Apostila inss 2010-atualizada

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Apostila inss 2010-atualizada

  1. 1. INSSTÉCNICO DO SEGURO SOCIAL LÍNGUA PORTUGUESA RACIOCÍNIO LÓGICO INFORMÁTICA MATEMÁTICA ATUALIDADES ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO REGIME JURÍDICO ÚNICO PREVIDÊNCIA - CONJUNTURA E ESTRUTURA CONHECIMENTOS COMPLEMENTARES 1
  2. 2. Sumário 005 Língua Portuguesa 073 Raciocínio Lógico 087 Informática 193 Matemática 233 Atualidades 263 Ética no Serviço Público 271 Regime Jurídico Único (Lei 8.112/90) 295 Previdência - Conjuntura e Estrutura 317 Conhecimentos Complementares 337 Exercícios3
  3. 3. Língua Portuguesa Língua Portuguesa07 Interpretação de textos e Tipologia textual18 Fonética, ortografia e acentuação gráfica24 Emprego das classes de palavras34 Crase35 Sintaxe da oração e do período39 Pontuação42 Concordância verbal e nominal46 Regência verbal e nominal48 Significação das palavras51 Redação de correspondência oficial65 Novo Acordo Ortográfico 5 5
  4. 4. Língua Portuguesa INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS TIPOLOGIA TEXTUALI. Tipologia TextualObs.: Às vezes, um fragmento pode apresentar características que o assemelham a uma descrição e também a uma narração. Nesse caso, é interessante observar que em um fragmento narrativo a relação entre os fatos relacionados é de anterioridade e posterioridade, ou seja, existe o fato que ocorre antes e aquele que ocorre depois. Em uma narração ocorre a progressão temporal. Já na descrição a relação entre os fatos é de simultaneidade, ou seja, os fatos relacionados são concomitantes, não ocorrendo progressão temporal. 7
  5. 5. Língua PortuguesaClassifique os trechos abaixo. Marque: Texto para a questão 07.(A) Narração(B) Descrição 1 (...) em volta das bicas era um zunzum cres-(C) Dissertação cente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns após outros, lavavam a cara, incomo-01. Ocorreu um pequeno incêndio na noite de ontem, damente, debaixo do fio de água que escorria da em um apartamento de propriedade do Sr. Marcos 5 altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As da Fonseca. No local habitavam o proprietário, sua esposa e seus dois filhos. O fogo despontou em mulheres precisavam já prender as saias entre as um dos quartos que, por sorte, ficava na frente do coxas para não as molhar, via-se-lhes a tostada prédio. nudez dos braços e do pescoço que elas despiam suspendendo o cabelo todo para o alto do casco;02. O mundo moderno caminha atualmente para sua 10 os homens, esses não se preocupavam em não própria destruição, pois tem havido inúmeros con- molhar o pêlo, ao contrário metiam a cabeça bem flitos internacionais, o meio ambiente encontra-se debaixo da água e esfregavam com força as ventas ameaçado por sério desequilíbrio ecológico e, e as barbas, fossando e fungando contra as pal- além do mais, permanece o perigo de uma catás- mas das mãos. As portas das latrinas não descan- trofe nuclear. 15 savam, era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem tréguas. Não se demoravam lá03. Qualquer pessoa que o visse, quer pessoalmente dentro e vinham ainda amarrando as calças ou sai- ou através dos meios de comunicação, era logo levada a sentir que dele emanava uma serenida- as; as crianças não se davam ao trabalho de lá ir, de e autoconfiança próprias daqueles que vivem despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fun- com sabedoria e dignidade. 20 dos, por detrás da estalagem ou no recanto das hortas. (Aluísio Azevedo, O Cortiço)04. De baixa estatura, magro, calvo, tinha a idade de um pai que cada pessoa gostaria de ter e de quem 07. O fragmento acima pode ser considerado: a nação tanto precisava naquele momento de de- a) narrativo, pois ocorre entre seus enunciados uma samparo. progressão temporal de modo que um pode ser considerado anterior ao outro.05. Em virtude dos fatos mencionados, somos leva- b) um típico fragmento dissertativo em que se obser- dos a acreditar na possibilidade de estarmos a vam muitos argumentos. caminho do nosso próprio extermínio. É desejo de c) descritivo, pois não ocorre entre os enunciados todos nós que algo possa ser feito no sentido de uma progressão temporal: um enunciado não pode conter essas diversas forças destrutivas, para po- ser considerado anterior ao outro. dermos sobreviver às adversidades e construir um d) descritivo, pois os argumentos apresentados são mundo que, por ser pacífico, será mais facilmente objetivos e subjetivos. habitado pelas gerações vindouras. 08. Filosofia dos Epitáfios06. O homem, dono da barraca de tomates, tentava, em vão, acalmar a nervosa senhora. Não sei por 1 Saí, afastando-me dos grupos e fingindo ler que brigavam, mas sei o que vi: a mulher imensa- os epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, mente gorda, mais do que gorda, monstruosa, er- entre a gente civilizada, uma expressão daquele guia os enormes braços e, com os punhos cerra- pio e secreto egoísmo que induz o homem a ar- dos, gritava contra o feirante. Comecei a me as- 5 rancar à morte um farrapo ao menos da sombra sustar, com medo de que ela destruísse a barraca que passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolá- — e talvez o próprio homem — devido à sua fúria vel dos que sabem os seus mortos na vala co- incontrolável. Ela ia gritando e se empolgando com mum; parece-lhes que a podridão anônima os al- sua raiva crescente e ficando cada vez mais ver- cança a eles mesmos. melha, assim como os tomates, ou até mais. (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)8 8
  6. 6. Língua Portuguesa Do ponto de vista da composição, é correto afir- miniatura, a visão prefigurada do paraíso que san- mar que o capítulo “Filosofia dos Epitáfios” tos e poetas imaginaram. Isso foi o que procurei e, embora pudesse parecer bom demais para a vidaa) é predominantemente dissertativo, servindo os 20 humana, foi o que encontrei. dados do enredo do ambiente como fundo para a Com igual paixão busquei o conhecimento. digressão. Desejei compreender os corações dos homens.b) é predominantemente descritivo, com a suspen- Desejei saber por que as estrelas brilham. E ten- são do curso da história dando lugar à construção tei apreender a força pitagórica pela qual o núme- do cenário. 25 ro se mantém acima do fluxo. Um pouco disso,c) equilibra em harmonia narração e descrição, à não muito, encontrei. medida que faz avançar a história e cria o cenário Amor e conhecimento, até onde foram possí- de sua ambientação. veis, conduziram-me aos caminhos do paraíso.d) é predominantemente narrativo, visto que o narrador Mas a compaixão sempre me trouxe de volta à Ter- evoca os acontecimentos que marcaram sua saída. 30 ra. Ecos de gritos de dor reverberam em meu co- ração. Crianças famintas, vítimas torturadas porII. ROTEIRO PARA LEITURA DE TEXTOS opressores, velhos desprotegidos – odiosa carga para seus filhos – e o mundo inteiro de solidão,• ler atentamente o texto, tendo noção do conjunto pobreza e dor transformaram em arremedo o que• compreender as relações entre as partes do texto 35 a vida humana poderia ser. Anseio ardentemente• sublinhar momentos mais significativos aliviar o mal, mas não posso, e também sofro.• fazer anotações à margem Isso foi a minha vida. Achei-a digna de ser vivi- da e vivê-la-ia de novo com a maior alegria se aIII. ENTENDIMENTO DO TEXTO oportunidade me fosse oferecida. O que deve ser observado para chegar à melhor (RUSSEL, Bertrand, Revista Mensal de Cultura, compreensão do texto? Enciclopédia Bloch, n. 53, set.1971, p.83)1. PALAVRAS-CHAVE O texto é constituído de cinco parágrafos que se encadeiam de forma coerente, a partir das pala- Palavras mais importantes de cada parágrafo, vras-chave vida e paixões do primeiro parágrafo: em torno das quais outras se organizam, criando uma ligação para produzirem sentido. As palavras- palavras-chave chave aparecem, muitas vezes, ao longo do texto • 1º parágrafo – vida / paixões de diversas formas: repetidas, modificadas ou re- • 2º parágrafo - amor tomadas por sinônimos. As palavras-chave formam • 3º parágrafo - conhecimento o alicerce do texto, são a base de sua sustentação, • 4º parágrafo - compaixão levam o leitor ao entendimento da totalidade do tex- • 5º parágrafo – vida to, dando condições para reconstruí-lo. As palavras-chave vida e paixões prolongam-se em:• atenção especial para verbos e substantivos; amor, conhecimento e compaixão. Cada parágrafo irá• o título é uma boa dica de palavra-chave. ater-se a cada uma dessas paixões. Observe o texto de Bertrand Russel, “Minha Vida”, Leia o texto abaixo para responder às questões 9 e 10. a fim de compreender a forma como ele está cons- truído: 1 É universalmente aceito o fato de que sai mais cara a reparação das perdas por acidentes de tra- 1 Três paixões, simples mas irresistivelmente balho que o investimento em sua prevenção. Mas, fortes, governaram minha vida: o desejo imenso então, por que eles ocorrem com tanta freqüência? do amor, a procura do conhecimento e a insupor- 5 Falta, evidentemente, fiscalização. Constatar tal tável compaixão pelo sofrimento da humanidade. fato exige apenas o trabalho de observar obras de 5 Essas paixões, como os fortes ventos, levaram- engenharia civil, ao longo de qualquer trajeto por me de um lado para outro, em caminhos capricho- ônibus ou por carro na cidade. E quem poderia sos, para além de um profundo oceano de angús- suprir as deficiências da fiscalização oficial – os tias, chegando à beira do verdadeiro desespero. 10 sindicatos patronais ou de empregados – não o Primeiro busquei o amor, que traz o êxtase – faz; se não for por um conformismo cruel, a tomar10 êxtase tão grande que sacrificaria o resto de mi- por fatalidade o que é perfeitamente possível de nha vida por umas poucas horas dessa alegria. prevenir, terá sido por nosso baixo nível de organi- Procurei-o, também, porque abranda a solidão – zação e escasso interesse pela filiação a entida- aquela terrível solidão em que uma consciência 15 des de classe, ou por desvio dessas de seus inte- horrorizada observa, da margem do mundo, o in- resses primordiais.15 sondável e frio abismo sem vida. Procurei-o, final- Falta também a educação básica, prévia a mente, porque na união do amor vi, em mística qualquer treinamento: com a baixíssima escola- ridade do trabalhador brasileiro, não há compre- 9 9
  7. 7. Língua Portuguesa20 ensão suficiente da necessidade e benefício dos porte torna precários os programas governa- equipamentos de segurança, assim como da mentais para atendimento à demanda por saú- mais simples mensagem ou de um manual de de, educação, habitação, assistência previden- instruções. ciária e segurança pública. E há, enfim, o fenômeno recente da terceiriza- Quanto aos trabalhadores sem anotação em ção, que pode estar funcionando às avessas, ao carteira, formam um colossal conjunto de excluí-25 propiciar o surgimento e a multiplicação de em- dos. Estão à margem dos benefícios sociais ga- presas fantasmas de serviços, que contratam a rantidos pelos direitos de cidadania, entre os primeira mão-de-obra disponível, em vez de sele- quais vale citar o acesso à aposentadoria, ao cionar e de oferecer mão-de-obra especializada. seguro-desemprego e às indenizações repara- (O Estado de S.Paulo – 22 de fevereiro de 1998 – doras pela despedida sem justa causa. De outro adaptado) lado, não recolhem a contribuição previdenciária, mas exercem fortes pressões sobre os serviços09. Assinale a opção que apresenta as palavras-cha- públicos de assistência médico-hospitalar. ve do texto. A reforma tributária poderá converter a expres-a) aceitação universal – constatação – benefício – sões toleráveis a economia informal. A redução escolaridade. fiscal incidente sobre as micro e pequenas em-b) investimento em prevenção – deficiências – enti- presas provocará, com certeza, a regularização dades – equipamentos. de grande parte das unidades produtivas em açãoc) falta de fiscalização – organização – benefício – clandestina. E a adoção de uma política consis- mão-de-obra. tente para permitir o aumento do emprego e dad) prevenção de acidentes – fiscalização – educa- renda trará de volta ao mercado formal os milhões ção – terceirização. de empregados sem carteira assinada. É preci-e) crescimento – conformismo – treinamento – em- so entender que o esforço em favor da inserção presas. da economia no sistema mundial não pode pa- gar tributo ao desemprego e à marginalização10. Assinale a opção INCORRETA em relação aos ele- social de milhões de pessoas. mentos do texto. (Correio Braziliense – 13.7.97)a) O pronome “eles” (l.4) refere-se a “acidentes de trabalho” (l.2 e 3). 1º parágrafo:b) A expressão “tal fato” (l.5-6) retoma a idéia antece- palavras-chave: economia informal e trabalha- dente de “falta de fiscalização” (l.5). dores admitidos sem carteira assinadac) Para compreender corretamente a expressão “não o último período do primeiro parágrafo apresenta o faz” (l.10 e 11), é necessário retomar a idéia de uma informação que vai nortear todo o texto: “Am- “suprir as deficiências da fiscalização oficial” (l.9). bas são portadoras de efeitos econômicos e soci-d) A palavra “primordiais” vincula-se à idéia de “bási- ais catastróficos.” cos, principais”. (l.17)e) “dessas” refere-se a “deficiências da fiscalização Idéia-chave: Economia informal e trabalhadores oficial” (l.9). admitidos sem carteira assinada trazem prejuí- zos econômicos e sociais.2. IDÉIAS-CHAVE 2° parágrafo: Se houver dificuldade para chegar à síntese do palavra-chave: economia informal texto só pelas palavras-chave, deve-se buscar a efeitos econômicos - perda de receitas tributárias idéia-chave, que deve refletir o assunto principal efeitos sociais - precariedade dos programas de cada parágrafo, de forma sintetizada. sociais do governo• A partir da síntese de cada parágrafo, chega-se à Idéia-chave: A perda de receitas tributárias cau- idéia central do texto. sada pela economia informal prejudica os pro- gramas sociais do governo. Observe o texto: 3° parágrafo: Existem duas formas de operação marginal: a palavra-chave: trabalhadores admitidos sem car- que toma a classificação genérica de economia teira assinada informal, correspondente a mais de 50% do Pro- efeitos econômicos - não recolhem contribuição duto Interno Bruto (PIB), e a representada pelos previdenciária trabalhadores admitidos sem carteira assinada. efeitos sociais – não têm garantia de direitos Ambas são portadoras de efeitos econômicos e sociais sociais catastróficos. A atividade econômica exercida ao largo dos Idéia-chave: Trabalhadores admitidos sem car- registros oficiais frustra a arrecadação de re- teira assinada causam prejuízos econômicos por ceitas tributárias nunca inferiores a R$ 50 bi- não recolherem contribuição previdenciária e so- lhões ao ano. A perda de receita fiscal de tal frem os efeitos sociais, por não terem seus direi- tos assegurados.10 10
  8. 8. Língua Portuguesa4º parágrafo: ( ) A culminação desse processo evolutivo encontra- há uma proposta de solução para cada um dos se no conceito de risco social e na idéia correlata problemas apresentados no texto: de responsabilidade social. para a economia informal: reforma tributária – ( ) Daí as restrições da jornada normal e ao trabalho redução fiscal para micro e pequenas empresas noturno. para os trabalhadores sem carteira assinada: ( ) A necessidade de trabalhar não deve prejudicar o política consistente para aumento do emprego e normal desenvolvimento de seu organismo. da renda ( ) Enquanto esta é inerente a determinados ramos Idéia-chave: A reforma tributária poderá minimi- de atividade, os primeiros são aqueles que ocor- zar os efeitos da economia informal e uma política rem pelo exercício do trabalho, provocando lesão consistente para aumento do emprego e da renda corporal. pode provocar a formalização de contratos legais ( ) Constitui aquela o conjunto de princípios e regras para milhões de empregados. destinados a preservar a saúde do trabalhador. Idéia-central do texto: A seqüência numérica correta é: A economia informal tem efeitos econômicos e so- a) 1, 3, 4, 5, 2. ciais prejudiciais ao indivíduo e ao sistema, mas b) 3, 2, 1, 5, 4. ações políticas, como a reforma tributária, pode- c) 2, 5, 3, 1, 4. rão estimular a regularização de empresas, bene- d) 5, 1, 4, 3, 2. ficiado, também, os trabalhadores. e) 2, 4, 5, 3, 1.3. COERÊNCIA 12. As propostas abaixo dão seguimento coerente e ló- Coerência é perfeita relação de sentido entre as gico ao trecho citado, EXCETO uma delas. Aponte-a: diversas palavras e/ou partes do texto. Haverá co- “Provavelmente devido à proximidade com os erência se for mantido um elo conceitual entre os perigos e a morte, os marinheiros dos séculos XV diversos segmentos do texto. e XVI eram muito religiosos. Praticavam um tipo de religião popular em que os conhecimentos teo-4. COESÃO lógicos eram mínimos e as superstições muitas.” Quando lemos com atenção um texto bem cons- (Janaína Amado, com cortes e adaptações) truído, percebemos que existe uma ligação entre os diversos segmentos que o constituem. Cada a) Entre essas, figuravam o medo de zarpar numa frase enunciada deve manter um vínculo com a sexta-feira e o de olhar fixamente para o mar à anterior ou anteriores para não perder o fio do pen- meia-noite. samento. Cada enunciado do texto deve estabele- b) Cristóvão Colombo, talvez o mais religioso entre cer relações estreitas com os outros a fim de tor- todos os navegantes, costumava antepor a cada nar sólida sua estrutura. A essa conexão interna coisa que faria os dizeres: “Em nome da Santíssi- entre os vários enunciados presentes no texto dá- ma Trindade farei isto”. se o nome de coesão. Diz-se, pois, que um texto c) Apesar disso, os instrumentos náuticos represen- tem coesão quando seus vários enunciados es- taram progressos para a navegação oceânica, fa- tão organicamente articulados entre si, quando há cilitando a tarefa de pilotos e aumentando a segu- concatenação entre eles. rança e confiabilidade das rotas e viagens. d) Nos navios, que não raro transportavam padres,11. Numere o conjunto de sentenças de acordo com o promoviam-se rezas coletivas várias vezes ao primeiro, de modo que cada par forme uma se- dia e, nos fins de semana, serviços religiosos qüência coesa e lógica. Identifique, em seguida, a especiais. letra da seqüência numérica correta (Baseado em e) Constituíam expressão de religiosidade dos ma- Délio Maranhão). rinheiros constantes promessas aos santos, indi- viduais ou coletivas.(1) Cumpre, inicialmente, distinguir a higiene do tra- balho da segurança do trabalho. Leia o texto para solucionar as questões 13 e 14.(2) Na evolução por que passou a teoria do risco pro- fissional, abandonou-se o trabalho profissional 1 Cientistas de diversos países decidiram abra- como ponto de referência para colocar-se, em seu çar, em 1990, um projeto ambicioso: identificar todo lugar, a atividade empresarial. o código genético contido nas células humanas(3) Há que se fazer a distinção entre acidentes do tra- (cerca de três bilhões de caracteres). O objetivo balho e doença do trabalho. 5 principal de tal iniciativa é compreender melhor o(4) O Direito do Trabalho reconhece a importância da funcionamento da vida, e, conseqüentemente, a função da mulher no lar. forma mais eficaz de curar as doenças que nos(5) Motivos de ordem biológica, moral, social e eco- ameaçam. Como é esse código que define como nômica encontram-se na base da regulamenta- somos, desde a cor dos cabelos até o tamanho ção legal do trabalho do menor. 10 dos pés, o trabalho com amostras genéticas co- lhidas em várias partes do mundo está ajudandoDegrau Cultural 11 11
  9. 9. Língua Portuguesa também a entender as diferenças entre as etnias d) As amostras para a pesquisa do Projeto Genoma humanas. Chamado de Projeto Genoma Huma- Humano estão sendo colhidas em diversas par- no, desde o seu início ele não parou de produzir tes do mundo.15 novidades científicas. A mais importante delas é a e) O racismo não tem fundamento científico; é um confirmação de que o homem surgiu realmente fenômeno que se forma apoiado em estruturas sociais e culturais. na África e se espalhou pelo resto do planeta. A pesquisa contribuiu também para derrubar velhas 15. Indique a ordem em que as questões devem se teorias sobre a superioridade racial e está provan- organizar no texto, de modo a preservar-lhe a coe-20 do que o racismo não tem nenhuma base científi- são e coerência (Baseado no texto de José Onofre). ca. É mais uma construção social e cultural. O que ( ) O País não é um velho senhor desencantado com percebemos como diferenças raciais são apenas a vida que trata de acomodar-se. adaptações biológicas às condições geográficas. ( ) O Brasil tem memória curta. Originalmente o ser humano é um só. ( ) É mais como um desses milhões de jovens mal (ISTO É – 15.1.97) nascidos cujo único dote é um ego dominante e predador, que o impele para a frente e para cima,13. Assinale o item em que não há correspondência impedindo que a miséria onde nasceu e cresceu entre os dois elementos. lhe sirva de freio.a) “tal iniciativa” (l.5) refere-se a “projeto ambicioso”. ( ) “Não lembro”, responde, “faz muito tempo”.b) “ele” (l.14) refere-se a “Projeto Genoma Humano”. ( ) Lembra o personagem de Humphrey Bogart emc) “delas” (l.15) refere-se a “novidades científicas”. Casablanca, quando lhe perguntaram o que fizerad) “A pesquisa” (l.18) refere-se a “Projeto Genoma na noite anterior. Humano”. ( ) Mas esta memória curta, de que políticos e jornalis-e) “É mais” (l.21) refere-se a “Pesquisa”. tas reclamam tanto, não é, como no caso de Bo- gart, uma tentativa de esquecer os lances mais14. Marque o item que NÃO está de acordo com as penosos de seu passado, um conjunto de desilu- idéias do texto. sões e perdas que leva ao cinismo e à indiferença.a) O Projeto Genoma Humano tem como objetivo pri- mordial reconhecer as diferenças entre as várias a) 1, 2, 6, 5, 4, 3. raças do mundo. b) 2, 5, 4, 6, 3, 1.b) O ser humano tem uma estrutura única independen- c) 2, 6, 1, 3, 5, 4. te de etnia e as diferenças raciais provêm da neces- d) 1, 5, 4, 6, 3, 2. sidade de adaptação às condições geográficas. e) 2, 5, 4, 1, 6, 3.c) O código genético determina as características de cada ser humano, e conhecer esse código levará os cientistas a controlarem doenças.5. CONEXÕES Os conectivos também são elementos de coesão. Uma leitura eficiente do texto pressupõe, entre outros cuida- dos, o de depreender as conexões estabelecidas pelos conectivos.5.1. PRINCIPAIS CONECTIVOS CONJUNÇÕES COORDENATIVAS12 12
  10. 10. THATYML Língua Portuguesa CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS PRONOMES RELATIVOS 13 13
  11. 11. Língua Portuguesa16. A alternativa que substitui, correta e respectiva- c) Mesmo que os deputados que deponham na CPI ente, as conjunções ou locuções grifadas nos e ajudem a elucidar os episódios obscuros do caso períodos abaixo é: dos precatórios, a confiança na instituição não foiI. Visto que pretende deixar-nos, preparamos uma abalada. festa de despedida. d) O ministro reafirmou que é preciso manter a todoII. Terá sucesso, contanto que tenha amigos influ- custo o plano de estabilização econômica, sob entes. pena de termos a volta da inflação.III. Casaram-se e viveram felizes, tudo como estava e) Antes de fazer ilações irresponsáveis acerca das escrito nas estrelas. medidas econômicas, deve-se procurar conhecerIV. Foi transferido, portanto não nos veremos com as razões que, por isso as motivaram. muita freqüência.a) porque, mesmo que, segundo, ainda que. As questões 20 e 21 referem-se ao texto que segue.b) como, desde que, conforme, logo.c) quando, caso, segundo, tão logo. Impostod) salvo se, a menos que, conforme, pois.e) pois, mesmo que, segundo, entretanto. A insistência das secretarias estaduais de Fazenda em cobrar 25% de ICMS dos provedores17. Assinale a alternativa em que o pronome relativo de acesso à Internet deve acabar na Justiça. A paz “onde” obedece aos princípios da língua culta atual entre os dois lados é apenas para celebrar o escrita. fim do ano. Os provedores argumentam que nãoa) Os fonemas de uma língua costumam ser repre- têm de pagar o imposto porque não são, por lei, sentados por uma série de sinais gráficos deno- considerados empresas de telecomunicação, mas minados letras, onde o conjunto delas forma a apenas prestadores de serviços. Com o caixa que- palavra. brado, os Estados permanecem irredutíveis. O Mi-b) Todos ficam aflitos no momento da apuração, onde nistério da Ciência e Tecnologia alertou formal- será conhecida a escola campeã. mente ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, quec) Foi discutida a pequena carga horária de aulas de a imposição da cobrança será repassada para o Cálculo e Física, onde todos concordaram e dese- consumidor e pode prejudicar o avanço da Inter- jam mais aulas. net no Brasil. Hoje, pagam-se em média 40 reaisd) Não se pode ferir um direito constitucional onde visa para se ligar à rede. a garantir a educação pública e gratuita para todos. (Veja – 8/1/97, p. 17)e) Não se descobriu o esconderijo onde os seqües- tradores o deixaram durante esses meses todos. 20. Infere-se do texto que a) as empresas caracterizadas como prestadoras de18. Nos períodos abaixo, as orações sublinhadas es- serviço estão isentas do ICMS. tabelecem relações sintáticas e de sentido com b) todas as pessoas que desejam ligar-se à Internet outras orações. devem pagar 40 reais de ICMS.I. Eles compunham uma grande coleção, que foi se c) os provedores de acesso à Internet estão proces- dispersando à medida que seus filhos se casa- sando os consumidores que não pagam o ICMS. vam, levando cada qual um lote de herança. (PRO- d) os Estados precisam cobrar mais impostos dos PORCIONALIDADE) provedores para não serem punidos pelo Ministé-II. Mal se sentou na cadeira presidencial, Itamar Fran- rio da Ciência e Tecnologia. co passou a ver conspirações. (MODO) a) o desenvolvimento da Internet no Brasil está sen-III. Nunca foi professor da UnB, mas por ela se apo- do prejudicado pela cobrança do ICMS. sentou. (CONTRARIEDADE)IV. Mesmo que tenham sido só esses dois, (...) já não 21. A conjunção mas no texto estabelece uma relação de se configuraria a roubalheira (...) ? (CONCESSÃO) a) tempo. A classificação dessas relações está correta so- b) adição. mente nos períodos c) conseqüência.a) I, II e III. d) causa.b) II e IV. e) oposição.c) I e III.d) II, III e IV. 22. Assinale a única conjunção incorreta para com-e) I, III e IV. pletar a lacuna do texto. A partir do ofício enviado pelo fisco, começou-se a19. Os princípios da coerência e da coesão não foram levantar informações sobre a sonegação de im- violados em: posto de renda no mundo do esporte no Brasil. “Oa) O Santos foi o time que fez a melhor campanha do futebol já é o quarto maior mercado de capitais do campeonato. Teria, no entanto, que ser o campeão mundo”, diz Ives Gandra Martins, advogado tribu- este ano. tarista e conselheiro do São Paulo Futebol Clube,b) Apesar da Sabesp estar tratando a água da Re- ______________ só agora a Receita começa a presa de Guarapiranga, portanto o gosto da água prestar atenção nos jogadores. nas regiões sul e oeste da cidade melhorou.14 14
  12. 12. Língua Portuguesa Em outros países não é assim. Nos Estados Os professores sardenhos sabem que os adultos tam- Unidos, ano passado, a contribuição fiscal do bém apresentam sintomas semelhantes e que, na re- astro do basquete Michael Jordan chegou a 20,8 alidade, alguns chegam a morrer após urinarem uma milhões de dólares. grande quantidade de sangue. Por vezes, aproximada- (Exame – 27 de agosto de 1997) mente 35% dos habitantes da ilha chegam a ser aco-a) todavia. metidos por este mal.b) conquanto. O Dr. Marcelo Siniscalco, do Centro de Cancerologiac) entretanto. Sloan-Kedttering, em Nova Iorque, e o Dr. Arno G. Motul-d) não obstante. sky, da Universidade de Washington, depararam pelae) no entanto. primeira vez com a doença em 1959, enquanto desen- volviam um estudo sobre padrões de hereditariedade eIV. PARÁFRASE determinaram que os sardenhos eram vítimas de ane-Paráfrase é a reprodução explicativa de um texto ou de mia hemolítica, uma doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegremunidade de um texto, por meio de uma linguagem mais no interior dos veios sangüíneos. Os pacientes urina-longa. Na paráfrase sempre se conservam basicamen- vam sangue porque os rins filtram e expelem a hemo-te as idéias do texto original. O que se inclui são comen- globina não aproveitada. Se o volume de destruição fortários, idéias e impressões de quem faz a paráfrase. Na mínimo, o resultado será a letargia; se for aguda, aescola, quando o professor, ao comentar um texto, inclui doença poderá acarretar a morte do paciente.outras idéias, alongando-se em função do propósito de A anemia hemolítica pode ter diversas origens. Mas naser mais didático, faz uma paráfrase. Sardenha, as experiências indicam que praticamenteParafrasear consiste em transcrever, com novas pala- todas as pessoas acometidas por este mal têm defici-vras, as idéias centrais de um texto. O leitor deverá ência de uma única enzima, chamada deidrogenasefazer uma leitura cuidadosa e atenta e, a partir daí, rea- fosfo-glucosada-6 (ou G-6-PD), que forma um elo defirmar e/ou esclarecer o tema central do texto apresen- suma importância na corrente de produção de energiatado, acrescentando aspectos relevantes de uma opi- para as células vermelhas do sangue.nião pessoal ou acercando-se de críticas bem funda- Mas os sardenhos ficam doentes apenas durante a primavera, o que indica que a falta de G-6-PD da vítimamentadas. Portanto, a paráfrase repousa sobre o tex- não aciona por si só a doença - que há algo no meioto-base, condensando-o de maneira direta e imperati- ambiente que tira proveito da deficiência. A deficiênciava. Consiste em um excelente exercício de redação, genética pode ser a arma, mas um fator ambiental éuma vez que desenvolve o poder de síntese, clareza e quem a dispara.precisão vocabular. Acrescenta-se o fato de possibilitar Entre as plantas que desabrocham durante a primave-um diálogo intertextual, recurso muito utilizado para efei- ra na Sardenha encontra-se a fava ou feijão italiano -to estético na literatura moderna. observou o Dr. Siniscalco. Esta planta não tem umaComo ler um texto boa reputação desde ao ano 500 a.C. , quando o filóso-Recomendam-se duas leituras. A primeira chamaremos fo grego e reformador político Pitágoras proibiu que seusde leitura vertical e a segunda, de leitura horizontal. seguidores a comessem, ou mesmo andassem porLeitura horizontal é a leitura rápida que tem como finalida- entre os campos onde floresciam. Agora, o motivo dede o contato inicial com o assunto do texto. De posse desta tal proibição tornou-se claro; apenas aquelas pessoas que carregam o gene defeituoso e comiam favas cruasvisão geral, podemos passar para o próximo passo. ou parcialmente cozidas (ou inspiravam o pólen de umaLeitura vertical consiste em uma leitura mais atenta; é planta em flor) apresentavam problemas. todos os de-o levantamento dos referenciais do texto-base para a mais eram imunes.perfeita compreensão. É importante grifar, em cada Em dois anos, o Dr. Motusky desenvolveu um teste deparágrafo lido, as idéias principais. Após escrever à sangue simples para medir a presença ou ausência departe as idéias recolhidas nos grifos, procurando dar G-6-PD. Atualmente, os cientistas têm um modo de de-uma redação própria, independente das palavras utili- terminar com exatidão quem está predisposto à doençazadas pelo autor do texto. A esta etapa, chamaremos e quem não está; a enzima hemolítica, os geneticistasde levantamento textual dos referenciais. A redação fi- começaram a fazer a triagem da população da ilha. Lo-nal é a união destes referenciais, tendo o redator o calizaram aqueles em perigo e advertiram-lhes para evi-cuidado especial de unir idéias afins, de acordo com a tar favas de feijão durante a estação de floração. Comoidentidade e evolução do texto-base. resultado, a incidência de anemia hemolítica e de estu- dantes apáticos começou a declinar. O uso de marcado- res genéticos como instrumento de previsão da reaçãoExemplo de paráfrase dos sardenhos à fava de feijão há 20 anos foi uma das primeiras vezes em que os marcadores genéticos eramProfecias de uma Revolução na Medicina empregados deste modo; foi um avanço que poderáHá séculos, os professores de segundo grau da Sar- mudar o aspecto da medicina moderna. Os marcadoresdenha vêm testemunhando um fenômenos curioso. genéticos podem prever agora a possível eclosão deCom a chegada da primavera, em fevereiro, alguns de outras doenças e, tal como a anemia hemolítica, podemseus alunos tornam-se apáticos. Nos três meses sub- auxiliar os médicos a prevenirem totalmente os ataquesseqüentes, sofrem uma baixa em seu rendimento es- em diversos casos. (Zsolt Harsanyi e Richard Hutton,colar, sentem-se tontos e nauseados, e adormecem publicado no jornal O Globo).na sala de aula. Depois, repentinamente, suas energi-as retornam. E ficam ativos e saudáveis até o próximomês de fevereiro. 15 15
  13. 13. Língua Portuguesa23. Assinale a opção que mantém o mesmo sentido c) Os interesses capitalistas que buscavam ampliar do trecho sublinhado a seguir: o mercado para seus produtos industriais tiveram peso considerável na formulação da política anti- Uma das grandes dificuldades operacionais en- negreira inglesa, mas teve-o também a consciên- contradas em planos de estabilização é o conflito cia liberal antiescravista. entre perdedores e ganhadores. Às vezes reais, d) Teve peso considerável na política antinegreira outras fictícios, estes conflitos geram confrontos e britânica, o abolicionismo. Mas as forças de mer- polêmicas que, com freqüência, podem pressio- cado tiveram também peso, pois precisavam dis- nar os formuladores da política de estabilização a por de consumidores para seus produtos. tomar decisões erradas e, com isto, comprometer e) Ocorreu uma combinação de idealismo e interes- o sucesso das estratégias antiinflacionárias. ses materiais, na primeira metade do século XIX, (Folha de S.Paulo, 7/5/94) na formulação da política britânica de oposição à escravidão negreira.a) Estes conflitos, reais ou fictícios, geram confron- tos e polêmicas que, freqüentemente, podem pres- V. Perífrase sionar os formuladores da política de estabiliza- ção a tomar decisões erradas, sem, com isso, Observe: comprometer o sucesso das estratégias antiinfla- O povo lusitano foi bastante satirizado por Gil Vicente. cionárias.b) O sucesso das estratégias antiinflacionárias pode Utilizou-se a expressão “povo lusitano” para substituir ficar comprometido se, pressionados por confli- “os portugueses”. Esse rodeio de palavras que substi- tos, reais ou fictícios, os formuladores da política tuiu um nome comum ou próprio chama-se perífrase. de estabilização tomarem decisões erradas. Perífrase é a substituição de um nome comum ou pró-c) Os conflitos, às vezes reais, outras fictícios, que prio por um expressão que a caracterize. Nada mais é podem pressionar os formuladores da política de do que um circunlóquio, isto é, um rodeio de palavras. estabilização a confrontos e polêmicas, compro- metem o sucesso das antiinflacionárias. Outros exemplos:d) O sucesso das estratégias antiinflacionárias pode astro rei (Sol) | última flor do Lácio (língua portuguesa) ficar comprometido se os formuladores da política Cidade-Luz (Paris) de estabilização, pressionados por confrontos e Rainha da Borborema (Campina Grande) | Cidade Ma- polêmicas decorrentes de conflitos, tomarem de- ravilhosa (Rio de Janeiro) cisões erradas.e) Os formuladores da política de estabilização po- Observação: existe também um tipo especial de perí- dem tomar decisões erradas se os conflitos, ge- frase que se refere somente a pessoas. Tal figura de rados por confrontos e polêmicas os pressiona- estilo é chamada de antonomásia e baseia-se nas rem; o sucesso das estratégias antiinflacionárias qualidades ou ações notórias do indivíduo ou da enti- fica, com isto comprometido. dade a que a expressão se refere. Exemplos:24. Marque a opção que não constitui paráfrase do A rainha do mar (Iemanjá) segmento abaixo: O poeta dos escravos (Castro Alves) O criador do teatro português (Gil Vicente) “O abolicionismo, que logrou pôr fim à escravidão nas Antilhas Britânicas, teve peso ponderável na VI. SÍNTESE política antinegreira dos governos britânicos du- A síntese de texto é um tipo especial de composição rante a primeira metade do século passado. Mas que consiste em reproduzir, em poucas palavras, o que tiveram peso também os interesses capitalistas, o autor expressou amplamente. Desse modo, só de- comerciais e industriais, que desejavam expandir vem ser aproveitadas as idéias essenciais, dispensan- o mercado ultramarino, de produtos industriais e do-se tudo o que for secundário. viam na inevitável miséria do trabalhador escravo um obstáculo para este desiderato.” Procedimentos: (P. Singer, A formação da classe operária, São Paulo, 1. Leia atentamente o texto, a fim de conhecer o assun- Atual, 1988, p.44) to e assimilar as idéias principais; 2. Leia novamente o texto, sublinhando as partes maisa) Na primeira metade do século passado, a despeito importantes, ou anotando à parte os pontos que devem da forte pressão do mercado ultramarino em criar ser conservados; consumidores potenciais para seus produtos in- 3. Resuma cada parágrafo separadamente, mantendo dustriais, foi o movimento abolicionista o motor que a seqüência de idéias do texto original; pôs cobro à miséria do trabalhador escravo. 4. Agora, faça seu próprio resumo, unindo os parágrafos,b) A política antinegreira da Grã-Bretanha na primei- ou fazendo quaisquer adaptações conforme desejar; ra metade do século passado foi fortemente influ- 5. Evite copiar partes do texto original. Procure exercitar enciada não só pelo ideário abolicionista como seu vocabulário. Mantenha, porém, o nível de lingua- também pela pressão das necessidades comer- gem do autor; ciais e industriais emergentes.16 16
  14. 14. Língua Portuguesa6. Não se envolva nem participe do texto. Limite-se a MODELOsintetizá-lo. Arranchados sob um juazeiro, em meio àquela desola- ção, um bando de retirantes tentava aproveitar uma vacaSem copiar frases, RESUMIR, o texto abaixo: já em estado de putrefação, para combater-lhe a fome de dois dias. Quando Chico Bento, com o seu bando, O QUINZE aproxima-se também em busca de abrigo e, compade-Debaixo de um juazeiro grande, todo um bando de reti- cendo-se daquela situação, divide com os miseráveisrantes se arranchara: uma velha, dois homens, uma o resto de alimento que trazia, deixando o animal paramulher nova, algumas crianças. os urubus.O sol, no céu, marcava onze horas. Quando Chico Ben-to, com seu grupo, apontou na estrada, os homens VII. COMO RESUMIR UM TEXTOesfolavam uma rês e as mulheres faziam ferver uma Ler não é apenas passar os olhos no texto. É precisolata de querosene cheia de água, abanando o fogo com saber tirar dele o que é mais importante, facilitando oum chapéu de palha muito sujo e remendado. trabalho da memória. Saber resumir as idéias expres-Em toda a extensão da vista, nenhuma outra árvore sas em um texto não é difícil. Resumir um texto é repro-surgia. Só aquele juazeiro, devastado e espinhento, duzir com poucas palavras aquilo que o autor disse.verdejava a copa hospitaleira na desolação cor de cin-za da paisagem. Para se realizar um bom resumo, são necessárias al-Cordulina ofegava de cansaço. A Limpa-Trilho gania e gumas recomendações:parava, lambendo os pés queimados. 1. Ler todo o texto para descobrir do que se trata.Os meninos choramingavam, pedindo de comer. 2. Reler uma ou mais vezes, sublinhando frases ouE Chico Bento pensava: palavras importantes. Isto ajuda a identificar. – Por que, em menino, a inquietação, o calor, o cansa- 3. Distinguir os exemplos ou detalhes das idéias prin-ço, sempre aparecem com o nome de fome? cipais.– Mãe, eu queria comer... me dá um taquinho de rapa- 4. Observar as palavras que fazem a ligação entre asdura! diferentes idéias do texto, também chamadas de co-– Ai, pedra do diabo! Topada desgraçada! Papai, vamos nectivos: “por causa de”, “assim sendo”, “além do mais”,comer mais aquele povo, debaixo desse pé de pau? “pois”, “em decorrência de”, “por outro lado”, “da mes-O juazeiro era um só. O vaqueiro também se achou no ma forma”.direito de tomar seu quinhão de abrigo e de frescura. 5. Fazer o resumo de cada parágrafo, porque cada umE depois de arriar as trouxas e aliviar a burra, reparou encerra uma idéia diferente.nos vizinhos. A rês estava quase esfolada. A cabeça 6. Ler os parágrafos resumidos e observar se há umainchada não tinha chifres. Só dois ocos podres, mal estrutura coerente, isto é, se todas as partes estão bemcheirosos, donde escorria uma água purulenta. encadeadas e se formam um todo.Encostando-se ao tronco, Chico Bento se dirigiu aos 7. Num resumo, não se devem comentar as idéias doesfoladores: autor. Deve-se registrar apenas o que ele escreveu, sem – De que morreu essa novilha, se não é da minha usar expressões como “segundo o autor”, “o autor afir-conta? mou que”.Um dos homens levantou-se, com a faca escorrendo 8. O tamanho do resumo pode variar conforme o tipo desangue, as mãos tintas de vermelho, um fartum san- assunto abordado. É recomendável que nunca ultra-grento envolvendo-o todo: passe vinte por cento da extensão do texto original. – De mal-dos-chifres. Nós já achamos ela doente. E 9. Nos resumos de livros, não devem aparecer diálo-vamos aproveitar, mode não dar para os urubus. gos, descrições detalhadas, cenas ou personagensChico Bento cuspiu longe, enojado: secundárias. Somente as personagens, os ambientes– E vosmecês têm coragem de comer isso? Me ripuna e as ações mais importantes devem ser registrados.só de olhar...O outro explicou calmamente:– Faz dois dias que a gente não bota um de-comer depanela na boca...Chico Bento alargou os braços, num grande gesto defraternidade:– Por isso não! Aí nas cargas eu tenho um resto decriação salgada que dá para nós. Rebolem essa por-queira pros urubus, que já é deles! Eu vou lá deixar umcristão comer bicho podre de mal, tenho um bocado nomeu surrão!Realmente a vaca já fedia, por causa da doença. GABARITOToda descarnada, formando um grande bloco sangren-to, era uma festa para os urubus vê-la, lá de cima, lá da 01. A 02. C 03. B 04. B 05. Cfrieza mesquinha das nuvens. E para comemorar o 06. A 07. C 08. A 09. D 10. Eachado executavam no ar grandes rondas festivas, ne- 11. E 12. C 13. E 14. A 15. Bgrejando as asas pretas em espirais descendentes. 16. B 17. E 18. E 19. D 20. A Rachel de Queiroz 21. E 22. B 23. D 24. A 17 17
  15. 15. Língua Portuguesa FONÉTICA, ORTOGRAFIA E ACENTUAÇÃO GRÁFICA É a parte da lingüística que estuda os sons da fala Ditongo: é a junção de uma vogal + uma semivogal(fones). (ditongo decrescente), ou vice-versa (ditongo cres- cente), na mesma sílaba.Fonemas Ex.: noite (ditongo decrescente), quase (ditongo cres- São as entidades capazes de estabelecer distinção cente).entre as palavras.Exemplos: casa/capa, muro/mudo, dia/tia Tritongo: é a junção de semivogal + vogal + semivogal, formando uma só sílaba. A troca de um único fonema determina o surgimen- Ex.: Paraguai, argüiu.to de outra palavra ou um som sem sentido. O fonemase manifesta no som produzido e é registrado pela le- Hiato: é junção de duas vogais pronunciadas separa-tra, é representado graficamente por ela. O fonema /z/, damente formando sílabas distintas.por exemplo, pode ser representado por várias letras: z Ex.: saída, coelho(fazenda), x (exagerado), s (mesa). Atenção: Não se esqueça que só as vogais /i/ e Atenção: Os fonemas são representados entre /u/ podem funcionar como semivogais. Quando barras. Exemplos: /m/, /o/. semivogais, serão representadas por /y/ e /w/ respectivamente.Classificação dos fonemas Os fonemas da língua portuguesa classificam-se Dígrafosem vogais, semivogais e consoantes. É a união de duas letras representando um só fone- ma. Observe que no caso dos dígrafos não há corres-Vogais: são fonemas pronunciados sem obstáculo à pondência direta entre o número de letras e o númeropassagem de ar, chegando livremente ao exterior. Exem- de fonemas.plos: pato, bota Dígrafos que desempenham a função de consoan- tes: ch (chuva), lh (molho), nh (unha), rr (carro) e outros.Semivogais: são os fonemas que se juntam a uma vo- Dígrafos que desempenham a função de vogais na-gal, formando com esta uma só sílaba. Exemplos: cou- sais: am (campo), en (bento), om (tombo) e outros.ro, baile. Observe que só os fonemas /i/ e /u/ átonosfuncionam como semivogais. Para que não sejam con- Encontros consonantaisfundidos com as vogais i e u serão representados por Quando existe uma seqüência de duas ou mais con-[y] e [w] e chamados respectivamente de iode e vau. soantes em uma mesma palavra, denominamos essa seqüência de encontro consonantal.Consoantes: são fonemas produzidos mediante a re- O encontro pode acorrer:sistência que os órgãos bucais (língua, dentes, lábi- – na mesma sílaba: cla-ri-da-de, fri-tu-ra, am-plo.os) opõem à passagem de ar. Exemplos: caderno, – em sílabas diferentes: af-ta, com-pul-só-riolâmpada. Atenção: Nos encontros consonantais somos Dica: Em nossa língua, a vogal é o elemento capazes de perceber o som de todas as conso- básico, suficiente e indispensável para a forma- antes. ção da sílaba. Você encontrará sílabas constitu- ídas só de vogais, mas nunca formadas somen- Sílaba te com consoantes. Exemplos: viúva, abelha. É a unidade ou grupo de fonemas emitidos num só impulso da voz.Classificação das vogais1- Quanto à intensidade Classificação das palavras quanto ao número de A intensidade está relacionada com a tonicidade da sílabasvogal. Monossílabas - aquelas que possuem uma só sílaba:a- tônicas: café, cama dó, mão, cruz, etc.b- átonas: massa, bote Dissílabas - aquelas que possuem duas sílabas: sa/ pé, fo/lha, te/la, etc.2- Quanto ao timbre Trissílabas - aquelas que possuem três sílabas: fun/ O timbre está relacionado com a abertura da boca da/ção, mé/di/co, etc.a- abertas: (sapo), (neve), (bola) Polissílabas - aquelas que possuem mais de três síla-b- fechadas: ê (mesa), ô (domador), i (bico), u (útero) e bas: ve/te/ra/no, na/tu/re/za, pa/la/ci/a/no, etc.todas as nasais Divisão silábicaEncontros vocálicos A fala é o primeiro e mais importante recurso usado Há três tipos de encontros vocálicos: ditongo, hiato para a divisão silábica na escrita.e tritongo.18 18
  16. 16. THATYML Língua Portuguesa Regra geral: Atenção: Não confunda acento tônico com acento Toda sílaba, obrigatoriamente, possui uma vogal. gráfico. O acento tônico está relacionado com intensidade de som e existe em todas as pala- Regras práticas: vras com duas ou mais sílabas. O acento gráfico Não se separam ditongos e tritongos. Exemplos: existirá em apenas algumas palavras e será mau, averigüei usado de acordo com regras de acentuação. Separam-se as letras que representam os hiatos. Exemplos: sa-í-da, vô-o... Classificação das palavras quanto ao acento tônico Separam-se somente os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc. As palavras com mais de uma sílaba, conforme a Exemplos: pas-se-a-ta, car-ro, ex-ce-to... tonicidade, classificam-se em: Separam-se os encontros consonantais pronunci- ados separadamente. Exemplo: car-ta Oxítonas: quando a sílaba tônica é a última - coração, Os elementos mórficos das palavras (prefixos, radi- São Tomé, etc. cais, sufixos), quando incorporados à palavra, obede- cem às regras gerais. Exemplos: de-sa-ten-to, bi-sa- Paroxítonas: quando a sílaba tônica é a penúltima - vô, tran-sa-tlân-ti-co... cadeira, linha, régua, etc. Consoante não seguida de vogal permanece na sí- laba anterior. Quando isso ocorrer em início de palavra, Proparoxítonas: quando a sílaba tônica é a antepenúl- a consoante se anexa à sílaba seguinte. Exemplos: ad- tima - ibérica, América, etc. je-ti-vo, tungs-tê-nio, psi-có-lo-go, gno-mo... Os monossílabos podem ser tônicos ou átonos: Acento tônico / gráfico Tônicos: são autônomos, emitidos fortemente, como 1 - Sílaba tônica - A sílaba proferida com mais intensi- se fossem sílabas tônicas. Exemplos: ré, teu, lá, etc. dade que as outras é a sílaba tônica. Esta possui o Átonos: apóiam-se em outras palavras, pois não são acento tônico, também chamado acento de intensi- autônomos, são emitidos fracamente, como se fos- dade ou prosódico: sem sílabas átonas.São palavras sem sentido quando Exemplos: cajá, caderno, lâmpada estão isoladas: artigos, pronomes oblíquos, preposi- 2 - Sílaba subtônica - Algumas palavras geralmente ções, junções de preposições e artigos, conjunções, derivadas e polissílabas, além do acento tônico, pronome relativo que. Exemplos: o, lhe, nem, etc. possuem um acento secundário. A sílaba com acento secundário é chamada de subtônica. Acentuação gráfica Exemplos: terrinha, sozinho As palavras em Língua Portuguesa são acentuadas 3 - Sílaba átona - As sílabas que não são tônicas nem de acordo com regras. Para que você saiba aplicá-las é subtônicas chamam-se átonas. preciso que tenha claros alguns conceitos como tonici- Podem ser pretônicas (antes da tônica) ou postôni- dade, encontros consonantais e vocálicos... cas (depois da tônica), Exemplos: barata (átona pretônica, tônica, átona postônica); máquina (tônica, átona postônica, áto- na postônica). Para você acentuar uma palavra: 1º Divida-a em sílabas; 2º Classifique-a quanto à tonicidade (oxítona, paroxítona...); 3º De acordo com sua terminação, encaixe-a nos quadros abaixo. Você deve acentuar as vogais tônicas das: Atenção: não se acentuam as paroxítonas terminadas em -ens. Exemplo: itens, nuvens... Degrau Cultural 19 02_Fonetica, Ortografia e Acent.pmd 19 30/9/2010, 09:45
  17. 17. THATYML Língua Portuguesa Acentuam-se: Grupos gu, qu antes de e/i Atenção: O verbo TER, VIR e seus derivados não Quando o u é proferido e tônico, receberá acento possuem dois EE na 3ª pessoa do plural no pre- agudo: averigúe, apazigúe, argúis, etc. sente do indicativo: ele tem, eles têm; ele vem, Quando o referido u é proferido e átono, receberá eles vêm; ele contém, eles contêm... trema: freqüente, tranqüilo, etc. Quando o u não for pronunciado, formará com q e g Sinais Gráficos dígrafos, ou seja, duas letras representando um único Sinais gráficos ou diacríticos são certos sinais que fonema /k/ e /g /. Não apresenta nenhum tipo de acento. se juntam às letras, geralmente para lhes dar um valor fonético especial e permitir a correta pronúncia das Acento diferencial palavras. O acento diferencial (que pode ser circunflexo ou agudo) é usado como sinal distintivo de vocábulos ho- 1. Til mógrafos (palavras que apresentam a mesma escri- Indica nasalidade. ta). Alguns exemplos: Exemplos: maçã, Irã, órgão... • ás (carta de baralho, piloto exímio) - as (artigo femini- 2. Trema no plural) Indica que o u dos grupos gue, gui, que, qui é profe- • côa, côas (verbo coar) - coa, coas (contrações com + rido e átono. a, com + as) Exemplos: lingüiça, tranqüilo... • pára (verbo) - para (preposição) 3. Apóstrofo • péla, pélas (substantivo e verbo) - pela, pelas (contra- Indica a supressão de uma vogal. Pode existir em ções de per + a, per + as) palavras compostas, expressões e poesias. • pêlo (substantivo) - pelo (per + o) Exemplos: caixa-d’água, pau-d’água etc. • pólo, pólos (extremidade, jogo) - pôlo, pôlos (falcão) 4. Hífen • pêra (fruta) - péra ou péra-fita (grande pedra antiga, Emprega-se o hífen nos seguintes casos: fincada no chão) – em palavras compostas. Exemplos: beija-flor, • pôr (verbo) - por (preposição) amor-perfeito... • porquê (substantivo) - porque (conjunção) – para ligar pronomes átonos às formas verbais. • quê (substantivo, pronome em fim de frase) - que (con- Exemplos: dar-lhe, amar-te-ia... junção) – para separar palavras em fim de linha. – para ligar algumas palavras precedidas de prefi- xos. Exemplos: auto-educação, pré-escolar... 20 Degrau Cultural 02_Fonetica, Ortografia e Acent.pmd 20 30/9/2010, 09:45
  18. 18. THATYML Língua Portuguesa Observação: o uso do hífen é regulamentado pelo Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portugue- sa. Por se tratar de um item extremamente complexo, com regras confusas e extensas, os autores são contraditórios quando tratam do assunto. Procuramos sintetizar em um quadro o uso do hífen com os prefixos mais comuns. 5. Acento agudo Emprego de letras Indica vogal tônica aberta: pó, ré; 6. Acento circunflexo Letra H Indica vogal tônica fechada: astrônomo, três; Por que usar a letra H se ela não representa nenhum 7. Acento grave som? Realmente ela não possui valor fonético, mas Sinal indicador de crase: à, àquele; continua sendo usada em nossa língua por força da 8. Cedilha etimologia e da tradição escrita. Indica que o c tem som de ss: pança, muçulmano, moço... Etimologia: estudo da origem e da evolução das pala- vras; disciplina que trata da descrição de uma palavra Atenção: O cedilha só é acompanhado pelas em diferentes estados de língua anteriores por que vogais a, o, u. passou, até remontar ao étimo; origem de um termo, quer na forma mais antiga conhecida, quer em alguma Ortografia etapa de sua evolução; étimo. Palavra constituída das partes: Ex: fidalgo é a locução filho de algo (Dicionário Houaiss) orto (correta) +grafia (escrita). A ortografia é a parte da gramática que trata da correta Emprega-se o H: escrita das palavras. – Inicial, quando etimológico: horizonte, hulha, etc. – Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh: cha- Nosso alfabeto é composto de 23 letras: mada, molha, sonho, etc. a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, z – Em algumas interjeições: oh!, hum!, etc. – Em palavras compostas unidos por hífen, se algum Observação: Você deve estar se perguntando elemento começa com H: hispano-americano, super- pelas letras W, Y e K.Elas não pertencem mais homem, etc. ao nosso alfabeto.São usadas apenas em ca- – Palavras compostas ligadas sem hífen não são es- sos especiais: critas com H. Exemplo: reaver Nomes próprios estrangeiros – No substantivo próprio Bahia (Estado do Brasil), por (Wellington,Willian...), tradição. As palavras derivadas dessa são escritas sem Abreviaturas e símbolos de uso internacional H. Exemplo: baiano... (K- potássio,Y-ítrio...), Palavras estrangeiras (show, play...) Atenção: Algumas palavras anteriormente es- critas com H “perderam” essa letra ao longo do tempo. Exemplos: herba-erva, hibernum-in- verno, etc. Degrau Cultural 21 02_Fonetica, Ortografia e Acent.pmd 21 30/9/2010, 09:45
  19. 19. THATYML Língua Portuguesa Letras E / I Letras G / J Letras S / Z Atenção: O verbo catequizar é derivado da palavra catequese deveria ser escrito com “s”, mas, como é deriva- do do grego, já veio formado para nosso vernáculo (língua do país). MAIZENA é um substantivo próprio, marca registrada. Letras X / CH 22 Degrau Cultural 02_Fonetica, Ortografia e Acent.pmd 22 30/9/2010, 09:45
  20. 20. THATYML Língua Portuguesa Letras SS / Ç Uso dos porquês Porque • Em frases afirmativas ou negativas, quando pode ser substituído por pois. Ex: Venha porque precisamos de você. • Para introduzir justificativas ou causas em frases declarativas, no início ou no meio de respostas. Ex: Ela não veio porque não quis. Porquê • Em qualquer tipo de frase, desde que antecedido de artigo ou pronome. Ex: Não me interessa o porquê de sua ausência. Por que • Quando equivale a pelo qual (e suas flexões). Ex: Essa é a rua por que passamos. • Quando equivale a “por que razão”. Ex: Eis por que não te amo mais. • No início de perguntas. Ex: Por que ela não veio? Por quê • No final de frases interrogativas. Ex: Ela não veio por quê? • Quando a expressão estiver isolada. Ex: Nunca mais volto aqui. Por quê? Uso do Onde e do Aonde Onde é o lugar em que se está. Usados com verbos que não indicam movimento. Observe: Onde você estava no sábado? Onde eu pode- ria estar, estava na casa de vovó. Aonde é o lugar a que se vai. Usado com verbos que indicam movimento. Observe: Aonde você vai esta noite? Eu vou ao restau- rante mexicano, jantar com meu marido. Degrau Cultural 23 02_Fonetica, Ortografia e Acent.pmd 23 30/9/2010, 09:45
  21. 21. THATYML Língua Portuguesa EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS Estudo da constituição das palavras e dos proces- Tema sos pelos quais elas são construídas a partir de suas Tema = radical + vogal temática partes componentes, os morfemas; parte da gramática Exemplo: cantar = cant + a, mala = mal + a, rosa = ros + a que estuda as classes de palavras, seus paradigmas de flexões com suas exceções. Afixos São partículas que se anexam ao radical para for- Estrutura das palavras mar outras palavras. Existem dois tipos de afixos: – Prefixos: colocados antes do radical. As palavras são constituídas de morfemas. São eles: Exemplo: desleal, ilegal. – Sufixos: colocados depois do radical. Radical Exemplo: folhagem, legalmente. É o elemento comum de palavras cognatas também chamadas de palavras da mesma família. É responsá- Desinências vel pelo significado básico da palavra. São morfemas colocados no final das palavras para Exemplo: terra, terreno, terreiro, terrinha, enterrar, ter- indicar flexões verbais ou nominais. restre... Podem ser: Atenção: Nominais: indicam gênero e número de nomes (subs- Às vezes, ele sofre pequenas alterações. tantivos, adjetivos, pronomes, numerais). Ex.: dormir, durmo; querer, quis Exemplo: casa - casas, gato - gata As palavras que possuem mais de um radical são chamadas de compostas. Verbais: indicam número, pessoa, tempo e modo dos Ex.: passatempo verbos. Existem dois tipos de desinências verbais: de- sinências modo-temporal (DMT) e desinências núme- Vogal Temática ro-pessoal (DNP). Vogal Temática (VT) se junta ao radical para receber Exemplo: Nós corremos, se eles corressem (DNP); se outros elementos. Fica entre dois morfemas. Existe nós corrêssemos, tu correras (DMT) vogal temática em verbos e nomes. Exemplo: beber, rosa, sala Atenção: A divisão verbal em morfemas será melhor explicada em: classes de palavras/ verbos. Algumas Nos verbos, a VT indica a conjugação a que pertencem formas verbais não têm desinências como: trouxe, (1ª, 2ª ou 3ª ). Exemplo: partir- verbo de 3ª conjugação bebe... Há formas verbais e nomes sem VT. Verbo-nominais: indicam as formas nominais dos ver- Exemplo: rapaz, mato(verbo) bos (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplo: beber, correndo, partido 24 Degrau Cultural 03_MORFOLOGIA.pmd 24 30/9/2010, 09:45
  22. 22. THATYML Língua Portuguesa Processos de formação de palavras Exemplo: fidalgo (filho + de + algo), aguardente (água + ardente) Maneira como os morfemas se organizam para formar as palavras. NEOLOGISMO Beijo pouco, falo menos ainda. DERIVAÇÃO Mas invento palavras • Prefixal: A derivação prefixal é um processo de for- Que traduzem a ternura mais funda mar palavras no qual um prefixo ou mais são acres- E mais cotidiana. centados à palavra primitiva. Inventei, por exemplo, a verbo teadorar. Exemplo: re/com/por (dois prefixos), desfazer, impa- Intransitivo: ciente. Teadoro, Teodora. • Sufixal: A derivação sufixal é um processo de formar (BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. palavras no qual um sufixo ou mais são acrescen- Rio de Janeiro: José Olympio, 1970) tados à palavra primitiva. Exemplo: realmente, folhagem. HIBRIDISMO • Prefixal e Sufixal: A derivação prefixal e sufixal exis- Consiste na formação de palavras pela junção de radi- te quando um prefixo e um sufixo são acrescenta- cais de línguas diferentes. dos à palavra primitiva de forma independente, ou Exemplo: auto/móvel (grego + latim); bio/dança (grego seja, sem a presença de um dos afixos a palavra + português) continua tendo significado. Exemplo: deslealmente (des- prefixo e -mente sufixo). ONOMATOPÉIA Você pode observar que os dois afixos são indepen- Consiste na formação de palavras pela imitação de dentes: existem as palavras desleal e lealmente. sons e ruídos. • Parassintética: A derivação parassintética ocorre Exemplo: triiim, chuá, bué, pingue-pongue, miau, tique- quando um prefixo e um sufixo são acrescentados taque, zunzum à palavra primitiva de forma dependente, ou seja, os dois afixos não podem se separar, devem ser SIGLA usados ao mesmo tempo, pois sem um deles a Consiste na redução de nomes ou expressões empre- palavra não se reveste de nenhum significado. gando a primeira letra ou sílaba de cada palavra. Exemplo: anoitecer ( a- prefixo e -ecer sufixo), neste Exemplo: UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais, caso, não existem as palavras anoite e noitecer, pois IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística os afixos não podem se separar. • Regressiva: A derivação regressiva existe quando ABREVIAÇÃO morfemas da palavra primitiva desaparecem. Consiste na redução de parte de palavras com objetivo Exemplo: mengo (flamengo), dança (dançar), portu- de simplificação. ga (português). Exemplo: moto (motocicleta), gel (gelatina), cine (cinema). • Imprópria: A derivação imprópria, mudança de clas- se ou conversão ocorre quando palavra comumen- CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRAS te usada como pertencente a uma classe é usada As palavras costumam ser agrupadas em classes, de como fazendo parte de outra. acordo com suas funções e formas. Exemplo: coelho (substantivo comum) usado como substantivo próprio em Daniel Coelho da Silva; ver- de geralmente como adjetivo (Comprei uma cami- sa verde.) usado como substantivo (O verde do par- que comoveu a todos.) COMPOSIÇÃO Processo de formação de palavras através do qual novas palavras são formadas pela junção de duas ou mais palavras já existentes. Existem duas formas de composição: • Justaposição • Aglutinação A justaposição ocorre quando duas ou mais pala- vras se unem sem que ocorra alteração de suas for- mas ou acentuação primitivas. Exemplo: guarda-chuva, segunda-feira, passatempo. A aglutinação ocorre quando duas ou mais pala- vras se unem para formar uma nova palavra ocorrendo alteração na forma ou na acentuação. Degrau Cultural 25 03_MORFOLOGIA.pmd 25 30/9/2010, 09:45

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