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A CLASSIFICAÇÃO BIOLÓGICA 
Prof. Regis Romero
BIODIVERSIDADE 
QUANTAS ESPÉCIES EXISTEM?
QUANTAS ESPÉCIES POR DESCOBRIR?
TAXONOMIA E SISTEMÁTICA 
 Ciências que se ocupam da 
classificação dos seres vivos, 
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 A parte da Biologia que identifica, 
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estuda as relações evolutivas 
entre eles é a Sistemática.
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homem.
 Séc. XIV: necessidade de critérios mais bem 
definidos para a classificação biológica. 
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entre os seres vivos.
CLASSIFICAÇÃO NATURAL 
 Baseia-se em aspectos evolutivos, como a 
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 Essa classificação permite estabelecer a 
filogênese (filo = raça, gênese = origem) ou 
filogenia, ou seja, a possível sequência em que 
os seres vivos surgiram, tentando mostrar a 
história evolutiva de cada grupo e o grau de 
parentesco evolutivo entre os diversos grupos.
CLASSIFICAÇÃO VERTICAL 
 Baseia-se nas 
relações evolutivas 
entre os organismos, 
considerando o fator 
tempo. 
 São dinâmicas.
CLASSIFICAÇÃO E PARENTESCO 
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 O reconhecimento de que as espécies vivas 
evoluíram a partir de outros organismos mais 
remotos colocou um novo desafio - agrupar os 
organismos em categorias que representem 
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 O cão e o lobo estão evolutivamente mais 
próximos pois partilham o mesmo gênero e, 
consequentemente, todos os grupos superiores 
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TAXONOMIA MODERNA 
SISTEMA BINOMINAL DE LINEU 
 O naturalista sueco Karl von Linnée (Lineu) (1707-1778) foi 
quem desenvolveu as bases reais para a classificação e 
nomenclatura modernas. 
 Ele publicou duas obras valiosas para a sistemática animal e 
vegetal, usadas nas escolas até o final do século XIX: Species 
Plantarum (1753), onde catalogou as plantas, considerando 
apenas a constituição da flor; e Systema naturae (10ª edição, 
1758), onde catalogou e descreveu animais, levando em conta 
suas semelhanças estruturais. 
 Lineu desenvolveu um sistema de classificação artificial, pois 
acreditava que o número de espécies era fixo.
 Nosso atual sistema de classificação é baseado 
no trabalho de Lineu, mas vem sendo desde 
aquela época frequentemente reorganizada, em 
função de um sistema mais natural, firmemente 
baseado na Teoria da Evolução. 
 Os grupos hierárquicos estabelecidos por Lineu 
ainda hoje são usados.
CATEGORIAS TAXONÔMICAS 
 A Taxonomia está baseada numa gradação, que 
engloba grupos de seres vivos com 
características cada vez mais gerais, se partimos 
do particular. 
 As categorias taxonômicas estão ordenadas de 
forma hierárquica e procuram medir um maior 
grau de parentesco evolutivo existente entre os 
seres vivos de cada uma delas.
O CONCEITO DE ESPÉCIE 
 A unidade de classificação biológica atualmente 
é a espécie, que pode ser assim definida: 
 Espécie é um conjunto de indivíduos que, 
apresentando características semelhantes, tanto 
entre si quanto entre seus ascendentes e 
descendentes, podem cruzar-se naturalmente, 
produzindo descendentes férteis e 
reprodutivamente isolados de outros grupos de 
seres vivos. 
 Os indivíduos da mesma espécie partilham o 
mesmo fundo genético.
OS SETE GRUPOS BÁSICOS DE 
CLASSIFICAÇÃO 
 Espécies com características em comum constituem 
um gênero; estes constituirão uma família; estas 
formarão uma ordem. 
 As ordens com características coincidentes formarão 
uma classe; e o conjunto destas, o filo, ramo ou 
divisão. 
 O conjunto dos filos forma, finalmente o reino. 
 Temos, então, sete categorias taxonômicas 
fundamentais, que, em ordem decrescente de 
grandeza, estão conceituadas no quadro a seguir.
CATEGORIAS TAXONÔMICAS
 Á medida que são acrescentadas novas 
descrições sistemáticas (fruto da intensa 
pesquisa biológica ocorrida no século XX), há a 
necessidade de novas divisões, criando-se, 
assim, categorias adicionais, como subfilo, 
superclasse, subclasse, superordem, subordem, 
superfamília, subfamília, tribo, subgênero e 
subespécies.
A CLASSIFICAÇÃO ATUAL
EVOLUÇÃO DOS SISTEMAS DE 
CLASSIFICAÇÃO 
Séc. IV a.C ao séc. XVIII d.C. 1899 d.C.
1969 d.C.
CLASSIFICAÇÃO DE WHITTAKER (1969) 
 Baseia-se nos 
seguintes critérios: 
 Organização 
estrutural. 
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 Interações nos 
ecossistemas 
(produtores, 
consumidores e 
decompositores).
CLASSIFICAÇÃO DE WHITTAKER (1979) 
 Passou a incluir no 
reino Protista seres 
eucariontes 
unicelulares e alguns 
seres multicelulares 
de reduzida 
diferenciação.
REINO MONERA 
 compreende as bactérias e cianobactérias, os 
únicos procariotos. 
 São seres auto ou heterotróficos, unicelulares. 
 Hoje, graças à Biologia Molecular, sabe-se que 
esse reino inclui dois grupos de organismos 
procarióticos bem distintos: eubactérias e 
arqueobactérias.
REINO PROTOCTISTA (ANTIGAMENTE 
CHAMADO PROTISTA) 
 Por se tratar de um reino que reúne organismos 
com origens evolutivas diferentes, muitos 
defendem a separação dos protoctistas em 
diversos reinos, enquanto que outros defendem a 
sua exclusão. 
 Inclui os protozoários, seres eucarióticos, 
unicelulares e heterotróficos, e as algas, seres 
eucarióticos, uni ou pluricelurares e autotróficos 
fotossintetizantes.
REINO FUNGI 
 São os fungos, 
mofos, bolores e 
levedos. 
 São eucariotos, 
heterotróficos por 
absorção, uni ou 
pluricelulares, mas 
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REINO PLANTAE OU METHAPHYTA 
 Compreende as plantas que são seres 
eucariotos, autotróficos fotossintetizantes e 
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 Compreende os animais, que são seres eucariotos, 
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origina outro estágio – a gástrula – que originará 
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VÍRUS – UMA EXCEÇÃO 
 São acelulares, isto é, eles não são células e não 
são constituídos por células. 
 Constituídos por uma cápsula protéica que envolve 
seu material genético (DNA ou RNA). 
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 Grupo à parte, sem reino.
A NOMENCLATURA BINOMIAL 
(PRINCIPAIS REGRAS) 
 O nome das espécies é binominal 
e escrito em itálico ou sublinhado: 
Homo sapiens (ser humano), 
Felis domesticus (gato 
doméstico). 
 O primeiro termo indica o gênero 
e o segundo, o termo específico, 
escrito com inicial minúscula (se 
representar uma homenagem a 
alguém importante do país onde 
foi descrita a espécie, aceita-se o 
uso de inicial maiúscula).
 Todos os nomes científicos devem ser escritos em 
latim; se derivarem de outra língua, deverão ser 
latinizados. 
 Ao aparecer pela primeira vez em um texto, deve 
ser escrito por extenso; nas demias vezes que 
aparecer, o gênero pode ser abreviado.
 A nomenclatura da 
subespécie 
(populações da 
mesma espécie 
geograficamente 
isoladas, que podem, 
no futuro formar 
novas espécies) é 
trinominal.
 A designação do subgênero aparece entre o 
gênero e o termo específico, entre parênteses, 
com inicial maiúscula. 
Ex. Aedes (Stegomya) aegypti (mosquito que 
transmite os agentes causadores da febre 
amarela e dengue). 
Anopheles (Anopheles) fluminensis (mosquitos 
transmissores da malária no RJ)
 Se o autor da descrição de uma espécie for mencionado, 
seu nome (por extenso ou abreviado) deve aparecer em 
seguida ao termo específico sem pontuação; a data em ele 
descreveu essa espécie vem após seu nome, precedida de 
uma vírgula ou entre parênteses.
 Quando uma espécie é transferida de um gênero para outro ou 
muda-se o gênero, o nome do autor da primeira classificação é 
colocado entre parênteses. 
Ex. Atta sexdens (Lineu, 1758) Fabricius, 1804. 
 Têm prioridade os nomes apresentados em primeiro lugar de 1758 
(data da 10ª edição do Systema naturae de Lineu, na qual ele 
apresentou uma revisão das regras) para cá se os autores os 
publicarem em revistas científicas seguindo todas as regras; é 
necessário também que na publicação conste uma descrição do ser 
vivo. Assim, se um pesquisador, por acidente, descrever um ser vivo 
já classificado, prevalecerá o nome inicial. Essa regra é conhecida 
como lei da prioridade.
 O nome das famílias dos animais recebe o sufixo 
idae e o da subfamília, inae. 
Ex. Felidae (família dos felídeos) e Felinae 
(subfamília dos felinos) 
 Nas plantas, utiliza-se, em geral, a terminação 
aceae para a família e ales para a ordem. 
Ex. Rosaceae (família da roseira, maciera,...) 
Coniferales (ordem do pinheiro, sequóias, etc.)
CLASSIFICAÇÃO E CLADÍSTICA 
 Os conhecimentos atuais sustentam a idéia de 
que a diversidade biológica é resultado de um 
processo evolutivo e que todas as espécies 
compartilham ancestrais comuns que viveram no 
passado, sendo as semelhanças entre elas 
reflexo de sua história evolutiva. 
 Essa história pode ser estudada e representada 
mediante um diagrama hipotético denominado de 
cladograma.
 A ideia central do cladismo é a de que todos os 
grupos de seres vivos apresentam uma ordem 
hierárquica, consequência da história evolutiva 
dos organismos. 
 O diagrama é construído com base nas 
novidades evolutivas compartilhadas pelos 
organismos e deve ser construído da maneira 
mais simples possível – princípio da parcimônia.
ÁRVORES FILOGENÉTICAS 
 São diagramas que representam as relações de 
parentesco evolutivo entre grupos de seres vivos.
GRUPO MONOFILÉTICO 
 Todos os organismos incluídos evoluíram de um 
único ancestral comum, e todos os descendentes 
deste ancestral estão incluídos no grupo.
GRUPO POLIFILÉTICO 
 Quando grupos de espécies descendem de diferentes 
ancestrais dizemos que são polifiléticos.
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 Se um grupo for resultante da exclusão de um ou 
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A classificacao biologica

  • 1. A CLASSIFICAÇÃO BIOLÓGICA Prof. Regis Romero
  • 4. TAXONOMIA E SISTEMÁTICA  Ciências que se ocupam da classificação dos seres vivos, formando grupos de acordo com critérios pré-estabelecidos.  A parte da Biologia que identifica, nomeia e classifica os seres vivos é a Taxonomia (taxis = arranjo, ordem; nomo = lei), e a que estuda as relações evolutivas entre eles é a Sistemática.
  • 5. CLASSIFICAÇÕES PRÁTICAS  Agrupamentos de seres vivos de acordo com seu interesse ou utilidade para o homem.  Persistem até hoje.  Venenosos ou não, comestíveis ou não,...
  • 6. CLASSIFICAÇÕES RACIONAIS  Agrupamento dos seres vivos de acordo com as características que apresentam.  Podem ser artificiais, naturais ou verticais.
  • 7. CLASSIFICAÇÃO ARTIFICAL  Baseia-se em poucos critérios arbitrários.  Algumas se baseavam na morfologia externa (forma), outras no habitat (aquático, terrestre e aéreo) e até na sua utilidade (úteis, nocivos e indiferentes).  Formam grupos muito heterogêneos.
  • 8. CLASSIFICAÇÕES ARTIFICIAIS  Iniciada pelos gregos no séc. IV a. C.  Aristóteles: usou o tipo de ambiente. Animais aéreos, aquáticos e terrestres.  Teofrasto: plantas de acordo com o tamanho. Ervas, arbustos e árvores.  Santo Agostinho: Animais úteis, nocivos e inúteis ao homem.
  • 9.  Séc. XIV: necessidade de critérios mais bem definidos para a classificação biológica.  Carl von Linnée ou Lineu: 1735, Systema Naturae.  Principal critério: comparação por morfologia – semelhanças e diferenças anatômicas e estruturais entre os seres vivos.
  • 10. CLASSIFICAÇÃO NATURAL  Baseia-se em aspectos evolutivos, como a anatomia, a fisiologia, a genética, o desenvolvimento embrionário, ....  Essa classificação permite estabelecer a filogênese (filo = raça, gênese = origem) ou filogenia, ou seja, a possível sequência em que os seres vivos surgiram, tentando mostrar a história evolutiva de cada grupo e o grau de parentesco evolutivo entre os diversos grupos.
  • 11. CLASSIFICAÇÃO VERTICAL  Baseia-se nas relações evolutivas entre os organismos, considerando o fator tempo.  São dinâmicas.
  • 12. CLASSIFICAÇÃO E PARENTESCO EVOLUTIVO  O reconhecimento de que as espécies vivas evoluíram a partir de outros organismos mais remotos colocou um novo desafio - agrupar os organismos em categorias que representem afinidades evolutivas.  O cão e o lobo estão evolutivamente mais próximos pois partilham o mesmo gênero e, consequentemente, todos os grupos superiores ao gênero.
  • 13.
  • 14.
  • 15. TAXONOMIA MODERNA SISTEMA BINOMINAL DE LINEU  O naturalista sueco Karl von Linnée (Lineu) (1707-1778) foi quem desenvolveu as bases reais para a classificação e nomenclatura modernas.  Ele publicou duas obras valiosas para a sistemática animal e vegetal, usadas nas escolas até o final do século XIX: Species Plantarum (1753), onde catalogou as plantas, considerando apenas a constituição da flor; e Systema naturae (10ª edição, 1758), onde catalogou e descreveu animais, levando em conta suas semelhanças estruturais.  Lineu desenvolveu um sistema de classificação artificial, pois acreditava que o número de espécies era fixo.
  • 16.  Nosso atual sistema de classificação é baseado no trabalho de Lineu, mas vem sendo desde aquela época frequentemente reorganizada, em função de um sistema mais natural, firmemente baseado na Teoria da Evolução.  Os grupos hierárquicos estabelecidos por Lineu ainda hoje são usados.
  • 17. CATEGORIAS TAXONÔMICAS  A Taxonomia está baseada numa gradação, que engloba grupos de seres vivos com características cada vez mais gerais, se partimos do particular.  As categorias taxonômicas estão ordenadas de forma hierárquica e procuram medir um maior grau de parentesco evolutivo existente entre os seres vivos de cada uma delas.
  • 18. O CONCEITO DE ESPÉCIE  A unidade de classificação biológica atualmente é a espécie, que pode ser assim definida:  Espécie é um conjunto de indivíduos que, apresentando características semelhantes, tanto entre si quanto entre seus ascendentes e descendentes, podem cruzar-se naturalmente, produzindo descendentes férteis e reprodutivamente isolados de outros grupos de seres vivos.  Os indivíduos da mesma espécie partilham o mesmo fundo genético.
  • 19. OS SETE GRUPOS BÁSICOS DE CLASSIFICAÇÃO  Espécies com características em comum constituem um gênero; estes constituirão uma família; estas formarão uma ordem.  As ordens com características coincidentes formarão uma classe; e o conjunto destas, o filo, ramo ou divisão.  O conjunto dos filos forma, finalmente o reino.  Temos, então, sete categorias taxonômicas fundamentais, que, em ordem decrescente de grandeza, estão conceituadas no quadro a seguir.
  • 21.
  • 22.  Á medida que são acrescentadas novas descrições sistemáticas (fruto da intensa pesquisa biológica ocorrida no século XX), há a necessidade de novas divisões, criando-se, assim, categorias adicionais, como subfilo, superclasse, subclasse, superordem, subordem, superfamília, subfamília, tribo, subgênero e subespécies.
  • 24. EVOLUÇÃO DOS SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO Séc. IV a.C ao séc. XVIII d.C. 1899 d.C.
  • 26. CLASSIFICAÇÃO DE WHITTAKER (1969)  Baseia-se nos seguintes critérios:  Organização estrutural.  Tipo de nutrição.  Interações nos ecossistemas (produtores, consumidores e decompositores).
  • 27. CLASSIFICAÇÃO DE WHITTAKER (1979)  Passou a incluir no reino Protista seres eucariontes unicelulares e alguns seres multicelulares de reduzida diferenciação.
  • 28. REINO MONERA  compreende as bactérias e cianobactérias, os únicos procariotos.  São seres auto ou heterotróficos, unicelulares.  Hoje, graças à Biologia Molecular, sabe-se que esse reino inclui dois grupos de organismos procarióticos bem distintos: eubactérias e arqueobactérias.
  • 29. REINO PROTOCTISTA (ANTIGAMENTE CHAMADO PROTISTA)  Por se tratar de um reino que reúne organismos com origens evolutivas diferentes, muitos defendem a separação dos protoctistas em diversos reinos, enquanto que outros defendem a sua exclusão.  Inclui os protozoários, seres eucarióticos, unicelulares e heterotróficos, e as algas, seres eucarióticos, uni ou pluricelurares e autotróficos fotossintetizantes.
  • 30. REINO FUNGI  São os fungos, mofos, bolores e levedos.  São eucariotos, heterotróficos por absorção, uni ou pluricelulares, mas não formam tecidos.
  • 31. REINO PLANTAE OU METHAPHYTA  Compreende as plantas que são seres eucariotos, autotróficos fotossintetizantes e pluricelulares.  O que caracteriza este reino é o fato de seus representantes formarem embriões, que no início de seu desenvolvimento, retiram alimento da planta genitora.  As algas foram excluídas exatamente por não formarem embriões dependentes da planta-mãe.
  • 32. REINO ANIMALIA OU METAZOA  Compreende os animais, que são seres eucariotos, heterotróficos por ingestão e pluricelulares.  Apresentam no início do desenvolvimento embrionário, um estágio chamado blástula, que origina outro estágio – a gástrula – que originará todos os tecidos presentes no animal adulto.
  • 33. VÍRUS – UMA EXCEÇÃO  São acelulares, isto é, eles não são células e não são constituídos por células.  Constituídos por uma cápsula protéica que envolve seu material genético (DNA ou RNA).  Parasitas intracelulares obrigatórios.  Grupo à parte, sem reino.
  • 34. A NOMENCLATURA BINOMIAL (PRINCIPAIS REGRAS)  O nome das espécies é binominal e escrito em itálico ou sublinhado: Homo sapiens (ser humano), Felis domesticus (gato doméstico).  O primeiro termo indica o gênero e o segundo, o termo específico, escrito com inicial minúscula (se representar uma homenagem a alguém importante do país onde foi descrita a espécie, aceita-se o uso de inicial maiúscula).
  • 35.  Todos os nomes científicos devem ser escritos em latim; se derivarem de outra língua, deverão ser latinizados.  Ao aparecer pela primeira vez em um texto, deve ser escrito por extenso; nas demias vezes que aparecer, o gênero pode ser abreviado.
  • 36.  A nomenclatura da subespécie (populações da mesma espécie geograficamente isoladas, que podem, no futuro formar novas espécies) é trinominal.
  • 37.  A designação do subgênero aparece entre o gênero e o termo específico, entre parênteses, com inicial maiúscula. Ex. Aedes (Stegomya) aegypti (mosquito que transmite os agentes causadores da febre amarela e dengue). Anopheles (Anopheles) fluminensis (mosquitos transmissores da malária no RJ)
  • 38.  Se o autor da descrição de uma espécie for mencionado, seu nome (por extenso ou abreviado) deve aparecer em seguida ao termo específico sem pontuação; a data em ele descreveu essa espécie vem após seu nome, precedida de uma vírgula ou entre parênteses.
  • 39.  Quando uma espécie é transferida de um gênero para outro ou muda-se o gênero, o nome do autor da primeira classificação é colocado entre parênteses. Ex. Atta sexdens (Lineu, 1758) Fabricius, 1804.  Têm prioridade os nomes apresentados em primeiro lugar de 1758 (data da 10ª edição do Systema naturae de Lineu, na qual ele apresentou uma revisão das regras) para cá se os autores os publicarem em revistas científicas seguindo todas as regras; é necessário também que na publicação conste uma descrição do ser vivo. Assim, se um pesquisador, por acidente, descrever um ser vivo já classificado, prevalecerá o nome inicial. Essa regra é conhecida como lei da prioridade.
  • 40.  O nome das famílias dos animais recebe o sufixo idae e o da subfamília, inae. Ex. Felidae (família dos felídeos) e Felinae (subfamília dos felinos)  Nas plantas, utiliza-se, em geral, a terminação aceae para a família e ales para a ordem. Ex. Rosaceae (família da roseira, maciera,...) Coniferales (ordem do pinheiro, sequóias, etc.)
  • 41. CLASSIFICAÇÃO E CLADÍSTICA  Os conhecimentos atuais sustentam a idéia de que a diversidade biológica é resultado de um processo evolutivo e que todas as espécies compartilham ancestrais comuns que viveram no passado, sendo as semelhanças entre elas reflexo de sua história evolutiva.  Essa história pode ser estudada e representada mediante um diagrama hipotético denominado de cladograma.
  • 42.  A ideia central do cladismo é a de que todos os grupos de seres vivos apresentam uma ordem hierárquica, consequência da história evolutiva dos organismos.  O diagrama é construído com base nas novidades evolutivas compartilhadas pelos organismos e deve ser construído da maneira mais simples possível – princípio da parcimônia.
  • 43. ÁRVORES FILOGENÉTICAS  São diagramas que representam as relações de parentesco evolutivo entre grupos de seres vivos.
  • 44. GRUPO MONOFILÉTICO  Todos os organismos incluídos evoluíram de um único ancestral comum, e todos os descendentes deste ancestral estão incluídos no grupo.
  • 45. GRUPO POLIFILÉTICO  Quando grupos de espécies descendem de diferentes ancestrais dizemos que são polifiléticos.
  • 46. GRUPO PARAFILÉTICO  Se um grupo for resultante da exclusão de um ou mais grupos monofiléticos.
  • 48. B E C SÃO PARAFILÉTICOS