Corpo, cultura e movimento

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O corpo e suas imenções físicas, sociais, histórica p

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Corpo, cultura e movimento

  1. 1. SÍLVIA ARRELARO
  2. 2. <ul><li>A valorização da imagem corporal na sociedade contemporânea, idealizada por corpos excessivamente magros ou musculosos, tem causado diversos distúrbios relacionados à auto imagem. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Aumento significativo do número de cirurgias plástica, </li></ul><ul><li>Uso indiscriminado de anabolizantes; </li></ul><ul><li>Aumento de casos de bulimia e anorexia; </li></ul><ul><li>Dietas malucas “ensinadas” em revistas. </li></ul><ul><li>Fatores que denotam uma insatisfação com o corpo, reflexo de uma imagem vendida pela mídia, de difícil conquista. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Desde os primórdios da humanidade, o corpo era visto como um atributo necessário à sobrevivência. </li></ul><ul><li>O homem primitivo precisava de uma intensa participação corporal, essencialmente pelo predomínio da linguagem gestual como principal meio de expressão. </li></ul>
  5. 6. <ul><li>O povo grego instituiu as competições esportivas como meio da celebração das qualidades corporais. </li></ul><ul><li>A presença corporal doutrinava o exercício do poder: o êxito nos torneios esportivos exercia um enorme fascínio social. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>Nessas sociedades eram valorizadas as qualidades corporais como força, destreza e agilidade. </li></ul><ul><li>Vencer uma competição significava não somente a compreensão de uma superioridade física, mas muito mais: o reconhecimento do vencedor como um elemento superior daquela sociedade.  </li></ul>
  7. 9. <ul><li>Os homens eram submetidos a ordens rígidas e ao sistema de castas que impossibilitava qualquer tipo de ascensão social. </li></ul><ul><li>O homem medieval era extremamente contido, seus impulsos individuais eram proibidos. </li></ul><ul><li>A presença da instituição religiosa restringia qualquer manifestação mais criativa. </li></ul>
  8. 10. <ul><li>A moral cristã tolhia qualquer tipo de prática corporal que visasse o culto do corpo. </li></ul><ul><li>A concepção dualística (corpo e alma) foi retomada e reacendeu a visão do corpo corrupto e pecaminoso, considerada empecilho ao desenvolvimento da alma. </li></ul><ul><li>Nas artes plásticas ficava evidente a projeção do “corpo coberto”, aparentemente exaurido de preocupações estéticas. </li></ul>
  9. 11. <ul><li>No Renascimento as ações humanas passaram a ser guiadas pelo método científico. </li></ul><ul><li>O corpo, agora sob um olhar “cientificista”, serviu de objeto de estudos e experiências. </li></ul><ul><li>A disciplina e o controle corporais eram preceitos básicos.   </li></ul>
  10. 12. <ul><li>As atividades físicas eram prescritas por um sistema de regras rígidas, visando à saúde corpórea. </li></ul><ul><li>A arte renascentista celebrou abertamente o corpo e a beleza física. </li></ul>
  11. 13. <ul><li>O pensamento renascentista influenciou pintores, escultores e artistas em geral, que retomaram os padrões da Antigüidade clássica em suas obras. </li></ul>
  12. 14. <ul><li>o nu passa a mostrar uma nova ideologia de mundo. </li></ul><ul><li>a mulher, antes ligada ao pecado, reapareceu, seminua e deslumbrante, em obras como O Nascimento de Vênus , tela de Sandro Boticelli pintada em 1485. </li></ul>
  13. 16. <ul><li>Leonardo da Vinci, na gravura conhecida como  O Homem Vitruviano  (1492) </li></ul><ul><li>Michelangelo em  A criação do homem  (pintura) </li></ul><ul><li>David  (escultura), imortalizaram o equilíbrio e as proporções da figura masculina. </li></ul>
  14. 20. <ul><li>Na lógica de produção capitalista o corpo mostrou-se tanto oprimido, quanto manipulável. </li></ul><ul><li>Era percebido como uma “máquina” de acúmulo de capital. </li></ul><ul><li>Os movimentos corporais passaram a ser regidos por uma nova forma de poder: o poder disciplinar. </li></ul>
  15. 21. <ul><li>Os homens e seus corpos eram vistos apenas na perspectiva do ganho econômico. </li></ul><ul><li>A expansão do capitalismo, no século XIX, propagou a forma de produção industrial em que a instrumentalização do corpo fazia-se necessária. </li></ul><ul><li>A padronização dos gestos e movimentos instaurou-se nas manifestações corporais. </li></ul>
  16. 22. <ul><li>A imagem corporal não se trata de uma imagem no sentido próprio da palavra, inclui imagens e representações mentais, mas não se reduz a isso. </li></ul><ul><li>Não é também um espelho fiel de nosso corpo ou um simples resultado de nossa familiarização com ele tal qual é. </li></ul>
  17. 23. <ul><li>Cada pessoa elabora a seu modo a imagem de seu próprio corpo, acentuando ou modificando as diferentes partes em função dos mecanismos de sua personalidade e de todas as suas vivências passadas e presentes. </li></ul>
  18. 24. <ul><li>A imagem corporal não é apenas consciente, é construída também em grande parte tomando como referência o corpo de outras pessoas. </li></ul><ul><li>Constitui uma unidade adquirida gradualmente que pode ser alterada e destruída. </li></ul>
  19. 25. <ul><li>A imagem corporal é como o indivíduo se vê e percebe seu corpo; </li></ul><ul><li>é a integração das partes constituintes; </li></ul><ul><li>como se relaciona com os outros através do próprio corpo; </li></ul><ul><li>como se sente em relação a ele; </li></ul><ul><li>como espera que os outros o vejam </li></ul><ul><li>e como lida com a imagem que os outros tem a respeito dele. </li></ul>
  20. 26. <ul><li>Esta percepção do próprio corpo sofre a influência de três fatores que  juntos compõem a imagem corporal: </li></ul><ul><li>o fisiológico </li></ul><ul><li>o psicológico </li></ul><ul><li>e o social </li></ul>
  21. 27. <ul><li>A expressão corporal e a criação são próprias do homem e instintivas, seja qual for o seu nível cultural e condição física, </li></ul><ul><li>a necessidade de mover-se é inerente ao ser humano. </li></ul>
  22. 28. <ul><li>Nosso corpo possui uma linguagem própria e facilmente identificável: </li></ul><ul><li>Através de nossa postura demonstramos muitas coisas de nossa personalidade ou estado de espírito. </li></ul><ul><li>Através de nossas expressões faciais demonstramos sentimentos. </li></ul><ul><li>Através do nosso corpo expressamos nossa cultura. </li></ul>
  23. 32. <ul><li>Quando crianças temos a necessidade instintiva de mover-nos porque é através do corpo que vivenciamos e demonstramos nossos sentimentos. </li></ul><ul><li>À medida que crescemos e temos que assumir papéis sociais e nosso corpo tende a perder cada vez mais o instinto natural de expressão e a graça, devido aos tabus criados pela própria sociedade. </li></ul>
  24. 33. <ul><li>É importante que reencontremos esta graciosidade e expressão reprimida para fazer com que o corpo volte a ser um instrumento de comunicação. </li></ul><ul><li>A expressão corporal tem como base fazer com que a pessoa descubra formas de mover-se e expressar-se através do próprio corpo. </li></ul><ul><li>Mais do que precisão é necessário expressão e sentimento em cada pequeno movimento corporal. </li></ul>
  25. 35. <ul><li>No final do século XX e início do século XXI, a super-exposição de modelos corporais nos meios de comunicação contribuiu, fundamentalmente, para a divulgação de uma ótica corpórea estereotipada e determinada pelas relações de mercado. </li></ul>
  26. 36. <ul><li>A mídia contemporânea vincula somente corpos que se encaixam em um padrão estético “aceitável”, mediado pelos interesses da indústria de consumo. </li></ul><ul><li>Modelos corporais são evidenciados como indicativo de beleza, em todos os formatos de mídia. </li></ul>
  27. 37. <ul><li>Trata-se de vincular à representação da beleza estética ideais de saúde, magreza e “atitude”. Configurando-se como objeto de desejo um corpo bonito, jovem, “malhado”, com idéias de vencedor e rodeado pelo consumo. </li></ul><ul><li>Esse conjunto de fatores acabou por criar no imaginário social uma associação entre “corpo ideal” e sucesso. </li></ul>
  28. 38. <ul><li>A criação de estereótipos publicitários é também precursora do ideário de corpo como objeto de desejo e de consumo. </li></ul><ul><li>Desta forma, a diversidade de produtos e seus respectivos padrões estéticos agregados, sempre seguem uma fórmula semelhante: a transformação ou a modificação da vida pela compra de alguma coisa, ou seja, a criação de uma nova identidade atrelada ao produto </li></ul>
  29. 39. <ul><li>Essa lógica mercadológica atua com mecanismos semelhantes em “nossas” carências mais profundas, o horror à morte, o medo da velhice e da impotência aparentemente sempre podem ser combatidos ou amenizados com novos produtos ou técnicas estéticas que são infinitamente renováveis em sua aparência, mas que permanecem as mesmas em seu conteúdo. </li></ul>
  30. 40. <ul><li>Esta mentalidade desencadeia vários distúrbios psicossociais. </li></ul><ul><li>A necessidade humana de encaixar-se nesse padrão ou identidade estética ocasiona um aumento crescente do número de cirurgias plásticas, do uso de substâncias químicas relacionadas a “boa” forma física e da quantidade de pessoas afligidas por comportamentos compulsivos, destacando-se a bulimia, a anorexia e o narcisismo. </li></ul>
  31. 41. <ul><li>A insatisfação com o próprio corpo implicou a incorporação da prática do exercício físico com fins estéticos no cotidiano do indivíduo </li></ul><ul><li>Criou-se a “malhação”, expressão que assume dois sentidos: “a ação de dar pancada com malho ou martelo e o ato de zombar ou fazer escárnio, a ambos o ser humano se subjuga, malha para não ser malhado”  </li></ul>
  32. 43. <ul><li>As academias contemporâneas, adaptadas às novas exigências do mercado, apresentam-se cada vez mais sofisticadas.  </li></ul><ul><li>Foram incorporados a sua estrutura física, além do espaço destinado à prática do exercício físico, lojas, bares e clínicas estéticas, formando verdadeiros centros de culto a estética. </li></ul>
  33. 44. <ul><li>Esta reflexão evidencia a necessidade da criação de formas de reação e contestação aos novos modos de controle estabelecidos na contemporaneidade. </li></ul><ul><li>A concepção de novos espaços para as práticas corporais que procurem à emancipação do ser humano, intermediados, pela consciência crítica da realidade entende-se como ponto vital para a mudança efetiva dos atuais paradigmas que norteiam a educação do corpo. </li></ul>
  34. 45. <ul><li>Você já se perguntou como realizamos os movimentos? </li></ul><ul><li>Em algumas brincadeiras, como a cobra-cega por exemplo, necessitamos dos sentidos da audição e do tato. </li></ul><ul><li>Através dos sentidos orientamos os músculos para realizar movimentos. </li></ul>
  35. 46. <ul><li>Correr e pendurar-se,por sua vez , exigem principalmente os músculos das pernas e dos braços. </li></ul><ul><li>Através dos músculos executamos o movimento. </li></ul><ul><li>O cérebro recebe as informações através dos sentidos e envia ordens para os músculos realizarem os movimentos necessários. </li></ul>
  36. 47. <ul><li>Executamos movimentos graças às propriedades dos músculos. Os músculos podem estender-se e contrair-se Essa propriedade Chama-se elasticidade . </li></ul><ul><li>A maior ou menor facilidade de tocar o chão deve-se à elasticidade muscular, que varia de pessoa para pessoa. </li></ul>
  37. 48. <ul><li>Os músculos levam certo tempo para contrair-se e estender-se. A rapidez de contração e extensão dos músculos é chamada velocidade muscular . Todos nós corremos , saltamos, reagimos com diferentes velocidades. Também velocidade muscular é diferente de pessoa para pessoa. </li></ul>
  38. 49. <ul><li>Os músculos podem ainda aplicar um esforço em determinada direção. </li></ul><ul><li>Essa propriedade é chamada força . </li></ul><ul><li>A facilidade ou dificuldade de executar exercícios na barra, levantar pesos, puxar ou empurrar objetos, por - exemplo deve-se à diferença de força entre as pessoas. </li></ul>
  39. 50. <ul><li>O tempo durante o qual os músculos podem permanecer aplicando essa força determina sua resistência ao esforço. </li></ul><ul><li>A atividade físicaprocura proporcionar elasticidade, velocidade, força e resistência adequadas a idade de quem a pratica, isto é, um bom trabalho muscular </li></ul>
  40. 53. <ul><li>http://br.monografias.com/trabalhos3/cancer-mama-imagem-corporal/cancer-mama-imagem-corporal2.shtml </li></ul><ul><li>http://www.urutagua.uem.br/008/08edu_pelegrini.htm </li></ul><ul><li>http://www.efdeportes.com/efd121/o-corpo-na-idade-media.htm </li></ul>

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