Conflitos sociais na rep. velha rurais

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Conflitos sociais na rep. velha rurais

  1. 1. Conflitos Sociais na RepúblicaVelhaConflitos Rurais
  2. 2. A Guerra de Canudos
  3. 3. • A situação de miséria e descaso político feznascer no sertão nordestino, no final doséculo XIX, um movimento messiânico degrande importância.• Liderados por Antônio Conselheiro, o grupode miseráveis fundou em uma fazendaabandonada às margens do rio Vaza Barris,um arraial (vila).
  4. 4. Antonio Conselheiro:
  5. 5. • Este arraial (Vila) era chamado peloshabitantes e pelo Conselheiro de Arraial deBelo Monte. A população das cidadespróximas ao Arraial chamavam-no deCanudos, por causa do antigo nome dafazenda abandonada, onde ficava.
  6. 6. Vila de Canudos:
  7. 7. • Os grandes fazendeiros nordestinos(coronéis)viam Canudos como uma ameaça,porque muitos trabalhadores deixaram ocampo para seguir o Conselheiro, queprometia uma vida melhor neste mundo.Antônio Conselheiro era contra a República;se recusava a pagar impostos; acusava a IgrejaCatólica de colaborar para a exploração dospobres.
  8. 8. • Por estas razões eles eram vistos como umaameaça à ordem estabelecida pela República.Logo, os habitantes de Canudos foramatacados com toda força pelas tropas dogoverno da Bahia.
  9. 9. • As duas primeiras expedições enviadas pelogoverno baiano contra o arraial entre 1896 e1897 fracassaram. De março a outubro de1897, outras duas expedições enviadas pelogoverno federal e organizadas pelo Exército, aúltima com 6 mil homens e artilharia pesada,consegue finalmente tomar e destruirCanudos.
  10. 10. Antonio Conselheiro morto:
  11. 11. • Junto com Conselheiro morremaproximadamente 20 mil pessoas. Sósobrevivem cerca de 400 prisioneiros, entrevelhos, mulheres e crianças.• Ao primeiro sinal de novas ideias, a RepúblicaBrasileira ataca com extrema violência.
  12. 12. Euclides da Cunha:
  13. 13. Canudos submersa:
  14. 14. A Guerra do Contestado1912 - 1916• A Guerra do Contestado foi um conflitoarmado que ocorreu na região Sul do Brasil,entre outubro de 1912 e agosto de 1916. Oconflito envolveu cerca de 20 mil camponesesque enfrentaram forças militares dos poderesfederal e estadual.
  15. 15. • Foi chamado de Guerra do Contestado, poisos conflitos ocorrem numa área de disputaterritorial entre os estados do Paraná e SantaCatarina.
  16. 16. Causas da Guerra do Contestado:• A estrada de ferro entre São Paulo e RioGrande do Sul estava sendo construída poruma empresa norte-americana, com apoiodos coronéis (grandes proprietários ruraiscom força política) da região e do governo.
  17. 17. • Para que a estrada de ferro fosse construída,milhares de família de camponeses perderamsuas terras. Isso criou muito desempregoentre os camponeses da região, que ficaramsem terras para trabalhar.
  18. 18. • Outro motivo da revolta foi a compra de uma grandeárea da região por de um grupo de pessoas ligadas àempresa construtora da estrada de ferro. Estapropriedade foi adquirida para o estabelecimento deuma grande empresa madeireira, voltada para aexportação. Com isso, muitas famílias foram expulsasde suas terras.
  19. 19. • O clima ficou mais tenso quando a estrada deferro ficou pronta. Muitos trabalhadores queatuaram em sua construção tinham sidotrazidos de diversas partes do Brasil e ficaramdesempregados com o fim da obra. Elespermaneceram na região sem qualquer apoiopor parte da empresa norte-americana ou dogoverno.
  20. 20. • Nesta época, as regiões mais pobres do Brasileram terreno fértil para o aparecimento delideranças religiosas de caráter messiânico. Naárea do Contestado não foi diferente, pois,diante da crise e insatisfação popular, ganhouforça a figura do beato José Maria.
  21. 21. Beato José Maria:
  22. 22. • Ele pregava a criação de um mundo novo,regido pelas leis de Deus, onde todos viveriamem paz, com prosperidade justiça e terraspara trabalhar. José Maria conseguiu reunirmilhares de seguidores, principalmente decamponeses sem terras.
  23. 23. • Os coronéis da região e os governos (federal eestadual) começaram a ficar preocupadoscom a liderança de José Maria e suacapacidade de atrair os camponeses.
  24. 24. • O governo passou a acusar o beato de ser uminimigo da República, que tinha como objetivodesestruturar o governo e a ordem da região.Com isso, policiais e soldados do exércitoforam enviados para o local, com o objetivode desarticular o movimento.
  25. 25. • Os soldados e policiais começaram a perseguiro beato e seus seguidores. Armados deespingardas de caça, facões e enxadas, oscamponeses resistiram e enfrentaram asforças oficiais que estavam bem armadas.
  26. 26. • Nestes conflitos armados, entre 5 mil e 8 milrebeldes, na maioria camponeses, morreram.Alguns historiadores chegam a afirmar que onúmero de mortes chegou à 20 mil. As baixasdo lado das tropas oficiais foram bemmenores.
  27. 27. • A guerra terminou somente em 1916, quandoas tropas oficiais conseguiram prenderAdeodato, que era um dos chefes do últimoreduto de rebeldes da revolta. Ele foicondenado a trinta anos de prisão.
  28. 28. • A Guerra do Contestado mostra a forma comque os políticos e os governos tratavam asquestões sociais no início da República. Osinteresses financeiros de grandes empresas eproprietários rurais ficavam sempre acima dasnecessidades da população mais pobre
  29. 29. • Não havia espaço para a tentativa desolucionar os conflitos com negociação.Quando havia organização daqueles que eraminjustiçados, as forças oficiais, com apoio doscoronéis, combatiam os movimentos comrepressão e força militar.
  30. 30. O Cangaço1870 - 1930• Foi uma onda de banditismo, crime e violênciaque se alastrou por quase todo o sertão doNordeste brasileiro entre o século XVIII emeados do século XX. Para algunsespecialistas, o cangaço teria nascido comouma forma de defesa dos sertanejos diante daineficiência do governo em manter a ordem eaplicar a lei.
  31. 31. • Mas o fato é que os bandos de cangaceiroslogo se transformaram em quadrilhas queaterrorizaram o sertão, pilhando,assassinando e estuprando.
  32. 32. • O Cangaço pode ser dividido em trêssubgrupos: os que prestavam serviçostemporários para os latifundiários; os"políticos", expressão de poder dos grandesfazendeiros; e os cangaceiros independentes,com características de banditismo.
  33. 33. • Os cangaceiros conheciam a caatinga e oterritório nordestino muito bem, e por isso,era tão difícil serem capturados pelasautoridades. Estavam sempre preparadospara enfrentar todo o tipo de situação.• Conheciam as plantas medicinais, as fontes deágua, locais com alimento, rotas de fuga elugares de difícil acesso.
  34. 34. Caatinga:
  35. 35. Bando de Lampião:
  36. 36. • O primeiro bando de cangaceiros que se temconhecimento foi o de Jesuíno Alves de MeloCalado, "Jesuíno Brilhante", que agiu por voltade 1870. E o último foi de "Corisco" (CristinoGomes da Silva Cleto), que foi assassinado em25 de maio de 1940.
  37. 37. Lampião:
  38. 38. Lampião e Maria Bonita:
  39. 39. • O cangaceiro mais famoso foi VirgulinoFerreira da Silva, o "Lampião", denominado o"Senhor do Sertão" e também "O Rei doCangaço". Atuou durante as décadas de 1920e 1930 em praticamente todos os estados doNordeste brasileiro.
  40. 40. Lampião:
  41. 41. Maria Bonita:
  42. 42. • As primeiras mulheres juntaram-se aocangaço a partir de 1930 - a pioneira foi MariaBonita, companheira de Lampião.• Estima-se que o bando de Lampião chegou amatar mais de mil pessoas.
  43. 43. • Para combater os cangaceiros, o governoreagia com as "volantes", grupos de policiaisdisfarçados de cangaceiros, que muitas vezeseram mais brutais que os próprioscangaceiros.
  44. 44. Volante:
  45. 45. Volante de Alagoas:
  46. 46. • . Em 1938, Lampião e Maria Bonita forammortos por uma volante. Um dossobreviventes, Corisco, tentou assumir o lugardo chefe, mas foi morto pela polícia em 1940,num ataque que encerra o cangaço.
  47. 47. Cabeças do Bando de Lampião:
  48. 48. Cabeça Lampião e Maria Bonita:
  49. 49. Corisco:
  50. 50. Corisco e Pancada:
  51. 51. Dadá em 1972:
  52. 52. Raso da Catarina: O esconderijo deLampião e seu bando:
  53. 53. Padre Cícero• Cícero Romão Batista (Crato, 24 de março de 1844— Juazeiro do Norte, 20 de julho de 1934) foi umpadre brasileiro. Na devoção popular é conhecidocomo Padre Cícero ou Padim Ciço.• Proprietário de terras, gado e dono de diversosimóveis, o Padre Cícero fazia parte da sociedade epolítica conservadora do sertão do Cariri.
  54. 54. Padre Cícero Romão Batista:
  55. 55. • O médico Floro Bartolomeu seu braço direitoe integrava o sistema político cearense queficou sob o controle da família Accioli durantemais de duas décadas. Carismático, obtevegrande prestígio e influência sobre a vidasocial, política e religiosa do Ceará e da RegiãoNordeste do Brasil.
  56. 56. • Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, eradevoto de padre Cícero e respeitava as suascrenças e conselhos. Os dois se encontraramuma única vez, em Juazeiro do Norte, no anode 1926. Naquele ano, a Coluna Prestes,liderada por Luís Carlos Prestes, percorria ointerior do Brasil desafiando o GovernoFederal.
  57. 57. • Para combatê-la foram criados os chamadosBatalhões Patrióticos, comandados por líderesregionais que muitas vezes convocavamcangaceiros.
  58. 58. • O certo é que ao chegarem em Juazeiro,Lampião e os quarenta e nove cangaceirosque o acompanhavam, ouviram padre Cíceroaconselhá-los a abandonar o cangaço.
  59. 59. • Como Lampião exigia receber a patente quelhe fora prometida, Pedro de AlbuquerqueUchoa, único funcionário público federal nomunicípio, escreveu em uma folha de papelque Lampião seria, a partir daquele momento,Capitão e receberia anistia por seus crimes. Obando deixou Juazeiro sem enfrentar a ColunaPrestes.
  60. 60. Lampião visita Padre Cícero:
  61. 61. Floro Bartolomeu e Padre Cícero:

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