FILOSOFIA – ENSINO MÉDIO
• PROFESSOR ALAN APARECIDO
• SISTEMA DE NOTAS
• 2 BLOCOS DE 10 PONTOS.
• ATIVIDADES E AVALIAÇÕES ...
Pré Socráticos aos Medievais 2
O Filósofo
• Não é movido por interesses comerciais ou
financeiros;
• Não coloca o saber como propriedade sua;
• Não é mov...
O Filósofo
• É movido pelo desejo de observar,
contemplar, julgar e avaliar a vida;
• É movido pelo desejo de saber.
A Verdade
• Não pertence a ninguém;
• Não é um prêmio conquistado por
competição;
• Está diante de todos nós;
• É algo a s...
O surgimento da
Filosofia
• Gregos
– Começaram a fazer perguntas e buscar respostas para
a realidade;
Mundo
Natureza
Ser h...
A questão do Mito
• Um mito é um relato em forma de narrativa com
carácter explicativo e/ou simbólico,
profundamente relac...
• Todas as culturas têm seus mitos, alguns dos quais
são expressões particulares de arquétipos comuns a
toda a humanidade....
Pré Socráticos aos Medievais 9
GENEALOGIA DOS DEUSES GREGOS:
• 1ª geração – Eram entidades que haviam gerado o
mundo. Eram forças primitivas e poderosas forças da
natureza.
• CRONOS
•...
• 2ª geração – Os Titãs, descendia da primeira, transmitia
uma visão agitada e indomada da natureza. Deuses de
aparência s...
• 3ª geração – Com o desaparecimento da potência
criadora e selvagem das duas primeiras gerações, surge
uma acomodação cad...
Adendos
•Cosmogonia - κοσμογονία (de κόσμος "Cosmos, Universo”)
(γονία “Nascimento”) Abrange lendas e teorias sobre o Nasc...
Modelo geral seguido pelas cosmogonias
dos primeiros filósofos:
• 1) No começo há o Caos, isto é, um estado de
indetermina...
• 2) dessa unidade primordial vão surgindo, por
segregação e separação, pares de opostos –
quente-frio, seco-umido - que d...
• 3) os opostos começaram a se reunir, a se
mesclar, a se combinar, mas, em cada caso,
um deles é mais forte que os outros...
Filme – Confronto do Deuses
Pré Socráticos aos Medievais 17
O surgimento da
Filosofia
• Pensadores gregos:
– Verdade do mundo e dos humanos não era algo
secreto e misterioso;
– Verda...
• A pergunta feita pelas cosmogonias é sempre
a mesma: como do caos surgiu o mundo
ordenado (cosmos)?
• As cosmogonias res...
os primeiros
filósofos
Não fazem
cosmogonias e sim
cosmologias.
Pré Socráticos aos Medievais 20
Características
• Tendência à racionalidade
• Recusa de explicações preestabelecidas
• Tendência à argumentação
• Capacida...
Legado filosófico
grego
• Conhecimento = leis e princípios universais
– Verdade = provas ou argumentos racionais
– Conheci...
• Natureza segue uma ordem necessária
– Opera obedecendo a leis e princípios necessários e
universais;
– Essas leis podem ...
• A razão (ou o nosso pensamento) também opera
obedecendo a princípios, leis, regras e normas
universais e necessários.
– ...
• O agir humano exprime a conduta de um ser
racional dotado de vontade e de liberdade
– As práticas humanas não se realiza...
• Seres humanos naturalmente aspiram:
– Ao conhecimento verdadeiro (pois são seres
racionais)
– À justiça (pois são seres ...
Dos
Pré-Socráticos
aos Medievais
27Pré Socráticos aos Medievais
EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO...??
• O Mito pretende narrar como as coisas eram ou tinham sido
no passado imemorial, longínquo e ...
• A Ciência Moderna não mostra a verdade das
coisas em si mesmas; a ciência apresenta
apenas modelos teóricos provisórios ...
Os Pré-socráticos
30Pré Socráticos aos Medievais
Os primeiros Filósofos/Cientistas: Filósofos da
Natureza. Cerca de 550 a.C..
Interesse:
Desvendar os fenômenos da natureza...
> Investigação cosmológicas (racionais)
>Investigavam a natureza e os processos naturais
>perceberam o dinamismo das mudan...
• Encontraram respostas diversas.
• Não queriam recorrer ao mito.
• Os primeiros a dar um passo na forma
científica de pen...
• A palavra grega Physis pode ser traduzida
por natureza, mas seu significado é mais
amplo. Refere-se também à realidade, ...
• Para os filósofos pré-socráticos, a arché ou
arqué (ἀρχή; origem), seria um princípio que
deveria estar presente em todo...
Os três primeiros
filósofos que
surgiram foram da
cidade de Mileto
36Pré Socráticos aos Medievais
Tales de Mileto
(624 – 546 a.C)
Queria descobrir um elemento físico que
fosse constante em todas as coisas.
37Pré Socrátic...
Água
• Observando a vida animal e vegetal concluiu
que a água, ou o úmido, é o princípio de
todas as coisas.
• somente a á...
Anaximandro de Mileto
(610-547 a.C.)
39Pré Socráticos aos Medievais
• Introduziu o conceito de arché para designar o
primum, a realidade primeira e última das coisas.
• A arché para ele é al...
Anaxímenes de Mileto
(588-524 a.C)
41Pré Socráticos aos Medievais
• Admitia que a origem é indeterminada, mas não
acreditava em seu caráter oculto.
• Tentou uma possível conciliação entre ...
O Ar
• o ar é a própria vida, a força vital, a divindade
que “anima” o mundo, aquilo que dá
testemunho à respiração.
43Pré...
Heráclito de Éfeso
544-484 a.C
• Concebia a realidade do
mundo como algo dinâmico,
em permanente
transformação.
• A vida e...
Origem do Cosmos:
• FOGO
• O fogo é um elemento natural que gera
transformações nos seres, nesse sentido, o
fogo está pres...
O SER É e NÃO É
• Tudo está numa infinita transformação. Por
isso, não podemos entrar em um rio duas
vezes, o rio muda no ...
“Devir” - vir a ser
• “Nunca nos banhamos duas vezes no mesmo
rio”, pois na segunda vez não somos os
mesmo, e também o rio...
Luta dos contrários
• Belo e feio Alegria e a tristeza
• Bem e mal
48Pré Socráticos aos Medievais
• só a mudança e o movimento são reais
• identidade das coisas iguais a si mesmas é ilusória
• Nessa dualidade, que é uma ...
Doutrina dos contrários
• O ser é múltiplo, por estar constituído de
oposições internas.
• a forma do ser é devir pelo qua...
Escola itálica
• Pitágoras de Samos
• Filolau
• Arquitas de Tarento.
51Pré Socráticos aos Medievais
Pitágoras de Samos
(570-490 a.C.)
• Fundador de poderosa
sociedade de caráter religioso
e filosófico - Sociedade
pitagóric...
Πυθαγόρας
53Pré Socráticos aos Medievais
Número
• a essência de todas as
coisas reside nos
números, os quais
representam a simetria
ordem, harmonia,
limitado e ili...
Fundamento de tudo é o NÚMERO !!!
# não abstrato,
# elemento essencial da realidade,
# dimensão espacial,
# par, ímpar e p...
• Acreditava na divindade do número.
• O um é o ponto, o dois determina a linha, o
três gera a superfície e o quatro produ...
Filolau
• Discípulo de Pitágoras, segue a
doutrina pitagórica.
57Pré Socráticos aos Medievais
Arquitas de Tarento
• Representante da escola
pitagórica de grande destaque
• um dos responsáveis por
mudanças fundamentai...
Escola Eleata
• Parmênides de Eléia
• Zenão.
59Pré Socráticos aos Medievais
Parmênides de Eléia: o ser é imóvel
(540-470 a.C.)
• o principal expoente da
chamada escola eleática.
• critica a filosofi...
Defendia a existência de dois caminhos para a
compreensão da realidade – expressou esse
pensamento no poema Sobre a Nature...
O ser e o não ser
O caminho da verdade nos leva a
compreender que:
• “o ser é” - e o “não ser não é” - o não ser não
pode ...
Mundo sensível e mundo
inteligível
• o movimento existe apenas no mundo
sensível, e a percepção pelos sentidos é
ilusória....
• Uma das conseqüências dessa teoria é a
identidade entre o ser e o pensar:
o que não conseguir pensar não pode ser na
rea...
Adendo
• Pode-se também pensar que a filosofia de Parmênides, isto é, a do
imobilismo universal ou teoria do repouso absol...
Zenão
• o que se move sempre está no
mesmo agora
• Tenta demonstrar que a própria
noção de movimento era inviável
e contra...
Aquiles e a tartaruga
• Zenão sabia que Aquiles
pode alcançar a tartaruga
ele pretendia demonstrar
as conseqüências
parado...
Isso demonstram as dificuldades por que
passou o pensamento racional para
compreender conceitos como :
• movimento, espaço...
Escola pluralista
• Empédoclis de Agrigento: água, fogo, ar e
terra.
• Anaxágoras de Clazómena
• Leucipo de Abdera
• Demóc...
Empédoclis de Agrigento
• arché: água, fogo, ar e terra.
• elementos são movidos e
misturados de diferentes
maneiras em fu...
• Amor (philia, em grego) – responsável pela
força de atração e união e pelo movimento de
crescente harmonização das coisa...
• Aceitava de Parmênides a racionalidade que
afirma a existência e permanência do ser
• procurava encontrar uma maneira de...
Anaxágoras de Clazómena
• propôs, um princípio que
atendesse tanto às exigências
teóricas do "ser" imutável, quanto
à cont...
Arché: nous
• Nous:a força motriz que formou o mundo a partir do
caos original, iniciando o desenvolvimento do cosmo.
 é ...
Leucipo de Abdera
• Primeiro professor da
escola atomista.
• Não se tem muito
informação sobre ele.
75Pré Socráticos aos M...
Demócrito de Abdera
(430-370)
• Responsável pelo desenvolvimento
do atomismo
• todas as coisas que formam a
realidade são ...
"Tudo que existe no universo é fruto do acaso e
da necessidade"
Tudo o que existe é composto por
elementos indivisíveis ch...
• Para ele, o átomo seria o equivalente ao
conceito de ser em Parmênides.
• Tudo tem uma causa. E os átomos são a causa
úl...
Os SOFISTAS
Os mestres da
argumentação
79Pré Socráticos aos Medievais
• NOVA FASE FILOSÓFICA
caracterizada pelo interesse no próprio homem
e nas relações políticas do homem com a
sociedade.
80...
• Eram professores viajantes que, por
determinado preço, vendiam ensinamentos
práticos de filosofia.
81Pré Socráticos aos ...
• Levando em consideração os interesses dos
alunos, ensinavam:
ELOQÜÊNCIA E SAGACIDADE MENTAL,
HABILIDADE RETÓRICA..
Ensin...
Objetivo:
desenvolvimento da argumentação,
da habilidade retórica,
83Pré Socráticos aos Medievais
• Era uma época de lutas políticas e intenso
conflito de opiniões nas assembleias
democráticas. Por isso, os cidadãos mais...
mundodafilosofia.com
85Pré Socráticos aos Medievais
Protágoras de Abdera: o homem
como medida de todas as coisas;
• Aprofundou o subjetivismo relativista de
Protágoras a pont...
• Todas as , coisas são relativas aos homem, isto
é, o mundo é o que o homem constrói e
destrói.
• Por isso não haveria ve...
Protágoras de Abdera
Górgias
88Pré Socráticos aos Medievais
Górgias de Leontini: o grande
Orador
• Aprofundou o subjetivismo relativista de
Protágoras a ponto de defender o ceticismo...
• Essas características dos ensinamentos dos sofistas
favoreceram o surgimento de concepções filosóficas
relativistas sobr...
• o termo sofista significa “sábio”.
Entretanto, com o decorrer do tempo,
ganhou o sentido de “impostor”, devido às
crític...
• Considerou-se a sofística - a arte dos
sofistas - apenas uma atitude viciosa do
espírito, uma arte de manipular
raciocín...
•A verdade, em grego – aletheia - a
manifestação daquilo que é, o não-oculto, se
opõe a pseudos que significa o falso, aqu...
Quem foi Sócrates?
• Local:
Atenas.
• Nascimento:
470 a.C.
• Falecimento:
339 a.C.
• Escola/tradição:
Filosofia Grega.
• P...
Quem foi Sócrates?
• Idéias notáveis:
Ironia, Método Socrático.
• Influências:
Anaxágoras, Parmênides,
Pródigo.
• Influenc...
Método Socrático
• Sócrates é considerado o “Pai da
Filosofia” por procurar atingir a
verdade a partir da prática filosófi...
Método Socrático
Diálogo Teeteto de Platão:
Filósofo como sendo uma parteira:
seu objetivo era dar à luz
Idéias!
MAIÊUTICA...
Sócratese a Maiêutica
• Quando se diz que a maiêutica é a
arte de dar à luz as idéias, está se
subentendendo que o conheci...
Método SocráticoO primeiro passo para se
chegar a verdade era
reconhecer a própria
ignorância!
Só sei que nada sei!
Conhec...
Sócratese a Maiêutica
• Maiêutica: método para chegar ao conhecimento.
• Para Sócrates o papel do filósofo fazer com que a...
Sócrates
• Seus primeiros estudos e
pensamentos discorrem sobre a
essência da natureza da alma
humana.
101Pré Socráticos a...
Sócrates
• Para viver bem (de acordo com a virtude) é preciso ser sábio.
• Como atingir a sabedoria?
• Para Sócrates a sab...
• Por meio da ironia, fazendo perguntas e
respondendo as perguntas com outras
perguntas, levava o interlocutor a cair em
c...
• A ironia pode ter um significado
depreciativo, sarcástico ou de zombaria,
mas no grego, quer dizer “interrogação”, e
Sóc...
O Destino de Sócrates
• A maior arte de Sócrates era a
investigação, feita com o auxílio de
seus interlocutores. Aquele qu...
• Sócrates é acusado de corromper a
juventude e de desprezar os deuses da
cidade. Com base nessas acusações
ele é condenad...
Platão
107Pré Socráticos aos Medievais
Platão
• É filho de uma nobre família ateniense e seu nome
verdadeiro é Arístocles. Seu apelido de Platão é devido à
sua c...
• Platão, diferentemente se Sócrates, tinha o hábito de
escrever sobre suas idéias. Foi ele quem resgatou boa
parte do pen...
Platão
• Do mundo sensível das opiniões ao mundo
inteligível das idéias.
• Segundo Platão, os sentidos só podem nos
fornec...
Platão e a
Teoria das ideias
• Ele procura explicar como se desenvolve o
conhecimento humano. O processo de
conhecimento s...
• Para atingir esse mundo, o
homem não pode ter apenas
“amor às opiniões”, precisa
possuir um “amor ao saber”.
112Pré Socr...
• Platão, assim como seu mestre Sócrates,
acreditava que o conhecimento era inato ao ser
humano, ou seja, todo o conhecime...
Mito da Caverna
114Pré Socráticos aos Medievais
Mito da Caverna
Explicação:
• As sombras que os homens enxergam no fundo da caverna
representam as aparências da realidade...
O mito da caverna representa as etapas da
educação de um filósofo, ao sair do mundo das
sombras (das aparências) para alca...
Dois pontos de vista a analise da caverna:
• O político: com retorno do filósofo-político
que conhece a arte de governar;
...
118Pré Socráticos aos Medievais
119Pré Socráticos aos Medievais
120Pré Socráticos aos Medievais
121Pré Socráticos aos Medievais
Platão distingue dois tipos de conhecimento:
O sensível e o inteligível.
• Na ilustração da caverna vemos:
1. As sombras: ...
O muro representa a separação de
dois tipos de conhecimento:
O sensível
As duas primeiras realidades
O inteligível
As duas...
Platão e o Mundo das Ideias- Idealismo
• Explicou o mundo das idéias através do Mito
da Caverna contido em A República.
Mu...
Platão e a Alma
A alma é composta de 3 partes;
*Vegetativa ou apetitiva: desejo de prazer
sensível.
*Irascível: superação ...
Platão: Sociedade, Política e Arte
Constrói um modelo de sociedade Justa.
Conceito de justiça para Platão:
“a cada um faça...
Platão: Sociedade, Política e Arte
Modelo da Sociedade Justa, onde cada um deveria desempenhar
uma função social.
Filósofo...
Aristóteles
128Pré Socráticos aos Medievais
Ἀριστοτέλης
129Pré Socráticos aos Medievais
“Aristóteles representa o apogeu do
pensamento filosófico grego, e o mesmo se
pode dizer para a filosofia do direito.
Ap...
ALUNO DE PLATÃO.
131Pré Socráticos aos Medievais
A acentuada tendência platônica a uma
construção filosófica ideal passa a ser amenizada
no pensamento de Aristóteles, na m...
Professor de Alexandre – o Grande.
133Pré Socráticos aos Medievais
Foi ao mesmo tempo......
- Filósofo;
- Físico;
- Biólogo;
- Músico;
- Professor;
- Político;
134Pré Socráticos aos M...
CONHECIMENTO
• Aristóteles discorda de Platão e procura uma
outra forma de definir o conhecimento.
• Antes de qualquer coi...
Para Aristóteles, o verdadeiro conhecimento
é o conhecimento das causas, que pode
superar o engano e explicar as mutações...
O SER E A SUBSTÂNCIA
O conceito de ser não pode ser reduzido a um
gênero, menos ainda a uma espécie.
As várias coisas qu...
 Dentre os atributos que compõem uma
substância, podemos destacar:
a) aquilo que é ESSENCIAL;
b) aquilo que é ACIDENTAL.
...
Ainda para explicar a questão do movimento,
Aristóteles propõe os conceitos de
ATO e POTÊNCIA.
Potência significa ausênci...
Os ciclos que compõem a vida de cada ser vão
se atualizando, isto é, a potência dentro deles
vai se realizando.
O que Ar...
• As Quatro Causas
•
• Segundo Aristóteles, há quatro causas
implicadas na existência de algo:
• - Causa material: daquilo...
• Exemplo 1: A ESTÁTUA
- A causa material é o mármore (isto é, do que
a coisa é feita);
- A causa eficiente é o próprio es...
143Pré Socráticos aos Medievais
• Formas de governo, retórica
(argumentação), etc.
• Em suma, ele organizou ou sistematizou
praticamente todo conhecimento...
• Principais obras de Aristóteles:
• - Ética e Nicômano
• - Política
• - Órganon
• - Retórica das Paixões
• - A poética cl...
Afinal
O que é Filosofia
FILOSOFIA
Philo / Philia
Sophia
grego
= amizade,
amor fraterno
= sabedoria
146Pré Socráticos aos ...
O que é Filosofia
FILOSOFIA
Amizade pela sabedoria
Amor e respeito pelo saber
Indica um estado de espírito
Pessoa que ama,...
O que é Filosofia
FILÓSOFO
Aquele que ama a
sabedoria
Tem amizade pelo saber
Deseja saber
148Pré Socráticos aos Medievais
O nascimento da Filosofia
• Pitágoras = filósofo grego (séc.V a.C.)
– responsável pela invenção da palavra “Filosofia”
– S...
Pitágoras
JOGOS OLÍMPICOS
Comerciante
Atletas
Artistas
Público
Satisfação da
própria cobiça
Sem interesse
pelas disputas
A...
O Filósofo
• Não é movido por interesses comerciais ou
financeiros;
• Não coloca o saber como propriedade sua;
• Não é mov...
O Filósofo
• É movido pelo desejo de observar,
contemplar, julgar e avaliar a vida;
• É movido pelo desejo de saber.
152Pr...
A Verdade
• Não pertence a ninguém;
• Não é um prêmio conquistado por
competição;
• Está diante de todos nós;
• É algo a s...
O surgimento da Filosofia
• Gregos
– Começaram a fazer perguntas e buscar respostas
para a realidade;
Mundo
Natureza
Ser h...
O surgimento da Filosofia
• Pensadores gregos:
– Verdade do mundo e dos humanos não era algo
secreto e misterioso;
– Verda...
Características
• Tendência à racionalidade
• Recusa de explicações preestabelecidas
• Tendência à argumentação
• Capacida...
Legado filosófico grego
• Conhecimento = leis e princípios universais
– Verdade = provas ou argumentos racionais
– Conheci...
Legado filosófico grego
• Natureza segue uma ordem necessária
– Opera obedecendo a leis e princípios necessários e
univers...
Legado filosófico grego
• A razão (ou o nosso pensamento) também opera
obedecendo a princípios, leis, regras e normas
univ...
Legado filosófico grego
• O agir humano exprime a conduta de um ser
racional dotado de vontade e de liberdade
– As prática...
Legado filosófico grego
• Seres humanos naturalmente aspiram:
– Ao conhecimento verdadeiro (pois são seres
racionais)
– À ...
162Pré Socráticos aos Medievais
Períodos da História da Filosofia
Filosofia Medieval Escolástica
Patrística
Renascimento
Período: queda do Império Romano ...
Aspectos gerais
 Correntes da filosofia
medieval e principais
representantes: Patrística
(séc. II-V), com Agostinho
de Hi...
Patrística
 Os apologistas adaptaram os textos
platônicos, mais adequados à nova fé.
 Principais temas: a natureza de De...
•Período: do século I até o século VII
•a criação do mundo por Deus,
•pecado original,
•Deus e a trindade una,
•encarnação...
 Agostinho foi o primeiro a usar o conceito de livre-arbítrio,
como faculdade da razão e da vontade.
 Para ele, o mal nã...
Escolástica
 A escolástica sofreu influência
decisiva do aristotelismo.
 Principal representante da escolástica:
Tomás d...
•Período:do século XIII ao século XIV
•a questão da razão e da fé, da filosofia e da
teologia.
•As investigações científic...
A questão dos universais
 O universal é o conceito, a ideia, a essência comum a
todas as coisas.
 A questão era: os univ...
Tomás de Aquino
 A grande síntese aristotélico-tomista expressa-se na obra
Suma Teológica.
 Aquino prioriza a fé, mas va...
Provas da existência de Deus
 As “cinco vias” são baseadas nas provas aristotélicas
sobre a causa primeira, o Primeiro Mo...
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Dos pré socráticos ao medievais

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Dos pré socráticos ao medievais

  1. 1. FILOSOFIA – ENSINO MÉDIO • PROFESSOR ALAN APARECIDO • SISTEMA DE NOTAS • 2 BLOCOS DE 10 PONTOS. • ATIVIDADES E AVALIAÇÕES EM SALA. • ATIVIDADES E AVALIAÇÕES ON LINE • KAITEOS.BLOGSPOT.COM.BR Pré Socráticos aos Medievais 1
  2. 2. Pré Socráticos aos Medievais 2
  3. 3. O Filósofo • Não é movido por interesses comerciais ou financeiros; • Não coloca o saber como propriedade sua; • Não é movido pelo desejo de competir; • Não faz das ideias e dos conhecimentos uma habilidade para vencer competidores;
  4. 4. O Filósofo • É movido pelo desejo de observar, contemplar, julgar e avaliar a vida; • É movido pelo desejo de saber.
  5. 5. A Verdade • Não pertence a ninguém; • Não é um prêmio conquistado por competição; • Está diante de todos nós; • É algo a ser procurado; • É encontrada por todos aqueles que a desejarem, que tiverem olhos para vê-la e coragem para buscá-la.
  6. 6. O surgimento da Filosofia • Gregos – Começaram a fazer perguntas e buscar respostas para a realidade; Mundo Natureza Ser humano Podem ser conhecidos pela razão humana
  7. 7. A questão do Mito • Um mito é um relato em forma de narrativa com carácter explicativo e/ou simbólico, profundamente relacionado com uma dada cultura e/ou religião. • O termo é, por vezes, utilizado de forma pejorativa para se referir às crenças comuns (consideradas sem fundamento objetivo ou científico, e vistas apenas como histórias de um universo puramente maravilhoso) de diversas comunidades. Pré Socráticos aos Medievais 7
  8. 8. • Todas as culturas têm seus mitos, alguns dos quais são expressões particulares de arquétipos comuns a toda a humanidade. • Por exemplo, os mitos sobre a criação do mundo repetem alguns temas, como o ovo cósmico, ou o deus assassinado e esquartejado cujas partes vão formar tudo que existe. • Mito NÃO é o mesmo que fábula, conto de fadas, lenda ou saga. Pré Socráticos aos Medievais 8
  9. 9. Pré Socráticos aos Medievais 9 GENEALOGIA DOS DEUSES GREGOS:
  10. 10. • 1ª geração – Eram entidades que haviam gerado o mundo. Eram forças primitivas e poderosas forças da natureza. • CRONOS • Deus do tempo, filho de Urano (céu) e Gaia (terra), esse titã tinha o péssimo hábito de comer seus filhos assim que nascessem. Casou-se com... • RÉIA • Irmã de Cronos, ela conseguiu salvar um dos seus filhos de ser comido pelo marido. Era o pequeno Zeus. Pré Socráticos aos Medievais 10 GENEALOGIA DOS DEUSES GREGOS Três gerações do Olimpo :
  11. 11. • 2ª geração – Os Titãs, descendia da primeira, transmitia uma visão agitada e indomada da natureza. Deuses de aparência semelhante à humana. • POSEIDON - Deus dos mares, era muito popular entre os gregos. • ZEUS - Deus dos deuses do monte Olimpo, comandava o mundo com seu raio. Mesmo tendo a árdua tarefa de dominar a Terra, tinha tempo de fazer um monte de filhos. • HERA - Irmã gêmea e, como isso não era nenhum estorvo entre os deuses, mulher de Zeus. Era a protetora do, imagine só, casamento. • HADES - Deus do mundo inferior, raptou Perséfone, filha de sua irmã Deméter. Pré Socráticos aos Medievais 11
  12. 12. • 3ª geração – Com o desaparecimento da potência criadora e selvagem das duas primeiras gerações, surge uma acomodação cada um em seu domínio. • DEUSES OLÍMPICOS DE FORMA TOTALMENTE HUMANA. • HEFESTO - Protetor do fogo e dos metais, era deficiente, o que não o impediu de se casar com... • AFRODITE - A deusa da beleza e do amor nasceu da espuma do mar depois que Cronos jogou na água os testículos de Urano. Traiu Hefesto várias vezes. • ARES - Deus da guerra e um dos amantes de Afrodite. Representava a fúria do espírito guerreiro. Pré Socráticos aos Medievais 12
  13. 13. Adendos •Cosmogonia - κοσμογονία (de κόσμος "Cosmos, Universo”) (γονία “Nascimento”) Abrange lendas e teorias sobre o Nascimento do universo. •Teogonia - (em grego: Θεογονία [theos, deus + gonia, nascimento] •Cosmologia - (do grego κοσμολογία, κόσμος ="cosmos"/"ordem"/"mundo" + λογία="discurso"/"estudo") é o ramo da astronomia que estuda a origem, estrutura e evolução do Universo a partir da aplicação de métodos científicos. •Teofania - é um conceito de cunho teológico que significa a manifestação de Deus em algum lugar, coisa ou pessoa. Tem sua etimologia enraizada na língua grega: "theopháneia" ou "theophanía". Pré Socráticos aos Medievais 13
  14. 14. Modelo geral seguido pelas cosmogonias dos primeiros filósofos: • 1) No começo há o Caos, isto é, um estado de indeterminação ou de indistinção em que nada aparece (vazio primordial); Pré Socráticos aos Medievais 14
  15. 15. • 2) dessa unidade primordial vão surgindo, por segregação e separação, pares de opostos – quente-frio, seco-umido - que diferenciarão as quatro regiões principais do mundo ordenado (cosmos), isto é, o céu de fogo, o ar frio, a terra seca e o mar úmido; Pré Socráticos aos Medievais 15 Modelo geral seguido pelas cosmogonias dos primeiros filósofos:
  16. 16. • 3) os opostos começaram a se reunir, a se mesclar, a se combinar, mas, em cada caso, um deles é mais forte que os outros e triunfa sobre eles, sendo o elemento predominante da combinação realizada; desta combinação e mescla nascem todas as coisas, que seguem um ciclo de repetição interminável. Pré Socráticos aos Medievais 16 Modelo geral seguido pelas cosmogonias dos primeiros filósofos:
  17. 17. Filme – Confronto do Deuses Pré Socráticos aos Medievais 17
  18. 18. O surgimento da Filosofia • Pensadores gregos: – Verdade do mundo e dos humanos não era algo secreto e misterioso; – Verdade podia ser conhecida por todos por meio das operações mentais de raciocínio; – Linguagem respeita as exigências do pensamento; – Conhecimentos verdadeiros podem ser transmitidos e ensinados a todos.
  19. 19. • A pergunta feita pelas cosmogonias é sempre a mesma: como do caos surgiu o mundo ordenado (cosmos)? • As cosmogonias respondem a essa pergunta fazendo uma genealogia dos seres, isto é, por meio da personificação dos elementos ( água, ar, terra, fogo) e de relações sexuais entre eles explicam a origem de todas as coisas e a ordem do mundo.Pré Socráticos aos Medievais 19 O surgimento da Filosofia
  20. 20. os primeiros filósofos Não fazem cosmogonias e sim cosmologias. Pré Socráticos aos Medievais 20
  21. 21. Características • Tendência à racionalidade • Recusa de explicações preestabelecidas • Tendência à argumentação • Capacidade de generalização • Capacidade de diferenciação = análise
  22. 22. Legado filosófico grego • Conhecimento = leis e princípios universais – Verdade = provas ou argumentos racionais – Conhecimento não se impõe aos outros – Conhecimento deve ser compreendido por todos – Capacidade de pensar e conhecer é a mesma em todos os seres humanos – Conhecimento só é verdadeiro quando explica racionalmente seus objetos
  23. 23. • Natureza segue uma ordem necessária – Opera obedecendo a leis e princípios necessários e universais; – Essas leis podem ser plenamente conhecidas pelo nosso pensamento. • Surgimento da cosmologia • Surgimento da física Legado filosófico grego
  24. 24. • A razão (ou o nosso pensamento) também opera obedecendo a princípios, leis, regras e normas universais e necessários. – Podemos distinguir o que é verdadeiro do falso; – Razão obedece à lei da identidade, da diferença, da contradição e da alternativa. Legado filosófico grego
  25. 25. • O agir humano exprime a conduta de um ser racional dotado de vontade e de liberdade – As práticas humanas não se realizam por imposições misteriosas e incompreensíveis (forças secretas, invisíveis, divinas e impossíveis de serem conhecidas) Legado filosófico grego
  26. 26. • Seres humanos naturalmente aspiram: – Ao conhecimento verdadeiro (pois são seres racionais) – À justiça (pois são seres dotados de vontade livre) – À felicidade (pois são seres dotados de emoções e desejos) Os seres humanos instituem valores pelos quais dão sentido às suas vidas e às suas ações. Legado filosófico grego
  27. 27. Dos Pré-Socráticos aos Medievais 27Pré Socráticos aos Medievais
  28. 28. EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO...?? • O Mito pretende narrar como as coisas eram ou tinham sido no passado imemorial, longínquo e fabuloso, voltando-se para o que era antes que tudo existisse tal como existe no presente. • O Mito aceita contradições e mesmo assim, era tido como verdadeiro. • A Filosofia, ao contrário, se preocupa em explicar como e por que, no passado, no presente e no futuro (isto é, na totalidade do tempo), as coisas são como são; • Não admite contradições – exige explicação coerente e racional. 28Pré Socráticos aos Medievais
  29. 29. • A Ciência Moderna não mostra a verdade das coisas em si mesmas; a ciência apresenta apenas modelos teóricos provisórios que tentam explicar a realidade. Essas ‘verdades’ que a ciência apresenta duram enquanto não surgirem outros modelos teóricos melhores Pré Socráticos aos Medievais 29
  30. 30. Os Pré-socráticos 30Pré Socráticos aos Medievais
  31. 31. Os primeiros Filósofos/Cientistas: Filósofos da Natureza. Cerca de 550 a.C.. Interesse: Desvendar os fenômenos da natureza, as transformações da natureza. Estudar o Cosmos e o surgimento da vida. Tales de Mileto, Pitágoras de Samos, Anaximandro de Mileto Anaxímenes de Mileto Heráclito de Éfeso Parmênides Demócrito 31Pré Socráticos aos Medievais
  32. 32. > Investigação cosmológicas (racionais) >Investigavam a natureza e os processos naturais >perceberam o dinamismo das mudanças que ocorrem na physis - realidade primeira, originária e fundamental (natureza). >procuravam uma substância básica, um princípio primordial (arché) causa de todas as transformações da natureza OS PRÉ-SOCRÁTICOS FILÓSOFOS DA NATUREZA (NATURALISTAS) OU FISICISTAS 32Pré Socráticos aos Medievais
  33. 33. • Encontraram respostas diversas. • Não queriam recorrer ao mito. • Os primeiros a dar um passo na forma científica de pensar. 33Pré Socráticos aos Medievais
  34. 34. • A palavra grega Physis pode ser traduzida por natureza, mas seu significado é mais amplo. Refere-se também à realidade, não aquela pronta e acabada, mas a que se encontra em movimento e transformação, a que nasce e se desenvolve, o fundo eterno, perene, imortal e imperecível de onde tudo brota e para onde tudo retorna. 34Pré Socráticos aos Medievais
  35. 35. • Para os filósofos pré-socráticos, a arché ou arqué (ἀρχή; origem), seria um princípio que deveria estar presente em todos os momentos da existência de todas as coisas; no início, no desenvolvimento e no fim de tudo. Princípio pelo qual tudo vem a ser. 35Pré Socráticos aos Medievais
  36. 36. Os três primeiros filósofos que surgiram foram da cidade de Mileto 36Pré Socráticos aos Medievais
  37. 37. Tales de Mileto (624 – 546 a.C) Queria descobrir um elemento físico que fosse constante em todas as coisas. 37Pré Socráticos aos Medievais
  38. 38. Água • Observando a vida animal e vegetal concluiu que a água, ou o úmido, é o princípio de todas as coisas. • somente a água permanece basicamente a mesma, em todas as transformações dos corpos, apesar de assumir diferentes estados. 38Pré Socráticos aos Medievais
  39. 39. Anaximandro de Mileto (610-547 a.C.) 39Pré Socráticos aos Medievais
  40. 40. • Introduziu o conceito de arché para designar o primum, a realidade primeira e última das coisas. • A arché para ele é algo que transcende os limites do observável. • Denominou-o apeíron, termo grego que significa “indeterminado”, “o infinito” • O ápeiron seria a “massa geradora” dos seres, contendo em si todos os elementos contrários. 40Pré Socráticos aos Medievais
  41. 41. Anaxímenes de Mileto (588-524 a.C) 41Pré Socráticos aos Medievais
  42. 42. • Admitia que a origem é indeterminada, mas não acreditava em seu caráter oculto. • Tentou uma possível conciliação entre as concepções de Tales e as de Anaximandro. • concluiu ser o ar o princípio de todas as coisas. 42Pré Socráticos aos Medievais
  43. 43. O Ar • o ar é a própria vida, a força vital, a divindade que “anima” o mundo, aquilo que dá testemunho à respiração. 43Pré Socráticos aos Medievais
  44. 44. Heráclito de Éfeso 544-484 a.C • Concebia a realidade do mundo como algo dinâmico, em permanente transformação. • A vida era impulsionada pela luta das forças contrárias. • É pela luta dessas forças que o mundo se modifica e evolui. 44Pré Socráticos aos Medievais
  45. 45. Origem do Cosmos: • FOGO • O fogo é um elemento natural que gera transformações nos seres, nesse sentido, o fogo está presente em todo o cosmos pois tudo está em constante transformação. 45Pré Socráticos aos Medievais
  46. 46. O SER É e NÃO É • Tudo está numa infinita transformação. Por isso, não podemos entrar em um rio duas vezes, o rio muda no passar de um segundo, assim como nós mesmos. • O ser é e não é. • Devir: Eterna Transformação. 46Pré Socráticos aos Medievais
  47. 47. “Devir” - vir a ser • “Nunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio”, pois na segunda vez não somos os mesmo, e também o rio mudou. 47Pré Socráticos aos Medievais
  48. 48. Luta dos contrários • Belo e feio Alegria e a tristeza • Bem e mal 48Pré Socráticos aos Medievais
  49. 49. • só a mudança e o movimento são reais • identidade das coisas iguais a si mesmas é ilusória • Nessa dualidade, que é uma guerra, no fundo é harmonia entre os contrários • O que mantém o fluxo do movimento é a luta dos contrários, pois “a guerra é pai de todos, rei de todos” 49Pré Socráticos aos Medievais
  50. 50. Doutrina dos contrários • O ser é múltiplo, por estar constituído de oposições internas. • a forma do ser é devir pelo qual todas as coisas são sujeitas ao tempo e à sua relativa transformação • Heráclito chamou seu princípio de logos, que significa regra segunda a qual todas as coisas se realizam e lei comum que a todos governa – incluiu racionalidade e inteligência. 50Pré Socráticos aos Medievais
  51. 51. Escola itálica • Pitágoras de Samos • Filolau • Arquitas de Tarento. 51Pré Socráticos aos Medievais
  52. 52. Pitágoras de Samos (570-490 a.C.) • Fundador de poderosa sociedade de caráter religioso e filosófico - Sociedade pitagórica • As contribuições da escola pitagórica são encontradas matemática, música e astronomia. 52Pré Socráticos aos Medievais
  53. 53. Πυθαγόρας 53Pré Socráticos aos Medievais
  54. 54. Número • a essência de todas as coisas reside nos números, os quais representam a simetria ordem, harmonia, limitado e ilimitado. 54Pré Socráticos aos Medievais
  55. 55. Fundamento de tudo é o NÚMERO !!! # não abstrato, # elemento essencial da realidade, # dimensão espacial, # par, ímpar e par-ímpar, # harmonia. 55Pré Socráticos aos Medievais
  56. 56. • Acreditava na divindade do número. • O um é o ponto, o dois determina a linha, o três gera a superfície e o quatro produz o volume. • Os números constituem a essência de todas as coisas segundo sua doutrina, e são a verdade eterna. 56Pré Socráticos aos Medievais
  57. 57. Filolau • Discípulo de Pitágoras, segue a doutrina pitagórica. 57Pré Socráticos aos Medievais
  58. 58. Arquitas de Tarento • Representante da escola pitagórica de grande destaque • um dos responsáveis por mudanças fundamentais na matemática do quinto século antes de Cristo. 58Pré Socráticos aos Medievais
  59. 59. Escola Eleata • Parmênides de Eléia • Zenão. 59Pré Socráticos aos Medievais
  60. 60. Parmênides de Eléia: o ser é imóvel (540-470 a.C.) • o principal expoente da chamada escola eleática. • critica a filosofia heraclitiana. • ao “tudo flui”, contrapõe a imobilidade do ser. • Arché- “o ser é” 60Pré Socráticos aos Medievais
  61. 61. Defendia a existência de dois caminhos para a compreensão da realidade – expressou esse pensamento no poema Sobre a Natureza. • caminho da razão, que permite encontrar a Verdade, imutável e perfeita (épistêmê) • o dos sentidos, ou da Opinião (doxa) que só nos permite conhecer as aparências das coisas, confusas e contraditórias 61Pré Socráticos aos Medievais
  62. 62. O ser e o não ser O caminho da verdade nos leva a compreender que: • “o ser é” - e o “não ser não é” - o não ser não pode ser conhecido. • O ser, portanto, é e deve ser afirmado, o não- ser não é e deve ser negado, e esta é a verdade • o ser é a única coisa pensável e exprimível • o ser é único, imutável, incriado e eterno. 62Pré Socráticos aos Medievais
  63. 63. Mundo sensível e mundo inteligível • o movimento existe apenas no mundo sensível, e a percepção pelos sentidos é ilusória. • Só o mundo inteligível é verdadeiro, pois está submetido ao princípio que hoje chamamos de identidade e de não-contradição. 63Pré Socráticos aos Medievais
  64. 64. • Uma das conseqüências dessa teoria é a identidade entre o ser e o pensar: o que não conseguir pensar não pode ser na realidade. Penso, logo sou! Descartes 64Pré Socráticos aos Medievais
  65. 65. Adendo • Pode-se também pensar que a filosofia de Parmênides, isto é, a do imobilismo universal ou teoria do repouso absoluto, foi usada pelas tradições religiosas (principalmente a cristã) para descrever Deus e o céu. Notem que, em geral, os mortos são enterrados com máximas que dizem: “Aqui jaz (repousa) fulano...”. Deus seria esse princípio Uno e Todo sem partes divididas ou vazias que deveria ser compreendido, através do pensamento, como princípio de todo o conhecimento. É também interessante notar como a identidade entre SER e PENSAMENTO e LINGUAGEM, de Parmênides também associa-se com a tradição do Antigo Testamento. Neste, Deus se revela como o VERBO. Em grego, o verbo é o LÓGOS, é palavra, discurso e razão. E se para Parmênides o lógos é também o pensar e o ser, então é a divindade que fala e que fornece a base para conhecermos, isto é, a via da verdade é a razão, o lógosdivino. Por isso, Parmênides concebe o ser de forma circular, pois é, entre os gregos, a forma da perfeição. 65Pré Socráticos aos Medievais
  66. 66. Zenão • o que se move sempre está no mesmo agora • Tenta demonstrar que a própria noção de movimento era inviável e contraditória • paradoxo de Zenão, que se refere à corrida de Aquiles com uma tartaruga 66Pré Socráticos aos Medievais
  67. 67. Aquiles e a tartaruga • Zenão sabia que Aquiles pode alcançar a tartaruga ele pretendia demonstrar as conseqüências paradoxais de encarar o tempo e o espaço como constituídos por uma sucessão infinita de pontos e instantes individuais consecutivos 67Pré Socráticos aos Medievais
  68. 68. Isso demonstram as dificuldades por que passou o pensamento racional para compreender conceitos como : • movimento, espaço, tempo e infinito 68Pré Socráticos aos Medievais
  69. 69. Escola pluralista • Empédoclis de Agrigento: água, fogo, ar e terra. • Anaxágoras de Clazómena • Leucipo de Abdera • Demócrito de Abdera 69Pré Socráticos aos Medievais
  70. 70. Empédoclis de Agrigento • arché: água, fogo, ar e terra. • elementos são movidos e misturados de diferentes maneiras em função de dois princípios universais opostos 70Pré Socráticos aos Medievais
  71. 71. • Amor (philia, em grego) – responsável pela força de atração e união e pelo movimento de crescente harmonização das coisas; • ódio (neikos, em grego) – responsável pela força de repulsão e desagregação e pelo movimento de decadência, dissolução e separação das coisas. 71Pré Socráticos aos Medievais
  72. 72. • Aceitava de Parmênides a racionalidade que afirma a existência e permanência do ser • procurava encontrar uma maneira de tornar racional os dados captados por nossos sentidos. 72Pré Socráticos aos Medievais
  73. 73. Anaxágoras de Clazómena • propôs, um princípio que atendesse tanto às exigências teóricas do "ser" imutável, quanto à contestação da existência das múltiplas manifestações da realidade. • faz da multiplicidade o principal objeto do seu pensamento, • manifestando-se acerca da natureza do múltiplo: 73Pré Socráticos aos Medievais
  74. 74. Arché: nous • Nous:a força motriz que formou o mundo a partir do caos original, iniciando o desenvolvimento do cosmo.  é ilimitado, autônomo e não misturado com nada mais,  age sobre as homeomerias (sementes) ordenando-as e constituindo o mundo sensível • Homeomerias: sementes que dão origem a realidade na pluralidade de manifestações 74Pré Socráticos aos Medievais
  75. 75. Leucipo de Abdera • Primeiro professor da escola atomista. • Não se tem muito informação sobre ele. 75Pré Socráticos aos Medievais
  76. 76. Demócrito de Abdera (430-370) • Responsável pelo desenvolvimento do atomismo • todas as coisas que formam a realidade são constituídas por partículas invisíveis e indivisíveis (Δημόκριτος) 76Pré Socráticos aos Medievais
  77. 77. "Tudo que existe no universo é fruto do acaso e da necessidade" Tudo o que existe é composto por elementos indivisíveis chamados Átomos Demócrito avançou também com o conceito de um Universo Infinito, onde existem muito outros mundos como o nosso. Uma coisa nasce quando se produz um certo agrupamento de átomos; desaparece quando esse grupo se desfaz, muda quando muda a situação ou a disposição desse grupo ou quando uma parte é substituída por outra. Cresce quando Ihe são acrescentados novos átomos. Toda ação de uma coisa sobre outra se produz pelo choque dos átomos. 77Pré Socráticos aos Medievais
  78. 78. • Para ele, o átomo seria o equivalente ao conceito de ser em Parmênides. • Tudo tem uma causa. E os átomos são a causa última do mundo. 78Pré Socráticos aos Medievais
  79. 79. Os SOFISTAS Os mestres da argumentação 79Pré Socráticos aos Medievais
  80. 80. • NOVA FASE FILOSÓFICA caracterizada pelo interesse no próprio homem e nas relações políticas do homem com a sociedade. 80Pré Socráticos aos Medievais
  81. 81. • Eram professores viajantes que, por determinado preço, vendiam ensinamentos práticos de filosofia. 81Pré Socráticos aos Medievais
  82. 82. • Levando em consideração os interesses dos alunos, ensinavam: ELOQÜÊNCIA E SAGACIDADE MENTAL, HABILIDADE RETÓRICA.. Ensinavam conhecimentos úteis para o sucesso nos negócios públicos e privados. 82Pré Socráticos aos Medievais
  83. 83. Objetivo: desenvolvimento da argumentação, da habilidade retórica, 83Pré Socráticos aos Medievais
  84. 84. • Era uma época de lutas políticas e intenso conflito de opiniões nas assembleias democráticas. Por isso, os cidadãos mais ambiciosos sentiam necessidade de aprender a arte de argumentar em público para conseguir persuadir em assembleias e, muitas vezes, fazer prevalecer seus interesses individuais e de classe. 84Pré Socráticos aos Medievais
  85. 85. mundodafilosofia.com 85Pré Socráticos aos Medievais
  86. 86. Protágoras de Abdera: o homem como medida de todas as coisas; • Aprofundou o subjetivismo relativista de Protágoras a ponto de defender o ceticismo absoluto. • Ensinou por muito tempo em Atenas, tendo como principio básico de sua doutrina a idéia de que o homem é a medida de tudo que existe. 86Pré Socráticos aos Medievais
  87. 87. • Todas as , coisas são relativas aos homem, isto é, o mundo é o que o homem constrói e destrói. • Por isso não haveria verdades absolutas. A verdade seria relativa a determinada pessoa, grupo ou cultura. 87Pré Socráticos aos Medievais
  88. 88. Protágoras de Abdera Górgias 88Pré Socráticos aos Medievais
  89. 89. Górgias de Leontini: o grande Orador • Aprofundou o subjetivismo relativista de Protágoras a ponto de defender o ceticismo absoluto. • Afirma que: a) nada existe; b) se existisse, não poderia ser conhecido; c) mesmo que fosse conhecido, não poderia ser comunicado a ninguém. 89Pré Socráticos aos Medievais
  90. 90. • Essas características dos ensinamentos dos sofistas favoreceram o surgimento de concepções filosóficas relativistas sobre as coisas. • o relativismo de suas teses fundamenta-se numa concepção flexível sobre os homens, a sociedade e a compreensão do real. • Para os sofistas, as opiniões humanas são infindáveis, diversas e não podem ser reduzidas a uma única verdade. Assim, não existiriam valores ou verdades absolutas. 90Pré Socráticos aos Medievais
  91. 91. • o termo sofista significa “sábio”. Entretanto, com o decorrer do tempo, ganhou o sentido de “impostor”, devido às críticas de Platão. 91Pré Socráticos aos Medievais
  92. 92. • Considerou-se a sofística - a arte dos sofistas - apenas uma atitude viciosa do espírito, uma arte de manipular raciocínios, de produzir o falso, de iludir os ouvintes, sem qualquer amor pela verdade. 92Pré Socráticos aos Medievais
  93. 93. •A verdade, em grego – aletheia - a manifestação daquilo que é, o não-oculto, se opõe a pseudos que significa o falso, aquilo que se esconde, que ilude. Os sofistas parecem não buscar a aletheia, se contentam com pseudos. Tanto assim, que se usa a palavra sofisma, derivada de sofista, para designar um raciocínio aparentemente correio, mas que na verdade é falso ou inconclusivo, geralmente formulado com o objetivo de enganar alguém. 93Pré Socráticos aos Medievais
  94. 94. Quem foi Sócrates? • Local: Atenas. • Nascimento: 470 a.C. • Falecimento: 339 a.C. • Escola/tradição: Filosofia Grega. • Principais interesses: Ética, Epistemologia, Virtude. Sócrates 94Pré Socráticos aos Medievais
  95. 95. Quem foi Sócrates? • Idéias notáveis: Ironia, Método Socrático. • Influências: Anaxágoras, Parmênides, Pródigo. • Influenciados: Platão, Aristóteles, Aristipo de Cirene, Antístenes, Filosofia Ocidental. 95Pré Socráticos aos Medievais
  96. 96. Método Socrático • Sócrates é considerado o “Pai da Filosofia” por procurar atingir a verdade a partir da prática filosófica do diálogo. • Para ele a busca pelo conhecimento verdadeiro passava pelas questões humanas, pela reflexão sobre o Homem. • Diferencia-se dos filósofos anteriores que procuravam refletir sobre a natureza ou praticar a retórica. 96Pré Socráticos aos Medievais
  97. 97. Método Socrático Diálogo Teeteto de Platão: Filósofo como sendo uma parteira: seu objetivo era dar à luz Idéias! MAIÊUTICA: A verdade é acessível a todos e o filósofo (como a parteira) auxilia o encontro com a verdade, por meio das perguntas, do diálogo! 97Pré Socráticos aos Medievais
  98. 98. Sócratese a Maiêutica • Quando se diz que a maiêutica é a arte de dar à luz as idéias, está se subentendendo que o conhecimento está dentro da pessoa e por meio maiêutica ela vai “parir” o conhecimento. 98Pré Socráticos aos Medievais
  99. 99. Método SocráticoO primeiro passo para se chegar a verdade era reconhecer a própria ignorância! Só sei que nada sei! Conhece-te a ti mesmo! Usava a Ironia nos diálogos para abalar as crenças e expor a fragilidade das argumentações. 99Pré Socráticos aos Medievais
  100. 100. Sócratese a Maiêutica • Maiêutica: método para chegar ao conhecimento. • Para Sócrates o papel do filósofo fazer com que as pessoas chegassem ao conhecimento e para isso criou a maiêutica. • Sócrates tinha um método de diálogo para levar o seu interlocutor (pessoas com quem estava debatendo) a perceber por si só sua própria ignorância sobre os assuntos tratados. 100Pré Socráticos aos Medievais
  101. 101. Sócrates • Seus primeiros estudos e pensamentos discorrem sobre a essência da natureza da alma humana. 101Pré Socráticos aos Medievais
  102. 102. Sócrates • Para viver bem (de acordo com a virtude) é preciso ser sábio. • Como atingir a sabedoria? • Para Sócrates a sabedoria é fruto de muita investigação que começa pelo conhecimento de si mesmo. • Segundo ele, deve-se seguir a inscrição do templo de Apolo: conhece-te a ti mesmo. • À medida que o homem se conhece bem, ele chega à conclusão de que não sabe nada. • Para ser sábio, é preciso confessar, com humildade, a própria ignorância. Só sei que nada sei, repetia sempre Sócrates. 102Pré Socráticos aos Medievais
  103. 103. • Por meio da ironia, fazendo perguntas e respondendo as perguntas com outras perguntas, levava o interlocutor a cair em contradição, Sócrates o conduzia a confessar a própria ignorância. • Uma vez confessada a ignorância, o interlocutor estaria disposto a percorrer o caminho da verdade. 103Pré Socráticos aos Medievais
  104. 104. • A ironia pode ter um significado depreciativo, sarcástico ou de zombaria, mas no grego, quer dizer “interrogação”, e Sócrates fazia isso e no decorrer do dialogo 104Pré Socráticos aos Medievais
  105. 105. O Destino de Sócrates • A maior arte de Sócrates era a investigação, feita com o auxílio de seus interlocutores. Aquele que investiga, questiona. Aquele que questiona, perturba a ordem estabelecida. Isso faz surgir muitos inimigos de Sócrates. 105Pré Socráticos aos Medievais
  106. 106. • Sócrates é acusado de corromper a juventude e de desprezar os deuses da cidade. Com base nessas acusações ele é condenado a beber cicuta (veneno extraído de uma planta do mesmo nome). Segundo testemunho de Platão em Apologia de Sócrates, ele ficou imperturbável durante o julgamento e, no final, ao se despedir de seus discípulos, ele diz: Já é hora de irmos; eu para a morte, vós para viverdes. Quanto a quem vai para um lugar melhor, só deus sabe. 106Pré Socráticos aos Medievais
  107. 107. Platão 107Pré Socráticos aos Medievais
  108. 108. Platão • É filho de uma nobre família ateniense e seu nome verdadeiro é Arístocles. Seu apelido de Platão é devido à sua constituição física e significa “ombros largos”. Ele foi discípulo de Sócrates e após a sua morte, fez muitas viagens, ampliando sua cultura e suas reflexões. • Por volta de 387 a.C., Platão fundou sua própria escola de filosofia, nos jardins construídos pelo seu amigo Academus, o que deu à escola o nome de Academia. É uma das primeiras instituições de ensino superior do mundo ocidental. 108Pré Socráticos aos Medievais
  109. 109. • Platão, diferentemente se Sócrates, tinha o hábito de escrever sobre suas idéias. Foi ele quem resgatou boa parte do pensamento de seu mestre Sócrates. • Platão não andava promovendo debates pelos locais públicos como seu mestre, mas ao contrário, fundou uma academia de filosofia. • Devido a isso, Platão era mais restrito, pois para chegar a ele somente quem pudesse entrar na academia, ou seja, os filhos dos aristocratas da época. 109Pré Socráticos aos Medievais
  110. 110. Platão • Do mundo sensível das opiniões ao mundo inteligível das idéias. • Segundo Platão, os sentidos só podem nos fornecer o conhecimento das sombras da verdadeira realidade, e através deles só conseguimos ter opiniões. • O conhecimento verdadeiro se consegue através da dialética, que é a arte de colocar à prova todo conhecimento adquirido, purificando-o de toda imperfeição para atingir a verdade. 110Pré Socráticos aos Medievais
  111. 111. Platão e a Teoria das ideias • Ele procura explicar como se desenvolve o conhecimento humano. O processo de conhecimento se desenvolve por meio da passagem progressiva do mundo das sombras e aparências para o mundo das idéias e essências. 111Pré Socráticos aos Medievais
  112. 112. • Para atingir esse mundo, o homem não pode ter apenas “amor às opiniões”, precisa possuir um “amor ao saber”. 112Pré Socráticos aos Medievais
  113. 113. • Platão, assim como seu mestre Sócrates, acreditava que o conhecimento era inato ao ser humano, ou seja, todo o conhecimento estava na pessoa, bastava exercitar ou refletir para “relembrar” as respostas dos questionamentos. 113Pré Socráticos aos Medievais
  114. 114. Mito da Caverna 114Pré Socráticos aos Medievais
  115. 115. Mito da Caverna Explicação: • As sombras que os homens enxergam no fundo da caverna representam as aparências da realidade e não a realidade em si. Mas aqueles homens que foram, desde a infância, acostumados a crer que as sombras eram a realidade, não podiam imaginar que a realidade verdadeira estava lá fora. • Quando um desses homens consegue escapar da caverna e tem contato com o mundo verdadeiro, ele percebe que as projeções na parede nada mais são do que uma ilusão, pois a realidade das coisas era outra. O homem cai em si e entende que sempre foi enganado pelas sombras. 115Pré Socráticos aos Medievais
  116. 116. O mito da caverna representa as etapas da educação de um filósofo, ao sair do mundo das sombras (das aparências) para alcançar o conhecimento verdadeiro. Após essa experiência ele deve voltar à caverna e para orientar os demais e assumir o governo da cidade. 116Pré Socráticos aos Medievais
  117. 117. Dois pontos de vista a analise da caverna: • O político: com retorno do filósofo-político que conhece a arte de governar; • Epistemológico: quando o filósofo volta para despertar nos outros o verdadeiro. 117Pré Socráticos aos Medievais
  118. 118. 118Pré Socráticos aos Medievais
  119. 119. 119Pré Socráticos aos Medievais
  120. 120. 120Pré Socráticos aos Medievais
  121. 121. 121Pré Socráticos aos Medievais
  122. 122. Platão distingue dois tipos de conhecimento: O sensível e o inteligível. • Na ilustração da caverna vemos: 1. As sombras: a aparência sensível das coisas; 2. As marionetes: a representação de animais, plantas...; 3. O exterior da cave;rna: a realidade das ideias; 4. O Sol: suprema ideia do bem. 122Pré Socráticos aos Medievais
  123. 123. O muro representa a separação de dois tipos de conhecimento: O sensível As duas primeiras realidades O inteligível As duas últimas 123Pré Socráticos aos Medievais
  124. 124. Platão e o Mundo das Ideias- Idealismo • Explicou o mundo das idéias através do Mito da Caverna contido em A República. Mundo dos Idéias Mundo Sensível Real; supra-sensível; causa o mundo sensível; contém idéias, o verdadeiro ser das coisas; possui hierarquia; a idéia de Bem e Uno ocupa o ápice. Participado Não se explica a si mesmo; cópia imperfeita do mundo das idéias; existe por participação. Cf. Mito da Caverna. 124Pré Socráticos aos Medievais
  125. 125. Platão e a Alma A alma é composta de 3 partes; *Vegetativa ou apetitiva: desejo de prazer sensível. *Irascível: superação do prazer sensível para obter o bem árduo. *Racional: corresponde ao cérebro: superior deve subjugar todas as outras. 125Pré Socráticos aos Medievais
  126. 126. Platão: Sociedade, Política e Arte Constrói um modelo de sociedade Justa. Conceito de justiça para Platão: “a cada um faça o que lhe compete fazer” A justiça só existe exteriormente se existir antes interiormente na alma. O Estado deve ser governado por Filósofos, que seriam as pessoas mais prudentes e honestas para alcançar o bem da cidade. 126Pré Socráticos aos Medievais
  127. 127. Platão: Sociedade, Política e Arte Modelo da Sociedade Justa, onde cada um deveria desempenhar uma função social. Filósofos: mente do Estado. Deveriam possuir a virtude da sabedoria. Guerreiros : o peito, o coração da sociedade; encarregados da defesa; não teriam direitos políticos. Deveriam possuir a virtude da fortaleza Trabalhadores ou operários: encarregados da subsistência, não teriam nenhum direito político. Exercitariam a virtude da temperança. 127Pré Socráticos aos Medievais
  128. 128. Aristóteles 128Pré Socráticos aos Medievais
  129. 129. Ἀριστοτέλης 129Pré Socráticos aos Medievais
  130. 130. “Aristóteles representa o apogeu do pensamento filosófico grego, e o mesmo se pode dizer para a filosofia do direito. Após sua morte, durante toda a Antiguidade e a Idade Média, suas reflexões jusfilosóficas foram tidas como o mais alto patamar de ideias sobre o direito e o justo já construídas”. 130Pré Socráticos aos Medievais
  131. 131. ALUNO DE PLATÃO. 131Pré Socráticos aos Medievais
  132. 132. A acentuada tendência platônica a uma construção filosófica ideal passa a ser amenizada no pensamento de Aristóteles, na medida em que a experiência é elemento fundamental de sua reflexão. Filho de médico, desde a infância em contato com a empiria nos casos clínicos, Aristóteles construiu sua filosofia tendo por base as realidade que se apresentavam ao seu estudo”. 132Pré Socráticos aos Medievais
  133. 133. Professor de Alexandre – o Grande. 133Pré Socráticos aos Medievais
  134. 134. Foi ao mesmo tempo...... - Filósofo; - Físico; - Biólogo; - Músico; - Professor; - Político; 134Pré Socráticos aos Medievais
  135. 135. CONHECIMENTO • Aristóteles discorda de Platão e procura uma outra forma de definir o conhecimento. • Antes de qualquer coisa, ele rejeita a proposta de que existem dois mundos, o sensível e o inteligível. • Para ele podemos obter o conhecimento através de observações concretas, feitas no mundo real. 135Pré Socráticos aos Medievais
  136. 136. Para Aristóteles, o verdadeiro conhecimento é o conhecimento das causas, que pode superar o engano e explicar as mutações que ocorrem no mundo. Ele utiliza a noção de substância como o suporte de todos os atributos, como “aquilo que é em si mesmo”. 136Pré Socráticos aos Medievais
  137. 137. O SER E A SUBSTÂNCIA O conceito de ser não pode ser reduzido a um gênero, menos ainda a uma espécie. As várias coisas que são ditas exprimem significados diversos do ser, mas, ao mesmo tempo, todas elas implicam a referência a algo uno, que é a substância. Portanto, o centro unificador dos significados do ser é a substância (ousía). A substância, é o princípio em relação ao qual todos os outros significados subsistem. 137Pré Socráticos aos Medievais
  138. 138.  Dentre os atributos que compõem uma substância, podemos destacar: a) aquilo que é ESSENCIAL; b) aquilo que é ACIDENTAL.  Se tomarmos o homem como exemplo, veremos que ele tem propriedades que são acidentais, isto é, que podem variar (altura, peso, idade, aparência) e uma propriedade que não varia, ou seja, que é essencial: o homem é um ser racional. 138Pré Socráticos aos Medievais
  139. 139. Ainda para explicar a questão do movimento, Aristóteles propõe os conceitos de ATO e POTÊNCIA. Potência significa ausência de perfeição, a capacidade de se tornar alguma coisa. Por exemplo: - A semente de laranja lançada na terra tem a potência de tornar-se uma laranjeira. - O filhote de gato guarda em si a capacidade de tornar-se adulto e procriar. 139Pré Socráticos aos Medievais
  140. 140. Os ciclos que compõem a vida de cada ser vão se atualizando, isto é, a potência dentro deles vai se realizando. O que Aristóteles chama de ATO constitui cada uma das etapas pelas quais a potência vai se atualizando. Todo ser tende a tornar atual a forma que tem em si mesmo como potência. Portanto, o movimento é a passagem da potência para o ato. 140Pré Socráticos aos Medievais
  141. 141. • As Quatro Causas • • Segundo Aristóteles, há quatro causas implicadas na existência de algo: • - Causa material: daquilo que a coisa é feita como, por exemplo, o ferro. • - Causa formal: é a coisa em si como, por exemplo, uma faca de ferro. • - Causa eficiente: aquilo que dá origem a coisa feita como, por exemplo, as mãos de um ferreiro. • - Causa final: seria a função para a qual a coisa foi feita como, por exemplo, cortar carne. 141Pré Socráticos aos Medievais
  142. 142. • Exemplo 1: A ESTÁTUA - A causa material é o mármore (isto é, do que a coisa é feita); - A causa eficiente é o próprio escultor (aquilo com que a coisa é feita); - A causa formal é a forma da estátua, seus contornos, sua aparência (aquilo que a coisa vai ser) - A causa final envolve a finalidade da estátua (aquilo para o qual a coisa é feita) 142Pré Socráticos aos Medievais
  143. 143. 143Pré Socráticos aos Medievais
  144. 144. • Formas de governo, retórica (argumentação), etc. • Em suma, ele organizou ou sistematizou praticamente todo conhecimento acumulado até então. 144Pré Socráticos aos Medievais
  145. 145. • Principais obras de Aristóteles: • - Ética e Nicômano • - Política • - Órganon • - Retórica das Paixões • - A poética clássica • - Metafísica • - De anima (Da alma) • - O homem de gênio e a melancolia • - Magna Moralia (Grande Moral) • - Ética a Eudemo • - Física • - Sobre o Céu 145Pré Socráticos aos Medievais
  146. 146. Afinal O que é Filosofia FILOSOFIA Philo / Philia Sophia grego = amizade, amor fraterno = sabedoria 146Pré Socráticos aos Medievais
  147. 147. O que é Filosofia FILOSOFIA Amizade pela sabedoria Amor e respeito pelo saber Indica um estado de espírito Pessoa que ama, deseja o conhecimento 147Pré Socráticos aos Medievais
  148. 148. O que é Filosofia FILÓSOFO Aquele que ama a sabedoria Tem amizade pelo saber Deseja saber 148Pré Socráticos aos Medievais
  149. 149. O nascimento da Filosofia • Pitágoras = filósofo grego (séc.V a.C.) – responsável pela invenção da palavra “Filosofia” – Sabedoria plena e completa pertence aos deuses – Homens podem desejá-la ou amá-la, tornando-se filósofos. 149Pré Socráticos aos Medievais
  150. 150. Pitágoras JOGOS OLÍMPICOS Comerciante Atletas Artistas Público Satisfação da própria cobiça Sem interesse pelas disputas Assistir os jogos e torneios Avaliar o desempenho e julgar o valor dos que competiam 150Pré Socráticos aos Medievais
  151. 151. O Filósofo • Não é movido por interesses comerciais ou financeiros; • Não coloca o saber como propriedade sua; • Não é movido pelo desejo de competir; • Não faz das idéias e dos conhecimentos uma habilidade para vencer competidores; 151Pré Socráticos aos Medievais
  152. 152. O Filósofo • É movido pelo desejo de observar, contemplar, julgar e avaliar a vida; • É movido pelo desejo de saber. 152Pré Socráticos aos Medievais
  153. 153. A Verdade • Não pertence a ninguém; • Não é um prêmio conquistado por competição; • Está diante de todos nós; • É algo a ser procurado; • É encontrada por todos aqueles que a desejarem, que tiverem olhos para vê-la e coragem para buscá-la. 153Pré Socráticos aos Medievais
  154. 154. O surgimento da Filosofia • Gregos – Começaram a fazer perguntas e buscar respostas para a realidade; Mundo Natureza Ser humano Podem ser conhecidos pela razão humana 154Pré Socráticos aos Medievais
  155. 155. O surgimento da Filosofia • Pensadores gregos: – Verdade do mundo e dos humanos não era algo secreto e misterioso; – Verdade podia ser conhecida por todos por meio das operações mentais de raciocínio; – Linguagem respeita as exigências do pensamento; – Conhecimentos verdadeiros podem ser transmitidos e ensinados a todos. 155Pré Socráticos aos Medievais
  156. 156. Características • Tendência à racionalidade • Recusa de explicações preestabelecidas • Tendência à argumentação • Capacidade de generalização • Capacidade de diferenciação = análise 156Pré Socráticos aos Medievais
  157. 157. Legado filosófico grego • Conhecimento = leis e princípios universais – Verdade = provas ou argumentos racionais – Conhecimento não se impõe aos outros – Conhecimento deve ser compreendido por todos – Capacidade de pensar e conhecer é a mesma em todos os seres humanos – Conhecimento só é verdadeiro quando explica racionalmente seus objetos 157Pré Socráticos aos Medievais
  158. 158. Legado filosófico grego • Natureza segue uma ordem necessária – Opera obedecendo a leis e princípios necessários e universais; – Essas leis podem ser plenamente conhecidas pelo nosso pensamento. • Surgimento da cosmologia • Surgimento da física 158Pré Socráticos aos Medievais
  159. 159. Legado filosófico grego • A razão (ou o nosso pensamento) também opera obedecendo a princípios, leis, regras e normas universais e necessários. – Podemos distinguir o que é verdadeiro do falso; – Razão obedece à lei da identidade, da diferença, da contradição e da alternativa. 159Pré Socráticos aos Medievais
  160. 160. Legado filosófico grego • O agir humano exprime a conduta de um ser racional dotado de vontade e de liberdade – As práticas humanas não se realizam por imposições misteriosas e incompreensíveis (forças secretas, invisíveis, divinas e impossíveis de serem conhecidas) 160Pré Socráticos aos Medievais
  161. 161. Legado filosófico grego • Seres humanos naturalmente aspiram: – Ao conhecimento verdadeiro (pois são seres racionais) – À justiça (pois são seres dotados de vontade livre) – À felicidade (pois são seres dotados de emoções e desejos) Os seres humanos instituem valores pelos quais dão sentido às suas vidas e às suas ações. 161Pré Socráticos aos Medievais
  162. 162. 162Pré Socráticos aos Medievais
  163. 163. Períodos da História da Filosofia Filosofia Medieval Escolástica Patrística Renascimento Período: queda do Império Romano (sec. V) ao sec. XV. Guerras, a fome e as grandes epidemias. O cristianismo propaga-se por diversos povos. Crenças e superstições. A filosofia clássica sobrevive, confinada nos mosteiros religiosos . 163Pré Socráticos aos Medievais
  164. 164. Aspectos gerais  Correntes da filosofia medieval e principais representantes: Patrística (séc. II-V), com Agostinho de Hipona, e Escolástica (séc. IX-XV), com Tomás de Aquino.  A herança da filosofia antiga pagã foi adaptada à tradição cristã pelos teólogos da patrística, os chamados Padres da Igreja.  Os textos antigos foram preservados pelos monges medievais. CRISTIANOPALAZZINI/SHUTTERSTOCK Castelo medieval de Cascassone, na França, em 2011 164Pré Socráticos aos Medievais
  165. 165. Patrística  Os apologistas adaptaram os textos platônicos, mais adequados à nova fé.  Principais temas: a natureza de Deus e da alma, a vida futura, o confronto entre o bem e o mal, a noção de pecado e de salvação, a questão do tempo.  Agostinho de Hipona redigiu: Confissões, De magistro, A cidade de Deus, Sobre a trindade, entre outras obras. Santo Agostinho, quadro de Piero della Francesca, século XV BRIDGEMAN/KEYSTONE 165Pré Socráticos aos Medievais
  166. 166. •Período: do século I até o século VII •a criação do mundo por Deus, •pecado original, •Deus e a trindade una, •encarnação e morte de Deus, juízo final, ressurreição, •origem do mal, já que tudo foi criado por Deus. Filósofos: Santo Ireneu, Tertúliano, Justino, Clemente de Alexandria, Orígenes, Gregório de Nazianzo, Basílio Magno, Gregório de Nissa Destaque: Santo Agostinho. 166Pré Socráticos aos Medievais
  167. 167.  Agostinho foi o primeiro a usar o conceito de livre-arbítrio, como faculdade da razão e da vontade.  Para ele, o mal não tem uma existência real, mas é uma carência, a ausência do Bem.  Desenvolveu a teoria da iluminação, segundo a qual possuímos as verdades eternas porque as recebemos de Deus.  O tempo é percebido pela nossa consciência, na qual o passado existe como memória e o futuro, como expectativa.  Ao discutir sobre as relações entre política e religião, refere-se às duas cidades, a “cidade de Deus” e a “cidade terrestre”. Agostinho de Hipona 167Pré Socráticos aos Medievais
  168. 168. Escolástica  A escolástica sofreu influência decisiva do aristotelismo.  Principal representante da escolástica: Tomás de Aquino, século XIII, auge da escolástica.  As universidades foram importantes como foco de fermentação intelectual.  Principais temas: prova da existência de Deus, criação do mundo, verdade, ética, imortalidade da alma, política. São Tomás de Aquino, pintura de Adam Elsheimer, século XVI PETWORTHHOUSE,SUSSEX/BRIDGEMAN/KEYSTONE 168Pré Socráticos aos Medievais
  169. 169. •Período:do século XIII ao século XIV •a questão da razão e da fé, da filosofia e da teologia. •As investigações científicas e filosóficas não poderiam contrariar as verdades estabelecidas pela fé católica •a prova da existência de Deus e da imortalidade da alma, ou seja, a prova racional da existência do criador e do espírito imortal Filósofos: Boaventura. Alberto Magno. Mestre Eckhart. Nicolau de Cusa. Santo Anselmo. Pedro Abelardo Destaque: Santo Tomás de Aquino 169Pré Socráticos aos Medievais
  170. 170. A questão dos universais  O universal é o conceito, a ideia, a essência comum a todas as coisas.  A questão era: os universais seriam realidades, ideias ou apenas palavras?  Principais respostas: realismo (Anselmo), realismo moderado (Tomás de Aquino), nominalismo (Guilherme de Ockham) e conceptualismo (Pedro Abelardo). 170Pré Socráticos aos Medievais
  171. 171. Tomás de Aquino  A grande síntese aristotélico-tomista expressa-se na obra Suma Teológica.  Aquino prioriza a fé, mas valoriza a importância da razão.  Na teoria do conhecimento, reconhece a participação dos sentidos e do intelecto.  Diferentemente de Aristóteles, destaca a imortalidade da alma.  Aquino segue de perto a ética aristotélica, mas, segundo ele, pela revelação e pela fé, pode-se alcançar uma felicidade mais alta. 171Pré Socráticos aos Medievais
  172. 172. Provas da existência de Deus  As “cinco vias” são baseadas nas provas aristotélicas sobre a causa primeira, o Primeiro Motor Imóvel.  São elas: o movimento, a causa eficiente, a contingência, os graus de perfeição, a causa final. 172Pré Socráticos aos Medievais

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