Aquecimento e
arrefecimento de
sistemas
Daniela Pinto
Transferência de calor
2
“Transferência de calor (ou calor) é energia térmica em trânsito devido a
uma diferença de temperaturas no espaço”
(Incropera et al., 2008).
 Condução
 Convecção
Condução Convecção
Daniela Pinto
Condução e Convecção
Os sistemas têm de estar em contacto e com temperaturas diferentes.
A energia transfere-se do sistema com temperatura mais alta para o
sistema a temperatura mais baixa, até se atingir o equilíbrio térmico.
A condução ocorre nos sólidos.
A convecção ocorre nos fluidos (líquidos, gases e plasma).
3
Daniela Pinto
Condução
Fonte:
www.terra.com.br/fisicanet
Transferência de energia de partículas mais
energéticas para partículas menos energéticas por
contacto direto.
Necessita obrigatoriamente de meio material para
se propagar mas não há transporte de matéria.
A transferência de energia ocorre ao longo de todo
o sólido ou entre sólidos que estejam em contacto.
4
Daniela Pinto
Estes choques transferem a energia de uma
partícula para outra partícula, ao longo do metal.
A sua agitação aumenta e chocam umas com as
outras, aumentando a sua energia interna cinética.
A chama transfere energia às partículas do metal.
Exemplo
5
Daniela Pinto
Convecção
Transmissão através da agitação molecular e do
movimento do próprio meio ou de partes deste
meio;
Movimento de partículas mais energéticas por entre
partículas menos energéticas;
É o transporte de calor típico dos meios fluidos.
A convecção ocorre nas estrelas, no interior dos
planetas (magma), nos oceanos, na atmosfera,
quando se aquece a água ou o ar com um radiador.
Fonte:
www.achillesmaciel.hpg.ig.com.br
6
Daniela Pinto
O fluido quente sobe (é menos denso, porque
as suas partículas têm uma energia cinética
maior e estão mais afastadas)
Obrigando o fluido frio a descer (é mais
denso, porque as suas partículas têm uma
energia cinética menor e estão mais
próximas)
Formando correntes de convecção até que se
atinja o equilíbrio térmico.
Convecção
7
Daniela Pinto
Mecanismo
8
Daniela Pinto
Bons condutores de calor – Materiais que recebem e
libertam energia na forma de calor mais rapidamente
(ex: metais).
Maus condutores ou isoladores de calor – Materiais
que recebem e libertam energia na forma de calor mais
lentamente (ex: madeira, plástico, cortiça, líquidos e
gases).
Condutividade térmica (K) – Capacidade ou rapidez
que um material tem de transferir energia na forma de
calor.
Condutividade Térmica
9
Daniela Pinto
Condutividade térmica (K) – Quantidade de energia transferida como
calor que passa, por segundo, através de uma barra de um material com
um metro de comprimento (L) e um metro quadrado de secção (A), quando
a diferença de temperatura entre as extremidades da barra é de 1 ºC (∆)
ou 1 K (∆T).
A unidade SI de condutividade térmica é W m-1 K-1, mas utiliza-se muito o
W m-1 ºC-1.
10
Daniela Pinto
11
𝑄
∆𝑡
= 𝐾. 𝐴.
∆𝜃
𝐿
Lei da condução térmica
Energia
transferida como
calor por
segundo (J/s)
Condutividade
térmica (W m-1 K-1)
Espessura (m)
Diferença de
temperatura (K)
Área (m2)
Daniela Pinto
Os materiais com uma condutividade
térmica baixa são os melhores isoladores
térmicos para as casas:
A energia transferida do exterior para o
interior, e do interior para o exterior da
casa, diminui muito e poupa-se energia
no aquecimento e arrefecimento da casa.
12
Bons e maus condutores
Melhores
condutores
• maiores valores
da condutividade
térmica
Melhores
isoladores
• menores valores
da condutividade
térmica
Daniela Pinto
1ª Lei da Termodinâmica
13
A energia total transferida na forma de calor (Q), trabalho (W) e radiação
(R), entre um sistema não isolado e a sua vizinhança, é igual à variação
da energia interna (∆Ei) desse sistema:
∆𝐸𝑖 = 𝑄 + 𝑊 + 𝑅
Ou desprezando a radiação:
∆𝐸𝑖 = 𝑄 + 𝑊
Daniela Pinto
Quando a energia interna
aumenta (∆Ei > 0), porque
o sistema recebe energia,
o seu valor é positivo.
Quando a energia interna
diminui (∆Ei < 0), porque o
sistema perde energia, o
seu valor é negativo.
14
Convenção
Daniela Pinto
Tipos de Transformações
15
Transformação irreversível – O sistema não pode voltar ao estado inicial
(ex: pedra a cair, prato a partir-se, furacões, tornados, relâmpagos e
apodrecimento da fruta).
Estas transformações ocorrem na natureza e são espontâneas.
Daniela Pinto
Tipos de Transformações
Para que estas transformações ocorram (não são espontâneas)
é necessário realizar trabalho e/ou fornecer energia na forma de calor.
• Para que a clara do ovo passe ao estado de clara
batida em castelo é necessário utilizar uma batedeira
que realize trabalho sobre o sistema. Passado algum
tempo, a clara batida desfaz-se e volta ao estado
líquido, tal como se encontrava inicialmente. 16
Transformação reversível – O sistema pode voltar ao estado inicial.
Daniela Pinto
Entropia
Medida da energia dissipada de um sistema, que não é
utilizável na realização de trabalho.
Nas transformações irreversíveis e espontâneas, a desordem
e a entropia dos sistemas aumentam (∆S > 0).
A entropia do Universo está a aumentar e a sua energia útil
está a diminuir.
Nas transformações reversíveis, a entropia do sistema diminui
(ΔS < 0) ou não varia (ΔS = 0 – ex: pêndulo em movimento). 17
Medida da desordem de um sistema
Daniela Pinto
2.ª Lei da Termodinâmica
É impossível transferir calor, espontaneamente, de um sistema
a temperatura mais baixa para outro sistema a temperatura
mais alta.
Numa transformação irreversível e espontânea, a energia útil
do sistema diminui (parte da energia é dissipada) e a entropia
aumenta.
É impossível receber energia como calor e transformá-la
totalmente em trabalho (parte da energia é dissipada).
18
Daniela Pinto
Máquinas Térmicas
As máquinas térmicas transformam calor em trabalho (ex: motor de um
automóvel, turbina e máquina a vapor).
Parte da energia fornecida à máquina na forma de calor (QQ) é
aproveitada para realizar trabalho (energia útil) e outra parte é dissipada
(QF) para a vizinhança como calor.
19
Daniela Pinto
Máquinas Térmicas
20
Daniela Pinto
Rendimento máquina térmica
Percentagem de energia que é aproveitada como trabalho. É sempre
inferior a 100 %, porque estas máquinas não transformam toda a energia
recebida em trabalho, dissipando uma parte para a sua vizinhança.
21
Daniela Pinto
Máquina frigorifica
22
A máquina frigorífica recebe trabalho, para depois usá-lo de
modo a retirar energia sob a forma de calor do seu interior,
transferindo-a por condução para seu exterior.
Transformam trabalho em calor.
Daniela Pinto
Máquina frigorifica
23
Daniela Pinto
Eficiência
24
𝑒 =
𝑄2
𝑊
Calor retirado à fonte fria
Trabalho da fonte externa

5 energia aquecimento arrefecimento

  • 1.
  • 2.
    Daniela Pinto Transferência decalor 2 “Transferência de calor (ou calor) é energia térmica em trânsito devido a uma diferença de temperaturas no espaço” (Incropera et al., 2008).  Condução  Convecção Condução Convecção
  • 3.
    Daniela Pinto Condução eConvecção Os sistemas têm de estar em contacto e com temperaturas diferentes. A energia transfere-se do sistema com temperatura mais alta para o sistema a temperatura mais baixa, até se atingir o equilíbrio térmico. A condução ocorre nos sólidos. A convecção ocorre nos fluidos (líquidos, gases e plasma). 3
  • 4.
    Daniela Pinto Condução Fonte: www.terra.com.br/fisicanet Transferência deenergia de partículas mais energéticas para partículas menos energéticas por contacto direto. Necessita obrigatoriamente de meio material para se propagar mas não há transporte de matéria. A transferência de energia ocorre ao longo de todo o sólido ou entre sólidos que estejam em contacto. 4
  • 5.
    Daniela Pinto Estes choquestransferem a energia de uma partícula para outra partícula, ao longo do metal. A sua agitação aumenta e chocam umas com as outras, aumentando a sua energia interna cinética. A chama transfere energia às partículas do metal. Exemplo 5
  • 6.
    Daniela Pinto Convecção Transmissão atravésda agitação molecular e do movimento do próprio meio ou de partes deste meio; Movimento de partículas mais energéticas por entre partículas menos energéticas; É o transporte de calor típico dos meios fluidos. A convecção ocorre nas estrelas, no interior dos planetas (magma), nos oceanos, na atmosfera, quando se aquece a água ou o ar com um radiador. Fonte: www.achillesmaciel.hpg.ig.com.br 6
  • 7.
    Daniela Pinto O fluidoquente sobe (é menos denso, porque as suas partículas têm uma energia cinética maior e estão mais afastadas) Obrigando o fluido frio a descer (é mais denso, porque as suas partículas têm uma energia cinética menor e estão mais próximas) Formando correntes de convecção até que se atinja o equilíbrio térmico. Convecção 7
  • 8.
  • 9.
    Daniela Pinto Bons condutoresde calor – Materiais que recebem e libertam energia na forma de calor mais rapidamente (ex: metais). Maus condutores ou isoladores de calor – Materiais que recebem e libertam energia na forma de calor mais lentamente (ex: madeira, plástico, cortiça, líquidos e gases). Condutividade térmica (K) – Capacidade ou rapidez que um material tem de transferir energia na forma de calor. Condutividade Térmica 9
  • 10.
    Daniela Pinto Condutividade térmica(K) – Quantidade de energia transferida como calor que passa, por segundo, através de uma barra de um material com um metro de comprimento (L) e um metro quadrado de secção (A), quando a diferença de temperatura entre as extremidades da barra é de 1 ºC (∆) ou 1 K (∆T). A unidade SI de condutividade térmica é W m-1 K-1, mas utiliza-se muito o W m-1 ºC-1. 10
  • 11.
    Daniela Pinto 11 𝑄 ∆𝑡 = 𝐾.𝐴. ∆𝜃 𝐿 Lei da condução térmica Energia transferida como calor por segundo (J/s) Condutividade térmica (W m-1 K-1) Espessura (m) Diferença de temperatura (K) Área (m2)
  • 12.
    Daniela Pinto Os materiaiscom uma condutividade térmica baixa são os melhores isoladores térmicos para as casas: A energia transferida do exterior para o interior, e do interior para o exterior da casa, diminui muito e poupa-se energia no aquecimento e arrefecimento da casa. 12 Bons e maus condutores Melhores condutores • maiores valores da condutividade térmica Melhores isoladores • menores valores da condutividade térmica
  • 13.
    Daniela Pinto 1ª Leida Termodinâmica 13 A energia total transferida na forma de calor (Q), trabalho (W) e radiação (R), entre um sistema não isolado e a sua vizinhança, é igual à variação da energia interna (∆Ei) desse sistema: ∆𝐸𝑖 = 𝑄 + 𝑊 + 𝑅 Ou desprezando a radiação: ∆𝐸𝑖 = 𝑄 + 𝑊
  • 14.
    Daniela Pinto Quando aenergia interna aumenta (∆Ei > 0), porque o sistema recebe energia, o seu valor é positivo. Quando a energia interna diminui (∆Ei < 0), porque o sistema perde energia, o seu valor é negativo. 14 Convenção
  • 15.
    Daniela Pinto Tipos deTransformações 15 Transformação irreversível – O sistema não pode voltar ao estado inicial (ex: pedra a cair, prato a partir-se, furacões, tornados, relâmpagos e apodrecimento da fruta). Estas transformações ocorrem na natureza e são espontâneas.
  • 16.
    Daniela Pinto Tipos deTransformações Para que estas transformações ocorram (não são espontâneas) é necessário realizar trabalho e/ou fornecer energia na forma de calor. • Para que a clara do ovo passe ao estado de clara batida em castelo é necessário utilizar uma batedeira que realize trabalho sobre o sistema. Passado algum tempo, a clara batida desfaz-se e volta ao estado líquido, tal como se encontrava inicialmente. 16 Transformação reversível – O sistema pode voltar ao estado inicial.
  • 17.
    Daniela Pinto Entropia Medida daenergia dissipada de um sistema, que não é utilizável na realização de trabalho. Nas transformações irreversíveis e espontâneas, a desordem e a entropia dos sistemas aumentam (∆S > 0). A entropia do Universo está a aumentar e a sua energia útil está a diminuir. Nas transformações reversíveis, a entropia do sistema diminui (ΔS < 0) ou não varia (ΔS = 0 – ex: pêndulo em movimento). 17 Medida da desordem de um sistema
  • 18.
    Daniela Pinto 2.ª Leida Termodinâmica É impossível transferir calor, espontaneamente, de um sistema a temperatura mais baixa para outro sistema a temperatura mais alta. Numa transformação irreversível e espontânea, a energia útil do sistema diminui (parte da energia é dissipada) e a entropia aumenta. É impossível receber energia como calor e transformá-la totalmente em trabalho (parte da energia é dissipada). 18
  • 19.
    Daniela Pinto Máquinas Térmicas Asmáquinas térmicas transformam calor em trabalho (ex: motor de um automóvel, turbina e máquina a vapor). Parte da energia fornecida à máquina na forma de calor (QQ) é aproveitada para realizar trabalho (energia útil) e outra parte é dissipada (QF) para a vizinhança como calor. 19
  • 20.
  • 21.
    Daniela Pinto Rendimento máquinatérmica Percentagem de energia que é aproveitada como trabalho. É sempre inferior a 100 %, porque estas máquinas não transformam toda a energia recebida em trabalho, dissipando uma parte para a sua vizinhança. 21
  • 22.
    Daniela Pinto Máquina frigorifica 22 Amáquina frigorífica recebe trabalho, para depois usá-lo de modo a retirar energia sob a forma de calor do seu interior, transferindo-a por condução para seu exterior. Transformam trabalho em calor.
  • 23.
  • 24.
    Daniela Pinto Eficiência 24 𝑒 = 𝑄2 𝑊 Calorretirado à fonte fria Trabalho da fonte externa