Aula nomenclatura botânica

6.197 visualizações

Publicada em

  • Seja o primeiro a comentar

Aula nomenclatura botânica

  1. 1. II. REGRAS DE NOMENCLATURA BOTÂNICA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO DE FITOTECNIA Profª Roseli L. C. Bortoluzzi
  2. 2. TAXONOMIA OU SISTEMÁTICA VEGETAL? TAXONOMIA: ciência que elabora as leis de classificação; possui caráter analítico-descritivo – princípios contidos no Código Internacional de Botânica SISTEMÁTICA: ciência de síntese; possui caráter dinâmico, ao contrário da taxonomia que é regida por leis
  3. 3. Stuessy (1990) Sistemática engloba a taxonomia, os estudos de filogenia e os estudos dos processos de evolução
  4. 4. IDENTIFICAÇÃO É a determinação de um táxon como idêntico ou semelhante a outro já conhecido - literatura - comparação com outro exemplar NOMENCLATURA É a denominação do nome correto a uma planta já conhecida conforme as regras, princípios e recomendações do Código Internacional de Nomenclatura. A aplicação de nomes científicos as plantas
  5. 5. Processo de Classificação GRUPOS Organismos individuais (todos os aspectos) Caracteres estados de caracteres táxons Seleção descriçõese mensurações comparação Categorias táxons (todos os estados de caracteres) estados de caracteres categorias seleção avaliação
  6. 6. Caráter & Estado de caráter • Exemplo 1: caráter binário – Filotaxia da folha caráter 1. alterna 2. oposta • Exemplo 2: caracteres multiestado – Forma da folha caráter 1. Ovada 2. Obovada 3. Elíptica 4. Arredondada EstadosEstados dede carcarááterter EstadosEstados dede carcarááterter
  7. 7. CLASSIFICAÇÃO É a ordenação das plantas em um táxon: Divisão, Grupo ou Clado, “Classe”, Ordem, Família, Gênero e Espécie REINO ESPÉCIEESPÉCIE DIVISÃO CLASSE ORDEM GÊNERO FAMÍLIA Plantae Anthophyta Monocotyledonae Poales Poaceae Zea Zea mays MILHO
  8. 8. Unidades de Classificação • Sistema de classificação hierárquico Lineano Reino Subreino Divisão Subdivisão Classe Subclasse Ordem Subordem Familia Subfamilia Tribo Subtribo Gênero Subgênero Seção Série Espécie subespecie (variedade) forma Classificação Baixo Alto Categorias
  9. 9. Exemplos Reino Plantae Divisão Magnoliophyta Classe Liliopsida Ordem Poales Familia Poaceae Gênero Oryza Espécie Oryza sativa L. _______________________________ Reino Plantae Divisão Magnoliophyta Classe Magnoliopsida Ordem Malvales Familia Malvaceae Gênero Gossypium Espécie Gossypium hirsutum L.
  10. 10. REGRAS DE NOMENCLATURAS International Code of Botanical Nomenclature (Greuter et al., 2000) Princípios: 1. A nomenclatura botânica é independente da nomenclatura zoológica e da bacteriológica. 2. A aplicação dos nomes dos grupos taxonômicos é determinada por tipos nomenclaturais. 3. A nomenclatura de um grupo taxonômico está baseada na prioridade da publicação.
  11. 11. 4. Cada grupo taxonômico pode ter apenas um nome, o mais antigo, de acordo com as regras, exceto nos casos especiais. 5. Nomes científicos de grupos taxonômicos são tratados em latim, independentemente de sua derivação. REGRAS DE NOMENCLATURAS International Code of Botanical Nomenclature (Greuter et al., 2000)
  12. 12. TÁXONS E SEUS NÍVEIS - Grupos taxonômicos de qualquer categoria são denominados táxons ou táxon (singular). Cada indivíduo pertence a uma espécie Phyta Opsida Idae Ales Aceae Oideae Divisão: Magnoliophyta Classe: Magnoliopsida Subclasse: Rosideae Ordem: Rosales Família: Rosaceae Subfamília: Rosoideae Gênero: Rosa Espécie: Rosa gallica TerminaçõesCategorias
  13. 13. CATEGORIA TERMINAÇÃO EXEMPLO EXEMPLO Divisão phyta Magnoliophyta Magnoliophyta Classe atae Magnoliatae (=Dicotiledoneae) Liliatae (=Monocotiledoneae) Subclasse idae Rosidae Arecidae Ordem ales Rosales Arecales (Principes) Família aceae Rosaceae Arecaceae (Palmae) Gênero ......... Malus Roystonea Espécie ......... Malus domestica Roystonea regia Variedade ......... Malus domestica var. gala EXEMPLOS DE CLASSIFICAÇÃO SISTEMÁTICA
  14. 14. TIPIFICAÇÃO E PRIORIDADE DE NOMES Uma publicação é válida ou efetiva - distribuída à bibliotecas ou, pelo menos, à instituições botânicas. Deve ser impressa. A aplicação de nomes para os diferentes grupos taxonômicos está baseada em tipos nomenclaturais (tipos de nomes de táxons) – de família, de gênero e de espécie.
  15. 15. NOME CIENTÍFICO X NOME COMUM
  16. 16. TAXONOMIA E CLASSIFICAÇÃO HIERÁRQUICA 1753 – Linnaeus publicou o Species Plantarum (em dois volumes) - Usava polinômios para descrever uma planta – frase latina com máximo de 12 palavras - Mais tarde tornou permanente o sistema binomial (dois termos) Gênero + epíteto específico Araucaria angustifolia Espécie = Araucaria angustifolia
  17. 17. O nome científico deve ser escrito em: negrito, itálico ou sublinhado O nome do gênero deve ser escrito com inicial maiúscula e o epíteto específico com a inicial minúscula Ex.: Araucaria angustifolia
  18. 18. FAMILIA: FABACEAE (=LEGUMINOSAE) SUBFAMILIA: MIMOSOIDEAE Espécie: Calliandra tweediei Benth. Nomes comuns: quebra-foice espinho vermelho sarandi Mandaravê topete-de-cardeal pelego-de-ovelha
  19. 19. Escolha do Nome científico Vernonia cronquistii: homenagem ao botânico Cronquist Primula japonica: planta originária do Japão Abutilon album: planta com flores de coloração branca Poa annua: planta anual
  20. 20. Nome comum: sarandi Nomes científicos: Calliandra tweediei (Fam. Fabaceae) Cephalanthus glabratus (Fam. Rubiaceae) Phyllanthus emblica (Fam. Euphorbiaceae) Sebastiana angustifolia (Fam. Euphorbiaceae)
  21. 21. Espécime-tipo - serve de referencial para comparação com outros espécimes da mesma espécie SUBESPÉCIE (ssp) e VARIEDADE (var.) Todos os representantes assemelham-se entre si e compartilham uma ou mais característica que não se encontram em outras subespécies ou variedades daquela espécie ESPÉCIE
  22. 22. A – E = Bauhinia forficata subsp. forficata ● F – H = Bauhinia forficata subsp. pruinosa ▲
  23. 23. NOMES PROPOSTOS e NOMES CONSERVADOS - Palmae = Arecaceae - Leguminosae = Fabaceae - Gramineae = Poaceae - Cactaceae = Opuntiaceae - Compositae = Asteraceae - Umbelliferae = Apiaceae - Cruciferae = Brassicaceae - Guttiferae = Clusiaceae - Labiatae = Lamiaceae
  24. 24. Para cada táxon abaixo de família (esta inclusive) o nome correto é o mais antigo desde que tenha sido validamente publicado Exemplos: Rhynchosia Loureiro (1790) Sinonímia: Polytropia Presl. (1831) Eriosema campestre Benth. (1859) Sinonímias: Eriosema lagoense M. Mich. (1875) Eriosema yerbalium Chod & Hassl. (1904)
  25. 25. CITAÇÃO DO NOME DO AUTOR Ex.: Bromus uniloides H. B. K. Quando a categoria do táxon for alterada: Ex.: Butia eriospatha (Martius) Beccari NOMES DE HÍBRIDOS O sinal “X” precede o epíteto específico de uma planta híbrida Ex.: Axonopus X compressoides (Axonopus compressus X Axonopus affinis)
  26. 26. NOMES DE PLANTAS CULTIVADAS International Code of nomenclature for cultivated plants (Brickell et al., 1980) Algumas regras: 1. Cultivar (cv.) ou com aspas simples Ex.: Oryza sativa ‘Bluebelle’ ou cv. Bluebelle 2. O nome de uma cultivar não é afetado pela troca do nome científico Ex.: Scilla hispanica cv. Rose Queen - mudou para S. campanulata cv. Rose Queen
  27. 27. 3. O nome da cultivar é dado no idioma do autor, não sendo necessária sua tradução Ex.: Desmodium uncinatum cv. Silver-leaf 4. O nome de uma cultivar só é válido quando publicado – a publicação não necessita ter características científicas 5. As cultivares são catalogadas em Registros Nacionais ou Registros Regionais
  28. 28. Em cultivares pode haver os seguintes casos CLONE: (Cl.) conjunto de indivíduos geneticamente uniformes, derivados de propagação vegetativa ou apomixia Ex.: Cynodon dactylon cv. Coast cross LINHA: (Ln) conjunto de indivíduos de reprodução sexual, por sementes ou por esporos, com aparência uniforme, mantidos por seleção Ex.: Triticum aestivum cv. Marquis (autopolinização).
  29. 29. QUIMERA: indivíduo com duas ou mais linhagens geneticamente diferentes Ex.: “Cytisus purpureus Labumum anagyroides”

×