FORMAÇÃO DE FORMADORES
OS DOCUMENTOS DO CONCÍLIO VATICANO II
APOSTILA 03- CAPÍTULO 03
INTRODUÇÃO
O Concílio produziu uma
vasta documentação
doutrinária, de fé e
pastoral.
INTRODUÇÃO
Esses documentos, de acordo com a sua importância e temática, são classificados
como:
Constituições são as de maior importância e tratam de assuntos fundamentais a nossa fé.
Uma “Constituição Apostólica” é um documento do Magistério Pontifício, ou seja, promulgado
pessoalmente pelo Santo Padre, cujo conteúdo, com valor de decreto, abrange o ensinamento
definitivo da Igreja a respeito de um determinado assunto. Trata-se, portanto, de um tipo
particularmente solene e importante documento da Igreja. Elas podem ser Constituição Dogmática
ou Constituição Pastoral ( Disciplinares e Conciliares).
Constituição Dogmática, quando contêm matéria de fé em que todo católico deve crer;
Constituição Pastoral, quando contêm diretrizes da Igreja sobre a sua ação prática junto aos fiéis.
Nada impede, porém, que um documento pontifício seja classificado apenas genericamente como
“Constituição Apostólica”, sem a especificação “dogmática” ou “pastoral”.
Constituições Dogmáticas: a Dei Verbum (Sobre a Revelação Divina) e a Lumen Gentium (Sobre a
Igreja)
Constituições Pastorais Conciliares: a Sacrosanctum Concilium (Sobre a Sagrada Liturgia da Igreja)
e a Gaudium et Spes (Sobre a Igreja no Mundo atual)
INTRODUÇÃO
As Declarações, como o nome já nos diz, apresentam declarações advindas de autoridades
eclesiásticas. As produzidas pelo Concílio foram três: Gravissimum Educationis (Sobre a Educação
Cristã), Nostra Aetate (Sobre a Igreja e as Religiões não-Cristãs) e Dignitatis Humanae (Sobre a
Liberdade Religiosa)
Os Decretos não diferem muito da compreensão que já temos a partir do Direito Civil, tratam-se
de declarações que determinam o cumprimento de decisões de uma autoridade. As autoridades
hierárquicas da Igreja (Papa, Bispos, Padres e Diáconos) podem criar Decretos, dentro de seus
limites de autoridade, a respeito de determinado assunto. Neste caso temos Decretos Conciliares
porque foram produzidos pelo Concílio e receberam a assinatura do Papa.
São nove os Decretos do Vaticano II: Ad Gentes (Sobre a Atividade Missionária da Igreja),
Presbyterorum Ordinis (Sobre o Ministério e a Vida dos Sacerdotes), Apostolicam Actuositatem
(Sobre o Apostolado dos Leigos), Optatam Totius (Sobre a Formação Sacerdotal), Perfectae
Caritatis (Sobre a Conveniente Renovação da Vida Religiosa), Christus Dominus (Sobre o Múnus
Pastoral dos Bispos na Igreja), Unitatis Redintegratio (Sobre o Ecumenismo), Orientalium
Ecclesiarum (Sobre as Igrejas Orientais Católicas) e Inter Mirifica (Sobre os Meios de Comunicação
Social).
INTRODUÇÃO
Veremos os seis mais relevantes para nós leigos:
DEI VERBUM sobre a Revelação Divina
LUMEN GENTIUM sobre a Igreja
GAUDIUM ET SPES sobre a Igreja no Mundo Atual
AD GENTES sobre a Atividade Missionária da igreja
APOSTOLICAM ACTUOSITATEM sobre o Apostolado dos Leigos
UNITATIS REDINTEGRATIO sobre o Ecumenismo
CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEI VERBUM – SOBRE A REVELAÇÃO DIVINA
A REVELAÇÃO DE SI MESMA
Aprouve a Deus, na sua bondade e sabedoria, revelar-se a Si mesmo e dar a conhecer o mistério da
sua vontade (cfr. Ef. 1,9), segundo o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm
acesso ao Pai no Espírito Santo e se tornam participantes da natureza divina (cfr. Ef. 2,18; 2 Ped.
1,4). Dei Verbum,2
“Aquele que me vê, vê aquele que me enviou” (Jo 12,45)
“Se me conhecêsseis, também certamente conheceríeis meu Pai; desde agora já o conheceis, pois
o tendes visto”. (Jo 14,7)
CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEI VERBUM – SOBRE A REVELAÇÃO DIVINA
Consumação e plenitude da revelação
Depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos Deus nestes nossos
dias, que são os últimos, através de Seu Filho (Heb. 1, 1-2). Dei Verbum,4
Preparação da revelação
Deus, criando e conservando todas as coisas pelo Verbo (cfr. Jo. 1,3), oferece aos homens um
testemunho perene de Si mesmo na criação (cfr. Rom. 1, 1-20) e, além disso, decidindo abrir o
caminho da salvação sobrenatural, manifestou-se a Si mesmo, desde o princípio, aos nossos
primeiros pais. Depois da sua queda, com a promessa de redenção, deu-lhes a esperança da
salvação. (cfr. Gén. 3,15)
No devido tempo chamou Abraão, para fazer dele pai dum grande povo (cfr. Gén. 12,2), povo que,
depois dos patriarcas, ele instruiu, por meio de Moisés e dos profetas, para que o reconhecessem
como único Deus vivo e verdadeiro, pai providente e juiz justo, e para que esperassem o Salvador
prometido; assim preparou Deus através dos tempos o caminho ao Evangelho. Dei Verbum,3
CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEI VERBUM – SOBRE A REVELAÇÃO DIVINA
Aceitação da revelação pela fé
Como se aceita essa revelação divina?
Recebe-se pela fé. A certeza daquilo que não se vê. “A fé é o fundamento da esperança, é uma
certeza a respeito do que não se vê” (Hb 11,1).
“Para prestar esta adesão da fé, são necessários a prévia e concomitante ajuda da graça divina e os
interiores auxílios do Espírito Santo, o qual move e converte a Deus o coração, abre os olhos do
entendimento, e dá «a todos a suavidade em aceitar e crer a verdade». Para que a compreensão da
revelação seja sempre mais profunda, o mesmo Espírito Santo aperfeiçoa sem cessar a fé mediante
os seus dons.” Dei Verbum,5
A TRANSMISSÃO DA REVELAÇÃO DIVINA
A integralidade da transmissão, da revelação divina é mantida pelos apóstolos e pelos seus
sucessores, os nossos pastores, os nossos bispos.
“Deus dispôs amorosamente que permanecesse integro e fosse transmitido a todas as gerações
tudo quanto tinha revelado para salvação de todos os povos.
Isto foi realizado com fidelidade, tanto pelos Apóstolos que, na sua pregação oral, exemplos e
instituições, transmitiram aquilo que tinham recebido dos lábios, trato e obras de Cristo, e o que
tinham aprendido por inspiração do Espírito Santo, como por aqueles Apóstolos e varões
apostólicos que, sob a inspiração do mesmo Espírito Santo, escreveram a mensagem da salvação.”
Os Apóstolos deixaram os Bispos como seus sucessores, «entregando lhes o seu próprio ofício de
magistério». Portanto, está sagrada Tradição e a Sagrada Escritura dos dois Testamentos são como
um espelho no qual a Igreja peregrina na terra contempla a Deus, de quem tudo recebe, até ser
conduzida a vê-lo face a face tal qual Ele é (cfr. 1 Jo. 3,2). Dei Verbum,7
A INTER-RELAÇÃO ENTRE A SAGRADA TRADIÇÃO E A SAGRADA ESCRITURA
A Sagrada Tradição: costumes, tradição oral dos apóstolos, transmitida a nós hoje através da
sucessão apostólica, ensinamento oral de Jesus Cristo e dos Apóstolos.
A Sagrada Escritura: Livros canônicos, livros inspirados por Deus, dados ao homem para a
edificação e para a orientação da caminhada do homem.
“Refere-se à transmissão do Evangelho de Nosso Senhor. Jesus, além de ensinar a seus apóstolos
com discursos e exemplos, ensinou-lhes uma maneira de orar, de atuar e de conviver. Esta era a
Tradição que os apóstolos guardavam na Igreja primitiva.”
“A sagrada Tradição, portanto, e a Sagrada Escritura estão intimamente unidas e compenetradas
entre si. Com efeito, derivando ambas da mesma fonte divina, fazem como que uma coisa só e
tendem ao mesmo fim. A Sagrada Escritura é a palavra de Deus enquanto foi escrita por inspiração
do Espírito Santo; a sagrada Tradição, por sua vez, transmite integralmente aos sucessores dos
Apóstolos a palavra de Deus confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos Apóstolos, para
que eles, com a luz do Espírito de verdade, a conservem, a exponham e a difundam fielmente na
sua pregação.” (Dei Verbum,9)
A INTER-RELAÇÃO ENTRE A SAGRADA TRADIÇÃO E A SAGRADA ESCRITURA
“O encargo de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita ou contida na Tradição (8), foi
confiado só ao magistério vivo da Igreja (9), cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo.
Este magistério não está acima da palavra de Deus, mas sim ao seu serviço, ensinando apenas o
que foi transmitido, enquanto, por mandato divino e com a assistência do Espírito Santo, a ouve
piamente, a guarda religiosamente e a expõe fielmente. (Dei Verbum,10)
A Escritura não pode ser Interpretada ao nosso próprio modo, ou seja, falarmos o que queremos e
transmitirmos verdades baseadas em premissas falsa.
Critérios básicos para a interpretação da sagrada escritura
 Conhecer o contexto no qual aquela escritura foi feita, aquela inspiração foi dada pelo Espírito
Santo.
 Conhecer o cenário, entrar na cena. Entrar na cena do Evangelho. Entrar na cena social e
política de Israel da época do texto
 Perguntar-se quais eram os costumes da época, e Jesus praticava muitos daqueles costumes.
Por que algumas regras não são aplicáveis aos dias de hoje?
Porque nossos costumes são diferente dos costumes de Israel, sobretudo da época de Jesus Cristo.
ANTIGO E NOVO TESTAMENTO
“Deus, inspirador e autor dos livros dos dois Testamentos, dispôs tão sabiamente as coisas, que o
Novo Testamento está latente no Antigo, e o Antigo está patente no Novo.” (Dei Verbum,16)
O que ratifica que o Antigo Testamento não está vencido, mas é plenamente válido para todos os
cristãos.
“O Antigo Testamento destina-se sobretudo a preparar, a anunciar profeticamente e a simbolizar
com várias figuras o advento de Cristo. Segundo a condição do género humano antes do tempo da
salvação estabelecida por Cristo, manifestam a todos o conhecimento de Deus e do homem, e o
modo com que Deus justo e misericordioso trata os homens.” (Dei Verbum,15)
Todas as promessas feitas no Antigo Testamento se cumprem no Novo.
“Depois disso, acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo: vossos filhos e
vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens terão visões. Naqueles
dias, derramarei também o meu Espírito sobre os escravos e as escravas.” (Joel 3,1-2)
Quando é que isso acontece de maneira universal, plena? Em Pentecostes, no Novo Testamento.
A IGREJA VENERA AS SAGRADAS ESCRITURAS
“A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não
deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer
da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo.” Dei Verbum, 21
Então nesse sentido, desde a antiquíssima Tradição, os cristãos comungam, de duas mesas:
O pão que os alimenta, o Pão da Vida, a EUCARÍSTIA.
O pão da palavra, a SAGRADA ESCRITURA, a Palavra de Deus que constitui o alimento da alma, pura
e perene fonte da vida espiritual
“É necessário, por isso, que todos os clérigos e sobretudo os sacerdotes de Cristo e outros que,
como os diáconos e os catequistas, se consagram legitimamente ao ministério da palavra,
mantenham um contacto íntimo com as Escrituras, mediante a leitura assídua e o estudo aturado,
a fim de que nenhum deles se torne «pregador vão e superficial da palavra de Deus. por não a
ouvir de dentro» (4), tendo, como têm, a obrigação de comunicar aos fiéis que lhes estão confiados
as grandíssimas riquezas da palavra divina, sobretudo na sagrada Liturgia.” (Dei Verbum,25)
“Ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo” São Jerônimo
CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEN GENTIUM - SOBRE A IGREJA
A Constituição Dogmática Lumen Gentium, sobre a Igreja que é luz dos povos. É um documento
fundamental sobre o papel e missão da Igreja. A luz de Cristo resplandece no rosto da Igreja, neste
sentido a Igreja é sacramento, é sinal visível da graça de Deus, é projeto salvífico do Pai, é obra do
Filho, é o povo de Deus unido pelo amor da Santíssima Trindade.
E quem é a Igreja?
O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis, como num templo (cfr. 1 Cor. 3,16; 6,19), e
dentro deles ora e dá testemunho da adopção de filhos (cfr. Gál. 4,6; Rom. 8, 15-16. 26). A Igreja,
que Ele conduz à verdade total (cfr. Jo. 16,13) e unifica na comunhão e no ministério, enriquece-a E
Ele guia-a com diversos dons hierárquicos e carismáticos e adorna-a com os seus frutos (cfr. Ef. 4,
11-12; 1 Cor. 12,4; Gál. 5,22). Pela força do Evangelho rejuvenesce a Igreja e renova-a
continuamente e leva-a à união perfeita com o seu Esposo. (Lumen Gentium,4)
É o edifício espiritual construído por Cristo, sustentado e assistido de forma perene pelo Espírito
Santo.
CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEN GENTIUM - SOBRE A IGREJA
“Além disso, este mesmo Espírito Santo não só santifica e conduz o Povo de Deus por meio dos
sacramentos e ministérios e o adorna com virtudes, mas «distribuindo a cada um os seus dons
como lhe apraz» (1 Cor. 12,11), distribui também graças especiais entre os fiéis de todas as classes,
as quais os tornam aptos e dispostos a tomar diversas obras e encargos, proveitosos para a
renovação e cada vez mais ampla edificação da Igreja, segundo aquelas palavras: ; «a cada qual se
concede a manifestação do Espírito em ordem ao bem comum» (1 Cor. 12,7). Estes carismas, quer
sejam os mais elevados, quer também os mais simples e comuns, devem ser recebidos com acção
de graças e consolação, por serem muito acomodados e úteis às necessidades da Igreja.”(Lumen
Gentium,12)
Vem nos assegurar que os carismas são perfeitamente acomodados e úteis às necessidades da
Igreja desde de sempre.
CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEN GENTIUM - SOBRE A IGREJA
O documento também narra as diversas imagens da Igreja. Como os bispos vem a Igreja de Deus:
• A Igreja como um redil: um rebanho alimentado pelo Bom pastor
• A Igreja como uma grande lavoura, um campo de Deus
• A Igreja como uma construção de Deus
• A Igreja como a grande família de Deus
• A Igreja como a esposa amada de Cristo
• A Igreja como Corpo Místico de Cristo
• A Igreja como instrumento de Redenção universal
CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEN GENTIUM - SOBRE A IGREJA
O sacerdócio comum
A Lumen Gentium nos mostra, como leigos, todos nós participamos do sacerdócio comum dos fiéis
batizados.
“O Povo santo de Deus participa também da função profética de Cristo, difundindo o seu
testemunho vivo, sobretudo pela vida de fé e de caridade oferecendo a Deus o sacrifício de louvor,
fruto dos lábios que confessam o Seu nome.” (Lumen Gentium, 12)
Todos os discípulos de Cristo, perseverando na oração e no louvor a Deus, ofereçam-se também a si
mesmos como hóstias vivas, santas e agradáveis a Deus. Deem testemunho de Cristo em toda
parte.
Universalidade do povo de Deus
“Ao novo Povo de Deus todos os homens são chamados. Por isso, este Povo, permanecendo uno e
único, deve estender-se a todo o mundo e por todos os séculos, para se cumprir o desígnio da
vontade de Deus que, no princípio, criou uma só natureza humana e resolveu juntar em unidade
todos os seus filhos que estavam dispersos.” (Lumen Gentium, 13)
CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEN GENTIUM - SOBRE A IGREJA
Caráter missionário da Igreja
Uma Igreja caminhante, atualizada, que não cessa de marchar rumo aos irmãos, em marcha
missionária, uma Igreja em saída, para que outros povos sejam cativados pelo nosso testemunho
de vida, nossa missionariedade.
Sendo os leigos protagonistas de um testemunho eloquente de vida em seu tecido social, no seu
dia a dia, no seu cotidiano.
A vocação universal à santidade na Igreja
Somos convidados a viver a vocação universal à santidade na Igreja. Todos são chamados à
santidade, quer pertençam à hierarquia, quer pertençam ao laicato, nos diversos estados de vida.
Essa santidade se manifesta pela ação do Espírito Santo. Cristo, Mestre e modelo de perfeição é o
parâmetro dos fiéis.
Como obter a santidade, como corresponder a esse chamado?
Em incessante busca pela Palavra de Deus, participação nos Sacramentos, aplicando-se à oração,
dedicando-as à caridade, exercitando-se constantemente em todas as virtudes.
CONSTITUIÇÃO PASTORAL GAUDIUM ET SPES- SOBRE A IGREJA NO MUNDO ATUAL
“As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres
e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias
dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco
no seu coração. Porque a sua comunidade é formada por homens, que, reunidos em Cristo, são
guiados pelo Espírito Santo na sua peregrinação em demanda do reino do Pai, e receberam a
mensagem da salvação para a comunicar a todos. Por este motivo, a Igreja sente-se real e
intimamente ligada ao género humano e à sua história.” (Gaudium et Spes,1)
“Nos nossos dias, a humanidade, cheia de admiração ante as próprias descobertas e poder, debate,
porém, muitas vezes, com angústia, as questões relativas à evolução actual do mundo, ao lugar e
missão do homem no universo, ao significado do seu esforço individual e colectivo, enfim, ao último
destino das criaturas e do homem.” (Gaudium et Spes,3)
“O Concílio, testemunhando e expondo a fé do Povo de Deus por Cristo congregado, não pode
manifestar mais eloquentemente a sua solidariedade, respeito e amor para com a inteira família
humana, na qual está inserido, do que estabelecendo com ela diálogo sobre esses vários
problemas, aportando a luz do Evangelho e pondo à disposição do género humano as energias
salvadoras que a Igreja, conduzida pelo Espírito Santo.” (Gaudium et Spes,3)
CONSTITUIÇÃO PASTORAL GAUDIUM ET SPES- SOBRE A IGREJA NO MUNDO ATUAL
CONSTITUIÇÃO PASTORAL GAUDIUM ET SPES- SOBRE A IGREJA NO MUNDO ATUAL
Qual é a verdadeira aspiração universal do homem do homem?
O que a Igreja pensa sobre o homem?
Promover a dignidade do homem
“A ordem social e o seu progresso devem, pois, reverter sempre em bem das pessoas, já que a
ordem das coisas deve estar subordinada à ordem das pessoas e não ao contrário; foi o próprio
Senhor quem o insinuou ao dizer que o sábado fora feito para o homem, não o homem para o
sábado (6). Essa ordem, fundada na verdade, construída sobre a justiça e vivificada pelo amor, deve
ser cada vez mais desenvolvida e, na liberdade, deve encontrar um equilíbrio cada vez mais humano
(7). Para o conseguir, será necessária a renovação da mentalidade e a introdução de amplas
reformas sociais.” (Gaudium et Spes,26)
“O Concílio exorta os cristãos, cidadãos de ambas as cidades, a que procurem cumprir fielmente os
seus deveres terrenos, guiados pelo espírito do Evangelho. Afastam-se da verdade os que, sabendo
que não temos aqui na terra uma cidade permanente, mas que vamos em demanda da futura (13),
pensam que podem por isso descuidar os seus deveres terrenos, sem atenderem a que a própria fé
ainda os obriga mais a cumpri-los, segundo a vocação própria de cada um.” (Gaudium et Spes,43)
CONSTITUIÇÃO PASTORAL GAUDIUM ET SPES- SOBRE A IGREJA NO MUNDO ATUAL
Alguns problemas urgentes no mundo atual:
• O problema do matrimônio degradado e da família no mundo atual.
• A santidade do matrimonio e da família.
• O autêntico amor conjugal, casais maduros que se amam, se respeitam, se toleram.
• A fecundidade do matrimonio, pois nós fomos criados para contribuir com Deus
DECRETO AD GENTES - SOBRE A ATIVIDADE MISSIONÁRIA NA IGREJA
A Igreja peregrina é por natureza missionária. Ela se origina da missão do Filho e da missão do
Espirito Santo.
“Continuando esta missão e explicitando através da história a missão do próprio Cristo, que foi
enviado a evangelizar os pobres, a Igreja, movida pelo Espírito Santo, deve seguir o mesmo
caminho de Cristo: o caminho da pobreza, da obediência, do serviço e da imolação própria até à
morte, morte de que Ele saiu vencedor pela sua ressurreição. Foi assim também que todos os
Apóstolos caminharam na esperança completando com muitas tribulações e fadigas o que faltava
aos trabalhos de Cristo pelo seu corpo, que é a Igreja (32). Muitas vezes, mesmo, a semente foi o
sangue dos cristãos (33).” (Ad Gentes,5)
DECRETO APOSTOLICAM ACTUOSITATEM- SOBRE O APOSTOLADO DOS LEIGOS
“Os leigos, dado que são participantes do múnus sacerdotal, profético e real de Cristo, têm um
papel próprio a desempenhar na missão do inteiro Povo de Deus, na Igreja e no mundo (2).
Exercem, com efeito, apostolado com a sua acção para evangelizar e santificar os homens e para
impregnar e aperfeiçoar a ordem temporal com o espírito do Evangelho; deste modo, a sua
actividade nesta ordem dá claro testemunho de Cristo e contribui para a salvação dos homens. E
sendo próprio do estado dos leigos viver no meio do mundo e das ocupações seculares, eles são
chamados por Deus para, cheios de fervor cristão, exercerem como fermento o seu apostolado no
meio do mundo.” (Apostolicam Actuositatem,2)
O apostolado para a evangelização e santificação do mundo
“A missão da Igreja tem como fim a salvação dos homens, a alcançar pela fé em Cristo e pela sua
graça. Por este motivo, o apostolado da Igreja e de todos os seus membros ordena-se, antes de
mais, a manifestar ao mundo, por palavras e obras, a mensagem de Cristo, e a comunicar a sua
graça. Isto realiza-se sobretudo por meio do ministério da palavra e dos sacramentos,
especialmente confiado ao clero, no qual também os leigos têm grande papel a desempenhar, para
se tornarem «cooperadores da verdade» (3 Jo. 8). É sobretudo nesta ordem que o apostolado dos
leigos e o ministério pastoral se completam mùtuamente.” (Apostolicam Actuositatem,6)
DECRETO APOSTOLICAM ACTUOSITATEM- SOBRE O APOSTOLADO DOS LEIGOS
DECRETO UNITATIS REDINTEGRATIO - SOBRE O ECUMENISMO
“Promover a restauração da unidade entre todos os cristãos é um dos principais propósitos do
sagrado Concílio Ecuménico Vaticano II. Pois Cristo Senhor fundou uma só e única Igreja. Todavia,
são numerosas as Comunhões cristãs que se apresentam aos homens como a verdadeira herança de
Jesus Cristo. Todos, na verdade, se professam discípulos do Senhor, mas têm pareceres diversos e
caminham por rumos diferentes, como se o próprio Cristo estivesse dividido(1). Esta divisão, porém,
contradiz abertamente a vontade de Cristo, e é escândalo para o mundo, como também prejudica a
santíssima causa da pregação do Evangelho a toda a criatura.” (Unitatis Redintegratio,1)
“O Senhor dos séculos, porém, prossegue sábia e pacientemente o plano de sua graça a favor de
nós pecadores. Começou ultimamente a infundir de modo mais abundante nos cristãos separados
entre si a compunção de coração e o desejo de união. Por toda a parte, muitos homens sentiram o
impulso desta graça. Também surgiu entre os nossos irmãos separados, por moção da graça do
Espirito Santo, um movimento cada vez mais intenso em ordem à restauração da unidade de todos
os cristãos. Este movimento de unidade é chamado ecuménico.” (Unitatis Redintegratio,1)
“É, sem dúvida, necessário que os fiéis católicos na empresa ecuménica se preocupem com os
irmãos separados, rezando por eles, comunicando com eles sobre assuntos da Igreja, dando os
primeiros passos em direcção a eles. Sobretudo, porém, examinam com espírito sincero e atento
aquelas coisas que na própria família católica devem ser renovadas e realizadas para que a sua vida
dê um testemunho mais fiel e luminoso da doutrina e dos ensinamentos recebidos de Cristo, através
dos Apóstolos.” (Unitatis Redintegratio,4)
CONCLUSÃO
Todos esses documentos que vimos do Concílio Vaticano II são de fundamental importância para a
vida de um formador.
É importante ler cada um desses documentos na integra. Aprofundar-se e deixar que o Espirito
Santo revele aquilo que esta as letras do documento para crescermos em santidade e missão

Formação de Formadores III - Documentos Concílio.pptx

  • 1.
    FORMAÇÃO DE FORMADORES OSDOCUMENTOS DO CONCÍLIO VATICANO II APOSTILA 03- CAPÍTULO 03
  • 2.
    INTRODUÇÃO O Concílio produziuuma vasta documentação doutrinária, de fé e pastoral.
  • 3.
    INTRODUÇÃO Esses documentos, deacordo com a sua importância e temática, são classificados como: Constituições são as de maior importância e tratam de assuntos fundamentais a nossa fé. Uma “Constituição Apostólica” é um documento do Magistério Pontifício, ou seja, promulgado pessoalmente pelo Santo Padre, cujo conteúdo, com valor de decreto, abrange o ensinamento definitivo da Igreja a respeito de um determinado assunto. Trata-se, portanto, de um tipo particularmente solene e importante documento da Igreja. Elas podem ser Constituição Dogmática ou Constituição Pastoral ( Disciplinares e Conciliares). Constituição Dogmática, quando contêm matéria de fé em que todo católico deve crer; Constituição Pastoral, quando contêm diretrizes da Igreja sobre a sua ação prática junto aos fiéis. Nada impede, porém, que um documento pontifício seja classificado apenas genericamente como “Constituição Apostólica”, sem a especificação “dogmática” ou “pastoral”. Constituições Dogmáticas: a Dei Verbum (Sobre a Revelação Divina) e a Lumen Gentium (Sobre a Igreja) Constituições Pastorais Conciliares: a Sacrosanctum Concilium (Sobre a Sagrada Liturgia da Igreja) e a Gaudium et Spes (Sobre a Igreja no Mundo atual)
  • 4.
    INTRODUÇÃO As Declarações, comoo nome já nos diz, apresentam declarações advindas de autoridades eclesiásticas. As produzidas pelo Concílio foram três: Gravissimum Educationis (Sobre a Educação Cristã), Nostra Aetate (Sobre a Igreja e as Religiões não-Cristãs) e Dignitatis Humanae (Sobre a Liberdade Religiosa) Os Decretos não diferem muito da compreensão que já temos a partir do Direito Civil, tratam-se de declarações que determinam o cumprimento de decisões de uma autoridade. As autoridades hierárquicas da Igreja (Papa, Bispos, Padres e Diáconos) podem criar Decretos, dentro de seus limites de autoridade, a respeito de determinado assunto. Neste caso temos Decretos Conciliares porque foram produzidos pelo Concílio e receberam a assinatura do Papa. São nove os Decretos do Vaticano II: Ad Gentes (Sobre a Atividade Missionária da Igreja), Presbyterorum Ordinis (Sobre o Ministério e a Vida dos Sacerdotes), Apostolicam Actuositatem (Sobre o Apostolado dos Leigos), Optatam Totius (Sobre a Formação Sacerdotal), Perfectae Caritatis (Sobre a Conveniente Renovação da Vida Religiosa), Christus Dominus (Sobre o Múnus Pastoral dos Bispos na Igreja), Unitatis Redintegratio (Sobre o Ecumenismo), Orientalium Ecclesiarum (Sobre as Igrejas Orientais Católicas) e Inter Mirifica (Sobre os Meios de Comunicação Social).
  • 5.
    INTRODUÇÃO Veremos os seismais relevantes para nós leigos: DEI VERBUM sobre a Revelação Divina LUMEN GENTIUM sobre a Igreja GAUDIUM ET SPES sobre a Igreja no Mundo Atual AD GENTES sobre a Atividade Missionária da igreja APOSTOLICAM ACTUOSITATEM sobre o Apostolado dos Leigos UNITATIS REDINTEGRATIO sobre o Ecumenismo
  • 6.
    CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEIVERBUM – SOBRE A REVELAÇÃO DIVINA A REVELAÇÃO DE SI MESMA Aprouve a Deus, na sua bondade e sabedoria, revelar-se a Si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade (cfr. Ef. 1,9), segundo o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo e se tornam participantes da natureza divina (cfr. Ef. 2,18; 2 Ped. 1,4). Dei Verbum,2 “Aquele que me vê, vê aquele que me enviou” (Jo 12,45) “Se me conhecêsseis, também certamente conheceríeis meu Pai; desde agora já o conheceis, pois o tendes visto”. (Jo 14,7)
  • 7.
    CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEIVERBUM – SOBRE A REVELAÇÃO DIVINA Consumação e plenitude da revelação Depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos Deus nestes nossos dias, que são os últimos, através de Seu Filho (Heb. 1, 1-2). Dei Verbum,4 Preparação da revelação Deus, criando e conservando todas as coisas pelo Verbo (cfr. Jo. 1,3), oferece aos homens um testemunho perene de Si mesmo na criação (cfr. Rom. 1, 1-20) e, além disso, decidindo abrir o caminho da salvação sobrenatural, manifestou-se a Si mesmo, desde o princípio, aos nossos primeiros pais. Depois da sua queda, com a promessa de redenção, deu-lhes a esperança da salvação. (cfr. Gén. 3,15) No devido tempo chamou Abraão, para fazer dele pai dum grande povo (cfr. Gén. 12,2), povo que, depois dos patriarcas, ele instruiu, por meio de Moisés e dos profetas, para que o reconhecessem como único Deus vivo e verdadeiro, pai providente e juiz justo, e para que esperassem o Salvador prometido; assim preparou Deus através dos tempos o caminho ao Evangelho. Dei Verbum,3
  • 8.
    CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEIVERBUM – SOBRE A REVELAÇÃO DIVINA Aceitação da revelação pela fé Como se aceita essa revelação divina? Recebe-se pela fé. A certeza daquilo que não se vê. “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê” (Hb 11,1). “Para prestar esta adesão da fé, são necessários a prévia e concomitante ajuda da graça divina e os interiores auxílios do Espírito Santo, o qual move e converte a Deus o coração, abre os olhos do entendimento, e dá «a todos a suavidade em aceitar e crer a verdade». Para que a compreensão da revelação seja sempre mais profunda, o mesmo Espírito Santo aperfeiçoa sem cessar a fé mediante os seus dons.” Dei Verbum,5
  • 9.
    A TRANSMISSÃO DAREVELAÇÃO DIVINA A integralidade da transmissão, da revelação divina é mantida pelos apóstolos e pelos seus sucessores, os nossos pastores, os nossos bispos. “Deus dispôs amorosamente que permanecesse integro e fosse transmitido a todas as gerações tudo quanto tinha revelado para salvação de todos os povos. Isto foi realizado com fidelidade, tanto pelos Apóstolos que, na sua pregação oral, exemplos e instituições, transmitiram aquilo que tinham recebido dos lábios, trato e obras de Cristo, e o que tinham aprendido por inspiração do Espírito Santo, como por aqueles Apóstolos e varões apostólicos que, sob a inspiração do mesmo Espírito Santo, escreveram a mensagem da salvação.” Os Apóstolos deixaram os Bispos como seus sucessores, «entregando lhes o seu próprio ofício de magistério». Portanto, está sagrada Tradição e a Sagrada Escritura dos dois Testamentos são como um espelho no qual a Igreja peregrina na terra contempla a Deus, de quem tudo recebe, até ser conduzida a vê-lo face a face tal qual Ele é (cfr. 1 Jo. 3,2). Dei Verbum,7
  • 10.
    A INTER-RELAÇÃO ENTREA SAGRADA TRADIÇÃO E A SAGRADA ESCRITURA A Sagrada Tradição: costumes, tradição oral dos apóstolos, transmitida a nós hoje através da sucessão apostólica, ensinamento oral de Jesus Cristo e dos Apóstolos. A Sagrada Escritura: Livros canônicos, livros inspirados por Deus, dados ao homem para a edificação e para a orientação da caminhada do homem. “Refere-se à transmissão do Evangelho de Nosso Senhor. Jesus, além de ensinar a seus apóstolos com discursos e exemplos, ensinou-lhes uma maneira de orar, de atuar e de conviver. Esta era a Tradição que os apóstolos guardavam na Igreja primitiva.” “A sagrada Tradição, portanto, e a Sagrada Escritura estão intimamente unidas e compenetradas entre si. Com efeito, derivando ambas da mesma fonte divina, fazem como que uma coisa só e tendem ao mesmo fim. A Sagrada Escritura é a palavra de Deus enquanto foi escrita por inspiração do Espírito Santo; a sagrada Tradição, por sua vez, transmite integralmente aos sucessores dos Apóstolos a palavra de Deus confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos Apóstolos, para que eles, com a luz do Espírito de verdade, a conservem, a exponham e a difundam fielmente na sua pregação.” (Dei Verbum,9)
  • 11.
    A INTER-RELAÇÃO ENTREA SAGRADA TRADIÇÃO E A SAGRADA ESCRITURA “O encargo de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita ou contida na Tradição (8), foi confiado só ao magistério vivo da Igreja (9), cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo. Este magistério não está acima da palavra de Deus, mas sim ao seu serviço, ensinando apenas o que foi transmitido, enquanto, por mandato divino e com a assistência do Espírito Santo, a ouve piamente, a guarda religiosamente e a expõe fielmente. (Dei Verbum,10) A Escritura não pode ser Interpretada ao nosso próprio modo, ou seja, falarmos o que queremos e transmitirmos verdades baseadas em premissas falsa. Critérios básicos para a interpretação da sagrada escritura  Conhecer o contexto no qual aquela escritura foi feita, aquela inspiração foi dada pelo Espírito Santo.  Conhecer o cenário, entrar na cena. Entrar na cena do Evangelho. Entrar na cena social e política de Israel da época do texto  Perguntar-se quais eram os costumes da época, e Jesus praticava muitos daqueles costumes. Por que algumas regras não são aplicáveis aos dias de hoje? Porque nossos costumes são diferente dos costumes de Israel, sobretudo da época de Jesus Cristo.
  • 12.
    ANTIGO E NOVOTESTAMENTO “Deus, inspirador e autor dos livros dos dois Testamentos, dispôs tão sabiamente as coisas, que o Novo Testamento está latente no Antigo, e o Antigo está patente no Novo.” (Dei Verbum,16) O que ratifica que o Antigo Testamento não está vencido, mas é plenamente válido para todos os cristãos. “O Antigo Testamento destina-se sobretudo a preparar, a anunciar profeticamente e a simbolizar com várias figuras o advento de Cristo. Segundo a condição do género humano antes do tempo da salvação estabelecida por Cristo, manifestam a todos o conhecimento de Deus e do homem, e o modo com que Deus justo e misericordioso trata os homens.” (Dei Verbum,15) Todas as promessas feitas no Antigo Testamento se cumprem no Novo. “Depois disso, acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo: vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens terão visões. Naqueles dias, derramarei também o meu Espírito sobre os escravos e as escravas.” (Joel 3,1-2) Quando é que isso acontece de maneira universal, plena? Em Pentecostes, no Novo Testamento.
  • 13.
    A IGREJA VENERAAS SAGRADAS ESCRITURAS “A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo.” Dei Verbum, 21 Então nesse sentido, desde a antiquíssima Tradição, os cristãos comungam, de duas mesas: O pão que os alimenta, o Pão da Vida, a EUCARÍSTIA. O pão da palavra, a SAGRADA ESCRITURA, a Palavra de Deus que constitui o alimento da alma, pura e perene fonte da vida espiritual “É necessário, por isso, que todos os clérigos e sobretudo os sacerdotes de Cristo e outros que, como os diáconos e os catequistas, se consagram legitimamente ao ministério da palavra, mantenham um contacto íntimo com as Escrituras, mediante a leitura assídua e o estudo aturado, a fim de que nenhum deles se torne «pregador vão e superficial da palavra de Deus. por não a ouvir de dentro» (4), tendo, como têm, a obrigação de comunicar aos fiéis que lhes estão confiados as grandíssimas riquezas da palavra divina, sobretudo na sagrada Liturgia.” (Dei Verbum,25) “Ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo” São Jerônimo
  • 14.
    CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMENGENTIUM - SOBRE A IGREJA A Constituição Dogmática Lumen Gentium, sobre a Igreja que é luz dos povos. É um documento fundamental sobre o papel e missão da Igreja. A luz de Cristo resplandece no rosto da Igreja, neste sentido a Igreja é sacramento, é sinal visível da graça de Deus, é projeto salvífico do Pai, é obra do Filho, é o povo de Deus unido pelo amor da Santíssima Trindade. E quem é a Igreja? O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis, como num templo (cfr. 1 Cor. 3,16; 6,19), e dentro deles ora e dá testemunho da adopção de filhos (cfr. Gál. 4,6; Rom. 8, 15-16. 26). A Igreja, que Ele conduz à verdade total (cfr. Jo. 16,13) e unifica na comunhão e no ministério, enriquece-a E Ele guia-a com diversos dons hierárquicos e carismáticos e adorna-a com os seus frutos (cfr. Ef. 4, 11-12; 1 Cor. 12,4; Gál. 5,22). Pela força do Evangelho rejuvenesce a Igreja e renova-a continuamente e leva-a à união perfeita com o seu Esposo. (Lumen Gentium,4) É o edifício espiritual construído por Cristo, sustentado e assistido de forma perene pelo Espírito Santo.
  • 15.
    CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMENGENTIUM - SOBRE A IGREJA “Além disso, este mesmo Espírito Santo não só santifica e conduz o Povo de Deus por meio dos sacramentos e ministérios e o adorna com virtudes, mas «distribuindo a cada um os seus dons como lhe apraz» (1 Cor. 12,11), distribui também graças especiais entre os fiéis de todas as classes, as quais os tornam aptos e dispostos a tomar diversas obras e encargos, proveitosos para a renovação e cada vez mais ampla edificação da Igreja, segundo aquelas palavras: ; «a cada qual se concede a manifestação do Espírito em ordem ao bem comum» (1 Cor. 12,7). Estes carismas, quer sejam os mais elevados, quer também os mais simples e comuns, devem ser recebidos com acção de graças e consolação, por serem muito acomodados e úteis às necessidades da Igreja.”(Lumen Gentium,12) Vem nos assegurar que os carismas são perfeitamente acomodados e úteis às necessidades da Igreja desde de sempre.
  • 16.
    CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMENGENTIUM - SOBRE A IGREJA O documento também narra as diversas imagens da Igreja. Como os bispos vem a Igreja de Deus: • A Igreja como um redil: um rebanho alimentado pelo Bom pastor • A Igreja como uma grande lavoura, um campo de Deus • A Igreja como uma construção de Deus • A Igreja como a grande família de Deus • A Igreja como a esposa amada de Cristo • A Igreja como Corpo Místico de Cristo • A Igreja como instrumento de Redenção universal
  • 17.
    CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMENGENTIUM - SOBRE A IGREJA O sacerdócio comum A Lumen Gentium nos mostra, como leigos, todos nós participamos do sacerdócio comum dos fiéis batizados. “O Povo santo de Deus participa também da função profética de Cristo, difundindo o seu testemunho vivo, sobretudo pela vida de fé e de caridade oferecendo a Deus o sacrifício de louvor, fruto dos lábios que confessam o Seu nome.” (Lumen Gentium, 12) Todos os discípulos de Cristo, perseverando na oração e no louvor a Deus, ofereçam-se também a si mesmos como hóstias vivas, santas e agradáveis a Deus. Deem testemunho de Cristo em toda parte. Universalidade do povo de Deus “Ao novo Povo de Deus todos os homens são chamados. Por isso, este Povo, permanecendo uno e único, deve estender-se a todo o mundo e por todos os séculos, para se cumprir o desígnio da vontade de Deus que, no princípio, criou uma só natureza humana e resolveu juntar em unidade todos os seus filhos que estavam dispersos.” (Lumen Gentium, 13)
  • 18.
    CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMENGENTIUM - SOBRE A IGREJA Caráter missionário da Igreja Uma Igreja caminhante, atualizada, que não cessa de marchar rumo aos irmãos, em marcha missionária, uma Igreja em saída, para que outros povos sejam cativados pelo nosso testemunho de vida, nossa missionariedade. Sendo os leigos protagonistas de um testemunho eloquente de vida em seu tecido social, no seu dia a dia, no seu cotidiano. A vocação universal à santidade na Igreja Somos convidados a viver a vocação universal à santidade na Igreja. Todos são chamados à santidade, quer pertençam à hierarquia, quer pertençam ao laicato, nos diversos estados de vida. Essa santidade se manifesta pela ação do Espírito Santo. Cristo, Mestre e modelo de perfeição é o parâmetro dos fiéis. Como obter a santidade, como corresponder a esse chamado? Em incessante busca pela Palavra de Deus, participação nos Sacramentos, aplicando-se à oração, dedicando-as à caridade, exercitando-se constantemente em todas as virtudes.
  • 19.
    CONSTITUIÇÃO PASTORAL GAUDIUMET SPES- SOBRE A IGREJA NO MUNDO ATUAL “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração. Porque a sua comunidade é formada por homens, que, reunidos em Cristo, são guiados pelo Espírito Santo na sua peregrinação em demanda do reino do Pai, e receberam a mensagem da salvação para a comunicar a todos. Por este motivo, a Igreja sente-se real e intimamente ligada ao género humano e à sua história.” (Gaudium et Spes,1) “Nos nossos dias, a humanidade, cheia de admiração ante as próprias descobertas e poder, debate, porém, muitas vezes, com angústia, as questões relativas à evolução actual do mundo, ao lugar e missão do homem no universo, ao significado do seu esforço individual e colectivo, enfim, ao último destino das criaturas e do homem.” (Gaudium et Spes,3) “O Concílio, testemunhando e expondo a fé do Povo de Deus por Cristo congregado, não pode manifestar mais eloquentemente a sua solidariedade, respeito e amor para com a inteira família humana, na qual está inserido, do que estabelecendo com ela diálogo sobre esses vários problemas, aportando a luz do Evangelho e pondo à disposição do género humano as energias salvadoras que a Igreja, conduzida pelo Espírito Santo.” (Gaudium et Spes,3)
  • 20.
    CONSTITUIÇÃO PASTORAL GAUDIUMET SPES- SOBRE A IGREJA NO MUNDO ATUAL
  • 21.
    CONSTITUIÇÃO PASTORAL GAUDIUMET SPES- SOBRE A IGREJA NO MUNDO ATUAL Qual é a verdadeira aspiração universal do homem do homem? O que a Igreja pensa sobre o homem? Promover a dignidade do homem “A ordem social e o seu progresso devem, pois, reverter sempre em bem das pessoas, já que a ordem das coisas deve estar subordinada à ordem das pessoas e não ao contrário; foi o próprio Senhor quem o insinuou ao dizer que o sábado fora feito para o homem, não o homem para o sábado (6). Essa ordem, fundada na verdade, construída sobre a justiça e vivificada pelo amor, deve ser cada vez mais desenvolvida e, na liberdade, deve encontrar um equilíbrio cada vez mais humano (7). Para o conseguir, será necessária a renovação da mentalidade e a introdução de amplas reformas sociais.” (Gaudium et Spes,26) “O Concílio exorta os cristãos, cidadãos de ambas as cidades, a que procurem cumprir fielmente os seus deveres terrenos, guiados pelo espírito do Evangelho. Afastam-se da verdade os que, sabendo que não temos aqui na terra uma cidade permanente, mas que vamos em demanda da futura (13), pensam que podem por isso descuidar os seus deveres terrenos, sem atenderem a que a própria fé ainda os obriga mais a cumpri-los, segundo a vocação própria de cada um.” (Gaudium et Spes,43)
  • 22.
    CONSTITUIÇÃO PASTORAL GAUDIUMET SPES- SOBRE A IGREJA NO MUNDO ATUAL Alguns problemas urgentes no mundo atual: • O problema do matrimônio degradado e da família no mundo atual. • A santidade do matrimonio e da família. • O autêntico amor conjugal, casais maduros que se amam, se respeitam, se toleram. • A fecundidade do matrimonio, pois nós fomos criados para contribuir com Deus
  • 23.
    DECRETO AD GENTES- SOBRE A ATIVIDADE MISSIONÁRIA NA IGREJA A Igreja peregrina é por natureza missionária. Ela se origina da missão do Filho e da missão do Espirito Santo. “Continuando esta missão e explicitando através da história a missão do próprio Cristo, que foi enviado a evangelizar os pobres, a Igreja, movida pelo Espírito Santo, deve seguir o mesmo caminho de Cristo: o caminho da pobreza, da obediência, do serviço e da imolação própria até à morte, morte de que Ele saiu vencedor pela sua ressurreição. Foi assim também que todos os Apóstolos caminharam na esperança completando com muitas tribulações e fadigas o que faltava aos trabalhos de Cristo pelo seu corpo, que é a Igreja (32). Muitas vezes, mesmo, a semente foi o sangue dos cristãos (33).” (Ad Gentes,5)
  • 24.
    DECRETO APOSTOLICAM ACTUOSITATEM-SOBRE O APOSTOLADO DOS LEIGOS “Os leigos, dado que são participantes do múnus sacerdotal, profético e real de Cristo, têm um papel próprio a desempenhar na missão do inteiro Povo de Deus, na Igreja e no mundo (2). Exercem, com efeito, apostolado com a sua acção para evangelizar e santificar os homens e para impregnar e aperfeiçoar a ordem temporal com o espírito do Evangelho; deste modo, a sua actividade nesta ordem dá claro testemunho de Cristo e contribui para a salvação dos homens. E sendo próprio do estado dos leigos viver no meio do mundo e das ocupações seculares, eles são chamados por Deus para, cheios de fervor cristão, exercerem como fermento o seu apostolado no meio do mundo.” (Apostolicam Actuositatem,2) O apostolado para a evangelização e santificação do mundo “A missão da Igreja tem como fim a salvação dos homens, a alcançar pela fé em Cristo e pela sua graça. Por este motivo, o apostolado da Igreja e de todos os seus membros ordena-se, antes de mais, a manifestar ao mundo, por palavras e obras, a mensagem de Cristo, e a comunicar a sua graça. Isto realiza-se sobretudo por meio do ministério da palavra e dos sacramentos, especialmente confiado ao clero, no qual também os leigos têm grande papel a desempenhar, para se tornarem «cooperadores da verdade» (3 Jo. 8). É sobretudo nesta ordem que o apostolado dos leigos e o ministério pastoral se completam mùtuamente.” (Apostolicam Actuositatem,6)
  • 25.
    DECRETO APOSTOLICAM ACTUOSITATEM-SOBRE O APOSTOLADO DOS LEIGOS
  • 26.
    DECRETO UNITATIS REDINTEGRATIO- SOBRE O ECUMENISMO “Promover a restauração da unidade entre todos os cristãos é um dos principais propósitos do sagrado Concílio Ecuménico Vaticano II. Pois Cristo Senhor fundou uma só e única Igreja. Todavia, são numerosas as Comunhões cristãs que se apresentam aos homens como a verdadeira herança de Jesus Cristo. Todos, na verdade, se professam discípulos do Senhor, mas têm pareceres diversos e caminham por rumos diferentes, como se o próprio Cristo estivesse dividido(1). Esta divisão, porém, contradiz abertamente a vontade de Cristo, e é escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa da pregação do Evangelho a toda a criatura.” (Unitatis Redintegratio,1) “O Senhor dos séculos, porém, prossegue sábia e pacientemente o plano de sua graça a favor de nós pecadores. Começou ultimamente a infundir de modo mais abundante nos cristãos separados entre si a compunção de coração e o desejo de união. Por toda a parte, muitos homens sentiram o impulso desta graça. Também surgiu entre os nossos irmãos separados, por moção da graça do Espirito Santo, um movimento cada vez mais intenso em ordem à restauração da unidade de todos os cristãos. Este movimento de unidade é chamado ecuménico.” (Unitatis Redintegratio,1) “É, sem dúvida, necessário que os fiéis católicos na empresa ecuménica se preocupem com os irmãos separados, rezando por eles, comunicando com eles sobre assuntos da Igreja, dando os primeiros passos em direcção a eles. Sobretudo, porém, examinam com espírito sincero e atento aquelas coisas que na própria família católica devem ser renovadas e realizadas para que a sua vida dê um testemunho mais fiel e luminoso da doutrina e dos ensinamentos recebidos de Cristo, através dos Apóstolos.” (Unitatis Redintegratio,4)
  • 27.
    CONCLUSÃO Todos esses documentosque vimos do Concílio Vaticano II são de fundamental importância para a vida de um formador. É importante ler cada um desses documentos na integra. Aprofundar-se e deixar que o Espirito Santo revele aquilo que esta as letras do documento para crescermos em santidade e missão