Melaine klein

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Melaine klein

  1. 1. Melaine KLEIN Teorias Psicodinâmicas
  2. 2. Biografia de Melaine Klein <ul><li>Psicanalista leiga britânica de origem austríaca (Viena – 1882 – Londres, 1960) </li></ul><ul><li>Nasceu, sem ser desejada, em uma família judia, os Reizes. </li></ul><ul><li>Sua mãe, brilhante, dedica-se, por necessidades familiares, ao comércio de plantas e répteis, e seu pai é médico e odontólogo. </li></ul><ul><li>Seu pai morreu quando ela era ainda adolescente. </li></ul>
  3. 3. Biografia de Melaine Klein <ul><li>Em 1903, casa com A.Klein. </li></ul><ul><li>Utiliza seu sobrenome em toda a sua obra, embora tenham se divorciado em 1926. </li></ul><ul><li>Antes disso, nasceram-lhes uma filha e 2 filhos. </li></ul><ul><li>Um deles, quando pequeno, foi analisado por Melaine Klein , que retirou dessa análise, entre 1919 e 1926, várias conferências e artigos que fizeram seu renome. </li></ul>
  4. 4. Biografia de Melaine Klein <ul><li>Desde 1910, morou em Budapeste, onde iniciou, em 1914, ano de nascimento de um dos seus filhos e da morte de sua mãe, uma análise com S. Ferenzi. </li></ul><ul><li>Essa análise foi interrompida devido à 1a. Grande Guerra. </li></ul><ul><li>Ela recomeça em 1924, mas em Berlim, com K Abraham, que morreria no ano seguinte. </li></ul>
  5. 5. Biografia de Melaine Klein <ul><li>A análise é concluída em Londres, com S.Payne. </li></ul><ul><li>Em 1927, M. Klein instala-se em Londres, por instâncias de E.Jones, criador e organizador da Sociedade Britânica de Psicanálise. </li></ul><ul><li>Ali ensina sua teoria e funda uma escola, o que lhe vale, a partir de 1938, conflitos muitos violentos com Anna Freud. </li></ul>
  6. 6. Melaine Klein X Ana Freud <ul><li>Teoricamente, Ana Freud censurava as concepções do objeto, supereu, Édipo e fantasmas originários; para ela, a inveja, a gratidão e as posições depressiva e esquizoparanóide não são psicanalíticas. </li></ul><ul><li>Clinicamente, censura-a por afirmar que é possível uma transferência no tratamento da criança, tornando desnecessário todo o trabalho com os pais. Para A.Freud as crianças não desenvolvem uma neurose transferencial. </li></ul><ul><li>M.Klein recusa tais críticas, acusando sua rival de não ser freudiana. </li></ul><ul><li>Em 1946, são criados 2 diferentes grupos de formação de psicanalistas e, em 1955, é fundado o Melaine Klein Trust. </li></ul>
  7. 7. Freud e M.Klein <ul><li>A estrutura da mente é concebida como um sistema de objetos internos produzidos por transações de relações objetais e da fantasia inconsciente. </li></ul><ul><li>Em segundo lugar propõe um sistema de relações emocionais, reunidas nos conceitos de posição esquizoparanóide e depressiva, que organiza as atitudes, vínculos e, de maneira geral, todo o funcionamento psíquico. </li></ul>
  8. 8. Freud e M.Klein <ul><li>Com estas categorias, Klein sustenta que o conflito mental está baseado na luta de emoções e fantasias inconscientes com os objetos internos e externos. </li></ul><ul><li>É uma ótica diferente da noção clássica de conflito concebido como luta de pulsão e a defesa. </li></ul><ul><li>O enfoque Kleiniano é personalístico, a mente é um espaço onde habitam objetos internos, à maneira das pessoas que vivem no mundo, ou dos atores que se movem em um cenário. </li></ul>
  9. 9. Panorama geral de sua Obra <ul><li>Período de 1919 a 1932 – neste período, produz uma grande quantidade de artigos, com seus achados teóricos e clínicos. </li></ul><ul><li>Inicia-se técnica do jogo, para a análise infantil, e a aplica, originalmente, em crianças pequenas. </li></ul><ul><li>Suas descobertas destacam a importância da agressão no desenvolvimento mental. </li></ul><ul><li>As hipóteses principais versam sobre a neurose de transferência completa, na análise infantil, o complexo de Édipo precoce e a formação do Superego precoce. </li></ul>
  10. 10. Panorama geral de sua Obra <ul><li>Período de 1932 a 1946 – em 1932 escreve Psycho-Analiysis of Children, onde procura sistematizar suas descobertas sobre a vida psíquica infantil. </li></ul><ul><li>Neste período formula o essencial de sua teoria: a idéia de posição depressiva, como ponto crucial do desenvolveimento mental (1935-40) e de posição esquizo-paranóide (1946). </li></ul>
  11. 11. Panorama geral de sua Obra <ul><li>Período de 1932 a 1946 – Formalizam-se os aspectos da metapsicologia kleiniana, com a descrição da mente como um espaço povoado por objetos internos, que interagem com os externos, através dos processos de projeção e introjeção. </li></ul><ul><li>O mecanismo da identificação projetiva será, a partir de 1946, e, durante os seguintes 30 anos, um dos temas principais da investigação kleiniana. </li></ul><ul><li>O destaque que Klein tinha posto na agressão, no período anterior, é agora modulado em boa parte pela idéia de uma luta pulsional entre sentimentos de amor e ódio. </li></ul>
  12. 12. Panorama geral de sua Obra <ul><li>Período de 1946 a 1960 – o ponto principal é a inveja primária, que Klein formula em 1957. </li></ul><ul><li>Sua obra póstuma, Narrative of a child Analysis (1961) em que reconstrói o caso Richard, a quem atendeu , na época da 2a. Guerra Mundial, novamente abre campo polêmico em torno dos fundamentos da técnica kleiniana: análise das fantasias, centrada nas angústias predominantes da sessão, acesso ao material profundo inconsciente, através da interpretação da transferência positiva e negativa, manifesta e latente; interpretação sistemática das relações do objeto que se vão expressando na sessão, através do jogo e das associações livres dos pequenos pacientes. </li></ul>
  13. 13. Estrutura da teoria Kleiniana
  14. 14. Resumo dos conceitos de Klein <ul><li>Ocupou-se das relações objetais na primeira etapa da vida </li></ul><ul><li>Estudou especificamente a dinâmica da vida emocional da criança pequena e, por conseguinte, os mais primitivos mecanismos de defesa. </li></ul>
  15. 15. Esclarecimento a respeito das descrições sobre os mecanismos precoces das crianças <ul><li>“ Em certo sentido, todas as descrições realizadas por nós são artificiais, porque temos que usar palavras para descrever experiências que têm lugar num nível primitivo, antes que a verbalização tenha sido adquirida, e porque o processo de verbalização a que nos vemos obrigados para poder transmiti-lo envolve, provavelmente, uma modificação dessas primeiras situações; os processos psíquicos estão ligados, e aquela experiência original cujo conteúdo queremos traduzir usando somente palavras deve ser, sem dúvida, vivenciado pelo bb como sensações, podendo dizer-se que a criança só pode usar o corpo para expressar seus processos mentais”. </li></ul>
  16. 16. Significado de fantasias para Freud <ul><li>“ a psique responde à realidade de suas experiências interpretando-as – ou melhor, interpretando-as mal ou distorcendo-as – de modo tão subjetivo, que incrementa seu prazer e preserva-o de dor.” </li></ul><ul><li>Esta interpretação subjetiva da experiência por intermédio da projeção e introjeção, foi chamado por Freud de alucinação e constitui a base da “vida fantasiada”. </li></ul><ul><li>Entende-se por vida fantasiada a forma pela qual as percepções e sensações internas e externas são interpretadas e representadas a si mesmo em sua mente, sob a influência do princípio do prazer-desprazer. </li></ul>
  17. 17. Definição de alguns conceitos <ul><li>Avidez – é uma emoção de tipo oral que consiste num desejo veemente, impetuoso e insaciável, que excede o que o sujeito necessita e que o objeto é capaz de dar. </li></ul><ul><ul><li>Por ex.: esvaziar totalmente o seio, chupando-o até secar e devorá-lo, quer dizer que é o seu propósito é uma introjeção destrutiva. </li></ul></ul>
  18. 18. Definição de alguns conceitos <ul><li>Inveja – não é apenas roubar como anteriormente, mas também colocar na mãe, e especialmente em seu seio, maldade,excrementos e partes más de si mesmo, com o fim de lhe causar dano, destruir e controlar. </li></ul><ul><li>No sentido mais profundo significa destruir sua capacidade criadora; é uma identificação projetiva destrutiva. </li></ul><ul><li>Também podemos defini-la como um sentimento de raiva contra outra pessoa que possui ou desfruta de algo desejável, sendo o impulso o de tirá-lo ou danificá-lo. </li></ul>
  19. 19. Definição de alguns conceitos <ul><li>Ciúme – baseia-se na inveja mas compreende pelo menos 2 pessoas e refere-se principalmente ao amor que o indivíduo sente que lhe é devido e lhe foi tirado ou está em perigo de lhe ser tirado por um rival. </li></ul>
  20. 20. Estrutura da teoria Kleiniana <ul><li>Nos primeiros anos de vida as crianças sofrem desilusões, experimentam impulsos sexuais e a angústia. </li></ul><ul><li>No começo da vida há 2 fontes de ansiedade na criança: uma interna e outra externa. </li></ul>
  21. 21. A fonte da ansiedade externa <ul><li>Estaria na experiência do nascer, ou seja – como Freud assinalou-, a angústia do nascimento seria o padrão de todas as futuras angústias em face de um momento de frustração ou necessidade. </li></ul><ul><li>A dor e o incômodo produzidos pela perda do agradável estado intra-uterino são vividos pela criança como forças que atacam, como forças hostis. </li></ul><ul><li>Por isso, a angústia persecutória está presente desde o começo da vida e desde o início da relação da criança com o mundo extra uterino. </li></ul>
  22. 22. A fonte da ansiedade interna <ul><li>É resultante da ação da pulsão de morte que atuaria no interior do organismo do indivíduo, a qual fundamenta o temor de aniquilação. </li></ul><ul><li>Já haveria nessas primeiras experiências ou sensações uma idéia de perseguição e destruição, de aniquilamento interno. </li></ul>
  23. 23. Estrutura da teoria Kleiniana <ul><li>Os primeiros meses de vida, as crianças passam por estádios de angústia persecutória ligados a fase de exacerbação do sadismo. </li></ul><ul><li>O bb experimenta sentimentos de culpa por seus impulsos destrutivos e fantasias, que são dirigidos contra seu primeiro objeto – a mãe, ou melhor, o seio. </li></ul><ul><li>Desses sentimentos de culpa surge a tendência a fazer reparações ao objeto injuriado. </li></ul>
  24. 24. O que inicia a relação objetal na criança? <ul><li>A primeira relação objetal que a criança realiza é a alimentação e a presença da mãe, que fazem com que a criança se relacione objetalmente mas com a característica de que é uma relação de objeto parcial. </li></ul><ul><li>Não é objeto total visto que a relação primordial é com o seio, com o mamilo externo. </li></ul><ul><li>Essa relação é objetal, tanto para os impulsos de vida como para os de morte. </li></ul>
  25. 25. O que inicia a relação objetal na criança? <ul><li>M. Klein presume que existe sempre uma interação variável entre os impulsos libidinais e impulsos destrutivos; nesse caso, pode-se conceber a existência de um equilíbrio ótimo entre os instintos quando o indivíduo está livre de fome, de sua urgência em urinar e defecar e, tensão interna. </li></ul><ul><li>A alteração do equilíbrio entre o instinto de vida e o instinto de morte desperta uma emoção oral que é a avidez. </li></ul>
  26. 26. O que inicia a relação objetal na criança? <ul><li>Qq aumento da avidez faz o bb ficar mais sensível às frustrações e, paralelamente, aumenta a intensidade da agressão. </li></ul><ul><li>Isso incrementa ao mesmo tempo a ansiedade persecutória e esta, aumenta a avidez e é a causa de inibições precoces na alimentação, ao mesmo tempo que intensifica a avidez, formando-se um círculo fechado. </li></ul>
  27. 27. O que inicia a relação objetal na criança? <ul><li>Repetindo: </li></ul><ul><li>A avidez produz um aumento na sensibilidade à frustração, e a frustração aumenta a intensidade da agressão; a intensidade da agressão produz a intensificação da ansiedade persecutória. </li></ul>
  28. 28. Base constitucional da intensidade da avidez <ul><li>Para Klein esta intensidade é provocada pela força dos impulsos destrutivos, em sua interação com os impulsos libidinais. </li></ul><ul><li>Seria algo constitucional. </li></ul><ul><li>Em alguns casos a ansiedade persecutória aumenta a avidez e em outros produz inibições precoces da alimentação. </li></ul>
  29. 29. Estímulos dos impulsos libidinais e destrutivos <ul><li>São as experiências do bb em ser alimentado e em ser frustrada. </li></ul><ul><li>Assim como resultado dessas experiências, constituem-se internamente a imagem de 2 seios: um seio vinculado à satisfação (bom) e um seio vinculado à frustração (mau). </li></ul><ul><li>Esta separação faz-se em decorrência da imaturidade do ego. </li></ul>
  30. 30. Introjeção e projeção <ul><li>A experiência de gratificação e frustração somam-se aos processos de introjeção e projeção. </li></ul><ul><li>Contribuem para tornar a relação objetal mais ambivalente. </li></ul><ul><li>Assim a criança projeta as coisas boas no seio bom e as sensações desagradáveis no seio mau. </li></ul><ul><li>A imagem do seio bom e do seio mau vão se transformando em protótipos que, formam o núcleo do superego e, transformam-se, ao mesmo tempo, na origem de tudo o que é bom e de tudo o que é mau. </li></ul>
  31. 31. Relação da criança com o seio mau <ul><li>Nas fantasias, a criança tem impulsos destrutivos e sente que morde e despedaça o mamilo ou seio, o devora e aniquila, e que depois o seio fazem o mesmo dentro dela. </li></ul><ul><li>Isso quer dizer que ela projeta sua agressão oral no seio mau, o destrói, e depois sente o que tem dentro, que este seio mau a está mordendo, destruindo internamente. </li></ul><ul><li>Uma fantasia desta é a que levaria lactentes a não aceitarem o seio materno. </li></ul>
  32. 32. Relação da criança com o seio mau <ul><li>Como na fantasia o objeto é influenciado pela avidez devido ao impulso oral da criança, passa a ser o elemento essencial da angústia persecutória, ou seja, na fantasia a criança sente que o seio mau a persegue e quer devorá-la, da mesma forma como ela fantasia devorar o seio frustrador. </li></ul><ul><li>Entretanto a ação ou atividade do seio mau e perseguidor está neutralizada, nas primeiras etapas pelo seio bom. </li></ul>
  33. 33. Relação da criança com a mãe <ul><li>Klein assinala que, embora localize seu sentimento em sua relação com o seio, a criança também se relaciona com outros aspectos da mãe, quando responde a um sorriso, quando a mãe a pega no colo e cuida dela. </li></ul><ul><li>É assim que a satisfação e o amor que recebe nessas situações ajudam a criança a neutralizar a ansiedade paranóide e também os sentimentos de perda e de perseguição que foram despertados pelo trauma do nascimento. </li></ul>
  34. 34. Estrutura da teoria Kleiniana <ul><li>De 6 a 8 meses de vida o bb vive 2 fases principais : </li></ul><ul><ul><li>Posição paranóide </li></ul></ul><ul><ul><li>Posição depressiva </li></ul></ul><ul><li>Por que posição e não fase? </li></ul><ul><li>Fase é uma coisa estática. Você vive e se voltar, é denominado regressão. </li></ul><ul><li>Posição é mais dinâmica. Apresenta agrupamentos específicos de angústias e defesas que aparecem e reaparecem nos primeiros anos de vida. </li></ul>
  35. 35. Estrutura da teoria Kleiniana <ul><li>Posição paranóide – estádio em que predominam os impulsos destrutivos e as angústias persecutórias. </li></ul><ul><ul><li>Estende desde o nascimento até 3, 4 ou 5 meses de idade. </li></ul></ul>
  36. 36. Estrutura da teoria Kleiniana <ul><li>Posição depressiva – segue-se ao estádio anterior. </li></ul><ul><ul><li>Está ligada a passos importantes do desenvolvimento do Ego – 6º. Mês. </li></ul></ul><ul><ul><li>As fantasias e impulsos sádicos, assim como a angústia persecutória diminuem de intensidade. </li></ul></ul><ul><ul><li>O bb introjeta o objeto total e torna capaz de sintetizar os vários aspectos do objeto e suas emoções. </li></ul></ul><ul><ul><li>O amor e o ódio unem-se na sua mente. Esta união produz a angústia – temor que o objeto, tanto externo quanto interno seja danificado ou destruído. </li></ul></ul>
  37. 37. Estrutura da teoria Kleiniana <ul><li>Posição depressiva – </li></ul><ul><ul><li>Os sentimentos depressivos e de culpabilidade suscitam o anseio de preservar ou ressuscitar o objeto amado e fazer reparações pelas fantasias e impulsos destrutivos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Inicia-se o estádio primitivo do complexo de Édipo. </li></ul></ul>
  38. 38. Estrutura da teoria Kleiniana <ul><li>M. Klein sugere que o complexo de Édipo se inicia sob o domínio do sadismo e do ódio, quando a criança se volta para um segundo objeto – o pai – com sentimentos de amor e ódio. </li></ul><ul><li>Ela vê nos sentimentos depressivos derivados do medo de perder a mãe – como objeto externo e interno – um impulso importante para os primeiros desejos edípicos. </li></ul>
  39. 39. Estrutura da teoria Kleiniana <ul><li>Posição esquizoparanóide – que combate de forma ilusória, mas violenta, toda a perda, </li></ul><ul><li>Posição depressiva – na qual a perda é realmente comprovada . </li></ul><ul><li>Estas 2 posições referem-se à perda, ao trabalho de luto e `reparação, consecutivos, de 2 objetos psíquicos parciais e primordiais, dos quais todos os demais nada mais são do que substitutos metonímicos : o seio e o pênis. </li></ul><ul><li>Ambos os objetos parciais entram em jogo em uma cena imaginária inconsciente, chamada de cena materna. </li></ul>
  40. 40. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>M.Klein admite a existência de um Ego dotado de certos elementos de integração e de coerência, desde o início de seu desenvolvimento e considera que o conflito se produz antes de que o desenvolvimento do Ego tenha progredido muito e que o poder de integrar o processo psíquico esteja plenamente estabelecido. </li></ul>
  41. 41. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>A raiz do Ego, só podem ser entendidos pelos mecanismos de introjeção e projeção. </li></ul><ul><li>É evidente que o Ego não começa a existir subitamente como entidade bem estabelecida; ele se desenvolve gradualmente por repetições da experiência e de modo desigual em suas diferentes funções, a partir de processos gerais de todo organismo vivo, assim como a incorporação e a expulsão. </li></ul>
  42. 42. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>O Ego está exposto à angústia provocada pela dualidade pulsional e quando a criança se vê frente à angústia causada pelos instintos de morte, o Ego desvia esta angústia e a transforma em agressão. </li></ul><ul><li>O Ego tem, por outro lado, um papel de clivagem, de transformação e de projeção desta agressão sobre o seio materno, primeiro objeto exterior que ele encontra. </li></ul>
  43. 43. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>A noção de objeto, para ela, é inteiramente determinada pelas necessidades físicas, pelas pulsões e fantasias. </li></ul><ul><li>As fantasias servem de suporte à representação da necessidade e o objeto do bb pode ser definido como aquilo que está no interior e no exterior do seu pp corpo. </li></ul>
  44. 44. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>Durante o período da supremacia oral, o objeto fantasiado introjetado é vivido pela criança como o seio bom ou mau, quando a sua necessidade oral for gratificada ou frustrada. </li></ul><ul><li>O objeto tratado, por sua vez, como se ele estivesse no interior – Ego – e no exterior – não Ego – e, portanto ele está no exterior, embora concernente à pessoa e dependente dela. </li></ul>
  45. 45. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>Se segundo Freud, o Superego é o sucessor do complexo de Édipo, ele é para Klein, uma estrutura construída durante toda a infância e que começa pela introjeção da mãe nutridora (do seio). </li></ul><ul><li>Este Superego precoce só pode ser compreendido quando admitimos uma rica atividade imaginária inconsciente, um objeto imaginário e uma pulsão primitiva de destruição que é identificada como pulsão de morte – Freud. </li></ul>
  46. 46. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>Os impulsos edípicos da criança são liberados pelas frustrações orais e que o superego começa, simultaneamente a se formar. </li></ul><ul><li>Os impulsos genitais ficam desapercebidos até o 3o ano de vida. </li></ul><ul><li>Nesse período começa a manifestar-se claramente e a criança entra numa fase em que a sexualidade precoce chega ao clímax e há o desabrochar do conflito edípico. </li></ul>
  47. 47. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>Ao prazer de sucção, sucede o prazer de morder. </li></ul><ul><li>Se o bb não tiver satisfação no estádio de sucção terá de obter maior prazer (mais necessidade) no estádio oral de morder. </li></ul><ul><li>Não é somente as causas externas de má alimentação que pode causar um desprazer na sucção. </li></ul><ul><li>Segundo M. Klein, seria um desenvolvimento de um sadismo anormal. </li></ul>
  48. 48. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>Existe assim um complexo edipiano precoce “na criança por volta de 1 ano de idade, assumindo a ansiedade causada pelo início do conflito edipiano a forma de um temor de ser devorado e destruído. </li></ul><ul><li>A pp criança deseja destruir o objeto libidinal, mordendo-o, devorando-o e cortando-o, o que produz ansiedade, já que o despertar das tendências edipianas é seguido da introjeção do objeto, que se torna alguém de quem se espera punição. </li></ul>
  49. 49. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>A criança teme agora uma punição correspondente à ofensa: o Superego torna-se alguma coisa que morde, devora e corta. </li></ul><ul><li>Assim o Superego deve ser considerado como uma estrutura construída durante toda a infância, e que começa pela introjeção da mãe nutridora. </li></ul><ul><li>O Superego bom (objeto internalizado benévolo) age como estimulante para o desenvolvimento do Ego e não o torna menos capaz de expansão e de progresso do que o Superego ameaçador, nem o impede de atuar. </li></ul>
  50. 50. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>Para Klein, estádio é posição, mistura de ângústia e de defesa, que, iniciando de forma precoce, surgem e reaparecem durante os 1 ° anos de infância e em determinadas circunstâncias na vida posterior. </li></ul>
  51. 51. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>Ela admite que o objeto parcial pode ser alucinado ou fantasiado (seio ou outra parte do corpo) e dotado fantasiosamente de carcterísticas semelhantes aos de uma pessoa, isto é, por exemplo, ser bom ou ser mau e ser introjetado sob a forma de sentido individual, desempenhando o papel de um realidade interna ou se projetar sobre um objeto exterior para criar um objeto ideal. </li></ul><ul><li>O objeto torna-se, um representante do Ego, e estes processos estão baseados na identificação por projeção se apresentando como 2 processos complementares . </li></ul>
  52. 52. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>Ela admite e desenvolve a noção de bipolaridade dos instintos (de vida e de morte). </li></ul><ul><li>O perigo proveniente da função interna da pulsão de morte é a causa primária da angústia, e já que a luta entre as pulsões de vida e de morte persiste durante toda a vida, esta fonte de angústia não é jamais eliminada e entra como fator permanente em todas as situações de angústia. </li></ul>
  53. 53. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>Podemos nos perguntar se a regressão não seria um fracasso da libido que não pode eliminar as pulsões destruidoras e a angústia despertadas pela frustração. </li></ul><ul><li>As pulsões criadoras e geradoras tiram 1 grande parcela de sua força das tendências à reparação que surgem na angústia depressiva. </li></ul>
  54. 54. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>Essas atividades iniciam-se então pelos sentimentos e as fantasias, e um determinado grau, uma certa quantidade de culpabilidade e de angústia estimulam a reparação e favorecem a sublimação, embora um excesso destes sentimentos paralise estas sublimações. </li></ul><ul><li>Pode-se dizer que no fenômeno da regressão as finalidades reparadoras são pertubadoras. </li></ul>
  55. 55. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>Durante o desenvolvimento pode-se descrever um determinado número de posições, em particular a posição esquizoparanóide e a posição depressiva. </li></ul><ul><li>Durante a posição esquizoparanóide, nos primeiros anos de vida, a criança não se relaciona com as pessoas como humanos, ma somente como objetos parciais. </li></ul><ul><li>E presença da angústia provocada pelos instintos de morte, o Ego desvia esta angústia e a transforma em agressão. </li></ul>
  56. 56. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>Por um processo de clivagem, esta agressão é projetada sobre o seio materno, tornando-se este seio perseguidor, objeto mau que parece ameaçar a criança. </li></ul><ul><li>Entretanto, a parte da agressão permanece favorável à criança, que a dirige contra o perseguidor. </li></ul><ul><li>Da mesma maneira a libido se acha projetada sobre um objeto exterior, para criar um objeto ideal, o seio bom. </li></ul><ul><li>O Ego estabelece uma relação com 2 objetos que resultam da clivagem do objeto primitivo: o seio ideal e o seio perseguidor. </li></ul>
  57. 57. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>A posição depressiva é mais tardia, na fase onde a criança é capaz de reconhecer o objeto por inteiro e não mais parcialmente. </li></ul><ul><li>A angústia persecutória da posição paranóide é substituída aqui por uma angústia inteiramente centrada sobre o temor de que estas pulsões destrutivas teriam podido ou poderiam destruir o objeto que ela ama e do qual depende totalmente. </li></ul>
  58. 58. Estrutura Mental Precoce segundo M.Klein <ul><li>Incorporando-o, ela o protege contra as suas próprias pulsões destrutivas. </li></ul><ul><li>A introjeção permite proteger o objeto bom contra as pulsões destrutivas representadas não apenas pelos objetos maus esternos, mas também pelos objetos maus interiorizados. </li></ul>
  59. 59. Técnica lúdica de Klein <ul><li>Para Klein o brincar tornou-se um campo de exame a ser investigado. Inicialmente Klein ia à casa da criança e analisava usando os próprios brinquedos desta. </li></ul><ul><li>Posteriormente Klein atendeu em seu consultório com material privativo à cada criança. Melaine Klein intuiu que o brincar possuía um mecanismo semelhante ao dos sonhos. Percebeu que os sintomas obedecem a processos inconscientes análogos aos da formação dos sonhos. </li></ul><ul><li>Assim processos psíquicos que Freud desvendara ao interpretar os sonhos – deslocamento, condensação, representação verbal pela linguagem arcaica e, principalmente a simbolização, foram utilizados por Klein para descobrir o sentido oculto do brincar. </li></ul>
  60. 60. Técnica lúdica de Klein <ul><li>Observar uma criança brincando exige paciência para esperar, pois presume que o brincar não é uma atividade sem sentido. É equivalente a associação livre do adulto e que o analista deve acompanhar o brincar com a mesma atenção flutuante, isto é, não faz críticas, não deixa os desejos nem as teorias influenciarem na observação dos acontecimentos. </li></ul><ul><li>Quando o analista já tem uma hipótese interpretativa, às vezes é útil fazer uma intervenção preliminar para reforçar a hipótese, chamar atenção do analisando para a situação focalizada e obter informações adicionais pela sua resposta. </li></ul><ul><li>Considera-se o brincar equivalente ao conteúdo manifesto do sonho, que, após interpretado, revela o significado oculto, o conteúdo latente do sonho. </li></ul>
  61. 61. “ A influência do esclarecimento sexual e o relaxamento da autoridade sobre o desenvolvimento intelectual da criança”. <ul><li>Este trabalho marcou o ingresso de Klein na Sociedade da Psicanálise . </li></ul><ul><li>Tem o mérito de servir como base de reflexão sobre alguns pontos para orientação de pais e educadores. </li></ul><ul><li>Mostra como a repressão é desnecessária e como ela interfere na capacidade da criança, através de atitudes de mistério e falsas informações sobre a sexualidade, o que poderá causar perturbações no desenvolvimento intelectual. </li></ul><ul><li>Klein mostra o peso que a educação autoritária tem sobre o desenvolvimento mental da criança, criando barreiras e inibições que irão privá-la do uso da energia mental, fazendo com que sua inteligência desenvolva-se aquém do que poderia. </li></ul><ul><li>Volta-se contra a idéia de Deus. Considera-se uma forma de educação que combina autoridade e poder incontestável, gerando temor e submissão incondicional. </li></ul><ul><li>A idéia de Deus teria um efeito desastroso sobre o desenvolvimento intelectual da criança. </li></ul>
  62. 62. “ Análise precoce” <ul><li>No trabalho lido em 1921, “Análise precoce” Klein ainda não aborda propriamente a psicanálise, mas uma aplicação desta à criança. </li></ul><ul><li>Ela dá normas para avaliação da saúde mental de uma criança com menos de 6 anos. </li></ul><ul><li>Criança saudável mostra interesse sobre si mesma e o ambiente; revela curiosidade sexual e procura satisfaze-la gradualmente; não demonstra inibições nessa área e assimila esclarecimentos; consegue na imaginação e no brincar expressar parte de seus instintos, particularmente o complexo de Édipo; não se apavora depois de ouvir contos de fadas ou filmes de heróis na tv; apresenta bom equilíbrio mental geral. </li></ul>
  63. 63. Referências bibliográficas <ul><li>BLEICHMAR E BLEICHMAR – A psicanálise depois de Freud </li></ul><ul><li>KLEIN, M – Psicanálise da Criança </li></ul><ul><li>KLEIN, M; RIVIERE, J – Amor, ódio e reparação. </li></ul><ul><li>RAPPAPORT, Clara Regina. Introdução a Psicanálise. Melaine Klein. Temas básicos da Psicologia. </li></ul><ul><li>TALLAFERRO, A – Curso Básico de Psicanálise </li></ul>

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