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M E N S A G E M
"AS ILHAS AFORTUNADAS"
Grupo 4
“As Ilhas Afortunadas”
 
Que voz vem no som das ondas
Que não é a voz do mar?
É a voz de alguém que nos fala,
Mas que, se escutamos, cala,
Por ter havido escutar.
 
E só se, meio dormindo,
Sem saber de ouvir ouvimos,
Que ela nos diz a esperança
A que, como uma criança
Dormente, a dormir sorrimos.
 
São ilhas afortunadas,
São terras sem ter lugar,
Onde o Rei mora esperando.
Mas, se vamos despertando,
Cala a voz, e há só o mar.
Na primeira estrofe, é feita uma
pergunta ("Que voz vem no som
das ondas/Que não é a voz do
mar?") que remete para um
mistério que tentará ser resolvido
no restante do poema. Esta voz é
uma voz incompreensível e apenas
audível em certos momentos ("É a
voz de alguém que nos fala,/Mas
que, se escutamos, cala,/Por ter
havido escutar").
Que voz vem no som das ondas
Que não é a voz do mar?
É a voz de alguém que nos fala,
Mas que, se escutamos, cala,
Por ter havido escutar.
Análise
De facto, essa voz misteriosa só se
consegue ouvir num período de
alguma inconsciência, no
momento em que se está quase a
adormecer ("E só se, meio
dormindo,/Sem saber de ouvir
ouvimos"). E essa voz diz para a
Nação portuguesa acreditar que
Portugal voltará a ser um reino de
grandes feitos ("Que ela nos diz a
esperança/A que, como uma
criança/Dormente, a dormir
sorrimos").
E só se, meio dormindo,
Sem saber de ouvir ouvimos,
Que ela nos diz a esperança
A que, como uma criança
Dormente, a dormir sorrimos.
Análise
Com isto, esta voz misteriosa
pretende apelar à Nação
portuguesa que mantenha viva a
crença na grandiosidade, que irá
renascer com o Quinto Império
(aqui representado como sendo as
"ilhas afortunadas") onde o Rei se
encontra. No entanto, este
regresso à grandeza é meramente
simbólico, como se comprova nos
versos "Mas, se vamos
despertando,/Cala a voz, e há só
o mar."), o que significa que a voz
nada mais faz do que levar a
Nação a manter vivos nos seus
pensamentos todos os feitos e
conquistas de Portugal.
São ilhas afortunadas,
São terras sem ter lugar,
Onde o Rei mora esperando.
Mas, se vamos despertando,
Cala a voz, e há só o mar.
Análise

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"As Ilhas Afortunadas" - análise

  • 1. M E N S A G E M "AS ILHAS AFORTUNADAS" Grupo 4
  • 2. “As Ilhas Afortunadas”   Que voz vem no som das ondas Que não é a voz do mar? É a voz de alguém que nos fala, Mas que, se escutamos, cala, Por ter havido escutar.   E só se, meio dormindo, Sem saber de ouvir ouvimos, Que ela nos diz a esperança A que, como uma criança Dormente, a dormir sorrimos.   São ilhas afortunadas, São terras sem ter lugar, Onde o Rei mora esperando. Mas, se vamos despertando, Cala a voz, e há só o mar.
  • 3. Na primeira estrofe, é feita uma pergunta ("Que voz vem no som das ondas/Que não é a voz do mar?") que remete para um mistério que tentará ser resolvido no restante do poema. Esta voz é uma voz incompreensível e apenas audível em certos momentos ("É a voz de alguém que nos fala,/Mas que, se escutamos, cala,/Por ter havido escutar"). Que voz vem no som das ondas Que não é a voz do mar? É a voz de alguém que nos fala, Mas que, se escutamos, cala, Por ter havido escutar. Análise
  • 4. De facto, essa voz misteriosa só se consegue ouvir num período de alguma inconsciência, no momento em que se está quase a adormecer ("E só se, meio dormindo,/Sem saber de ouvir ouvimos"). E essa voz diz para a Nação portuguesa acreditar que Portugal voltará a ser um reino de grandes feitos ("Que ela nos diz a esperança/A que, como uma criança/Dormente, a dormir sorrimos"). E só se, meio dormindo, Sem saber de ouvir ouvimos, Que ela nos diz a esperança A que, como uma criança Dormente, a dormir sorrimos. Análise
  • 5. Com isto, esta voz misteriosa pretende apelar à Nação portuguesa que mantenha viva a crença na grandiosidade, que irá renascer com o Quinto Império (aqui representado como sendo as "ilhas afortunadas") onde o Rei se encontra. No entanto, este regresso à grandeza é meramente simbólico, como se comprova nos versos "Mas, se vamos despertando,/Cala a voz, e há só o mar."), o que significa que a voz nada mais faz do que levar a Nação a manter vivos nos seus pensamentos todos os feitos e conquistas de Portugal. São ilhas afortunadas, São terras sem ter lugar, Onde o Rei mora esperando. Mas, se vamos despertando, Cala a voz, e há só o mar. Análise