O RACIOCÍNIO FORMAL DE ADOLESCENTES NO ENSINO DE CIÊNCIAS

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Pesquisa realizada entre 2014 e 2015 no IFG, Campus Inhumas.

Autores: Ms. Alex Santos Bandeira Barra e Jovana Lino Bontempo (bolsista PIBID-EM).

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O RACIOCÍNIO FORMAL DE ADOLESCENTES NO ENSINO DE CIÊNCIAS

  1. 1. O Raciocínio Formal de Adolescentes João Vitor Alves Rodrigues Jovana Lino Bontempo Alex Santos Bandeira Barra Inhumas 2015
  2. 2. OBJETIVO GERAL: Verificar se os adolescentes alcançaram o raciocínio operatório- formal.
  3. 3. Período Operatório Concreto (07 aos 11 anos) 1. Ocorrem operações sobre os objetos concretos e não sobre hipóteses expressadas verbalmente. Por exemplo, as operações de classificação, ordenamento, a construção da idéia de número, operações espaciais e temporais e todas as operações fundamentais da lógica elementar de classes e relações, da matemática elementar, da geometria elementar e até da física elementar" [10] 1. Correspondência: relação um a um. 2. Comparação: estabelecer diferenças ou semelhanças. 3. Classificação: separar em categorias de acordo com semelhanças ou diferenças. 4. Sequenciação: fazer suceder a cada elemento, outro sem considerar a ordem entre eles. 5. Seriação: ordenar uma sequência segundo um critério. 6. Inclusão; fazer abranger um conjunto por outro. 7. Conservação: perceber que a quantidade não depende da arrumação, forma ou
  4. 4. Período Operatório Formal (12 anos em diante) 1. Cria-se a possibilidade de raciocinar com hip teses e n o s com objetos. Aó ã ó crian a tem a capacidade de construir opera es de l gica proposicional, eç çõ ó n o simplesmente as opera es de classes, rela es e n meros.ã çõ çõ ú
  5. 5. Metodologia Tratou-se de um estudo comparativo entre adolescentes de diferentes faixas etárias. Os adolescentes foram avaliados individualmente em sessões que duravam em torno de 30 minutos. Nas respostas emitidas procuramos analisar 1) a quantidade de acertos e erros no jogo; 2) o nível de conservação e a 3) a descrição do raciocínio lógico em cada adolescente.
  6. 6. METODOLOGIA
  7. 7. Resultados Nível de Desempenho. 1. O nível de acerto geral dos adolescentes foi de 70% no jogo. Houve adolescentes que demoraram mais para responder; outros foram mais rápidos. 03 alunos atingiram 80% de acertos. O nível mais baixo de acerto foi de 55%. 2. Percebemos que o desempenho de alguns adolescentes foi fortemente influenciado por uma tendência em responder rapidamente ao jogo; isso gerou erros nas respostas; e, 3. Houve uma tendência de alguns adolescentes em responderam por “tentativa e erro”, isto é, o “chute”, o que demonstra certa dificuldade ou desinteresse em raciocinar logicamente.
  8. 8. Níveis de Conservação. a) 100% dos sujeitos alcançaram o raciocínio operatório-formal; b) Dos 10 adolescentes avaliados, 02 responderam mais de um “level” utilizando-se o raciocínio concreto. Achavam que o tamanho ou espessura dos objetos exibidos no jogo, caracterizavam o peso, quando, na verdade, o peso era determinado pela posição do objeto na balança. c) Em 80% dos casos, os alunos Conservaram; e, em 20% dos casos, os alunos Oscilaram, tendendo para a Conservação; isso mostra que embora estes 20% (dois adolescentes) já estejam no nível das operações formais, ainda há resquícios do raciocínio operatório concreto.
  9. 9. Isso nos leva a concluir, que embora os adolescentes psicogeneticamente já tenham a “capacidade abstrata”, podem não conseguirem terem efetivo sucesso escolar, visto que podem não terem sido estimulados em séries anteriores. Os dois alunos que apresentaram respostas no nível concreto, ao invés do pensamento abstrato, são oriundo do ensino fundamental I, e adentraram em 2015 no ensino médio. É bem provável que os mesmos tenham sido pouco estimulados a raciocinarem, como nós, em geral, “desconfiamos” do modelo de ensino trabalhado atualmente nas escolas públicas brasileiras, principalmente no ensino fundamental.
  10. 10. Nível do Raciocínio Formal. Dividimos as estratégias cognitivas do raciocínio formal em 3 noções: a) classificação; b) noção de espaço e c) combinatória. Classificação, dividiu-se em: 1) aditiva; 2) inclusão; 3) multiplicação; Noção de espaço, analisamos a noção de distância; Combinatória, analisamos: 1) Implicação; 2) Exclusão e 3) Probabilidade. Todos os adolescentes utilizaram mais de uma estratégia do raciocínio formal.
  11. 11. Na classificação, por exemplo, todos utilizaram os níveis aditivo, de inclusão e multiplicativo. Todos os estudantes por terem alcançado o nível da implicação, precisaram saber diferenciar os objetos em suas diferentes propriedades. O nível da multiplicação – que é o mais complexo – também foi alcançado, visto que o jogo exigia uma diferenciação de: tamanho (exclusão), peso, igualdade de peso (dois objetos do mesmo lado da balança), além da forma. Ou seja: quatro propriedades eram exigidas para o raciocínio do aluno.
  12. 12. Na noção de espaço percebemos que todos tiveram êxito na conservação de distância pois não houve confusão entre a localização dos objetos exibidos no jogo. E, todos, em poucos segundos, entenderam quais objetos (figuras geométricas) eram exibidas no jogo.
  13. 13. Na combinatória analisamos a implicação, exclusão e probabilidade. Em 100% dos casos, percebemos nos adolescentes a utilização da implicação. Embora alguns adolescentes tenham errado determinadas respostas, a estratégia utilizada baseou-se em princípios de implicações, isto é, “se... então”. Do ponto de vista do conteúdo do raciocínio do aluno percebemos a prevalência da implicação sobre o raciocínio concreto, o que garante que todos os indivíduos analisados alcançaram o nível das operações formais. O raciocínio baseado na exclusão foi percebido em determinados momentos no jogo. Em algumas situações o adolescente utilizava a exclusão e implicação. Em outros momentos, utilizava a exclusão e probabilidade.
  14. 14. Conclusões 1. Embora os alunos tenham a mesma idade, seus níveis cognitivos podem ser diferentes. Isso contraria a ideia estabelecida equivocadamente de que basta o aluno alcançar determinada idade que ele já está “num determinado nível piagetiano”. 2. “Aptidão” não é resultado de uma genética, mas de um esforço e construção do raciocínio baseado na resolução de problemas, conforme afirmado por Piaget. 3. Dois alunos utilizaram o raciocínio concreto provando-se que ensino fundamental II ainda prevalece aulas menos lógicas e mais concretas.
  15. 15. Referências BARRA, A. S. B. Educação tradicional: reflexão a partir do filme O Clube do Imperador. Londrina, (PR). Revista Urutágua, nª 30, 2014a; CARRAHER, Terezinha Nunes. O método clínico usando os exames de Piaget. São Paulo: Cortez, 1994; CARRAHER, David Willian. Educação tradicional e educação moderna. Petrópolis, RJ: Vozes, 1990; DEMO, Pedro. Pesquisa: princípio científico e educativo. São Paulo: Cortez, 1990. ______. Conhecer e aprender. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000. LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública. 20º ed. São Paulo: Cortez, 1998. MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo. 16º reimpressão. São Paulo: EPU, 2007; MOREIRA, João Manuel; CANAIPA, Rita. A psicogénese dos argumentos operatórios: identidade, compensação e reversibilidade em provas piagetianas de conservação. Psicologia, Educação e Cultura, Vol. XII, p.27-40, 2008; GOULART, Iris Barbosa. Piaget: experiências básicas para utilização pelo professor. Petrópolis, RJ: Vozes: 1987; PIAGET, Jean. Seis estudos de psicologia. 9ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 1978; _______. Psicogênese e história das ciências. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1987; SAVIANI, Dermeval. Escola e Democracia. 36. ed. São Paulo: Autores Associados, 2003. VASCONCELOS, Marcelo Camargo. Um estudo sobre o incentivo e desenvolvimento do raciocínio lógico dos alunos, através da estratégia de resolução de problemas. Dissertação de Mestrado, Engenharia da Produção, UFSC, 2002; 19

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