As Relações entre
SUBJETIVIDADE e
OBJETIVIDADE


Profª. Leni de Souza Barros
Subjetividade
• Segundo o Dicionário Aurélio (on-line), subjetividade
  é relativo a subjetivo que é:
1.Relativo a sujeito.
2.Existente no sujeito.
3.Individual, pessoal; particular.
4.Passado unicamente no espírito de uma pessoa.
5.Diz-se do que é válido para um só sujeito e que só
   a ele pertence, pois integra o domínio das
  atividades psíquicas, sentimentais, emocionais,
  volitivas, etc. deste sujeito. [Cf., nesta acepç.,
  objeto (9).] 6.Filos. Que provém de um sujeito
  enquanto agente individual, ou coletivo. [Cf., nesta
  acepç., objeto (10).]
Objetividade

Segundo o Dicionário Aurélio (on-line),
objetividade é:
s.f. Qualidade do que é objetivo.
Para Sara Paín:
• A objetividade e subjetividade são as
  dimensões que constituem o pensamento
  humano.
• A objetividade diz respeito à realidade , ao
  conhecimento, ao domínio do possível;
• A subjetividade diz respeito ao desejo, à
  fantasia, ao domínio do impossível.
• O pensamento voltado para a realidade
  (conhecimento) assim como o pensamento
  voltado para o desejo (fantasia) corresponde
  a estruturas distintas.
                       A “estrutura do
                 conhecimento ou cognitiva,
                   lógica, objetivante” e a
                    “estrutura dramática,
                    simbólica, desejante”.
Essas estruturas se diferenciam por seus
mecanismos, operações e categorias.
A estrutura do conhecimento
• Constrói-se por intermédio dos mecanismos de
  assimilação, acomodação, circularidade e
  inibição, bem como por intermédio das
  operações de classificação e seriação.

            Esses mecanismos e operações
            respondem pela criação das
            categorias do pensamento
            objetivo (objeto, espaço, tempo,
            causalidade e número).

A estrutura transforma-se dialeticamente no tempo,
é GENÉTICA.
As categorias da ordem da
          SUBJETIVIDADE
• Referem-se ao ego, ao superego e ao id.
  A estrutura desejante não muda durante a
  vida, NÃO É GENÉTICA como a estrutura
  do conhecimento, mas atua como uma
  espécie de matriz ou molde que se
  repete, evocando sentidos sempre novos.
Distinção entre as postulações de Piaget e
 Sara Paín:
• Para Piaget a origem da     • Para Sara essas
  linguagem, da imagem,       representações servem à
  do jogo (período            fantasia e à subjetividade;
  simbólico) corresponde      • entre as estruturas simbólica
  a um momento da             e lógica existe uma relação de
  história da inteligência;   simultaneidade;
• A estrutura simbólica se    • “No pensamento, o desejo e
  corta aos 6 anos para       o cognitivo tem de falar ao
  dar lugar à lógica.         mesmo tempo, mas sem que
                              um casse a palavra do
                              outro...”
Para Freud,
• As formulações sobre os dois princípios
  do funcionamento mental postulam que os
  processos inconscientes são o ponto de
  partida da vida mental (processos
  primários) e que o propósito desses
  processos é a obtenção do prazer e a
  evitação do desprazer (contato com o
  mundo externo princípio da realidade);
O pensar para Freud:
• É o aumento de tensão no psiquismo;
  adiamento da descarga; energia
  vinculada; originalmente inconsciente e
  responsável pelo estabelecimento de
  relações entre impressões de objetos
  (representação de coisas); depois, ligado
  a resíduos verbais (representação de
  palavras).
Para Melanie Klein,
• Para compreender o processo de construção do
  psiquismo humano é preciso que se distingam duas
  configurações específicas de relações de objeto,
  ansiedade e defesa, por ela denominadas posições
  esquizoparanóide e depressiva.
• A posição esquizoparanóide caracteriza-se por
  relações de objetos parciais (externos e internos), pelo
  predomínio de processos de divisão, e por ansiedade
  persecutória.
• A posição depressiva estrutura-se a partir da
  possibilidade de integrar a figura materna,
  predominando nesta ocasião tendências à
  ambivalência, ansiedade depressiva, sentimento de
  culpa e desejo de reparação.
Bibliografia
• Melo, Maria Lúcia de Almeida.
  Subjetividade e conhecimento. São
  Paulo: Vetor, 2002.

120095526 3-as-relacoes-entre-subjetividade-e-objetividade

  • 1.
    As Relações entre SUBJETIVIDADEe OBJETIVIDADE Profª. Leni de Souza Barros
  • 2.
    Subjetividade • Segundo oDicionário Aurélio (on-line), subjetividade é relativo a subjetivo que é: 1.Relativo a sujeito. 2.Existente no sujeito. 3.Individual, pessoal; particular. 4.Passado unicamente no espírito de uma pessoa. 5.Diz-se do que é válido para um só sujeito e que só a ele pertence, pois integra o domínio das atividades psíquicas, sentimentais, emocionais, volitivas, etc. deste sujeito. [Cf., nesta acepç., objeto (9).] 6.Filos. Que provém de um sujeito enquanto agente individual, ou coletivo. [Cf., nesta acepç., objeto (10).]
  • 3.
    Objetividade Segundo o DicionárioAurélio (on-line), objetividade é: s.f. Qualidade do que é objetivo.
  • 4.
    Para Sara Paín: •A objetividade e subjetividade são as dimensões que constituem o pensamento humano. • A objetividade diz respeito à realidade , ao conhecimento, ao domínio do possível; • A subjetividade diz respeito ao desejo, à fantasia, ao domínio do impossível.
  • 5.
    • O pensamentovoltado para a realidade (conhecimento) assim como o pensamento voltado para o desejo (fantasia) corresponde a estruturas distintas. A “estrutura do conhecimento ou cognitiva, lógica, objetivante” e a “estrutura dramática, simbólica, desejante”. Essas estruturas se diferenciam por seus mecanismos, operações e categorias.
  • 6.
    A estrutura doconhecimento • Constrói-se por intermédio dos mecanismos de assimilação, acomodação, circularidade e inibição, bem como por intermédio das operações de classificação e seriação. Esses mecanismos e operações respondem pela criação das categorias do pensamento objetivo (objeto, espaço, tempo, causalidade e número). A estrutura transforma-se dialeticamente no tempo, é GENÉTICA.
  • 7.
    As categorias daordem da SUBJETIVIDADE • Referem-se ao ego, ao superego e ao id. A estrutura desejante não muda durante a vida, NÃO É GENÉTICA como a estrutura do conhecimento, mas atua como uma espécie de matriz ou molde que se repete, evocando sentidos sempre novos.
  • 8.
    Distinção entre aspostulações de Piaget e Sara Paín: • Para Piaget a origem da • Para Sara essas linguagem, da imagem, representações servem à do jogo (período fantasia e à subjetividade; simbólico) corresponde • entre as estruturas simbólica a um momento da e lógica existe uma relação de história da inteligência; simultaneidade; • A estrutura simbólica se • “No pensamento, o desejo e corta aos 6 anos para o cognitivo tem de falar ao dar lugar à lógica. mesmo tempo, mas sem que um casse a palavra do outro...”
  • 9.
    Para Freud, • Asformulações sobre os dois princípios do funcionamento mental postulam que os processos inconscientes são o ponto de partida da vida mental (processos primários) e que o propósito desses processos é a obtenção do prazer e a evitação do desprazer (contato com o mundo externo princípio da realidade);
  • 10.
    O pensar paraFreud: • É o aumento de tensão no psiquismo; adiamento da descarga; energia vinculada; originalmente inconsciente e responsável pelo estabelecimento de relações entre impressões de objetos (representação de coisas); depois, ligado a resíduos verbais (representação de palavras).
  • 11.
    Para Melanie Klein, •Para compreender o processo de construção do psiquismo humano é preciso que se distingam duas configurações específicas de relações de objeto, ansiedade e defesa, por ela denominadas posições esquizoparanóide e depressiva. • A posição esquizoparanóide caracteriza-se por relações de objetos parciais (externos e internos), pelo predomínio de processos de divisão, e por ansiedade persecutória. • A posição depressiva estrutura-se a partir da possibilidade de integrar a figura materna, predominando nesta ocasião tendências à ambivalência, ansiedade depressiva, sentimento de culpa e desejo de reparação.
  • 12.
    Bibliografia • Melo, MariaLúcia de Almeida. Subjetividade e conhecimento. São Paulo: Vetor, 2002.