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Manual ufcd 8930

1 de 25
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Curso: Técnicas de geriatria (FMC 250 2018-01-VNG)
Módulo:
8930 -
Investigação
com a
população
idosa
Formador: Benedita Osswald
MANUAIS
E
TEXTOS DE APOIO
1/25
Índice
Método Longitudinal
Método Transversal
Método sequencial
2/25
Método longitudinal
Estudo longitudinal é um método de pesquisa que visa analisar as variações nas caraterísticas dos mesmos
elementos amostrais (indivíduos, empresas, organizações, etc.) ao longo de um longo período de tempo -
frequentemente vários anos. Os estudos longitudinais são muito usados na Psicologia, Medicina (em especial
na Epidemiologia de doenças), e também na Economia e Sociologia.
Os estudos longitudinais são tipicamente estudos observacionais, pois geralmente se limitam a observar os
elementos amostrais sem manipular fatores que possam alterar as variáveis de interesse. No entanto, podem
ser utilizados também em estudos experimentais. Por exemplo, para verificar a eficácia de um tratamento
para o distúrbio do estresse pós-traumático, pesquisadores podem analisar o estado psicológico dos
indivíduos incluídos no estudo antes e depois do tratamento, complementando o experimento com um estudo
longitudinal, que acompanhará a eficácia do tratamento ao longo de vários anos.
Por meio dos estudos longitudinais, os cientistas sociais podem compreender as mudanças sociais melhor do
que seria possível por meio dos estudos cross section. Os estudos longitudinais utilizam a mesma amostra
em todas as "ondas" de coleta de dados, enquanto os estudos cross section utilizam diferentes amostras a
cada "onda" de coleta de dados. Nesse último caso, é mais difícil estabelecer relações de causa-efeito entre
variáveis, pois cada amostra utiliza diferentes indivíduos e as variáveis observadas podem apresentar
variações em momentos diferentes, que não coincidem com o momento da coleta de dados. Nos estudos
longitudinais, por outro lado, os pesquisadores estão interessados na trajetória de vida dos indivíduos
incluídos na amostra, o que permite uma compreensão mais profunda sobre as relações entre as variáveis
observadas, como, por exemplo, entre nível educacional e empregabilidade, entre formação profissional e
atuação da área, etc..
3/25
Estudo longitudinal do nível de atividade física de mulheres idosas
Resumo
O objetivo deste estudo foi analisar as alterações longitudinais no nível de atividade física
(NAF) de mulheres idosas. Este estudo longitudinal conduziu a primeira avaliação em 2005
e 2006, e a segunda avaliação em 2011, na qual participaram 78 mulheres (73,2±5,2 anos). O
NAF foi avaliado através do ModifiedBaecke Questionnaire for Older Adults
, o qual inclui os domínios: doméstico, esportivo e recreativo. A descrição da amostra foi realizada pela
média e desvio padrão. A análise dos dados foi realizada por uma MANOVA e do teste multivariado de
Hotelling’s trace afim de verificar o efeito do tempo sobre os domínios do NAF (p<0,05). O teste
multivariado de Hotelling’s trace indicou diferenças significativas da variável independente (efei-
to do tempo: avaliações 1 e 2) (F1,154=2,923; p=0,036), para o NAF total (F
1,154=5,449; p=0,021), e domínios doméstico (F1,154=4,325; p=0,039) e recreativo (F
1,154=5,299; p=0,023). O NAF total alterou em -16,7%, NAF doméstico em -7,6%, NAF recreativo em -48,6%
(todos com p<0,05); e o NAF esportivo declinou 12,0% (F1,154
= 0,892; p=0,346). Concomitantemente ao avanço da idade, ocorre um declínio nos domínios do NAF de
idosas, seja em atividades relacionadas ao cuidado da residência, exercícios físicos, ou atividades
recreativas. Esses resultados demonstram a necessidade de maximizar politicas públicas para o cuidado
à saúde do idoso a fim de promover atividades físicas nos diferentes domínios, e motivar idosos a
manterem uma vida ativa e independente, principalmente participando regularmente de um programa de
exercícios físicos, beneficiando a qualidade e os anos adicionais de vida e desta população.
Palavras-chave
Envelhecimento, Atividade física, Estudo longitudinal.
Abstract
The aim of this study was to analyze longitudinal changes on physical activity level (PAL) of older
adult women. This longitudinal study conducted the first evaluation on 2005 and 2006, and the second
evaluation on 2011, in which 78 older women (73.2±5.2 yrs) participated in the follow-up evalua-
tion. PAL was evaluated by the Modified Baecke Questionnaire for Older Adults, which includes the
domestic, sportive and recreational domains. Data was described by mean and standard deviation, and
was analyzed by using a MANOVA and the Hotelling’s trace multivariate test with the purpose to ver-
4/25
ify a time main effect on PAL domains (p<0.05). The multivariate test indicated significant differences
for the independent variables (time effect: baseline and follow-up evaluations; F1,154=2,923; p=0.036)
for PAL-total (F1,154=5,449; p=0.021), PAL-domestic (F
1,154=4,325; p=0.039) and PAL-leisure (F1,154
=5,299; p=0.023). The PAL-total changed in -16.7%, PAL-domestic in -7.6%, PAL-leisure in
-48.6% (all p<0.05); and the PAL-sportive declined in 12.0% (F
1,154=0.892; p=0.346). Concurrently
with aging, there is a declined on PAL domains that could be related to domestic, exercise, or recreation-
al activities. These results demonstrated the need to maximize public health policies with the purpose
to improve the health status of older adults by increasing the PAL on different domains, and also to
motivate older adults to maintain an active and independent lifestyle, mainly enrolling in exercise pro-
gram, leading to positive effects on quality of life, and on the additional years of life of this population.
Keywords
Aging, Physical activity, Longitudinal study.
IntRodução
O processo de envelhecimento acarreta mudanças físicas e morfológicas que po-
dem estar associadas a incapacidades, independentemente ou não de doenças
crônico degenerativas em idosos
1
. Dentre os fatores de melhoria, manutenção ou
atenuação da redução da capacidade funcional e aptidão física, a prática regular
de exercícios físicos é vista como um dos principais fatores para o sucesso deste
processo
2
. Apesar dos benefícios evidentes de um estilo de vida ativo, pesquisas
demonstram uma redução no nível de atividade física entre idosos em inúmeros
países desenvolvidos e em desenvolvimento
3,4,5
.
5/25
Segundo Eyler et al (2003)
5
, menos de 25% dos idosos, com 65 anos ou mais de
idade, acumulam o mínimo recomendado de exercícios físicos nos Estados Unidos.
Dados Brasileiros reportados pelo Ministério da Saúde
6
, demonstram que cerca de
60% de adultos entre 39-69 anos mantêm hábitos insuficientes de atividade física.
Segundo este levantamento, a inatividade física poderá ocasionar em 2020, 73%
de mortes atribuídas às doenças crônicas. Por sua vez, a publicação mais recente
do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas
por Inquérito Telefônico (VIGITEL, 2011)
7
, indicou uma tendência de que com
o avanço da idade, as mulheres diminuam as atividades realizadas no tempo livre
ou de lazer. Apenas 9,4% das mulheres idosas, especificamente na faixa etária de
65 anos ou mais de idade, foram consideradas ativas.
Baseando-se nos dados apresentados, verifica-se que concomitantemente ao
avanço da idade, as mulheres diminuem seus níveis de atividade física
8
. Contudo,
Krause et al (2007)
9
reportaram dados que discordam parcialmente com esta tendência, ao comparar as alterações no NAF em
mulheres com idade superior a 60 anos, as quais foram divididas em grupos de faixas etárias com intervalo
de cinco anos. Observou-se que entre a faixa etária mais jovem para a mais idosa, ocor-
reu uma diminuição na realização de atividades físicas mais vigorosas, relacionada
à prática de exercícios físicos; e um aumento de atividades com baixa demanda
energética, relacionada a atividades recreativas. Segundo os autores, tais resultados
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  • 1. Curso: Técnicas de geriatria (FMC 250 2018-01-VNG) Módulo: 8930 - Investigação com a população idosa Formador: Benedita Osswald MANUAIS E TEXTOS DE APOIO 1/25
  • 3. Método longitudinal Estudo longitudinal é um método de pesquisa que visa analisar as variações nas caraterísticas dos mesmos elementos amostrais (indivíduos, empresas, organizações, etc.) ao longo de um longo período de tempo - frequentemente vários anos. Os estudos longitudinais são muito usados na Psicologia, Medicina (em especial na Epidemiologia de doenças), e também na Economia e Sociologia. Os estudos longitudinais são tipicamente estudos observacionais, pois geralmente se limitam a observar os elementos amostrais sem manipular fatores que possam alterar as variáveis de interesse. No entanto, podem ser utilizados também em estudos experimentais. Por exemplo, para verificar a eficácia de um tratamento para o distúrbio do estresse pós-traumático, pesquisadores podem analisar o estado psicológico dos indivíduos incluídos no estudo antes e depois do tratamento, complementando o experimento com um estudo longitudinal, que acompanhará a eficácia do tratamento ao longo de vários anos. Por meio dos estudos longitudinais, os cientistas sociais podem compreender as mudanças sociais melhor do que seria possível por meio dos estudos cross section. Os estudos longitudinais utilizam a mesma amostra em todas as "ondas" de coleta de dados, enquanto os estudos cross section utilizam diferentes amostras a cada "onda" de coleta de dados. Nesse último caso, é mais difícil estabelecer relações de causa-efeito entre variáveis, pois cada amostra utiliza diferentes indivíduos e as variáveis observadas podem apresentar variações em momentos diferentes, que não coincidem com o momento da coleta de dados. Nos estudos longitudinais, por outro lado, os pesquisadores estão interessados na trajetória de vida dos indivíduos incluídos na amostra, o que permite uma compreensão mais profunda sobre as relações entre as variáveis observadas, como, por exemplo, entre nível educacional e empregabilidade, entre formação profissional e atuação da área, etc.. 3/25
  • 4. Estudo longitudinal do nível de atividade física de mulheres idosas Resumo O objetivo deste estudo foi analisar as alterações longitudinais no nível de atividade física (NAF) de mulheres idosas. Este estudo longitudinal conduziu a primeira avaliação em 2005 e 2006, e a segunda avaliação em 2011, na qual participaram 78 mulheres (73,2±5,2 anos). O NAF foi avaliado através do ModifiedBaecke Questionnaire for Older Adults , o qual inclui os domínios: doméstico, esportivo e recreativo. A descrição da amostra foi realizada pela média e desvio padrão. A análise dos dados foi realizada por uma MANOVA e do teste multivariado de Hotelling’s trace afim de verificar o efeito do tempo sobre os domínios do NAF (p<0,05). O teste multivariado de Hotelling’s trace indicou diferenças significativas da variável independente (efei- to do tempo: avaliações 1 e 2) (F1,154=2,923; p=0,036), para o NAF total (F 1,154=5,449; p=0,021), e domínios doméstico (F1,154=4,325; p=0,039) e recreativo (F 1,154=5,299; p=0,023). O NAF total alterou em -16,7%, NAF doméstico em -7,6%, NAF recreativo em -48,6% (todos com p<0,05); e o NAF esportivo declinou 12,0% (F1,154 = 0,892; p=0,346). Concomitantemente ao avanço da idade, ocorre um declínio nos domínios do NAF de idosas, seja em atividades relacionadas ao cuidado da residência, exercícios físicos, ou atividades recreativas. Esses resultados demonstram a necessidade de maximizar politicas públicas para o cuidado à saúde do idoso a fim de promover atividades físicas nos diferentes domínios, e motivar idosos a manterem uma vida ativa e independente, principalmente participando regularmente de um programa de exercícios físicos, beneficiando a qualidade e os anos adicionais de vida e desta população. Palavras-chave Envelhecimento, Atividade física, Estudo longitudinal. Abstract The aim of this study was to analyze longitudinal changes on physical activity level (PAL) of older adult women. This longitudinal study conducted the first evaluation on 2005 and 2006, and the second evaluation on 2011, in which 78 older women (73.2±5.2 yrs) participated in the follow-up evalua- tion. PAL was evaluated by the Modified Baecke Questionnaire for Older Adults, which includes the domestic, sportive and recreational domains. Data was described by mean and standard deviation, and was analyzed by using a MANOVA and the Hotelling’s trace multivariate test with the purpose to ver- 4/25
  • 5. ify a time main effect on PAL domains (p<0.05). The multivariate test indicated significant differences for the independent variables (time effect: baseline and follow-up evaluations; F1,154=2,923; p=0.036) for PAL-total (F1,154=5,449; p=0.021), PAL-domestic (F 1,154=4,325; p=0.039) and PAL-leisure (F1,154 =5,299; p=0.023). The PAL-total changed in -16.7%, PAL-domestic in -7.6%, PAL-leisure in -48.6% (all p<0.05); and the PAL-sportive declined in 12.0% (F 1,154=0.892; p=0.346). Concurrently with aging, there is a declined on PAL domains that could be related to domestic, exercise, or recreation- al activities. These results demonstrated the need to maximize public health policies with the purpose to improve the health status of older adults by increasing the PAL on different domains, and also to motivate older adults to maintain an active and independent lifestyle, mainly enrolling in exercise pro- gram, leading to positive effects on quality of life, and on the additional years of life of this population. Keywords Aging, Physical activity, Longitudinal study. IntRodução O processo de envelhecimento acarreta mudanças físicas e morfológicas que po- dem estar associadas a incapacidades, independentemente ou não de doenças crônico degenerativas em idosos 1 . Dentre os fatores de melhoria, manutenção ou atenuação da redução da capacidade funcional e aptidão física, a prática regular de exercícios físicos é vista como um dos principais fatores para o sucesso deste processo 2 . Apesar dos benefícios evidentes de um estilo de vida ativo, pesquisas demonstram uma redução no nível de atividade física entre idosos em inúmeros países desenvolvidos e em desenvolvimento 3,4,5 . 5/25
  • 6. Segundo Eyler et al (2003) 5 , menos de 25% dos idosos, com 65 anos ou mais de idade, acumulam o mínimo recomendado de exercícios físicos nos Estados Unidos. Dados Brasileiros reportados pelo Ministério da Saúde 6 , demonstram que cerca de 60% de adultos entre 39-69 anos mantêm hábitos insuficientes de atividade física. Segundo este levantamento, a inatividade física poderá ocasionar em 2020, 73% de mortes atribuídas às doenças crônicas. Por sua vez, a publicação mais recente do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL, 2011) 7 , indicou uma tendência de que com o avanço da idade, as mulheres diminuam as atividades realizadas no tempo livre ou de lazer. Apenas 9,4% das mulheres idosas, especificamente na faixa etária de 65 anos ou mais de idade, foram consideradas ativas. Baseando-se nos dados apresentados, verifica-se que concomitantemente ao avanço da idade, as mulheres diminuem seus níveis de atividade física 8 . Contudo, Krause et al (2007) 9 reportaram dados que discordam parcialmente com esta tendência, ao comparar as alterações no NAF em mulheres com idade superior a 60 anos, as quais foram divididas em grupos de faixas etárias com intervalo de cinco anos. Observou-se que entre a faixa etária mais jovem para a mais idosa, ocor- reu uma diminuição na realização de atividades físicas mais vigorosas, relacionada à prática de exercícios físicos; e um aumento de atividades com baixa demanda energética, relacionada a atividades recreativas. Segundo os autores, tais resultados 6/25
  • 7. poderiam indicar que com o avanço da idade, as mulheres idosas tenderiam a tran- sitar de atividades que requerem mais esforço físico para aquelas de menor esforço, ou seja, idosas diminuem o nível de atividade física de intensidade moderada, e principalmente vigorosa. As inconsistências dos resultados apresentados pode ser explicada pela escassez dos estudos nacionais que analisaram tais alterações, principalmente a partir de da- dos longitudinais, bem como a magnitude desta alteração nos diferentes domínios do NAF. Até o momento foi verificado que a maior proporção de atividade física insuficiente, ou sedentarismo, é encontrada em mulheres idosas e de baixo nível socioeconômico 10; porém, escassos são os estudos brasileiros que investigaram tais Fatores 11,12,13,14,15,16 Sendo assim, o objetivo deste estudo foi analisar as alterações longitudinais em diferentes domínios de atividade física de mulheres idosas. Métodos Desenho do Estudo O delineamento da pesquisa é caracterizado como Estudo Longitudinal, com duas avaliações: a primeira avaliação foi iniciada em 2005 e finalizada em 2006, e a segunda avaliação, foi realizada no primeiro semestre de 2011 – intervalo médio de 5,8 anos. População e Amostra O presente estudo foi realizado na cidade de Curitiba – Paraná, sendo parte inte- grante do Projeto Terceira Idade Independente (Centro de Pesquisa em Fisiolo- gia da Atividade Física e Saúde – Universidade Tecnológica Federal do Paraná). A população do estudo foi constituída pelos participantes da primeira avaliação (n=1068), os quais deveriam atender os seguintes critérios de inclusão: sexo femi- nino, idade superior a 60 anos, e viverem na comunidade (não-institucionalizada). 7/25
  • 8. Nenhum participante foi excluído deste estudo. Explicações detalhadas sobre o processo para seleção amostral foi publicado previamente por Krause et al (2007) 9 . O procedimento inicial da segunda avaliação (reavaliação) objetivou o contato in- direto com os potencias participantes (1.068) via telefone. Além disso, a equipe de pesquisadores buscou o contato direto dos participantes que não foram con- tatados via telefone, deslocando-se até o endereço residencial. Mesmo com tais procedimentos, ocorreu uma perda amostral de mais da metade dos sujeitos devido a desatualização das informações pessoais. Durante o contato inicial, um membro treinado do grupo de investigadores informou os propósitos do estudo, possíveis benefícios e riscos atrelados e, após esclarecimento de todas as dúvidas, a reavaliação foi agendada. No momento da reavaliação, um investigador repetiu todas as infor- mações relacionadas a pesquisa e esclareceu qualquer dúvida ainda existente, então, solicitou ao participante que assinasse o termo de consentimento livre e esclarecido, condicionando sua participação de modo voluntário. A amostra final da reavaliação foi constituída por 78 participantes (atualmente com idade superior a 65 anos). O protocolo da segunda avaliação desta pesquisa foi submetido e aprovado ao Comitê de Ética da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (CEP N o. 0004798/11), conforme as normas estabelecidas na Declaração de Helsinki e na Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisa envolvendo seres humanos. Procedimentos Em ambas as avaliações, todos os procedimentos foram igualmente conduzidos. Com o intuito de evitar à influência de variações circadianas todas as avaliações foram realizadas em um mesmo período do dia (entre 08h00 e 10h00). Os par- ticipantes foram instruídos a não realizarem atividade física vigorosa no dia an- 8/25
  • 9. terior, como também a não ingerirem alimentos por um período de duas horas antecedentes ao seu início. Todas as avaliações foram realizadas no Departamento Acadêmico de Educação Física, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Nível Socioeconômico – NSE O nível socioeconômico foi definido pelo critério de classificação econômica Bra- sil (Associação Nacional das Empresas de Pesquisa – ANEP, 2003) 17 . O resultado classifica o nível socioeconômico em sete classes 17 : E (0-5 pontos), D (6-10 pon- tos), C (11-16 pontos), B2 (17-20 pontos), B1 (21-24 pontos), A2 (25-29 pontos) e A1 (30-34 pontos). Posteriormente, três categorias foram compostas: Alta (A1 e A2), Média (B1 e B2) e Baixa (C, D e E). Variáveis Antropométricas As variáveis antropométricas foram obtidas conforme procedimentos propostos por Lohman et al 18 . Para a determinação da estatura (em metros – m), o indi- víduo avaliado permaneceu em posição ortostática com os pés unidos, descalço, trajando roupas esportivas leves (shorts e camiseta ou top). Além disso, o avaliado deveria manter-se em apneia inspiratória e com a cabeça orientada em 90º con- forme o plano de Frankfurt, tendo as superfícies do calcanhar, cintura pélvica, cintura escapular e região occipital em contato com o instrumento de medida, o qual encontrava-se fixado à parede. A massa corporal (MC, em quilogramas) foi mensurada com o avaliado permanecendo em posição ortostática, descalço, e trajando roupas esportivas leves (shorts e camiseta ou top). A massa corporal de- veria permanecer distribuída entre os membros inferiores durante a permanência na plataforma do instrumento de medida (balança mecânica com estadiômetro, 9/25
  • 10. marca Welmy, modelo 104A; precisão de 0,1 quilogramas). Variável Dependente – Nível de Atividade Física (NAF) As informações foram obtidas após administração do Modified Baecke Question- naire for Older Adults, adaptado para sujeitos idosos, conforme padronização de Voorrips et al 19 . Apesar das evidentes limitações devido à subjetividade empregada nas respostas do questionário, este instrumento tem apresentado uma correlação com outros métodos de quantificação de atividade física 20 , como o recordatório de atividades em 24 horas (r = 0,78) e pedômetro (r = 0,72). Além disso, o Modified Baecke Questionnaire for Older Adults foi validado especificamente para idosos bra- sileiros, apresentando bons indicadores de reprodutibilidade (r = 0,89) 21,22 . O questionário foi aplicado em formato de entrevista, sendo composto por 12 itens envolvendo atividades físicas domiciliares cotidianas (NAF_D), recrea- tivas (NAF_R) e esportivas (NAF_E). Todos os avaliadores foram previamente treinados com o intuito de diminuir a variabilidade inter-avaliadores. O domí- nio doméstico é avaliado através de perguntas com opções objetivas de resposta, abrangendo atividades de 1) limpeza da casa de intensidade leve, como “tirar o pó da mobília”, à intensidades vigorosas, como “esfregar o chão para limpar pisos”; 2) transporte, o qual indica a forma de se deslocar para fazer compras, seja cami- nhando, utilizando uma bicicleta, carro ou transporte público; 3) subir e descer 10/25
  • 11. escadas; e, 4) preparo de refeições. Os domínios esportivo e recreativo necessitam que o avaliado informe o tipo de atividade (nome), intensidade, frequência (horas/ semana) e tempo de prática (meses/ano). Posteriormente, o escore de cada domí- nio é calculado baseado na demanda energética da atividade (em METS) – quanto menor o gasto energético, menor será a pontuação Análise Estatística Todas as análises foram conduzidas utilizando o Statistical Package for the Social Sciences (SPSS, 18.0) for Windows . A distribuição dos dados foi verificada com o teste Kolmogorov-Smirnov , indicando a normalidade para o NAF_D na primeira avaliação, NAF_T e NAF_D na segunda avaliação. Apesar das demais variáveis não apresentarem distribuição normal, optou-se por realizar os testes paramétricos devido a característica da escala de medida das mesmas. Portanto, a descrição dos dados é apresentada através da média e desvio-padrão. A análise dos dados foi realizada através de uma MANOVA com medidas repetidas e do teste multivariado de Hotelling’s trace a fim de verificar o efeito do tempo sobre os domínios do NAF. Para todas as análises foi adotado o nível de significância p < 0,05. RESultADoS A variação temporal média entre as avaliações do estudo foi de 5,8 anos. O ní- vel socioeconômico demonstrou-se um pouco mais elevado na segunda avaliação; contudo, ambos os resultados classificam os participantes na classe social C ou baixa. A massa e estatura corporal apresentaram-se estáveis. 11/25
  • 12. O teste multivariado de Hotelling’s trace indicou diferenças significativas da va- riável independente (tempo: avaliação 1 e 2) (p=0,036) sobre as seguintes variáveis dependentes: o nível de atividade física total (NAF_T), resultante da soma dos escores obtidos em todos os domínios, alterou em -16,7% (F 1,154 =5,449; p=0,021). Todos os domínios do NAF declinaram; sendo significativos apenas no NAF_D (2,35±0,57 para 2,17±0,48 pontos; F 1,154 =4,325; p=0,039) e no NAF_R (1,09±1,66 para 0,56±1,16 pontos; F 1,154 =5,299; p=0,023). Contudo, o NAF_E, que represen- ta atividades classificadas como exercícios físicos praticados regularmente, alterou de 2,83±2,20 pontos para 2,49±2,26 pontos (F 1,154 =0,892; p=0,346) dIscussão As atividades comumente realizadas pela maioria dos idosos estão relacionadas aos domínios doméstico (NAF_D), esportivo (NAF_E) e recreativo (NAF_R) 23 Os domínios esportivo e recreativo compreendem atividades realizadas no tempo livre, relacionadas à prática regular de exercício físico e atividades de lazer/recrea- ção, respectivamente. O domínio que demonstrou maior alteração foi o recreativo (-48,6%, p<0,05). Um exemplo do escore obtido pelas participantes é a realização 12/25
  • 13. de uma atividade manual na posição sentada, de intensidade leve, 2 horas semanais, 9 meses de prática (0,68 pontos). As principais atividades reportadas foram: bingo, leitura, dança de salão em bailes e trabalhos manuais como costura, artesanato e pintura . Em geral, essas atividades são realizadas em um ambiente externo à resi- dência, as quais implicam em uma exposição social, podendo favorecer a interação com outros indivíduos da mesma faixa etária que possuem interesses similares. Tais interações favorecem no desenvolvimento de novas amizades, de identidade com o grupo em que está inserido, promovendo a convivência e, consequentemen- te, beneficiando aspectos psicossociais 24,25,26 . Sendo assim, a grande magnitude de alteração de tais atividades é preocupante, pois indica que idosas podem estar se excluindo socialmente, minimizando a relação com outros indivíduos. Por sua vez, o NAF_D apresentou o menor declínio dos domínios estudados (-7,6%; p<0,05). Um escore similar ao obtido (de 2,0 pontos) corresponde a um indivíduo que realize frequentemente as atividades domésticas podendo ser auxi- liado por outra pessoa. Tais resultados corroboram com as características sociocul- turais da sociedade Brasileira, na qual a atual geração de idosas teria a responsabi- lidade do cuidado do ambiente domiciliar 16,27 . Portanto, a redução ou a desistência em executar tais atividades podem ser consideradas essenciais à vida diária de idosas, comprometendo a autonomia e qualidade de vida das mesmas 19,27,28 . Hou- ve também um declínio das atividades relacionadas a prática regular de exercício físico (NAF_E: -12%; p>0,05), porém, em ambas as avaliações, as participantes 13/25
  • 14. podem ser classificadas como ativas (escore ≥2,08 pontos). Apesar do decréscimo nesse domínio não ser significativo, o NAF_E é o de maior impacto fisiológico na demanda energética, sendo assim, o principal contribuinte para o escore do nível de atividade física total, como indicado em outros estudos 12,13,14 . Apesar de considerar as participantes deste estudo como ativas, outros estudos demonstram que o nível de atividade física de idosas praticantes de exercícios físicos pode ser muito superior ao encontrado nesta amostra. Miyasike da Silva et al (2000) 12, realizou um estudo com indivíduos de 50 à 75 anos, utilizando o mesmo instrumento desta pesquisa, encontrando uma média do NAF_T de 3,19 pontos para um grupo de sedentários; porém de 7,82 e 8,53 pontos em outros dois grupos de indivíduos ativos. Ademais, Gobbi et al 2007 13 conduziu uma pesquisa em Rio Claro, São Paulo com 60 mulheres ativas (50 e 70 anos), utilizando tam- bém o mesmo instrumento. A amostra foi dividida em dois grupos: participantes de um programa de atividade física supervisionada (GS) e não supervisionada (GNS), as quais reportaram médias de NAF_T de 12,73 pontos para o GS, e de 7,48 pontos para GNS (diferença significativa entre grupos, p<0,05). Alencar et al (2010) 14 reportaram um nível de atividade física insuficiente em idosas residentes na zona rural de Crato-CE devido ao fato de nenhuma idosa relatar a prática de exercícios físicos. Desta forma, o principal responsável pelo NAF_T foi o domínio doméstico seguido pelo recreativo. Os autores justificam o fato pela “inexistência de programas que estimulem a prática de atividades físicas na população em geral, principalmente em idosos”. Esses resultados sugerem que a prática somente das 14/25
  • 15. atividades relacionadas aos domínios doméstico ou de recreação não garantem um elevado nível de atividade física 6,13,14 . Os resultados apresentados indicam que para se obter um elevado nível de ati- vidade física é necessário que idosos participem de um programa regular de exercí- cios físicos e não apenas sejam considerados como ativos. Ademais, a participação em um programa de exercícios físicos aumenta as chances do idoso tornar-se mais eficiente para a execução de outras atividades, bem como da manutenção das capa- cidades físicas e funcionais, essenciais para um envelhecimento saudável 6,28 Sendo assim, as alterações no NAF_E, necessitam de uma análise cautelosa pois a dimi- nuição de exercícios físicos pode impactar com diferentes magnitudes aspectos sociais, de saúde e, consequentemente, da qualidade de vida de idosos 10 . Os achados no presente estudo demonstram uma ampla variabilidade no NAF_E, indicando que 32,05% das idosas modificaram sua prática de exercícios de uma intensidade leve para moderada, da primeira para a segunda avaliação; 29,48% mantiveram atividades em intensidade leve; enquanto que 20,51% daque- las que praticavam exercícios físicos de intensidade leve abandonaram a prática. Cerca de 8,97% de idosas na primeira avaliação relataram não praticar qualquer exercício físico, aumentando para 24,36% na segunda avaliação. Além disso, não houve relatos de prática esportiva de intensidade vigorosa na primeira avaliação, mas três idosas (3,84%) reportaram praticar atividades físicas de alta intensidade na segunda avaliação. Enquanto algumas idosas aumentaram a intensidade dos exercícios realizados, elevando o escore do NAF_E, a maioria abandonou esta prática, diminuindo o escore do NAF_E. Este fato justifica parcialmente o motivo pelo qual as alterações neste domínio não foram significativas. O principal exercí- 15/25
  • 16. cio reportado foi a caminhada, o qual foi observado recentemente em idosos resi- dentes em Florianópolis-SC 29 e também em Ermelino Matarazzo-SP 30 , seguido pela ginástica, hidroginástica, musculação e natação. Os dados longitudinais da segunda avaliação contradizem os resultados publi- cados anteriormente da primeira avaliação 9 , na qual foi encontrada uma tendência de transição da intensidade das atividades realizadas pelas idosas. Com o avanço da idade, principalmente a partir da faixa etária de 65-69 anos, diminuiu a reali- zação de atividades esportivas de intensidades moderadas-vigorosas (NAF_E), e aumentou a realização de atividades recreativas de baixa intensidade (NAF_R) 9 Certamente, as atividades ou exercícios físicos que exigem elevada demanda ener- gética seriam as mais recomendadas para idosos aparentemente saudáveis visando a melhoria da saúde física. No entanto, ao se tratar do indivíduo idoso, é essencial que também se priorize a saúde emocional e psicossocial que podem apresentar efeitos benéficos por meio de qualquer atividade física que proporcione o convívio e exposição social, bem como o desenvolvimento cognitivo. Após a busca em diversas bases de dados científicos (PUBMED, SCIELO, LILACS e também no portal PERIÓDICOS CAPES), não foi encontrado ne- nhum estudo Brasileiro que investigou as alterações longitudinais em domínios do NAF, especificamente em mulheres idosas. Este fato também foi exposto por outros pesquisadores, os quais reportaram a necessidade de estudos que verifiquem não apenas a magnitude dessas alterações ao longo do tempo, mas também que analisem a influência de fatores sociodemográficos, ambientais, de saúde física, 16/25
  • 17. mental ou funcional no NAF 27, 29,30,31 Recentemente foi demonstrado que as mulheres de baixo nível socioeconômico ou educacional apresentam a maior prevalência de inatividade física no tempo livre 10,26 ; que homens e mulheres idosos mais ativos no tempo livre são aqueles que percebem a existência de pista de caminhada no bairro, ciclovias, que recebem apoio de amigos ou vizinhos, ou são influenciados por fatores climáticos 29 ; todavia, especificamente idosas ativas no lazer são aquelas que residem próximas a igrejas ou templos religiosos, academias e praças 30 Sendo assim, futuras pesquisas podem preencher tais lacunas, realizando uma análise lon- gitudinal em domínios específicos do NAF e a influência desses fatores. Este estu- do coletou informações sócio demográficas, de saúde física e funcional das idosas, mas uma análise estatística mais robusta foi impossibilitada devido ao pequeno número de participantes na segunda avaliação. Outra limitação deste estudo foi o uso de informações auto relatadas, mesmo assim, os resultados apresentados evi- denciam que o declínio nas atividades comumente realizadas por idosas ocorrem nos três domínios do NAF. Essas evidências alertam que intervenções necessitam ser realizadas a fim de conscientizar idosas sobre os benefícios da manutenção de um estilo de vida ativo. conclusão Este estudo indica que com o avanço da idade ocorre um declínio no nível de atividade física de idosas, sendo de maior magnitude nas atividades de lazer/recre- ação e menor magnitude nas atividades relacionadas ao cuidado domiciliar. Apesar das participantes desta amostra serem classificadas como ativas, os resultados são inferiores aos reportados em outras cidades brasileiras. Além disso, foi constatado que quase metade das idosas são sedentárias (não praticam nenhum tipo de exer- cícios físicos). Esses dados demonstram a necessidade de maximizar políticas pú- blicas para o cuidado à saúde do idoso a fim de promover atividades nos diferentes domínios do NAF, e motivar idosos a manterem uma vida ativa e independente, 17/25
  • 18. principalmente participando regularmente em um programa de exercícios físicos, o qual acarretará em consequências benéficas na qualidade e nos anos adicionais de vida desta população. Agradecimentos Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPQ pelo apoio financeiro a este projeto (479491/2010-0); edital MCT/CNPq Nº 014/2010 – Universal. Contribuição dos Autores Todos os autores, Gisele Antunes do Livramento, Pallomma Patrícia Andressa Nart Fagundes, Gabriele Regiane Winter, Vanessa Porto Bernardes e Maressa Krause, participaram ativamente na elaboração do manuscrito no sentido de redi- gir o texto. Maressa P Krause coordenou a coleta de dados, orientou a proposta do artigo, realizou as análises estatísticas e a revisão final do mesmo. Método transversal Estrutura A estrutura de um estudo transversal é semelhante à de um estudo de coorte, no entanto, nos estudos transversais todas as medições são feitas num único "momento", não existindo, portanto, período de seguimento dos indivíduos. Para levar a cabo um estudo transversal o investigador tem que, primeiro, definir a questão a responder, depois, definir a população a estudar e um método de escolha da amostra e, por último, definir os fenómenos a estudar e os métodos de medição das variáveis de interesse. Este tipo de estudos são apropriados para descrever características das populações no que diz respeito a determinadas variáveis e os seus padrões de distribuição. 18/25
  • 19. Os estudos transversais podem, também, ser utilizados para descrever associações entre variáveis. Neste caso, a definição de quais as variáveis independentes e quais as dependentes depende, ao contrário dos estudos de coorte, da hipótese de causalidade estabelecida pelo investigador e não do próprio desenho de estudo. Decidir se uma variável é dependente ou independente é relativamente fácil no caso de certos factores constitucionais como a idade, sexo ou grupo étnico uma vez que estes não são alterados por outras variáveis e são, assim, geralmente, variáveis independentes. Para a maior parte das variáveis, porém, a escolha é algo mais complicada. Por exemplo se através de um estudo transversal se encontra uma associação entre a prática de exercício físico e a presença de doença coronária esta pode dever-se ao facto de os indivíduos que praticam pouco exercício físico desenvolverem mais frequentemente doença coronária ou ao facto de os indivíduos com doença coronária praticarem menos frequentemente exercício físico devido à sua doença. Suponha-se uma situação em que um investigador fez um estudo transversal para responder à questão: qual a prevalência de infecção por Clamídia na população e qual a sua relação com o uso de anticoncepcionais orais? Para isso, o investigador começou por definir a população em estudo, neste caso, as mulheres seguidas num determinado Serviço de Ginecologia de um Hospital Central. Em seguida, seleccionou uma amostra de 100 mulheres. Fez, depois, as determinações das variáveis dependente e independente através do registo da história de uso de anticoncepcionais orais no último ano e realização de um esfregaço vaginal para posterior exame microbiológico. Demorou cerca de 6 meses, até acabar de examinar todas as mulheres pertencentes à amostra. Os resultados obtidos foram: 50 mulheres apresentavam história de uso de anticoncepcionais orais no último ano, tendo 10 delas exames culturais para Clamídia positivo; 50 mulheres não tinham história de uso de anticoncepcionais orais, apresentando 5 delas exames culturais positivos. Assim, a prevalência de infecção por Clamídia nessa amostra de mulheres seguidas no Serviço de Ginecologia foi de 15% e concluiu-se haver uma associação entre o uso de anticoncepcionais orais e a presença de infecção por Clamídia com um risco relativo (RR) de (10/50)/(5/50)=2,0. Neste exemplo encontra-se uma importante medida de frequência que é, caracteristicamente, encontrada a partir de estudos transversais - a prevalência (de facto, este tipo de estudos são muitas vezes designados de "estudos de prevalência"). A prevalência de uma determinada doença é definida como a proporção de indivíduos de uma população que apresentam tal doença num determinado momento no tempo. 19/25
  • 20. No exemplo, encontramos, também, uma medida de associação - o risco relativo ou razão de riscos - que foi já descrita para os estudos de coorte e que pode ser calculada, do mesmo modo, nos estudos transversais, sendo a sua interpretação, também, semelhante. Neste contexto, define-se risco relativo como a razão entre a prevalência da doença nos indivíduos que possuem o factor em estudo e a prevalência da doença nos que não o possuem, podendo, assim, ser, também, designado de prevalência relativa. No exemplo encontrou-se um risco relativo de 2,0 o que é interpretado como sendo 2 vezes superior o risco de estar doente nos que apresentam o factor em estudo em comparação com aqueles que o não apresentam. O risco relativo calculado a partir de um estudo transversal é uma boa estimativa do risco relativo calculado a partir de um estudo de coorte, especialmente se o factor em estudo não afecta a duração da doença (vide infra os viéses de incidência/prevalência). Vantagens A maior vantagem dos estudos transversais sobre os estudos de coorte prende-se com a prontidão com que se podem tirar conclusões e com a não existência de um período de seguimento. Estas questões tornam os estudos transversais mais rápidos, mais baratos, mais fáceis em termos logísticos e não sensíveis a problemas como as perdas de seguimento e outros, característicos dos estudos longitudinais. Este tipo de estudos são a única maneira de calcular a prevalência das doenças e dos factores de risco. São também estudos adequados à análise de redes de causalidade. Os estudos transversais podem ser levados a cabo como a primeira etapa de um estudo de coorte ou ensaio clínico sem grandes custos adicionais. Os resultados definem as características demográficas e clínicas de base da amostra em estudo e podem, por vezes, revelar associações de interesse para o restante do estudo. Desvantagens A maior desvantagem dos estudos transversais prende-se com a impossibilidade de estabelecer relações causais por não provarem a existência de uma sequência temporal entre exposição ao factor e o subsequente desenvolvimento da doença. 20/25
  • 21. Estes estudos partilham as desvantagens dos estudos observacionais em geral, já anteriormente expostas. Estes estudos são pouco práticos no estudo de doenças raras, uma vez que estas obrigam à selecção de amostras muito numerosas. O facto de nos estudos transversais só se poder medir a prevalência, e não a incidência, torna limitada a informação produzida por este tipo de estudos no que respeita à história natural das doenças e ao seu prognóstico. Este tipo de estudos são susceptíveis aos chamados viéses de prevalência/incidência que acontecem quando o efeito de determinados factores relacionados com a duração da doença é confundido com um efeito na ocorrência da doença. Por exemplo, num estudo realizado na década de 70 encontrou-se uma grande frequência de antigénio linfocitário humano A2 (HLA-A2) entre crianças que sofriam de leucemia linfocítica aguda (LLA) e os investigadores concluíram que as crianças com este tipo de HLA tinham um risco acrescido de desenvolver esta doença. Estudos subsequentes vieram, no entanto, demonstrar que o HLA-A2 não era um factor de risco para o desenvolvimento da LLA, mas sim, um factor que estava associado a um melhor prognóstico em crianças com esta doença. Assim, a maior sobrevida dos doentes com HLA-A2 fazia com que na amostra de doentes do estudo transversal houvesse uma maior probabilidade de encontrar doentes com este tipo de HLA em comparação com os outros tipos. Observou-se, assim, que uma aparente maior incidência era na realidade o efeito de uma maior prevalência devido a um melhor prognóstico. Método sequencial Desde pequeno, a curiosidade é um ponto forte do ser humano. As crianças fazem muitas perguntas, que muitas vezes não conseguimos nem responder ou, então, as respostas que damos acabam levando a outras perguntas. Essa curiosidade leva a observações, indagações e investigações e, por isso, ao longo do tempo, muitos conhecimentos foram se acumulando e passando de geração em geração. 21/25
  • 22. Existem muitos conhecimentos que temos acumulados que são de senso comum. Por exemplo, um padeiro sabe muito bem quais ingredientes deve usar, bem como a ordem e a quantidade para fazer um pão delicioso. Esses são conhecimentos químicos, mas também do senso comum, pois não há uma organização específica de como foram adquiridos e eles não são suficientes para explicar, por exemplo, por que ocorre aquela transformação e qual é a reação química envolvida no processo. Assim, muitos conhecimentos que temos no cotidiano são de senso comum e não são aceitos como conhecimentos científicos. A diferença é que o conhecimento científico é obtido e organizado de uma maneira específica, seguindo determinados critérios e métodos de investigação. Alguns passos, de forma geral, são sempre seguidos pelos cientistas. Esse conjunto de etapas em sequência organizada para o estudo dos fenômenos é chamado de método científico. A palavra “método” vem do grego méthodos, que significa “caminho para chegar a um fim”. Seguir um método científico é o que define uma área de estudo como uma Ciência, tal qual são as ciências da natureza, como a Química, a Biologia e a Física. O método científico pode variar de acordo com a ciência, mas o que é atualmente usado, principalmente pelas ciências da natureza, foi derivado do trabalho de vários filósofos, como Francis Bacon e René Descartes, e de cientistas como Galileu Galilei,Robert Boyle e Antoine Laurent Lavoisier. Esses precursores do método científico defendiam que a busca pelo conhecimento deveria basear-se em experimentações e lógicas matemáticas, com medições bem precisas e exatas, bem como com a repetição intensiva de vários experimentos para provar as ideias. As principais etapas do método científico seguidas em geral pelas equipes de cientistas em institutos de pesquisas e universidades em todo o mundo são: 22/25
  • 23. Principais etapas do método científico Vejamos em que consiste basicamente cada uma delas: * Observação: Leva o observador ao levantamento de questões que precisam ser estudadas. Essa observação pode ser a olho nu ou com a utilização de instrumentos de maior precisão, como microscópios. Por exemplo, a combustão ou queima de determinados materiais é um fenômeno muito observado pelo ser humano. Lavoisier decidiu pesquisar alguns fenômenos relacionados com a combustão que intrigavam os pesquisadores, como o que era necessário para que a combustão ocorresse. * Hipótese: Na tentativa de responder às questões levantadas na observação, o cientista propõe hipóteses, isto é, afirmações prévias para explicar os fenômenos. Essas hipóteses podem ser comprovadas ou descartadas na próxima etapa. Considerando o exemplo do estudo da combustão, uma hipótese levantada seria a de que a queima só ocorreria quando o combustível (material inflamável) estivesse na presença do oxigênio. 23/25
  • 24. Trabalho de investigação Um projecto de investigação é um procedimento científico destinado a obter informação e formular hipóteses sobre um determinado fenómeno social ou científico. O primeiro passo consiste em expor o problema, com a formulação do fenómeno a investigar. Na etapa seguinte, é necessário estabelecer os objectivos, isto é, estipular aquilo que se pretende conhecer por intermédio da investigação. Depois, é a vez da hipótese, que se formula como teoria a averiguar durante 24/25
  • 25. o projecto de investigação. O investigador deve incluir a justificação, que consiste em apontar as razões para estudar o problema. O quadro teórico e de referência num projecto de investigação consiste em incluir citações e exemplos de outras investigações. Funciona como referência geral do tema a tratar, com dados que permitem entendê-lo com mais facilidade. Chegando ao momento do trabalho de campo, começa-se a obter dados quantitativos e qualitativos do tema. É caso para dizer que este é o momento fulcral da investigação, durante o qual se procede a experiências, testes ou inquéritos, na medida do necessário, com vista a obter informações. Finalmente, chega a vez da estruturação do trabalho e da sua redacção final. Deste modo, a investigação pode ser apresentada em diversos capítulos, com a introdução e uma conclusão, entre outros segmentos. Convém destacar que todo o projecto de investigação consta num plano de trabalho ou de actividades, para o qual se prevê a duração do processo investigativo. Neste sentido, o investigador trabalha de acordo com um cronograma que deve respeitar e cumprir. 25/25