SlideShare uma empresa Scribd logo

O ano da morte de r. reis

N
natttaas

Este documento fornece informações sobre o romance "O ano da morte de Ricardo Reis" de José Saramago, incluindo: 1) Uma contextualização histórica sobre Lisboa na época da narrativa; 2) Um resumo dos três primeiros capítulos, cobrindo a chegada de Ricardo Reis a Lisboa, seu passeio pela cidade e encontro com Fernando Pessoa no cemitério; 3) Breves descrições das personagens principais Ricardo Reis, Marcenda e Lídia.

1 de 8
Baixar para ler offline
Este documento foi elaborado com o
propósito de facilitar a elaboração de
fichasrelativas à obra “O ano da morte de
Ricardo Reis”. Para além disto, tem
tambémo intuitode permitiruma melhor
orientação na leitura daqueles que
pretendem ler a obra. Remarco que este
documento foi elaborado por uma aluna
e,por isso, a leitura e o basear no mesmo
é da inteiraresponsabilidade e escolha do
leitor. Espero que apreciem.
“O ano da
morte de
Ricardo Reis”
Resumos
NataliaLorenaSuciu
Conteúdo
Contextualização histórica.................................................................................................2
O romance O ano da Morte de Ricardo Reis .......................................................................3
Capitulo I .........................................................................................................................4
Capitulo II.........................................................................................................................5
Capitulo III........................................................................................................................7
Contextualização histórica
A cidade de Lisboa, na qual Ricardo Reis desembarca, a 29 de dezembro de 1935,-
regresso do Brasil, para onde viajou em 1919, última data na qual se conhecem noticias
deste heterónimo- encontra-se deserta, imóvel, cinzenta, triste, chuvosa e, pouco
atrativa, um quase degradado.
Para além disto, Lisboa é representada como uma cidade de contrastes. A
existência abundante de cafés luxuosos e a representação de um progresso nacional
definido pelo Estado Novo contrasta com:
 A sujidade e o barulho dos mercados;
 Os bairros pobres e degradados que eram, na verdade, a situação real do
país que o Estado Novo não demonstrava existir;
 Os bairros dos proscritos: a Mouraria.
Complementando o contraste físico da cidade, Lisboa era também local de
contrastes sociais acentuados, onde uma burguesia abastada e uma classe média
remediada (classe de cidadãos que ressurgiram de situação económicas decadentes)
contrastam com a pobreza extrema e os miseráveis que se tornavam no “incómodo da
sociedade”, mas, não eram referidos pelo regime Salazarista.
Por fim, as festividades como o Ano Novo, Carnaval e Páscoa, bem como as
manifestações de apoio ao regime, nada tinham a ver com a tristeza, desalento, a fome
e com as vitimas das inundações- devido às chuvas intensas, as inundações tornaram-se
um grande problema, não só para as vitimas dos mesmos que perderam as suas casas e
vidas com o transbordar do Tejo, mas também os agricultores e trabalhadores rurais
que viram as suas produções em risco.
O estado do tempo, a descrição do local e o ambiente sentido em Lisboa, é uma
metáfora do regime Salazarista, ou seja, uma metáfora do Estado Novo. É uma
metáfora no sentido em que, tal como o ambiente mórbido da cidade, o Estado
Novo cercava os cidadãos portugueses, reprimindo-os e retirando-lhes a vontade e
força de lutar pela mudança, de modo a reverter a situação em que se encontram-
situação representada, metaforicamente, pelo mau tempo.
O romance O ano da Morte de Ricardo Reis
Para melhor entender o romance, existe a necessidade de compreender a figura
do heterónimo de Ricardo Reis. O poeta Fernando Pessoa diz ter criado Ricardo Reis a 8
de março de 1914 (dia ao qual chamou de “triunfal”) e, com ele, foram criadas mais
duas figuras, a de Alberto Caeiro e Álvaro de Campos. Relativamente a Ricardo Reis,
Pessoa cria-o de forma diferente de si mesmo em todos os planos que o constituem
(físico, cultural, etc.).
Ainda que Ricardo Reis seja um heterónimo criado por Fernando Pessoa, José
Saramago, ao escrever o romance, não estava obrigado a seguir os critérios elaborados
pelo poeta acerca da sua personagem, mas, no entanto, não se afastou muito da figura
criada por Pessoa. Porém, ao longo da história, vão sendo atribuídas a Ricardo Reis
atitudes, decisões, ideias e sentimentos que Saramago decide atribuir-lhe.
É de salientar que José Saramago acompanhou a vaga de popularidade que surgiu
em torno de Fernando Pessoa, nos anos 80, pois nessa altura foram assinalados os
50 anos da sua morte e os 100 anos do seu nascimento (1888). Chama-se ainda a
atenção para o detalhe que Fernando Pessoa morre em 1935 e, Ricardo Reis,
desembarca em Lisboa a 29 de dezembro de 1935. Esta data é propositadamente
escolhida por José Saramago, talvez por representar na volta Ricardo Reis a
Portugal, o renascimento/ encarnação de Fernando Pessoa.
Para além disto, é importante referir que no 2º capitulo da obra, após a
deambulação por Lisboa, Ricardo Reis lê a noticia da morte de Fernando Pessoa e
visita o seu tumulo e, no 3º capitulo, existe realmente um encontro físico do
heterónimo com Fernando Pessoa, o qual só é visível para Ricardo Reis.
Saramago transforma Fernando Pessoa numa personagem desta obra, criando uma
interação entre Ricardo Reis e o falecido Pessoa.
Capitulo I
O romance tem inicio a 29 de dezembro de 1935 com a chegada de Ricardo Reis a
Lisboa,num dia chuvoso, cinzento e triste. Instala-seno Hotel Bragança,com vista sobre
o Cais Sodré e o rio Tejo. À hora do jantar avista uma jovem a terminar a sua sopa,
Marcenda.
O Cais do Sodré é o local da primeira instalação de Ricardo Reis, em Lisboa, assim
que o mesmo desembarca. Não é ao acasoque a personagemescolhe um localcom vista
para o rio, isto demarca a forma como a visão é fundamental no reencontro do
heterónimo com Lisboa- chama-se a atenção que Ricardo Reis, nesta obra, é uma
personagem independente do poeta ortónimo e, ainda que exista ao longo da obra uma
comunicação e ligação entre ambos, o heterónimo tem vontades e decisões próprias.
O primeiro gesto do personagem, aquando da sua instalação no Hotel Bragança-
ainda que com o mesmo nome, este não deve ser confundido com o hotel descrito em
“Os Maias- foi abrir uma das janelas e proceder à observação não só do rio Tejo mas
também à dos restantes hóspedes, do gerente, dos criados, etc.
Em seguida, aquando da hora de jantar, e já situado na sua mesa, R. Reis vai
observando os diferentes hóspedes que chegam para a refeição. Uma das hóspedes que
sesentara com o paina mesaem frente, chamou a atenção do personagem- o seu nome
era Marcenda, mas R. Reis só descobre mais tarde numa conversa com Lídia, uma
empregada do hotel.
No portode Lisboa,no momentode desembarque,ocorre a chegadade um navioinglês,
HighlandBrigade,repletode estrangeiros- faz-se umapequenareferênciaaalemães,
francesese ingleses.Neste momento,enfatiza-seocaraterdegradante da cidade de Lisboa
que causa mau estarnos recém-chegados,nãosópeloambiente cinzentoe triste, mas
tambémpelascondiçõesdaalfândega(local de passagemparaembarcarou desembarcar),
uma barracada velha,compouca luminosidade e cheirodesagradável.
Capitulo II
Após a instalação de R. Reis no Hotel Bragança, inicia-se a fase da deambulação
pelas ruas de Lisboa. Estamos a 30 de dezembro e o personagem lê a noticia da morte
de Fernando Pessoa. Este é o primeiro passeio que Ricardo Reis efetua, passando pelo
Chiado, subindo até à Praça Luís de Camões onde observa a estátua do poeta, o que o
leva a fazer reflexões sobre o significado que o poeta tem para a Nação, sobre a
importância da epopeia e aquilo que ela representa, relembra a história de Portugal, os
mitos e heróis do passado. Neste episódio, as reflexões do heterónimo são não só um
símbolo da pátria, mas também um símbolo de contestação contra o regime. Relembra-
se um passado glorioso em contraste com um presente degradado social, politica e
economicamente. A estátua de Camões representa assim o passado onde Portugal
resplandecia, daí a “claridade branca por trás de Luís de Camões, um nimbo”. O autor
dá a alcunha de D’Artagnan a Camões por estesegurar na mão direita uma espada. Estes
símbolos da história de Portugal, na época descrita em “Os Lusíadas” é uma manobra
de fortalecimento do regime usada por Salazar.
Após a leitura da noticia da morte do poeta Fernando Pessoa, Ricardo Reis
desloca-se ao Cemitério dos Prazeres, situado no limite do bairro do Campo de Ourique.
Este é o local de sepultura de Pessoa. Em seguida regressa de táxi para o Hotel onde
conhece Lídia e acaba por se informar sobre Marcenda- é através de Lídia que R. Reis
descobre que Marcenda é o nome da rapariga que comera a sopa no capitulo anterior.
É importante citar que R. Reis vai ter dois casos amorosos, um com cada uma das
empregadas, ao longo do romance.
Marcenda- provocava em R. Reis uma estranheza pelo seu nome gerundivo, original
e fatídico (significa “aquela que deve murchar”). Proveniente de Coimbra, de boas
famílias, bela e débil, o que favorece a aproximação dos dois, visto a semelhança
social, contrastando com o afastamento físico dado à idade de R. Reis, 25 anos mais
velho. A sua mão esquerda está paralisada desde a morte da mãe (fez-se referencia
à mão paralisada no jantar do 1º capitulo em que está a mesa com o pai acabando
de comer a sopa) que remete para a carência e fragilidade da personagem. É
submissa ao pai e incapaz de tomar as próprias decisões e simboliza o amor
imaterial e platónico (incapaz de se realizar).

Recomendados

Síntese José Saramago, O ano da morte de ricardo reis
Síntese José Saramago, O ano da morte de ricardo reisSíntese José Saramago, O ano da morte de ricardo reis
Síntese José Saramago, O ano da morte de ricardo reisCatarina Castro
 
"O Ano da Morte de Ricardo Reis" - Retoma de Conteúdos
"O Ano da Morte de Ricardo Reis" - Retoma de Conteúdos "O Ano da Morte de Ricardo Reis" - Retoma de Conteúdos
"O Ano da Morte de Ricardo Reis" - Retoma de Conteúdos Catarina Castro
 
"Quinto Império" - Mensagem de Fernando Pessoa
"Quinto Império" - Mensagem de Fernando Pessoa"Quinto Império" - Mensagem de Fernando Pessoa
"Quinto Império" - Mensagem de Fernando PessoaFilipaFonseca
 
Ricardo Reis - Análise do poema "Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio"...
Ricardo Reis - Análise do poema "Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio"...Ricardo Reis - Análise do poema "Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio"...
Ricardo Reis - Análise do poema "Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio"...FilipaFonseca
 
Alberto caeiro biografia e caracteristicas
Alberto caeiro biografia e caracteristicasAlberto caeiro biografia e caracteristicas
Alberto caeiro biografia e caracteristicasAnabela Fernandes
 

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Características poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo ReisCaracterísticas poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo ReisDina Baptista
 
Fernando Pessoa Nostalgia da Infância
Fernando Pessoa Nostalgia da InfânciaFernando Pessoa Nostalgia da Infância
Fernando Pessoa Nostalgia da InfânciaSamuel Neves
 
Memorial do Convento - linguagem e estilo
Memorial do Convento - linguagem e estiloMemorial do Convento - linguagem e estilo
Memorial do Convento - linguagem e estiloFilipaFonseca
 
Cesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-SistematizaçãoCesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-SistematizaçãoDina Baptista
 
Ode Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de CamposOde Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de Camposguest3fc89a1
 
Álvaro de Campos
Álvaro de CamposÁlvaro de Campos
Álvaro de CamposAna Isabel
 
Mensagem - Antemanhã
Mensagem - AntemanhãMensagem - Antemanhã
Mensagem - AntemanhãSofia_Afonso
 
Maias Episódio Corrida no Hipódromo
Maias Episódio Corrida no HipódromoMaias Episódio Corrida no Hipódromo
Maias Episódio Corrida no HipódromoPedro Oliveira
 
Poesia Trovadoresca - Resumo
Poesia Trovadoresca - ResumoPoesia Trovadoresca - Resumo
Poesia Trovadoresca - ResumoGijasilvelitz 2
 
Resumos de Português: Heterónimos De Fernando Pessoa
Resumos de Português: Heterónimos De Fernando PessoaResumos de Português: Heterónimos De Fernando Pessoa
Resumos de Português: Heterónimos De Fernando PessoaRaffaella Ergün
 
Miguel Torga - Poemas
Miguel Torga - PoemasMiguel Torga - Poemas
Miguel Torga - PoemasAna Tapadas
 
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo BrancoAmor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo BrancoLurdes Augusto
 
Resumos de Português: Fernando Pessoa Ortónimo
Resumos de Português: Fernando Pessoa OrtónimoResumos de Português: Fernando Pessoa Ortónimo
Resumos de Português: Fernando Pessoa OrtónimoRaffaella Ergün
 
Síntese_ José Saramago - O ano da morte de Ricardo Reis.pptx
Síntese_ José Saramago - O ano da morte de Ricardo Reis.pptxSíntese_ José Saramago - O ano da morte de Ricardo Reis.pptx
Síntese_ José Saramago - O ano da morte de Ricardo Reis.pptxLaraCosta708069
 
Eugénio de Andrade e Augusto de Campos
Eugénio de Andrade e Augusto de CamposEugénio de Andrade e Augusto de Campos
Eugénio de Andrade e Augusto de CamposRosário Cunha
 

Mais procurados (20)

Características poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo ReisCaracterísticas poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo Reis
 
Fernando Pessoa Nostalgia da Infância
Fernando Pessoa Nostalgia da InfânciaFernando Pessoa Nostalgia da Infância
Fernando Pessoa Nostalgia da Infância
 
Memorial do Convento - linguagem e estilo
Memorial do Convento - linguagem e estiloMemorial do Convento - linguagem e estilo
Memorial do Convento - linguagem e estilo
 
Cesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-SistematizaçãoCesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-Sistematização
 
Ode Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de CamposOde Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de Campos
 
Álvaro de Campos
Álvaro de CamposÁlvaro de Campos
Álvaro de Campos
 
Os maias personagens
Os maias personagensOs maias personagens
Os maias personagens
 
Mensagem - Antemanhã
Mensagem - AntemanhãMensagem - Antemanhã
Mensagem - Antemanhã
 
Maias Episódio Corrida no Hipódromo
Maias Episódio Corrida no HipódromoMaias Episódio Corrida no Hipódromo
Maias Episódio Corrida no Hipódromo
 
Poesia Trovadoresca - Resumo
Poesia Trovadoresca - ResumoPoesia Trovadoresca - Resumo
Poesia Trovadoresca - Resumo
 
"As Ilhas Afortunadas" - análise
"As Ilhas Afortunadas" - análise"As Ilhas Afortunadas" - análise
"As Ilhas Afortunadas" - análise
 
Resumos de Português: Heterónimos De Fernando Pessoa
Resumos de Português: Heterónimos De Fernando PessoaResumos de Português: Heterónimos De Fernando Pessoa
Resumos de Português: Heterónimos De Fernando Pessoa
 
Miguel Torga - Poemas
Miguel Torga - PoemasMiguel Torga - Poemas
Miguel Torga - Poemas
 
Valor aspetual
Valor aspetualValor aspetual
Valor aspetual
 
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo BrancoAmor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo Branco
 
Resumos de Português: Fernando Pessoa Ortónimo
Resumos de Português: Fernando Pessoa OrtónimoResumos de Português: Fernando Pessoa Ortónimo
Resumos de Português: Fernando Pessoa Ortónimo
 
Síntese_ José Saramago - O ano da morte de Ricardo Reis.pptx
Síntese_ José Saramago - O ano da morte de Ricardo Reis.pptxSíntese_ José Saramago - O ano da morte de Ricardo Reis.pptx
Síntese_ José Saramago - O ano da morte de Ricardo Reis.pptx
 
Cesário verde
Cesário verdeCesário verde
Cesário verde
 
Eugénio de Andrade e Augusto de Campos
Eugénio de Andrade e Augusto de CamposEugénio de Andrade e Augusto de Campos
Eugénio de Andrade e Augusto de Campos
 
Os Maias - análise
Os Maias - análiseOs Maias - análise
Os Maias - análise
 

Semelhante a O ano da morte de r. reis

Síntese da subunidade.ppt
Síntese da subunidade.pptSíntese da subunidade.ppt
Síntese da subunidade.pptleniafilipe
 
Memorialdo Convento
Memorialdo ConventoMemorialdo Convento
Memorialdo Conventojoanamatux
 
Literatura regionalista
Literatura regionalistaLiteratura regionalista
Literatura regionalistajasonrplima
 
As personagens femininas em o amrr
As personagens femininas em o amrrAs personagens femininas em o amrr
As personagens femininas em o amrrPaula Lemos
 
Ensaio sobre as vírgulas
Ensaio sobre as vírgulasEnsaio sobre as vírgulas
Ensaio sobre as vírgulasP.P.F. Simões
 
A Influência do Local no Ato de Criação Literária por clarice Lispector
A Influência do Local no Ato de Criação Literária por clarice LispectorA Influência do Local no Ato de Criação Literária por clarice Lispector
A Influência do Local no Ato de Criação Literária por clarice LispectorEllen Oliveira
 
O retrato real da sociedade burguesa no século XIX pela percepção do Movimen...
O retrato real da sociedade burguesa  no século XIX pela percepção do Movimen...O retrato real da sociedade burguesa  no século XIX pela percepção do Movimen...
O retrato real da sociedade burguesa no século XIX pela percepção do Movimen...Doutora em Linguística Aplicada pela PUC-SP
 
Tendendências na literatura brasileira contemporânea, by Wilson Martins
Tendendências na literatura brasileira contemporânea, by Wilson MartinsTendendências na literatura brasileira contemporânea, by Wilson Martins
Tendendências na literatura brasileira contemporânea, by Wilson MartinsMariane Farias
 
Aula 25 modernismo no brasil - 2ª fase (prosa)
Aula 25   modernismo no brasil - 2ª fase (prosa)Aula 25   modernismo no brasil - 2ª fase (prosa)
Aula 25 modernismo no brasil - 2ª fase (prosa)Jonatas Carlos
 
Aula 25-modernismo-no-brasil-2ª-fase-prosa
Aula 25-modernismo-no-brasil-2ª-fase-prosaAula 25-modernismo-no-brasil-2ª-fase-prosa
Aula 25-modernismo-no-brasil-2ª-fase-prosaConnce Santana
 
Alunas: Caroline Segall e Gabriela Rovani
 Alunas: Caroline Segall e Gabriela Rovani  Alunas: Caroline Segall e Gabriela Rovani
Alunas: Caroline Segall e Gabriela Rovani Carol Segall
 
Crítica ao livro «Dos Maus e Bons Pecados» de João Ricardo Lopes
Crítica ao livro «Dos Maus e Bons Pecados» de João Ricardo LopesCrítica ao livro «Dos Maus e Bons Pecados» de João Ricardo Lopes
Crítica ao livro «Dos Maus e Bons Pecados» de João Ricardo LopesMadga Silva
 
Segunda fase-modernismo
Segunda fase-modernismoSegunda fase-modernismo
Segunda fase-modernismoNádia França
 
Edgar Allan Poe e Machado de Assis: estranhamento e sedução da cidade
Edgar Allan Poe e Machado de Assis: estranhamento e sedução da cidadeEdgar Allan Poe e Machado de Assis: estranhamento e sedução da cidade
Edgar Allan Poe e Machado de Assis: estranhamento e sedução da cidadeescritamemorialistica
 
Obra Vidas Secas
Obra Vidas SecasObra Vidas Secas
Obra Vidas SecasCesarguto
 

Semelhante a O ano da morte de r. reis (20)

Síntese da subunidade.ppt
Síntese da subunidade.pptSíntese da subunidade.ppt
Síntese da subunidade.ppt
 
Memorialdo Convento
Memorialdo ConventoMemorialdo Convento
Memorialdo Convento
 
Literatura regionalista
Literatura regionalistaLiteratura regionalista
Literatura regionalista
 
As personagens femininas em o amrr
As personagens femininas em o amrrAs personagens femininas em o amrr
As personagens femininas em o amrr
 
Ensaio sobre as vírgulas
Ensaio sobre as vírgulasEnsaio sobre as vírgulas
Ensaio sobre as vírgulas
 
Os Maias - aspetos básicos
Os Maias - aspetos básicosOs Maias - aspetos básicos
Os Maias - aspetos básicos
 
A Influência do Local no Ato de Criação Literária por clarice Lispector
A Influência do Local no Ato de Criação Literária por clarice LispectorA Influência do Local no Ato de Criação Literária por clarice Lispector
A Influência do Local no Ato de Criação Literária por clarice Lispector
 
O retrato real da sociedade burguesa no século XIX pela percepção do Movimen...
O retrato real da sociedade burguesa  no século XIX pela percepção do Movimen...O retrato real da sociedade burguesa  no século XIX pela percepção do Movimen...
O retrato real da sociedade burguesa no século XIX pela percepção do Movimen...
 
Tendendências na literatura brasileira contemporânea, by Wilson Martins
Tendendências na literatura brasileira contemporânea, by Wilson MartinsTendendências na literatura brasileira contemporânea, by Wilson Martins
Tendendências na literatura brasileira contemporânea, by Wilson Martins
 
Aula 25 modernismo no brasil - 2ª fase (prosa)
Aula 25   modernismo no brasil - 2ª fase (prosa)Aula 25   modernismo no brasil - 2ª fase (prosa)
Aula 25 modernismo no brasil - 2ª fase (prosa)
 
Aula 25-modernismo-no-brasil-2ª-fase-prosa
Aula 25-modernismo-no-brasil-2ª-fase-prosaAula 25-modernismo-no-brasil-2ª-fase-prosa
Aula 25-modernismo-no-brasil-2ª-fase-prosa
 
Alunas: Caroline Segall e Gabriela Rovani
 Alunas: Caroline Segall e Gabriela Rovani  Alunas: Caroline Segall e Gabriela Rovani
Alunas: Caroline Segall e Gabriela Rovani
 
12 regina zilberman
12 regina zilberman12 regina zilberman
12 regina zilberman
 
Crítica ao livro «Dos Maus e Bons Pecados» de João Ricardo Lopes
Crítica ao livro «Dos Maus e Bons Pecados» de João Ricardo LopesCrítica ao livro «Dos Maus e Bons Pecados» de João Ricardo Lopes
Crítica ao livro «Dos Maus e Bons Pecados» de João Ricardo Lopes
 
Biografia
BiografiaBiografia
Biografia
 
Segunda fase-modernismo
Segunda fase-modernismoSegunda fase-modernismo
Segunda fase-modernismo
 
Edgar Allan Poe e Machado de Assis: estranhamento e sedução da cidade
Edgar Allan Poe e Machado de Assis: estranhamento e sedução da cidadeEdgar Allan Poe e Machado de Assis: estranhamento e sedução da cidade
Edgar Allan Poe e Machado de Assis: estranhamento e sedução da cidade
 
Obra Vidas Secas
Obra Vidas SecasObra Vidas Secas
Obra Vidas Secas
 
-Resumos-Dos-Maias.pdf
-Resumos-Dos-Maias.pdf-Resumos-Dos-Maias.pdf
-Resumos-Dos-Maias.pdf
 
Pré-modernismo
Pré-modernismoPré-modernismo
Pré-modernismo
 

Último

Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...excellenceeducaciona
 
1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...
1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...
1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...azulassessoriaacadem3
 
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...apoioacademicoead
 
CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...
CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...
CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...azulassessoriaacadem3
 
Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...
Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...
Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...apoioacademicoead
 
4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...
4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...
4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...apoioacademicoead
 
A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...
A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...
A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...apoioacademicoead
 
MAPA - CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II - 51/2024 (ENGENHARIA DE PRODUÇÃO) 2...
MAPA - CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II - 51/2024 (ENGENHARIA DE PRODUÇÃO) 2...MAPA - CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II - 51/2024 (ENGENHARIA DE PRODUÇÃO) 2...
MAPA - CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II - 51/2024 (ENGENHARIA DE PRODUÇÃO) 2...assessoriaff01
 
CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...
CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...
CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...azulassessoriaacadem3
 
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...azulassessoriaacadem3
 
Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...
Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...
Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...excellenceeducaciona
 
Slides Lição 9, BETEL, Família, primeiro ministério e maior patrimônio.pptx
Slides Lição 9, BETEL, Família, primeiro ministério e maior patrimônio.pptxSlides Lição 9, BETEL, Família, primeiro ministério e maior patrimônio.pptx
Slides Lição 9, BETEL, Família, primeiro ministério e maior patrimônio.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024
ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024
ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024excellenceeducaciona
 
2 – A data de implantação de cada tendência pedagógica no Brasil;
2 – A data de implantação de cada tendência pedagógica no Brasil;2 – A data de implantação de cada tendência pedagógica no Brasil;
2 – A data de implantação de cada tendência pedagógica no Brasil;azulassessoriaacadem3
 
A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...
A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...
A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...azulassessoriaacadem3
 
QUESTÃO 2 Com base nas informações sobre Matheus (Perfil 1), calcule a carga ...
QUESTÃO 2 Com base nas informações sobre Matheus (Perfil 1), calcule a carga ...QUESTÃO 2 Com base nas informações sobre Matheus (Perfil 1), calcule a carga ...
QUESTÃO 2 Com base nas informações sobre Matheus (Perfil 1), calcule a carga ...azulassessoriaacadem3
 
Depois de refletir sobre essas etapas, o planejamento será registrado por mei...
Depois de refletir sobre essas etapas, o planejamento será registrado por mei...Depois de refletir sobre essas etapas, o planejamento será registrado por mei...
Depois de refletir sobre essas etapas, o planejamento será registrado por mei...azulassessoriaacadem3
 
CRUZADINA E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docx
CRUZADINA  E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docxCRUZADINA  E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docx
CRUZADINA E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docxJean Carlos Nunes Paixão
 
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...azulassessoriaacadem3
 

Último (20)

GABARITO CRUZADINHA PATRIM E FONTES.docx
GABARITO CRUZADINHA PATRIM E FONTES.docxGABARITO CRUZADINHA PATRIM E FONTES.docx
GABARITO CRUZADINHA PATRIM E FONTES.docx
 
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...
 
1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...
1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...
1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...
 
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...
 
CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...
CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...
CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...
 
Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...
Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...
Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...
 
4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...
4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...
4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...
 
A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...
A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...
A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...
 
MAPA - CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II - 51/2024 (ENGENHARIA DE PRODUÇÃO) 2...
MAPA - CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II - 51/2024 (ENGENHARIA DE PRODUÇÃO) 2...MAPA - CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II - 51/2024 (ENGENHARIA DE PRODUÇÃO) 2...
MAPA - CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II - 51/2024 (ENGENHARIA DE PRODUÇÃO) 2...
 
CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...
CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...
CASO: Um determinado perito contábil, especialista em pericias trabalhistas e...
 
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...
 
Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...
Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...
Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...
 
Slides Lição 9, BETEL, Família, primeiro ministério e maior patrimônio.pptx
Slides Lição 9, BETEL, Família, primeiro ministério e maior patrimônio.pptxSlides Lição 9, BETEL, Família, primeiro ministério e maior patrimônio.pptx
Slides Lição 9, BETEL, Família, primeiro ministério e maior patrimônio.pptx
 
ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024
ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024
ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024
 
2 – A data de implantação de cada tendência pedagógica no Brasil;
2 – A data de implantação de cada tendência pedagógica no Brasil;2 – A data de implantação de cada tendência pedagógica no Brasil;
2 – A data de implantação de cada tendência pedagógica no Brasil;
 
A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...
A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...
A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...
 
QUESTÃO 2 Com base nas informações sobre Matheus (Perfil 1), calcule a carga ...
QUESTÃO 2 Com base nas informações sobre Matheus (Perfil 1), calcule a carga ...QUESTÃO 2 Com base nas informações sobre Matheus (Perfil 1), calcule a carga ...
QUESTÃO 2 Com base nas informações sobre Matheus (Perfil 1), calcule a carga ...
 
Depois de refletir sobre essas etapas, o planejamento será registrado por mei...
Depois de refletir sobre essas etapas, o planejamento será registrado por mei...Depois de refletir sobre essas etapas, o planejamento será registrado por mei...
Depois de refletir sobre essas etapas, o planejamento será registrado por mei...
 
CRUZADINA E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docx
CRUZADINA  E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docxCRUZADINA  E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docx
CRUZADINA E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docx
 
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...
 

O ano da morte de r. reis

  • 1. Este documento foi elaborado com o propósito de facilitar a elaboração de fichasrelativas à obra “O ano da morte de Ricardo Reis”. Para além disto, tem tambémo intuitode permitiruma melhor orientação na leitura daqueles que pretendem ler a obra. Remarco que este documento foi elaborado por uma aluna e,por isso, a leitura e o basear no mesmo é da inteiraresponsabilidade e escolha do leitor. Espero que apreciem. “O ano da morte de Ricardo Reis” Resumos NataliaLorenaSuciu
  • 2. Conteúdo Contextualização histórica.................................................................................................2 O romance O ano da Morte de Ricardo Reis .......................................................................3 Capitulo I .........................................................................................................................4 Capitulo II.........................................................................................................................5 Capitulo III........................................................................................................................7
  • 3. Contextualização histórica A cidade de Lisboa, na qual Ricardo Reis desembarca, a 29 de dezembro de 1935,- regresso do Brasil, para onde viajou em 1919, última data na qual se conhecem noticias deste heterónimo- encontra-se deserta, imóvel, cinzenta, triste, chuvosa e, pouco atrativa, um quase degradado. Para além disto, Lisboa é representada como uma cidade de contrastes. A existência abundante de cafés luxuosos e a representação de um progresso nacional definido pelo Estado Novo contrasta com:  A sujidade e o barulho dos mercados;  Os bairros pobres e degradados que eram, na verdade, a situação real do país que o Estado Novo não demonstrava existir;  Os bairros dos proscritos: a Mouraria. Complementando o contraste físico da cidade, Lisboa era também local de contrastes sociais acentuados, onde uma burguesia abastada e uma classe média remediada (classe de cidadãos que ressurgiram de situação económicas decadentes) contrastam com a pobreza extrema e os miseráveis que se tornavam no “incómodo da sociedade”, mas, não eram referidos pelo regime Salazarista. Por fim, as festividades como o Ano Novo, Carnaval e Páscoa, bem como as manifestações de apoio ao regime, nada tinham a ver com a tristeza, desalento, a fome e com as vitimas das inundações- devido às chuvas intensas, as inundações tornaram-se um grande problema, não só para as vitimas dos mesmos que perderam as suas casas e vidas com o transbordar do Tejo, mas também os agricultores e trabalhadores rurais que viram as suas produções em risco. O estado do tempo, a descrição do local e o ambiente sentido em Lisboa, é uma metáfora do regime Salazarista, ou seja, uma metáfora do Estado Novo. É uma metáfora no sentido em que, tal como o ambiente mórbido da cidade, o Estado Novo cercava os cidadãos portugueses, reprimindo-os e retirando-lhes a vontade e força de lutar pela mudança, de modo a reverter a situação em que se encontram- situação representada, metaforicamente, pelo mau tempo.
  • 4. O romance O ano da Morte de Ricardo Reis Para melhor entender o romance, existe a necessidade de compreender a figura do heterónimo de Ricardo Reis. O poeta Fernando Pessoa diz ter criado Ricardo Reis a 8 de março de 1914 (dia ao qual chamou de “triunfal”) e, com ele, foram criadas mais duas figuras, a de Alberto Caeiro e Álvaro de Campos. Relativamente a Ricardo Reis, Pessoa cria-o de forma diferente de si mesmo em todos os planos que o constituem (físico, cultural, etc.). Ainda que Ricardo Reis seja um heterónimo criado por Fernando Pessoa, José Saramago, ao escrever o romance, não estava obrigado a seguir os critérios elaborados pelo poeta acerca da sua personagem, mas, no entanto, não se afastou muito da figura criada por Pessoa. Porém, ao longo da história, vão sendo atribuídas a Ricardo Reis atitudes, decisões, ideias e sentimentos que Saramago decide atribuir-lhe. É de salientar que José Saramago acompanhou a vaga de popularidade que surgiu em torno de Fernando Pessoa, nos anos 80, pois nessa altura foram assinalados os 50 anos da sua morte e os 100 anos do seu nascimento (1888). Chama-se ainda a atenção para o detalhe que Fernando Pessoa morre em 1935 e, Ricardo Reis, desembarca em Lisboa a 29 de dezembro de 1935. Esta data é propositadamente escolhida por José Saramago, talvez por representar na volta Ricardo Reis a Portugal, o renascimento/ encarnação de Fernando Pessoa. Para além disto, é importante referir que no 2º capitulo da obra, após a deambulação por Lisboa, Ricardo Reis lê a noticia da morte de Fernando Pessoa e visita o seu tumulo e, no 3º capitulo, existe realmente um encontro físico do heterónimo com Fernando Pessoa, o qual só é visível para Ricardo Reis. Saramago transforma Fernando Pessoa numa personagem desta obra, criando uma interação entre Ricardo Reis e o falecido Pessoa.
  • 5. Capitulo I O romance tem inicio a 29 de dezembro de 1935 com a chegada de Ricardo Reis a Lisboa,num dia chuvoso, cinzento e triste. Instala-seno Hotel Bragança,com vista sobre o Cais Sodré e o rio Tejo. À hora do jantar avista uma jovem a terminar a sua sopa, Marcenda. O Cais do Sodré é o local da primeira instalação de Ricardo Reis, em Lisboa, assim que o mesmo desembarca. Não é ao acasoque a personagemescolhe um localcom vista para o rio, isto demarca a forma como a visão é fundamental no reencontro do heterónimo com Lisboa- chama-se a atenção que Ricardo Reis, nesta obra, é uma personagem independente do poeta ortónimo e, ainda que exista ao longo da obra uma comunicação e ligação entre ambos, o heterónimo tem vontades e decisões próprias. O primeiro gesto do personagem, aquando da sua instalação no Hotel Bragança- ainda que com o mesmo nome, este não deve ser confundido com o hotel descrito em “Os Maias- foi abrir uma das janelas e proceder à observação não só do rio Tejo mas também à dos restantes hóspedes, do gerente, dos criados, etc. Em seguida, aquando da hora de jantar, e já situado na sua mesa, R. Reis vai observando os diferentes hóspedes que chegam para a refeição. Uma das hóspedes que sesentara com o paina mesaem frente, chamou a atenção do personagem- o seu nome era Marcenda, mas R. Reis só descobre mais tarde numa conversa com Lídia, uma empregada do hotel. No portode Lisboa,no momentode desembarque,ocorre a chegadade um navioinglês, HighlandBrigade,repletode estrangeiros- faz-se umapequenareferênciaaalemães, francesese ingleses.Neste momento,enfatiza-seocaraterdegradante da cidade de Lisboa que causa mau estarnos recém-chegados,nãosópeloambiente cinzentoe triste, mas tambémpelascondiçõesdaalfândega(local de passagemparaembarcarou desembarcar), uma barracada velha,compouca luminosidade e cheirodesagradável.
  • 6. Capitulo II Após a instalação de R. Reis no Hotel Bragança, inicia-se a fase da deambulação pelas ruas de Lisboa. Estamos a 30 de dezembro e o personagem lê a noticia da morte de Fernando Pessoa. Este é o primeiro passeio que Ricardo Reis efetua, passando pelo Chiado, subindo até à Praça Luís de Camões onde observa a estátua do poeta, o que o leva a fazer reflexões sobre o significado que o poeta tem para a Nação, sobre a importância da epopeia e aquilo que ela representa, relembra a história de Portugal, os mitos e heróis do passado. Neste episódio, as reflexões do heterónimo são não só um símbolo da pátria, mas também um símbolo de contestação contra o regime. Relembra- se um passado glorioso em contraste com um presente degradado social, politica e economicamente. A estátua de Camões representa assim o passado onde Portugal resplandecia, daí a “claridade branca por trás de Luís de Camões, um nimbo”. O autor dá a alcunha de D’Artagnan a Camões por estesegurar na mão direita uma espada. Estes símbolos da história de Portugal, na época descrita em “Os Lusíadas” é uma manobra de fortalecimento do regime usada por Salazar. Após a leitura da noticia da morte do poeta Fernando Pessoa, Ricardo Reis desloca-se ao Cemitério dos Prazeres, situado no limite do bairro do Campo de Ourique. Este é o local de sepultura de Pessoa. Em seguida regressa de táxi para o Hotel onde conhece Lídia e acaba por se informar sobre Marcenda- é através de Lídia que R. Reis descobre que Marcenda é o nome da rapariga que comera a sopa no capitulo anterior. É importante citar que R. Reis vai ter dois casos amorosos, um com cada uma das empregadas, ao longo do romance. Marcenda- provocava em R. Reis uma estranheza pelo seu nome gerundivo, original e fatídico (significa “aquela que deve murchar”). Proveniente de Coimbra, de boas famílias, bela e débil, o que favorece a aproximação dos dois, visto a semelhança social, contrastando com o afastamento físico dado à idade de R. Reis, 25 anos mais velho. A sua mão esquerda está paralisada desde a morte da mãe (fez-se referencia à mão paralisada no jantar do 1º capitulo em que está a mesa com o pai acabando de comer a sopa) que remete para a carência e fragilidade da personagem. É submissa ao pai e incapaz de tomar as próprias decisões e simboliza o amor imaterial e platónico (incapaz de se realizar).
  • 7. Lídia- provoca em R. Reis uma estranheza relacionada com a memória dos poemas dele enquanto heterónimo de Fernando Pessoa (nas odes de R. Reis ela é referida, de modo subentendido, a beleza dela é o que o atrai). É uma criada do hotel, o que significa que provém duma condição social inferior à do personagem, pronunciando um desequilíbrio na relação amorosa. É independente, trabalhadora e responsável (aceita as consequências dos seus atos). É uma mulher cujo físico atraí R. Reis, é excecional pela sua produção de juízos de valor singulares e interessantes. Simboliza o amor incondicional, desinteressado e libertador.
  • 8. Capitulo III Estamos no dia da Passagem de Ano (dia de Ano Novo), e como já referido anteriormente, esta data na obra é uma das datas importantes das celebrações festivas presentes na obra. A 31 de dezembro de 1935, Ricardo Reis procede a uma nova deambulação por Lisboa, no período da noite da passagemde ano. Nesta noite, neste capitulo, Reis volta ao Cemitério dos Prazeres, aqui ocorre o primeiro encontro entre o heterónimo e o ortónimo, Ricardo Reis e Fernando Pessoa. O reencontro dos dois segue um trajeto temporal desde a separação de ambos, em 1919, com a ida de R. Reis para o Brasil, até ao seu regresso na data da morte do ortónimo. Deste modo, o encontro dos dois é propositado, o reencontro da criação com o criador- mas nunca esquecendo que neste contexto Fernando Pessoa é uma personagem independente de R. Reis, mas, no entanto, apenas Reis consegue ver Pessoa. O dialogo entre os dois, no cemitério, é extremamente importante e resume todo o carater de reflexão e pensamento critico de Ricardo Reis.