Cabanagem

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Cabanagem

  1. 1. A Cabanagem 1835 - 1840
  2. 2. Antecedentes O recrudescimento da exploração da forca detrabalho indígena e da perseguição armada,dotado através das sucessivas cartas régias,principalmente com a vinda da família real aoBrasil, teve implicações ainda mais desastrosasno que diz respeito a demografia da região. A situação em toda a província era decalamidade extrema. A população pobre, fosselivre ou escrava, era enormemente exploradapelos fazendeiros, os quais também estavaminsatisfeitos com o governo do Pará face a criseeconômica que se abatia sobre a região.
  3. 3. Os cabanos e a configuração do movimentoOs cabanos abarcavam o variado conjunto formadopor índios aldeados e destribalizados (tapuios), osnegros e os mestiços submetidos a exploraçãoabsoluta e ao abandono completo. Insatisfeitos, oscabanos uniram-se para por fim a toda essa situaçãoimposta pelos brancos que governavam a província.Os fazendeiros também aderiram ao movimento paralutarem contra o governo central, pois eramimpedidos de participarem da política local.O povo de Mundurucu teve uma participaçãoimportante na guerra dos Cabanos entre 1835 e1840
  4. 4. Os precursores e ideólogos do movimento A cabanagem era considerada pelohistoriador Pontes Filho como um movimentonativista popular de braços e armas, massem cabeça.Isso é ideologicamente inconsistente. Poisexistiram dois grandes nomes marcados nahistória que foram o cônego Batista Campose o Jornalista Vicente Ferreira Lavor
  5. 5. A cabanagem: explode a revolta No ano de 1832, os cabanoscomandados pelo cônego BatistaCampos, conseguiram submeter opresidente da província, Machadode Oliveira.No ano de 1835, já com a mortede seu líder, Batista Campos, oscabanos concentrados nosarredores da cidade,empreenderam um levantearmado, tomando, na noite de 6para 7 de janeiro de 1835, acapital, Belém, no dia da festa deSão Tome.
  6. 6. O primeiro governo dos cabanos: Felix Malcher Félix Clemente Malcher estava preso e os cabanos foram buscá-lo na prisão. Entretanto foi um equivoco entregar o comando da província, pois o mesmo, já estava decidido a abandonar o movimento, o que não o fez porque foi preso.Insatisfeitos com o governo opressor de Malcher os cabanos impuseram-lhe um triste e previsível fim: a deposição e a execução.
  7. 7. O segundo governo dos cabanos: Francisco Pedro vinagre Tal como o governo anterior, uma vez no poder,Francisco Vinagre logo se preocupou em protestarfidelidade ao imperador acabando também por trair oscabanos.O terceiro governo dos cabanos: Eduardo Angelim Proclamou o desligamento da província em relação aoimpério, realizando uma antiga aspiração cabana, e nãocumprindo outros compromissos diante do povocabano, dentre eles, o de libertar os escravos, e tendomandado fuzilar lideres negros
  8. 8. A Cabanagem na Comarca do Alto AmazonasA comarca do alto Amazonas adere ao movimento cabano.O governo organizou as Forças Legalistas para combater osrevoltosos.Ambrosio Pedro Ayres, o “BARARUA”, fazendeiro residenteem Autazes, antiga Bararuá, consegue autorização daCâmara de Mariuá (atual Barcelos), para comandar forçaslegalistas.Agosto de 1938, parte com 130 soldados para combater oscabanos nos rios Autazes, Urubus - encontraram 06cabanos. O capitão iniciava a viagem de retorno a Manauscom apenas 12 soldados.
  9. 9. A Cabanagem na Comarca do Alto AmazonasNo decorrer da viagem, no dia 06 de agosto a expediçãoé atacada e Ambrosio Ayres é aprisionado e morto peloscabanos em 06 de agosto de 1838.A partir de 04 de setembro de 1839, o governo decretaanistia para todos os cabanos. Em 25 de março de 1840,os últimos cabanos dispõem armas em Maués.A 05 de setembro de 1850 o Amazonas foi levado acategoria de província tornando-se independente doPará.
  10. 10. A entrada da Comarca do Alto Amazonas(hoje Manaus, a qual foi o berço domanifesto na Amazônia Ocidental)na Cabanagem foi fundamental para onascimento do atual estado do Amazonas.Durante o período da revolução, os cabanosda Comarca doAlto Amazonas desbravaram todo o espaçodo estado onde houvesse um povoado,para assim conseguir um número maior deadeptos ao movimento, ocorrendo com issouma integração das populaçõescircunvizinhas e formando assim o estado.
  11. 11. O fim da cabanagem Abalados pelas sucessivastraições de seus lideres,desgastados pela árdua lutaque se prolongava,enfraquecidos porepidemias, que assolavamas populações indígenas eribeirinhas, falta derecursos, dentre outros, oscabanos desacreditaramprofundamente da vitóriafinal.
  12. 12. As consequências da cabanagemA cabanagem foi a única revolta que efetivamente ocupou opoder de uma província durante certo tempo, com relativaestabilidade. A falta de projeto político consistente, e que tivesse sidoassimilado pela massa pobre, os quais eram o alicerce domovimento.Metade da população masculina havia sido morte.Algumas tribos foram extremamente perseguidas e dizimadas. Sua relevância para acelerar o processo de elevação dacapitania do São Jose do Rio Negro a condição de província.

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