Monografia Gilmara Pedagogia 2011

6.883 visualizações

Publicada em

Pedagogia 2011

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
6.883
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
59
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Monografia Gilmara Pedagogia 2011

  1. 1. 0 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM – BA. PEDAGOGIA 2005.1 GILMARA SILVA FRANÇAOS SIGNIFICADOS DO ESPAÇO FÍSICO ESCOLAR ALÉM DAS ESTRUTURAS FÍSICAS. SENHOR DO BONFIM – BA MARÇO 2011
  2. 2. 1 GILMARA SILVA FRANÇAOS SIGNIFICADOS DO ESPAÇO FÍSICO ESCOLAR ALÉM DAS ESTRUTURAS FÍSICAS. Monografia apresentada como requisito para avaliação da disciplina de Monografia, do curso de Pedagogia da Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Orientadora: Profª Msc Rita Braz de Conceição Melo SENHOR DO BONFIM – BA MARÇO 2011
  3. 3. 2 GILMARA SILVA FRANÇAOS SIGNIFICADOS DO ESPAÇO FÍSICO ESCOLAR ALÉM DAS ESTRUTURAS FÍSICAS. Aprovada em _____de _____________ de 2011. ________________________________________ Profª Msc Rita Braz de Conceição Melo (Orientador) ______________________________________ Avaliador (a) _____________________________________ Avaliador(a)
  4. 4. 3Aos profissionais de educação quecontribuem e dão um significado aárdua tarefa de educar.
  5. 5. 4 AGRADECIMENTOSAo meu Deus por ouvir minhas preces e anseios e dar – me coragem nosmomentos mais difíceis.Aos meus pais Vadir e Zenilda, pelo amor e esforços para auxiliar na minhaformação e mesmo com pouco estudo sempre me mostraram o melhorcaminho a seguir.Aos meus queridos irmãos Gilmar e Gilberto sempre tão perto, sempre tão“pais”, sempre acolhedores em qualquer momento. Amo-os!A minha pequena Giovana pela inocência em não entender minhas ausênciasdurante o curso e por sempre está com um sorriso lindo ao me encontrar. ”Vivopor ela que me dá todo o amor que é necessário”.As minhas cunhadas Valdirene e Rita pelo apoio. Em especial a Val por muitasas vezes que supriu minhas ausências de mãe para que eu pudesse frequentara Faculdade.Ao meu amável companheiro Fábio por me encorajar, apoiar, compreenderminhas angústias, pela paciência, agradeço pelas palavras ditas. Seu apoio foide extrema importância para que eu chegasse até aqui. ”Deus te desenhou,Deus criou você e deu pra mim”.As minhas amigas de faculdade e de tantas coisas mais... Elóa, Gilmara Bispo,Janete, Lândia, Léia, Letícia e Viviane sei que vocês sabem o quão foi árduaessa trajetória, mas as conversas (inúmeras foram estas), as risadas, asangustias nas vésperas das apresentações, os passeios, as festas, asconfissões, todos os laços que criamos serviram de estimulo para continuar esei que levaremos para o resto de nossas vidas. “posso estar longe, muitolonge sim, mas por te amar sinto vocês perto de mim...”
  6. 6. 5A minha admirável amiga Viviane Brás pelo apoio dado, por dedicar seu tempo,mesmo gestante não se cansar em me aconselhar, pelas cobranças que meserviram de estímulo, por todas as horas que dedicastes junto a mim para afinalização deste trabalho.Aos meus colegas de trabalho Alailson, Aline, Bebeto, Jair, Jefferson, Lucas,Marcelo, Rose e Smith que me apoiaram nos momentos finais, suprindominhas ausências e entendendo minhas angústias.A minha amiga de infância, porém presente até hoje Márcia, não consigocontar as inúmeras vezes que a ouvir perguntar sobre o andamento destetrabalho, pelos conselhos dados. Obrigada.A Profª Rita Braz de Conceição Melo pelas orientações, pelo tempo dedicadoapesar de tantas tarefas, pude contar com minutos de pausa para me atender eentender.Muito obrigada a todos, pois essa conquista é fruto de todo incentivo e apoio decada um de vocês.
  7. 7. 6 RESUMOO presente trabalho monográfico se constituiu em fazer uma reflexão sobre ossignificados que os profissionais da Educação Infantil dão ao espaço físicoescolar, considerando que este deve ser um espaço seguro, convidativo queproporcione o desenvolvimento do ensino aprendizagem, atenda os direitos dainfância respeitando assim sua dignidade. Diante desse contexto buscamosrespaldo para as nossas reflexões nos autores: Kramer (1991, 1998, 2006),Gentili (2008), Kishimoto (2002), Angotti (2006), Piaget (1971), Frizon (2008),Brasil (1999, 2006) dentre outros. O lócus para a pesquisa foi a EscolaMunicipal nossa Senhora do Perpétuo Socorro e tiveram os profissionais daEducação Infantil como sujeitos da pesquisa. Os caminhos metodológicosutilizados foram subsidiados na abordagem qualitativa, pautados nos seguintesinstrumentos de coleta de dados: questionário fechado e questionário aberto.Por fim analisamos os discursos destes profissionais e identificamos que estescompreendem quais as necessidades de um espaço físico adaptado paracrianças, mas reduzem seus significados apenas à estrutura física.Conceitos-chave: Significados, Profissionais da Educação, Educação Infantil,Espaço Escolar.
  8. 8. 7 SUMÁRIOINTRODUÇÃO ................................................................................................. 10CAPÍTULO I ..................................................................................................... 12 1. CONTEXTUALIZANDO ESPAÇO FÍSICO E EDUCAÇÃO INFANTIL ...... 12CAPÍTULO II .................................................................................................... 17 2.COMPREENDENDO OS CONCEITOS DA PESQUISA............................ 17 2.1 Significados: Sua importância no contexto do espaço escolar............ 17 2.2 Profissionais da Educação Infantil como agente transformador .......... 20 2.3 Educação Infantil e espaço escolar: algumas considerações ............. 22 2.4 Espaço físico Escolar: ......................................................................... 24 2.4.1 Conceituando espaço físico escolar ............................................. 25 2.4.2 A utilização do espaço físico escolar ............................................ 26CAPÍTULO III ................................................................................................... 28 3. METODOLOGIA ....................................................................................... 28 3.1 Instrumentos de coleta de dados ........................................................ 29 3.1. 1 Questionário fechado e aberto..................................................... 29 3.2 Lócus ............................................................................................... 30 3.3 Sujeitos ............................................................................................ 31CAPÍTULO IV................................................................................................... 32 4. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS .............................. 32 4.1 Perfil dos Sujeitos................................................................................ 32 4.1.1 Gênero.......................................................................................... 32 4.1.2 Faixa Etária .................................................................................. 33 4.1.3 Cor ................................................................................................ 34 4.1.5 Tempo de atuação ........................................................................ 35 4.1.4 Formação ..................................................................................... 36 4.1.6 Turnos que trabalha...................................................................... 37 4.2 Análise do questionário aberto ............................................................ 37 4.2.1 O espaço físico como garantia e respeito à dignidade ................. 38 4.2.2 Espaço físico como recurso para o processo de ensino - aprendizagem ........................................................................................ 425. CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................... 48
  9. 9. 8REFERÊNCIAS ................................................................................................ 50ANEXOS
  10. 10. 9 LISTA DE FIGURASFIGURA 01: Faixa etária........ ................................................................. 33FIGURA 02: Cor........................................................................................ 34FIGURA 03: Tempo de atuação ............................................................... 35FIGURA 04: Formação.......... .................................................................. 36
  11. 11. 10 INTRODUÇÃO A Educação infantil nas últimas décadas foi fruto de diversas reformas econquistas, pois se tornou perceptível a valorização que deve se dar a infânciae entender que essa fase é a base para formação de homens críticos e quenela está a responsabilidade pelo desenvolvimento do ensino aprendizagem deforma integral. Melhorar a educação e dar condições dignas de estudo paracrianças está se tornando objetivo dos profissionais da educação e garantidopela legislação. Ao se falar em qualidade e valorização da Educação Infantil nos remetea pensar sobre os espaços escolares, mais precisamente o espaço físicodestas instituições que abrigam crianças, por acreditar que para recepcionaresta fase os espaços necessitam de estruturas específicas que além degarantir segurança, seja acolhedor, atrativo, proporcione prazer em estar ali,colabore no desenvolvimento do ensino aprendizagem e que este não fiquerestrito apenas nas salas de aula. Foi a partir dessas compreensões que este trabalho objetivou identificarquais os significados que os profissionais da Educação Infantil dão ao espaçofísico escolar. Este trabalho está dividido em quatro capítulos que nos mostra como sedesencadeou esta pesquisa: No capitulo I, problematizamos os avanços da educação infantil, aimportância do espaço físico e o quanto o contexto histórico da educaçãoinfantil e os conceitos de infância são representativos para a estrutura físicados espaços escolares. No capitulo II, nos aprofundamos nos conceitos de educação infantil e doespaço físico escolar, nos embasamos em teóricos que nos auxiliou a
  12. 12. 11conceituar as palavras – chave: Significados, Profissionais da Educação,Educação Infantil, Espaço Escolar. No capitulo III, descrevemos os caminhos metodológicos que nortearama pesquisa que se pautou na abordagem qualitativa e ainda descrevemos osinstrumentos que auxiliaram na coleta de dados. No capitulo IV, apresentamos o resultado das informações adquiridasatravés dos instrumentos de coleta de dados. Para melhor compreensão eorganização dos dados, estabelecemos duas categorias evidenciando ossignificados que os profissionais de educação infantil dão ao espaço físicoescolar. A análise foi dividida em categorias, definidas a partir dos discursosdos profissionais de Educação Infantil. Por fim, fizemos considerações sobre o trabalho realizado, verificando seo objetivo proposto foi alcançado, enfatizando a importância de se darsignificados ao espaço físico escolar e que este vá além das suas estruturas.
  13. 13. 12 CAPÍTULO I1. CONTEXTUALIZANDO ESPAÇO FÍSICO E EDUCAÇÃOINFANTIL O contexto histórico que caracteriza a forma como a educação infantil foiintroduzida em nosso país, nos faz refletir sobre os motivos que ao longo dotempo, impossibilitaram o desenvolvimento de políticas públicas destinadas aoambiente escolar voltado para crianças. Em se tratando do espaço físicoescolar retornamos para uma questão que pode ser retratada em toda ahistória da educação e interpretá-la hoje pelo reflexo dos séculos passados,pois, não por acaso, as escolas públicas são na sua maioria, grandes edifíciosjá que começaram a ser construídos no período de inicio da democratização doensino público. O caráter assistencialista dado a educação infantil, com uma visãomaterna voltada para o cuidado das crianças pobres, uma vez que, a pobrezaera fator determinante para a existência de “depósitos” que tinham a função desimplesmente guardar os filhos das famílias carentes, como afirma Brasil(2006): A história de atendimento à criança em idade anterior à escolaridade obrigatória foi marcada, em grande parte, por ações que priorizaram a guarda das crianças. Em geral, a Educação Infantil, e em particular as creches, destinava-se ao atendimento de crianças pobres e organizava-se com base na lógica da pobreza, isto é, os serviços prestados – seja pelo poder público seja por entidades religiosas e filantrópicas – não eram considerados um direito das crianças e de suas famílias, mas sim uma doação, que se fazia – e muitas vezes ainda se faz – sem grandes investimentos (p.09). Somente com a reforma da LDB 9394/96 é que a Educação Infantilganha mais atenção e reconhecimento político conforme art. 4° da Lei quepreza pela obrigatoriedade da educação infantil:
  14. 14. 13 Art. 4° O dever do estado com a educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: IV – Atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de idade (p.22 ). Essa Lei colocou a criança no lugar de sujeito de direitos em vez detratá-la como objeto de tutela e instrumento como ocorria nos costumes e nasleis anteriores a essa. Todas essas transformações revelam o avanço, oprogresso que ocorreram na relação adulto x criança, revela também osprimeiros cuidados e atenção com a infância de acordo com suasnecessidades. Para tanto, é necessário uma organização do espaço e infra-estrutura, já que na maioria das vezes o espaço escolar ou qualquer outroespaço de educação infantil tem se constituído num grande obstáculo noprocesso de ensino-aprendizagem e nas relações do aluno com a escola. Segundo os Parâmetros Básicos de Infra-estrutura para Instituições deEducação Infantil, tradicionalmente, as construções escolares seguem umprograma de necessidades previamente estabelecidas pela secretária deeducação, mas o que se percebe previamente é que os espaços físicos sãoelaborados para atender necessidade do adulto e/ou do grupo como um todo,desconsiderando as necessidades próprias das crianças, não visando que oambiente escolar infantil deve ser compreendido como um espaço paraproporcionar experiências de caráter motor, psicológico e social que visem odesenvolvimento integral da criança respeitando o direito de brincar,locomover-se ou de qualquer outra atividade. È importante afirmarmos ainda que a atual legislação brasileira dispõede um conjunto de documentos que orientam no sentido de definir critérios dequalidade para o espaço físico das unidades de educação infantil: O primeiro éa Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – lei n° 9.394/96), quedisciplina a educação oferecida em todos os níveis – desde a educação infantilaté o ensino superior. Na LDB/96, os recursos públicos destinados à educaçãodevem ser aplicados na manutenção e no desenvolvimento do ensino publico oque compreende inclusive a “aquisição”, manutenção, construção e
  15. 15. 14conservação de instalações e equipamentos necessários ao ensino (alínea IVdo artigo 70). No Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (BRASIL,1999), o ambiente físico é expresso como devendo ser organizado de acordocom as necessidades e as características dos grupos de criança, levando-seem conta a cultura da infância e os diversos projetos e atividades que estãosendo desenvolvido com seus professores. A qualidade e quantidade da relação criança-criança, adulto- criança, dos objetos, dos brinquedos e móveis presentes no ambiente dependem do tamanho e idade destas crianças e podem se transformar em “poderosos instrumentos de aprendizagem” e um dos indicadores importantes para a definição de práticas educativas de qualidade (146). Sabendo que atualmente os problemas demográficos, econômicos,familiares e tecnológicos estão tornando cada vez mais restritas as relaçõessociais, percebemos que as crianças estão sendo vítimas desse processo eimpossibilitadas de brincar nos espaços públicos, pois a cultura que hoje estásendo estabelecida, geralmente prioriza os ambientes virtuais e desvaloriza osoutros diversos espaços. A partir dessa reflexão, percebemos a importância doespaço escolar no sentido de promover a interação sócio-afetiva, a ludicidade epluralidade cultural, como reforça Frizon (2008). As atividades coletivas são importantes para o desenvolvimento relacional, pois é na convivência que a criança adquire consciência de pertencer ao grupo e usufrui as aprendizagens que decorrem dessa interação. Atividades com esse objetivo ajudam a criança a construir conceitos de participação, de cooperação, uma vez que também ela deve responder às necessidades da sociedade e participar da convivência positiva. As atividades podem ser concretizadas através de oficinas de integração, de brincadeiras livres ou dirigidas, de unidades didáticas ou de atividades para reforçar a aprendizagem concreta (p.04) O espaço escolar representa muito mais que paredes, quadros,cadeiras, divisões físicas e móveis como um todo, pois cada local precisa serconstrutor de conhecimento e possibilitar através das formas, cores,arquitetura, o prazer de quem estar ali.
  16. 16. 15 A escola é formada por vários espaços. Estes geralmente estãorelacionados com a segurança, lazer, higiene entre outros. Por issoressaltamos que precisam ser utilizados para a concretização do processo deensino-aprendizagem, pois se as instituições de ensino, principalmente aeducação infantil, não estão adequadas para seu público alvo, não poderãoalcançar seus objetivos educacionais. Acredita-se que os alvos principais da educação sejam os alunos.Contudo, o que percebemos na atual educação brasileira é que estes sujeitosestão sendo representados socialmente através de visões negativas,principalmente quando se refere ao espaço físico da escola. É muito comum,inclusive na educação infantil, que os alunos sejam culpabilizados peladegradação e até mesmo destruição da escola. Entretanto, é preciso sabercomo a comunidade escolar tem tratado todas estas questões, principalmenteas relações de pertencimento do aluno com a escola. Constantemente vemoscrianças que sentem pavor em estar no ambiente escolar, e não conseguemencontrar nenhum atrativo que lhes estimulem. Infelizmente muitas dessasreações refletem a falta de estrutura e organização das escolas para recebê-las. Muitas vezes espaço escolar não proporciona o interesse do aluno emestar na escola, principalmente os alunos de educação infantil, que vivem aindano mundo da imaginação e do encantamento. A escola e seus responsáveisimediatos ao invés de promover o encantamento dos alunos acabamocasionando o desprezo e até mesmo desestímulo, uma vez que as criançasaté no simples ato de ir ao sanitário e lanchar não encontram um ambientefavorável às suas necessidade e perspectivas. Questionamos-nos ainda quantas escolas no Brasil recebem a criançasem a mínima estrutura para seu conforto e bem-estar? Uma série deproblema que vai da sua entrada à escola. Essas muitas vezes com escadariaspodendo ter ainda portões pequenos de difícil acesso, pátios sem locaisadequados para sentar, parques infantis quebrados, espaço para alimentação
  17. 17. 16com mínimas qualidades de higiene, banheiros escorregadios não adequadospara sua altura; favorecendo assim seu desconforto, risco a saúde, faltandopinturas, cores, qualquer tipo de representação que lhes façam dar significadospositivos aquele espaço. Diante dessa realidade e de todos os elementos que indicam anecessidade de se ter ambientes escolares proporcionadores de prazer,desenvolvimento e segurança a criança é que percebemos a importância dedesenvolvermos estudos problematizando os significados que os profissionaisda área educacional têm, pois, neles surgem a responsabilidade de zelar pordiversos aspectos referente ao bem-estar da criança, tornando-o responsávelpor muito do que acontece dentro daqueles espaços as questões relacionadasao espaço físico escolar. A partir desse contexto e das experiências vividas durante a realizaçãodos estágios escolares, bem como por perceber que as escolas de EducaçãoInfantil do município de Senhor do Bonfim ainda são carentes de políticaspublicas que priorizem o espaço físico, instigo a levantar a seguinte questão depesquisa: Quais os significados que os profissionais da Educação Infantil daEscola Municipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro dão ao espaço físicoescolar? Em consonância a nossa questão elencamos o seguinte objetivo:Identificar e analisar os significados que os profissionais de Educação Infantilda Escola Municipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro dão ao espaço físicoescolar Diante de toda problematização percebemos que esta pesquisa serárelevante, pois, auxiliará aos profissionais de educação a visualizar, entender eaproximar-se da questão dos espaços escolares que hoje são oferecidos àscrianças e que possam desenvolver políticas públicas que atendam àscondições de organização estética e segurança no sentido de tornar prazerosoe educativo o espaço da escola.
  18. 18. 17 CAPÍTULO II2.COMPREENDENDO OS CONCEITOS DA PESQUISA Sabendo que a educação é um processo que possibilita a interaçãosocial e a construção do conhecimento e que a educação infantil é uma etapade grande relevância para a formação dos cidadãos que terá representaçõesno âmbito pessoal e profissional, tendo em vista que o espaço escolar é umelemento de relevante significado neste período nos propomos a tentarresponder a seguinte questão de pesquisa: Quais os significados que osprofissionais da educação infantil dão ao espaço escolar. Uma vez que almejamos atender nosso objetivo que está atrelado àquestão de pesquisa supracitada, nos propomos a discutir os seguintesconceitos – chave que nortearam nossas reflexões: Significados, Profissionaisda Educação, Educação Infantil, Espaço Escolar.2.1 Significados: Sua importância no contexto do espaço escolar Quando os profissionais da educação dão significados positivos, aoespaço escolar estão também demonstrando e contribuindo com os processoseducativos. È por isso que é tão importante entender os significados dados porestes sujeitos buscando respaldos teóricos que lhe dê definição. Como bemafirma Costa (2001): Significar alguém ou alguma coisa é assumir diante dessa pessoa ou objeto atitude de não-diferença, atribuindo-lhe determinado valor para a nossa existência. Quando assumimos, diante de qualquer que seja uma atitude de indiferença, isso significa que aquilo não tem para nós valor algum. Quando, contrário, significamos algo, essa significação poderá ser positiva (valor) ou negativa (contra-valor ou anti- valor) (p.12).
  19. 19. 18 Por ser uma forma de conhecimento socialmente elaborado epossibilitador dos processos de interações sociais, os significados irãoconstituir-se na práxis dos professores e consequentemente dos profissionaisda educação. Trigueiro (2003) também expressa que: Do ponto de vista evolutivo, a busca de significados está voltada para a sobrevivência e constitui um elemento básico da natureza humana. Temos uma tendência inata a dar um sentido a nossas experiências, a buscar significados. O cérebro não gosta de lidar com peças isoladas de informações (p.31). Os significados são construídos com base na realidade histórica ecotidiana de cada indivíduo e/ou cultura. Sendo que é esta realidade quetornará compreensíveis as idéias que elaboramos e consequentemente nossaação diante de tudo o que ocorre no espaço físico escolar. Ainda segundoTrigueiro (2003): Entendo que significado é a experiência de um contexto, e contexto é um padrão de relações entre objeto ou evento que está sendo estudado e seu ambiente. Logo a busca de significado é uma busca de padrões. De fato, é isso que a pesquisa do cérebro nos revela. A busca de significado ocorre através da “modelagem”... (p.31). O termo significado é conceituado por autores como, sentido, uso,essência, representação psíquica, acepção tradução, sinônimo. E mesmoreconhecendo que significado é objetivo da filosofia busca-se também nalingüística e na psicologia, fazer essa discussão. Nessa visão Trask (2004)demonstra que: Em oposição aos especialistas de outras áreas, os lingüistas se interessam principalmente pelo significado que as palavras assumem na fala cotidiana. Mas exatamente os lingüistas se interessam pelo modo como certos significados se relacionam a outros significados – ou seja, é o sistema de significados que é considerado importantes, e não o significado de termos tomados individualmente. Como outros os lingüistas distinguem cuidadosamente vários tipos de significados o significado nuclear é intrínseco de uma forma lingüística é
  20. 20. 19 constituído por sua denotação e seu sentido, ao passo que as associações difusas e variáveis que se estabelecem com base nessa forma são suas conotações (p. 266). Já num contexto psicológico, tem-se a seguinte idéia em relação àpalavra significado: Significado não é o mesmo que sentido. Para ele o sentido é a soma dos eventos psicológicos que a palavra evoca na consciência. É um todo fluido e dinâmico, com zonas de estabilidade variável, da qual a mais aceitável, e precisa é o significado que é uma construção social de origem convencional (ou sócio – histórica) e de natureza relativamente estável (VYGOTSKY; 1998, apud SIGARDO; 2000 p. 45). Segundo Ferreira (1998), significado é: ”acepção, palavra equivalente nomesmo ou em outro idioma-linguagem”. A representação na linguagem dosignificado [corresponde ao conceito ou a noção, ao passo que o significantecorresponde a forma] (p.1584). O homem é um ser que vive numa busca constante de significados e dedefinições de conceitos, a fim de obter respostas ou soluções para problemasque o envolve principalmente aqueles relacionados aos espaços que eleocupa. Nesta perspectiva, Freitas e Mendes (2007), abordam: Ao definir conceito, busca-se o seu significado: a definição indica o sentido de um termo da palavra que designe a essência, sendo que o seu reconhecimento facilita o processo de comunicação e a compreensão dos fenômenos bem como a diferenciação do conceito. Observa-se, portanto, que a formação de um conceito requer um conjunto de significados e significantes. O significado consiste na forma lingüística utilizada para expressar a imagem mental geral: o significado se refere à compreensão das propriedades gerais do conceito (p. 4). Quando significamos algo, é porque estamos dando-lhe preferência. Issodemonstra que, significar ou não significar implica em inclusão ou exclusão deum sujeito ou objeto. Com referência ao que foi expresso, Silva (2000) faz aseguinte abordagem:
  21. 21. 20 À medida que vamos formulando e inovando nossos esquemas de conhecimento; promovemos também, alterações na forma de como significamos as coisas. Isso implica dizer que os significados dependerão do nível de conhecimento que adquirimos ao longo de nossas vidas e a forma de como agimos com base em tal conhecimento no espaço físico escolar (p.67).2.2 Profissionais da Educação Infantil como agente transformador Quando se fala em profissionais da educação levamos todas as nossasexpectativas para os professores uma vez que estes são os responsáveis namaioria das vezes pelas relações sociais estabelecidas com os alunos.Entretanto necessitamos compreender que os profissionais da educação sãotodos os envolvidos no processo educativo desde aqueles que atuam na áreade serviços gerais até o responsável pela gestão da escola. Diante desse contexto acreditamos que tais sujeitos podem colaborar eincentivar nas transformações de crianças, jovens e adultos além de fazeremparte do espaço escolar com o papel de dar significados a este espaço nosentido de saber usá-lo, cuidá-lo, vê-lo como parte integrante no processo deensino aprendizagem, principalmente na Educação Infantil. De acordo com Kramer (1991): É preciso que os profissionais da educação infantil tenham acesso ao conhecimento produzido na área da educação infantil e da cultura em geral, para repensarem sua prática se reconstruírem enquanto cidadão sujeito da produção de conhecimento. E para que possam mais do que “implantar” currículo ou “aplicar” proposta a realidade da creche/ pré-escola em que atuam efetivamente participar da sua concepção construção e consolidação. (p.19). Acreditamos que os profissionais da educação devem atuar muito alémda sua determinada função seja ela lecionar, administrar corpo funcional e/ouatender a uma proposta pedagógica. Neles são depositadas esperança emtempos de desencantos para que possam fazer do espaço escolar onde é
  22. 22. 21muitas vezes um refúgio, um ambiente agradável de forma a facilitar oprocesso de ensino aprendizagem. Em contra partida Gentili (2008) afirma que: (...) os trabalhadores e as trabalhadoras da educação vivem também em um estado de permanente antonímia existencial. Chamados a salvar a pátria e seus súditos, costumam ser condenados a assumir a responsabilidade das causas que submetem nossas sociedades a um estado de permanente desolação. Convidados a exercerem o papel de Superman e Mulher Maravilha, sua auto-estima se dilacera, agonizante, diante da evidência de que para boa parte do povoe dos detentores do poder, não passam de simples vilões de meia-tigela, desqualificados funcionários do fracasso, falsos vendedores de vãs ilusões e inconclusas promessas. Os docentes são chamados para ensinar a salvar o mundo. E se o mundo estiver assim, deve ser culpa deles (p.11). É importante que o profissional da educação infantil enquanto gestorbusque não só cumprir prazos e seguir as estratégias, mas também sentir,perceber, dar significados a questões que muitas vezes não são padrões, masque tem relevância ao objetivo maior que é o desenvolvimento daaprendizagem e segurança dos alunos através de uma utilização do espaçoescolar como forma de potencializar as ações educativas levando em contaque é necessário incluir os espaços da escola nos orçamentos e planejamentoseducativos. Segundo Sâni (2008): O Papel do gestor escolar não se resume em cumprir e fazer cumprir as leis e regulamentos, as decisões, os prazos para o desenvolvimento dos trabalhos e transmitir a seus subordinados a estratégia a ser adotada no desenvolvimento desses trabalhos. O gestor deve ser democrático, opinar e propor medidas que visem o aprimoramento dos trabalhos escolares, o sucesso de sua instituição, além de exercer sua liderança administrativa e pedagógica, visando a valorização e desenvolvimento de todos na escola (p. 01) Sabemos que o professor contribui diretamente para formação doindividuo, e é considerado o principal agente do processo educativo, pois éatravés dele que são transmitidos os anseios e expectativas da escola. Gentilie Alencar (2005) definem professores como:
  23. 23. 22 Pedreiros que colocam tijolos no edifício de uma nova sociedade que não será feroz e excludente como a atual. Mestres e mestras são anunciadores de um tempo de mais delicadeza, que já aparecem no olhar curioso das suas crianças, no idealismo dos seus jovens alunos. Ou dos adultos de mãos calosas que teimam em aprender. Profissionais do ensino são necessariamente militantes de um projeto rebelde e amoroso de geração do mundo (p.110). Diante do contexto é notório que os profissionais de educação emespecial o professor não é apenas responsável pela construção deconhecimentos como também a formação de homens críticos, pode construirvalores,criar espaço dignos para formação do individuo, transformador depessoas e espaços.2.3 Educação Infantil e espaço escolar: algumas considerações De acordo com Silva e Costa (2008) a Educação Infantil caracterizou-sehistoricamente, pelo assistencialismo reduzindo-se a um espaçoessencialmente de cuidados com a criança. Com o passar dos tempos, comalgumas mudanças ocorridas nas tendências educacionais, passou a serconsiderada e entendida como um processo educativo. Hoje, ao pensar-se emEducação Infantil, não é possível desassociar o cuidar e o educar, eixoscentrais que caracterizam e constituem o espaço e o ambiente escolar nestaetapa da educação. Modificar essa concepção de educação assistencialista significa atentar para várias questões que vão muito além dos aspectos legais. Envolve, principalmente, assumir as especificidades da educação infantil e rever concepções sobre a infância, as relações entre classes sociais, as responsabilidades da sociedade e o papel do Estado diante das crianças pequenas. (BRASIL, 1998, v. 1, p. 17) A Educação Infantil está sendo foco de várias discussões no campo daeducação. Isso demonstra a relevância que esta etapa tem na formação dacriança, pois é preciso entender o lugar social que a criança ocupa mesmosabendo que esta ainda não exerce seus deveres de cidadão, entretanto énesta etapa que vão surgindo as primeiras experiências de vida que
  24. 24. 23influenciam na formação cultural e emocional dos sujeitos que estão inseridosespaço escolar. Diante dessa reflexão Kramer (2005) problematiza essaquestão relatando que: Estudos contemporâneos sobre infância enfatizam que a criança é um sujeito social, que possui historia e que, além disso, é produtora e reprodutora do meio no qual está inserida, atuando, portanto como produtora de história e cultura (p.133). Diante do que foi abordado anteriormente, percebemos que asconcepções de educação infantil muitas vezes passam por compreensõesdiversas em nossa sociedade. Neste contexto, Kramer (1998) relata que: A herança histórica de constituição de educação infantil como etapa da escolarização da criança pequena muitas vezes impede a percepção de que “a educação infantil não se restringe aos aspectos sanitários ou assistencial, mas não se resume tampouco, à mera antecipação da escolaridade nem à transmissão seqüencial de informações” (p.7). Kramer (2005) ainda afirma o seguinte: O que se observa, ainda, nas práticas de educação infantil é uma ênfase ora em aspectos assistenciais, ora em caráter pedagógico, no sentido de transmissão de conhecimentos. Cabe perguntar: no contexto dessas práticas, onde fica a criança como sujeito social? Sua história, seu saber, sua identidade, que espaço tem ocupado a criança como sujeito histórico-cultural nas políticas de formação dos professores de educação infantil? (p.135). A concepção de educação infantil vem mudando. A visão assistencialistaestá dando lugar a um novo enfoque educacional, pois em tempos passados,até mesmo o ambiente destinado à educação das crianças era separado dosdemais, proporcionado um segmentação em vez de integração educacional. Deacordo com essa afirmação, Machado (2005) expressa que: Na educação infantil brasileira o entendimento das novas definições de creche e pré-escola pelo critério da faixa etária tem levado, em muitos casos, mas não em todos, a uma maior segmentação no atendimento à criança de 0 a 6 anos, fazendo com que tenham que mudar de instituição e de período diário de freqüência ao completar 4 anos de idade. É interessante notar que se verifica a mesma tendência no ensino fundamental, com muitos estados dividindo as
  25. 25. 24 escolas entre 1ª e 4ª série e 5ª série em diante, funcionando em prédios separados (p.29). Segundo a Constituição de 1998, ela passou a ser legalmente oferecidacomo dever do Estado e direito a todas as crianças. Essa afirmação éconfirmada ao analisarmos o que diz a LDB (Lei das Diretrizes e Bases) Art.29: A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade (LEI 9394, de DEZEMBRO de 1996). De acordo com Brasil (2006): A unidade de Educação Infantil deve teracesso privilegiado aos serviços básicos de infra-estrutura, tais como água,esgoto sanitário e energia elétrica, atendendo às necessidades de higiene esaúde de seus usuários, além de rede de telefone (p.32) Percebemos dessa forma que houve uma evolução na forma como acriança era tratada e concebida possibilitando assim a criação de políticaspúblicas e melhorias na articulação pedagógica voltada para a educaçãoinfantil. A educação infantil por ser tão importante, pode valorizar a criança emsua totalidade respeitando a individualidade de cada aluno que dela faz parte epossibilitando experiências de aprendizagem no espaço escolar.2.4 Espaço físico Escolar: Acreditamos que os profissionais da educação são responsáveis pelacriação de um espaço escolar que viabilize o trabalho educacional, cumprindoo projeto pedagógico da escola. Mas é essencial que eles envolvam todacomunidade escolar. Pois a aprendizagem acontece de forma mútua afinaltodos os atores da escola ensinam e aprendem sendo que os espaços epráticas de um ambiente escolar acolhedor também educam. Diante dessecontexto precisamos refletir sobre este conceito para melhor compreender autilização do espaço físico escolar.
  26. 26. 252.4.1 Conceituando espaço físico escolar O espaço físico pode ser compreendido como o local onde acontecemas principais experiências sociais e formativas do aluno e envolve váriosaspectos tais como: segurança, organização e estética sendo que existe umarelação com o desenvolvimento do ensino aprendizagem e a utilização desseespaço. Nessa perspectiva Rizzo (1989) três aspectos importantes que devemser levados em conta: Organização: Tendo a pré-escola por objetivo desenvolvimento pleno da criança e sua integração social, a organização do ambiente deve levar em conta mobiliário, brinquedos, espaçamento das salas, de forma permitir e estimular determinadas ações da criança. Estética: Uma sala especialmente organizada para promover educação não pode apenas conter objetos acumulado, a disposição do mobiliário, a exposição dos trabalhos, o colorido da sala e seus adornos, são em si uma mensagem que comunica a criança a satisfação em que o professor a recebe na escola e o cuidado que esta dispensa a ela. Segurança: O professor e a escola antes de tudo, são responsáveis péla vida criança enquanto esta fica ali dentro sob sua responsabilidade. O professor tem por obrigação tomar algumas atitudes fundamentais para prevenção de acidentes. (p.189 ) De acordo com Frison (2008) A estruturação do espaço físico, a formacomo os materiais estão dispostos e organizados influenciam os processos deensino e de aprendizagem e auxiliam a construção da autonomia, daestabilidade e da segurança emocional da criança, pois para que a suaidentidade seja desenvolvida, é fundamental que ela sinta-se protegida e estejainserida em um universo estável, conhecido e acolhedor. Podemos compreender os espaços como componentes ativos doprocesso educacional e neles estão refletidos os significados dos profissionaisde educação. A escola é um espaço de trocas e de construções coletivasdefinidas, nos princípios educativos implícitos no projeto pedagógico assumidopela equipe escolar. É importante que a sala de aula seja um lugar motivador,em que se acolham as diferentes formas de ser e de agir, contempladas nosprojetos de trabalho, nos quais as crianças vivenciam suas experiências e
  27. 27. 26descobertas. Nesse espaço segundo Frison (2008), emergem idéias a seremcuidadosamente trabalhadas, implementadas e reformuladas. O espaço físico é um elemento importante: quando estruturado, oportuniza aprendizagens e interações entre as crianças. Sua organização, ao tornar-se parte integrante do planejamento, passa a constituir-se como recurso, como estratégia do professor. A proposta pedagógica, na Educação Infantil, precisa ser pensada em parceria com as crianças, permitindo que elas aprendam a refletir, tomar decisões, dizer do que gostam ou o que não querem fazer (p.03). Conforme Arribas (2004) no espaço físico, a criança compartilhaaprendizagens, “a experiência coletiva oferece a possibilidade de encontrarnovas formas sociais de trabalho e de convivência, já que, cada vez maisrapidamente, a criança tem necessidade de comunicar aquilo que conhece esabe” (345).2.4.2 A utilização do espaço físico escolar Acreditamos que nem todos os espaços físicos escolares sãotransformados ou utilizados como espaços educativos. Por isso surge anecessidade de os profissionais da educação infantil estarem atentos paraestes fatores, pois é importante que a aprendizagem dos alunos e asinterações formativas sejam colocadas como prioridade e que todos os meiossejam utilizados para tal fim, tanto os recursos pedagógicos como o próprioespaço fisco da escola. Há diferença entre espaço físico e ambiente educativo.Para Zabalza (1998): O termo “espaço” refere-se ao espaço físico disponível à realização das atividades, os locais caracterizados pelos objetos, pelo mobiliário e pela decoração e o termo “ambiente educativo” refere-se ao conjunto de atividades pedagógicas que são implementadas no espaço físico. O espaço físico pode ser transformado em espaço educativo, dependendo da atividade que nele acontece. A criança, ao estabelecer relações entre o mundo e as pessoas, interage com o meio, manifestando suas emoções, seus sentimentos, suas conquistas, que podem modificar o ambiente. Como o meio físico é fator determinante para estimular e motivar as aprendizagens, é imprescindível que o professor esteja atento ao organizá-lo, para que as crianças possam brincar e interagir de forma criativa e desafiadora. As trocas realizadas são essenciais para o
  28. 28. 27 desenvolvimento da criança, pois, através delas, abrem-se outras possibilidades de aprendizagens. A utilização de todos os espaços da escola, refletindo sobre sua formade organização e buscando condições que promovam a aprendizagem, tem deser uma pauta constante dos profissionais da escola, principalmente dos quepertencem à educação infantil. A relação do espaço físico com a educação infantil é lembrada porPiaget (1971): Não deve ser vista como passa tempo, mas que possa ser um espaço criativo, que permite a diversificação e ampliação de experiências infantis, valorizando a iniciativa, curiosidade e inventividade da criança e promovendo sua autonomia (p.129) O espaço físico da escola constitui-se em lugar ideal para oportunizarnão só aprendizagem, mas também iniciativa, criatividade, interação econvivência de todos que interferem e são interferidos por ela.
  29. 29. 28 CAPÍTULO III3. METODOLOGIA A pesquisa científica em ciências sociais é imprescindível no processode investigação do cotidiano para o entendimento das relações da sociedadeMinayo (1994) ressalta: Entendemos por pesquisa a atividade básica da ciência na sua indagação e construção da atividade de ensino e a atualiza frente à realidade do mundo. Portanto, embora seja uma prática teórica, a pesquisa vincula pensamento e ação. Ou seja, nada pode ser intelectualmente um problema, se não tiver sido, em primeiro lugar um problema na vida prática. As questões de investigação estão, portanto relacionadas a interesses e circunstancias socialmente condicionada. (p.159). Tendo em vista a natureza do problema pesquisado e dos objetivostraçados, optamos por uma abordagem qualitativa, por acreditarmos que estapossibilitará de forma complexa a percepção do fenômeno estudado, epermitirá ainda o contato direto com o lócus e os sujeitos da pesquisa, natentativa de identificar os significados que os profissionais de educação infantildão ao espaço físico escolar. Em se tratando da pesquisa qualitativa, que visa destacar característicasnão observadas por meio de estudo quantitativo, pelo fato de este sersuperficial Goldemberg (2000) diz o seguinte: Os pesquisadores que adotam a abordagem qualitativa em pesquisa se opõem ao pressuposto que defende um modelo único de pesquisa para todas as ciências da natureza. Estes pesquisadores se recusam a legitimar seus conhecimentos por processos quantificáveis que venham a se transformar em leis explicáveis gerais. Afirmam que as ciências sociais têm sua especificidade, que pressupõe uma metodologia própria. Os pesquisadores qualitativistas recusam o modelo positivista aplicado ao estudo da vida social (p.17).
  30. 30. 29 A pesquisa realizada possui uma natureza qualitativa, interpretativa enão-experimental, Castro (2006) aborda: “Na pesquisa qualitativa, por suanatureza, o processo é bem mais indutivo. Há uma exploração do tema deforma muito mais livre e aberta.” (p.107). E reforçando esta afirmaçãoDeslandes(1994) acrescenta: A pesquisa qualitativa responde as questões particulares, ela se preocupa, nas ciências sociais, com um nível de realidade que não pode ser o universo de significados, motivos às aspirações, crenças, valores e atitudes que correspondem a um espaço mais profundo das relações dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. (p.21). Com a utilização desta abordagem temos a possibilidade de realizarinvestigações no seu próprio ambiente natural e colher dados diretamente dafonte, para que tenhamos maiores aproximações com as questõespesquisadas realizada na Escola Municipal Nossa Senhora do PerpetuoSocorro.3.1 Instrumentos de coleta de dados Sem a utilização de determinados instrumentos de coleta de dados,torna-se praticamente inviável principalmente numa abordagem qualitativa,almejar o objetivo de estudo. Os instrumentos aos quais fizemos uso naconstrução dessa pesquisa foram, o questionário fechado, que tem na suaconstrução questões objetivas, sendo assim, permite-nos respostas quepossibilitam a comparação com outros instrumentos de coleta de dados, e oquestionário aberto, que mostra uma relação fixa de perguntas, cuja ordem eredação permanecem invariáveis para todos os sujeitos. Permitindo assim otratamento dos dados, nos dando suporte para apurar opiniões e alcançarnosso objetivo de pesquisa.3.1. 1 Questionário fechado e aberto
  31. 31. 30 Diante da necessidade de levantar dados sobre o perfil dos sujeitos emseus aspectos sociais, econômicos e educacionais foi elaborado e aplicado oquestionário fechado (em anexo). O questionário contempla característicascomo, gênero, idade, formação escolar e/ou acadêmica, tempo de serviçodocente, situação sócio-econômica. Triviños (1987) afirma que: “sem dúvida o questionário fechado deemprego usual no trabalho positivista, também o podemos utilizar na pesquisaqualitativa” (p.137). Este instrumento visa também adquirir informações queestejam relacionadas à idade, gênero, estado civil, religião, renda mensal e etc. Escolhemos também, aplicar o questionário aberto (em anexo) por serum instrumento de coleta de dados com questões a serem respondidas porescrito e visto que tem o propósito de enriquecer a pesquisa nos dandopossibilidades de identificar os significados que os sujeitos dão a determinadosfatores. O questionário favorece uma análise minuciosa, uma vez que, segueuma ordem de questões que serão respondidas pelos sujeitos sem a presençado pesquisador. Segundo Marconi e Lakatos (1996): Questionário é um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador. Em geral, o pesquisador envia o questionário ao informante, pelo correio ou por um portador, depois de preenchido, o pesquisado, devolve-o do mesmo modo. (p.88) O questionário permite indicar e ordenar as respostas mais adequadas,buscando a coleta dos dados gerais dos sujeitos e sobre questões acerca dotema indicado.3.2 Lócus O lócus escolhido para a realização dessa pesquisa foi a EscolaMunicipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, pois além de oferecer amodalidade de ensino de Educação Infantil é um espaço escolar que nosúltimos anos passou por reformas e adaptações. O espaço está dividido daseguinte forma: diretoria, 1 pátio coberto, 1 pátio aberto, 1 sala de informática,
  32. 32. 311 sala de leitura, 1 parque infantil coberto, 1 espaço para apresentações, 1almoxarifado, 9 salas de aula, sendo duas para Educação Infantil, 7 banheiros,sendo 1 banheiro adaptado, 2 banheiros para educação infantil, 1 cozinha e1sala dos professores e coordenação. A escola atende atualmente a 532alunos, 19 professores, 6 auxiliares de serviços gerais, 1diretor, 1 vice -diretor, 1 coordenador pedagógico, 1 técnico em informática, 3 vigilantes, 1secretária. As aulas acontecem nos turno matutino e vespertino.3.3 Sujeitos Os sujeitos de nossa pesquisa foram os profissionais da educaçãoinfantil do citado lócus. Estes por sua vez pertencem as seguintes categorias:professores, gestores, coordenadores, zeladores. No total foram pesquisadas04 pessoas que se propuseram a responder nossos questionários. Escolhemosestes sujeitos por que além de terem contato coma educação infantil sãoresponsáveis pela organização, transformação e utilização do espaço físicoescolar.
  33. 33. 32 CAPÍTULO IV4. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS No presente capítulo apresentaremos o resultado da pesquisa que tevecomo objetivo identificar os significados que os profissionais de educaçãoinfantil dão ao espaço físico escolar. Para tanto, ressaltamos que análise einterpretação de dados foram subsidiadas através dos seguintes instrumentos:questionário fechado e questionário aberto. Ludke e Menga (1986) apontam: Analisar os dados qualitativos significa “trabalhar” todo material obtido durante a pesquisa, ou seja, os relatos de observação, as transcrições da entrevista, as análises de documentos e as demais informações disponíveis. A tarefa de análise implica, num primeiro momento, a organização de todo o material, dividindo-o em partes, relacionando essas partes e procurando identificar nele tendências e padrões relevantes. Num segundo momento essas tendências e padrões são avaliados, buscando-se relações e interferências num nível de abstração mais elevado. (p.45). Inicialmente analisaremos o questionário fechado buscando traçar operfil dos sujeitos da pesquisa e posteriormente será analisado o questionárioaberto aplicado aos profissionais de educação infantil, para melhoridentificarmos os significados atribuídos ao espaço físico escolar. Salientamos que todas as interpretações foram norteadas por nossoquadro teórico, sem perder de vista nossos objetivos traçados. Sendo assim,estaremos apresentando a seguir, o resultado da análise.4.1 Perfil dos Sujeitos4.1.1 Gênero
  34. 34. 33 Este primeiro tópico refere-se às informações relacionadas ao gênero denossos sujeitos que em sua totalidade, ou seja, 100% pertencem ao sexofeminino. Esse dado demonstra claramente que a representação femininaainda predomina na atuação da educação infantil. Isso se deve à forma como aeducação infantil foi implantada no Brasil e no mundo, pois sabemos que estamodalidade de ensino teve uma proposta de “cuidar” com um aspectoassistencialista associado à figura feminina por atrelar preconceituosamente afunção do profissional de educação infantil à maternidade. Segundo Kishimoto(2002): Ao longo da constituição da Educação Infantil, o profissional enfrentou as contradições entre o feminino e o profissional. Princípios como a maternagem, que acompanhou a história da Educação Infantil desde seus primórdios, segundo o qual bastava ser mulher para assumir a educação da criança pequena, e a socialização apenas no âmbito doméstico, impediram a profissionalização da área. (p. 07). De acordo com Kramer (2005, p. 125): “As atividades do magistérioinfantil estão associadas ao papel sexual, reprodutivo, desempenhadotradicionalmente pelas mulheres, caracterizando situações que reproduzem ocotidiano, o trabalho doméstico de cuidados e socialização infantil...”.Entretanto é importante que se tenha claro que o profissional de educaçãoinfantil não se confunde com a mãe, pois seu papel vai muito além do cuidar.4.1.2 Faixa Etária De acordo com as informações coletadas, a faixa etária dos sujeitosdemonstra que 60% têm entre 36 a 40 anos de idade enquanto que 20% tem31 0 35 anos e 20 % tem 26 a 30 anos.
  35. 35. 34 Faixa etária 20% 36 a 40 anos 26 a 30 anos 60% 20% 31 a 35 anos Figura 01: Faixa Etária Fonte: Questionário aplicado aos sujeitos da pesquisa Podemos fazer uma analise comparativa entre os dados de tempo deatuação (p.35) com a faixa etária, onde compreendemos que se 60% têm idadesuperior a 36 anos, justifica 80 % de estes profissionais atuarem a mais de 10anos na área de educação4.1.3 Cor Apesar de o Brasil ser uma nação representada em sua maior parte dapopulação por afro descendentes, identificamos que ainda existe umadisparidade muito grande em todas as áreas profissionais, no que diz respeitoao ingresso do negro no mercado de trabalho. Conforme gráfico, veremos queapenas 20% dos sujeitos se consideram negros enquanto que 40%responderam ser da cor branca e 40% parda. Cor 20% 40% Parda Branca 40% Negra Figura 02: Cor Fonte: Questionário aplicado aos sujeitos da pesquisa
  36. 36. 35 Dessa forma afirmamos que no Brasil são poucas as oportunidades de onegro usufruir ações igualitárias e justas racialmente. Oliveira (2001) enfatiza: Os índices sociais constatam que os afro-brasileiros estão nos níveis mais baixos de pobreza e de escolaridade. Encontramos os negros nas emissoras de televisão em número insignificante em relação a sua presença na sociedade. A discriminação existe na escola, no trabalho, nas ruas (p.8). Percebemos assim, que a sociedade democrática, não preconceituosaanti-racista, que imaginamos viver, é apenas uma utopia. Pois os racismos epreconceitos estão se camuflando em muitos discursos políticos, religiosos,intelectuais, educacionais, entre outros. Entretanto, apesar de haver essanegação mascarada, sabemos que a não existência do preconceito nasociedade atual, sempre foi mais um anseio do que uma realidade4.1.5 Tempo de atuação Identificamos que 20% dos profissionais que atuam na educação infantiltêm entre 1 a 6 anos de experiência, enquanto que 80% atuam nesta aréa hámais de 10 anos. Tempo de atuação 20% 40% 16 a 20 anos 11 a 15 anos 40% 1 a 6 anos Figura 04: Tempo de atuação Fonte: Questionário aplicado aos sujeitos da pesquisa
  37. 37. 36 A experiência por si só não garante ao profissional da educação infantilum bom desempenho, é importante que este busque estar se atualizando, eincorporando à sua prática novos conhecimentos, pois à medida que se ampliao nível de conhecimento os significados têm também, são modificadas. Daí arelevância de estar constantemente refletindo sobre o papel da sua prática naeducação infantil e como pode estar garantindo uma educação com maiorqualidade e respeito à dignidade humana.4.1.4 Formação Em se tratando da formação inicial dos nossos sujeitos identificamosque 20% tem formação em nível médio, 20% tem superior incompleto, 40% têmEnsino Superior completo e 20% são pós-graduado em psicopedagogia. Nestetópico percebemos que a grande maioria traz uma formação acadêmica, o queimplica em um conhecimento, mais aprofundado destes profissionais. Vejamoso gráfico a seguir. Formação 20% 40% Ensino Superior Superior Incompleto 20% Pós-graduação 20% Ensino Médio Figura 04: Tempo de atuação Fonte: Questionário aplicado aos sujeitos da pesquisa De acordo com Angotti (2006) os profissionais de Educação Infantilprecisam de uma formação inicial de qualidade que lhes permita odesenvolvimento de uma prática que integre o cuidar, educar e brincar de
  38. 38. 37maneira indissociável. Não se pode mais aceitar amadorismo num trabalhocujo fim é a formação de pessoas.4.1.6 Turnos que trabalha Ao analisar os questionários fechados percebemos que 100% dossujeitos trabalham dois turnos. Este é um aspecto que pode estar relacionadocom as baixas condições de trabalho oferecidos aos profissionais de educaçãoinfantil e aos péssimos salários que recebem. Pois, na maioria das vezes essessujeitos precisam trabalhar mais de um turno para garantir o sustento dafamília. Podemos relacionar esta questão também, com o gênero dessesprofissionais. Por saber que no Brasil, as mulheres recebem salários maisbaixos que os homens.4.2 Análise do questionário aberto Nesta etapa estaremos apresentando o resultado do questionário abertoque nos permitiu identificar os significados que os profissionais da educaçãoinfantil dão ao espaço físico escolar. Esse é um momento relevante napesquisa, pois interpretaremos os dados e faremos comparações confrontandoidéias presentes nos discursos dos sujeitos e do quadro teórico, buscandonosso objetivo. Dessa forma para melhor compreensão dos dados coletadoselencamos duas categorias conforme descrição abaixo para apresentação dosresultados: Espaço físico escolar como garantia e respeito à dignidade; Espaço físico como recurso para o processo de ensino - aprendizagem;
  39. 39. 384.2.1 O espaço físico como garantia e respeito à dignidade Acreditamos que o espaço físico escolar em especial o de EducaçãoInfantil tem a possibilidade de tornar a escola algo prazeroso ou desmotivadore sabemos ainda que existem referências que nos mostram requisitos de comodevem ser organizados e estruturados os espaços destinados a EducaçãoInfantil, como nos diz os Parâmetros básicos de infra - estrutura parainstituições de Educação Infantil que o espaço ideal deve garantir: “Confortoambiental dos seus usuários (conforto térmico, visual, acústico olfativo /qualidade do ar) e qualidade sanitária dos ambientes” (BRASIL, 2006.p.21).Reforçamos essa idéia com o que Kramer (2006) afirma: Algumas diretrizes orientam a organização do espaço e a disposição dos materiais: O ambiente da escola deve ser seguro e deve favorecer a ampla circulação das crianças... Na sala de aulas as crianças precisam ter acesso direto aos materiais pedagógicos...(p.74) Entendemos que estes têm relação direta com o respeito à dignidadedas crianças que ali freqüentam: as cores, os móveis e objetos oferecidostransmitem como os alunos se sentem, pois uma criança pode ter suadignidade ferida ao utilizar um banheiro sujo, não ter um espaço adequadopara dormir, ou não se sentir segura e acolhida. Para tanto a legislação nos mostra a necessidade das crianças teremespaços adaptados e ideais para sua estatura física respeitando aindividualidade. Angotti (2001) afirma: Estudos científicos, principalmente da psicologia, têm apontado a importância dos primeiros anos de vida para a construção do sujeito. Devemos ter como meta, na educação pré-escolar, a criança com seu desenvolvimento enquanto ser cognitivo e cognoscível, para que possamos garantir a construção de sua pessoa. (p. 55).
  40. 40. 39 Entendemos que um espaço físico ideal para criança tem relação diretacom o respeito à dignidade, pois quando oferecemos um local apropriado querespeita altura, os limites da infância, dê condições de higiene estamostambém respeitando a dignidade. Percebemos nas falas dos nossos sujeitosque 100% dos profissionais da educação infantil compreendem que o espaçofísico escolar ideal para crianças são os que vão de acordo com a legislação.Analisemos as afirmações quando perguntados qual o espaço físico ideal paraEducação Infantil: Sala ampla, arejada, banheiro adequado, móveis ideais, parquinho. 1 (P 1). Uma área bem grande e aconchegante. (P2). È um lugar onde encontramos sala de aula amplas, cantina, banheiros, espaço para recreação, sala de professores, secretaria, etc.(P3). Bem estruturado, com parques apropriados para a idade, salas com cantinhos de trabalhos específicos, banheiros adaptados, um amplo espaço exterior para atividades diversificadas. (P4). Não identificamos nos discursos destes profissionais os significados queestes dão ao espaço ideal. Estas falas representam idéias presas apenas àsestruturas físicas no sentido de paredes, salas, mesas, espaços pararecepcionar as crianças, não identificamos que dão significados no sentido deque espaços transmitem sensações e possibilitam experiências formativas econstrutivas.Como nos diz Brasil (2006): Os aspectos estético-compositivos dizem respeito à imagem e à aparência, traduzindo-se em sensações diferenciadas que garantam o prazer de estar nesse ambiente. Nessa vertente estão incluídas a diversidade de cores, texturas e padrões das superfícies, o padrão construtivo, as formas, as proporções, os símbolos, os princípios compositivos, enfim, todos os elementos visuais(p.13).1 Utilizaremos a consoante P maiúscula seguida de números arábicos crescentes para assegurar aidentidade dos nossos sujeitos.
  41. 41. 40 Acreditamos ainda que a distinção para o espaço físico deve existir, poratender seres diferenciados fisicamente e psicologicamente e uma vez queeste espaço diferenciado poderá preservar a integridade física e a dignidadedas crianças por poder desenvolver suas experiências em um lugar favorável eatrativo. Questionamos aos sujeitos se consideram que estrutura física da escolade educação infantil deve ser diferenciada e ao nos reportarmos aos discursosdos sujeitos percebemos que em sua maioria compreendem que o espaçofísico para Educação Infantil deve ser diferenciado, mesmo assim nãoconseguimos evidenciar que a diferença e a forma ideal destes devem existirpor algum significado além da estrutura física: Sim. Para melhor adaptação da criança. (P1). Sim. Porque fica difícil agregar educação infantil com Ensino Fundamental I e II. (P2). Sim. Porque acontece um trabalho diferenciado com estrutura física diferente e correta para Educação Infantil. (P3). Apesar de a maioria dos profissionais apresentarem significados doespaço físico escolar apenas compreendendo – o como estrutura físicaapresentamos a seguir uma fala que se tornou inusitada em relação as demais: Sim. Para proporcionar uma Educação de Qualidade, o espaço precisa ser convidativo para os alunos, condizendo com a faixa etária de cada um. (P5).Acreditamos que o espaço convidativo a que se refere P5 é um lugar ondesentimos vontade de permanecer, sentimo-nos valorizados, respeitados,acolhidos e bem recebidos e proporciona um processo de ensinoaprendizagem mais eficiente pois salas de aula, locais de merenda, áreas delazer, corredores e banheiros ajudam a construir e consolidar muitos valores”. Dahlberg (2003) enfatiza que:
  42. 42. 41 (...) a instituição didática a primeira infância, proporciona um espaço para atividades e relacionamentos, permitindo a construção de conhecimento e identidade. Proporcionam as crianças ferramentas e recursos para explorar e resolver problemas, negociar e construir significados. (p. 105) Diante de toda essa problemática percebemos que espaço físicodiferenciado e ideal para atender a educação infantil não deve ser entendidoapenas como as salas de aula e sim como um local a ser dado significados aaquelas estruturas existentes, pois esta precisa atender ao público respeitandosuas individualidades e características próprias. Tendo em vista que os significados norteiam nossa prática educativa,percebemos que os profissionais de educação infantil, precisam reformularseus conceitos a fim de garantir uma maior compreensão das questõescomplexas que envolvem o processo educativo e valorização da dignidade dascrianças. Kramer (2005) enfatiza essas dimensões aponta que: A formação de profissionais da educação infantil precisa ressaltar a dimensão cultural da vida das crianças e dos adultos com os quais convivem, apontando para a possibilidade de as crianças aprenderem com a história vivida e narrada pelos mais velhos, do mesmo modo que os adultos concebem a criança como sujeito histórico, social e cultural... Observar as particularidades infantis, promovendo a construção coletiva de espaços de discussão da prática exige embeber a formação na crença de que não há “déficit” na criança nem que a ela de dedica, a ser compensado; há saberes plurais e diferentes modos de pensar a realidade. (p. 129). Se levarmos em conta o contexto histórico da educação infantil emnosso país, iremos perceber, por exemplo, os motivos pelos quais asinstituições de educação infantil ainda são tão precárias em nossas cidades.Portanto, urge a necessidade de agirmos no sentido de garantir políticaspúblicas para melhorar essa situação e oferecer ensino de qualidade aquelesque são excluídos socialmente.
  43. 43. 42 Sabemos que é de grande relevância a disposição de um espaçoespecifico para educação infantil com qualidade e que atendam ásnecessidades, porém cabe ao aos profissionais de educação saber utilizar oselementos existentes e transformá-lo em objeto provedor de conhecimento eque ao invés de inútil ou comprometedor ofereça dignidade. Se os profissionais da Educação dão significados aos espaços da escolapensando em respeitar os limites e peculiaridades das crianças, estãogarantindo e respeitando também a sua dignidade de ser humano de sercriança.4.2.2 Espaço físico como recurso para o processo de ensino -aprendizagem Acreditamos que todos os elementos existentes no espaço escolar sãorecursos que auxiliam no desenvolvimento do ensino aprendizagem e que oespaço físico e tudo o que nele for oferecido pode ser dado este significado.Como nos revela Frison (2008): “Como o meio físico é fator determinante paraestimular e motivar as aprendizagens, é imprescindível que o professor estejaatento ao organizá-lo, para que as crianças possam brincar e interagir de formacriativa e desafiadora” (p.02). Perguntados se consideram que todo o espaço escolar é um espaçoeducativo. 100% dos profissionais responderam de forma positiva, queacreditam que todo espaço físico escolar é um espaço educativo, porémquando perguntados quais as atividades que desenvolvem nestes espaços nosdeparamos com as seguintes falas: Não atuo em sala de aula. (P2). Atividades de aprendizagem diárias como fazer recreação, brinquedos, direitos e deveres e conscientização de questões vivenciadas sobre o meio ambiente. (P3). Na sala de aula: atividades e leitura e escrita, coordenação motora, aspectos matemáticos, ciências naturais e sociais, musicalidade e
  44. 44. 43 outros; Parquinho exterior: movimento; banheiro: Higiene pessoal; cozinha; receitas e higiene; pátio interno apresentações culturais. (P4). Atividades de recreação no parquinho, atividades com musica, dança na sala de aula. (P5). Na fala de P2 podemos perceber uma visão limitada dos significadosque dá ao espaço físico da escola, quando se refere simplesmente à sala deaula como se os outros espaços não fossem parte integrante da escola. Comoafirma Kramer (2006, p.74): “O trabalho pedagógico se desenvolve no espaçode toda a escola e também fora dela”. Sendo assim percebemos que é preciso promover ações para garantirque o espaço físico (considerado por nós como a estrutura física escolar) sejaalém de tudo um espaço educativo (compreendido como local ondedesenvolvemos atividades utilizando todos os elementos disponíveis no espaçofísico), pois se o espaço físico não possibilita experiências em todo ambiente enão tem a criança como foco do ensino não pode ser considerado comoespaço educativo. Kishimoto (2002): Em uma época em que se prioriza o desenvolvimento infantil da criança na faixa de 0 a 6 anos, não se podem produzir práticas de maternagem e escolarização precoce. É necessário respeitar a especificidade infantil, valorizando seus saberes, criando espaços de autonomia de expressão de linguagens e de iniciativa para a exploração e compreensão do mundo. (p. 08). Notamos que em algumas falas os profissionais descrevem asatividades que desenvolvem mostrando acreditar que só é possível com osrecursos padrão. Acreditamos que o espaço físico pode ser usado comorecurso na sua totalidade sem deixar de usar qualquer parte que seja, notamosapenas na fala do P4 um significado mais apurado sobre a utilização do espaçoescolar como recurso de ensino aprendizagem. Apenas essa profissionalvislumbrou as áreas que estão inseridas na estrutura física da escola e podemser usadas como ambiente educativo.
  45. 45. 44 Entendemos que as instituições de Educação Infantil precisamproporcionar a criança uma aprendizagem significativa em que seja percebidano processo como construtora do conhecimento. Diante de todas asdiscussões realizadas percebemos que o campo da Educação infantil passoupor momentos distintos com objetivos também variados nos quais nas maioriasdas vezes não atenderam ou não atendem as necessidades pedagógicas. Sabemos que a maioria das instituições não apresenta a mesmaestrutura física escolar de décadas anteriores, pois nossa realidade local nospermite perceber que alguns pequenos avanços aconteceram. Por isso aoquestionar os sujeitos dessa pesquisa se o espaço físico da escola que elesatuam é adequado para o processo de ensino aprendizagem das crianças nosdeparamos com significados paradoxais conforme afirmações a seguir: Sim. As salas da educação infantil foram preparadas para tal modalidade, são arejadas, amplas, assim como o banheiro adaptado. (P5) Sim. Só precisa de alguns ajustes. (P3) Ao analisarmos as falas acima, fica notório que para estes profissionaishouve avanços nos espaços das escolas pensando em recepcionar as criançasda educação infantil. Acreditamos que todos os avanços nas estruturas físicas tenham umsignificado para atender a proposta pedagógica e consequentemente odesenvolvimento do ensino aprendizagem. Em contra partida os profissionais também afirmaram: Não. Faltam muitas coisas, porém os professores fazem o que pode. (P2) Não. (P4). Precisamos de algumas melhorias. (P1).
  46. 46. 45 As afirmações acima nos revelam que os avanços na estruturas aindanão atendem aos critérios exigidos nas leis e que os profissionais da Educaçãocompreendem a necessidade destas melhorias. Salientamos que é importante buscar o desenvolvimento integral dacriança, mas para que isso aconteça muita coisa ainda precisa ser mudada notocante às políticas educacionais, pois estas deveriam contemplar aspectosque vão muito além das questões de ordens burocráticas. A esse respeito Gentilli (2008) traz: O baixo investimento em educação resulta em péssimas condições de infra-estrutura escolar, falta de material didático apropriado, ausência de biblioteca e salas de aula superlotadas. Os governantes neoliberais tentaram atenuar a situação mediante programas de modernização periférica que fizeram da chamada “transformação educacional” uma verdadeira caricatura do que deveria ser uma política democrática: compra de alguns poucos computadores, instalação de antenas parabólicas e aparelho de vídeo, fax e datashows em escolas com goteiras permanentes, sem saneamento básico, com um único banheiro para meninos e meninas, muitas vezes sem giz e até mesmo sem energia elétrica. (p. 46). Esse contexto denuncia a situação de grande parte das escolasbrasileiras, ai fica evidente que as políticas educacionais ainda não sãoelaboradas com objetivos de melhorar a situação das escolas em suatotalidade, mas apenas em alguns aspectos. Da mesma forma que éimportante investir na formação do profissional de educação infantil, também épreciso investir na estrutura do espaço físico escolar e possibilitar meios paraque este se torne em espaço educativo. ... a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB/96 – Lei 9.394/96), que disciplina a educação oferecida em todos os níveis - desde a Educação Infantil até o ensino superior. Na LDB/96, os recursos públicos destinados à educação devem ser aplicados na manutenção e no desenvolvimento do ensino público, o que compreende inclusive a “aquisição, manutenção, construção e conservação de instalações e equipamentos necessários ao ensino” (Alínea IV do artigo 70) (BRASIL, 2006, p.36).
  47. 47. 46 De acordo com os Subsídios e Funcionamento de Instituições deEducação Infantil (BRASIL, 1998c): ... a organização dos ambientes das Unidades de Educação Infantil é vista como importante para o desenvolvimento das crianças e dos adultos que nelas convivem, mas é o uso que ambos fazem desses espaços/lugares que influencia a qualidade do trabalho. “ Sejam creches, pré-escolas, parques infantis, etc., em todas as diferentes instituições de Educação Infantil [...] o espaço físico expressará a pedagogia adotada” (p.83). (apud, BRASIL, 2006, p.36). Se analisarmos o contexto histórico da educação infantil em nosso país,iremos perceber que desde sua criação, não houve uma preocupaçãoaprofundada dos governantes em garantir um ensino de qualidade, até porque,o público alvo que precisava das creches e pré-escolas naquele período era acamada popular representada por trabalhadores pobres. Por isso, não nos éestranho perceber que as instituições tinham uma estrutura pedagógica e físicamuito precária. Gentili (2008) diz: Assim, enquanto os pobres eram excluídos do acesso a escola, seu direito à educação era negado por uma barreira difícil de transpor e herdada de geração em geração. E quando finalmente conquistaram esse acesso, eles foram confinados a instituições educacionais iguais a eles: pobres ou muito pobres, enquanto os mais ricos mantinham seus privilégios, monopolizando agora não mais o acesso à escola, mas às boas escolas. (p. 35). Evidentemente, em pleno século XXI não mais é admissível umaconcepção de educação infantil que não tome a criança enquanto serconstrutor de conhecimentos e que não contemple seus aspectos físicos ecognitivos, assim como já não faz mais sentido instituições de educação infantilcom mero propósito assistencialista. É importante redimensionar efetivamentea educação de crianças de 0 a 6 anos. Acreditamos que um dos aspectos que justifica os pontos de vistacontraditórios dos sujeitos pode está relacionado às reformas que aconteceram
  48. 48. 47nos últimos anos na Escola Municipal do Perpétuo Socorro. Pois aqueles quevivenciaram um espaço onde as condições eram precárias acreditam que hojeo espaço está adequado, já aqueles que faziam que tem posição contráriademonstram que a instituição ainda é inadequada.
  49. 49. 48 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Durante os estudos que nortearam a elaboração deste trabalhopercebemos que as mudanças nos aspectos educacionais para EducaçãoInfantil foram muitas e que as diretrizes que definem a Educação Infantil comoobrigatória não é o bastante, pois além de atender as crianças precisamosoferecer lugares apropriados, seguros e dignos e que os profissionais deEducação Infantil devem tentar garantir estes direitos. Analisando os discursos dos profissionais pudemos perceber que amaioria deles tem uma visão limitada de espaço físico acreditando que seresume apenas às estruturas e que os significados dados aos espaços sãoapenas no sentido de utilizá-los fisicamente, poucos compreendem e dãosignificados no sentido de respeito à dignidade e utilizam o ambiente comorecurso que auxiliem no desenvolvimento das crianças. Percebemos ainda queos profissionais da Escola Municipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorronecessitam dar significados que venham contribuir melhor com asnecessidades das crianças desta instituição e tem visões diferentes sobre arealidade do espaço físico da escola o qual passou por reformas, mas aindanecessita de melhorias. Percebemos ainda que os sujeitos acreditem que todoo espaço físico é um espaço educativo, mas com visões limitadas do que issosignifica. Acreditamos, no entanto, que ao espaço físico poderão ser dadossignificados que rompam as barreiras das edificações e que possam serentendidos e usados como espaço educativo que em todos os lugares e formasestejam presentes significados que auxiliem no processo de ensinoaprendizagem com respeito yedjnmà dignidade da criança. Diante de toda contextualização apresentada neste trabalho sentimos anecessidade de melhoria da Educação Infantil e mais precisamente nosespaços no tocante sua estrutura física para que assim estes auxiliem no
  50. 50. 49desenvolvimento integral da criança além de respeitá-lo e mais que isso que osprofissionais desta área tenham melhor compreensões do espaço para queassim possam lhe dar significados que possam transmitir as sensações deles edas crianças atendidas.
  51. 51. 50 REFERÊNCIASANGOTTI, Maristela. (organizadora). Educação Infantil: para que, para queme por quê? Campinas, SP: Ed. Alínea, 2006.________, Maristela. Semeando o trabalho docente. In: OLIVEIRA, Zilma deMoraes Ramos de. Educação Infantil: Muitos Olhares (org.). 8ª ed. São Paulo:Cortez, 2008.ARRIBAS, T. L. et al. Educação Infantil: desenvolvimento, currículo eorganização escolar. Porto Alegre: Artmed, 2004.BRASIL. Congresso Nacional. Lei de diretrizes e Bases da EducaçãoNacional. Lei n° 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996._____________. Constituição da República Federativa do Brasil:promulgada em 5 de outubro de 1988. Organização do texto: Juarez deOliveira. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 1990. 168 p. ( Série Legislação Brasileira)._____________. Ministério da Educação e do Desporto. ReferencialCurricular Nacional de Ed. Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1999._____________. Ministério da educação .Conselho Nacional de educação.Câmara de Educação básica. Diretrizes Curriculares para Educação infantil.Brasília: MEC/SEF, 1998.____________. Ministérios da educação e do desporto. Secretaria deeducação Fundamental. Referenciais Curriculares Nacionais paraEducação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998._____________. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica.Parâmetros básico de infra-estrutura para instituições de educaçãoinfantil. Brasília: MEC, SEB, 2006.CASTRO, Cláudio de Moura. A prática da pequisa. 2. ed. – São Paulo:Pearson Prentice Hall, 2006.Costa, Antonio Gomes da. O professor como educador: um resgatenecessário e urgente. Salvador: Fundação Luís Eduardo Magalhães, 2001.DAHLBERG, Gunila. MOSS, Peter, PENCE, Alan. Qualidade na Educação daPrimeira Infância: Perspectivas pós modernas. Trad.: Magda França Lopes.Porto Alegre: Artmed, 2003.DESLANDES, Sueli Ferreira, et al.Pesquisa Social: Teoria, método ecriatividade/, Petrópolis. RJ, Vozes: 1994.
  52. 52. 51FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da línguaportuguesa: 2ª ed. Revisada e aumentada. São Paulo – SP: Fronteira, 1993FREITAS, Maria Célia de; MENDES, Maria Manuela Rino. A dimensão doconceito em Deluze e na enfermagem/ concept dimension for nursing and;Disponível em: http: / /www.scielo.br/sciello.php? Script=sci_arttext &pid=50104-11692004000100018=49k. Acesso em 23 de abril de 2007.FRISON, Maria Bragagnolo Loudes. O espaço e o tempo na educação infantil.170 Ciênc.let., Porto Alegre, n.43, p.169-180, jan/jun. 2008. Disponívelem:http://www.fapa.com.br/cienciaseletras.GENTILI, Pablo. Desencanto e utopia: a educação no labirinto dos novostempos/ Pablo Gentili, Petrópolis, RJ: Vozes, 2008._____________. Pablo e ALENCAR, Gentili. Educar na esperança em temposde desencanto. – Petrópolis, RJ, Editora: Vozes, 2005.GOLDEMBERG, Mirian. A arte de pesquisar: Como fazer pesquisaqualitativa em Ciências Sociais. 4ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.LUDKE, Menga de A. e ANDRÉ, Marli E. A. D. Pesquisa em Educação:abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.KISHIMOTO, . M. Prefácio: In: CERISARA, A. B. Professoras de EducaçãoInfantil: entre o feminino e o profissional. São Paulo: Cortez, 2002.KRAMER, Sonia. Infância e educação infantil: reflexões e lições. In:Cadernos de Educação, nº34. Rio de Janeiro, PUC-Rio, 1998.____________.Sônia. Profissionais de educação infantil: gestão eformação. São Paulo: Àtica, 2005.____________.Sônia. Com a pré-escola nas mãos. São Paulo. SP: Ática,1991.MACHADO (org.), et al. Encontros e desencontros em educação infantil, 2ªEd. São Paulo. Cartazes, 2005.

×