - Gibbons Artwork
Erica il Cane e Lucy McLauchlan –
Projeto CRONO - Lisboa
Marc Chagall - Four Season - 1974 (Chase Tower Plaza , Chicago, Illinois)
Jack Sanders, Robert Gay e Butch Anthony
- Co2LED
J Stewart Johnson - God Bless America – 2008, Pioneer Court, Chicago
Jeff Koon’s – Puppy - Espanha
Eduardo Catalano - Flor generica –
Buenos Aires, Argentina 2002
Projeto de arte pública em São Paulo,
patrocinado pela Vivo Brasil - são 100 artistas
com 100 cabines
Joana Vasconcelos - A Vitrine (Lisboa, Portugal)
José Aurélio - Emissor-receptor de ondas
poéticas (Capuchos, Espanha) 2004
Anish Kapoor - Cloud gate The Bean
2004, Millennium Park, Chicago, Illinois
P. Charters d`Azevedo - Button Cow




Suzana Prudente - Táxi Vaca
Srur - no rio Tietê 2008




As 20 garrafas de 11 metros de
comprimento cada, espalhadas pelo Rio
Tietê foram o ponto alto de um trabalho de
conscientização ecológica de 3 mil
crianças. Quando a obra foi desmontada, o
material plástico foi reciclado e se
transformou em mochilas ecológicas
distribuídas para estudantes da rede
pública.
Pablo Picasso -The Chicago's Picasso - 1967
Don Lawer e Meg White - Awaking Muse
(2006, Prairie Center for
Arts, Schaumburg, Illinois, EUA)
Tony Tasset - The eye
(Laumeier Sculpture
Park, 2007)
Harry Bertoia - Fonte sonora
Lâmina Larga em Torção no Espaço, Aço
Pintado, 1980, Rio de Janeiro
Helio Oiticica - Penetráveis
Realidade Alusivas -Antônio Lizárraga
cultura em aço 1988 - Parque do
Ibirapuera
Maurício Bentes - Memorial 18 do Forte
Land Art

   Land art é associado à arte pública. O espaço físico
    são como desertos, lagos, planícies e planaltos.
    Apresenta como campo onde os artistas realizam
    grandes arquiteturas ambientais.
   Apresenta duas tendências.
   Uma das tendências é
    mais delicada, o natural
    como lugar de
    experimentação, com
    grande liberdade de ação.
    Foi protagonizado pelo
    holandês Marinus Bozem
    e pelos ingleses Barry
    Flannagam e Richard
    Long, que realizaram
    trabalhos com folhas e
    pedras, colocados na
    paisagem onde
    pretendiam colocar em
    paralelo e diferentes
    formas naturais.
   A outra tendência, centrada
    nos Estados Unidos. É uma
    forma mais radical e
    espetacular. Uma das suas
    experiências mais
    conhecidas é a
    “Espiral”(Spiral
    Jetty), realizada por Robert
    Smithson em 1970, no Great
    SaltLake, construída com
    terra e pedra sobre a
    água, numa extensão
    superior a quatrocentos
    metros, posteriormente
    destruída pela água.
Michael Heizer -Rift
Christo - The Running Fence - 1976




Christo - The Umbrella Project -
1991
Michael Heizer - Double Negative - 1969-
                             70, Overton, Nevada, EUA


Christo - Pont Neuf - 1986
Alice Aycock - Simple Network of Underground Wells and
Tunnels - 1975

Arte Pública

  • 1.
    Arte publica Nomes: Nºs: 1ºB Marina Ilidio 23 Paula Sayuri 27
  • 2.
    Surgimento A arte públicaé muito antiga, no passado era vista inicialmente pelo público clássico pré-tecnológico, de modo que através das obras de “arte”, as divindades tornavam-se presenciais e adquiriam vida na vida das pessoas. A arte pública foi assim adorada pelos cidadãos comuns do mundo antigo. Eles conviviam em seu cotidiano com templos, estátuas e tragédias que garantiam a presença dos deuses, e a arte distribuída pela cidade era de tal maneira inesperadas a eles, que nem conheciam o conceito de arte pública como algo separado de suas vidas. Posteriormente, já na modernidade, quando se deu a separação entre a arte e a vida, a arte em geral tornou-se meramente estética. Ela se refugiou nos museus e nas galerias de arte.
  • 3.
    As pessoas comunsnão tinham mais aquela proximidade com a arte que havia na época. Surgiu assim a necessidade, por parte dos modernos e iniciada pelos renascentistas, de levar aquela arte ao público em geral. No século XX, com a modernidade não representacional, a arte pública se deparou com novos desafios: levar obras abstratas e conceituais à desfrutação pública em geral. O desafio era trazer o grande público para as artes modernas. A arte pública moderna contemplativa, no entanto, não conseguiu, na maioria dos casos, o objetivo por ela proposto e viu, pelo contrário, o grande público se afastar ou ignorar tais manifestações, chegando em alguns casos à pura aversão. Isto obrigou o poder público algumas vezes à remoção de várias obras, por solicitação popular. As multidões não detêm e nunca detiveram os códigos estético- históricos da modernidade, monopólio da elite cultural moderna e contemporânea. O resultado foi a rejeição sumária das obras públicas, por parte das pessoas comuns.
  • 4.
    Definição  Em sentido literal, seriam as obras que pertencem aos museus e acervos, ou os monumentos nas ruas e praças, que são de acesso livre.  O sentido corrente do conceito refere-se à arte realizada fora dos espaços tradicionalmente dedicados a ela, os museus e galerias. Fala-se de uma arte em espaços públicos, ainda que o termo possa designar também interferências artísticas em espaços privados, como hospitais e aeroportos. A idéia geral é de que se trata de arte fisicamente acessível, que modifica a paisagem circundante, de modo permanente ou temporário.
  • 5.
    Diversos artistas sublinham o caráter engajado da arte pública, que visaria alterar a paisagem ordinária e, no caso das cidades, interferir na fisionomia urbana, recuperando espaços degradados e promovendo o debate cívico. O iraniano Siah Armajani afirma "O artista público é um cidadão em primeiro lugar “.  A arte pública deve ser pensada dentro da tendência da arte contemporânea de se voltar para o espaço, seja ele o espaço da galeria, o ambiente natural ou as áreas urbanas. Diante da expansão da obra no espaço, o espectador deixa de ser observador distanciado e torna-se parte integrante do trabalho.
  • 6.
    O surgimento noBrasil  No Brasil, é possível pensar em arte pública por meio de iniciativas individuais de artistas. Na década de 1960, as manifestações ambientais de Hélio Oiticica (1937 - 1980), com suas capas, estandartes, tendas...  podem ser tomadas como exemplos de produção artística que interpela a cena pública. Na década de 1970, podem ser lembradas as intervenções na cidade realizadas por Antonio Lizarraga (1924) em parceria com Gerty Saruê (1930), cujo primeiro resultado é Alternativa Urbana. A obra, definida pelos autores como peça de "engenharia urbana“.
  • 7.
    Cedro do Buçaco,ex-líbris do Jardim França Borges – Príncipe Real
  • 8.
    Bill Fitz -Gibbons Artwork
  • 9.
    Erica il Canee Lucy McLauchlan – Projeto CRONO - Lisboa
  • 10.
    Marc Chagall -Four Season - 1974 (Chase Tower Plaza , Chicago, Illinois)
  • 11.
    Jack Sanders, RobertGay e Butch Anthony - Co2LED
  • 12.
    J Stewart Johnson- God Bless America – 2008, Pioneer Court, Chicago
  • 13.
    Jeff Koon’s –Puppy - Espanha
  • 14.
    Eduardo Catalano -Flor generica – Buenos Aires, Argentina 2002
  • 15.
    Projeto de artepública em São Paulo, patrocinado pela Vivo Brasil - são 100 artistas com 100 cabines
  • 16.
    Joana Vasconcelos -A Vitrine (Lisboa, Portugal)
  • 17.
    José Aurélio -Emissor-receptor de ondas poéticas (Capuchos, Espanha) 2004
  • 18.
    Anish Kapoor -Cloud gate The Bean 2004, Millennium Park, Chicago, Illinois
  • 19.
    P. Charters d`Azevedo- Button Cow Suzana Prudente - Táxi Vaca
  • 20.
    Srur - norio Tietê 2008 As 20 garrafas de 11 metros de comprimento cada, espalhadas pelo Rio Tietê foram o ponto alto de um trabalho de conscientização ecológica de 3 mil crianças. Quando a obra foi desmontada, o material plástico foi reciclado e se transformou em mochilas ecológicas distribuídas para estudantes da rede pública.
  • 21.
    Pablo Picasso -TheChicago's Picasso - 1967
  • 22.
    Don Lawer eMeg White - Awaking Muse (2006, Prairie Center for Arts, Schaumburg, Illinois, EUA)
  • 23.
    Tony Tasset -The eye (Laumeier Sculpture Park, 2007)
  • 24.
    Harry Bertoia -Fonte sonora
  • 25.
    Lâmina Larga emTorção no Espaço, Aço Pintado, 1980, Rio de Janeiro
  • 26.
    Helio Oiticica -Penetráveis
  • 27.
    Realidade Alusivas -AntônioLizárraga cultura em aço 1988 - Parque do Ibirapuera
  • 29.
    Maurício Bentes -Memorial 18 do Forte
  • 30.
    Land Art  Land art é associado à arte pública. O espaço físico são como desertos, lagos, planícies e planaltos. Apresenta como campo onde os artistas realizam grandes arquiteturas ambientais.  Apresenta duas tendências.
  • 31.
    Uma das tendências é mais delicada, o natural como lugar de experimentação, com grande liberdade de ação. Foi protagonizado pelo holandês Marinus Bozem e pelos ingleses Barry Flannagam e Richard Long, que realizaram trabalhos com folhas e pedras, colocados na paisagem onde pretendiam colocar em paralelo e diferentes formas naturais.
  • 32.
    A outra tendência, centrada nos Estados Unidos. É uma forma mais radical e espetacular. Uma das suas experiências mais conhecidas é a “Espiral”(Spiral Jetty), realizada por Robert Smithson em 1970, no Great SaltLake, construída com terra e pedra sobre a água, numa extensão superior a quatrocentos metros, posteriormente destruída pela água.
  • 33.
  • 34.
    Christo - TheRunning Fence - 1976 Christo - The Umbrella Project - 1991
  • 35.
    Michael Heizer -Double Negative - 1969- 70, Overton, Nevada, EUA Christo - Pont Neuf - 1986
  • 36.
    Alice Aycock -Simple Network of Underground Wells and Tunnels - 1975