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NOVAS ATIVIDADES DO GRUPO NO CELUCA
Iniciamos oficialmente essas novas atividades em 18 de Junho de 2015.
Começamos sem saber exatamente o que deveríamos fazer, mas com
sentimentos que algo novo deveria ser feito. Em todos podíamos perceber
medo, apreensão, curiosidade, dúvidas, mas uma sensação de estar
fazendo o certo nos unia.
Discutimos em grupo ideias e sugestões para iniciar e realizar o trabalho
apoiado nas pesquisas do grupo. Havia sugestão ampla de bibliografia,
vídeos e artigos que todo o grupo deveria estudar.
Por várias semanas fizemos vibração para o trabalho, e solicitamos
sempre a presença dos protetores espirituais e guias para executarmos a
tarefa em nome do Mestre Jesus.
Ao final das reuniões sempre abrimos espaço para orientação do Mentor
do trabalho, através de psicofonia.
Todas as reuniões foram gravadas e nossas atividades estão à disposição
para os interessados conhecê-las através do blog:
http://espiritualista.amplarede.com.br/peregrinos-nova-era/
Vale enfatizar que o Mentor do trabalho deixa claro que estamos todos
em processo de treinamento.
Começamos então a identificar as Fraternidades e ou trabalhadores do
Espaço que estavam presentes, através de descrições visuais dos médiuns
e sentimentos e percepções de todos.
Depois, realizamos um exercício de visualização da cor de nossa luz, a que
nos protege e harmoniza e passamos a realizar isso no início dos
trabalhos, após a preparação habitual.
Começamos então os exercícios de desdobramento onde o dirigente do
nosso grupo, através da psicofonia, transmite as orientações da entidade
que eu chamo de “Nosso Guia” ao grupo durante as atividades.
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Durante esse desdobramento muitas vezes o nosso Guia nos solicita
descrevermos o que estamos vendo ou sentindo e cada um tem a
oportunidade de falar. Ele vai nos orientando. Ao final da atividade, pede
que todos voltemos à nossa sala novamente. E então, há um momento
onde abre para cada um na sua vez, dizer algo sobre a experiência daquela
noite, e, quando necessário, ele faz algum comentário.
Ao encerrarmos essa parte do trabalho, abrimos espaço para
representantes das Fraternidades, mentores das atividades, trabalhadores
do plano espiritual e espacial, se manifestarem através de psicofonia, ou
um membro do grupo pode também descrever alguma sensação daquele
momento.
Depois disso, abrimos espaço para a mensagem do Mentor do Grupo e
finalizamos com vibrações gerais.
Em Julho/2015 resolvi iniciar este trabalho de transcrever as experiências
que tive durante os desdobramentos. Essa transcrição é livre, não é uma
psicografia e trata apenas daquilo que me lembro ter vivenciado,
percebido, visualizado e sentido durante o desdobramento. Não coloco
aqui os comentários ou descrição de cenas dos outros companheiros de
trabalho, visto que não são minhas experiências pessoais. Além disso,
lembro novamente que todas as nossas reuniões são gravadas e estão
disponíveis para quem desejar estudá-las.
Nosso pensamento é de gratidão pela oportunidade de trabalho na seara
do Mestre Jesus e pedimos que sempre seja abençoado!
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Atividade realizada em 23/07/15 – Castelo de Seres Tijolos
(.....)Primeiramente visitamos a nave espacial. E no meio desta visita eu me senti muito
mal, flutuando para todos os lados como que totalmente solta e sem gravidade. Senti
enjoo e sensação de estômago embrulhado. Quando mencionei isso, o Guia esclareceu
que eu estava flutuando do lado de fora da nave, olhando-a de fora.
Nosso Guia nos orientou que iríamos a um castelo no umbral inferior que era
dominado por entidades maléficas fazer o resgate da noite. O lugar era escuro mas era
possível ver, como numa penumbra. O castelo era imenso e parecia incrustrado ou
bem próximo aos pés de uma montanha, e era localizado em um vale montanhoso. Em
volta do castelo se via apenas montanhas altas e escarpadas com picos altos e o céu
escuro em tons de azul marinho e roxo. O ar do ambiente era pesado e carregado.
Adentramos ao salão principal e fomos orientados a ali permanecer sem dispersar.
Diante de nós, à frente havia uma escadaria bem larga com corrimão dos dois lados.
No alto, se formava uma plataforma e depois se abria para a direita e para a esquerda,
e de ambos os lados seguiam-se escadas para andares superiores que não podíamos
ver dali. Lá dentro parecia tudo quieto e tenso.
Então reparamos nas paredes em volta daquele salão principal. Pareciam ter rostos
com expressões desesperadas e pedaços de membros humanos desenhados ou
esculpidos ali. De repente percebemos que eram pessoas – espíritos humanos –
realmente ali, eles formavam a estrutura da parede, eram como “seres tijolos”, que
sustentavam aquele lugar.
Fomos orientados a resgatá-los, retirando-os das paredes com muito amor e cuidado,
pois a sensação é que iriam esfarelar como areia. Eu me aproximei da parede do lado
esquerdo do salão e comecei a retirar o ser dali, retirando-o com cuidado somente
com as mãos, até ficar totalmente solto para sair com o corpo todo. Imediatamente
estavam a postos os maqueiros de branco para auxiliar e os resgatados eram
colocados em macas e recolhidos. Um a um, eram retirados das paredes que começava
assim a se desfazer. O aspecto deles era quase como uma escultura em barro, ou uma
figura mumificada, pareciam estar extremamente desidratados, secos. Assim fizemos
sucessivamente até o Guia nos chamar para nos reunir no centro do salão, pois o
resgate estava terminado e não tínhamos mais tempo. Nosso Guia nos orientou a subir
as escadas e ficarmos na plataforma intermediária todos juntos. Neste momento, um
de nossos amigos do grupo disse para esperar porque queria fazer algo para continuar
mais resgates. O Guia cedeu por alguns segundos e disse depois q não tínhamos mais
tempo, e que seríamos recolhidos por cima. Quando olhei para cima, cheguei a ver
algumas entidades descendo pelas escadas laterais, mas foi muito rápido, pois
imediatamente o local explodiu ou implodiu como um vulcão em erupção e embaixo
de nós tornou-se um buraco imenso.
Assim, orientados pelo Guia fomos até o hospital de resgate aonde já havíamos estado
anteriormente. Ao chegarmos lá, os resgatados estavam lado a lado em suas macas e
estavam recebendo com uma “chuvinha” energética que parecia água. Então
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adentraram ao salão seres que se identificaram com Irmãos de Saturno, que
realizaram um tratamento nos resgatados. Eles ergueram as mãos e muita energia foi
enviada para os necessitados. Então, orientados pelo Guia retornamos à nossa sala no
Celuca.
Ao retornarmos, o Guia nos explicou sobre a importância de seguirmos fielmente as
recomendações que recebemos durante a execução dos trabalhos de resgate. Nos
alertou sobre o risco que nos colocamos e aos outros companheiros também quando
não nos mantemos todos próximos e unidos ao grupo. Além disso, reforçou o trabalho
imenso que está por trás disto, todo o planejamento, a preparação anterior e
envolvimento de vários trabalhadores dos dois planos para ser possível o resgate
naquele momento, e que é nossa responsabilidade não comprometer o trabalho, visto
que as consequências poderiam ser muito sérias.
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Atividade realizada em 30/07/15 – Seres Arvorizados
Nosso Guia nos orientou a nos soltarmos e relaxarmos ao máximo os pensamentos.
Orientou que estaríamos levitando juntos. Nos perguntou aonde estávamos indo e o
que estávamos vendo.
Senti o corpo flutuando solto. Senti a presença de meu Mentor me acompanhando e
percebi e estávamos todos saindo da sala, embora não conseguisse visualizar a cada
um, sabia que estavam lá. Eu vi a nave espacial, a mesma da semana anterior,
entretanto, do lado direito eu via muita névoa, em um local q parecia uma floresta
fechada com árvores altas meio secas, muitas folhas e umidade pelo chão. Nada era
nítido devido à névoa. (por alguns momentos eu pensei que estava em um lugar
errado, que não era aonde devia estar e tinha me afastado do grupo-de novo!)
Nosso Guia nos orientou a entrar na nave, no mesmo salão onde já estivemos na
semana anterior e nos disse que ele estava diferente e q havia alguém nele, se
víssemos poderíamos descrever.
O salão era circular e amplo, na parte superior tem como janelas ou visores somente
de vidro (ou algo transparente como vidro), como se houvesse outro pavimento
superior de onde se pudesse observar embaixo. Havia algo como mesas de apoio
embutidas na parede ao longo da circunferência da parede do salão. No meio do salão
havia algo como uma porta alta e larga. As entidades de outro orbe entraram pela
porta, se aproximaram e se posicionaram diante de nós formando um semi-circulo na
frente destas mesas, olhando para nós. A sensação foi boa, me transmitiram simpatia
e cooperação. Identifiquei serem com traços femininos e masculinos. O traje era
comprido até o chão e não dava para ver os pés. Não era leve como as túnicas, mas
parecia algo “engomado” ou “acolchoado” porém confortável. Na altura dos ombros
havia um “babado” mais alto do mesmo tecido, e também com gola alta no pescoço
que era bem fino. O ser possuía braços bem longos e mais delgados, onde as mãos
passavam um pouco a altura do joelho. Mãos pequenas e dedos longos. O tecido da
roupa nas mangas era diferente, algo bem fino e grudado ao braço até o pulso como
mangas compridas. Os olhos eram grandes e em formato amendoado, o nariz não era
proeminente como o nosso e não tinham cabelos. (em comentário de uma amiga do
grupo, talvez estivesse de máscara, ou algo assim)
Depois disso, nosso Guia nos disse que eram seres de outro planeta e que estavam ali
para trabalhar na tarefa da noite conosco.
Seguimos então com o Guia levitando novamente até outro ponto aonde seria
realizada a tarefa da noite no Umbral Inferior. Ele iniciou descrevendo que se tratava
de um lugar com muita névoa, para tomarmos cuidado para não nos perdermos do
grupo e ficarmos próximos. (neste momento eu fiquei mais tranquila por já ter visto a
névoa e o local no início do trabalho! Apesar de ter me antecipado, pelo menos não
estava tão perdida!)
Caminhamos por um local escuro, com névoas densas, árvores escuras e folhas e
galhos pelo chão, até um ponto aonde havia uma fenda entre montanhas escarpadas e
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passamos pela fenda e encontramos uma clareira escura em forma circular, com ar
pesado. Havia árvores altas e escuras com galhos escuros e retorcidos. Com um olhar
mais atento, via-se que nas árvores, aqueles troncos, os galhos, as raízes, eram seres
(parecidos com pessoas mesmo), eles eram a árvore, ou a árvore era eles. Um olhar
mais atento, era possível ver as formas de rostos e corpos na constituição da árvore.
Mas não era cada árvore uma única pessoa, mas muitas pessoas estavam
`arvorificadas` constituindo a árvore inteira. E havia inúmeras árvores naquele local.
Pelo que ouvi do Guia então, havia na casa de milhares de pessoas ali.
Fomos orientados que nosso trabalho era retirar as pessoas arvorificadas dali, usando
todo nosso amor e carinho e colocá-los nas macas. Eles podiam ser retirados com
carinho como frutos que se colhe em árvores frutíferas. Os maqueiros, com seu
uniforme de calça comprida e camiseta de manga curta brancos já se aproximaram e
estavam lado a lado conosco. As macas são bem simples com duas barras metálicas
brancas paralelas em uma lona branca no centro.
Eu me aproximei de uma das pessoas e coloquei a mão direita no chacra frontal e com
a mão esquerda apoiava a parte de traz da cabeça para deixá-lo não cair no momento
de se desprender da árvore e como q desfalecidos, adormecidos, os colocava na maca,
pois os maqueiros são muito ágeis e ficam ao nosso lado dando todo o suporte. Assim
segui retirando um após outro. Todos pareciam figuras escuras, marrons, com galhos,
troncos ou raízes.
Quando todos haviam sido retirados nos afastamos das árvores e nos agrupamos
novamente com o Guia. Observamos que todas as macas estavam colocadas no centro
da clareira, entrelaçadas, formando um círculo e então os nossos amigos de outro orbe
que estavam conosco fizeram um círculo em volta deles e ergueram suas mãos e assim
as macas começaram a levitar. Tinha uma luz muito clara em todo o local. As macas
subiram e sumiram todas juntas levando os regatados para assistência especifica.
Nosso Guia nos orientou então que nós ficaríamos ali no local e veríamos o que ia ser
feito. Nos orientou que nós deveríamos arrancar as árvores que haviam restado, que
na verdade, eras como “cascas” vazias. Formamos duplas e puxamos as árvores da
terra, e elas eram arrancadas sem muito esforço físico. Todas as árvores foram
colocadas no centro, onde antes estavam as macas. O Guia nos explicou que máquinas
se aproximavam e a descreveu com escavadeiras revolvendo a terra. Eu não vi essas
máquinas, mas vi algo enorme e circular como um capacete se aproximar do alto em
cima das árvores arrancadas e só o que percebi depois foram cinzas.
Então, pequenas naves semelhantes àquela maior que já tínhamos ido antes, se
aproximaram no alto e se posicionaram em um semi círculo no alto. Então começaram
a emitir luzes de várias cores, como holofotes em vai e vem na direção do solo. Nosso
Guia nos disse que estavam fazendo um processo semelhante à adubação do solo e
tornando-o fértil.
Depois disso, nosso Guia nos descreveu que o local estava sendo replantado com
novas plantas e que ali imperaria o Amor do Cristo a partir de então, contaminando
toda a região com o Bem Maior.
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Eu não consegui acompanhar esse replantio. Na verdade confesso que minha mente
ficou concentrada na parte do equipamento que eliminou os restos das árvores e
também na questão de que lá não havia Sol, sequer uma brecha. Então meu lado
racional se recusava a aceitar como o local novo e verdejante iria sobreviver sem Sol.
Certamente minha falta de fé e incompreensão falou mais alto!
Nosso Guia então nos conduziu ao retorno.
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Atividade realizada em 06/08/15 – Retribuindo auxílio na caverna
Nessa noite, nosso Guia nos disse que realizaríamos duas atividades. Primeiramente
iriamos retornar à nave espacial que agora estava localizada acima do Celuca e depois
iriamos a um resgate.
Nos orientou a relaxarmos e deixar nos levar pelo coração. Senti o corpo leve,
flutuando no ar e a presença de Amigos ao meu lado me guiando, senti também que
estava flutuando com os companheiros do grupo. Consegui ver a nave por fora antes
de entrar. O Guia nos levou até o Salão de entrada da nave, o mesmo onde já
estivemos outras vezes e pediu que descrevêssemos como estava naquela noite.
Eu vi o mesmo salão oval, com janelas de vidro (ou algo semelhante) como se fossem
visores de um andar superior na parte de cima da sala. Na frente, no meio do salão
uma porta alta e larga. Em todo o contorno os mesmos suportes ou apoio como
mesas. Desta vez, havia dois pilares como se fossem colunas do piso até o teto, de
cada lado, em um total de quatro. Quando descrevi, nosso Guia disse que eram
mesmo algo de sustentação. Também havia seres com rosto fino e cabeça pequena,
roupas compridas, de material parecido com sintético acochoado cor prateada, até os
pés, parecia engomado, mas confortável. Olhos amendoados, boca pequena. Eu vi dois
seres do lado direito do salão. Tive a sensação que um era masculino e outro feminino.
Outros companheiros do meu grupo descreveram algumas coisas como uma tela e
controles que eu não visualizei no local.
Depois disso, nosso Guia nos orientou a sair da nave e visualizá-la por fora e descrevê-
la. A nave é arredondada, formato disco, porém alta, não fina e vai formando a parte
de cima como uma tenda de circo, onde na ponta superior fica uma espécie de cúpula
que é a parte mais alta da nave. Um pouco abaixo existem como faróis em toda a volta
com luz na cor branca. Na largura da volta da nave, também existem esses faróis
brancos ao longo do perímetro. A cor é prateada, como aço escovado.
Nosso Guia nos pediu então para nos desligarmos da nave e partirmos para a segunda
etapa do trabalho. Iríamos a uma caverna localizada no umbral médio. Ao chegarmos
lá solicitou que a descrevêssemos.
Tratava-se de uma caverna com entrada larga e alta, como cavada em um pedaço de
montanha, pois era de terra marrom. Na parte de cima como formando uma cortina
até o chão da entrada havia plantas que estavam recolhidas e amarradas para o lado
esquerdo superior da caverna e dessa forma a entrada estava totalmente livre. O
caminho interno já estava iluminado e preparado para nossa chegada. Seguindo
orientação do Guia adentramos a caverna e procuramos por portas. Tanto o chão
quanto as paredes estavam com terra bem batida, como se tivessem sido cavados por
equipamentos de construção, não estavam esfarelando como terra solta. As portas
que vi eram altas e largas de ferro bem escuro. Nosso Guia nos orientou a abrir e
entrar e ali realizar o resgate de quem se encontrava, nós mesmos trazendo-os para
fora da caverna. Ao adentrar, encontrei vários espíritos que pareciam pendurado e
estavam amarrados pelos braços, murmurando algo que não dava para entender
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direito, todos pareciam embriagados. Tinham a forma mesmo de uma pessoa e
pareciam fisicamente fortes. Peguei pelos ombros de um dos que estavam ali e como
pude, o arrastei para fora da sala e dai para fora da caverna, lá fora, já estavam as
macas branquinhas e os maqueiros de branco também aguardando para acomodar
cada um. Eles me ajudaram a colocar o resgatado na maca e então o Guia nos chamou
para nos reunirmos a ele e explicou que iriamos novamente entrar para outro resgate.
Senti que os meus companheiros estavam lá comigo e que todos adentramos
novamente à caverna. No trabalho desta noite percebi as minhas roupas e a dos
outros companheiros que eram túnicas brancas que não se sujaram com a terra, nem
nos atrapalharam no trabalho embora fossem compridas e de mangas compridas e
largas. Nosso Guia nos levou até um local que parecia a parte mais baixa e o final da
caverna, e disse que havia um ser lá necessitando muito do resgate. Eu imaginei que
era pequena o suficiente para entrar lá e fui como que escorregando deitada de
barriga para cima, pelo chão que ai me pareceu que a terra estava solta. Vi o resgatado
lá no escuro e fui puxando-o pelo braço e trouxe até a parte aonde o Guia estava. Ele
estava fraco fisicamente e debilitado. Balbuciava algo que não pude entender, mas
parecia um lamento de dor. Estava sem camisa, e dava para ver as costelas no tronco
magro dele e estava desidratado, com os lábios bem secos. Ele tinha algo semelhante a
uma coroa de espinhos escuros na cabeça, como a da imagem de Jesus. Não conseguia
arrastá-lo sozinha e percebi que eu o puxava por um braço e outro companheiro, que
não saberia identificar quem era, o puxava pelo outro e assim o arrastamos até fora da
caverna onde estavam os maqueiros.
Novamente o nosso Guia nos chamou a reunirmos e disse que percebia que estávamos
cansados, mas precisaríamos entrar novamente para um resgate muito difícil de
espíritos que não queriam ser resgatados. E nos lembrou que um dia isso também foi
feito por nós, em situação inversa, com nós sendo os necessitados de resgate.
Adentramos então a caverna e desta vez nos dirigimos a uma porta no final da
caverna, do lado direito de onde havíamos resgatado o espirito anterior com espinhos
na cabeça. A porta era bem pequena e baixa e ao comando do Guia, surgiram alguns
de seus Auxiliares para abrir a porta, empurrando-a para dentro. Assim que entramos
os espíritos começaram a fugir e a se esconder por caminhos internos que pareciam
um labirinto de formigueiro. Eles estavam pelo chão, outros caminhavam rapidamente
para se esconder. Todos sentiam medo e estavam magros, com algumas deformidades
na aparecia humana, parecendo quase animais, com pequenas garras no lugar de
unhas, cabelos longos, costas curvadas até o joelho, pés deformados com menos
dedos. Nosso Guia nos disse que clamássemos o Amor do Pai para tocar seus corações.
Eu comecei a vibrar coisas boas e positivas e caminhar atrás deles, mas escapavam, se
esquivavam e se escondiam e eu não sabia como alcançá-los. Então tive uma idéia que
sinceramente, não sei de onde, mas pareceu que eu saí de mim mesma e me vi
sentada no chão, encostada na parece, falando coisas boas e bonitas, cantando um
pouco baixinho, orando um pouco e assim vários espíritos foram se aproximando de
mim sem medo, se acomodando ao meu lado, deitando na minha perna, ouvindo o
que eu falava ou simplesmente sentindo aquela energia de paz. O Guia nos chamou a
trazer os resgatados para fora da caverna e assim eu fiz. Sai daquela sala seguida por
pelo menos três espíritos e os levei para o lado de fora.
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O Guia nos disse para nos reunir, explicou que os resgatados já estavam sendo levados
para assistência devida e que nós deveríamos então retornar à nossa sala de trabalho
no Celuca.
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Atividade realizada em 13/08/15 – Colônia da Luz
Nosso Guia nos informou que iriamos retornar ao mesmo local do trabalho de socorro
da semana anterior para finalizar o trabalho, pois havia ainda muitas entidades a
serem resgatadas.
Nos concentramos e, desta vez, parece que fomos todos juntos em círculo, de mãos
dadas (espiritualmente). Eu me senti leve, flutuando e me vi diante da mesma caverna,
com a parte de plantas verdes presa para o lado esquerdo e a abertura bem grande. Já
estávamos todos com as mesmas roupas: túnicas brancas com uma faixa larga na
cintura. O Guia nos orientou a seguir direto para a última sala na parte mais baixa e
estreita da caverna. Passamos pelo túnel da caverna e fui vendo do lado direito as
outras portas maiores q já havíamos entrado antes. A porta pequena desta vez se abriu
com facilidade e também já estava o ambiente com tochas para iluminar. A instrução
era entrarmos e regatarmos as entidades para fora da caverna.
Logo que entrei várias entidades se aproximaram de mim, como se me esperassem.
Ficaram em volta das minhas pernas, nas minhas costas. E eu sentia uma felicidade,
por eles estarem ali. Muitos corriam por entre os caminhos de labirinto escuros
internos para fugir de medo e para se esconder. As entidades pareciam ser baixas e
pequenas porque na verdade estavam passando por um processo de deformação do
corpo. Alguns andavam cambaleando de um lado para outro pela deformidade nas
pernas e nas costas, outras eram extremamente magras, curvados para frente, com
cabelos fininhos parecendo apenas um chumaço. Todos tinham olhos esbugalhados,
boca bem pequena, nariz grande, pele bastante deformada. Em alguns momentos eu
cantarolava algo suave eles se aproximavam mais ainda. Então fui caminhando com
vários ao meu redor, conduzindo-os para fora da caverna. Do lado de fora, havia já a
postos os maqueiros que acomodavam aqueles q tinham mais dificuldades. Desta vez,
havia também uns equipamentos de transporte diferentes parecidos com aquelas
bigas romandas, sem a parte da frente aonde iam os cavalos. As entidades eram
colocadas nessas ‘bigas’ e ficavam confortáveis para o transporte, algumas eram para
uma única entidade outras maiores, para mais ao mesmo tempo. Essas ‘bigas’
flutuavam pelo chão, não muito alto, mais ou menos a 50 cm. Para auxiliar a tantas
entidades, havia vários outros trabalhadores servindo e apoiando, mas não poderia
descrever todos em detalhes.
Retornei à caverna para continuar o resgate e novamente quando entrei algumas
entidades se aproximaram de mim. Nosso Guia nos disse que estavam em nossas mãos
alguns equipamentos que nos auxiliariam no resgate. Percebi algo maior que uma
lanterna de metal claro e leve, como alumínio e que parecia ter luzes. Com o olhar eu
podia ver várias outras entidades se escondendo no escuro e então usei esse farol para
iluminar na parte do fundo da caverna. Novamente saí de lá com algumas entidades
resgatadas à minha volta.
Então o Guia nos disse que o trabalho lá estava terminado e que levaríamos os
resgatados para uma colônia. Para isso, todos seguiríamos a pé por uma trilha em
caravana. Essa caravana estava então repleta de pessoas: as macas eram conduzidas
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por dois maqueiros cada, alguns seguiam na ‘biga flutuante’ que ia no ritmo da
caravana, nós e outras muitas entidades que nos auxiliaram lá. Então percebi dos dois
lados da estrada, fazendo um corredor, estavam cavalos brancos com cavaleiros de
armadura no peito dourada e no elmo uma penugem vermelha. Nosso Guia informou
serem a escolta dos Cavaleiros de Ricardo, e imediatamente quando olhei novamente
para eles, pareciam ser gigantescos, enormes mesmo, cavalgando lentamente ao
nosso ritmo. Os soldados estavam concentrados, mas transmitiam paz.
Então paramos e nosso Guia informou que havíamos chegado na Colônia da Luz. Que
era especializada em atendimentos deste tipo de socorridos que estávamos trazendo.
A colônia se erguia alta e imensa como um forte de uma vila medieval. Os muros
altíssimos que a cercavam pareciam ser feitos de pedra e areia, tinham a cor ocre.
Formava um retângulo e nos quatro cantos tinham, mais altos ainda, algo como
mirantes ou guaritas e em cima delas balançavam ao vento bandeirinhas vermelhas.
Na entrada uma escadaria de poucos degraus, mas bem largos que formavam como
uma plataforma. E o portão gigantesco e alto parecia precisar de muita força para ser
aberto. Todo o local era envolvido por uma luz amarelada intensa. Não havia sol ou
céu que eu pudesse ver, era como se essa luz formasse uma cúpula em volta de tudo.
Nosso Guia nos avisou que seriamos recebidos pelo pessoal da colônia e eles
apareceram pela porta que ficou entreaberta e nos recepcionaram com muita alegria,
do lado de fora, felizes por estarmos lá, mas não surpresos por nos ver, parecia que já
nos conheciam ou já sabiam sobre nós. Tinham a aparência humana normal como a
nossa e estavam alguns com calça comprida e uma blusa-túnica e outros apenas com
essa túnica. Havia homens e mulheres e todos ficaram conversando com nosso grupo
na plataforma mais alta da escadaria, deixando a porta entreaberta.
Eu estava flutuando, ou volitando. Me sentia presa de alguma forma naquelas pessoas
na escada, mas não conseguia descer até lá por mais que me concentrasse nisso.
Parecia que eu era uma pipa de criança lá no alto, ligada por um fio apenas. De cima eu
podia ver boa parte da colônia por cima. Havia árvores verdes, grama, flores, um
edifício baixo bem na entrada, um caminho, ou alameda que terminava no final do
muro oposto à entrada aonde tinha outro edifício mais alto. E esse caminho derivava
em outros caminhos mais curtos para a direita e para a esquerda.
Alguns de meus companheiros narraram experiências dentro da colônia, entretanto eu
não entrei lá. Informei ao nosso Guia que estava flutuando do lado de fora e ele
assentiu sem parecer se incomodar. Talvez eu não devesse entrar. Ele nos disse
também que estávamos dispersos, cada um em um lugar e eu senti que ele nos
aguardava ali, como um pai aguarda os filhos q estão a brincar um pouquinho em um
parque. Então ele solicitou que retornássemos a nossa sala no Celuca e confirmou que
aquela caverna seria fechada embora ainda tivessem entidades por lá, pois as que
restaram não tinham condições ainda de serem recolhidas. Nos disse também que
cada um de nós tem sua função específica no grupo.
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Atividade realizada em 21/08/15 – Campo do Amor
Nesta noite o nosso Guia nos informou que iniciaríamos o trabalho de forma diferente.
Iríamos a um local do plano superior, com energias superiores e já nos alertou que ele
não tinha certeza se todos conseguiriam ir, mas todos deveríamos nos acalmar e
confiar nos amigos espirituais, relaxando o corpo físico.
A sensação que tive foi de estar subindo, flutuando e senti que estava em algum lugar
muito claro, com uma luz amarelada natural, ao ar livre. Passava a impressão de ser
aberto, como um campo ou jardim imenso, dava a sensação de liberdade. Não
conseguia ver com nitidez, me parecia que estava com uma névoa densa ou com
muitas nuvens brancas. Mas vi duas entidades que me pareciam muito grandes, ao
mesmo tempo em que eu me sentia muito pequena. Mas eram serenos, alegres,
sorridentes, vestiam uma túnica comprida e não via os pés, como se eles flutuassem.
Me pareceram de pele bem clara e cabelo bem claro também, quase dourado. Por um
instante tive a lembrança das imagens de anjos comuns em pinturas das igrejas, mas
logo afastei esse pensamento com medo de criar um paradigma ou comparação pré-
concebida. Ficamos ali algum tempo, o Guia nos pediu para descrever o que víamos de
onde estávamos e alguns colegas descreveram coisas que eu não vi no local. Logo
depois o Guia nos disse que partiríamos para a segunda parte do trabalho no umbral
médio.
Então minha sensação foi de estar descendo em um túnel escuro e já me vi com a
túnica branca e prestei mais atenção na faixa da cintura que era verde com detalhes
como nervuras em amarelo. O Guia solicitou que ficássemos juntos, pois iriamos
descer por um caminho escarpado, íngreme entre as montanhas. Então eu consegui
ver de cima (eu flutuando novamente) nossa equipe, toda de branco, um atrás do
outro, em fila descendo pelo caminho estreito e escuro de penumbra naquela região.
Todos caminhando concentrados, com determinação. Fiquei um pouco preocupada
por novamente não conseguir descer até onde estava o grupo e então nosso Guia disse
que estávamos nos aproximando de um campo como uma floresta cheia de árvores
bem altas. Neste momento, redobrei meu esforço e minha concentração para descer e
acompanhar o grupo e quando Ele descrevia as árvores, eu já estava lá ao lado de
todos, observando as árvores também. O Guia nos disse para sermos atentos ao que
estava pendurando nas árvores, que eram seres que precisavam ser resgatados
daquele local.
Aquela floresta parecia ter sido plantada e não naturalmente formada. As árvores
eram altas, cheias de galhos e folhas estranhas bem escuras, mas a distância entre elas
era padronizada, parecia também que formavam corredores dos dois lados, como se
tivessem realmente sido organizadas daquela forma. Pendurados nos galhos estavam
esses seres que embora fossem humanoides, ao mesmo tempo tinham uma aparência
estranha. A cabeça era mais comprida na parte de cima, o corpo bem arredondado
como se fosse apenas o tronco e as pernas curtas e os braços finos e compridos que só
apareciam em alguns deles. Tive a impressão certa de que todos eram iguais, como
seres criados artificialmente ou gêmeos. Alguns estavam pendurados nos galhos pelos
braços, outros por uma extensão do corpo que ainda não eram os braços. Mas tinham
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todos um ar de solidão, vazio e sofrimento. Fomos recolhendo os seres das árvores
conforme a orientação do nosso Guia que também nos disse que estavam presentes o
grupo de auxilio das Filhas de Maria. Eram mulheres, vestidas com saias cor ocre até o
tornozelo e aqueles mantos parecidos com os de freiras nas suas cabeças também
ocre, nos pés tinham sandálias simples de couro. Podia-se sentir a serenidade, paz e
amor que elas envolviam a todos. Eu tirei alguns seres das árvores e alguns
conseguiam se apoiar no meu ombro para caminhar, outros não. Então surgiram os
equipamentos de transporte para onde nós íamos colocando cada ser retirado das
árvores. Esses equipamentos eram parecidos com o do socorro anterior, no sistema de
“bigas flutuantes”, com a diferença que desta vez elas não eram individuais, mas
coletivas, eram maiores, como uma carroça aberta. Também porque os seres eram
menores e cabiam vários, confortavelmente em cada uma.
Ao término do recolhimento dos seres, nosso Guia nos chamou para observarmos o
que iria acontecer com aquele local que fora até o momento um campo da dor e nesse
momento estava terminado, e seria definitivamente destruído e transformado em um
Campo de Amor. Surgiram luzes imensas do alto e as árvores foram sendo reduzidas,
como se desintegrassem devagar, virando poeira, e depois recolhidas, o campo ficou
totalmente vazio e novas luzes foram vistas agora como holofotes em direção ao chão
e de repente foi surgindo um gramado verde, senti o cheiro de chuva caindo na terra,
embora não houvesse chuva. E no final do campo, na direção oposta à que estávamos,
havia um pequeno lago e nosso Guia nos disse ser uma nascente d’água. Ele nos
convidou a sentir a nova energia do lugar e eu pisei na grama, descalça, senti uma
grama bem macia e fresca.
Nosso Guia então nos chamou para voltarmos à nossa sala no Celuca e nos disse que
os seres que auxiliamos a serem resgatados haviam sido trazidos para lá para receber
as energias que mais necessitavam. Eles estavam todos sentados em bancos como os
de madeira em ginásios, com três andares, em torno de nós. Eles estavam limpos e
todos quietos, apenas observavam sem esboçar algum sentimento maior. Fazendo
uma corrente em torno deles estavam entidades de várias Fraternidades, algumas da
segurança, da limpeza, e várias outras que estavam prestando auxilio no momento. O
Guia nos conduziu em uma vibração cheia de amor e então no centro da roda que
formávamos, havia uma entidade totalmente diferente das outras, bem alta, corpo
esguio, roupa comprida, sem aparecer os pés, flutuando baixo ela levantou os braços e
imediatamente surgiram três esferas de luz, uma azul, uma verde e no meio uma
vermelha, lado a lado e então ele manipulou essas esferas que formaram feixes de
luzes imensas brilhantes e finalmente explodiram colorindo todo o ambiente como
uma chuva de fogos de artifício. Depois nosso Guia nos disse se tratar de uma entidade
de outro orbe que estava ali para auxiliar aqueles seres também. Após a assistência,
todos foram retirados da nossa sala.
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Atividade realizada em 28/08/15 – Farol do Amor
Logo no inicio do trabalho nosso Guia nos disse que faríamos um trabalho no umbral
médio direto a um castelo muito antigo. Pediu que relaxássemos o corpo físico e nos
preparássemos para subir. Logo depois descreveu que estávamos em um caminho
largo de árvores em volta caminhando em direção ao castelo que tinha uma porta
larga arredondada como entrada.
Assim que nos preparávamos para partir já percebi nossos trajes de túnica branca com
faixa na cintura. Tentei me concentrar e senti o corpo flutuar um pouco. Então vi o
caminho largo de terra com cascalhos no meio de árvores e vegetação escura.
Novamente estava flutuando acima disto, vendo o grupo caminhando no chão. Senti
um misto de frustração e curiosidade por estar assim novamente, me questiono se isso
é minha falta de disciplina, de concentração ou outra coisa assim. Observei tudo ao
redor, avistei o castelo grande, com muros de pedra e duas torres pequenas no alto, a
entrada larga em arco e fui tentando descer para acompanhar o grupo. Me esforcei
bastante, pois o Guia já orientava que todos deveriam estar no salão principal e iniciar
a visualização geral para encontrar os seres que iriamos auxiliar. Finalmente, quando
desci já me encontrei do lado direito do salão, embora não tenha visto de maneira
geral este salão desde sua entrada. Neste lado havia uma escada subterrânea com
degraus de pedra que levavam ao calabouço onde estavam as criaturas presas. Todos
nos encaminhamos até lá e o Guia nos alertou que um túnel estava sendo construído
para tirar as entidades que iriam seguir para fora, através de cápsulas de transporte.
Essas cápsulas eram individuais e também flutuavam, mas não eram abertas como as
“bigas flutuantes”, mas sim fechadas, de um material metálico não brilhante parecido
com aço escovado. As entidades que lá estavam tinham aparência humana comum e
apresentavam estado de desamparo total, magros esqueléticos, enrugados, alguns
algemados, outros amarrados. Havia grades em algumas celas, o piso era de terra
batida, o ambiente em penumbra, frio e úmido. Muitos nem percebiam nossa
presença por estarem em um estado de torpor ou desligamento mental, que lhes
impedia uma reação qualquer. O túnel construído por nossos amigos direcionava
aquele lugar para uma saída na lateral do castelo. Depois que todos ali foram
resgatados, nosso Guia nos chamou de volta ao salão principal do castelo para
identificarmos outros locais onde estariam mais seres a serem auxiliados.
Do lado esquerdo deste salão embaixo do piso, percebi que havia um poço fundo sem
água e olhando dentro dele estavam inúmeras entidades a serem socorridas
aglomeradas, magras, algumas olharam para cima quando viram uma luz e a imagem
que vi olhando para dentro, foram rostos desamparados, sem esperanças e poucos
esticaram as mãos para cima, em um reflexo de solicitar ajuda. Então começamos a
chamá-los para que despertassem de alguma forma para sair daquele lugar, eles
começaram a subir e logo eu pude dar as mãos àqueles que chegavam ao topo,
ajudando a sair e conduzindo até as “capsulas flutuantes”. Muitos saíram desta forma
e eu percebi que os auxiliava. Às vezes, parecia que tocava seus ossos de tão magros
que eram e via os ossos das pernas quando subiam e das mãos quando os apoiava. Até
que nosso Guia nos disse que todos ali já haviam sido resgatados.
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Percebi que todos estavam então sendo organizados em grupos imensos com
auxiliares respectivos coordenando. Durante o trabalho, nosso Guia nos disse que
estavam presentes muito amigos espirituais ajudando no processo de resgate. Desta
vez não os identificou especificamente, e eu percebi muitas entidades auxiliando de
forma ordenada, eficiente e em silêncio. Parecia que todos sabiam bem o que fazer.
Outra coisa que me chamou a atenção é que no castelo havia muitos quadros lado a
lado nas duas paredes principais, lado direito e esquerdo. Esses quadros eram pinturas
de rostos de pessoas que eu não podia identificar, havia homens e mulheres
retratados ali, e a quantidade de quadros parecia infinita para se contar. Durante o
trabalho me senti muito incomodada com alguma coisa e a todo momento olhava para
atrás imaginando onde estariam os guardiões daquele castelo, e se estávamos sendo
observados, não sei porque esses pensamentos me ocorreram pois me sentia segura
com o nosso grupo.
Nosso Guia nos reuniu e solicitou que observássemos o que iria acontecer com aquele
local já que não mais seria um castelo de dores, pois agora, daria espaço para
construção de amor. Observamos então que o local foi iluminado por uma luz branca
do alto e aquela imensa construção de pedras firmes começou a se desfazer, a se
desintegrar, sumindo como poeira jogada ao vento. O Guia então chamou nossa
atenção para nascentes d’água que surgiam no local e o que eu vi foi aparecer uma
torre alta, de pedras brancas, semelhantes aos faróis construídos em praias para
alertar as embarcações. Era bem bonito, altivo, claro, parecia iluminar todo o local e
formou-se uma cúpula de proteção a partir do alto deste Farol do Amor envolvendo
uma grande extensão com uma luz clara rosada. Depois nosso Guia confirmou que
esse farol serviria de apoio para aquela região.
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Atividade realizada em 03/09/15 – Os Ovóides
No início das atividades, nosso Guia informou que iríamos voltar ao hospital de
tratamento, local em que já havíamos estado outras vezes nos primeiros trabalhos de
treinamento. Todos deveríamos mentalizar o lugar e nos direcionar para lá. Senti que
me aproximava por cima como se estivesse voando e visualizei o local com os muros
altos, cor de areia, um portal grande na frente e já me visualizei no lado de dentro em
um salão logo após a entrada. Percebi que havia várias entidades ali. Então o Guia nos
disse que estaríamos recebendo uma visita de alguém vindo de muito longe que
estava se aproximando para a tarefa da noite. Percebi alguém bem alto, com a pele
marrom, como se fosse pele mulata, mas com uma cor mais suave e uniforme. Não
consegui captar maiores detalhes da entidade, que já começou a dizer a todos nós
sobre o trabalho que iriamos realizar. Nos informou que iríamos ao umbral inferior, ao
resgate de seres ovoides, ou seja, em estado de ovoidização. E que todos deveríamos
ficar juntos sempre, a todo o momento. Nos orientou para nos concentrarmos,
partiríamos para um lugar que ele foi descrevendo como muito grande, subitamente
solicitou que fosse iluminado o local e pediu que percebêssemos onde estavam os
ovoides. Eles estavam no chão, e que devíamos resgatá-los e levá-los até os veículos de
transporte que aguardavam do lado de fora.
A principio, não pude ver a parte de fora do local, pois já me vi do salão do hospital
direto naquele lugar que parecia uma caverna, o teto não era muito alto, as paredes e
o piso eram de terra bem batida, e logo pude perceber que havia outros
compartimentos como aquele como um labirinto, a sensação era de estar em uma
adega de vinhos antiga, ambiente úmido, baixa temperatura, propositalmente rústico.
Havia algumas coisas penduradas nas paredes, como quadros, mas não consegui
identificar o que eram. Então eu vi os ovoides no chão, um ao lado do outro, a
principio me pareceram grandes, do tamanho normal de um ser humano. Um ser
humano com as pernas dobradas, as costas arqueadas para frente e os braços
envolvendo as pernas, como se abraçasse a si mesmo, como se estivesse querendo se
fechar totalmente, como se fosse um ovo! Todos estavam de olhos fechados, pareciam
dormindo ou em algum transe, não tinham nenhuma expressão no rosto. Envolta deles
havia algo que parecia uma gelatina, gosmenta e transparente formando a ‘casca’ do
ovo. E assim eles estavam imóveis, parecendo desligados de tudo. Confesso que me
pareceu exatamente um filme de ficção científica. Então, seguindo as orientações da
entidade que nos guiava nesta tarefa, me aproximei para pegar um deles e aí percebi
que estava do tamanho do meu colo, e eu podia carregar cada ‘ovo’, com cuidado para
fora daquele lugar e os colocava no veículo de transporte. Eu carreguei um de cada
vez, pois era o tamanho e peso que eu conseguia levar com carinho e conforto. Depois
a Entidade-guia nos esclareceu que os tamanhos dos ovoides foram ajustados,
provavelmente de uma maneira que sequer imaginamos, para possibilitar o resgate.
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Iam sendo dispostos na parte de trás do veiculo de transporte, que desta vez me
parecia com um jipe de guerra, com rodas largas como de tratores e uma caçamba
atrás aonde iam sendo acomodados com conforto seis ovóides em cada um. Também
indaguei a Entidade-guia sobre o veículo que não me parecia flutuante e ele explicou
que para aquele local, não era possível flutuar e que os veículos realmente precisavam
se locomover com as rodas giratórias.
Muitos ovoides foram resgatados, mas como já disse, me parecia que haveria mais
ainda em outras câmaras como aquela. Entretanto, a Entidade-guia nos reuniu
novamente, esclareceu que tínhamos muitos amigos espirituais atuando naquele
resgate conosco e nos disse que voltaríamos então para o hospital a fim de
observarmos o tratamento que seria dado para a recuperação dos ovoides.
De volta ao hospital, a Entidade-guia nos disse que os ovoides estavam sendo
colocados lado a lado em escaninhos e que receberiam um tratamento com luzes e
depois uma injeção e nos solicitou que observássemos as reações deles.
Para mim, pareceu que os ovoides foram colocados lado a lado em espaços específicos
para eles, mas separados um do outro. Esse local parecia uma prateleira e tinha dois
andares de ovoides, e estavam iguais dos dois lados opostos da sala. Não era possível
contar o número de ovoides ali, pois a fila se estendia até aonde meu olhar nem
alcançava. Então percebi vindo do fundo da sala uma luz branca intensa que era
direcionada em quatro feixes como holofotes, às quatro prateleiras, duas de cada lado.
Além disso, em cada ovoide havia uma luz especial em tom amarelado direcionado
bem acima dele. O que vi, foi aquela gelatina transparente começar a se desfazer e
alguns seres ovoides iniciarem um movimento lento de se desdobrarem da postura
que estavam. Foi quando a Entidade-guia nos disse sobre a injeção que receberam, e
eu não pude ver a injeção conforme eu esperava com seringa de plástico, mas sim,
algo metálico que não vi agulha e não sei ao certo se era isso a injeção que ele
mencionou ou outra coisa que vi. O resultado foi que as entidades, cada uma no seu
tempo, cada uma na sua limitação estavam se movimentando mais e então esse
‘medicamento’ foi administrado para que ficassem sedadas, mantendo a serenidade
antes de iniciarem pensamentos perturbadores a eles próprios. Certamente cada um
dos casos deverá ser tratado de forma individual e no momento certo para o ser que
se encontrava neste estado.
A Entidade-guia que nos acompanhou nesta noite, nos disse que se tratava de um local
que era um depósito de ovoides. Que ainda não estavam em uso pelas entidades do
mal, mas aguardando para serem usados no futuro, como um estoque de ovoides.
Assim, retornamos a nossa sala no Celuca.
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Atividade realizada em 10/09/15 – “Somos os Peregrinos, levando a Luz”
Nesta noite nosso Guia nos orientou que iriamos retornar ao mesmo local que
havíamos estado na semana anterior para continuar com o trabalho de resgate dos
ovoides no umbral inferior. Relembrou que deveríamos todos permanecer sempre
juntos e que havia muitos a serem resgatados.
Eu me percebi já dentro do local onde havíamos feito os resgates na semana anterior,
porém estava vazio, eu não via nenhum ovoide por ali. Então aproveitei para me
atentar ao local e às coisas que estavam na parede, que vi que se tratavam das fichas
dos seres ovoides que estavam ali. Nosso Guia nos disse que deveríamos adentrar mais
fundo no local, pois o resgate seria feito em regiões mais profundas, como câmaras
escondidas e os ovoides deveriam ser levados para fora e colocados nos transportes.
Caminhei mais para dentro, me direcionando para o lado esquerdo e já vi outro espaço
ali, onde havia muitos ovoides no chão novamente. O local estava escuro, úmido, frio,
ar pesado, mas havia iluminação trazida pelos trabalhadores, suficiente para vermos
tudo com clareza. Eu comecei então a pegar os seres ovoides um de cada vez, no colo
e carregá-los para fora, colocando no veículo de transporte. Eu trouxe vários, parecia
que não me cansava dessa tarefa, e desta vez, enquanto caminhava com eles no colo
como um bebê dormindo, tive um sentimento quase maternal, carregando com
carinho e afeto olhando diretamente para cada um. Todos estavam como da outra vez,
adormecidos, olhos fechados, sem roupa, na mesma posição encolhidos abraçando as
pernas se fechando em formato de ovo.
Depois de algum tempo, nosso Guia nos reuniu e disse que teríamos que ir mais fundo,
pois haviam outros a serem resgatados em local mais abaixo e que deveríamos nos
preparar para descer juntos. Nesse momento eu percebi diante de mim, uma ponte
que balançava, de placas vazadas espaçadas como as pontes de madeira, muito
comprida, que eu não conseguia ver aonde terminava, não conseguia ver o outro lado
onde ela estaria conectada. Questionei o Guia e ele disse que poderíamos seguir pela
ponte mesmo e disse: “Somos os Peregrinos levando a Luz”. Ele seguia na frente com
uma luminária grande daqueles modelos antigos de óleo, mas a luz que se formava
envolta era imensa como um farol. O local era bem profundo, escuro, vazio, úmido,
parecia que havia montanhas lá dentro, mas só conseguia ver contornos de picos.
Olhando para baixo só via a escuridão, e sombras de pedras nas paredes como se
estivéssemos em um precipício, sem fundo. Quando chegamos ao ponto final, havia
muitos ovoides espalhados pelo chão, e ali estavam sujos de terra também. Perguntei
ao Guia como levaríamos os seres para cima e ele nos disse que estariam trazendo um
transportador que seria um tubo imenso que apareceu imediatamente do nosso lado à
esquerda e que deveríamos colocar os ovoides ali e eles seriam levados para cima,
como que flutuando. Tratava-se de algo parecido com um tubo transparente e quando
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colocávamos os ovoides próximos à entrada do tubo eles eram ‘sugados’ com muita
delicadeza e era possível vê-los subindo. Para mim, a velocidade era estranha porque
se por um lado parecia que estavam indo rápido, pois havia muitos e não estavam
parados esperando em uma fila, por outro lado, quando olhava dentro do tubo a
sensação era de irem bem devagar, com máxima cautela, um após outro. Eu
continuava carregando um a um no colo, e os colocando no tubo. Depois, nosso Guia
nos reuniu novamente e nos informou que havia seres em locais ainda mais profundos
que precisavam ser resgatados e que nós deveríamos nos unir em oração e pedir ao
Pai que tornasse possível aquele resgate. Nesse momento percebi que me concentrei
em oração, ergui meus braços e imediatamente visualizei todo o meu grupo em
círculo, todos no mesmo gesto, todos nós com nossas túnicas brancas com faixa verde
e no centro do círculo que formamos, uma luz branca muito intensa se formou.
Permanecemos assim por algum tempo e então nosso Guia nos disse que a tarefa
estava terminada ali e que deveríamos seguir então para acompanhar o trabalho no
hospital. Depois eu perguntei ao Guia sobre esse resgate mais difícil e ele disse que
tinha sido realizado sim, com sucesso, inclusive outros amigos do grupo descreveram
um equipamento que foi utilizado para retirar esses ovoides, mas eu não visualizei
esse momento.
Já no hospital, percebi que os ovoides haviam sido colocados nos mesmos ‘escaninhos’
com dois andares, preparados para eles na semana anterior, desta vez, percebi uma
luz que se misturava com água parecendo um jato que os lavava retirando a terra em
volta, inclusive havia uma canaleta por onde escorria água suja de terra. E atrás dos
escaninhos tinha uma luz branco-azulada iluminando a todos. Permanecemos
observando o trabalho e alguns seres começaram a sair do estado em que se
encontravam e a se movimentar lentamente. Nosso Guia então nos pediu para
observarmos para onde eles seriam levados depois, e se tratavam de camas pequenas,
baixas, com lençóis branquíssimos e um travesseiro simples.
Retornamos então a nossa sala na Celuca para os comentários finais.
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Atividade realizada em 08/10/15 – Visita a Saturno e Hospital de Auxilio
No início das atividades, nosso Guia informou que iríamos a outro planeta do nosso
sistema solar. Solicitou nossa concentração e disse que iríamos juntos até uma nave
que nos aguardava. Imaginei a nave que já havia visitado outras vezes, a principio me
vi lá mesmo, no salão da entrada, mas depois, quando sentei percebi que se tratava de
uma nave diferente. Era menor que a outra e nosso lugar para sentar ficava envolta
das paredes da nave, em forma de semicírculo. Havia visores nestas paredes de modo
que eu podia olhar por ele e ver a trajetória, no meio de uma escuridão com muitos
brilhos de estrelas. Quando o Guia nos disse que estávamos nos aproximando do
planeta, visualizei um planeta redondo envolvido por luz esverdeada. Quando o Guia
nos pediu para dizer qual planeta se tratava eu disse Vênus, não sei bem o porquê e
ele respondeu que não era. Depois me mantive apenas observando para ver o que
captava. Ele nos disse para observar que tinha anéis em volta, e que se tratava de
Saturno, contudo eu não consegui visualizar os anéis. Ele também disse que havia tipos
de construções antigas, mas eu também não pude ver isso. Via apenas algo como se
fosse uma nuvem, ou névoa como se tudo flutuasse, e luzes como uma fila como em
um aeroporto.
Depois nosso Guia nos disse para olharmos pela janela da nave e poderíamos observar
nosso planeta Terra de forma ampliada e explicou que isso era possível devido a um
sistema na nave que agia como se fosse um telescópio. Eu consegui ver a Terra,
olhando pelo lado direito. Ela era azul, e vi algumas nuvens brancas também. Meu
sentimento nesse momento foi estranho para mim: a Terra me pareceu bela, mas não
me senti ‘ligada’ a ela como eu achei que seria se um dia a visse desta forma. Não tive
aquela sensação de ver minha casa inesperadamente. Foi bem estranho para mim e
essa minha reação me surpreendeu um pouco no momento.
Nosso Guia solicitou que observássemos a nave em que estávamos e também o ser
que era nosso piloto. A nave era forma quase circular, e um companheiro disse algo
octogonal, o que acho que seria mais correto mesmo, com os locais para nos
acomodarmos como sofás em volta da parede. Tinha visores na volta e na frente. O
painel de controle tomava toda a parte da frente e diante do painel, de costas para nós
estava uma cadeira alta que seria do piloto. Esse ser era bem simpático, com aspecto
não humano, braços compridos cabeça fina e longa, oval, olhos laterais grandes, tinha
uma roupa como se fosse parecida com um macacão que cobria o corpo todo. Passava
a impressão muito boa de que queria nos ajudar e estava satisfeito em fazer parte
daquela missão. O Guia nos disse que cada um de nós poderia ver este ser de uma
forma diferente. Depois retornamos para nossa sala.
Iniciamos assim uma segunda parte do trabalho, onde o Guia nos disse que iriamos a
um hospital espiritual que já conhecíamos e nos encontraríamos no jardim em frente
ao hospital. A princípio, eu fiquei na dúvida sobre qual dos dois hospitais em que já
estivemos deveríamos ir. Não sabia ao certo, mas procurei me manter concentrada no
jardim conforme instruções do Guia, e isso foi me acalmando um pouco. Seguimos
depois com o Guia para um local do hospital diferente dos que já conhecíamos. Segui
pela lateral esquerda, que seria então a direita do prédio principal, percebi os
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integrantes do grupo e todos com as nossas túnicas, e entrei em uma área onde havia
muitas camas lado a lado. Camas com formato antigo na cabeceira, brancas metálicas,
com travesseiro e lençol muito brancos também, havia várias em cada quarto. Eram
altas e me parece que não eram fixas no chão. O Guia disse para nos aproximarmos
dos pacientes e poderíamos doar nossas energias para auxiliar na recuperação deles.
Um dos companheiros mencionou equipamentos em que os pacientes estavam
ligados, e então pude perceber alguns ao lado de algumas camas, como monitores,
mas diferentes dos que já vi nos hospitais da Terra. E então comecei a ter
pensamentos e imagens diferentes em minha mente, a principio achei que era falta de
concentração no trabalho e que minha mente estava dispersando, mas depois, percebi
que se tratava de ideias e pensamentos daqueles em que eu me aproximava nas
camas. Foram várias imagens, cenas completas, algumas historias curtas, coisas assim
que eu não saberia agora ligar, mas que naquele momento pareciam completas, com
sentimentos verdadeiros do momento. Fiquei com um pouco de receio, pois não sabia
se isso fazia parte do trabalho, pedi ajuda do meu Mentor e orei várias vezes pedindo
auxilio e concentração na tarefa de auxilio.
Depois nosso Guia nos reuniu novamente solicitando que nos dirigíssemos ao jardim
onde amigos espirituais que lá habitavam nos aguardavam. A recepção deles foi muito
calorosa, amigável e estavam felizes em nos ver ali. Nos abraçaram como amigos que
se reencontram. Nos despedimos e retornamos à nossa sala.
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Atividade realizada em 15/10/15 – Visita Marte e Resgate Furnas
Nosso Guia nos disse que iriamos novamente visitar um outro planeta do sistema
solar. Iriamos adentrar na mesma nave que estivemos na semana anterior, pediu
nossa concentração.
Desta vez eu tentei não me concentrar no nome, pois já havia ‘errado’ na semana
anterior. Então fiquei observando pelo visor e o que percebi inicialmente foi um
planeta redondo com cores cinza/alaranjado.
Nosso Guia nos disse que se tratava do planeta Marte e nos fez uma breve descrição
sobre o planeta e sua civilização atual e que tudo havia lá no plano espiritual ou em
outra dimensão. Disse também que estaríamos aterrissando no planeta e que
observássemos a superfície do planeta e solicitou que nós descrevêssemos o que
estávamos vendo. Eu via luzes bem grandes e brilhantes e algumas partes metálicas
claras como construções de torres ou algo de estrutura alta. Embora alguns
companheiros tenham descrito detalhes de uma cidade, eu não a visualizei.
Após isso, o Guia nos disse que os habitantes iriam nos saudar e adentrariam a nave
para nos receber. Quando adentraram senti que estávamos nos reencontrando,
parecia que eles já nos conheciam. Eu não os identifiquei exatamente, embora
mantivesse a impressão de boa companhia. Havia homens e mulheres, todos cordiais,
alegres, sorridentes e nos abraçavam carinhosamente, como bons amigos. Eram bem
parecidos com nosso corpo, eram mais altos, esguios, tinham roupas compridas e
largas como túnicas compridas de um tecido bem diferente, que cobria os pés e dava a
impressão de que flutuavam um pouquinho acima do chão. Havia algo parecido com
uma capa atrás da roupa, com uma ‘aba’ na altura do pescoço. As mãos eram finas e
delicadas, braços compridos. Após os cumprimentos gerais nosso Guia nos disse que
iriam se despedir para nosso retorno. Nos acomodamos em nossos lugares na nave de
transporte e retornamos à sala.
Dali nosso Guia nos disse que seguiríamos o trabalho de auxilio da noite. Seria um local
que nunca tínhamos ido e nos apresentou outra entidade que seria o nosso Guia
naquela noite. Este Guia Especial nos orientou que iriamos a um local muito escuro no
umbral médio. Nos mostrou uma luz que deveríamos seguir caminhando sem medo,
seguindo aquela luz. Ele seguia à frente do grupo segurando uma lanterna do estilo
antigo de querosene com uma alça, e nós o seguíamos em fila. Parecia que aquela luz
iluminava muito mais do que seria sua capacidade, deixando o ambiente a nossa volta
em um tom azulado claro. Todos estávamos vestidos com nossas túnicas brancas e
nosso Guia também nos acompanhava.
O Guia Especial nos disse que havíamos chegado a uma clareira e pediu que
descrevêssemos o que víamos ali. Eu via um local escuro, com paredes que pareciam
carvão e um acesso em uma entrada para uma caverna. Quando um dos companheiros
descreveu que via uma cidade, eu não via a cidade exatamente, mas percebi que havia
como as pedras de ruas antigas e algumas ruinas, mas não pude descrever claramente,
pois minha atenção estava na caverna. O Guia Especial nos disse que havia índios do
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plano espiritual nos auxiliando no trabalho e abrindo um caminho de acesso até aonde
deveríamos ir em uma furna subterrânea. Eu vi os índios altos, musculosos, fortes, com
lanças nas mãos, cabelos longos adornados com penas, passos firmes e confiantes e
tinham feições de alerta e concentração.
Nos dirigimos então para a entrada da furna aonde eu já estava e com auxilio de nosso
Guia Especial seguimos em auxilio daqueles que necessitavam. Eram seres
acorrentados, largados pelo chão sujo de terra. O ambiente era úmido, escuro com
cheiro forte pesado. Seguindo orientação, fui retirando os seres que tinham aspecto
humano magro, fraco, com membros meio tortos e disformes, rosto com aparência de
esqueletos devido aos ossos destacados, pareciam ser todos idosos embora não
fossem. Com cuidado e carinho eu os encaminhava para fora da furna, amparando-os
pelas mãos ou segurando pelos braços. Algumas vezes, segui para fora com dois deles,
um de cada lado. Do lado de fora, outras entidades socorristas também os amparavam
e colocavam em veículos de transporte, mas eu não os vi partir. A cada um que eu
levava para fora, retornava em seguida e repetia a tarefa. Em certo momento, fui
direcionada para o lado esquerdo da caverna, que antes me parecia escuro, mas
começou a se iluminar um pouco e fui até lá para fazer o mesmo auxilio, pois havia
também muitos seres necessitados ali. Percebi a presença da Fraternidade das Irmãs
de Maria e senti uma luz muito suave envolvendo o ambiente. Sem saber o motivo,
comecei a cantar a música “Pai Celeste” enquanto fazia o socorro, cantava
repetidamente, com um sentimento profundo e muita firmeza, e percebi que outras
entidades socorristas também faziam o mesmo. Segui esse trabalho até que o Guia nos
disse que iriamos regressar, que os seres socorridos seriam encaminhados para auxilio
através de naves de transporte, e que o trabalho ali estava encerrado por esta noite,
embora não estivesse terminado, o que significava que deveríamos retornar ali na
próxima semana e a entrada da furna foi bloqueada com faixas de luz.
Retornamos então a nossa sala e nosso Guia nos questionou como estávamos e como
fora nossa experiência. Ele também nos disse que nosso trabalho naquela noite havia
sido complexo. Um dos companheiros da sala então disse que sentiu algo estranho
como um perigo no local e nosso Guia nos disse que realmente houve um ataque
durante nosso trabalho e foi tudo controlado pelos amigos espirituais responsáveis, e
por isso retornamos sem terminar o trabalho que iria continuar na outra semana.
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Atividade realizada em 22/10/15 – Encontro com Algozes
Conforme nosso Guia já havia nos dito no final do trabalho da semana anterior, nesta
noite retornaríamos então para finalizar o trabalho de resgate no mesmo local. Ao nos
encontrar nesta noite, ele nos lembrou disso, e disse que desta vez iriamos até lá em
uma nave de transporte. Solicitou nossa concentração em nos sentir adentrando a
nave e nos dirigindo para o local já conhecido: uma cidade abandonada no umbral
médio.
A nave de transporte era diferente de outras que já estivemos. Tratava-se de uma nave
pequena, em forma de cápsula de metal escovado. As portas abriram dos dois lados
para cima e nos acomodamos em uma poltrona individual pequena que parecia se
ajustar perfeitamente no nosso corpo, nos deixando ‘presos’ confortavelmente. No
chão havia um lugar especifico para apoiar os pés como uma rampa pequena. As
poltronas eram alinhadas em duas filas, nos deixando lado a lado em pares e bem à
frente havia um painel de controle pequeno e alguém sentado no meio dele. Em toda
a lateral da nave havia visores que nos permitiam ver o lado de fora. Eu me sentei na
fileira do lado direito da nave. E observando pelo visor enquanto a nave se movia, vi
apenas escuridão.
Quando nos aproximamos da cidade, pude ver alguns destroços dela, em tons opacos
e escuros, como uma foto antiga ou efeito sépia, amarelado estranho. Nos dirigimos
diretamente para o mesmo lugar aonde havíamos estado e a nave adentrou a caverna
e foi até o fundo, no local que já conhecíamos. Ali dentro pude ver os espaços das
cavernas já abertas e havia muitos destroços espalhados por todos os lugares, restos
de metal das correntes, madeira, pedras, pedaços de roupas e coisas assim. Mas
estava escuro lá e não podíamos ver muito adiante então o Guia nos disse que tudo
seria iluminado por uma luz emitida da nave e assim, pude observar mais para dentro
onde estavam ainda presos muitos seres sofredores. O Guia nos informou para iniciar
o resgate, sai da nave e comecei o auxilio, do lado direito da caverna. Os seres tinham
aspecto humano, com cabelos ralos, às vezes apenas alguns fios, roupas rasgadas e
sujas, alguns muito magros aparecendo os ossos sob a pele, outros ainda piores com
aspecto quase de uma caveira com olhos bem fundos. Alguns balbuciavam coisas sem
nexo, todos estavam sujos e olhavam para cima, para o vazio. Sob orientação do Guia
me aproximei das correntes e com o toque da minha mão elas se desfaziam como se
derretessem e sumissem e assim eu retirava os seres apoiando-os pela mão ou pelo
braço, e os levava até a parte de fora da caverna. Lá fora, eram auxiliados por outros
amigos espirituais do socorro que os recebiam. De minha parte, eu os levava até lá e
retornava para a caverna para buscar outros. Notei que desta vez não consegui ver
nossas roupas como de costume, via apenas um avental que eu tinha preso na cintura,
muito brilhante, bem bonito e delicado com uma cor beige claro. Outro companheiro
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indagou o guia sobre estarmos usando uma capa e ele nos disse que estávamos
usando uma proteção naquele dia.
O Guia nos reuniu e disse para seguirmos mais fundo na caverna, para continuar o
resgate de outros que lá estavam. O local seria então mais iluminado para seguirmos.
Então eu vi alguns pares de olhos vermelhos no meio da escuridão. Me pareciam seres
com roupas escuras, pretas, e os olhos em destaque. Narrei o que via para o Guia e
meus companheiros e o Guia nos alertou que eram os algozes e começou a dialogar
com eles, informando que estávamos ali a serviço e permissão do Cordeiro e que
iriamos adiante em nosso trabalho. Nós ficamos frente a frente com esses seres, de
um lado eles enfileirados lado a lado formando uma barreira para não avançarmos e
de outro lado, nós lado a lado também com o nosso Guia dois passos à frente,
dialogando com eles. A parti daí pude vê-los mais claramente e também estabeleci
uma ligação mental com o que parecia ser o líder do grupo, de modo que eu conseguia
saber o que ele pensava. Eles eram todos bem parecidos, altos, compridos, magros,
braços e pernas longos e finos, olhos bem vermelhos em formado amendoado, não
tinham nariz proeminente como os nossos, seguravam lanças com cabos compridos e
pontas afiadas. O líder dos algozes, embora não esperasse nossa presença, ouviu o que
o nosso Guia disse e aquilo não surtiu nenhum efeito nele, nem de raiva, nem de
alegria, nem de medo, simplesmente ficou indiferente. Eu disse ao grupo então o que
ele pensava: que não tínhamos permissão para estar ali, e que não permitiria que
adentrássemos ao local que protegiam e que o Cordeiro não tinha autoridade naquele
local. Então um de nossos companheiros pediu permissão para falar com eles também
e os alertou sobre a oportunidade de irem também nos acompanhar para seu próprio
resgate, pois os tempos haviam chegado e não poderiam mais permanecer naquela
linha de ação longe do amor e da verdade do bem maior. Não houve um abalo nas
convicções daqueles algozes, contudo enquanto a conversa transcorria, o líder recebeu
uma ordem, que eu não tive acesso direto, e imediatamente ele e seus seguidores se
enfileiraram de outra forma naquele espaço protegendo apenas uma entrada mais
escura, aonde eu não via a porta e nos liberando para recolher os seres que estavam
adiante, alegando que havia recebido ordens que podíamos levar quem quisesse ir por
ali, sem que eles interferissem, mas que não passaríamos daquele ponto. Nosso Guia
solicitou que continuássemos o resgate dos que ali estavam, mais ao fundo, à nossa
direita, e também nos disse da presença da Fraternidade das Irmãs de Maria. Seguimos
o nosso trabalho, sob o olhar dos algozes e uma luz suave e um sentimento de paz e
serenidade invadiu o local com a presença das irmãs desta fraternidade. Enquanto
finalizávamos o resgate nosso Guia reforçou aos algozes que o auxilio se estendia a
eles também e que eram bem vindos os que quisessem seguir conosco. Percebi a força
de pensamento deles naquele momento, imóveis, alguns poucos resolveram seguir
conosco, com medo, com dúvida, mas com o coração tocado por aquele amoroso
ambiente das irmãs. Quando eles decidiram, lagrimas caíram dos olhos, largaram suas
lanças no chão e foram ao encontro delas. Os outros algozes, enfileirados, não fizeram
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nada para os deter, ficaram ali imóveis, observando, e o líder mantinha o pensamento
firme, parecendo que estava também dentro do pensamento de cada um daqueles
seus seguidores, como se fossem um coletivo e não indivíduos. De nossa parte,
também respeitamos o limite, não invadimos área que eles bloquearam. Nosso Guia se
dirigiu a eles novamente, dizendo que nosso trabalho ali não estava terminado e que
chegaria o momento em que voltaríamos, e nos chamou então para partir, retornando
a nave que nos esperava no mesmo lugar e voltamos à nossa sala.
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Atividade realizada em 29/10/15 – Resgate no Formigueiro
Antes de começarmos as atividades da noite nosso companheiro dirigente dos
trabalhos nos informou que sentia que iriamos retornar ao mesmo local novamente e
que havia possibilidade de confronto com as entidades que não desejavam nosso
trabalho e deveríamos nos manter serenos e concentrados.
Assim, já no inicio as atividades nosso Guia confirmou qual seria nosso destino:
retornaríamos ao mesmo local da semana anterior, pois havia entidades necessitando
de auxilio ainda. Pediu nossa concentração e que deveríamos manter o amor em
nossos corações. Avisou que a Fraternidade dos Índios estava nos acompanhando e
fazendo a segurança, preparados para esta ação e disse para visualizarmos a cidade e a
porta da caverna por onde entramos outras vezes.
Desta vez não seguimos em uma nave, mas caminhamos em grupo, em direção ao
local. Percebi que estávamos com nossas túnicas brancas, porém pareciam ainda mais
brancas, como uma camada de luz envolta dela, quase brilhava, iluminando sem
ofuscar. Quando cheguei na entrada da caverna vi os lacres iluminados que foram
colocados na semana anterior e alguns guardiões os retiraram quando chegamos
todos. Sempre seguindo orientações do nosso Guia adentramos a caverna que estava
escura e ia sendo iluminada enquanto entrávamos, além de que me parecia que nossas
roupas ajudavam na luz também. Nos dirigimos até uma porta alta, escura, de ferro e
nosso Guia disse para adentrarmos sem medo quando ela se abriu. Este era o local
exato onde os algozes estavam fazendo sentinela na semana anterior, contudo eles
não estavam lá desta vez. Ao entrarmos passamos por um corredor estreito escuro
que levava a um salão principal amplo, com teto mais alto do que na entrada da
caverna, e tinha andares mais altos em volta, o ambiente todo ia sendo mais iluminado
quando adentrávamos. O Guia nos alertou para elevarmos os pensamentos e
vibrarmos muito amor e não nos envolver com os impropérios que os seres dali nos
diziam. E de fato, a sensação foi de entrar em um corredor de julgamentos antigos
quando o povo atirava coisas e dizia coisas para os réus a caminho do julgamento. Nós
ficamos no centro desta câmara, em uma fila de seres de luz bem branca, e tanto no
chão, próximos a nós, quanto em vários níveis acima, como andares superiores,
estavam os seres deste local, nos atirando pedras, barro, dizendo coisas ruins e para
irmos embora dali. Todos permanecemos parados naquele local, enquanto o Guia
orava e se dirigia aos seres habitantes dali. Esses seres pareciam anões, com o corpo
um pouco deformado, o rosto parecia despedaçando como múmias, buracos grandes
no lugar da boca, roupas rasgadas, cabelos em fiapos, ou cabeças sem cabelos e um
misto de pele e barro enrugado na cabeça, sujos como se a lama que os cobria fosse o
próprio corpo deles, descalços, todos tinham aparência grotesca. Eu fiquei naquele
corredor, e a princípio senti um pouco insegura ao passar pela porta, pensei no caso de
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ela se fechar e vi que o corredor de acesso era muito estreito, mas isso foi por um
pequeno momento, e quando estava no meio daquela situação toda dos seres nos
atirando coisas e nosso Guia se dirigindo a eles de forma firme e amorosa ao mesmo
tempo, eu senti um misto de piedade e alegria por estar ali. Comecei sorrir a todos, e a
rezar a oração Pai Nosso como um mantra, várias vezes repetidas, e olhava a todos os
seres com amor, como se fosse crianças pequenas fazendo uma travessura
inconsequente. Aos poucos alguns foram se aproximando de nós e senti até me
abraçarem na altura das minhas pernas. Então nosso Guia nos disse para iniciar os
resgates, e que deveríamos levar os seres socorridos para fora da caverna. Como da
outra vez, outras entidades socorristas aguardavam para colocá-los em transporte
adequado. E assim eu fui fazendo, várias vezes, entrando e saindo com os seres que
estavam sendo resgatados.
O Guia nos solicitou então para imaginarmos a figura do Cristo a iluminar o local.
Quando eu fiz isso, consegui apenas visualizar a imagem como um quadro, não foi uma
visualização de como se Ele próprio estivesse ali. Achei estranho a principio, mas talvez
fosse essa a forma que os seres que ali estavam aptos a ver. E então se destacou um
dos seres que era o responsável por aquele local, que aprisionava muitos, e depois de
uma oração e pedido dirigido diretamente a ele por um Mentor que nos
acompanhava, dizendo que libertasse aqueles que ali estavam e os deixasse ir, ele
ficou bastante nervoso e firme no seu proposito de não permitir que saíssem. Eu pude
sentir diretamente seus pensamentos e transmiti ao grupo quando ele disse que
poderia existir um momento de partir, mas não seria aquele! Então um de nossos
companheiros se dirigiu amorosamente a ele e explicou sobre a chance que estavam
tendo, ele e os outros ali, e após alguns instantes, ele começou a se manifestar através
de outro de nossos companheiros do grupo e estabeleceu-se um diálogo de auxilio ali.
A principio achei estranho, pois imediatamente foi como se cortassem a conexão
minha com ele, e eu já não sabia mais o que ele sentia. Fiquei alguns instantes
prestando atenção na conversa e imaginei que talvez eu não estivesse apta a continuar
aquela etapa do trabalho, pedi auxilio ao meu Mentor, retomei minhas vibrações e
orações para sustentação. Então comecei a perceber a presença de um ser elevado,
uma mulher, alta, bonita, com grande firmeza emocional e eu me conectei a ela
sabendo de suas intenções em se dirigir àquele ser que ali estava se manifestando, na
condição de sua mãe em vida passada. Apesar de ficar insegura quanto à permissão
para a manifestação mediúnica no nosso trabalho, senti o chacra cardíaco pulsando
tão fortemente que não havia dúvidas sobre o que fazer e durante o diálogo que eu
acompanhava, ao surgir a primeira oportunidade, a mãe se manifestou. Foi realmente
uma conversa firme, franca e abençoada pelo Pai, e não sem hesitação, aquele ser se
abriu às bênçãos e decidiu por si só, seguir adiante, permitindo dessa forma inúmeros
resgates daqueles que ali estavam o acompanhando também como seus servos,
seguidores e prisioneiros.
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Nosso Guia então nos disse para nos recompor para continuar a tarefa de socorro e
assim fizemos. Na parte de cima, havia grades aprisionando muitos seres, em cada
canto daquele local tinha muitos buracos nas paredes lotados de prisioneiros e servos.
Continuei a levar os seres até a porta da entrada da caverna para seguirem com o
transporte.
Quando achávamos que o local estava vazio o Guia nos disse que ainda havia muitos
para serem retirados em um local especifico ao fundo da caverna e para lá nos
dirigimos. Ali os seres não queriam vir conosco, estavam com muito medo e não nos
reconheciam com ajuda. Neste local, os seres pareciam estar grudados no piso, nas
paredes, no teto, como lama seca que fixa em algo. O local aparentava como as
casinhas de parede de barro e telhado de sape (sem o telhado), mas esse barro eram
seres-de-barro. O Guia adentrou o local e com muito carinho e cautela, percebeu que
eles estavam com medo e ficou a pensar o que poderíamos fazer para não assustá-los.
Nos perguntou: ‘o que eles precisam?’ E então eu e mais outros companheiros do
grupo dissemos ‘água’! , sim, eles precisavam de água de alguma forma. Eu dei uma
ideia que me surgiu para uma chuva bem fina de água no local que nos ajudaria a
identificar onde eles estavam e onde estava a parede mesmo. O Guia ficou a pensar
em o que poderia fazer e teve uma ideia de trazer uma cuia de água para pingarmos
com os dedos, gotas neles e vermos a reação. Ele fez um teste e percebeu que os seres
se mexiam com a água e então apareceram cuias com água para todos nós para
pingarmos nos seres. Assim eu ia fazendo e eles iam mesmo ficando mais ‘moles’ e
poderiam ser retirados de onde estavam. Entretanto no processo, me preocupava que
alguns não podiam sequer ser identificados e por isso precisávamos espirrar água para
ver onde estavam. E eu comecei a espirrar água da cuia com a mão pelos lugares. Esses
seres resgatados não conseguiam se movimentar muito ou andar, e quando
percebemos isso, imediatamente surgiram socorristas espirituais com macas brancas
para levá-los a partir daquele ponto.
Em um determinado momento eu percebi que havia um lugar muito pequeno e escuro
adiante, e que havia mais seres ali, entretanto, não era possível passar, pois o espaço
de acesso era apenas um buraco onde passaria um braço. Eu falei sobre isso para o
Guia e um dos nossos companheiros teve a idéia de borrifar água no espaço para
dissolver aquela terra e foi isso que foi feito com um equipamento de borrifador que
ele tinha nas mãos e a terra foi esfarelando e abrindo o espaço o suficiente para
adentrarmos e assim levei alguns seres que ali estavam para fora. Após os resgates ali,
o Guia nos orientou a retornar à nossa sala, que o nosso trabalho estava encerrado.
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Atividade realizada em 05/11/15 – Auxílo Interplanetário aos Seres
Sombra e Visita à Nave Espacial
Ao iniciarmos os trabalhos nosso Guia nos saudou e disse que faríamos uma atividade
diferente naquela noite. Iriamos visitar outro planeta, fora do nosso Sistema Solar,
com o objetivo de ajudar os seres que lá estavam. Pediu nossa concentração e
relaxamento físico a fim de facilitar nosso desdobramento. Reforçou que bastaria
apresentarmos nossos mais sinceros sentimentos de amor ao próximo para
realizarmos a tarefa de auxilio.
Nos explicou que iriamos em uma nave, e que deveríamos mentalizar a nave aonde já
havíamos estado outras vezes. E depois nos direcionou para que nos dirigíssemos a
uma sala específica dentro da nave onde deveríamos nos acomodar e solicitou que
iniciássemos a descrição de tudo o que estávamos vendo.
A princípio, visualizei a nave do lado de fora e me parecia um pouco diferente daquela
grande circular que eu pensei que o nosso Guia havia se referido no começo. Ela era
circular na parte da frente apenas e tinha uma parte mais alongada atrás. Tive
novamente aquela sensação que senti em exercícios anteriores, que eu estava
flutuando e não conseguia me unir ao grupo. De longe eu via o grupo próximo à nave,
com o Guia, e uma ‘porta’ se abriu no meio da parte alongada, abrindo para baixo,
formando uma rampa para por onde todos subiram. Me esforcei para me concentrar
ali e acompanhá-los ao invés de ficar flutuando do lado de fora e em outro instante eu
já estava dentro da nave com o grupo, quando o Guia nos direcionava à outra sala,
como ele mesmo descreveu : parece uma sala de estar. Havia uma mesa redonda logo
na entrada e em volta da mesa, cadeiras altas, bem macias e confortáveis, onde nos
sentamos. As cadeiras reclinavam de forma que podíamos ver no teto exatamente
acima da mesa, uma tela ou visor. Observei toda a sala que parecia ser circular e era
bem iluminada, mas com luz indireta. Havia um painel de controles na parte da frente,
e pelo visor podia ver um céu bem escuro com brilhos de muitas estrelas de diferentes
cores e tamanhos. Então nosso Guia nos apresentou a um ser, que era o comandante
daquela missão que iríamos fazer. Era um ser bem alto, esguio, mas não muito magro,
tinha cabeça bem grande, arredondada, com olhos bem grandes, maiores do que
nossas bochechas, na lateral da cabeça. A testa era pequena e não havia cabelo, mas a
cabeça era de uma pele um pouco enrugada que parecia grossa, bem diferente da
nossa pele, semelhante a dos anfíbios. A cor da pele dele era verde escura. Os braços
longos e as mãos sem dedos, apenas distingui separado algo parecido com o polegar.
Transmitia sentimentos bons de segurança, respeito e confiança, parecia ter bastante
responsabilidade e estar concentrado no que fazia. Ele se dirigiu a nós para nos
orientar sobre o nosso trabalho no planeta, mas não falava com a boca, pois não pude
ouvi-lo com os meus ouvidos, apenas entendi o que ele dizia, mas não foi de uma
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forma processada através de palavras, e não sou capaz de repetir o que ele disse,
apenas tenho a sensação de que ele disse algo e que eu entendi perfeitamente,
mesmo sem saber o que foi exatamente. Tenho certeza que no início ele nos saudou e
já nos aguardava e que já havíamos combinado a atividade geral antes. Depois de se
dirigir a nós ele ficou ainda um pouco tempo conversando com nosso Guia que estava
em pé e depois se retirou da sala.
Dessa vez, durante a viagem eu senti bem leve a sensação de estar viajando como em
um avião. Em outras viagens que fizemos alguns companheiros descreveram que
sentiam os efeitos da viagem e velocidade, mas eu nunca havia sentido. O Guia então
nos pediu para olhar pelo visor no teto e descrever o que víamos. Eu via o céu bem
escuro e uma faixa como um semi-circulo branca feita de pequenas partes flutuantes
que me parecias pedras, asteroides ou estrelas, embora não tivesse brilho, apenas um
destaque por ser bem claro no meio da escuridão. Outros companheiros já viam partes
do planeta, mas eu não vi. Então o Guia nos disse que iriamos descer no planeta e já
nos orientou que deveríamos ficar juntos e para não nos preocuparmos com a
atmosfera, pois era bastante compatível com a da Terra e não precisaríamos sequer de
equipamentos especiais para descer lá. Nos explicou que os seres que lá estavam não
tinham corpo físico, estavam na forma como chamaríamos de espiritual, e que nosso
foco deveria sempre ser o de enviar nossos sentimentos de amor a eles, pois
precisavam de muito auxílio.
Nos dirigimos todos à mesma porta da nave por onde havíamos entrado e descemos
devagar até atingir o chão do planeta. Naquele momento tive a sensação nítida de
estar bem pequenina, quase como uma formiga. Olhando em volta, parecia estar em
uma floresta com árvores e vegetação gigantes, olhei para nosso grupo e a nave atrás
de mim, e formávamos um conjunto bastante iluminado, mas minúsculo para aquele
local. À nossa frente visualizei os seres dali: muito altos, compridos como gigantes,
braços e pernas compridos, mas não via exatamente suas feições, pois eram como
sombras apenas e eu via apenas o formato geral, o contorno, eram ‘seres-sombra’.
Eles formaram um grupo em semi-circulo diante de nós, e nos olhavam com
curiosidade, sem entender o que éramos, embora pudessem nos ver ali. Não senti
medo nem do lugar, nem dos seres. Então nosso Guia nos disse para olhar uma cúpula
à nossa frente. Eu não havia visto essa cúpula antes, mas quando ele a mencionou eu a
vi, não muito alta, diante de nós, e ele nos pediu para direcionarmos nossos
sentimentos de amor para aquela cúpula. Visualizei o nosso grupo fazendo um semi-
circulo ao redor da cúpula e todos nós emanando um feixe de luz em direção da
cúpula. Eu me concentrei em doar sentimentos de amor e de bem, e sentia um pouco
de alegria por estar ali. Era muito emocionante poder ver aquelas luzes tons rosados
saindo da direção de cada um de nós. Após alguns segundos a mesma cúpula começou
a emanar feixes de luz cor azulada por várias direções atingindo os seres sombra. A
reação imediata deles foi de estranhar a situação, sem entender exatamente o que
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aquilo significava. Com isso, tive a sensação de estarmos novamente em nosso
tamanho normal, e a nave grande atrás de nós. Após algum tempo, o Guia nos disse
para retornarmos à nave e nos viramos e subimos todos pela rampa de entrada da
nave. Lá nos acomodamos em nossas cadeiras novamente na mesma sala onde
iniciamos, com a mesa redonda.
Nosso Guia nos disse que estaríamos fazendo a viagem de retorno, e quando
adentramos a atmosfera da Terra, nos convidou a visitar a nave em que estávamos.
Nos liberou para irmos em qualquer lugar que desejássemos, apenas não deveríamos
conversar com os seres que estavam na nave, a ‘tripulação’ , creio eu. Nesse
momento, senti uma alegria imensa por uma oportunidade tão importante e
interessante para mim, mas ao mesmo tempo, fiquei confusa, sem saber para onde ir,
ou o que fazer. Respirei fundo diante da entrada da sala onde todos estávamos em pé
e decidi seguir pelo corredor da direita. Segui por ele, que era bem iluminado e não
muito largo, e percebi que um ser feminino passou por mim sem se abalar com minha
presença ali. Esse corredor me levou até uma sala circular, que tinha uma luz muito
branca que parecia me envolver, como uma névoa, mas não era uma névoa, apenas
uma luz densa. No fundo da sala havia duas torres altas com algo parecido com
degraus ou prateleiras ou camas tipo beliche com vários andares. Tive a impressão de
ali ser um local de tratamento especifico ligado àquela luz. Fixei minha atenção ao
redor e as paredes me pareceram alaranjadas e havia orifícios ou desenhos pequenos
de círculos nelas. Também havia um corrimão metálico fixo à volta da parede. Depois,
saí desta sala e fui novamente pelo corredor até o ponto do começo da visitação e
segui na direção da esquerda e logo virei à direita em outro corredor pequeno que
dava acesso a um lugar surpreendente. Parecia um deque de visualização, pois desde o
piso, as paredes, o teto eram de material transparente, como vidro, e de lá eu podia
observar a imensidão de céu bem escuro e estrelas grandes e pequenas. Uma visão
muito impressionante e acho que vi uma parte do azul claro do Planeta Terra imenso
do lado direito. Então o Guia nos chamou a nos reunirmos novamente na entrada da
sala.
Enquanto eu estava visitando a nave, alguns companheiros do grupo foram falando
sobre coisas que viam e lugares que estavam, mas eu não os acompanhei, pois percebi
que estava em outro local e não me interessei em ir até onde alguns estavam, pois
apreciei muito o que já estava vendo.
Quando nos reunimos o Guia nos disse que iriamos até uma sala de atendimento a
seres socorridos, como um ambulatório, que havia dentro da nave. Percebi que
subimos em algo parecido com um elevador, até um andar superior e lá adentramos a
uma enfermaria onde havia muitas camas flutuantes (sem os pés) paradas lado a lado.
Em cada cama havia um ser humanoide, alguns com feições humanas normais, a
maioria com algumas deformidades. Todos me pareciam estar sedados, mas não
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tranquilos, pois havia sensação de raiva, dor, angústia, ódio, medo nos semblantes. Ao
lado das camas havia alguns equipamentos pequenos e algo parecido com
medicamentos. Alguns seres estavam no local, eram os auxiliares da enfermaria,
tinham aspectos humanos, com algo na cabeça, parecido com o manto de freiras, só
que mais curto. Eles se reuniram no centro da sala quando adentramos e ficaram nos
observando com alegria e receptividade positiva. Nosso Guia então nos orientou sobre
os pacientes, dizendo que eram seres que já haviam sido recolhidos da Terra e que
estavam em processo de recuperação ali e seriam logo levados para outros orbes.
Tratavam-se pois, daqueles que por hora, não reencarnariam na Terra, seriam
direcionados para outros tipos de planetas. Depois ele nos disse que poderíamos doar
nosso amor e carinho para auxiliar e poderíamos nos aproximar deles. Eu fui ao lado
de várias camas, e ia dizendo com alegria que era muito bom que estavam ali, e que o
Pai Celestial cuidava deles com carinho.
Após essa visita, nosso Guia nos disse para sairmos juntos e nos direcionar a sala de
comando. E nos apresentou a um ser que era o comandante da nave. O comandante
tinha um aspecto humanoide similar o nosso, não era muito alto, mais baixo do que o
Guia e tinha a pele escura, marrom. O Guia nos orientou a olhar os detalhes da sala em
que estávamos, os painéis de comando e telas. A sala era ampla, iluminada por luz
indireta, não muito clara. Havia várias telas pequenas que pareciam ser de controle de
equipamentos, havia uma tela grande como uma janela ou visor para o exterior, e
outras janelas laterais no alto. Havia seres humanoides trabalhando no local, alguns
em frente a algumas das telas pequenas, eles não pareciam se preocupar com nossa
presença e continuavam concentrados no que estavam fazendo. Nosso Guia então nos
indagou se víamos outra nave se aproximando. Eu não havia visto antes, mas quando
ele disse, eu a vi pelo visor janela do lado direito em cima. A nave que vi do lado de
fora era cor prata metálica sem brilho, era grande, o formato era circular na frente e
tinha uma parte comprida e larga atrás e se aproximava rapidamente.
O Guia nos chamou para voltarmos a nossa sala de trabalho do plano físico e encerrar
nossa atividade da noite.
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Atividade realizada em 12/11/15 – Visita a Júpiter e Resgate no Oriente
Médio
Nesta noite, o nosso Guia nos solicitou a nos conectar com a nave que já conhecemos
e visitamos outras vezes, assim, nos dirigirmos à ela. Então nos levou até a sala de
comando e lá estava o comandante da nave. O Guia nos disse que o comandante era
bem alto e tratava-se de um ser de outra galáxia e nos disse para nos sentarmos em
nossas poltronas.
Fiquei um pouco confusa neste momento, pois para mim o comandante da nave, que
já havia se apresentado a nós na semana anterior, não era tão alto e tinha aspecto
semelhante ao nosso, inclusive roupa. Olhei para ele mais atentamente e era aquele
de pele marrom, olhos bem grandes, um pouco mais baixo do que o nosso Guia,
roupas parecendo um uniforme. Pensei que talvez o Guia estivesse se referindo ao
comandante de missão de outra semana, mas não o vi ali.
Enfim, o Guia nos disse que iriamos a outro planeta do nosso Sistema Solar, e nos disse
no momento em que adentrávamos sua atmosfera que se tratava de Júpiter. Pela
janela visor da nave eu via apenas um planeta avermelhado pequeno (ou lua) que
parecia mais distante de onde estávamos. Pediu que descrevêssemos o que víamos e
nos disse que havia seres ali na forma espiritual. Alguns companheiros descreveram
algumas coisas que eu não via, eu vi apenas montanhas escuras escarpadas,
pontiagudas e altas, formando uma parede e no meio delas havia uma parte mais
baixa, como que um abismo. O Guia se referiu que ali abaixo estavam os seres,
contudo eu não os vi, pude visualizar um anel luminoso branco amarelado que se
formou ao pé das montanhas e uma névoa branca densa cobria o abismo. Durante
todo o tempo em que estivemos em Júpiter senti uma pressão muito forte na minha
cabeça, especialmente nas têmporas, e depois na outra parte do trabalho essa dor
passou.
Nosso Guia pediu que retornássemos à nave, pois seguiríamos para a Terra onde
tínhamos uma tarefa a ser executada. Pela tela da nave, observei o azul claro da Terra
e nosso Guia foi solicitando que descrevêssemos o que estávamos vendo. Embora
alguns companheiros tivessem descrições mais especificas, eu apenas via areia, muita
areia como em um deserto. O Guia nos disse que estávamos no umbral em região do
Oriente Médio e iríamos participar de resgate de irmãos no local. Solicitou para
descermos juntos da nave e nos mostrou o guia local que era um irmão Indígena, que
nos conduziria até o ponto do auxílio. Quando descemos da nave pela abertura de
baixo dela, já avistei o índio, alto, forte, com trajes bem característicos e parecia ter
algo na sua mão como se fosse uma tocha e também uma lança comprida na outra
mão. Ao descermos da nave, percebi que estava pisando na areia fofa, e também que
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eu tinha algo nas minhas mãos. Algo comprido, que eu não sabia identificar o que era,
e tive a sensação rápida de ser uma arma grande, fiquei assustada, mas
imediatamente, vi que não era isso. Perguntei ao Guia em voz alta e ele nos disse que
todos recebemos algo, para segurarmos bem, pois usaríamos no resgate. Seguimos o
índio até o local que parecia uma caverna ou túnel comprido e escuro, na frente havia
como uma cortina de cipó e ao adentrarmos lá, o nosso Guia nos disse para usar o
equipamento que tínhamos nas mãos para iluminar o local. E assim fizemos todos ao
mesmo tempo e iluminamos totalmente a caverna. O equipamento de iluminação
parecia uma lanterna só que de luz indireta, quase neon, branco azulada.
Observei que os seres que lá estavam se encontravam em posição de entrincheirados,
como em guerras, escondidos deitados, agachados, protegidos por parede de terra.
Eles tinham armas compridas nas mãos e muita munição penduradas no pescoço e
amarradas nas roupas. O Guia solicitou que nos uníssimos em oração e quando ele fez
isso, tive a impressão que nossas túnicas brancas se iluminaram ainda mais naquele
lugar e as entidades que ali estavam o ouviam com atenção e começaram a se levantar
de braços erguidos, soltando as armas e o que carregavam. Quando eu os vi saindo de
lá percebi que embora tivessem aspecto humano, estavam com o corpo despedaçado,
cada um faltando ou ferido em algum lugar diferente. Alguns faltavam partes
completas do corpo. Todos estavam sujos de terra e sangue. A maioria conseguia
andar e eram encaminhados para fora da caverna, aonde se via uma luz bem intensa e
lá já havia equipe que os conduzia até a nave. Quando eles já haviam saído, percebi
que ainda restava alguém e o Guia solicitou para fazermos oração e se dirigiu a esta
outra entidade. Tratava-se do líder daquele grupo, estava na parte mais funda da
caverna, com mais proteção, o vi sentado em uma cadeira alta e larga, bem suja e
antiga. Quando olhei para ele, tive a impressão de estar vendo um esqueleto, embora
ele tivesse de roupas, armas e munição como os outros, mas do seu rosto, via apenas
os ossos mesmo. Ele hesitou, mas finalmente seguiu em direção à saída também e
neste momento vi algumas mulheres, acho que eram cinco, que estavam atrás dele
com burcas pretas, só aparecendo os olhos através dos panos, e elas os seguiram para
fora.
Então nosso Guia disse que iriamos dissolver aquele local, pois não seria mais para
sofrimento. Percebi que tudo começou a esfarelar como areia escorrendo, parecia que
tudo literalmente se dissolvia. Vi também árvores nascendo no local, já grandes, altas,
verdes, e também havia uma edificação com paredes brancas, no meio das árvores, e
nosso Guia nos disse que se tratava de uma mesquita.
Depois retornamos juntos à nossa nave, para a sala de comando. O Guia nos disse que
os socorridos estavam conosco na nave e que nós os levaríamos para o hospital de
auxilio local que já havíamos ido anteriormente. Chegamos lá e descemos no jardim.
Fiquei um pouco confusa porque não sabia em qual dos hospitais que já havíamos ido
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antes, mas ele nos disse para ficar do lado de fora, e descemos nos jardim. Me
concentrei nisso e senti que estava descalça pisando na grama macia, e pude sentir o
frescor nos meus pés. Então o Guia nos disse para olharmos na direção da porta de
entrada, pois os socorridos adentrariam ali. Eu os vi entrando pela porta, alguns nos
olhavam querendo dizer algo, outros pareciam estar com medo, apreensivos por
entrar naquele local desconhecido. Havia alguns auxiliares do hospital que os recebiam
na porta e indicavam onde seguir. Ao vê-los ali, senti um misto de alegria por ter
participado daquele trabalho e satisfação por eles estarem sendo auxiliados.
O Guia nos disse então para retornarmos à nave, e depois retornamos à nossa sala,
encerrando os trabalhos da noite. O Guia ainda nos perguntou se havíamos ouvido a
mensagem do comandante da nave, e nenhum de nós ouviu, por isso ele nos passou
que o comandante nos agradeceu pela tarefa realizada e mencionou que ele
raramente falava.
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Atividade realizada em 19/11/15 – Os Mensageiros da Esperança
Esse trabalho foi muito especial para mim, pois conforme combinado com nosso grupo
de trabalhadores, nesta noite eu seria a médium responsável pela transmissão das
informações do nosso Guia, com o objetivo de treinamento e aprendizado. Me sentia
ao mesmo tempo ansiosa e tranquila, por um lado tinha dúvidas sobre estar apta a
realizar esse trabalho, por outro sentia confiança e alegria por ter essa oportunidade.
Durante a nossa preparação inicial já me senti mais fortemente conectada ao meu
Mentor e depois ao nosso Guia. A sensação que tive, foi que ele estava atrás de mim,
em pé, com as duas mãos nos meus ombros, e ele me parecia tranquilo, ao passo que
meu chacra cardíaco estava pulsando fortemente! Momentos antes de iniciar a
comunicação, foi como se eu recebesse um relatório geral de tudo que iriamos fazer
naquela noite. Embora por um breve instante tive receio de que era minha
imaginação, eu logo percebi que era real, parte do trabalho.
Ao mesmo tempo em que eu transmitia as palavras do nosso Guia, eu continuava a ver
as situações como participante. Durante o trabalho, poucas coisas me foram
transmitidas a mais pelo contato direto com o Guia, na minha conexão com ele. A
maioria foi vivenciada como eu sendo participante mesmo, como nas atividades
anteriores.
Inicialmente o Guia saudou a todos e disse que realizaríamos um trabalho diferente
naquela noite, pois seriamos os Mensageiros da Esperança. Pediu para nos concentrar
e mentalizar mais uma vez a nave de transporte onde já havíamos estado outras vezes.
Convidou para nos dirigirmos até a entrada da nave e então à sala de comando e nos
posicionar em nossos assentos. Ali nos informou que iriamos nos deslocar e que
devíamos observar o que estávamos vendo através das telas laterais e no alto do teto.
Estávamos bem próximos do nosso planeta Terra, eu pude ver nas telas a cor azul
clara, partes brancas como as nuvens e no lado que vi estava claro, era dia. O Guia nos
chamou a atenção para o que mais estávamos vendo ali. E então eu observei algumas
nuvens mais escuras em pontos localizados. Algo semelhante a nuvens de chuva,
quando parecem pesadas, cinza-escuro e prestes a cair. Vários dos companheiros
descreveram essas formas desse modo. O Guia explicou então que se tratava de
energias negativas, perturbadoras, provenientes de emanações dos seres viventes na
Terra. Acrescentou ainda que essas nuvens poderiam alcançar dimensões gigantescas,
dependendo das vibrações liberadas no local, e pediu que observássemos como elas
eram diferentes em proporções em cada lugar. De fato, em cada lugar ou espaço no
continente era um tamanho especifico, em alguns havia poucas espaçadas e pequenas,
outras eram gigantescas que dava a impressão que formariam uma sombra, impedindo
o sol de passar por ela (mas isso não acontecia). O Guia continuou então a explicação
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  • 1.
  • 2. 2 NOVAS ATIVIDADES DO GRUPO NO CELUCA Iniciamos oficialmente essas novas atividades em 18 de Junho de 2015. Começamos sem saber exatamente o que deveríamos fazer, mas com sentimentos que algo novo deveria ser feito. Em todos podíamos perceber medo, apreensão, curiosidade, dúvidas, mas uma sensação de estar fazendo o certo nos unia. Discutimos em grupo ideias e sugestões para iniciar e realizar o trabalho apoiado nas pesquisas do grupo. Havia sugestão ampla de bibliografia, vídeos e artigos que todo o grupo deveria estudar. Por várias semanas fizemos vibração para o trabalho, e solicitamos sempre a presença dos protetores espirituais e guias para executarmos a tarefa em nome do Mestre Jesus. Ao final das reuniões sempre abrimos espaço para orientação do Mentor do trabalho, através de psicofonia. Todas as reuniões foram gravadas e nossas atividades estão à disposição para os interessados conhecê-las através do blog: http://espiritualista.amplarede.com.br/peregrinos-nova-era/ Vale enfatizar que o Mentor do trabalho deixa claro que estamos todos em processo de treinamento. Começamos então a identificar as Fraternidades e ou trabalhadores do Espaço que estavam presentes, através de descrições visuais dos médiuns e sentimentos e percepções de todos. Depois, realizamos um exercício de visualização da cor de nossa luz, a que nos protege e harmoniza e passamos a realizar isso no início dos trabalhos, após a preparação habitual. Começamos então os exercícios de desdobramento onde o dirigente do nosso grupo, através da psicofonia, transmite as orientações da entidade que eu chamo de “Nosso Guia” ao grupo durante as atividades.
  • 3. 3 Durante esse desdobramento muitas vezes o nosso Guia nos solicita descrevermos o que estamos vendo ou sentindo e cada um tem a oportunidade de falar. Ele vai nos orientando. Ao final da atividade, pede que todos voltemos à nossa sala novamente. E então, há um momento onde abre para cada um na sua vez, dizer algo sobre a experiência daquela noite, e, quando necessário, ele faz algum comentário. Ao encerrarmos essa parte do trabalho, abrimos espaço para representantes das Fraternidades, mentores das atividades, trabalhadores do plano espiritual e espacial, se manifestarem através de psicofonia, ou um membro do grupo pode também descrever alguma sensação daquele momento. Depois disso, abrimos espaço para a mensagem do Mentor do Grupo e finalizamos com vibrações gerais. Em Julho/2015 resolvi iniciar este trabalho de transcrever as experiências que tive durante os desdobramentos. Essa transcrição é livre, não é uma psicografia e trata apenas daquilo que me lembro ter vivenciado, percebido, visualizado e sentido durante o desdobramento. Não coloco aqui os comentários ou descrição de cenas dos outros companheiros de trabalho, visto que não são minhas experiências pessoais. Além disso, lembro novamente que todas as nossas reuniões são gravadas e estão disponíveis para quem desejar estudá-las. Nosso pensamento é de gratidão pela oportunidade de trabalho na seara do Mestre Jesus e pedimos que sempre seja abençoado!
  • 4. 4 Atividade realizada em 23/07/15 – Castelo de Seres Tijolos (.....)Primeiramente visitamos a nave espacial. E no meio desta visita eu me senti muito mal, flutuando para todos os lados como que totalmente solta e sem gravidade. Senti enjoo e sensação de estômago embrulhado. Quando mencionei isso, o Guia esclareceu que eu estava flutuando do lado de fora da nave, olhando-a de fora. Nosso Guia nos orientou que iríamos a um castelo no umbral inferior que era dominado por entidades maléficas fazer o resgate da noite. O lugar era escuro mas era possível ver, como numa penumbra. O castelo era imenso e parecia incrustrado ou bem próximo aos pés de uma montanha, e era localizado em um vale montanhoso. Em volta do castelo se via apenas montanhas altas e escarpadas com picos altos e o céu escuro em tons de azul marinho e roxo. O ar do ambiente era pesado e carregado. Adentramos ao salão principal e fomos orientados a ali permanecer sem dispersar. Diante de nós, à frente havia uma escadaria bem larga com corrimão dos dois lados. No alto, se formava uma plataforma e depois se abria para a direita e para a esquerda, e de ambos os lados seguiam-se escadas para andares superiores que não podíamos ver dali. Lá dentro parecia tudo quieto e tenso. Então reparamos nas paredes em volta daquele salão principal. Pareciam ter rostos com expressões desesperadas e pedaços de membros humanos desenhados ou esculpidos ali. De repente percebemos que eram pessoas – espíritos humanos – realmente ali, eles formavam a estrutura da parede, eram como “seres tijolos”, que sustentavam aquele lugar. Fomos orientados a resgatá-los, retirando-os das paredes com muito amor e cuidado, pois a sensação é que iriam esfarelar como areia. Eu me aproximei da parede do lado esquerdo do salão e comecei a retirar o ser dali, retirando-o com cuidado somente com as mãos, até ficar totalmente solto para sair com o corpo todo. Imediatamente estavam a postos os maqueiros de branco para auxiliar e os resgatados eram colocados em macas e recolhidos. Um a um, eram retirados das paredes que começava assim a se desfazer. O aspecto deles era quase como uma escultura em barro, ou uma figura mumificada, pareciam estar extremamente desidratados, secos. Assim fizemos sucessivamente até o Guia nos chamar para nos reunir no centro do salão, pois o resgate estava terminado e não tínhamos mais tempo. Nosso Guia nos orientou a subir as escadas e ficarmos na plataforma intermediária todos juntos. Neste momento, um de nossos amigos do grupo disse para esperar porque queria fazer algo para continuar mais resgates. O Guia cedeu por alguns segundos e disse depois q não tínhamos mais tempo, e que seríamos recolhidos por cima. Quando olhei para cima, cheguei a ver algumas entidades descendo pelas escadas laterais, mas foi muito rápido, pois imediatamente o local explodiu ou implodiu como um vulcão em erupção e embaixo de nós tornou-se um buraco imenso. Assim, orientados pelo Guia fomos até o hospital de resgate aonde já havíamos estado anteriormente. Ao chegarmos lá, os resgatados estavam lado a lado em suas macas e estavam recebendo com uma “chuvinha” energética que parecia água. Então
  • 5. 5 adentraram ao salão seres que se identificaram com Irmãos de Saturno, que realizaram um tratamento nos resgatados. Eles ergueram as mãos e muita energia foi enviada para os necessitados. Então, orientados pelo Guia retornamos à nossa sala no Celuca. Ao retornarmos, o Guia nos explicou sobre a importância de seguirmos fielmente as recomendações que recebemos durante a execução dos trabalhos de resgate. Nos alertou sobre o risco que nos colocamos e aos outros companheiros também quando não nos mantemos todos próximos e unidos ao grupo. Além disso, reforçou o trabalho imenso que está por trás disto, todo o planejamento, a preparação anterior e envolvimento de vários trabalhadores dos dois planos para ser possível o resgate naquele momento, e que é nossa responsabilidade não comprometer o trabalho, visto que as consequências poderiam ser muito sérias.
  • 6. 6 Atividade realizada em 30/07/15 – Seres Arvorizados Nosso Guia nos orientou a nos soltarmos e relaxarmos ao máximo os pensamentos. Orientou que estaríamos levitando juntos. Nos perguntou aonde estávamos indo e o que estávamos vendo. Senti o corpo flutuando solto. Senti a presença de meu Mentor me acompanhando e percebi e estávamos todos saindo da sala, embora não conseguisse visualizar a cada um, sabia que estavam lá. Eu vi a nave espacial, a mesma da semana anterior, entretanto, do lado direito eu via muita névoa, em um local q parecia uma floresta fechada com árvores altas meio secas, muitas folhas e umidade pelo chão. Nada era nítido devido à névoa. (por alguns momentos eu pensei que estava em um lugar errado, que não era aonde devia estar e tinha me afastado do grupo-de novo!) Nosso Guia nos orientou a entrar na nave, no mesmo salão onde já estivemos na semana anterior e nos disse que ele estava diferente e q havia alguém nele, se víssemos poderíamos descrever. O salão era circular e amplo, na parte superior tem como janelas ou visores somente de vidro (ou algo transparente como vidro), como se houvesse outro pavimento superior de onde se pudesse observar embaixo. Havia algo como mesas de apoio embutidas na parede ao longo da circunferência da parede do salão. No meio do salão havia algo como uma porta alta e larga. As entidades de outro orbe entraram pela porta, se aproximaram e se posicionaram diante de nós formando um semi-circulo na frente destas mesas, olhando para nós. A sensação foi boa, me transmitiram simpatia e cooperação. Identifiquei serem com traços femininos e masculinos. O traje era comprido até o chão e não dava para ver os pés. Não era leve como as túnicas, mas parecia algo “engomado” ou “acolchoado” porém confortável. Na altura dos ombros havia um “babado” mais alto do mesmo tecido, e também com gola alta no pescoço que era bem fino. O ser possuía braços bem longos e mais delgados, onde as mãos passavam um pouco a altura do joelho. Mãos pequenas e dedos longos. O tecido da roupa nas mangas era diferente, algo bem fino e grudado ao braço até o pulso como mangas compridas. Os olhos eram grandes e em formato amendoado, o nariz não era proeminente como o nosso e não tinham cabelos. (em comentário de uma amiga do grupo, talvez estivesse de máscara, ou algo assim) Depois disso, nosso Guia nos disse que eram seres de outro planeta e que estavam ali para trabalhar na tarefa da noite conosco. Seguimos então com o Guia levitando novamente até outro ponto aonde seria realizada a tarefa da noite no Umbral Inferior. Ele iniciou descrevendo que se tratava de um lugar com muita névoa, para tomarmos cuidado para não nos perdermos do grupo e ficarmos próximos. (neste momento eu fiquei mais tranquila por já ter visto a névoa e o local no início do trabalho! Apesar de ter me antecipado, pelo menos não estava tão perdida!) Caminhamos por um local escuro, com névoas densas, árvores escuras e folhas e galhos pelo chão, até um ponto aonde havia uma fenda entre montanhas escarpadas e
  • 7. 7 passamos pela fenda e encontramos uma clareira escura em forma circular, com ar pesado. Havia árvores altas e escuras com galhos escuros e retorcidos. Com um olhar mais atento, via-se que nas árvores, aqueles troncos, os galhos, as raízes, eram seres (parecidos com pessoas mesmo), eles eram a árvore, ou a árvore era eles. Um olhar mais atento, era possível ver as formas de rostos e corpos na constituição da árvore. Mas não era cada árvore uma única pessoa, mas muitas pessoas estavam `arvorificadas` constituindo a árvore inteira. E havia inúmeras árvores naquele local. Pelo que ouvi do Guia então, havia na casa de milhares de pessoas ali. Fomos orientados que nosso trabalho era retirar as pessoas arvorificadas dali, usando todo nosso amor e carinho e colocá-los nas macas. Eles podiam ser retirados com carinho como frutos que se colhe em árvores frutíferas. Os maqueiros, com seu uniforme de calça comprida e camiseta de manga curta brancos já se aproximaram e estavam lado a lado conosco. As macas são bem simples com duas barras metálicas brancas paralelas em uma lona branca no centro. Eu me aproximei de uma das pessoas e coloquei a mão direita no chacra frontal e com a mão esquerda apoiava a parte de traz da cabeça para deixá-lo não cair no momento de se desprender da árvore e como q desfalecidos, adormecidos, os colocava na maca, pois os maqueiros são muito ágeis e ficam ao nosso lado dando todo o suporte. Assim segui retirando um após outro. Todos pareciam figuras escuras, marrons, com galhos, troncos ou raízes. Quando todos haviam sido retirados nos afastamos das árvores e nos agrupamos novamente com o Guia. Observamos que todas as macas estavam colocadas no centro da clareira, entrelaçadas, formando um círculo e então os nossos amigos de outro orbe que estavam conosco fizeram um círculo em volta deles e ergueram suas mãos e assim as macas começaram a levitar. Tinha uma luz muito clara em todo o local. As macas subiram e sumiram todas juntas levando os regatados para assistência especifica. Nosso Guia nos orientou então que nós ficaríamos ali no local e veríamos o que ia ser feito. Nos orientou que nós deveríamos arrancar as árvores que haviam restado, que na verdade, eras como “cascas” vazias. Formamos duplas e puxamos as árvores da terra, e elas eram arrancadas sem muito esforço físico. Todas as árvores foram colocadas no centro, onde antes estavam as macas. O Guia nos explicou que máquinas se aproximavam e a descreveu com escavadeiras revolvendo a terra. Eu não vi essas máquinas, mas vi algo enorme e circular como um capacete se aproximar do alto em cima das árvores arrancadas e só o que percebi depois foram cinzas. Então, pequenas naves semelhantes àquela maior que já tínhamos ido antes, se aproximaram no alto e se posicionaram em um semi círculo no alto. Então começaram a emitir luzes de várias cores, como holofotes em vai e vem na direção do solo. Nosso Guia nos disse que estavam fazendo um processo semelhante à adubação do solo e tornando-o fértil. Depois disso, nosso Guia nos descreveu que o local estava sendo replantado com novas plantas e que ali imperaria o Amor do Cristo a partir de então, contaminando toda a região com o Bem Maior.
  • 8. 8 Eu não consegui acompanhar esse replantio. Na verdade confesso que minha mente ficou concentrada na parte do equipamento que eliminou os restos das árvores e também na questão de que lá não havia Sol, sequer uma brecha. Então meu lado racional se recusava a aceitar como o local novo e verdejante iria sobreviver sem Sol. Certamente minha falta de fé e incompreensão falou mais alto! Nosso Guia então nos conduziu ao retorno.
  • 9. 9 Atividade realizada em 06/08/15 – Retribuindo auxílio na caverna Nessa noite, nosso Guia nos disse que realizaríamos duas atividades. Primeiramente iriamos retornar à nave espacial que agora estava localizada acima do Celuca e depois iriamos a um resgate. Nos orientou a relaxarmos e deixar nos levar pelo coração. Senti o corpo leve, flutuando no ar e a presença de Amigos ao meu lado me guiando, senti também que estava flutuando com os companheiros do grupo. Consegui ver a nave por fora antes de entrar. O Guia nos levou até o Salão de entrada da nave, o mesmo onde já estivemos outras vezes e pediu que descrevêssemos como estava naquela noite. Eu vi o mesmo salão oval, com janelas de vidro (ou algo semelhante) como se fossem visores de um andar superior na parte de cima da sala. Na frente, no meio do salão uma porta alta e larga. Em todo o contorno os mesmos suportes ou apoio como mesas. Desta vez, havia dois pilares como se fossem colunas do piso até o teto, de cada lado, em um total de quatro. Quando descrevi, nosso Guia disse que eram mesmo algo de sustentação. Também havia seres com rosto fino e cabeça pequena, roupas compridas, de material parecido com sintético acochoado cor prateada, até os pés, parecia engomado, mas confortável. Olhos amendoados, boca pequena. Eu vi dois seres do lado direito do salão. Tive a sensação que um era masculino e outro feminino. Outros companheiros do meu grupo descreveram algumas coisas como uma tela e controles que eu não visualizei no local. Depois disso, nosso Guia nos orientou a sair da nave e visualizá-la por fora e descrevê- la. A nave é arredondada, formato disco, porém alta, não fina e vai formando a parte de cima como uma tenda de circo, onde na ponta superior fica uma espécie de cúpula que é a parte mais alta da nave. Um pouco abaixo existem como faróis em toda a volta com luz na cor branca. Na largura da volta da nave, também existem esses faróis brancos ao longo do perímetro. A cor é prateada, como aço escovado. Nosso Guia nos pediu então para nos desligarmos da nave e partirmos para a segunda etapa do trabalho. Iríamos a uma caverna localizada no umbral médio. Ao chegarmos lá solicitou que a descrevêssemos. Tratava-se de uma caverna com entrada larga e alta, como cavada em um pedaço de montanha, pois era de terra marrom. Na parte de cima como formando uma cortina até o chão da entrada havia plantas que estavam recolhidas e amarradas para o lado esquerdo superior da caverna e dessa forma a entrada estava totalmente livre. O caminho interno já estava iluminado e preparado para nossa chegada. Seguindo orientação do Guia adentramos a caverna e procuramos por portas. Tanto o chão quanto as paredes estavam com terra bem batida, como se tivessem sido cavados por equipamentos de construção, não estavam esfarelando como terra solta. As portas que vi eram altas e largas de ferro bem escuro. Nosso Guia nos orientou a abrir e entrar e ali realizar o resgate de quem se encontrava, nós mesmos trazendo-os para fora da caverna. Ao adentrar, encontrei vários espíritos que pareciam pendurado e estavam amarrados pelos braços, murmurando algo que não dava para entender
  • 10. 10 direito, todos pareciam embriagados. Tinham a forma mesmo de uma pessoa e pareciam fisicamente fortes. Peguei pelos ombros de um dos que estavam ali e como pude, o arrastei para fora da sala e dai para fora da caverna, lá fora, já estavam as macas branquinhas e os maqueiros de branco também aguardando para acomodar cada um. Eles me ajudaram a colocar o resgatado na maca e então o Guia nos chamou para nos reunirmos a ele e explicou que iriamos novamente entrar para outro resgate. Senti que os meus companheiros estavam lá comigo e que todos adentramos novamente à caverna. No trabalho desta noite percebi as minhas roupas e a dos outros companheiros que eram túnicas brancas que não se sujaram com a terra, nem nos atrapalharam no trabalho embora fossem compridas e de mangas compridas e largas. Nosso Guia nos levou até um local que parecia a parte mais baixa e o final da caverna, e disse que havia um ser lá necessitando muito do resgate. Eu imaginei que era pequena o suficiente para entrar lá e fui como que escorregando deitada de barriga para cima, pelo chão que ai me pareceu que a terra estava solta. Vi o resgatado lá no escuro e fui puxando-o pelo braço e trouxe até a parte aonde o Guia estava. Ele estava fraco fisicamente e debilitado. Balbuciava algo que não pude entender, mas parecia um lamento de dor. Estava sem camisa, e dava para ver as costelas no tronco magro dele e estava desidratado, com os lábios bem secos. Ele tinha algo semelhante a uma coroa de espinhos escuros na cabeça, como a da imagem de Jesus. Não conseguia arrastá-lo sozinha e percebi que eu o puxava por um braço e outro companheiro, que não saberia identificar quem era, o puxava pelo outro e assim o arrastamos até fora da caverna onde estavam os maqueiros. Novamente o nosso Guia nos chamou a reunirmos e disse que percebia que estávamos cansados, mas precisaríamos entrar novamente para um resgate muito difícil de espíritos que não queriam ser resgatados. E nos lembrou que um dia isso também foi feito por nós, em situação inversa, com nós sendo os necessitados de resgate. Adentramos então a caverna e desta vez nos dirigimos a uma porta no final da caverna, do lado direito de onde havíamos resgatado o espirito anterior com espinhos na cabeça. A porta era bem pequena e baixa e ao comando do Guia, surgiram alguns de seus Auxiliares para abrir a porta, empurrando-a para dentro. Assim que entramos os espíritos começaram a fugir e a se esconder por caminhos internos que pareciam um labirinto de formigueiro. Eles estavam pelo chão, outros caminhavam rapidamente para se esconder. Todos sentiam medo e estavam magros, com algumas deformidades na aparecia humana, parecendo quase animais, com pequenas garras no lugar de unhas, cabelos longos, costas curvadas até o joelho, pés deformados com menos dedos. Nosso Guia nos disse que clamássemos o Amor do Pai para tocar seus corações. Eu comecei a vibrar coisas boas e positivas e caminhar atrás deles, mas escapavam, se esquivavam e se escondiam e eu não sabia como alcançá-los. Então tive uma idéia que sinceramente, não sei de onde, mas pareceu que eu saí de mim mesma e me vi sentada no chão, encostada na parece, falando coisas boas e bonitas, cantando um pouco baixinho, orando um pouco e assim vários espíritos foram se aproximando de mim sem medo, se acomodando ao meu lado, deitando na minha perna, ouvindo o que eu falava ou simplesmente sentindo aquela energia de paz. O Guia nos chamou a trazer os resgatados para fora da caverna e assim eu fiz. Sai daquela sala seguida por pelo menos três espíritos e os levei para o lado de fora.
  • 11. 11 O Guia nos disse para nos reunir, explicou que os resgatados já estavam sendo levados para assistência devida e que nós deveríamos então retornar à nossa sala de trabalho no Celuca.
  • 12. 12 Atividade realizada em 13/08/15 – Colônia da Luz Nosso Guia nos informou que iriamos retornar ao mesmo local do trabalho de socorro da semana anterior para finalizar o trabalho, pois havia ainda muitas entidades a serem resgatadas. Nos concentramos e, desta vez, parece que fomos todos juntos em círculo, de mãos dadas (espiritualmente). Eu me senti leve, flutuando e me vi diante da mesma caverna, com a parte de plantas verdes presa para o lado esquerdo e a abertura bem grande. Já estávamos todos com as mesmas roupas: túnicas brancas com uma faixa larga na cintura. O Guia nos orientou a seguir direto para a última sala na parte mais baixa e estreita da caverna. Passamos pelo túnel da caverna e fui vendo do lado direito as outras portas maiores q já havíamos entrado antes. A porta pequena desta vez se abriu com facilidade e também já estava o ambiente com tochas para iluminar. A instrução era entrarmos e regatarmos as entidades para fora da caverna. Logo que entrei várias entidades se aproximaram de mim, como se me esperassem. Ficaram em volta das minhas pernas, nas minhas costas. E eu sentia uma felicidade, por eles estarem ali. Muitos corriam por entre os caminhos de labirinto escuros internos para fugir de medo e para se esconder. As entidades pareciam ser baixas e pequenas porque na verdade estavam passando por um processo de deformação do corpo. Alguns andavam cambaleando de um lado para outro pela deformidade nas pernas e nas costas, outras eram extremamente magras, curvados para frente, com cabelos fininhos parecendo apenas um chumaço. Todos tinham olhos esbugalhados, boca bem pequena, nariz grande, pele bastante deformada. Em alguns momentos eu cantarolava algo suave eles se aproximavam mais ainda. Então fui caminhando com vários ao meu redor, conduzindo-os para fora da caverna. Do lado de fora, havia já a postos os maqueiros que acomodavam aqueles q tinham mais dificuldades. Desta vez, havia também uns equipamentos de transporte diferentes parecidos com aquelas bigas romandas, sem a parte da frente aonde iam os cavalos. As entidades eram colocadas nessas ‘bigas’ e ficavam confortáveis para o transporte, algumas eram para uma única entidade outras maiores, para mais ao mesmo tempo. Essas ‘bigas’ flutuavam pelo chão, não muito alto, mais ou menos a 50 cm. Para auxiliar a tantas entidades, havia vários outros trabalhadores servindo e apoiando, mas não poderia descrever todos em detalhes. Retornei à caverna para continuar o resgate e novamente quando entrei algumas entidades se aproximaram de mim. Nosso Guia nos disse que estavam em nossas mãos alguns equipamentos que nos auxiliariam no resgate. Percebi algo maior que uma lanterna de metal claro e leve, como alumínio e que parecia ter luzes. Com o olhar eu podia ver várias outras entidades se escondendo no escuro e então usei esse farol para iluminar na parte do fundo da caverna. Novamente saí de lá com algumas entidades resgatadas à minha volta. Então o Guia nos disse que o trabalho lá estava terminado e que levaríamos os resgatados para uma colônia. Para isso, todos seguiríamos a pé por uma trilha em caravana. Essa caravana estava então repleta de pessoas: as macas eram conduzidas
  • 13. 13 por dois maqueiros cada, alguns seguiam na ‘biga flutuante’ que ia no ritmo da caravana, nós e outras muitas entidades que nos auxiliaram lá. Então percebi dos dois lados da estrada, fazendo um corredor, estavam cavalos brancos com cavaleiros de armadura no peito dourada e no elmo uma penugem vermelha. Nosso Guia informou serem a escolta dos Cavaleiros de Ricardo, e imediatamente quando olhei novamente para eles, pareciam ser gigantescos, enormes mesmo, cavalgando lentamente ao nosso ritmo. Os soldados estavam concentrados, mas transmitiam paz. Então paramos e nosso Guia informou que havíamos chegado na Colônia da Luz. Que era especializada em atendimentos deste tipo de socorridos que estávamos trazendo. A colônia se erguia alta e imensa como um forte de uma vila medieval. Os muros altíssimos que a cercavam pareciam ser feitos de pedra e areia, tinham a cor ocre. Formava um retângulo e nos quatro cantos tinham, mais altos ainda, algo como mirantes ou guaritas e em cima delas balançavam ao vento bandeirinhas vermelhas. Na entrada uma escadaria de poucos degraus, mas bem largos que formavam como uma plataforma. E o portão gigantesco e alto parecia precisar de muita força para ser aberto. Todo o local era envolvido por uma luz amarelada intensa. Não havia sol ou céu que eu pudesse ver, era como se essa luz formasse uma cúpula em volta de tudo. Nosso Guia nos avisou que seriamos recebidos pelo pessoal da colônia e eles apareceram pela porta que ficou entreaberta e nos recepcionaram com muita alegria, do lado de fora, felizes por estarmos lá, mas não surpresos por nos ver, parecia que já nos conheciam ou já sabiam sobre nós. Tinham a aparência humana normal como a nossa e estavam alguns com calça comprida e uma blusa-túnica e outros apenas com essa túnica. Havia homens e mulheres e todos ficaram conversando com nosso grupo na plataforma mais alta da escadaria, deixando a porta entreaberta. Eu estava flutuando, ou volitando. Me sentia presa de alguma forma naquelas pessoas na escada, mas não conseguia descer até lá por mais que me concentrasse nisso. Parecia que eu era uma pipa de criança lá no alto, ligada por um fio apenas. De cima eu podia ver boa parte da colônia por cima. Havia árvores verdes, grama, flores, um edifício baixo bem na entrada, um caminho, ou alameda que terminava no final do muro oposto à entrada aonde tinha outro edifício mais alto. E esse caminho derivava em outros caminhos mais curtos para a direita e para a esquerda. Alguns de meus companheiros narraram experiências dentro da colônia, entretanto eu não entrei lá. Informei ao nosso Guia que estava flutuando do lado de fora e ele assentiu sem parecer se incomodar. Talvez eu não devesse entrar. Ele nos disse também que estávamos dispersos, cada um em um lugar e eu senti que ele nos aguardava ali, como um pai aguarda os filhos q estão a brincar um pouquinho em um parque. Então ele solicitou que retornássemos a nossa sala no Celuca e confirmou que aquela caverna seria fechada embora ainda tivessem entidades por lá, pois as que restaram não tinham condições ainda de serem recolhidas. Nos disse também que cada um de nós tem sua função específica no grupo.
  • 14. 14 Atividade realizada em 21/08/15 – Campo do Amor Nesta noite o nosso Guia nos informou que iniciaríamos o trabalho de forma diferente. Iríamos a um local do plano superior, com energias superiores e já nos alertou que ele não tinha certeza se todos conseguiriam ir, mas todos deveríamos nos acalmar e confiar nos amigos espirituais, relaxando o corpo físico. A sensação que tive foi de estar subindo, flutuando e senti que estava em algum lugar muito claro, com uma luz amarelada natural, ao ar livre. Passava a impressão de ser aberto, como um campo ou jardim imenso, dava a sensação de liberdade. Não conseguia ver com nitidez, me parecia que estava com uma névoa densa ou com muitas nuvens brancas. Mas vi duas entidades que me pareciam muito grandes, ao mesmo tempo em que eu me sentia muito pequena. Mas eram serenos, alegres, sorridentes, vestiam uma túnica comprida e não via os pés, como se eles flutuassem. Me pareceram de pele bem clara e cabelo bem claro também, quase dourado. Por um instante tive a lembrança das imagens de anjos comuns em pinturas das igrejas, mas logo afastei esse pensamento com medo de criar um paradigma ou comparação pré- concebida. Ficamos ali algum tempo, o Guia nos pediu para descrever o que víamos de onde estávamos e alguns colegas descreveram coisas que eu não vi no local. Logo depois o Guia nos disse que partiríamos para a segunda parte do trabalho no umbral médio. Então minha sensação foi de estar descendo em um túnel escuro e já me vi com a túnica branca e prestei mais atenção na faixa da cintura que era verde com detalhes como nervuras em amarelo. O Guia solicitou que ficássemos juntos, pois iriamos descer por um caminho escarpado, íngreme entre as montanhas. Então eu consegui ver de cima (eu flutuando novamente) nossa equipe, toda de branco, um atrás do outro, em fila descendo pelo caminho estreito e escuro de penumbra naquela região. Todos caminhando concentrados, com determinação. Fiquei um pouco preocupada por novamente não conseguir descer até onde estava o grupo e então nosso Guia disse que estávamos nos aproximando de um campo como uma floresta cheia de árvores bem altas. Neste momento, redobrei meu esforço e minha concentração para descer e acompanhar o grupo e quando Ele descrevia as árvores, eu já estava lá ao lado de todos, observando as árvores também. O Guia nos disse para sermos atentos ao que estava pendurando nas árvores, que eram seres que precisavam ser resgatados daquele local. Aquela floresta parecia ter sido plantada e não naturalmente formada. As árvores eram altas, cheias de galhos e folhas estranhas bem escuras, mas a distância entre elas era padronizada, parecia também que formavam corredores dos dois lados, como se tivessem realmente sido organizadas daquela forma. Pendurados nos galhos estavam esses seres que embora fossem humanoides, ao mesmo tempo tinham uma aparência estranha. A cabeça era mais comprida na parte de cima, o corpo bem arredondado como se fosse apenas o tronco e as pernas curtas e os braços finos e compridos que só apareciam em alguns deles. Tive a impressão certa de que todos eram iguais, como seres criados artificialmente ou gêmeos. Alguns estavam pendurados nos galhos pelos braços, outros por uma extensão do corpo que ainda não eram os braços. Mas tinham
  • 15. 15 todos um ar de solidão, vazio e sofrimento. Fomos recolhendo os seres das árvores conforme a orientação do nosso Guia que também nos disse que estavam presentes o grupo de auxilio das Filhas de Maria. Eram mulheres, vestidas com saias cor ocre até o tornozelo e aqueles mantos parecidos com os de freiras nas suas cabeças também ocre, nos pés tinham sandálias simples de couro. Podia-se sentir a serenidade, paz e amor que elas envolviam a todos. Eu tirei alguns seres das árvores e alguns conseguiam se apoiar no meu ombro para caminhar, outros não. Então surgiram os equipamentos de transporte para onde nós íamos colocando cada ser retirado das árvores. Esses equipamentos eram parecidos com o do socorro anterior, no sistema de “bigas flutuantes”, com a diferença que desta vez elas não eram individuais, mas coletivas, eram maiores, como uma carroça aberta. Também porque os seres eram menores e cabiam vários, confortavelmente em cada uma. Ao término do recolhimento dos seres, nosso Guia nos chamou para observarmos o que iria acontecer com aquele local que fora até o momento um campo da dor e nesse momento estava terminado, e seria definitivamente destruído e transformado em um Campo de Amor. Surgiram luzes imensas do alto e as árvores foram sendo reduzidas, como se desintegrassem devagar, virando poeira, e depois recolhidas, o campo ficou totalmente vazio e novas luzes foram vistas agora como holofotes em direção ao chão e de repente foi surgindo um gramado verde, senti o cheiro de chuva caindo na terra, embora não houvesse chuva. E no final do campo, na direção oposta à que estávamos, havia um pequeno lago e nosso Guia nos disse ser uma nascente d’água. Ele nos convidou a sentir a nova energia do lugar e eu pisei na grama, descalça, senti uma grama bem macia e fresca. Nosso Guia então nos chamou para voltarmos à nossa sala no Celuca e nos disse que os seres que auxiliamos a serem resgatados haviam sido trazidos para lá para receber as energias que mais necessitavam. Eles estavam todos sentados em bancos como os de madeira em ginásios, com três andares, em torno de nós. Eles estavam limpos e todos quietos, apenas observavam sem esboçar algum sentimento maior. Fazendo uma corrente em torno deles estavam entidades de várias Fraternidades, algumas da segurança, da limpeza, e várias outras que estavam prestando auxilio no momento. O Guia nos conduziu em uma vibração cheia de amor e então no centro da roda que formávamos, havia uma entidade totalmente diferente das outras, bem alta, corpo esguio, roupa comprida, sem aparecer os pés, flutuando baixo ela levantou os braços e imediatamente surgiram três esferas de luz, uma azul, uma verde e no meio uma vermelha, lado a lado e então ele manipulou essas esferas que formaram feixes de luzes imensas brilhantes e finalmente explodiram colorindo todo o ambiente como uma chuva de fogos de artifício. Depois nosso Guia nos disse se tratar de uma entidade de outro orbe que estava ali para auxiliar aqueles seres também. Após a assistência, todos foram retirados da nossa sala.
  • 16. 16 Atividade realizada em 28/08/15 – Farol do Amor Logo no inicio do trabalho nosso Guia nos disse que faríamos um trabalho no umbral médio direto a um castelo muito antigo. Pediu que relaxássemos o corpo físico e nos preparássemos para subir. Logo depois descreveu que estávamos em um caminho largo de árvores em volta caminhando em direção ao castelo que tinha uma porta larga arredondada como entrada. Assim que nos preparávamos para partir já percebi nossos trajes de túnica branca com faixa na cintura. Tentei me concentrar e senti o corpo flutuar um pouco. Então vi o caminho largo de terra com cascalhos no meio de árvores e vegetação escura. Novamente estava flutuando acima disto, vendo o grupo caminhando no chão. Senti um misto de frustração e curiosidade por estar assim novamente, me questiono se isso é minha falta de disciplina, de concentração ou outra coisa assim. Observei tudo ao redor, avistei o castelo grande, com muros de pedra e duas torres pequenas no alto, a entrada larga em arco e fui tentando descer para acompanhar o grupo. Me esforcei bastante, pois o Guia já orientava que todos deveriam estar no salão principal e iniciar a visualização geral para encontrar os seres que iriamos auxiliar. Finalmente, quando desci já me encontrei do lado direito do salão, embora não tenha visto de maneira geral este salão desde sua entrada. Neste lado havia uma escada subterrânea com degraus de pedra que levavam ao calabouço onde estavam as criaturas presas. Todos nos encaminhamos até lá e o Guia nos alertou que um túnel estava sendo construído para tirar as entidades que iriam seguir para fora, através de cápsulas de transporte. Essas cápsulas eram individuais e também flutuavam, mas não eram abertas como as “bigas flutuantes”, mas sim fechadas, de um material metálico não brilhante parecido com aço escovado. As entidades que lá estavam tinham aparência humana comum e apresentavam estado de desamparo total, magros esqueléticos, enrugados, alguns algemados, outros amarrados. Havia grades em algumas celas, o piso era de terra batida, o ambiente em penumbra, frio e úmido. Muitos nem percebiam nossa presença por estarem em um estado de torpor ou desligamento mental, que lhes impedia uma reação qualquer. O túnel construído por nossos amigos direcionava aquele lugar para uma saída na lateral do castelo. Depois que todos ali foram resgatados, nosso Guia nos chamou de volta ao salão principal do castelo para identificarmos outros locais onde estariam mais seres a serem auxiliados. Do lado esquerdo deste salão embaixo do piso, percebi que havia um poço fundo sem água e olhando dentro dele estavam inúmeras entidades a serem socorridas aglomeradas, magras, algumas olharam para cima quando viram uma luz e a imagem que vi olhando para dentro, foram rostos desamparados, sem esperanças e poucos esticaram as mãos para cima, em um reflexo de solicitar ajuda. Então começamos a chamá-los para que despertassem de alguma forma para sair daquele lugar, eles começaram a subir e logo eu pude dar as mãos àqueles que chegavam ao topo, ajudando a sair e conduzindo até as “capsulas flutuantes”. Muitos saíram desta forma e eu percebi que os auxiliava. Às vezes, parecia que tocava seus ossos de tão magros que eram e via os ossos das pernas quando subiam e das mãos quando os apoiava. Até que nosso Guia nos disse que todos ali já haviam sido resgatados.
  • 17. 17 Percebi que todos estavam então sendo organizados em grupos imensos com auxiliares respectivos coordenando. Durante o trabalho, nosso Guia nos disse que estavam presentes muito amigos espirituais ajudando no processo de resgate. Desta vez não os identificou especificamente, e eu percebi muitas entidades auxiliando de forma ordenada, eficiente e em silêncio. Parecia que todos sabiam bem o que fazer. Outra coisa que me chamou a atenção é que no castelo havia muitos quadros lado a lado nas duas paredes principais, lado direito e esquerdo. Esses quadros eram pinturas de rostos de pessoas que eu não podia identificar, havia homens e mulheres retratados ali, e a quantidade de quadros parecia infinita para se contar. Durante o trabalho me senti muito incomodada com alguma coisa e a todo momento olhava para atrás imaginando onde estariam os guardiões daquele castelo, e se estávamos sendo observados, não sei porque esses pensamentos me ocorreram pois me sentia segura com o nosso grupo. Nosso Guia nos reuniu e solicitou que observássemos o que iria acontecer com aquele local já que não mais seria um castelo de dores, pois agora, daria espaço para construção de amor. Observamos então que o local foi iluminado por uma luz branca do alto e aquela imensa construção de pedras firmes começou a se desfazer, a se desintegrar, sumindo como poeira jogada ao vento. O Guia então chamou nossa atenção para nascentes d’água que surgiam no local e o que eu vi foi aparecer uma torre alta, de pedras brancas, semelhantes aos faróis construídos em praias para alertar as embarcações. Era bem bonito, altivo, claro, parecia iluminar todo o local e formou-se uma cúpula de proteção a partir do alto deste Farol do Amor envolvendo uma grande extensão com uma luz clara rosada. Depois nosso Guia confirmou que esse farol serviria de apoio para aquela região.
  • 18. 18 Atividade realizada em 03/09/15 – Os Ovóides No início das atividades, nosso Guia informou que iríamos voltar ao hospital de tratamento, local em que já havíamos estado outras vezes nos primeiros trabalhos de treinamento. Todos deveríamos mentalizar o lugar e nos direcionar para lá. Senti que me aproximava por cima como se estivesse voando e visualizei o local com os muros altos, cor de areia, um portal grande na frente e já me visualizei no lado de dentro em um salão logo após a entrada. Percebi que havia várias entidades ali. Então o Guia nos disse que estaríamos recebendo uma visita de alguém vindo de muito longe que estava se aproximando para a tarefa da noite. Percebi alguém bem alto, com a pele marrom, como se fosse pele mulata, mas com uma cor mais suave e uniforme. Não consegui captar maiores detalhes da entidade, que já começou a dizer a todos nós sobre o trabalho que iriamos realizar. Nos informou que iríamos ao umbral inferior, ao resgate de seres ovoides, ou seja, em estado de ovoidização. E que todos deveríamos ficar juntos sempre, a todo o momento. Nos orientou para nos concentrarmos, partiríamos para um lugar que ele foi descrevendo como muito grande, subitamente solicitou que fosse iluminado o local e pediu que percebêssemos onde estavam os ovoides. Eles estavam no chão, e que devíamos resgatá-los e levá-los até os veículos de transporte que aguardavam do lado de fora. A principio, não pude ver a parte de fora do local, pois já me vi do salão do hospital direto naquele lugar que parecia uma caverna, o teto não era muito alto, as paredes e o piso eram de terra bem batida, e logo pude perceber que havia outros compartimentos como aquele como um labirinto, a sensação era de estar em uma adega de vinhos antiga, ambiente úmido, baixa temperatura, propositalmente rústico. Havia algumas coisas penduradas nas paredes, como quadros, mas não consegui identificar o que eram. Então eu vi os ovoides no chão, um ao lado do outro, a principio me pareceram grandes, do tamanho normal de um ser humano. Um ser humano com as pernas dobradas, as costas arqueadas para frente e os braços envolvendo as pernas, como se abraçasse a si mesmo, como se estivesse querendo se fechar totalmente, como se fosse um ovo! Todos estavam de olhos fechados, pareciam dormindo ou em algum transe, não tinham nenhuma expressão no rosto. Envolta deles havia algo que parecia uma gelatina, gosmenta e transparente formando a ‘casca’ do ovo. E assim eles estavam imóveis, parecendo desligados de tudo. Confesso que me pareceu exatamente um filme de ficção científica. Então, seguindo as orientações da entidade que nos guiava nesta tarefa, me aproximei para pegar um deles e aí percebi que estava do tamanho do meu colo, e eu podia carregar cada ‘ovo’, com cuidado para fora daquele lugar e os colocava no veículo de transporte. Eu carreguei um de cada vez, pois era o tamanho e peso que eu conseguia levar com carinho e conforto. Depois a Entidade-guia nos esclareceu que os tamanhos dos ovoides foram ajustados, provavelmente de uma maneira que sequer imaginamos, para possibilitar o resgate.
  • 19. 19 Iam sendo dispostos na parte de trás do veiculo de transporte, que desta vez me parecia com um jipe de guerra, com rodas largas como de tratores e uma caçamba atrás aonde iam sendo acomodados com conforto seis ovóides em cada um. Também indaguei a Entidade-guia sobre o veículo que não me parecia flutuante e ele explicou que para aquele local, não era possível flutuar e que os veículos realmente precisavam se locomover com as rodas giratórias. Muitos ovoides foram resgatados, mas como já disse, me parecia que haveria mais ainda em outras câmaras como aquela. Entretanto, a Entidade-guia nos reuniu novamente, esclareceu que tínhamos muitos amigos espirituais atuando naquele resgate conosco e nos disse que voltaríamos então para o hospital a fim de observarmos o tratamento que seria dado para a recuperação dos ovoides. De volta ao hospital, a Entidade-guia nos disse que os ovoides estavam sendo colocados lado a lado em escaninhos e que receberiam um tratamento com luzes e depois uma injeção e nos solicitou que observássemos as reações deles. Para mim, pareceu que os ovoides foram colocados lado a lado em espaços específicos para eles, mas separados um do outro. Esse local parecia uma prateleira e tinha dois andares de ovoides, e estavam iguais dos dois lados opostos da sala. Não era possível contar o número de ovoides ali, pois a fila se estendia até aonde meu olhar nem alcançava. Então percebi vindo do fundo da sala uma luz branca intensa que era direcionada em quatro feixes como holofotes, às quatro prateleiras, duas de cada lado. Além disso, em cada ovoide havia uma luz especial em tom amarelado direcionado bem acima dele. O que vi, foi aquela gelatina transparente começar a se desfazer e alguns seres ovoides iniciarem um movimento lento de se desdobrarem da postura que estavam. Foi quando a Entidade-guia nos disse sobre a injeção que receberam, e eu não pude ver a injeção conforme eu esperava com seringa de plástico, mas sim, algo metálico que não vi agulha e não sei ao certo se era isso a injeção que ele mencionou ou outra coisa que vi. O resultado foi que as entidades, cada uma no seu tempo, cada uma na sua limitação estavam se movimentando mais e então esse ‘medicamento’ foi administrado para que ficassem sedadas, mantendo a serenidade antes de iniciarem pensamentos perturbadores a eles próprios. Certamente cada um dos casos deverá ser tratado de forma individual e no momento certo para o ser que se encontrava neste estado. A Entidade-guia que nos acompanhou nesta noite, nos disse que se tratava de um local que era um depósito de ovoides. Que ainda não estavam em uso pelas entidades do mal, mas aguardando para serem usados no futuro, como um estoque de ovoides. Assim, retornamos a nossa sala no Celuca.
  • 20. 20 Atividade realizada em 10/09/15 – “Somos os Peregrinos, levando a Luz” Nesta noite nosso Guia nos orientou que iriamos retornar ao mesmo local que havíamos estado na semana anterior para continuar com o trabalho de resgate dos ovoides no umbral inferior. Relembrou que deveríamos todos permanecer sempre juntos e que havia muitos a serem resgatados. Eu me percebi já dentro do local onde havíamos feito os resgates na semana anterior, porém estava vazio, eu não via nenhum ovoide por ali. Então aproveitei para me atentar ao local e às coisas que estavam na parede, que vi que se tratavam das fichas dos seres ovoides que estavam ali. Nosso Guia nos disse que deveríamos adentrar mais fundo no local, pois o resgate seria feito em regiões mais profundas, como câmaras escondidas e os ovoides deveriam ser levados para fora e colocados nos transportes. Caminhei mais para dentro, me direcionando para o lado esquerdo e já vi outro espaço ali, onde havia muitos ovoides no chão novamente. O local estava escuro, úmido, frio, ar pesado, mas havia iluminação trazida pelos trabalhadores, suficiente para vermos tudo com clareza. Eu comecei então a pegar os seres ovoides um de cada vez, no colo e carregá-los para fora, colocando no veículo de transporte. Eu trouxe vários, parecia que não me cansava dessa tarefa, e desta vez, enquanto caminhava com eles no colo como um bebê dormindo, tive um sentimento quase maternal, carregando com carinho e afeto olhando diretamente para cada um. Todos estavam como da outra vez, adormecidos, olhos fechados, sem roupa, na mesma posição encolhidos abraçando as pernas se fechando em formato de ovo. Depois de algum tempo, nosso Guia nos reuniu e disse que teríamos que ir mais fundo, pois haviam outros a serem resgatados em local mais abaixo e que deveríamos nos preparar para descer juntos. Nesse momento eu percebi diante de mim, uma ponte que balançava, de placas vazadas espaçadas como as pontes de madeira, muito comprida, que eu não conseguia ver aonde terminava, não conseguia ver o outro lado onde ela estaria conectada. Questionei o Guia e ele disse que poderíamos seguir pela ponte mesmo e disse: “Somos os Peregrinos levando a Luz”. Ele seguia na frente com uma luminária grande daqueles modelos antigos de óleo, mas a luz que se formava envolta era imensa como um farol. O local era bem profundo, escuro, vazio, úmido, parecia que havia montanhas lá dentro, mas só conseguia ver contornos de picos. Olhando para baixo só via a escuridão, e sombras de pedras nas paredes como se estivéssemos em um precipício, sem fundo. Quando chegamos ao ponto final, havia muitos ovoides espalhados pelo chão, e ali estavam sujos de terra também. Perguntei ao Guia como levaríamos os seres para cima e ele nos disse que estariam trazendo um transportador que seria um tubo imenso que apareceu imediatamente do nosso lado à esquerda e que deveríamos colocar os ovoides ali e eles seriam levados para cima, como que flutuando. Tratava-se de algo parecido com um tubo transparente e quando
  • 21. 21 colocávamos os ovoides próximos à entrada do tubo eles eram ‘sugados’ com muita delicadeza e era possível vê-los subindo. Para mim, a velocidade era estranha porque se por um lado parecia que estavam indo rápido, pois havia muitos e não estavam parados esperando em uma fila, por outro lado, quando olhava dentro do tubo a sensação era de irem bem devagar, com máxima cautela, um após outro. Eu continuava carregando um a um no colo, e os colocando no tubo. Depois, nosso Guia nos reuniu novamente e nos informou que havia seres em locais ainda mais profundos que precisavam ser resgatados e que nós deveríamos nos unir em oração e pedir ao Pai que tornasse possível aquele resgate. Nesse momento percebi que me concentrei em oração, ergui meus braços e imediatamente visualizei todo o meu grupo em círculo, todos no mesmo gesto, todos nós com nossas túnicas brancas com faixa verde e no centro do círculo que formamos, uma luz branca muito intensa se formou. Permanecemos assim por algum tempo e então nosso Guia nos disse que a tarefa estava terminada ali e que deveríamos seguir então para acompanhar o trabalho no hospital. Depois eu perguntei ao Guia sobre esse resgate mais difícil e ele disse que tinha sido realizado sim, com sucesso, inclusive outros amigos do grupo descreveram um equipamento que foi utilizado para retirar esses ovoides, mas eu não visualizei esse momento. Já no hospital, percebi que os ovoides haviam sido colocados nos mesmos ‘escaninhos’ com dois andares, preparados para eles na semana anterior, desta vez, percebi uma luz que se misturava com água parecendo um jato que os lavava retirando a terra em volta, inclusive havia uma canaleta por onde escorria água suja de terra. E atrás dos escaninhos tinha uma luz branco-azulada iluminando a todos. Permanecemos observando o trabalho e alguns seres começaram a sair do estado em que se encontravam e a se movimentar lentamente. Nosso Guia então nos pediu para observarmos para onde eles seriam levados depois, e se tratavam de camas pequenas, baixas, com lençóis branquíssimos e um travesseiro simples. Retornamos então a nossa sala na Celuca para os comentários finais.
  • 22. 22 Atividade realizada em 08/10/15 – Visita a Saturno e Hospital de Auxilio No início das atividades, nosso Guia informou que iríamos a outro planeta do nosso sistema solar. Solicitou nossa concentração e disse que iríamos juntos até uma nave que nos aguardava. Imaginei a nave que já havia visitado outras vezes, a principio me vi lá mesmo, no salão da entrada, mas depois, quando sentei percebi que se tratava de uma nave diferente. Era menor que a outra e nosso lugar para sentar ficava envolta das paredes da nave, em forma de semicírculo. Havia visores nestas paredes de modo que eu podia olhar por ele e ver a trajetória, no meio de uma escuridão com muitos brilhos de estrelas. Quando o Guia nos disse que estávamos nos aproximando do planeta, visualizei um planeta redondo envolvido por luz esverdeada. Quando o Guia nos pediu para dizer qual planeta se tratava eu disse Vênus, não sei bem o porquê e ele respondeu que não era. Depois me mantive apenas observando para ver o que captava. Ele nos disse para observar que tinha anéis em volta, e que se tratava de Saturno, contudo eu não consegui visualizar os anéis. Ele também disse que havia tipos de construções antigas, mas eu também não pude ver isso. Via apenas algo como se fosse uma nuvem, ou névoa como se tudo flutuasse, e luzes como uma fila como em um aeroporto. Depois nosso Guia nos disse para olharmos pela janela da nave e poderíamos observar nosso planeta Terra de forma ampliada e explicou que isso era possível devido a um sistema na nave que agia como se fosse um telescópio. Eu consegui ver a Terra, olhando pelo lado direito. Ela era azul, e vi algumas nuvens brancas também. Meu sentimento nesse momento foi estranho para mim: a Terra me pareceu bela, mas não me senti ‘ligada’ a ela como eu achei que seria se um dia a visse desta forma. Não tive aquela sensação de ver minha casa inesperadamente. Foi bem estranho para mim e essa minha reação me surpreendeu um pouco no momento. Nosso Guia solicitou que observássemos a nave em que estávamos e também o ser que era nosso piloto. A nave era forma quase circular, e um companheiro disse algo octogonal, o que acho que seria mais correto mesmo, com os locais para nos acomodarmos como sofás em volta da parede. Tinha visores na volta e na frente. O painel de controle tomava toda a parte da frente e diante do painel, de costas para nós estava uma cadeira alta que seria do piloto. Esse ser era bem simpático, com aspecto não humano, braços compridos cabeça fina e longa, oval, olhos laterais grandes, tinha uma roupa como se fosse parecida com um macacão que cobria o corpo todo. Passava a impressão muito boa de que queria nos ajudar e estava satisfeito em fazer parte daquela missão. O Guia nos disse que cada um de nós poderia ver este ser de uma forma diferente. Depois retornamos para nossa sala. Iniciamos assim uma segunda parte do trabalho, onde o Guia nos disse que iriamos a um hospital espiritual que já conhecíamos e nos encontraríamos no jardim em frente ao hospital. A princípio, eu fiquei na dúvida sobre qual dos dois hospitais em que já estivemos deveríamos ir. Não sabia ao certo, mas procurei me manter concentrada no jardim conforme instruções do Guia, e isso foi me acalmando um pouco. Seguimos depois com o Guia para um local do hospital diferente dos que já conhecíamos. Segui pela lateral esquerda, que seria então a direita do prédio principal, percebi os
  • 23. 23 integrantes do grupo e todos com as nossas túnicas, e entrei em uma área onde havia muitas camas lado a lado. Camas com formato antigo na cabeceira, brancas metálicas, com travesseiro e lençol muito brancos também, havia várias em cada quarto. Eram altas e me parece que não eram fixas no chão. O Guia disse para nos aproximarmos dos pacientes e poderíamos doar nossas energias para auxiliar na recuperação deles. Um dos companheiros mencionou equipamentos em que os pacientes estavam ligados, e então pude perceber alguns ao lado de algumas camas, como monitores, mas diferentes dos que já vi nos hospitais da Terra. E então comecei a ter pensamentos e imagens diferentes em minha mente, a principio achei que era falta de concentração no trabalho e que minha mente estava dispersando, mas depois, percebi que se tratava de ideias e pensamentos daqueles em que eu me aproximava nas camas. Foram várias imagens, cenas completas, algumas historias curtas, coisas assim que eu não saberia agora ligar, mas que naquele momento pareciam completas, com sentimentos verdadeiros do momento. Fiquei com um pouco de receio, pois não sabia se isso fazia parte do trabalho, pedi ajuda do meu Mentor e orei várias vezes pedindo auxilio e concentração na tarefa de auxilio. Depois nosso Guia nos reuniu novamente solicitando que nos dirigíssemos ao jardim onde amigos espirituais que lá habitavam nos aguardavam. A recepção deles foi muito calorosa, amigável e estavam felizes em nos ver ali. Nos abraçaram como amigos que se reencontram. Nos despedimos e retornamos à nossa sala.
  • 24. 24 Atividade realizada em 15/10/15 – Visita Marte e Resgate Furnas Nosso Guia nos disse que iriamos novamente visitar um outro planeta do sistema solar. Iriamos adentrar na mesma nave que estivemos na semana anterior, pediu nossa concentração. Desta vez eu tentei não me concentrar no nome, pois já havia ‘errado’ na semana anterior. Então fiquei observando pelo visor e o que percebi inicialmente foi um planeta redondo com cores cinza/alaranjado. Nosso Guia nos disse que se tratava do planeta Marte e nos fez uma breve descrição sobre o planeta e sua civilização atual e que tudo havia lá no plano espiritual ou em outra dimensão. Disse também que estaríamos aterrissando no planeta e que observássemos a superfície do planeta e solicitou que nós descrevêssemos o que estávamos vendo. Eu via luzes bem grandes e brilhantes e algumas partes metálicas claras como construções de torres ou algo de estrutura alta. Embora alguns companheiros tenham descrito detalhes de uma cidade, eu não a visualizei. Após isso, o Guia nos disse que os habitantes iriam nos saudar e adentrariam a nave para nos receber. Quando adentraram senti que estávamos nos reencontrando, parecia que eles já nos conheciam. Eu não os identifiquei exatamente, embora mantivesse a impressão de boa companhia. Havia homens e mulheres, todos cordiais, alegres, sorridentes e nos abraçavam carinhosamente, como bons amigos. Eram bem parecidos com nosso corpo, eram mais altos, esguios, tinham roupas compridas e largas como túnicas compridas de um tecido bem diferente, que cobria os pés e dava a impressão de que flutuavam um pouquinho acima do chão. Havia algo parecido com uma capa atrás da roupa, com uma ‘aba’ na altura do pescoço. As mãos eram finas e delicadas, braços compridos. Após os cumprimentos gerais nosso Guia nos disse que iriam se despedir para nosso retorno. Nos acomodamos em nossos lugares na nave de transporte e retornamos à sala. Dali nosso Guia nos disse que seguiríamos o trabalho de auxilio da noite. Seria um local que nunca tínhamos ido e nos apresentou outra entidade que seria o nosso Guia naquela noite. Este Guia Especial nos orientou que iriamos a um local muito escuro no umbral médio. Nos mostrou uma luz que deveríamos seguir caminhando sem medo, seguindo aquela luz. Ele seguia à frente do grupo segurando uma lanterna do estilo antigo de querosene com uma alça, e nós o seguíamos em fila. Parecia que aquela luz iluminava muito mais do que seria sua capacidade, deixando o ambiente a nossa volta em um tom azulado claro. Todos estávamos vestidos com nossas túnicas brancas e nosso Guia também nos acompanhava. O Guia Especial nos disse que havíamos chegado a uma clareira e pediu que descrevêssemos o que víamos ali. Eu via um local escuro, com paredes que pareciam carvão e um acesso em uma entrada para uma caverna. Quando um dos companheiros descreveu que via uma cidade, eu não via a cidade exatamente, mas percebi que havia como as pedras de ruas antigas e algumas ruinas, mas não pude descrever claramente, pois minha atenção estava na caverna. O Guia Especial nos disse que havia índios do
  • 25. 25 plano espiritual nos auxiliando no trabalho e abrindo um caminho de acesso até aonde deveríamos ir em uma furna subterrânea. Eu vi os índios altos, musculosos, fortes, com lanças nas mãos, cabelos longos adornados com penas, passos firmes e confiantes e tinham feições de alerta e concentração. Nos dirigimos então para a entrada da furna aonde eu já estava e com auxilio de nosso Guia Especial seguimos em auxilio daqueles que necessitavam. Eram seres acorrentados, largados pelo chão sujo de terra. O ambiente era úmido, escuro com cheiro forte pesado. Seguindo orientação, fui retirando os seres que tinham aspecto humano magro, fraco, com membros meio tortos e disformes, rosto com aparência de esqueletos devido aos ossos destacados, pareciam ser todos idosos embora não fossem. Com cuidado e carinho eu os encaminhava para fora da furna, amparando-os pelas mãos ou segurando pelos braços. Algumas vezes, segui para fora com dois deles, um de cada lado. Do lado de fora, outras entidades socorristas também os amparavam e colocavam em veículos de transporte, mas eu não os vi partir. A cada um que eu levava para fora, retornava em seguida e repetia a tarefa. Em certo momento, fui direcionada para o lado esquerdo da caverna, que antes me parecia escuro, mas começou a se iluminar um pouco e fui até lá para fazer o mesmo auxilio, pois havia também muitos seres necessitados ali. Percebi a presença da Fraternidade das Irmãs de Maria e senti uma luz muito suave envolvendo o ambiente. Sem saber o motivo, comecei a cantar a música “Pai Celeste” enquanto fazia o socorro, cantava repetidamente, com um sentimento profundo e muita firmeza, e percebi que outras entidades socorristas também faziam o mesmo. Segui esse trabalho até que o Guia nos disse que iriamos regressar, que os seres socorridos seriam encaminhados para auxilio através de naves de transporte, e que o trabalho ali estava encerrado por esta noite, embora não estivesse terminado, o que significava que deveríamos retornar ali na próxima semana e a entrada da furna foi bloqueada com faixas de luz. Retornamos então a nossa sala e nosso Guia nos questionou como estávamos e como fora nossa experiência. Ele também nos disse que nosso trabalho naquela noite havia sido complexo. Um dos companheiros da sala então disse que sentiu algo estranho como um perigo no local e nosso Guia nos disse que realmente houve um ataque durante nosso trabalho e foi tudo controlado pelos amigos espirituais responsáveis, e por isso retornamos sem terminar o trabalho que iria continuar na outra semana.
  • 26. 26 Atividade realizada em 22/10/15 – Encontro com Algozes Conforme nosso Guia já havia nos dito no final do trabalho da semana anterior, nesta noite retornaríamos então para finalizar o trabalho de resgate no mesmo local. Ao nos encontrar nesta noite, ele nos lembrou disso, e disse que desta vez iriamos até lá em uma nave de transporte. Solicitou nossa concentração em nos sentir adentrando a nave e nos dirigindo para o local já conhecido: uma cidade abandonada no umbral médio. A nave de transporte era diferente de outras que já estivemos. Tratava-se de uma nave pequena, em forma de cápsula de metal escovado. As portas abriram dos dois lados para cima e nos acomodamos em uma poltrona individual pequena que parecia se ajustar perfeitamente no nosso corpo, nos deixando ‘presos’ confortavelmente. No chão havia um lugar especifico para apoiar os pés como uma rampa pequena. As poltronas eram alinhadas em duas filas, nos deixando lado a lado em pares e bem à frente havia um painel de controle pequeno e alguém sentado no meio dele. Em toda a lateral da nave havia visores que nos permitiam ver o lado de fora. Eu me sentei na fileira do lado direito da nave. E observando pelo visor enquanto a nave se movia, vi apenas escuridão. Quando nos aproximamos da cidade, pude ver alguns destroços dela, em tons opacos e escuros, como uma foto antiga ou efeito sépia, amarelado estranho. Nos dirigimos diretamente para o mesmo lugar aonde havíamos estado e a nave adentrou a caverna e foi até o fundo, no local que já conhecíamos. Ali dentro pude ver os espaços das cavernas já abertas e havia muitos destroços espalhados por todos os lugares, restos de metal das correntes, madeira, pedras, pedaços de roupas e coisas assim. Mas estava escuro lá e não podíamos ver muito adiante então o Guia nos disse que tudo seria iluminado por uma luz emitida da nave e assim, pude observar mais para dentro onde estavam ainda presos muitos seres sofredores. O Guia nos informou para iniciar o resgate, sai da nave e comecei o auxilio, do lado direito da caverna. Os seres tinham aspecto humano, com cabelos ralos, às vezes apenas alguns fios, roupas rasgadas e sujas, alguns muito magros aparecendo os ossos sob a pele, outros ainda piores com aspecto quase de uma caveira com olhos bem fundos. Alguns balbuciavam coisas sem nexo, todos estavam sujos e olhavam para cima, para o vazio. Sob orientação do Guia me aproximei das correntes e com o toque da minha mão elas se desfaziam como se derretessem e sumissem e assim eu retirava os seres apoiando-os pela mão ou pelo braço, e os levava até a parte de fora da caverna. Lá fora, eram auxiliados por outros amigos espirituais do socorro que os recebiam. De minha parte, eu os levava até lá e retornava para a caverna para buscar outros. Notei que desta vez não consegui ver nossas roupas como de costume, via apenas um avental que eu tinha preso na cintura, muito brilhante, bem bonito e delicado com uma cor beige claro. Outro companheiro
  • 27. 27 indagou o guia sobre estarmos usando uma capa e ele nos disse que estávamos usando uma proteção naquele dia. O Guia nos reuniu e disse para seguirmos mais fundo na caverna, para continuar o resgate de outros que lá estavam. O local seria então mais iluminado para seguirmos. Então eu vi alguns pares de olhos vermelhos no meio da escuridão. Me pareciam seres com roupas escuras, pretas, e os olhos em destaque. Narrei o que via para o Guia e meus companheiros e o Guia nos alertou que eram os algozes e começou a dialogar com eles, informando que estávamos ali a serviço e permissão do Cordeiro e que iriamos adiante em nosso trabalho. Nós ficamos frente a frente com esses seres, de um lado eles enfileirados lado a lado formando uma barreira para não avançarmos e de outro lado, nós lado a lado também com o nosso Guia dois passos à frente, dialogando com eles. A parti daí pude vê-los mais claramente e também estabeleci uma ligação mental com o que parecia ser o líder do grupo, de modo que eu conseguia saber o que ele pensava. Eles eram todos bem parecidos, altos, compridos, magros, braços e pernas longos e finos, olhos bem vermelhos em formado amendoado, não tinham nariz proeminente como os nossos, seguravam lanças com cabos compridos e pontas afiadas. O líder dos algozes, embora não esperasse nossa presença, ouviu o que o nosso Guia disse e aquilo não surtiu nenhum efeito nele, nem de raiva, nem de alegria, nem de medo, simplesmente ficou indiferente. Eu disse ao grupo então o que ele pensava: que não tínhamos permissão para estar ali, e que não permitiria que adentrássemos ao local que protegiam e que o Cordeiro não tinha autoridade naquele local. Então um de nossos companheiros pediu permissão para falar com eles também e os alertou sobre a oportunidade de irem também nos acompanhar para seu próprio resgate, pois os tempos haviam chegado e não poderiam mais permanecer naquela linha de ação longe do amor e da verdade do bem maior. Não houve um abalo nas convicções daqueles algozes, contudo enquanto a conversa transcorria, o líder recebeu uma ordem, que eu não tive acesso direto, e imediatamente ele e seus seguidores se enfileiraram de outra forma naquele espaço protegendo apenas uma entrada mais escura, aonde eu não via a porta e nos liberando para recolher os seres que estavam adiante, alegando que havia recebido ordens que podíamos levar quem quisesse ir por ali, sem que eles interferissem, mas que não passaríamos daquele ponto. Nosso Guia solicitou que continuássemos o resgate dos que ali estavam, mais ao fundo, à nossa direita, e também nos disse da presença da Fraternidade das Irmãs de Maria. Seguimos o nosso trabalho, sob o olhar dos algozes e uma luz suave e um sentimento de paz e serenidade invadiu o local com a presença das irmãs desta fraternidade. Enquanto finalizávamos o resgate nosso Guia reforçou aos algozes que o auxilio se estendia a eles também e que eram bem vindos os que quisessem seguir conosco. Percebi a força de pensamento deles naquele momento, imóveis, alguns poucos resolveram seguir conosco, com medo, com dúvida, mas com o coração tocado por aquele amoroso ambiente das irmãs. Quando eles decidiram, lagrimas caíram dos olhos, largaram suas lanças no chão e foram ao encontro delas. Os outros algozes, enfileirados, não fizeram
  • 28. 28 nada para os deter, ficaram ali imóveis, observando, e o líder mantinha o pensamento firme, parecendo que estava também dentro do pensamento de cada um daqueles seus seguidores, como se fossem um coletivo e não indivíduos. De nossa parte, também respeitamos o limite, não invadimos área que eles bloquearam. Nosso Guia se dirigiu a eles novamente, dizendo que nosso trabalho ali não estava terminado e que chegaria o momento em que voltaríamos, e nos chamou então para partir, retornando a nave que nos esperava no mesmo lugar e voltamos à nossa sala.
  • 29. 29 Atividade realizada em 29/10/15 – Resgate no Formigueiro Antes de começarmos as atividades da noite nosso companheiro dirigente dos trabalhos nos informou que sentia que iriamos retornar ao mesmo local novamente e que havia possibilidade de confronto com as entidades que não desejavam nosso trabalho e deveríamos nos manter serenos e concentrados. Assim, já no inicio as atividades nosso Guia confirmou qual seria nosso destino: retornaríamos ao mesmo local da semana anterior, pois havia entidades necessitando de auxilio ainda. Pediu nossa concentração e que deveríamos manter o amor em nossos corações. Avisou que a Fraternidade dos Índios estava nos acompanhando e fazendo a segurança, preparados para esta ação e disse para visualizarmos a cidade e a porta da caverna por onde entramos outras vezes. Desta vez não seguimos em uma nave, mas caminhamos em grupo, em direção ao local. Percebi que estávamos com nossas túnicas brancas, porém pareciam ainda mais brancas, como uma camada de luz envolta dela, quase brilhava, iluminando sem ofuscar. Quando cheguei na entrada da caverna vi os lacres iluminados que foram colocados na semana anterior e alguns guardiões os retiraram quando chegamos todos. Sempre seguindo orientações do nosso Guia adentramos a caverna que estava escura e ia sendo iluminada enquanto entrávamos, além de que me parecia que nossas roupas ajudavam na luz também. Nos dirigimos até uma porta alta, escura, de ferro e nosso Guia disse para adentrarmos sem medo quando ela se abriu. Este era o local exato onde os algozes estavam fazendo sentinela na semana anterior, contudo eles não estavam lá desta vez. Ao entrarmos passamos por um corredor estreito escuro que levava a um salão principal amplo, com teto mais alto do que na entrada da caverna, e tinha andares mais altos em volta, o ambiente todo ia sendo mais iluminado quando adentrávamos. O Guia nos alertou para elevarmos os pensamentos e vibrarmos muito amor e não nos envolver com os impropérios que os seres dali nos diziam. E de fato, a sensação foi de entrar em um corredor de julgamentos antigos quando o povo atirava coisas e dizia coisas para os réus a caminho do julgamento. Nós ficamos no centro desta câmara, em uma fila de seres de luz bem branca, e tanto no chão, próximos a nós, quanto em vários níveis acima, como andares superiores, estavam os seres deste local, nos atirando pedras, barro, dizendo coisas ruins e para irmos embora dali. Todos permanecemos parados naquele local, enquanto o Guia orava e se dirigia aos seres habitantes dali. Esses seres pareciam anões, com o corpo um pouco deformado, o rosto parecia despedaçando como múmias, buracos grandes no lugar da boca, roupas rasgadas, cabelos em fiapos, ou cabeças sem cabelos e um misto de pele e barro enrugado na cabeça, sujos como se a lama que os cobria fosse o próprio corpo deles, descalços, todos tinham aparência grotesca. Eu fiquei naquele corredor, e a princípio senti um pouco insegura ao passar pela porta, pensei no caso de
  • 30. 30 ela se fechar e vi que o corredor de acesso era muito estreito, mas isso foi por um pequeno momento, e quando estava no meio daquela situação toda dos seres nos atirando coisas e nosso Guia se dirigindo a eles de forma firme e amorosa ao mesmo tempo, eu senti um misto de piedade e alegria por estar ali. Comecei sorrir a todos, e a rezar a oração Pai Nosso como um mantra, várias vezes repetidas, e olhava a todos os seres com amor, como se fosse crianças pequenas fazendo uma travessura inconsequente. Aos poucos alguns foram se aproximando de nós e senti até me abraçarem na altura das minhas pernas. Então nosso Guia nos disse para iniciar os resgates, e que deveríamos levar os seres socorridos para fora da caverna. Como da outra vez, outras entidades socorristas aguardavam para colocá-los em transporte adequado. E assim eu fui fazendo, várias vezes, entrando e saindo com os seres que estavam sendo resgatados. O Guia nos solicitou então para imaginarmos a figura do Cristo a iluminar o local. Quando eu fiz isso, consegui apenas visualizar a imagem como um quadro, não foi uma visualização de como se Ele próprio estivesse ali. Achei estranho a principio, mas talvez fosse essa a forma que os seres que ali estavam aptos a ver. E então se destacou um dos seres que era o responsável por aquele local, que aprisionava muitos, e depois de uma oração e pedido dirigido diretamente a ele por um Mentor que nos acompanhava, dizendo que libertasse aqueles que ali estavam e os deixasse ir, ele ficou bastante nervoso e firme no seu proposito de não permitir que saíssem. Eu pude sentir diretamente seus pensamentos e transmiti ao grupo quando ele disse que poderia existir um momento de partir, mas não seria aquele! Então um de nossos companheiros se dirigiu amorosamente a ele e explicou sobre a chance que estavam tendo, ele e os outros ali, e após alguns instantes, ele começou a se manifestar através de outro de nossos companheiros do grupo e estabeleceu-se um diálogo de auxilio ali. A principio achei estranho, pois imediatamente foi como se cortassem a conexão minha com ele, e eu já não sabia mais o que ele sentia. Fiquei alguns instantes prestando atenção na conversa e imaginei que talvez eu não estivesse apta a continuar aquela etapa do trabalho, pedi auxilio ao meu Mentor, retomei minhas vibrações e orações para sustentação. Então comecei a perceber a presença de um ser elevado, uma mulher, alta, bonita, com grande firmeza emocional e eu me conectei a ela sabendo de suas intenções em se dirigir àquele ser que ali estava se manifestando, na condição de sua mãe em vida passada. Apesar de ficar insegura quanto à permissão para a manifestação mediúnica no nosso trabalho, senti o chacra cardíaco pulsando tão fortemente que não havia dúvidas sobre o que fazer e durante o diálogo que eu acompanhava, ao surgir a primeira oportunidade, a mãe se manifestou. Foi realmente uma conversa firme, franca e abençoada pelo Pai, e não sem hesitação, aquele ser se abriu às bênçãos e decidiu por si só, seguir adiante, permitindo dessa forma inúmeros resgates daqueles que ali estavam o acompanhando também como seus servos, seguidores e prisioneiros.
  • 31. 31 Nosso Guia então nos disse para nos recompor para continuar a tarefa de socorro e assim fizemos. Na parte de cima, havia grades aprisionando muitos seres, em cada canto daquele local tinha muitos buracos nas paredes lotados de prisioneiros e servos. Continuei a levar os seres até a porta da entrada da caverna para seguirem com o transporte. Quando achávamos que o local estava vazio o Guia nos disse que ainda havia muitos para serem retirados em um local especifico ao fundo da caverna e para lá nos dirigimos. Ali os seres não queriam vir conosco, estavam com muito medo e não nos reconheciam com ajuda. Neste local, os seres pareciam estar grudados no piso, nas paredes, no teto, como lama seca que fixa em algo. O local aparentava como as casinhas de parede de barro e telhado de sape (sem o telhado), mas esse barro eram seres-de-barro. O Guia adentrou o local e com muito carinho e cautela, percebeu que eles estavam com medo e ficou a pensar o que poderíamos fazer para não assustá-los. Nos perguntou: ‘o que eles precisam?’ E então eu e mais outros companheiros do grupo dissemos ‘água’! , sim, eles precisavam de água de alguma forma. Eu dei uma ideia que me surgiu para uma chuva bem fina de água no local que nos ajudaria a identificar onde eles estavam e onde estava a parede mesmo. O Guia ficou a pensar em o que poderia fazer e teve uma ideia de trazer uma cuia de água para pingarmos com os dedos, gotas neles e vermos a reação. Ele fez um teste e percebeu que os seres se mexiam com a água e então apareceram cuias com água para todos nós para pingarmos nos seres. Assim eu ia fazendo e eles iam mesmo ficando mais ‘moles’ e poderiam ser retirados de onde estavam. Entretanto no processo, me preocupava que alguns não podiam sequer ser identificados e por isso precisávamos espirrar água para ver onde estavam. E eu comecei a espirrar água da cuia com a mão pelos lugares. Esses seres resgatados não conseguiam se movimentar muito ou andar, e quando percebemos isso, imediatamente surgiram socorristas espirituais com macas brancas para levá-los a partir daquele ponto. Em um determinado momento eu percebi que havia um lugar muito pequeno e escuro adiante, e que havia mais seres ali, entretanto, não era possível passar, pois o espaço de acesso era apenas um buraco onde passaria um braço. Eu falei sobre isso para o Guia e um dos nossos companheiros teve a idéia de borrifar água no espaço para dissolver aquela terra e foi isso que foi feito com um equipamento de borrifador que ele tinha nas mãos e a terra foi esfarelando e abrindo o espaço o suficiente para adentrarmos e assim levei alguns seres que ali estavam para fora. Após os resgates ali, o Guia nos orientou a retornar à nossa sala, que o nosso trabalho estava encerrado.
  • 32. 32 Atividade realizada em 05/11/15 – Auxílo Interplanetário aos Seres Sombra e Visita à Nave Espacial Ao iniciarmos os trabalhos nosso Guia nos saudou e disse que faríamos uma atividade diferente naquela noite. Iriamos visitar outro planeta, fora do nosso Sistema Solar, com o objetivo de ajudar os seres que lá estavam. Pediu nossa concentração e relaxamento físico a fim de facilitar nosso desdobramento. Reforçou que bastaria apresentarmos nossos mais sinceros sentimentos de amor ao próximo para realizarmos a tarefa de auxilio. Nos explicou que iriamos em uma nave, e que deveríamos mentalizar a nave aonde já havíamos estado outras vezes. E depois nos direcionou para que nos dirigíssemos a uma sala específica dentro da nave onde deveríamos nos acomodar e solicitou que iniciássemos a descrição de tudo o que estávamos vendo. A princípio, visualizei a nave do lado de fora e me parecia um pouco diferente daquela grande circular que eu pensei que o nosso Guia havia se referido no começo. Ela era circular na parte da frente apenas e tinha uma parte mais alongada atrás. Tive novamente aquela sensação que senti em exercícios anteriores, que eu estava flutuando e não conseguia me unir ao grupo. De longe eu via o grupo próximo à nave, com o Guia, e uma ‘porta’ se abriu no meio da parte alongada, abrindo para baixo, formando uma rampa para por onde todos subiram. Me esforcei para me concentrar ali e acompanhá-los ao invés de ficar flutuando do lado de fora e em outro instante eu já estava dentro da nave com o grupo, quando o Guia nos direcionava à outra sala, como ele mesmo descreveu : parece uma sala de estar. Havia uma mesa redonda logo na entrada e em volta da mesa, cadeiras altas, bem macias e confortáveis, onde nos sentamos. As cadeiras reclinavam de forma que podíamos ver no teto exatamente acima da mesa, uma tela ou visor. Observei toda a sala que parecia ser circular e era bem iluminada, mas com luz indireta. Havia um painel de controles na parte da frente, e pelo visor podia ver um céu bem escuro com brilhos de muitas estrelas de diferentes cores e tamanhos. Então nosso Guia nos apresentou a um ser, que era o comandante daquela missão que iríamos fazer. Era um ser bem alto, esguio, mas não muito magro, tinha cabeça bem grande, arredondada, com olhos bem grandes, maiores do que nossas bochechas, na lateral da cabeça. A testa era pequena e não havia cabelo, mas a cabeça era de uma pele um pouco enrugada que parecia grossa, bem diferente da nossa pele, semelhante a dos anfíbios. A cor da pele dele era verde escura. Os braços longos e as mãos sem dedos, apenas distingui separado algo parecido com o polegar. Transmitia sentimentos bons de segurança, respeito e confiança, parecia ter bastante responsabilidade e estar concentrado no que fazia. Ele se dirigiu a nós para nos orientar sobre o nosso trabalho no planeta, mas não falava com a boca, pois não pude ouvi-lo com os meus ouvidos, apenas entendi o que ele dizia, mas não foi de uma
  • 33. 33 forma processada através de palavras, e não sou capaz de repetir o que ele disse, apenas tenho a sensação de que ele disse algo e que eu entendi perfeitamente, mesmo sem saber o que foi exatamente. Tenho certeza que no início ele nos saudou e já nos aguardava e que já havíamos combinado a atividade geral antes. Depois de se dirigir a nós ele ficou ainda um pouco tempo conversando com nosso Guia que estava em pé e depois se retirou da sala. Dessa vez, durante a viagem eu senti bem leve a sensação de estar viajando como em um avião. Em outras viagens que fizemos alguns companheiros descreveram que sentiam os efeitos da viagem e velocidade, mas eu nunca havia sentido. O Guia então nos pediu para olhar pelo visor no teto e descrever o que víamos. Eu via o céu bem escuro e uma faixa como um semi-circulo branca feita de pequenas partes flutuantes que me parecias pedras, asteroides ou estrelas, embora não tivesse brilho, apenas um destaque por ser bem claro no meio da escuridão. Outros companheiros já viam partes do planeta, mas eu não vi. Então o Guia nos disse que iriamos descer no planeta e já nos orientou que deveríamos ficar juntos e para não nos preocuparmos com a atmosfera, pois era bastante compatível com a da Terra e não precisaríamos sequer de equipamentos especiais para descer lá. Nos explicou que os seres que lá estavam não tinham corpo físico, estavam na forma como chamaríamos de espiritual, e que nosso foco deveria sempre ser o de enviar nossos sentimentos de amor a eles, pois precisavam de muito auxílio. Nos dirigimos todos à mesma porta da nave por onde havíamos entrado e descemos devagar até atingir o chão do planeta. Naquele momento tive a sensação nítida de estar bem pequenina, quase como uma formiga. Olhando em volta, parecia estar em uma floresta com árvores e vegetação gigantes, olhei para nosso grupo e a nave atrás de mim, e formávamos um conjunto bastante iluminado, mas minúsculo para aquele local. À nossa frente visualizei os seres dali: muito altos, compridos como gigantes, braços e pernas compridos, mas não via exatamente suas feições, pois eram como sombras apenas e eu via apenas o formato geral, o contorno, eram ‘seres-sombra’. Eles formaram um grupo em semi-circulo diante de nós, e nos olhavam com curiosidade, sem entender o que éramos, embora pudessem nos ver ali. Não senti medo nem do lugar, nem dos seres. Então nosso Guia nos disse para olhar uma cúpula à nossa frente. Eu não havia visto essa cúpula antes, mas quando ele a mencionou eu a vi, não muito alta, diante de nós, e ele nos pediu para direcionarmos nossos sentimentos de amor para aquela cúpula. Visualizei o nosso grupo fazendo um semi- circulo ao redor da cúpula e todos nós emanando um feixe de luz em direção da cúpula. Eu me concentrei em doar sentimentos de amor e de bem, e sentia um pouco de alegria por estar ali. Era muito emocionante poder ver aquelas luzes tons rosados saindo da direção de cada um de nós. Após alguns segundos a mesma cúpula começou a emanar feixes de luz cor azulada por várias direções atingindo os seres sombra. A reação imediata deles foi de estranhar a situação, sem entender exatamente o que
  • 34. 34 aquilo significava. Com isso, tive a sensação de estarmos novamente em nosso tamanho normal, e a nave grande atrás de nós. Após algum tempo, o Guia nos disse para retornarmos à nave e nos viramos e subimos todos pela rampa de entrada da nave. Lá nos acomodamos em nossas cadeiras novamente na mesma sala onde iniciamos, com a mesa redonda. Nosso Guia nos disse que estaríamos fazendo a viagem de retorno, e quando adentramos a atmosfera da Terra, nos convidou a visitar a nave em que estávamos. Nos liberou para irmos em qualquer lugar que desejássemos, apenas não deveríamos conversar com os seres que estavam na nave, a ‘tripulação’ , creio eu. Nesse momento, senti uma alegria imensa por uma oportunidade tão importante e interessante para mim, mas ao mesmo tempo, fiquei confusa, sem saber para onde ir, ou o que fazer. Respirei fundo diante da entrada da sala onde todos estávamos em pé e decidi seguir pelo corredor da direita. Segui por ele, que era bem iluminado e não muito largo, e percebi que um ser feminino passou por mim sem se abalar com minha presença ali. Esse corredor me levou até uma sala circular, que tinha uma luz muito branca que parecia me envolver, como uma névoa, mas não era uma névoa, apenas uma luz densa. No fundo da sala havia duas torres altas com algo parecido com degraus ou prateleiras ou camas tipo beliche com vários andares. Tive a impressão de ali ser um local de tratamento especifico ligado àquela luz. Fixei minha atenção ao redor e as paredes me pareceram alaranjadas e havia orifícios ou desenhos pequenos de círculos nelas. Também havia um corrimão metálico fixo à volta da parede. Depois, saí desta sala e fui novamente pelo corredor até o ponto do começo da visitação e segui na direção da esquerda e logo virei à direita em outro corredor pequeno que dava acesso a um lugar surpreendente. Parecia um deque de visualização, pois desde o piso, as paredes, o teto eram de material transparente, como vidro, e de lá eu podia observar a imensidão de céu bem escuro e estrelas grandes e pequenas. Uma visão muito impressionante e acho que vi uma parte do azul claro do Planeta Terra imenso do lado direito. Então o Guia nos chamou a nos reunirmos novamente na entrada da sala. Enquanto eu estava visitando a nave, alguns companheiros do grupo foram falando sobre coisas que viam e lugares que estavam, mas eu não os acompanhei, pois percebi que estava em outro local e não me interessei em ir até onde alguns estavam, pois apreciei muito o que já estava vendo. Quando nos reunimos o Guia nos disse que iriamos até uma sala de atendimento a seres socorridos, como um ambulatório, que havia dentro da nave. Percebi que subimos em algo parecido com um elevador, até um andar superior e lá adentramos a uma enfermaria onde havia muitas camas flutuantes (sem os pés) paradas lado a lado. Em cada cama havia um ser humanoide, alguns com feições humanas normais, a maioria com algumas deformidades. Todos me pareciam estar sedados, mas não
  • 35. 35 tranquilos, pois havia sensação de raiva, dor, angústia, ódio, medo nos semblantes. Ao lado das camas havia alguns equipamentos pequenos e algo parecido com medicamentos. Alguns seres estavam no local, eram os auxiliares da enfermaria, tinham aspectos humanos, com algo na cabeça, parecido com o manto de freiras, só que mais curto. Eles se reuniram no centro da sala quando adentramos e ficaram nos observando com alegria e receptividade positiva. Nosso Guia então nos orientou sobre os pacientes, dizendo que eram seres que já haviam sido recolhidos da Terra e que estavam em processo de recuperação ali e seriam logo levados para outros orbes. Tratavam-se pois, daqueles que por hora, não reencarnariam na Terra, seriam direcionados para outros tipos de planetas. Depois ele nos disse que poderíamos doar nosso amor e carinho para auxiliar e poderíamos nos aproximar deles. Eu fui ao lado de várias camas, e ia dizendo com alegria que era muito bom que estavam ali, e que o Pai Celestial cuidava deles com carinho. Após essa visita, nosso Guia nos disse para sairmos juntos e nos direcionar a sala de comando. E nos apresentou a um ser que era o comandante da nave. O comandante tinha um aspecto humanoide similar o nosso, não era muito alto, mais baixo do que o Guia e tinha a pele escura, marrom. O Guia nos orientou a olhar os detalhes da sala em que estávamos, os painéis de comando e telas. A sala era ampla, iluminada por luz indireta, não muito clara. Havia várias telas pequenas que pareciam ser de controle de equipamentos, havia uma tela grande como uma janela ou visor para o exterior, e outras janelas laterais no alto. Havia seres humanoides trabalhando no local, alguns em frente a algumas das telas pequenas, eles não pareciam se preocupar com nossa presença e continuavam concentrados no que estavam fazendo. Nosso Guia então nos indagou se víamos outra nave se aproximando. Eu não havia visto antes, mas quando ele disse, eu a vi pelo visor janela do lado direito em cima. A nave que vi do lado de fora era cor prata metálica sem brilho, era grande, o formato era circular na frente e tinha uma parte comprida e larga atrás e se aproximava rapidamente. O Guia nos chamou para voltarmos a nossa sala de trabalho do plano físico e encerrar nossa atividade da noite.
  • 36. 36 Atividade realizada em 12/11/15 – Visita a Júpiter e Resgate no Oriente Médio Nesta noite, o nosso Guia nos solicitou a nos conectar com a nave que já conhecemos e visitamos outras vezes, assim, nos dirigirmos à ela. Então nos levou até a sala de comando e lá estava o comandante da nave. O Guia nos disse que o comandante era bem alto e tratava-se de um ser de outra galáxia e nos disse para nos sentarmos em nossas poltronas. Fiquei um pouco confusa neste momento, pois para mim o comandante da nave, que já havia se apresentado a nós na semana anterior, não era tão alto e tinha aspecto semelhante ao nosso, inclusive roupa. Olhei para ele mais atentamente e era aquele de pele marrom, olhos bem grandes, um pouco mais baixo do que o nosso Guia, roupas parecendo um uniforme. Pensei que talvez o Guia estivesse se referindo ao comandante de missão de outra semana, mas não o vi ali. Enfim, o Guia nos disse que iriamos a outro planeta do nosso Sistema Solar, e nos disse no momento em que adentrávamos sua atmosfera que se tratava de Júpiter. Pela janela visor da nave eu via apenas um planeta avermelhado pequeno (ou lua) que parecia mais distante de onde estávamos. Pediu que descrevêssemos o que víamos e nos disse que havia seres ali na forma espiritual. Alguns companheiros descreveram algumas coisas que eu não via, eu vi apenas montanhas escuras escarpadas, pontiagudas e altas, formando uma parede e no meio delas havia uma parte mais baixa, como que um abismo. O Guia se referiu que ali abaixo estavam os seres, contudo eu não os vi, pude visualizar um anel luminoso branco amarelado que se formou ao pé das montanhas e uma névoa branca densa cobria o abismo. Durante todo o tempo em que estivemos em Júpiter senti uma pressão muito forte na minha cabeça, especialmente nas têmporas, e depois na outra parte do trabalho essa dor passou. Nosso Guia pediu que retornássemos à nave, pois seguiríamos para a Terra onde tínhamos uma tarefa a ser executada. Pela tela da nave, observei o azul claro da Terra e nosso Guia foi solicitando que descrevêssemos o que estávamos vendo. Embora alguns companheiros tivessem descrições mais especificas, eu apenas via areia, muita areia como em um deserto. O Guia nos disse que estávamos no umbral em região do Oriente Médio e iríamos participar de resgate de irmãos no local. Solicitou para descermos juntos da nave e nos mostrou o guia local que era um irmão Indígena, que nos conduziria até o ponto do auxílio. Quando descemos da nave pela abertura de baixo dela, já avistei o índio, alto, forte, com trajes bem característicos e parecia ter algo na sua mão como se fosse uma tocha e também uma lança comprida na outra mão. Ao descermos da nave, percebi que estava pisando na areia fofa, e também que
  • 37. 37 eu tinha algo nas minhas mãos. Algo comprido, que eu não sabia identificar o que era, e tive a sensação rápida de ser uma arma grande, fiquei assustada, mas imediatamente, vi que não era isso. Perguntei ao Guia em voz alta e ele nos disse que todos recebemos algo, para segurarmos bem, pois usaríamos no resgate. Seguimos o índio até o local que parecia uma caverna ou túnel comprido e escuro, na frente havia como uma cortina de cipó e ao adentrarmos lá, o nosso Guia nos disse para usar o equipamento que tínhamos nas mãos para iluminar o local. E assim fizemos todos ao mesmo tempo e iluminamos totalmente a caverna. O equipamento de iluminação parecia uma lanterna só que de luz indireta, quase neon, branco azulada. Observei que os seres que lá estavam se encontravam em posição de entrincheirados, como em guerras, escondidos deitados, agachados, protegidos por parede de terra. Eles tinham armas compridas nas mãos e muita munição penduradas no pescoço e amarradas nas roupas. O Guia solicitou que nos uníssimos em oração e quando ele fez isso, tive a impressão que nossas túnicas brancas se iluminaram ainda mais naquele lugar e as entidades que ali estavam o ouviam com atenção e começaram a se levantar de braços erguidos, soltando as armas e o que carregavam. Quando eu os vi saindo de lá percebi que embora tivessem aspecto humano, estavam com o corpo despedaçado, cada um faltando ou ferido em algum lugar diferente. Alguns faltavam partes completas do corpo. Todos estavam sujos de terra e sangue. A maioria conseguia andar e eram encaminhados para fora da caverna, aonde se via uma luz bem intensa e lá já havia equipe que os conduzia até a nave. Quando eles já haviam saído, percebi que ainda restava alguém e o Guia solicitou para fazermos oração e se dirigiu a esta outra entidade. Tratava-se do líder daquele grupo, estava na parte mais funda da caverna, com mais proteção, o vi sentado em uma cadeira alta e larga, bem suja e antiga. Quando olhei para ele, tive a impressão de estar vendo um esqueleto, embora ele tivesse de roupas, armas e munição como os outros, mas do seu rosto, via apenas os ossos mesmo. Ele hesitou, mas finalmente seguiu em direção à saída também e neste momento vi algumas mulheres, acho que eram cinco, que estavam atrás dele com burcas pretas, só aparecendo os olhos através dos panos, e elas os seguiram para fora. Então nosso Guia disse que iriamos dissolver aquele local, pois não seria mais para sofrimento. Percebi que tudo começou a esfarelar como areia escorrendo, parecia que tudo literalmente se dissolvia. Vi também árvores nascendo no local, já grandes, altas, verdes, e também havia uma edificação com paredes brancas, no meio das árvores, e nosso Guia nos disse que se tratava de uma mesquita. Depois retornamos juntos à nossa nave, para a sala de comando. O Guia nos disse que os socorridos estavam conosco na nave e que nós os levaríamos para o hospital de auxilio local que já havíamos ido anteriormente. Chegamos lá e descemos no jardim. Fiquei um pouco confusa porque não sabia em qual dos hospitais que já havíamos ido
  • 38. 38 antes, mas ele nos disse para ficar do lado de fora, e descemos nos jardim. Me concentrei nisso e senti que estava descalça pisando na grama macia, e pude sentir o frescor nos meus pés. Então o Guia nos disse para olharmos na direção da porta de entrada, pois os socorridos adentrariam ali. Eu os vi entrando pela porta, alguns nos olhavam querendo dizer algo, outros pareciam estar com medo, apreensivos por entrar naquele local desconhecido. Havia alguns auxiliares do hospital que os recebiam na porta e indicavam onde seguir. Ao vê-los ali, senti um misto de alegria por ter participado daquele trabalho e satisfação por eles estarem sendo auxiliados. O Guia nos disse então para retornarmos à nave, e depois retornamos à nossa sala, encerrando os trabalhos da noite. O Guia ainda nos perguntou se havíamos ouvido a mensagem do comandante da nave, e nenhum de nós ouviu, por isso ele nos passou que o comandante nos agradeceu pela tarefa realizada e mencionou que ele raramente falava.
  • 39. 39 Atividade realizada em 19/11/15 – Os Mensageiros da Esperança Esse trabalho foi muito especial para mim, pois conforme combinado com nosso grupo de trabalhadores, nesta noite eu seria a médium responsável pela transmissão das informações do nosso Guia, com o objetivo de treinamento e aprendizado. Me sentia ao mesmo tempo ansiosa e tranquila, por um lado tinha dúvidas sobre estar apta a realizar esse trabalho, por outro sentia confiança e alegria por ter essa oportunidade. Durante a nossa preparação inicial já me senti mais fortemente conectada ao meu Mentor e depois ao nosso Guia. A sensação que tive, foi que ele estava atrás de mim, em pé, com as duas mãos nos meus ombros, e ele me parecia tranquilo, ao passo que meu chacra cardíaco estava pulsando fortemente! Momentos antes de iniciar a comunicação, foi como se eu recebesse um relatório geral de tudo que iriamos fazer naquela noite. Embora por um breve instante tive receio de que era minha imaginação, eu logo percebi que era real, parte do trabalho. Ao mesmo tempo em que eu transmitia as palavras do nosso Guia, eu continuava a ver as situações como participante. Durante o trabalho, poucas coisas me foram transmitidas a mais pelo contato direto com o Guia, na minha conexão com ele. A maioria foi vivenciada como eu sendo participante mesmo, como nas atividades anteriores. Inicialmente o Guia saudou a todos e disse que realizaríamos um trabalho diferente naquela noite, pois seriamos os Mensageiros da Esperança. Pediu para nos concentrar e mentalizar mais uma vez a nave de transporte onde já havíamos estado outras vezes. Convidou para nos dirigirmos até a entrada da nave e então à sala de comando e nos posicionar em nossos assentos. Ali nos informou que iriamos nos deslocar e que devíamos observar o que estávamos vendo através das telas laterais e no alto do teto. Estávamos bem próximos do nosso planeta Terra, eu pude ver nas telas a cor azul clara, partes brancas como as nuvens e no lado que vi estava claro, era dia. O Guia nos chamou a atenção para o que mais estávamos vendo ali. E então eu observei algumas nuvens mais escuras em pontos localizados. Algo semelhante a nuvens de chuva, quando parecem pesadas, cinza-escuro e prestes a cair. Vários dos companheiros descreveram essas formas desse modo. O Guia explicou então que se tratava de energias negativas, perturbadoras, provenientes de emanações dos seres viventes na Terra. Acrescentou ainda que essas nuvens poderiam alcançar dimensões gigantescas, dependendo das vibrações liberadas no local, e pediu que observássemos como elas eram diferentes em proporções em cada lugar. De fato, em cada lugar ou espaço no continente era um tamanho especifico, em alguns havia poucas espaçadas e pequenas, outras eram gigantescas que dava a impressão que formariam uma sombra, impedindo o sol de passar por ela (mas isso não acontecia). O Guia continuou então a explicação