Personagem Vivo   - 1985/1991 -  - Paulo Maia -
Algo no horizonte disfarça o olharFechado se esconde, procurando evitar
Personagem Vivo                                            Nestas Esquinas                                                ...
“...e a manhã nasceu azul . Como é bom poder tocar um instrumento”                                                        ...
Sampa, inverno de 19911991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados.   5
Nestas Esquinas   Nestas esquinas correm perigo as felinasSuas vaidades, pecam por suas privacidades Sentem a dor, falam d...
Amanhacer      Um dia o sol virá aquecer                     Fale por mim o que preciso saber   Este frio que gela nosso v...
Liberdade, Eternidade Esperar que a lua traga a nós esta noite                   Esperar que a lua faça cena de novo      ...
Eu e Minha Visão     Hipnotizado pelas luzes           Viajei nas nuvens     Que eram cores em vida                     Só...
Rótulo Urbano               Quero te mostrar criançaQue o mundo não existe se você não o faz                      E que o ...
Um Falso Lugar       Reconheço o seu falar                       Muitos vivem na certeza         No seu tom familiar      ...
Revoltalha          Acabamos mais uma etapa da nossa missão         Seguiremos pela estrada resgatando a união            ...
Último Momento          Não me conte mais nada                             Atravesse o oceano               Esconda sua ri...
Delírio Casual       Um pouco de tolice à nossa cabeça        E que o real nunca nos enlouqueça                  E choramo...
Personagem                            “Há um charme discreto que nos diz:                             ‘A fiel encarnação d...
Saiba Que Não Está SozinhaAssustada, com tudo o que viu     Novamente a sombra voltou                        Amanheceu, vo...
Lógico CantorAcabaram-se os passos e eu não o conhecia mais    Vieram de outros lados;Mas vieram imortais                 ...
Verdes TemporaisAh! Nestes vales verdes                       O universo quente    Quantos temporais                      ...
Levitar        Dizer coisas tristes, falar de amores     São tantas as vezes que me vejo assim    No escuro não falo, no s...
Tudo Numa Só Canção        Liberdade, grande farsa, uma ilusão          Na cidade muita gente sem direção    Não estamos s...
Cada Vez MaisAbrindo as portas do desertoExorcizando todos os mistériosReduzindo o caosViajando no incertoVazio           ...
Mente Exposta              Acontece uma em zil vezes                         Anoitece e o sol já se foi    Admirar o amor ...
O que eu posso dizer a você ? Tudo é cinza e nada é seguro            Minha vida se prontificou a desenhar todo o meu futu...
Personagem Vivo - 1985/1991 -Todas as letras são de autoria de Paulo Maia        1991 © Paulo Maia. Todos os direitos rese...
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Personagem Vivo - 1985/1991- (1991)

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Personagem Vivo -1985/1991-

  1. 1. Personagem Vivo - 1985/1991 - - Paulo Maia -
  2. 2. Algo no horizonte disfarça o olharFechado se esconde, procurando evitar
  3. 3. Personagem Vivo Nestas Esquinas Amanhecer Liberdade, Eternidade Eu E Minha Visão Rótulo Urbano Um Falso Lugar Revoltalha Último Momento Delírio Casual Personagem Saiba Que Não Está Sozinha Lógico Cantor Verdes Temporais Levitar Tudo Numa Só Canção Cada Vez Mais Mente Exposta Corpo Ferido1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 3
  4. 4. “...e a manhã nasceu azul . Como é bom poder tocar um instrumento” Caetano Veloso 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 4
  5. 5. Sampa, inverno de 19911991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 5
  6. 6. Nestas Esquinas Nestas esquinas correm perigo as felinasSuas vaidades, pecam por suas privacidades Sentem a dor, falam de amor, pois é clara e ardente, real bem latente, inconsciente Sentimentos, sem amor O que será que buscam? Outro dia, agonia Berro, choro, alegria Falam por elas, ficam nas suas janelas Sentem vaidade mas omitem a verdade Mundo ideal, acham que a vida é normal Mas não sabem que o mundo é aqui 1987 © “Nestas Esquinas” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 6
  7. 7. Amanhacer Um dia o sol virá aquecer Fale por mim o que preciso saber Este frio que gela nosso viver Deixe pro fim um belo amanhecer Esta parte nula do coraçãoTodo o medo que trava a emoção Um dia a lua virá anoitecer Nosso amor, nossa hora irá aconteerPeça pra nós um mundo sem dor Em pleno leito digno de nós Deixe a voz falar só de amor Nossos corpos embaixo de lençois Nossa mente deixa uma ilusão Peça pra nós um mundo sem dor Da felicidade, do coração Deixe a voz falar só de amor A pura real que faz amar Fale por mim o que preciso saberSe amar é mais que mais sonhar Deixe pro fim um belo amanhecer 1986 © “Dialeto” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 7
  8. 8. Liberdade, Eternidade Esperar que a lua traga a nós esta noite Esperar que a lua faça cena de novo Todo o sonho atrevido no instante E as estrelas iluminem seu rostoEm que os corpos se inflamem de alegria E deixem brilhar todo o riso E o sexo seja outra folia E viva quem queira viver Reviver e sentir um dourado no espaço Vou dizer: sigo agora os seus passos livres Repartir com o tempo o passado Escutando sua imaginação Onde os nossos horizontes no presente Que sempre servirá de lição Reflitam o acaso do futuro A um mundo acorrentado na ilusão Ah! Seja assim a liberdade Ah! Seja assim a liberdade Ah! Pra quem procura eternidade Ah! Pra quem procura eternidade 1990 © “O Instante do Sentido” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 8
  9. 9. Eu e Minha Visão Hipnotizado pelas luzes Viajei nas nuvens Que eram cores em vida Só por isso senti medo Vivia cada minuto uma hora A paisagem tão exótica A hora de que o nada importa Tão lúcida, tão lógica E um som tão inibido Hipnotizado pelo sol Senti a mais estranha sensaçãoDe repente como num instante O mundo dava voltasAs luzes me ofuscaram a visão Tão gelada era a escuridão E eu parado estava seguro Seguro eu e minha visão As cores que eu via e sentia Somente eu e minha visão Transformaram-se em negro E o meu apelo era... 1986 © “Rótulo Urbano” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 9
  10. 10. Rótulo Urbano Quero te mostrar criançaQue o mundo não existe se você não o faz E que o medo jamais se sente com a gente A vida resiste, o instante é outro Esqueça as pessoas de tempos atrás O futuro insiste em dar o passado De tantas lembranças, todas tão iguais O nosso rótulo urbano Cria artifícios na nossa face Em nosso comportamento Tão cheia de vícios, Já não tem mais visão do momento cheia de danos, cheia de tudo Sem telepatia, no apartamento Um cotidiano um tanto pesado A janela vazia nos traz o tormento Para os nossos planos De tanto mistério de gente demais Sem mais, quero deixar você pensar Quero te dar o presente e o firmamento A flor renascer no nosso prazer De cor transparente Um tempo de paz Sem nada cinzento, sem nada aparente 1986 © “Rótulo Urbano” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 10
  11. 11. Um Falso Lugar Reconheço o seu falar Muitos vivem na certeza No seu tom familiar De que o eterno vai vingar As palavras descem secas Vivem disso passageiros Sabem mesmo respirar De um falso lugarNas paredes pedras mórbidas Neste particular Na derrota cairemos No maldito mal-estar Sinto e ouço suas batidas Os estímulos do planeta Uma idéia singular Sabem gesticular Paro e penso no devoto E na vitória sentiremos Pedra fria no altar O vazio oscilarSão seis horas, nunca é tarde Nesse mesmo lugar Muitos vivem na certeza De que a fase vai passar Esta vida não tem preço Morrem nesta, passageiros Quase sempre é um tentar De um falso lugar 1988 © “Passageiro de Um Falso Lugar” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 11
  12. 12. Revoltalha Acabamos mais uma etapa da nossa missão Seguiremos pela estrada resgatando a união E matar para viver torna-se cada vez normal E que todo o nosso passado, que passe sem parar É impossível ver crescer um objetivo social Portanto esse espaço será sempre o nosso lugar A história não tem fim, é um processo constante E os nossos valores se renovam a todo e a cada Os estúpidos humanóides que vivem da guerra instante Pregam a paz com cinismo por toda a face da terra E no velho além-mar, exclusos aliados, fazem festas E as vozes do povo cantam seus protestos pedem glórias por seu estúpido passado Na forma de rock’n’roll Todo o ar que respiramos, infestado de poeira “Tudo sem mistério, vaga no ministérioFere o corpo, objeto orgânico, mas tudo isso é besteira Carruagens de fogo, abrindo contra o povo Na planície bem central, sentados os figurões O pão de cada dia, velha ideologia” Tomam seu núcleo social para suas belas decisões 1987 © “Final de Século” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 12
  13. 13. Último Momento Não me conte mais nada Atravesse o oceano Esconda sua risada Viva bem mais esse ano Desperte no seu peito uma dor E diga seu adeus ao horror Um pouco mais de sal Escreva uma carta Nesse nosso mingau E diga se maltrata Mas não tão desse jeito com pavor Um fogo acendeu seu valor O sol já vai se pôr No nosso apartamento Cadê o nosso amor ? No último momentoNossa hora por um instante de calor E deite-se comigo on the floor A história e seu olhar Não pode ser depressa “O Velho e o Mar” Se existe mais conversa Lua quarto minguante sem temor Há sempre um perigo de amor 1987 © “Nestas Esquinas” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 13
  14. 14. Delírio Casual Um pouco de tolice à nossa cabeça E que o real nunca nos enlouqueça E choramos juntos Descobrimos que o mal é uma besta Realçamos a pintura dessa tribo São animais ferozes soltos na relva Em choque com os limites Das calçadas molhadas de São Paulo Do metrô que passa por baixo de ti Penso em caminhar um só pouquinho Com todos os signos visuais Levando comigo o som Penso em espantar a tristeza Seus sintomas me levam a crer E realizar a canção Nos ruídos da TV E o reinado da sorte, lança a visão Nos soldados a cavalo que passeiam Dos guerreiros da morte, da paixão E não percebem a chuva Não pisam no solo que é terra O raiar da sedução No vida comum, no bojo da terra Encosta o corpo na parede Prédios que incendeiam a noite E as delícias do tesão Caem tudo na mesma rede Sente-se no topo do mundo A fiel encarnação do amor é febril E faça-me rir, faça-me feliz Fecha a mente, cala a boca no vazioNeste gigantesco oásis bem no meio do país 1988 © “Passageiro de Um Falso Lugar” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 14
  15. 15. Personagem “Há um charme discreto que nos diz: ‘A fiel encarnação do amor é febril Fecha a mente, cala a boca no vazio’”Era melhor pensar que o ato nunca acabaria Destoando na paisagem sem pudor E que o nosso passado jamais chegaria Estamos calados exigindo mais rigor Passar o tempo todo emocionados Nosso tempo vai notar o nosso andar Pelo fato de estamos sempre desocupados E decidir quando devemos parar Mas tudo aconteceu Um movimento certo virá desafiar Era mesmo um tempo meu ? O incômodo do medo de nos lançar Não quis ficar para o fim A qualquer flerte interessante O nosso sonho não era bem assim Leve, inocente e excitante 1991 © “Personagem Vivo” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 15
  16. 16. Saiba Que Não Está SozinhaAssustada, com tudo o que viu Novamente a sombra voltou Amanheceu, você sentiu Não sorriu, calada A dor retornou de repente Agora sorriu, o lábio seu Tão dura a dor que se sente Saber que a vida refez Nascer com o sol, alegria Maduro, amor, sua mente Viver a ferida outra vez Morrer sem a dor que teria Saiba que não está sozinha Saiba que não está sozinha Saiba que não está sozinha 1985 © “…últimas palavras para você…” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 16
  17. 17. Lógico CantorAcabaram-se os passos e eu não o conhecia mais Vieram de outros lados;Mas vieram imortais Não perca seu espaço, reforce seu calor Reative sua voz, meu lógico cantorE sempre há desculpas, desculpas a mim mesmo Não posso aceitar seus segredos O sangue vagueia pelas veias de seu corpo E cruzam quase sempre algum caminho torto Quando descartam flores recarregam o seu fuzil Começam os rumores de uma era vã e vil E sempre há mentira, mentiras originais Vivemos aceitando prazeres marginais E sempre há retalhos, retalhos da moral Não posso acreditar no normal Não perca seu espaço, reforce seu calor Reative sua voz, meu lógico cantor 1990 © “O Instante do Sentido” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 17
  18. 18. Verdes TemporaisAh! Nestes vales verdes O universo quente Quantos temporais Verdes temporais Nesta fortaleza Quis revigorar Quanta solidão A imaginação Um espaço no tempo Que voa no sonho Refletindo um sonho Desse espaço no tempoEu sempre quis lhe dar Que tem esta canção Minha juventude Uma palavra forte Quis revigorar Fortalece a paixão Nestes vales verdes Que sinto por você No meu coração Nestes temporais Passou-se o tempo Quis iluminar E fiz esta canção Minha lucidez E quis cantar pra você Sabendo o porquê De te amar 1988 © “Passageiro de Um Falso Lugar” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 18
  19. 19. Levitar Dizer coisas tristes, falar de amores São tantas as vezes que me vejo assim No escuro não falo, no silêncio não vejo Minhas poucas palavras no desejoTe procuro não sei onde, me imagino perdido Mas sei que abro os olhos onde piso Se talvez me escuta, me entende o possível Não guardo segredos no invisível Me coloco num jogo do vazio e abstrato Procuro estar onde ninguém está Minha fala corrente não espera o medo As palavras jogadas no tempo Quero ir agora e viver uma saída E tirar meu peito do frio Do frio... 1990 © “O Instante do Sentido” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 19
  20. 20. Tudo Numa Só Canção Liberdade, grande farsa, uma ilusão Na cidade muita gente sem direção Não estamos se entregando a um coração Estamos seguindo tudo numa só canção Juventude, uma idade em mutação Atitudes muitas delas sem intençãoSem coragem, caminhando sem os pés no chão Estamos seguindo tudo numa só canção Sociedade, hipocrisia na população Na verdade ninguém conhece sua lição Destruindo o que foi feito com união Estamos seguindo tudo numa só canção 1986 © “Rótulo Urbano” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 20
  21. 21. Cada Vez MaisAbrindo as portas do desertoExorcizando todos os mistériosReduzindo o caosViajando no incertoVazio Atitudes no olharCada vez mais Festejando no sonharFácil Quando vencidas as tentações Reparamos nossas direções E tudo Gerações do passado Cada vez mais Corações atrasados Alívio Todas essas mutações Pardas claras ilusões E o jogo Cada vez mais Aberto 1990 © “O Instante do Sentido” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 21
  22. 22. Mente Exposta Acontece uma em zil vezes Anoitece e o sol já se foi Admirar o amor quando este aparece Que história é essa meu amor ? Sentir arrepios, medo, suar O corpo está sozinho e eu já não sinto Gerar emoções quando o sol chegar o toque da poesia nas minhas mãos Delirar é estar com a mente Acontece um milhão de vezes suportarexposta às sensações que o mundo oferece a dor quando esta vem sem avisar A loucura se manifesta Rabiscar as velhas linhas e encontrar Os olhos observam o espaço um caminho bem mais vulgar Pensando em ficar 1988 © “Passageiro de Um Falso Lugar” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 22
  23. 23. O que eu posso dizer a você ? Tudo é cinza e nada é seguro Minha vida se prontificou a desenhar todo o meu futuro Corpo Ferido Minha promessa de Paz e Espírito, é transporte ao meu pensamento Dou-lhe todos os meus sentidos: claro, auditivo e atento É o corpo ferido e nada mais Faça seu tempo (enquanto há tempo) Faça viver !Estou no fim das últimas linhas de mais uma página da minha história Sentimentos, amores, verdades, fazem parte de toda a memória Eu conheço todo o infinito que para mim não surpreendeu É o traço da minha vontade em aceitar tudo o que não é meu É o corpo ferido e nada mais Faça seu tempo (se houver tempo) Faça viver ! Corro, eu morro, eu vivo, eu canto O mundo precisa de mais um poeta O discurso é o que importa para toda a minha coleta Na verdade eu não posso dizer o que sinto nesse universo Dar sentido a quem entender por mais longe que se esteja perto É o corpo ferido e nada mais Faça seu tempo (dentro do tempo) Faça viver ! 1987 © “Final de Século” 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 23
  24. 24. Personagem Vivo - 1985/1991 -Todas as letras são de autoria de Paulo Maia 1991 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. 24

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