Passageiro de Um Falso Lugar

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Passageiro de Um Falso Lugar (1988)

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Passageiro de Um Falso Lugar

  1. 1. Passageiro de um Falso Lugar Paulo Maia
  2. 2. ...nestes vales verdes...quis revigorar...minha lucidez...
  3. 3. Passageiro De Um Falso LugarEu me propus a desenhar um artifício com o qual eu pudesse me identificar, a fim de localizar um ponto deexotismo e assim fazer valer o som e o suposto sentido das palavras em meu repertório não muito vasto, ounão muito concreto do que se pode chamar de vocabulário.Assim eu não me comprometo a buscar nada; apenas experimentar algo de novo ou não muito rebuscado doglorioso sabor que se sente ao escrever, como se estivesse contando histórias.Passo a Passo, extremamente rápido fiz Promessas Absurdas com característica vulgar de quem estáquerendo protestar alguma coisa, mesmo que seja algo banal.Mente Exposta sim. Com essa aprendi a definir o que sinto. Já não se tolera mais a simples exposição docorpo e da alma em favor de uma situação agonizante na qual apenas se liberta energias para se defenderdos mais constrangedores corredores do nosso valioso tempo. É necessário perceber que só através de umadecisão convicta e plausível, devemos nos expor a situações que criamos. Devemos assumir a nossa própriapostura.Quem já não sentiu os raios excitantes e o odor perfumado de momentos atraentes? Paro de pensar eescrevo O Charme que nunca envelhece e que tanto procuram.Atrás de todo relacionamento corporal e sensorial sentimos a estranha (ou deliciosa) sensação de estarmosperseguindo algo de valor em nossas carícias e futilidades.Transa é um desenho estético e carinhoso de valores que aos poucos assumimos.
  4. 4. Passageiro De Um Falso LugarIt’s raining Out There. We must learn a lesson once more. The pain and rain will always be the samewherever situation in our lives. Although I need to live I’ll never forget your lips and your eyes. As soonas possible I will understand the world where I live. 1988 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados.Vamos tentar entender o porquê de nossas questões sobre relacionamento amorosos que não deram certo emdiversas ocasiões. É difícil. O fácil é aprimorar os sentimentos que nos restam traze-los à tona, nomarasmo do dia seguinte, apesar de tudo. Verdes Temporais se passa neste momento em que eu apenasrefleti num modo “melhor” de encarar o sarcasmo do final não muito feliz.São Paulo ainda é para mim o que foi para muitos outros: uma viagem alucinante no seio de um sistemaque se encontra em constante e irreversível entropia, fruto de uma metrópole. Delírio Casual basta pararetirar de mim o que sinto e vejo nos arredores marginais desse extremo complexo.O que estarei fazendo aqui? Se bem sei, tentando avaliar um dado momento histórico que faz jus ao finaldo milênio? Não sei. Sou ou não, um passageiro de Um Falso Lugar?Em Meu Mundo pouco restou daquilo que eu quis expressar de mais concreto, diante dos momentosqueridos que passamos lado a lado, confidenciando delícias do nosso íntimo.Agora retira-se a máscara e passa-se um bom creme em nossa face.Paulo Maia, São Paulo, Verão de 1988. 4
  5. 5. Promessas Absurdas Mente Exposta 1988 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados. O Charme TransaIt’s Raining Out There Verdes Temporais Delírio Casual Um Falso Lugar Meu Mundo 5
  6. 6. Promessas AbsurdasEu sei que fiz promessas absurdas mas não foi nem metade do que você fezTodo o nosso começo atrevido teria coragem de vivê-lo mais uma vez? 1988 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados.O nosso mesmo copo de cerveja amargou e ficou todo fora do realE todos esses pratos na mesa refletem o vazio da nossa moralE se quiser mais promessas, não viva sentindo as coisas avessasAssistindo à TV, uma coisa normal. E os galantes falando na tela globalO conflito no país é uma coisa geral, acreditamos na retórica de todo boçalE fazem promessas absurdas. Sentimos o peso de um clima tropicalAcho que todos querem o mesmo objeto, uma coisa imunda com tanto poderSe ver no espelho e sentir seu reflexo, não é tudo o que podemos fazerE as coisas rolam no meu quintal e você nem crê no poder desse mal 6
  7. 7. Mente ExpostaAcontece uma em zil vezesAdmirar o amor quando este apareceSentir arrepios, medo, suar 1988 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados.Gerar emoções quando o sol chegarDelirar é estar com a menteexposta às sensações que o mundo ofereceA loucura se manifesta os olhos observam oespaço pensando em ficarAnoitece e o sol já se foiQue história é essa meu amor ?O corpo está sozinho e eu já não sintoo toque da poesia nas minhas mãosAcontece um milhão de vezes suportara dor quando esta vem sem avisarRabiscar as velhas linhas e encontrarum caminho bem mais vulgar 7
  8. 8. O CharmeAh! quanto sonhar, ter no sonho um livre olharViver é bem mais prazerÉ, a vida oferece sentimentos e faz e acontece 1988 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados.Um charme que nunca envelheceMas comigo é tão estranho um sussurro no ouvidoQuero mais, não, não que me enlouqueçaAs vidas são assim, porque assim são tratadasNão, a dor não passa de uma coisa amarga e é amarga porque é infelizAh! quanto sentir, ter no íntimo a noção do luzirVocê tão doce e suaveSim, estou tão contente na estrada de um sentido inocenteO charme que tanto procuramMas o destino quis assim, brincadeiras de meninoQuero mais, sim, e que o charme agora faça cena linda e gostosaSim, que a vida passe inteira no cinema, jóia liberadaO charme que nunca envelhece e que tanto procuram 8
  9. 9. Transa 1988 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados.Quando estamos mesmo a sós nossos corpos se dilatamE procuram ofegantes uma paz alucinanteSem demoras e sem dramas não pecamos por tentarSomos os mesmos na cama, nem que o teto seja o luarE não importa o vulgar se no vazio não estáÉ diferente e sem mistérios por pior não vai ficarNo seu corpo o infinito vem pedindo para entrarA ilusão recorre ao grito e de prazer vamos gozarNosso amor não tem história da mesmice socialNossa vida só recorre ao prazer sentimental 9
  10. 10. It’s Raining Out ThereIt’s raining out there you knowIt’s raining out there with a love song (here)There are people out there moving onWe have all the time and there’s nothing wrong 1988 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados.But it’s raining out there and our smile keep so shineWe’re under a spell by the sunlight and love used to be flyIt’s raining out there just for a whileIt doesn’t matter if we can’t give all the timeSomeday our problems will disappearSomeday the sun will reappearOur promises are forgottenAnd tomorrow will ever coming inThe rain and pain will always be the sameIf you try anyway you can call my nameIt’s raining out there and we’re dreaming inside hereIt’s raining out there and we’ll fell the sunshine in 10
  11. 11. Verdes TemporaisAh! Nestes vales verdes Verdes temporais 1988 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados.Quantos temporais Quis revigorarNesta fortaleza A imaginaçãoQuanta solidão Que voa no sonhoUm espaço no tempo Desse espaço no tempoRefletindo um sonho Que tem esta cançãoEu sempre quis lhe dar Uma palavra forteMinha juventude Fortalece a paixãoQuis revigorar Que sinto por vocêNestes vales verdes Nestes temporaisNo meu coração Quis iluminarPassou-se o tempo Minha lucidezE fiz esta canção Sabendo o porquêE quis cantar pra você De te amarO universo quente 11
  12. 12. Delírio CasualUm pouco de tolice à nossa cabeçaE que o real nunca nos enlouqueça E choramos juntosDescobrimos que o mal é uma besta Realçamos a pintura dessa tribo Em choque com os limites 1988 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados.São animais ferozes soltos na relvaDas calçadas molhadas de São PauloDo metrô que passa por baixo de ti Penso em caminhar um só pouquinhoCom todos os signos visuais Levando comigo o som Penso em espantar a tristezaSeus sintomas me levam a crer E realizar a cançãoNos ruídos da TV E o reinado da sorte, lança a visãoNos soldados a cavalo que passeiam Dos guerreiros da morte, da paixãoE não percebem a chuvaNão pisam no solo que é terra O raiar da seduçãoNo vida comum, no bojo da terra Encosta o corpo na paredePrédios que incendeiam a noite E as delícias do tesão Caem tudo na mesma redeSente-se no topo do mundo A fiel encarnação do amor é febrilE faça-me rir, faça-me feliz Fecha a mente, cala a boca no vazioNeste gigantesco oásis bem no meio do país 12
  13. 13. Um Falso LugarReconheço o seu falar Muitos vivem na certezaNo seu tom familiar De que o eterno vai vingar 1988 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados.As palavras descem secas Vivem disso passageirosSabem mesmo respirar De um falso lugarNas paredes pedrasmórbidas Na derrota cairemosNeste particular No maldito mal-estar Os estímulos do planetaSinto e ouço suas batidas Sabem gesticularUma idéia singular E na vitória sentiremosParo e penso no devoto O vazio oscilarPedra fria no altarSão seis horas, nunca é tarde Muitos vivem na certezaNesse mesmo lugar De que a fase vai passar Morrem nesta, passageirosEsta vida não tem preço De um falso lugarQuase sempre é um tentar 13
  14. 14. Meu Mundoeu sempre sonhei que aqui estivesseeu nunca pensei que você viesse 1988 © Paulo Maia. Todos os direitos reservados.a me tocar tão fundo no meu mundoeu nunca achei que fosse te achare sempre pensei que não existianinguém que te queriame queria, me entendiae eu te amei num mundo que achei que era normale vi o que eraera o meu olhar perdido numa esferaperdido...eu sempre tentei me esquecer de chorarmas nunca deixei de me apaixonarquis sempre tocar tão fundo no meu mundo 14
  15. 15. Passageiro De Um Falso Lugar Todas as letras foram compostas por PAULO MAIA,exceto “Meu Mundo”, por PAULO MAIA e VANYA SANSIVIERI São Paulo - 1988

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