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SISTEMÁTICA


   Categorias taxonómicas

   Regras básicas da nomenclatura
A SISTEMÁTICA         é a ciência dedicada a
   inventariar e descrever a biodiversidade e
   compreender as relações filogenéticas entre os
   organismos.


                   a taxonomia

    Inclui



                    a filogenia
Em geral, diz-se que compreende a
classificação dos diversos organismos
vivos.
Sistemática : Utiliza os dados de
diversos ramos do conhecimento para
agrupar os seres vivos de acordo com o
seu grau de parentesco e a sua história
evolutiva. O seu objectivo é procurar as
relações evolutivas entre os organismos
e expressar essas relações em sistemas
taxonómicos.
Taxonomia            - ciência da descoberta,
descrição e classificação das espécies e
grupo de espécies, com suas normas e
princípios.




Filogenia -relações evolutivas entre os
organismos.
Taxonomia : ramo da ciência que trata da
ordenação (classificação) e denominação
(nomenclatura) dos seres vivos, agrupando-
os de acordo com o seu grau de semelhança.

Tem dois objectivos principais:

 considerar organismos estruturalmente
relacionados e separá-los pelas respectivas
espécies, descrevendo as características que
distinguem uma espécie da outra;

 ordenar as espécies, por        categorias
taxonómicas do género ao reino.
“A classificação dos seres vivos é parte da
sistemática.”

Sistemática é a ciência que estuda as
relações entre organismos, e que inclui:
 a colecta, a preservação, estudo de
espécimes
 a análise dos dados vindos de várias
áreas de pesquisa biológica.
O objectivo da classificação dos seres vivos, chamada
taxonomia, foi :

• inicialmente o de organizar as plantas e animais
conhecidos em categorias que pudessem ser referidas
(baseada apenas em características externas).


• Posteriormente a classificação passou a respeitar as
relações evolutivas entre organismos baseada nas
características
 ecológicas,
 fisiológicas,
 todas as outras que estiverem disponíveis para o taxon em
questão.
 (organização mais natural do que a baseada apenas em
características externas)
Nos últimos anos têm sido tentadas
classificações baseadas na semelhança
entre genomas, com grandes avanços em
algumas áreas, especialmente quando se
juntam a essas informações, aquelas
oriundas dos outros campos da Biologia.
Nomenclatura é a atribuição de nomes
(nome científico) a organismos e às
categorias nas quais são classificados.

O nome científico é aceite em todas as
línguas, e cada nome aplica-se apenas a uma
espécie.
Há duas organizações internacionais que
determinam as regras de nomenclatura,
uma para zoologia e outra para botânica.
Segundo as regras, o primeiro nome
publicado (a partir do trabalho de Lineu) é o
correcto, a menos que a espécie seja
reclassificada.

O Código Internacional de Nomenclatura
Zoológica preconiza que neste caso
mantém-se a referência a quem primeiro
descreveu a espécie, com o ano da
descrição, entre parênteses, e não inclui o
nome de quem reclassificou.
Taxonomia (do Grego verbo τασσεῖν ou tassein
= "para classificar" e νόμος ou nomos = lei,
ciência, administrar);
       Foi uma vez, a ciência de classificar
organismos vivos (alfa taxonomia).
        Mais tarde a palavra foi aplicada com
um sentido mais abrangente, podendo aplicar-
se a uma das duas:
• classificação de coisas
• ou      aos    princípios  subjacentes     da
classificação.

 “Quase tudo - objectos animados, inanimados,
lugares e eventos - pode ser classificado de
acordo com algum esquema taxonómico.”
Táxon (plural taxa, em latim, ou táxons,
aportuguesado) é uma unidade taxonómica,
essencialmente associada a um sistema de
classificação.

Táxons (ou taxa) podem estar em qualquer nível
de um sistema de classificação:
• um reino é um táxon
• um género é um táxon,
• uma espécie também é um táxon
• ou qualquer outra unidade de um sistema de
classificação dos seres vivos.
Código Internacional de Nomenclatura
Zoológica
       Mais conhecido como "O Código", é um documento
que regula a nomenclatura científica na zoologia.

 Constitui um sistema de regras e recomendações acerca
da maneira correcta de compor e aplicar os nomes
zoológicos.

 A Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica é a
entidade que mantêm e regula o Código, e também é a
responsável por promover as alterações mediante opiniões
e declarações.
O Código foi adoptado pelo XV Congresso Internacional
de Zoologia em Julho de 1958, na cidade de Londres. As
disposições do Código aplicam-se a todos os nomes e
publicações zoológicas após 1757, que afectem a
nomenclatura zoológica.


O objectivo do Código é "promover a estabilidade e a
universalidade dos nomes científicos dos animais, e
assegurar que o nome de cada táxon seja único e
distinto".
A hierarquia da classificação
científica dos seres vivos.

   Categorias taxonómicas
Espécie : caracterizada por todos os
indivíduos terem o mesmo fundo
genético e se poderem cruzar entre si
originando     descendentes   férteis
(isolamento reprodutivo).


  Nota: A espécie é um grupo natural visto que
  está separada das outras espécies devido ao
  isolamento reprodutivo e aos diferentes fundos
  genéticos.
Nomenclatura binomial
 O sistema actual identifica cada espécie por dois nomes em
 latim:
   o primeiro, em maiúscula, é o género,
   o segundo, em minúscula, é o epíteto específico.


 Os dois nomes juntos formam o nome da espécie.

 Os nomes científicos podem vir :
  do nome do cientista que descreveu a espécie,
  de um nome popular desta,
  de uma característica que apresente,
  do lugar onde ocorre,
  e outros.
Por convenção internacional,

 o nome do género e da espécie é impresso em
itálico,
 o das outras taxa não.

 Subespécies têm um nome composto por três
palavras
Regras básicas de nomenclatura

   A nomenclatura binomial é o método formal e
    o único universalmente aceite para a
    atribuição do nome científico a espécies (com
    excepção dos vírus).
   Como o termo "binomial" sugere, o nome
    científico de uma espécie é formado pela
    combinação de dois termos:
                    - o nome do género
                    - o descritor específico.
Apesar de alguns pormenores diferirem consoante o campo da
biologia em que a espécie se insere, os traços determinantes do
sistema são comuns e universalmente adoptados:

   •As espécies são identificadas por um binome, isto é um
   nome composto por dois nomes:
      um nome genérico e um descritor específico.

   Nenhum outro taxon pode ter nomes compostos por mais
   de uma palavra.

   •As subespécies (ou raça) têm um nome composto por
   três nomes, ou seja um trinome, colocados pela seguinte
   ordem:
   nome genérico, descritor específico e descritor
   subespecífico.
• Todos os taxa hierarquicamente superiores
à espécie tem nomes compostos por uma
única palavra, ou seja um "nome
uninominal".

• Os nomes científicos devem ser sempre
escritos em itálico, como em Homo sapiens.
Quando manuscritos, ou quando não esteja
disponível a opção de escrita em itálico,
devem ser sempre sublinhados.
• O primeiro termo, o nome genérico é sempre escrito
começando por uma maiúscula, enquanto o descritor
específico (em zoologia, o nome específico, em botânica o
epíteto específico) nunca começa por uma maiúscula, mesmo
quando seja derivado de um nome próprio ou de uma
designação geográfica.

Por exemplo, Canis lupus ou Anthus hodgsoni. Note-se que esta
convenção é recente.

Carolus Linnaeus usava sempre maiúscula no descritor específico e até princípios do
século XX era prática comum capitalizar o descritor específico se este derivasse de um
nome próprio. Apesar de incorrecto pelos padrões actuais, e inaceitáveis em contexto
científico, a utilização de descritores específicos com maiúscula é relativamente comum
em literatura não científica, particularmente quando reproduza fontes desactualizadas.
Espécie:
nomenclatura binominal

 EXEMPLO
            Canis familiaris (Lineu, 1758)

 designação em latim, em itálico ou sublinhada (cada um dos
nomes Canis familiaris),
 primeiro nome (o do género) começando com maiúscula
 e o segundo (restritivo específico) com minúsculas,
 entre parêntesis nome de quem primeiro classificou a espécie
 e a data se for espécie ou subespécie.
Subespécie:
nomenclatura trinominal

  EXEMPLO
             Oryctolagus cuniculus algirus

Nota: Todos os taxa superiores à espécie têm nomenclatura
uninominal, escrita com maiúscula.
•Em textos académicos e científicos, a primeira referência a um
taxon, nomeadamente a uma espécie, é seguida do sobrenome
do cientista que primeiro validamente o publicou (na zoologia)
ou da sua abreviatura padrão (botânica e micologia). Se a
espécie teve a sua posição taxonómica alterada por inclusão em
género diferente do original, o sobrenome ou a abreviatura
padrão do autor original e a data de publicação original são
fornecidos em parêntesis antes da indicação de quem publicou
o novo nome.

Por exemplo, Amaranthus retroflexus L. ou Passer domesticus
(Linnaeus, 1758) – o último foi originalmente descrita como
uma espécie do género Fringilla, daí o parêntesis.
•Quando usado em conjunção com o nome vernáculo
da espécie, o nome científico normalmente aparece
imediatamente a seguir no texto, incluído em
parêntesis.

Por exemplo, "A população do pardal doméstico
(Passer domesticus) está a decrescer na Europa."
•O nome científico deve ser sempre usado por extenso na sua primeira
ocorrência no texto e sempre que diversas espécies do mesmo género
estiverem a ser discutidas no mesmo documento.
•Nos usos subsequentes, as referências podem ser abreviadas à inicial do
género, seguida de um ponto e do nome específico completo.

Por exemplo, após a primeira referência, Canis lupus pode ser referido como
C. lupus. Em alguns casos, em literatura não científica, a abreviatura é mais
conhecida do que o nome completo da espécie: — a bactéria Escherichia
coli é frequentemente referida simplesmente por E. coli; o Tyrannosaurus
rex é provavelmente mais conhecido por T. rex.
•A abreviatura "sp." (zoologia) ou "spec." (botânica) é usada
quando o nome da espécie não pode ou não interessa ser
explicitado.

•A abreviatura "spp." (plural) indica "várias espécies".

Por exemplo: "Canis sp." significa "uma espécie do género
Canis".

•Facilmente confundíveis com a anterior são as abreviaturas
"ssp." (zoologia) e "subsp." (botânica), que indicam uma
subespécie não especificada (veja trinome, nome ternário).

•As abreviaturas "sspp." ou "subspp." indicam "um número
não especificado de subespécies".
•A abreviatura "cf." é utilizada quando a identificação
da espécie requer confirmação por ser incerta ou estar
a ser citada através de uma referência secundária não
verificável.

Por exemplo Corvus cf. corax indica "um pássaro similar
ao corvo-comum, mas não identificado com segurança
como sendo da espécie.

•A nomenclatura binomial é também referida como
Sistema de classificação binomial ou como sistema
lineano.
Vantagens da nomenclatura
binomial
As principais vantagens da nomenclatura binomial
  derivam essencialmente da sua economia
  descritiva, do seu uso generalizado e da
  estabilidade de nomes que é por ele favorecida:
 Todas as espécies podem ser identificadas, sem

  risco de ambiguidade, por apenas duas palavras.
 O mesmo nome é de uso universal, independente
  da língua de trabalho, evitando erros e problemas
  de tradução.
•Apesar da estabilidade dos nomes estar longe de ser uma
regra absoluta, os procedimentos estabelecidos em relação
à renomeação de espécies favorecem fortemente a
estabilidade.
• Por exemplo, quando uma espécie é transferida para um
género diferente, o que não é incomum face aos avanços da
ciência, sempre que possível o descritor específico é
mantido.
•O mesmo acontece quando uma espécie é desqualificada
como independente e é integrada noutra pré-
existente, situação em que o descritor é mantido ao nível
subespecífico.
Apesar das regras existentes terem como objectivo garantir
que cada nome é único e que não há ambiguidades na
nomenclatura, na prática algumas espécies têm vários nomes
científicos em circulação na literatura, o uso de cada um deles
dependendo da opinião taxonómica do autor do texto. Daí que
a sinonímia biológica seja um campo de grande
complexidade, sendo frequente o aparecimento de espécies
com longas listas de sinónimos.
A mais importante fonte de instabilidade no sistema binomial é
a ressurreição de nomes esquecidos, mas para os quais se
pode reclamar validamente prioridade na publicação. Neste
caso, contudo, nos códigos de nomenclatura estão previstas
normas de conservação de nomes que permitem a
manutenção, pelo menos em certos casos, do nome de uso
mais comum.
Códigos de nomenclatura
    A partir de meados do século XIX passou a ser
    aparente a necessidade de um corpo de regras que
    governassem de forma inequívoca a atribuição de
    nomes científicos. Tais normas foram inicialmente
    vertidas nos actuais códigos de nomenclatura
    o ICZN, governando a atribuição de nomes a
    animais;
   o ICBN, governando a atribuição de nomes a plantas,
    incluindo os fungos, algas e cianobactérias;
    o ICNB governando a nomenclatura de bactérias e
    vírus.
Apesar de um crescente esforço de convergência, estes códigos
diferem em aspectos significativos:

•Por exemplo, o ICBN, o código da botânica, não permite o uso
de tautónimos, isto é a utilização de um descritor específico
igual ao nome do género, o que é permitido pelo ICZN, o código
zoológico.

•As datas a partir das quais os códigos se aplicam
(retroactivamente) variam: na botânica o ponto de partida é em
geral 1753, o ano em que Carolus Linnaeus publicou a 10ª
edição de Species Plantarum); em zoologia é 1758; em
bacteriologia foi decidido fazer tábua rasa (quase) do passado e
a data de referência inicial é 1980.
Derivação de nomes

   O nome do género e do descritor específico podem derivar
    de qualquer palavra ou provir de qualquer fonte, tendo
    apenas como exigência o serem latinizados.

   Em geral são palavras latinas, mas muitas delas são
    derivadas de palavras do grego antigo, de nomes de regiões
    ou lugares, do nome de pessoas (de preferência naturalistas)
    ou de uma palavra numa língua vernácula.

    Na prática, os taxonomistas têm criado nomes a partir de
    uma imensa variedade de fontes de inspiração, incluindo, ao
    que se diz, alguns casos em que se pretendeu ser jocoso ou
    criar trocadilhos.
Contudo, os nomes são sempre tratados gramaticalmente como se fossem uma
frase latina. Por essa razão, o nome científico da espécie é frequentemente
referido como o "nome latino" da espécie, apesar da expressão não colher a
aprovação de taxonomistas e de filologistas, os quais tendem a favorecer a
designação, mais neutra, de "nome científico".

O nome do género deve obrigatoriamente ser único dentro de cada reino. Os
descritores específicos são frequentemente repetidos e são, obrigatoriamente,
um modificador adjectivo do nome do género, devendo com ele concordar
gramaticalmente.

Os nomes das famílias são frequentemente derivados de um género
particularmente representativo que a integre
A hierarquia da classificação
científica dos seres vivos.
A hierarquia
  da
                         Taxon       Mosca-da-fruta    Humano            Ervilha           Amanita                E. coli
  classificação
  científica dos
                        Domínio        Eukaryota       Eukaryota       Eukaryota          Eukaryota              Bacteria
  seres vivos.
                         Reino          Animalia        Animalia        Plantae              Fungi               Monera

                       Phylum ou
                                       Arthropoda      Chordata      Magnoliophyta      Basidiomycota         Proteobacteria
                        Divisão
O quadro seguinte
apresenta a
classificação         Subphylum ou
                                       Hexapoda        Vertebrata    Magnoliophytina   Hymenomycotina
científica de cinco    subdivisão
espécies
pertencentes a
estruturas
taxonómicas              Classe          Insecta       Mammalia      Magnoliopsida     Homobasidiomycetae     Proteobacteria
diversas: a
mosca-da-fruta                                                                                              Gammaproteobacteri
(Drosophila            Subclasse        Pterygota       Eutheria      Magnoliidae      Hymenomycetes
melanogaster), o                                                                                                    a
ser humano, a
ervilha, o
cogumelo amanita         Ordem           Diptera       Primatas         Fabales           Agaricales         Enterobacteriales
e a bactéria
Escherichia coli.      Subordem        Brachycera      Haplorrhini      Fabineae         Agaricineae
Com ele
pretende-se
demonstrar a            Família       Drosophilidae    Hominidae       Fabaceae          Amanitaceae        Enterobacteriaceae
flexibilidade e a
universalidade do
sistema, incluindo
numa mesma             Subfamília     Drosophilinae    Homininae       Faboideae         Amanitoideae
estrutura
organismos tão          Género         Drosophila        Homo            Pisum             Amanita              Escherichia
diversos como os
seleccionados.
                        Espécie      D. melanogaster   H. sapiens      P. sativum         A. muscaria             E. coli

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3 sistemática

  • 1. SISTEMÁTICA Categorias taxonómicas Regras básicas da nomenclatura
  • 2. A SISTEMÁTICA é a ciência dedicada a inventariar e descrever a biodiversidade e compreender as relações filogenéticas entre os organismos. a taxonomia Inclui a filogenia Em geral, diz-se que compreende a classificação dos diversos organismos vivos.
  • 3. Sistemática : Utiliza os dados de diversos ramos do conhecimento para agrupar os seres vivos de acordo com o seu grau de parentesco e a sua história evolutiva. O seu objectivo é procurar as relações evolutivas entre os organismos e expressar essas relações em sistemas taxonómicos.
  • 4. Taxonomia - ciência da descoberta, descrição e classificação das espécies e grupo de espécies, com suas normas e princípios. Filogenia -relações evolutivas entre os organismos.
  • 5. Taxonomia : ramo da ciência que trata da ordenação (classificação) e denominação (nomenclatura) dos seres vivos, agrupando- os de acordo com o seu grau de semelhança. Tem dois objectivos principais:  considerar organismos estruturalmente relacionados e separá-los pelas respectivas espécies, descrevendo as características que distinguem uma espécie da outra;  ordenar as espécies, por categorias taxonómicas do género ao reino.
  • 6. “A classificação dos seres vivos é parte da sistemática.” Sistemática é a ciência que estuda as relações entre organismos, e que inclui:  a colecta, a preservação, estudo de espécimes  a análise dos dados vindos de várias áreas de pesquisa biológica.
  • 7. O objectivo da classificação dos seres vivos, chamada taxonomia, foi : • inicialmente o de organizar as plantas e animais conhecidos em categorias que pudessem ser referidas (baseada apenas em características externas). • Posteriormente a classificação passou a respeitar as relações evolutivas entre organismos baseada nas características  ecológicas,  fisiológicas,  todas as outras que estiverem disponíveis para o taxon em questão. (organização mais natural do que a baseada apenas em características externas)
  • 8. Nos últimos anos têm sido tentadas classificações baseadas na semelhança entre genomas, com grandes avanços em algumas áreas, especialmente quando se juntam a essas informações, aquelas oriundas dos outros campos da Biologia.
  • 9. Nomenclatura é a atribuição de nomes (nome científico) a organismos e às categorias nas quais são classificados. O nome científico é aceite em todas as línguas, e cada nome aplica-se apenas a uma espécie. Há duas organizações internacionais que determinam as regras de nomenclatura, uma para zoologia e outra para botânica.
  • 10. Segundo as regras, o primeiro nome publicado (a partir do trabalho de Lineu) é o correcto, a menos que a espécie seja reclassificada. O Código Internacional de Nomenclatura Zoológica preconiza que neste caso mantém-se a referência a quem primeiro descreveu a espécie, com o ano da descrição, entre parênteses, e não inclui o nome de quem reclassificou.
  • 11. Taxonomia (do Grego verbo τασσεῖν ou tassein = "para classificar" e νόμος ou nomos = lei, ciência, administrar);  Foi uma vez, a ciência de classificar organismos vivos (alfa taxonomia).  Mais tarde a palavra foi aplicada com um sentido mais abrangente, podendo aplicar- se a uma das duas: • classificação de coisas • ou aos princípios subjacentes da classificação. “Quase tudo - objectos animados, inanimados, lugares e eventos - pode ser classificado de acordo com algum esquema taxonómico.”
  • 12. Táxon (plural taxa, em latim, ou táxons, aportuguesado) é uma unidade taxonómica, essencialmente associada a um sistema de classificação. Táxons (ou taxa) podem estar em qualquer nível de um sistema de classificação: • um reino é um táxon • um género é um táxon, • uma espécie também é um táxon • ou qualquer outra unidade de um sistema de classificação dos seres vivos.
  • 13. Código Internacional de Nomenclatura Zoológica Mais conhecido como "O Código", é um documento que regula a nomenclatura científica na zoologia. Constitui um sistema de regras e recomendações acerca da maneira correcta de compor e aplicar os nomes zoológicos. A Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica é a entidade que mantêm e regula o Código, e também é a responsável por promover as alterações mediante opiniões e declarações.
  • 14. O Código foi adoptado pelo XV Congresso Internacional de Zoologia em Julho de 1958, na cidade de Londres. As disposições do Código aplicam-se a todos os nomes e publicações zoológicas após 1757, que afectem a nomenclatura zoológica. O objectivo do Código é "promover a estabilidade e a universalidade dos nomes científicos dos animais, e assegurar que o nome de cada táxon seja único e distinto".
  • 15. A hierarquia da classificação científica dos seres vivos. Categorias taxonómicas
  • 16. Espécie : caracterizada por todos os indivíduos terem o mesmo fundo genético e se poderem cruzar entre si originando descendentes férteis (isolamento reprodutivo). Nota: A espécie é um grupo natural visto que está separada das outras espécies devido ao isolamento reprodutivo e aos diferentes fundos genéticos.
  • 17. Nomenclatura binomial O sistema actual identifica cada espécie por dois nomes em latim:  o primeiro, em maiúscula, é o género,  o segundo, em minúscula, é o epíteto específico. Os dois nomes juntos formam o nome da espécie. Os nomes científicos podem vir :  do nome do cientista que descreveu a espécie,  de um nome popular desta,  de uma característica que apresente,  do lugar onde ocorre,  e outros.
  • 18. Por convenção internacional,  o nome do género e da espécie é impresso em itálico,  o das outras taxa não.  Subespécies têm um nome composto por três palavras
  • 19. Regras básicas de nomenclatura  A nomenclatura binomial é o método formal e o único universalmente aceite para a atribuição do nome científico a espécies (com excepção dos vírus).  Como o termo "binomial" sugere, o nome científico de uma espécie é formado pela combinação de dois termos: - o nome do género - o descritor específico.
  • 20. Apesar de alguns pormenores diferirem consoante o campo da biologia em que a espécie se insere, os traços determinantes do sistema são comuns e universalmente adoptados: •As espécies são identificadas por um binome, isto é um nome composto por dois nomes: um nome genérico e um descritor específico. Nenhum outro taxon pode ter nomes compostos por mais de uma palavra. •As subespécies (ou raça) têm um nome composto por três nomes, ou seja um trinome, colocados pela seguinte ordem: nome genérico, descritor específico e descritor subespecífico.
  • 21. • Todos os taxa hierarquicamente superiores à espécie tem nomes compostos por uma única palavra, ou seja um "nome uninominal". • Os nomes científicos devem ser sempre escritos em itálico, como em Homo sapiens. Quando manuscritos, ou quando não esteja disponível a opção de escrita em itálico, devem ser sempre sublinhados.
  • 22. • O primeiro termo, o nome genérico é sempre escrito começando por uma maiúscula, enquanto o descritor específico (em zoologia, o nome específico, em botânica o epíteto específico) nunca começa por uma maiúscula, mesmo quando seja derivado de um nome próprio ou de uma designação geográfica. Por exemplo, Canis lupus ou Anthus hodgsoni. Note-se que esta convenção é recente. Carolus Linnaeus usava sempre maiúscula no descritor específico e até princípios do século XX era prática comum capitalizar o descritor específico se este derivasse de um nome próprio. Apesar de incorrecto pelos padrões actuais, e inaceitáveis em contexto científico, a utilização de descritores específicos com maiúscula é relativamente comum em literatura não científica, particularmente quando reproduza fontes desactualizadas.
  • 23. Espécie: nomenclatura binominal EXEMPLO Canis familiaris (Lineu, 1758)  designação em latim, em itálico ou sublinhada (cada um dos nomes Canis familiaris),  primeiro nome (o do género) começando com maiúscula  e o segundo (restritivo específico) com minúsculas,  entre parêntesis nome de quem primeiro classificou a espécie  e a data se for espécie ou subespécie. Subespécie: nomenclatura trinominal EXEMPLO Oryctolagus cuniculus algirus Nota: Todos os taxa superiores à espécie têm nomenclatura uninominal, escrita com maiúscula.
  • 24. •Em textos académicos e científicos, a primeira referência a um taxon, nomeadamente a uma espécie, é seguida do sobrenome do cientista que primeiro validamente o publicou (na zoologia) ou da sua abreviatura padrão (botânica e micologia). Se a espécie teve a sua posição taxonómica alterada por inclusão em género diferente do original, o sobrenome ou a abreviatura padrão do autor original e a data de publicação original são fornecidos em parêntesis antes da indicação de quem publicou o novo nome. Por exemplo, Amaranthus retroflexus L. ou Passer domesticus (Linnaeus, 1758) – o último foi originalmente descrita como uma espécie do género Fringilla, daí o parêntesis.
  • 25. •Quando usado em conjunção com o nome vernáculo da espécie, o nome científico normalmente aparece imediatamente a seguir no texto, incluído em parêntesis. Por exemplo, "A população do pardal doméstico (Passer domesticus) está a decrescer na Europa."
  • 26. •O nome científico deve ser sempre usado por extenso na sua primeira ocorrência no texto e sempre que diversas espécies do mesmo género estiverem a ser discutidas no mesmo documento. •Nos usos subsequentes, as referências podem ser abreviadas à inicial do género, seguida de um ponto e do nome específico completo. Por exemplo, após a primeira referência, Canis lupus pode ser referido como C. lupus. Em alguns casos, em literatura não científica, a abreviatura é mais conhecida do que o nome completo da espécie: — a bactéria Escherichia coli é frequentemente referida simplesmente por E. coli; o Tyrannosaurus rex é provavelmente mais conhecido por T. rex.
  • 27. •A abreviatura "sp." (zoologia) ou "spec." (botânica) é usada quando o nome da espécie não pode ou não interessa ser explicitado. •A abreviatura "spp." (plural) indica "várias espécies". Por exemplo: "Canis sp." significa "uma espécie do género Canis". •Facilmente confundíveis com a anterior são as abreviaturas "ssp." (zoologia) e "subsp." (botânica), que indicam uma subespécie não especificada (veja trinome, nome ternário). •As abreviaturas "sspp." ou "subspp." indicam "um número não especificado de subespécies".
  • 28. •A abreviatura "cf." é utilizada quando a identificação da espécie requer confirmação por ser incerta ou estar a ser citada através de uma referência secundária não verificável. Por exemplo Corvus cf. corax indica "um pássaro similar ao corvo-comum, mas não identificado com segurança como sendo da espécie. •A nomenclatura binomial é também referida como Sistema de classificação binomial ou como sistema lineano.
  • 29. Vantagens da nomenclatura binomial As principais vantagens da nomenclatura binomial derivam essencialmente da sua economia descritiva, do seu uso generalizado e da estabilidade de nomes que é por ele favorecida:  Todas as espécies podem ser identificadas, sem risco de ambiguidade, por apenas duas palavras.  O mesmo nome é de uso universal, independente da língua de trabalho, evitando erros e problemas de tradução.
  • 30. •Apesar da estabilidade dos nomes estar longe de ser uma regra absoluta, os procedimentos estabelecidos em relação à renomeação de espécies favorecem fortemente a estabilidade. • Por exemplo, quando uma espécie é transferida para um género diferente, o que não é incomum face aos avanços da ciência, sempre que possível o descritor específico é mantido. •O mesmo acontece quando uma espécie é desqualificada como independente e é integrada noutra pré- existente, situação em que o descritor é mantido ao nível subespecífico.
  • 31. Apesar das regras existentes terem como objectivo garantir que cada nome é único e que não há ambiguidades na nomenclatura, na prática algumas espécies têm vários nomes científicos em circulação na literatura, o uso de cada um deles dependendo da opinião taxonómica do autor do texto. Daí que a sinonímia biológica seja um campo de grande complexidade, sendo frequente o aparecimento de espécies com longas listas de sinónimos. A mais importante fonte de instabilidade no sistema binomial é a ressurreição de nomes esquecidos, mas para os quais se pode reclamar validamente prioridade na publicação. Neste caso, contudo, nos códigos de nomenclatura estão previstas normas de conservação de nomes que permitem a manutenção, pelo menos em certos casos, do nome de uso mais comum.
  • 32. Códigos de nomenclatura A partir de meados do século XIX passou a ser aparente a necessidade de um corpo de regras que governassem de forma inequívoca a atribuição de nomes científicos. Tais normas foram inicialmente vertidas nos actuais códigos de nomenclatura  o ICZN, governando a atribuição de nomes a animais;  o ICBN, governando a atribuição de nomes a plantas, incluindo os fungos, algas e cianobactérias;  o ICNB governando a nomenclatura de bactérias e vírus.
  • 33. Apesar de um crescente esforço de convergência, estes códigos diferem em aspectos significativos: •Por exemplo, o ICBN, o código da botânica, não permite o uso de tautónimos, isto é a utilização de um descritor específico igual ao nome do género, o que é permitido pelo ICZN, o código zoológico. •As datas a partir das quais os códigos se aplicam (retroactivamente) variam: na botânica o ponto de partida é em geral 1753, o ano em que Carolus Linnaeus publicou a 10ª edição de Species Plantarum); em zoologia é 1758; em bacteriologia foi decidido fazer tábua rasa (quase) do passado e a data de referência inicial é 1980.
  • 34. Derivação de nomes  O nome do género e do descritor específico podem derivar de qualquer palavra ou provir de qualquer fonte, tendo apenas como exigência o serem latinizados.  Em geral são palavras latinas, mas muitas delas são derivadas de palavras do grego antigo, de nomes de regiões ou lugares, do nome de pessoas (de preferência naturalistas) ou de uma palavra numa língua vernácula.  Na prática, os taxonomistas têm criado nomes a partir de uma imensa variedade de fontes de inspiração, incluindo, ao que se diz, alguns casos em que se pretendeu ser jocoso ou criar trocadilhos.
  • 35. Contudo, os nomes são sempre tratados gramaticalmente como se fossem uma frase latina. Por essa razão, o nome científico da espécie é frequentemente referido como o "nome latino" da espécie, apesar da expressão não colher a aprovação de taxonomistas e de filologistas, os quais tendem a favorecer a designação, mais neutra, de "nome científico". O nome do género deve obrigatoriamente ser único dentro de cada reino. Os descritores específicos são frequentemente repetidos e são, obrigatoriamente, um modificador adjectivo do nome do género, devendo com ele concordar gramaticalmente. Os nomes das famílias são frequentemente derivados de um género particularmente representativo que a integre
  • 36. A hierarquia da classificação científica dos seres vivos.
  • 37. A hierarquia da Taxon Mosca-da-fruta Humano Ervilha Amanita E. coli classificação científica dos Domínio Eukaryota Eukaryota Eukaryota Eukaryota Bacteria seres vivos. Reino Animalia Animalia Plantae Fungi Monera Phylum ou Arthropoda Chordata Magnoliophyta Basidiomycota Proteobacteria Divisão O quadro seguinte apresenta a classificação Subphylum ou Hexapoda Vertebrata Magnoliophytina Hymenomycotina científica de cinco subdivisão espécies pertencentes a estruturas taxonómicas Classe Insecta Mammalia Magnoliopsida Homobasidiomycetae Proteobacteria diversas: a mosca-da-fruta Gammaproteobacteri (Drosophila Subclasse Pterygota Eutheria Magnoliidae Hymenomycetes melanogaster), o a ser humano, a ervilha, o cogumelo amanita Ordem Diptera Primatas Fabales Agaricales Enterobacteriales e a bactéria Escherichia coli. Subordem Brachycera Haplorrhini Fabineae Agaricineae Com ele pretende-se demonstrar a Família Drosophilidae Hominidae Fabaceae Amanitaceae Enterobacteriaceae flexibilidade e a universalidade do sistema, incluindo numa mesma Subfamília Drosophilinae Homininae Faboideae Amanitoideae estrutura organismos tão Género Drosophila Homo Pisum Amanita Escherichia diversos como os seleccionados. Espécie D. melanogaster H. sapiens P. sativum A. muscaria E. coli