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Flexibilidade

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Rev Paul Pediatr. 2014;32(3):223−228.
www.spsp.org.br
REVISTA PAULISTA
DE PEDIATRIA
0103-0582/$ - see front matter © 2014 Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
PALAVRAS-CHAVE
Amplitude do
movimento articular;
Sexo;
Postura;
Criança;
Adolescente
Resumo 
Objetivo: Verificar se a flexibilidade e o sexo exercem influência sobre a postura de
escolares.
Método: Foram avaliados 60 escolares de ambos os sexos, com idade entre 5 e 14 anos,
divididos em dois grupos: flexibilidade normal (n=21) e flexibilidade reduzida (n=39).
A flexibilidade e a postura foram avaliadas, respectivamente, por meio da fotogrametria
e do teste de elevação dos membros inferiores em extensão, considerando o ângulo da
perna e a avaliação postural. Para o tratamento de dados, foi feita a estatística descritiva
(média e desvio padrão). A análise de variância univariada (ANOVA) foi utilizada para
verificar a influência conjunta dos fatores flexibilidade e sexo nas variáveis dependentes
posturais. Após verificar efeito interativo entre esses dois fatores, procederam-se as
comparações múltiplas, utilizando o teste t.
Resultados: A variável flexibilidade exerceu efeito sobre o ângulo de simetria do joelho
(p<0,05) e da inclinação corporal ântero-posterior (p<0,05). O sexo não apresentou
influência sobre os ângulos posturais (p>0,05). Houve interação entre as variáveis
flexibilidade e sexo no ângulo de simetria do joelho (p<0,02). Escolares do sexo masculino
e flexibilidade reduzida apresentaram maior assimetria de joelho, comparados aos
outros subgrupos.
Conclusão: A postura sofreu efeito isolado da variável flexibilidade e efeito interativo
entre o sexo e a flexibilidade.
© 2014 Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Todos
os direitos reservados.
Artigo original
Influência da flexibilidade e sexo na postura de escolares☆
Jerusa Jordão Coelhoa,
*, Maylli Daiani Graciosaa
, Daiane Lazzeri de Medeirosa
,
Sheila Cristina da Silva Pachecoa
, Leticia Miranda Resende da Costab
,
Lilian Gerdi Kittel Riesa
a
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Florianópolis, SC, Brasil
b
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil
Recebido em 26 de novembro de 2013; aceito em 5 de março de 2014
http://dx.doi.org/10.1590/0103-0582201432312
☆
Estudo conduzido na Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil.
*Autor para correspondência.
E-mail: jerusa.jordao@hotmail.com (J.J. Coelho).
224	 Coelho JJ et al.
KEYWORDS
Range of articular
motion;
Sex;
Posture;
Child;
Adolescent
Influence of flexibility and gender on the posture of school children
Abstract
Objective: To evaluate whether flexibility and gender influence students’ posture.
Method: Evaluation of 60 female and male students, aged 5 to 14 years, divided into two
groups: normal flexibility (n=21) and reduced flexibility (n=39). Flexibility and posture
were assessed by photogrammetry and by the elevation of the lower limbs in exten-
sion, considering the leg angle and the postural evaluation. Descriptive statistics (mean
and standard deviation) were used for data analysis. Analysis of variance (ANOVA) was
applied to assess the joint influence of flexibility and gender on the posture-dependent
variables. After verifying an interactive effect between the variables of gender and flex-
ibility, multiple comparisons using the t test were applied.
Results: Flexibility influenced the symmetry angle of the knee (p<0.05) and anteroposte-
rior body tilt (p<0.05). Gender did not influence postural angles (p>0.05). There was an
interactive effect between the variables of gender and flexibility on the knee symmetry
angle (p<0.02). Male students with reduced flexibility had greater asymmetry of the
knee when compared to the other subgroups.
Conclusion: Posture was influenced by an isolated effect of the variable of flexibility and
by an interactive effect between gender and flexibility.
© 2014 Sociedade de Pediatria de São Paulo. Published by Elsevier Editora Ltda.
All rights reserved.
Introdução
A postura humana é decorrente da relação entre a gravi-
dade e os membros do corpo,1
podendo sofrer variações
ao longo do tempo. As alterações comumente se iniciam
durante a fase escolar, já que nesse período ocorrem o
crescimento e o desenvolvimento corporais.2
Idade, sexo, peso da mochila, parâmetros antropométri-
cos,3
posicionamento no computador,4
tempo de permanên-
cia sentado,5
diminuição da flexibilidade,6
e estilo de vida
menos ativo7-9
são alguns dos fatores que geram descon-
fortos, alterações músculoesqueléticas, e influenciam a
postura. Sabe-se que adolescentes escolares podem exibir
escoliose, assimetrias corporais, desalinhamento da coluna
vertebral10
e algias, que eventualmente têm consequências
em longo prazo,11
comprometendo clinicamente a saúde e
influenciando a qualidade de vida adulta.
A prevenção de lesões musculoesqueléticas e a melhora
do movimento e do desempenho muscular dependem da
flexibilidade corporal.12
A flexibilidade é definida como a
mobilidade passiva do segmento corporal com restrição
advinda da sua própria estrutura,13
a qual está intimamente
ligada a extensibilidade dos músculos, amplitude articular
e plasticidade de ligamentos e tendões.6
Quando há limita-
ção destes, o organismo faz uma série de compensações, a
fim de buscar uma resposta de adaptação a um conjunto de
desarmonias,14
o que pode influenciar a postura adotada.
Além da flexibilidade,12
o sexo também pode apresentar
efeito sobre a postura, principalmente em alterações da
coluna vertebral, como hiperlordose cervical e cifose toráci-
ca, em meninos,15
e hiperlordose lombar, em meninas.16
Em
relação à influência do sexo sobre as alterações posturais em
membros inferiores, a literatura é escassa. A maior parte das
pesquisas que analisa a postura avalia ângulos que indicam
rotações, valgismo ou varismo de joelhos e posicionamento
de pelve.17-19
Entretanto, considera-se importante a análise
da simetria corporal, por fornecer subsídios clínicos para
que as alterações posturais e de flexibilidade sejam tra-
balhadas de forma global. Clinicamente, o atendimento só é
procurado quando as alterações de crianças e adolescentes
já são visíveis. Por isso, faz-se necessária a triagem postural
na saúde primária para identificar alterações, de forma a
tornar a intervenção oportuna para minimizar e corrigir os
comportamentos inadequados.10
Ao considerar a importância de se avaliar a postura em
crianças e adolescentes, assim como identificar os fatores
que causam alterações posturais, formulou-se a hipótese
de que a flexibilidade e o sexo podem influenciar a postura
adotada. Assim, o objetivo deste estudo é verificar se a
flexibilidade e o sexo exercem influência sobre a postura
de escolares.
Método
Estudo transversal com amostra intencional, realizado com
60 escolares do município de Florianópolis, Santa Catarina.
Para caracterização da amostra foi utilizada uma ficha de
anamnese contendo os dados da criança, como idade, medi-
das antropométricas (massa corporal e altura) e questões
que abordavam os critérios de inclusão e exclusão deste
estudo. Foram adotados como critérios de inclusão crian-
ças e adolescentes em idade escolar, entre 5 e 14 anos, de
ambos os sexos. Escolares com necessidades especiais, em
tratamento ortopédico e/ou fisioterapêutico, ou presença
de outras patologias associadas à postura ou à má formação
congênita, foram excluídos do estudo.
Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa
da Universidade do Estado de Santa Catarina sob o pare-
cer 165/2011. Os escolares só eram incluídos se os pais
ou responsáveis concordassem e assinassem o Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido.
Influência da flexibilidade e sexo na postura de escolares	 225
A massa corporal foi obtida por meio de uma balança di-
gital da marca Filizola, com precisão de 100g, e a estatura,
por um estadiômetro da marca Sanny, com precisão de 1
mm. Para a fotogrametria, utilizou-se uma câmera digital
fotográfica da marca Sanyo, modelo VPC-HD2000, posicio-
nada paralela ao chão sobre um tripé nivelado a uma altura
de 0,85 m e a uma distância de 3 m do indivíduo avaliado.
Para calibrar a imagem, utilizou-se como referência um fio
de prumo posicionado verticalmente, no qual havia dois
marcadores reflexivos, com distância de um metro entre
eles. A análise da postura e da flexibilidade foi realizada
pelo software Sapo, desenvolvido e validado por Ferreira et
al.20
É um programa de alta confiabilidade, utilizado pelos
profissionais de saúde na avaliação e no acompanhamento
clínicos.21
Depois de assinado o Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido, foi realizada a anamnese. Em seguida, iniciou-
se a marcação dos pontos anatômicos por um avaliador
treinado. Foram utilizados marcadores esféricos de colo-
ração branca com 1 cm de diâmetro, fixados por fita dupla
face ao corpo do escolar, para servir como referência para
calcular os ângulos avaliados. Para facilitar a localização e
a fixação dos marcadores, e para evitar limitação da ampli-
tude de movimento, os escolares foram orientados a vestir
trajes de banho. A partir disso, os procedimentos de ava-
liação foram divididos em dois momentos randomizados, a
fim de evitar efeito de sequência: flexibilidade e postura.
O teste de elevação dos membros inferiores em extensão,
além de medir a flexibilidade dos isquiotibiais, apresenta
validade clínica22
e alta confiabilidade interavaliadores.23
Para o teste de flexibilidade, utilizaram-se os seguintes
pontos anatômicos: trocânter maior do fêmur e maléolo
lateral, em ambos os membros. Em seguida, foi aplicado o
teste de elevação dos membros inferiores em extensão, no
qual os escolares foram divididos em dois grupos de acordo
com o ângulo da perna: flexibilidade normal, composto por
sujeitos que obtiveram valores maiores ou iguais a 65°, e
flexibilidade reduzida, para aqueles que obtiveram valores
menores que 65°.24
Essa avaliação foi realizada conforme o estudo de
Graciosa et al.23
As imagens para análise da flexibilidade
foram obtidas pela elevação do membro inferior em exten-
são, no plano sagital, por meio da medida do ângulo da
perna (interseção entre o segmento da perna e horizon-
tal da maca).23,25
Para a execução do teste, o escolar foi
posicionado em decúbito dorsal numa maca posicionada a
3 m de distância da câmera, com as pernas estendidas e
os braços flexionados com as mãos atrás da cabeça. Nessa
posição, foi realizada a fixação da coxa do membro contra-
lateral pelo examinador, para estabilizar e evitar o movi-
mento da mesma, e a partir daí iniciou-se a elevação do
membro inferior em extensão de forma passiva. A imagem
foi registrada quando o escolar relatou sentir uma tensão
muscular na região posterior da perna analisada, antes de
realizar rotação do quadril como forma de compensação.
Esse teste foi realizado bilateralmente.
O uso da fotogrametria como forma de obtenção de medi-
das lineares e angulares é de alta confiabilidade, sendo
utilizada para avaliação postural.21,26
Os pontos anatômi-
cos marcados para a análise postural foram: processo espi-
nhoso da 7ª vértebra cervical (C7), glabela, trago, acrômio,
espinha ilíaca ântero-superior, epicôndilo lateral do fêmur
e maléolo lateral, bilateralmente. Para a avaliação pos-
tural e registro fotográfico, foi solicitado ao indivíduo per-
manecer em posição ortostática, com os braços ao longo do
corpo e os pés posicionados de maneira confortável sobre
uma folha de papel de 30x40cm, na qual foi realizado o
contorno dos pés, servindo de molde para as fotos. Essa
folha foi colocada a uma distância de 3m da câmera, sobre
uma demarcação no solo para garantir o adequado posi-
cionamento do escolar. Em seguida, para a fotogrametria,
as imagens da postura foram registradas no plano frontal
e sagital. Em cada posição fez-se um registro fotográfico
por um único avaliador. A avaliação postural foi realizada
conforme o estudo de Coelho et al.26
Os ângulos analisa-
dos no plano frontal foram: simetria da cabeça, ombros,
pelve, joelhos e maléolos. Todos foram determinados pela
interseção das linhas traçadas, unindo os marcadores do
lado direito e esquerdo de cada ponto anatômico, e pela
reta traçada na horizontal, perpendicular ao fio de prumo
e paralela ao solo. Também foi analisada a simetria corpo-
ral, que é medida pelo ângulo livre formado pela linha que
passa pelo marcador da glabela e ponto médio entre os
maléolos, com linha paralela ao fio de prumo.27
Para garantir a confiabilidade da avaliação postural, a
digitalização das imagens e dos cálculos dos ângulos foram
realizados por dois avaliadores devidamente treinados e
que analisaram as imagens de modo independente. A con-
fiabilidade interavaliadores para as medições dos ângu-
los posturais foi avaliada pelo Coeficiente de Correlação
Intraclasse (ICC Two Way Random). Definiram-se valores de
ICC <0,40 como concordância baixa, ICC entre 0,40 e 0,75
como concordância moderada e ICC >0,75 como alta con-
cordância.28
Obteve-se alta confiabilidade nas medidas dos
ângulos posturais entre os interavaliadores (todas com ICC
>0,97; p<0,001) e, assim, considerou-se a média aritmética
dos dois avaliadores (fig. 1).
Já no plano sagital, analisaram-se: anteriorização da
cabeça (ângulo livre formado pela linha que passa no mar-
cador do trago até o marcador da C7 e linha perpendicular
ao fio de prumo que passa no marcador da C7), protrusão
dos ombros (ângulo livre formado pela linha que passa no
marcador da C7 até o marcador do acrômio e linha perpen-
dicular ao fio de prumo que passa no marcador do acrômio)
e inclinação corporal ântero-posterior (ângulo livre forma-
do pela linha que passa pelo marcador do trago até o mar-
cador do maléolo externo e linha paralela ao fio de prumo
que passa pelo marcador do maléolo externo) (fig. 2).27
Para o tratamento de dados, foi feita a estatística
descritiva (média e desvio padrão). A análise de variância
univariada (ANOVA) foi utilizada para verificar a influên-
cia conjunta dos fatores flexibilidade (normal e reduzida)
e sexo (feminino e masculino) nas variáveis dependentes
posturais (medidas de cada ângulo postural). A normali-
dade dos resíduos e a homocedasticidade foram verificadas
por meio do teste de Kolgomorov-Smirnov e do teste de
Levene, respectivamente. Após verificar efeito interativo
entre os fatores flexibilidade e sexo pela análise de variân-
cia, procederam-se as comparações múltiplas, utilizando
o teste t. O programa utilizado para a análise estatísti-
ca foi o Statistical Package for the Social Sciences (SPSS)
versão 20.0 para Windows, e para todos os procedimentos
226	 Coelho JJ et al.
Resultados
Os indivíduos avaliados apresentaram média de idade de
9,8±2,3 anos, altura de 1,44m±0,15 e massa corporal de
40,2±13,4 kg. Dos escolares avaliados, 25 (42%) eram do
sexo masculino e 35 (58%), do feminino; 21 (35%) foram
classificados como tendo flexibilidade normal, e 39 (65%),
com flexibilidade reduzida, com ângulo da perna, respec-
tivamente, de 76,4±7,0º e 53,1±8,5º.
Com a análise univariada (tabela 1), observou-se que
a variável flexibilidade exerceu efeito sobre o ângulo de
simetria do joelho (p<0,01) e sobre o ângulo de inclina-
ção ântero-posterior (p<0,01). Escolares com flexibilidade
reduzida apresentaram maior assimetria de joelho e maior
inclinação corporal ântero-posterior. O sexo não apresentou
influência sobre os ângulos posturais (p>0,05). Foi encon-
trada interação entre as variáveis flexibilidade e sexo no
ângulo de simetria do joelho (p<0,02). Escolares do sexo
masculino e flexibilidade reduzida apresentaram maior
assimetria de joelho comparado aos outros subgrupos. O
teste t mostrou que, no sexo masculino, a assimetria do
joelho nos escolares com flexibilidade reduzida é significa-
tivamente maior do que naqueles com flexibilidade normal
(p<0,01). Já nos escolares com flexibilidade reduzida, a
assimetria do joelho é significativamente maior no sexo
masculino do que no feminino (p<0,01).
Discussão
No presente estudo, observou-se efeito da flexibilidade
sobre a postura apenas nos ângulos de assimetria do joe-
lho e inclinação corporal ântero-posterior. Indivíduos com
flexibilidade reduzida foram maioria e apresentaram maior
assimetria de joelho e maior inclinação corporal ântero-
posterior.
A flexibilidade reduzida está relacionada ao encurtamen-
to de isquiotibiais.16,29
Esse grupo muscular origina-se na
tuberosidade isquiática e desempenha importante influên-
cia na inclinação ântero-posterior da pelve.24
Uma dimi-
nuição da flexibilidade desse grupo pode ocasionar desvios
posturais e afetar a funcionalidade da coluna lombar e das
articulações do quadril e do joelho.24
A maior prevalência de escolares com flexibilidade redu-
zida é preocupante. Foi observado que eles utilizam grande
parte do tempo na postura sentada em frente a computa-
dores9
e durante o período escolar.30
A permanência nessa
postura posiciona a musculatura posterior de membros
inferiores em encurtamento,31
podendo gerar inclinação
posterior e desalinhamento da pelve.32
No presente estudo, apesar de não avaliada, a postura
da pelve pode ter influenciado a assimetria dos joelhos e
a inclinação postural no plano sagital encontrada no grupo
com flexibilidade reduzida. A interdependência das ações
desempenhadas pelos isquiotibiais na articulação do quadril
e do joelho32
sugere que o encurtamento dessa musculatura
ocasionou essas alterações posturais. Contudo, a inclinação
corporal ântero-posterior de escolares também se associa
à forma de transporte de materiais escolares. A utilização
de mochilas pode ocasionar alterações na postura, com
aumento na inclinação anterior do corpo,27
além de oca-
sionar outros encurtamentos musculares não controlados
neste estudo.
Em relação ao sexo, este não apresentou efeito signifi-
cativo sobre a postura, não confirmando a hipótese inicial.
Apesar de outros estudos encontrarem influência do sexo
Figura 1  Marcações anatômicas em plano frontal
Figura 2  Marcações anatômicas em plano sagital
foram adotados níveis de significância de 5% (0,05), com
distribuição bicaudal.
Influência da flexibilidade e sexo na postura de escolares	 227
sobre a postura,16,33
estes avaliaram ângulos que indicaram
rotações, valgismo ou varismo de joelhos e posicionamento
de pelve.17,19
Já o presente estudo limitou-se a realizar análise
da simetria visando à postura corporal global do escolar.
A interação entre as variáveis flexibilidade e sexo sobre
a postura mostrou que escolares do sexo masculino e flexi-
bilidade reduzida apresentaram maior assimetria de joelho
comparados aos outros subgrupos. Esse resultado pode ser
explicado pelas diferenças culturais entre meninos e meni-
nas pela escolha da prática esportiva, visto que a flexibili-
dade é influenciada pelo padrão de atividade física prati-
cada.34
No sexo masculino existe prevalência de atividades
como futebol, lutas e musculação.35
No estudo de Veiga et
al,14
os autores verificaram que o treinamento intensivo
e repetitivo da prática de futebol proporciona hipertrofia
muscular e diminuição dos níveis de flexibilidade, o que
pode levar a alterações da postura.
A redução da flexibilidade relacionada à assimetria
de joelhos e maior inclinação corporal ântero-posterior
determina maior cuidado no padrão postural adotado por
essas crianças durante o período escolar, principalmente
com relação à permanência na posição sentada, ao peso
da mochila utilizada e à atividade física praticada. Além
disso, a alta prevalência de flexibilidade reduzida mostra
a necessidade de intervir precocemente nesse parâmetro.
A redução da flexibilidade pode prejudicar o desempenho
esportivo e as atividades cotidianas.6
Atividades escolares
com abordagem global, visando capacidades motoras coor-
denativas, flexibilidade, força muscular e resistência car-
diorrespiratória, devem ser aplicadas na rotina diária de
escolares.23
A avaliação da postura é de extrema importân-
cia, principalmente em indivíduos em fase escolar, visto
que nessa fase se iniciam muitos problemas posturais.36
A
correção precoce da postura e o aumento da amplitude
articular na infância e na adolescência podem agir na aqui-
sição de posturas mais confortáveis, tanto nos movimentos
diários quanto na prática de atividade física, e possibilitar
padrões posturais adequados na vida adulta.37
Uma variável que poderia interferir nos resultados
obtidos é a idade cronológica. Na fase dos 7 aos 12 anos,
ocorrem transformações na postura em busca de um
equilíbrio compatível com as novas proporções corporais
adquiridas pelo crescimento.21
Assim, a faixa etária abor-
dada foi uma das limitações do estudo. Sugere-se que
próximos estudos apresentem uma amostra maior, que
permita a estratificação em subgrupos conforme a idade,
possibilitando uma investigação mais aprofundada sobre a
influência da flexibilidade e do sexo na postura de acor-
do com cada grupo etário. Além disso, como a avaliação
postural foi realizada de forma global, houve dificuldade
na comparação dos resultados com a literatura devido à
limitada quantidade de estudos com desenho e delinea-
mento amostral similar.
Pode-se concluir que, no presente estudo, a postura
sofreu efeito isolado da variável flexibilidade e efeito
interativo entre o sexo e a flexibilidade. Escolares com
flexibilidade reduzida mostraram assimetria do joelho e
aumento da inclinação corporal ântero-posterior.
Agradecimentos
Ao Programa de Iniciação Científica da Universidade do
Estado de Santa Catarina (PROBIC-UDESC) e à Coordenação
Tabela 1 Escores obtidos na avaliação dos ângulos posturais de 60 escolares, divididos em sexo feminino com flexibilidade
normal (n=15) e reduzida (n=20) e em sexo masculino com flexibilidade normal (n=6) e reduzida (n=19)
Flexibilidade Sexo EF
Flexibilidade
ES Interação
EF x ESFeminino Masculino (n=25)
Plano Frontal Média (DP) Média (DP) P P P
Assimetria Cabeça Normal 2,77 (1,96) 1,97 (1,49) 0,98 0,85 0,19
Reduzida 2,06 (1,70) 2,66 (1,89)
Assimetria Ombro Normal 1,80 (2,07) 1,47 (1,37) 0,79 0,74 0,67
Reduzida 1,73 (0,89) 1,77 (1,51)
Assimetria Pélvica Normal 1,88 (1,26) 1,58 (0,95) 0,68 0,78 0,56
Reduzida 1,82 (1,12) 1,93 (1,26)
Assimetria Joelho Normal 1,42 (1,20) 0,80 (0,76) <0,01 0,53 <0,02
Reduzida 1,52 (1,15) 2,57 (1,16)
Assimetria Maleolar Normal 1,62 (1,05) 1,69 (0,98) 0,80 0,66 0,82
Reduzida 1,47 (1,06) 1,68 (1,18)
Assimetria Corporal Normal 0,53 (0,33) 0,65 (0,74) 0,38 0,17 0,52
Reduzida 0,57 (0,40) 0,90 (0,74)
Plano Sagital
Anteriorização da cabeça Normal 44,50 (6,69) 42,89 (2,01) 0,99 0,49 0,73
Reduzida 43,99 (6,16) 43,44 (3,63)
Protrusão dos ombros Normal 152,40 (11,57) 156,80 (3,91) 0,59 0,38 0,54
Reduzida 155,77 (9,36) 156,57 (10,88)
Inclinação ântero-posterior Normal 2,81 (0,93) 2,84 (1,10) <0,01 0,52 0,59
Reduzida 3,56 (1,04) 3,90 (0,93)
*ANOVA com dois fatores; EF, efeito da flexibilidade; ES, efeito do sexo; DP, desvio padrão.
228	 Coelho JJ et al.
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES),
pelas bolsas de estudos recebidas.
Conflitos de interesse
Os autores declaram não haver conflitos de interesse.
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0103 0582-rpp-32-03-0223

  • 1. Rev Paul Pediatr. 2014;32(3):223−228. www.spsp.org.br REVISTA PAULISTA DE PEDIATRIA 0103-0582/$ - see front matter © 2014 Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados. PALAVRAS-CHAVE Amplitude do movimento articular; Sexo; Postura; Criança; Adolescente Resumo  Objetivo: Verificar se a flexibilidade e o sexo exercem influência sobre a postura de escolares. Método: Foram avaliados 60 escolares de ambos os sexos, com idade entre 5 e 14 anos, divididos em dois grupos: flexibilidade normal (n=21) e flexibilidade reduzida (n=39). A flexibilidade e a postura foram avaliadas, respectivamente, por meio da fotogrametria e do teste de elevação dos membros inferiores em extensão, considerando o ângulo da perna e a avaliação postural. Para o tratamento de dados, foi feita a estatística descritiva (média e desvio padrão). A análise de variância univariada (ANOVA) foi utilizada para verificar a influência conjunta dos fatores flexibilidade e sexo nas variáveis dependentes posturais. Após verificar efeito interativo entre esses dois fatores, procederam-se as comparações múltiplas, utilizando o teste t. Resultados: A variável flexibilidade exerceu efeito sobre o ângulo de simetria do joelho (p<0,05) e da inclinação corporal ântero-posterior (p<0,05). O sexo não apresentou influência sobre os ângulos posturais (p>0,05). Houve interação entre as variáveis flexibilidade e sexo no ângulo de simetria do joelho (p<0,02). Escolares do sexo masculino e flexibilidade reduzida apresentaram maior assimetria de joelho, comparados aos outros subgrupos. Conclusão: A postura sofreu efeito isolado da variável flexibilidade e efeito interativo entre o sexo e a flexibilidade. © 2014 Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados. Artigo original Influência da flexibilidade e sexo na postura de escolares☆ Jerusa Jordão Coelhoa, *, Maylli Daiani Graciosaa , Daiane Lazzeri de Medeirosa , Sheila Cristina da Silva Pachecoa , Leticia Miranda Resende da Costab , Lilian Gerdi Kittel Riesa a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Florianópolis, SC, Brasil b Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil Recebido em 26 de novembro de 2013; aceito em 5 de março de 2014 http://dx.doi.org/10.1590/0103-0582201432312 ☆ Estudo conduzido na Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil. *Autor para correspondência. E-mail: jerusa.jordao@hotmail.com (J.J. Coelho).
  • 2. 224 Coelho JJ et al. KEYWORDS Range of articular motion; Sex; Posture; Child; Adolescent Influence of flexibility and gender on the posture of school children Abstract Objective: To evaluate whether flexibility and gender influence students’ posture. Method: Evaluation of 60 female and male students, aged 5 to 14 years, divided into two groups: normal flexibility (n=21) and reduced flexibility (n=39). Flexibility and posture were assessed by photogrammetry and by the elevation of the lower limbs in exten- sion, considering the leg angle and the postural evaluation. Descriptive statistics (mean and standard deviation) were used for data analysis. Analysis of variance (ANOVA) was applied to assess the joint influence of flexibility and gender on the posture-dependent variables. After verifying an interactive effect between the variables of gender and flex- ibility, multiple comparisons using the t test were applied. Results: Flexibility influenced the symmetry angle of the knee (p<0.05) and anteroposte- rior body tilt (p<0.05). Gender did not influence postural angles (p>0.05). There was an interactive effect between the variables of gender and flexibility on the knee symmetry angle (p<0.02). Male students with reduced flexibility had greater asymmetry of the knee when compared to the other subgroups. Conclusion: Posture was influenced by an isolated effect of the variable of flexibility and by an interactive effect between gender and flexibility. © 2014 Sociedade de Pediatria de São Paulo. Published by Elsevier Editora Ltda. All rights reserved. Introdução A postura humana é decorrente da relação entre a gravi- dade e os membros do corpo,1 podendo sofrer variações ao longo do tempo. As alterações comumente se iniciam durante a fase escolar, já que nesse período ocorrem o crescimento e o desenvolvimento corporais.2 Idade, sexo, peso da mochila, parâmetros antropométri- cos,3 posicionamento no computador,4 tempo de permanên- cia sentado,5 diminuição da flexibilidade,6 e estilo de vida menos ativo7-9 são alguns dos fatores que geram descon- fortos, alterações músculoesqueléticas, e influenciam a postura. Sabe-se que adolescentes escolares podem exibir escoliose, assimetrias corporais, desalinhamento da coluna vertebral10 e algias, que eventualmente têm consequências em longo prazo,11 comprometendo clinicamente a saúde e influenciando a qualidade de vida adulta. A prevenção de lesões musculoesqueléticas e a melhora do movimento e do desempenho muscular dependem da flexibilidade corporal.12 A flexibilidade é definida como a mobilidade passiva do segmento corporal com restrição advinda da sua própria estrutura,13 a qual está intimamente ligada a extensibilidade dos músculos, amplitude articular e plasticidade de ligamentos e tendões.6 Quando há limita- ção destes, o organismo faz uma série de compensações, a fim de buscar uma resposta de adaptação a um conjunto de desarmonias,14 o que pode influenciar a postura adotada. Além da flexibilidade,12 o sexo também pode apresentar efeito sobre a postura, principalmente em alterações da coluna vertebral, como hiperlordose cervical e cifose toráci- ca, em meninos,15 e hiperlordose lombar, em meninas.16 Em relação à influência do sexo sobre as alterações posturais em membros inferiores, a literatura é escassa. A maior parte das pesquisas que analisa a postura avalia ângulos que indicam rotações, valgismo ou varismo de joelhos e posicionamento de pelve.17-19 Entretanto, considera-se importante a análise da simetria corporal, por fornecer subsídios clínicos para que as alterações posturais e de flexibilidade sejam tra- balhadas de forma global. Clinicamente, o atendimento só é procurado quando as alterações de crianças e adolescentes já são visíveis. Por isso, faz-se necessária a triagem postural na saúde primária para identificar alterações, de forma a tornar a intervenção oportuna para minimizar e corrigir os comportamentos inadequados.10 Ao considerar a importância de se avaliar a postura em crianças e adolescentes, assim como identificar os fatores que causam alterações posturais, formulou-se a hipótese de que a flexibilidade e o sexo podem influenciar a postura adotada. Assim, o objetivo deste estudo é verificar se a flexibilidade e o sexo exercem influência sobre a postura de escolares. Método Estudo transversal com amostra intencional, realizado com 60 escolares do município de Florianópolis, Santa Catarina. Para caracterização da amostra foi utilizada uma ficha de anamnese contendo os dados da criança, como idade, medi- das antropométricas (massa corporal e altura) e questões que abordavam os critérios de inclusão e exclusão deste estudo. Foram adotados como critérios de inclusão crian- ças e adolescentes em idade escolar, entre 5 e 14 anos, de ambos os sexos. Escolares com necessidades especiais, em tratamento ortopédico e/ou fisioterapêutico, ou presença de outras patologias associadas à postura ou à má formação congênita, foram excluídos do estudo. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade do Estado de Santa Catarina sob o pare- cer 165/2011. Os escolares só eram incluídos se os pais ou responsáveis concordassem e assinassem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
  • 3. Influência da flexibilidade e sexo na postura de escolares 225 A massa corporal foi obtida por meio de uma balança di- gital da marca Filizola, com precisão de 100g, e a estatura, por um estadiômetro da marca Sanny, com precisão de 1 mm. Para a fotogrametria, utilizou-se uma câmera digital fotográfica da marca Sanyo, modelo VPC-HD2000, posicio- nada paralela ao chão sobre um tripé nivelado a uma altura de 0,85 m e a uma distância de 3 m do indivíduo avaliado. Para calibrar a imagem, utilizou-se como referência um fio de prumo posicionado verticalmente, no qual havia dois marcadores reflexivos, com distância de um metro entre eles. A análise da postura e da flexibilidade foi realizada pelo software Sapo, desenvolvido e validado por Ferreira et al.20 É um programa de alta confiabilidade, utilizado pelos profissionais de saúde na avaliação e no acompanhamento clínicos.21 Depois de assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, foi realizada a anamnese. Em seguida, iniciou- se a marcação dos pontos anatômicos por um avaliador treinado. Foram utilizados marcadores esféricos de colo- ração branca com 1 cm de diâmetro, fixados por fita dupla face ao corpo do escolar, para servir como referência para calcular os ângulos avaliados. Para facilitar a localização e a fixação dos marcadores, e para evitar limitação da ampli- tude de movimento, os escolares foram orientados a vestir trajes de banho. A partir disso, os procedimentos de ava- liação foram divididos em dois momentos randomizados, a fim de evitar efeito de sequência: flexibilidade e postura. O teste de elevação dos membros inferiores em extensão, além de medir a flexibilidade dos isquiotibiais, apresenta validade clínica22 e alta confiabilidade interavaliadores.23 Para o teste de flexibilidade, utilizaram-se os seguintes pontos anatômicos: trocânter maior do fêmur e maléolo lateral, em ambos os membros. Em seguida, foi aplicado o teste de elevação dos membros inferiores em extensão, no qual os escolares foram divididos em dois grupos de acordo com o ângulo da perna: flexibilidade normal, composto por sujeitos que obtiveram valores maiores ou iguais a 65°, e flexibilidade reduzida, para aqueles que obtiveram valores menores que 65°.24 Essa avaliação foi realizada conforme o estudo de Graciosa et al.23 As imagens para análise da flexibilidade foram obtidas pela elevação do membro inferior em exten- são, no plano sagital, por meio da medida do ângulo da perna (interseção entre o segmento da perna e horizon- tal da maca).23,25 Para a execução do teste, o escolar foi posicionado em decúbito dorsal numa maca posicionada a 3 m de distância da câmera, com as pernas estendidas e os braços flexionados com as mãos atrás da cabeça. Nessa posição, foi realizada a fixação da coxa do membro contra- lateral pelo examinador, para estabilizar e evitar o movi- mento da mesma, e a partir daí iniciou-se a elevação do membro inferior em extensão de forma passiva. A imagem foi registrada quando o escolar relatou sentir uma tensão muscular na região posterior da perna analisada, antes de realizar rotação do quadril como forma de compensação. Esse teste foi realizado bilateralmente. O uso da fotogrametria como forma de obtenção de medi- das lineares e angulares é de alta confiabilidade, sendo utilizada para avaliação postural.21,26 Os pontos anatômi- cos marcados para a análise postural foram: processo espi- nhoso da 7ª vértebra cervical (C7), glabela, trago, acrômio, espinha ilíaca ântero-superior, epicôndilo lateral do fêmur e maléolo lateral, bilateralmente. Para a avaliação pos- tural e registro fotográfico, foi solicitado ao indivíduo per- manecer em posição ortostática, com os braços ao longo do corpo e os pés posicionados de maneira confortável sobre uma folha de papel de 30x40cm, na qual foi realizado o contorno dos pés, servindo de molde para as fotos. Essa folha foi colocada a uma distância de 3m da câmera, sobre uma demarcação no solo para garantir o adequado posi- cionamento do escolar. Em seguida, para a fotogrametria, as imagens da postura foram registradas no plano frontal e sagital. Em cada posição fez-se um registro fotográfico por um único avaliador. A avaliação postural foi realizada conforme o estudo de Coelho et al.26 Os ângulos analisa- dos no plano frontal foram: simetria da cabeça, ombros, pelve, joelhos e maléolos. Todos foram determinados pela interseção das linhas traçadas, unindo os marcadores do lado direito e esquerdo de cada ponto anatômico, e pela reta traçada na horizontal, perpendicular ao fio de prumo e paralela ao solo. Também foi analisada a simetria corpo- ral, que é medida pelo ângulo livre formado pela linha que passa pelo marcador da glabela e ponto médio entre os maléolos, com linha paralela ao fio de prumo.27 Para garantir a confiabilidade da avaliação postural, a digitalização das imagens e dos cálculos dos ângulos foram realizados por dois avaliadores devidamente treinados e que analisaram as imagens de modo independente. A con- fiabilidade interavaliadores para as medições dos ângu- los posturais foi avaliada pelo Coeficiente de Correlação Intraclasse (ICC Two Way Random). Definiram-se valores de ICC <0,40 como concordância baixa, ICC entre 0,40 e 0,75 como concordância moderada e ICC >0,75 como alta con- cordância.28 Obteve-se alta confiabilidade nas medidas dos ângulos posturais entre os interavaliadores (todas com ICC >0,97; p<0,001) e, assim, considerou-se a média aritmética dos dois avaliadores (fig. 1). Já no plano sagital, analisaram-se: anteriorização da cabeça (ângulo livre formado pela linha que passa no mar- cador do trago até o marcador da C7 e linha perpendicular ao fio de prumo que passa no marcador da C7), protrusão dos ombros (ângulo livre formado pela linha que passa no marcador da C7 até o marcador do acrômio e linha perpen- dicular ao fio de prumo que passa no marcador do acrômio) e inclinação corporal ântero-posterior (ângulo livre forma- do pela linha que passa pelo marcador do trago até o mar- cador do maléolo externo e linha paralela ao fio de prumo que passa pelo marcador do maléolo externo) (fig. 2).27 Para o tratamento de dados, foi feita a estatística descritiva (média e desvio padrão). A análise de variância univariada (ANOVA) foi utilizada para verificar a influên- cia conjunta dos fatores flexibilidade (normal e reduzida) e sexo (feminino e masculino) nas variáveis dependentes posturais (medidas de cada ângulo postural). A normali- dade dos resíduos e a homocedasticidade foram verificadas por meio do teste de Kolgomorov-Smirnov e do teste de Levene, respectivamente. Após verificar efeito interativo entre os fatores flexibilidade e sexo pela análise de variân- cia, procederam-se as comparações múltiplas, utilizando o teste t. O programa utilizado para a análise estatísti- ca foi o Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 20.0 para Windows, e para todos os procedimentos
  • 4. 226 Coelho JJ et al. Resultados Os indivíduos avaliados apresentaram média de idade de 9,8±2,3 anos, altura de 1,44m±0,15 e massa corporal de 40,2±13,4 kg. Dos escolares avaliados, 25 (42%) eram do sexo masculino e 35 (58%), do feminino; 21 (35%) foram classificados como tendo flexibilidade normal, e 39 (65%), com flexibilidade reduzida, com ângulo da perna, respec- tivamente, de 76,4±7,0º e 53,1±8,5º. Com a análise univariada (tabela 1), observou-se que a variável flexibilidade exerceu efeito sobre o ângulo de simetria do joelho (p<0,01) e sobre o ângulo de inclina- ção ântero-posterior (p<0,01). Escolares com flexibilidade reduzida apresentaram maior assimetria de joelho e maior inclinação corporal ântero-posterior. O sexo não apresentou influência sobre os ângulos posturais (p>0,05). Foi encon- trada interação entre as variáveis flexibilidade e sexo no ângulo de simetria do joelho (p<0,02). Escolares do sexo masculino e flexibilidade reduzida apresentaram maior assimetria de joelho comparado aos outros subgrupos. O teste t mostrou que, no sexo masculino, a assimetria do joelho nos escolares com flexibilidade reduzida é significa- tivamente maior do que naqueles com flexibilidade normal (p<0,01). Já nos escolares com flexibilidade reduzida, a assimetria do joelho é significativamente maior no sexo masculino do que no feminino (p<0,01). Discussão No presente estudo, observou-se efeito da flexibilidade sobre a postura apenas nos ângulos de assimetria do joe- lho e inclinação corporal ântero-posterior. Indivíduos com flexibilidade reduzida foram maioria e apresentaram maior assimetria de joelho e maior inclinação corporal ântero- posterior. A flexibilidade reduzida está relacionada ao encurtamen- to de isquiotibiais.16,29 Esse grupo muscular origina-se na tuberosidade isquiática e desempenha importante influên- cia na inclinação ântero-posterior da pelve.24 Uma dimi- nuição da flexibilidade desse grupo pode ocasionar desvios posturais e afetar a funcionalidade da coluna lombar e das articulações do quadril e do joelho.24 A maior prevalência de escolares com flexibilidade redu- zida é preocupante. Foi observado que eles utilizam grande parte do tempo na postura sentada em frente a computa- dores9 e durante o período escolar.30 A permanência nessa postura posiciona a musculatura posterior de membros inferiores em encurtamento,31 podendo gerar inclinação posterior e desalinhamento da pelve.32 No presente estudo, apesar de não avaliada, a postura da pelve pode ter influenciado a assimetria dos joelhos e a inclinação postural no plano sagital encontrada no grupo com flexibilidade reduzida. A interdependência das ações desempenhadas pelos isquiotibiais na articulação do quadril e do joelho32 sugere que o encurtamento dessa musculatura ocasionou essas alterações posturais. Contudo, a inclinação corporal ântero-posterior de escolares também se associa à forma de transporte de materiais escolares. A utilização de mochilas pode ocasionar alterações na postura, com aumento na inclinação anterior do corpo,27 além de oca- sionar outros encurtamentos musculares não controlados neste estudo. Em relação ao sexo, este não apresentou efeito signifi- cativo sobre a postura, não confirmando a hipótese inicial. Apesar de outros estudos encontrarem influência do sexo Figura 1  Marcações anatômicas em plano frontal Figura 2  Marcações anatômicas em plano sagital foram adotados níveis de significância de 5% (0,05), com distribuição bicaudal.
  • 5. Influência da flexibilidade e sexo na postura de escolares 227 sobre a postura,16,33 estes avaliaram ângulos que indicaram rotações, valgismo ou varismo de joelhos e posicionamento de pelve.17,19 Já o presente estudo limitou-se a realizar análise da simetria visando à postura corporal global do escolar. A interação entre as variáveis flexibilidade e sexo sobre a postura mostrou que escolares do sexo masculino e flexi- bilidade reduzida apresentaram maior assimetria de joelho comparados aos outros subgrupos. Esse resultado pode ser explicado pelas diferenças culturais entre meninos e meni- nas pela escolha da prática esportiva, visto que a flexibili- dade é influenciada pelo padrão de atividade física prati- cada.34 No sexo masculino existe prevalência de atividades como futebol, lutas e musculação.35 No estudo de Veiga et al,14 os autores verificaram que o treinamento intensivo e repetitivo da prática de futebol proporciona hipertrofia muscular e diminuição dos níveis de flexibilidade, o que pode levar a alterações da postura. A redução da flexibilidade relacionada à assimetria de joelhos e maior inclinação corporal ântero-posterior determina maior cuidado no padrão postural adotado por essas crianças durante o período escolar, principalmente com relação à permanência na posição sentada, ao peso da mochila utilizada e à atividade física praticada. Além disso, a alta prevalência de flexibilidade reduzida mostra a necessidade de intervir precocemente nesse parâmetro. A redução da flexibilidade pode prejudicar o desempenho esportivo e as atividades cotidianas.6 Atividades escolares com abordagem global, visando capacidades motoras coor- denativas, flexibilidade, força muscular e resistência car- diorrespiratória, devem ser aplicadas na rotina diária de escolares.23 A avaliação da postura é de extrema importân- cia, principalmente em indivíduos em fase escolar, visto que nessa fase se iniciam muitos problemas posturais.36 A correção precoce da postura e o aumento da amplitude articular na infância e na adolescência podem agir na aqui- sição de posturas mais confortáveis, tanto nos movimentos diários quanto na prática de atividade física, e possibilitar padrões posturais adequados na vida adulta.37 Uma variável que poderia interferir nos resultados obtidos é a idade cronológica. Na fase dos 7 aos 12 anos, ocorrem transformações na postura em busca de um equilíbrio compatível com as novas proporções corporais adquiridas pelo crescimento.21 Assim, a faixa etária abor- dada foi uma das limitações do estudo. Sugere-se que próximos estudos apresentem uma amostra maior, que permita a estratificação em subgrupos conforme a idade, possibilitando uma investigação mais aprofundada sobre a influência da flexibilidade e do sexo na postura de acor- do com cada grupo etário. Além disso, como a avaliação postural foi realizada de forma global, houve dificuldade na comparação dos resultados com a literatura devido à limitada quantidade de estudos com desenho e delinea- mento amostral similar. Pode-se concluir que, no presente estudo, a postura sofreu efeito isolado da variável flexibilidade e efeito interativo entre o sexo e a flexibilidade. Escolares com flexibilidade reduzida mostraram assimetria do joelho e aumento da inclinação corporal ântero-posterior. Agradecimentos Ao Programa de Iniciação Científica da Universidade do Estado de Santa Catarina (PROBIC-UDESC) e à Coordenação Tabela 1 Escores obtidos na avaliação dos ângulos posturais de 60 escolares, divididos em sexo feminino com flexibilidade normal (n=15) e reduzida (n=20) e em sexo masculino com flexibilidade normal (n=6) e reduzida (n=19) Flexibilidade Sexo EF Flexibilidade ES Interação EF x ESFeminino Masculino (n=25) Plano Frontal Média (DP) Média (DP) P P P Assimetria Cabeça Normal 2,77 (1,96) 1,97 (1,49) 0,98 0,85 0,19 Reduzida 2,06 (1,70) 2,66 (1,89) Assimetria Ombro Normal 1,80 (2,07) 1,47 (1,37) 0,79 0,74 0,67 Reduzida 1,73 (0,89) 1,77 (1,51) Assimetria Pélvica Normal 1,88 (1,26) 1,58 (0,95) 0,68 0,78 0,56 Reduzida 1,82 (1,12) 1,93 (1,26) Assimetria Joelho Normal 1,42 (1,20) 0,80 (0,76) <0,01 0,53 <0,02 Reduzida 1,52 (1,15) 2,57 (1,16) Assimetria Maleolar Normal 1,62 (1,05) 1,69 (0,98) 0,80 0,66 0,82 Reduzida 1,47 (1,06) 1,68 (1,18) Assimetria Corporal Normal 0,53 (0,33) 0,65 (0,74) 0,38 0,17 0,52 Reduzida 0,57 (0,40) 0,90 (0,74) Plano Sagital Anteriorização da cabeça Normal 44,50 (6,69) 42,89 (2,01) 0,99 0,49 0,73 Reduzida 43,99 (6,16) 43,44 (3,63) Protrusão dos ombros Normal 152,40 (11,57) 156,80 (3,91) 0,59 0,38 0,54 Reduzida 155,77 (9,36) 156,57 (10,88) Inclinação ântero-posterior Normal 2,81 (0,93) 2,84 (1,10) <0,01 0,52 0,59 Reduzida 3,56 (1,04) 3,90 (0,93) *ANOVA com dois fatores; EF, efeito da flexibilidade; ES, efeito do sexo; DP, desvio padrão.
  • 6. 228 Coelho JJ et al. de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pelas bolsas de estudos recebidas. Conflitos de interesse Os autores declaram não haver conflitos de interesse. Referências 1. Gangnet N, Pomero V, Dumas R, Skalli W, Vital JM. Variability of the spine and pelvis location with respect to the gravity line: a three-dimensional stereoradiographic study using a force platform. Surg Radiol Anat 2003;25:424-33. 2. Penha PJ, João SM. Muscle flexibility assessment among boys and girls aged 7 and 8 years old. Fisioter e Pesq 2008;15:387- 91. 3. Azuan M, Zailina H, Shamsul BM, Asyiqin MA, Azhar MN, Aizat IS. Neck, upper back and lower back pain and associated risk factors among primary school children. J Appl Sci 2010;10:431-5. 4. Jacobs K, Baker NA. The association between children’s computer use and musculoskeletal discomfort. Work 2002;18:221-6. 5. Murphy S, Buckle P, Stubbs D. Classroom posture and self- reported back and neck pain in schoolchildren. 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