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O LIVRO
DOS
JUÍZES
TÍTULO
O título “Juízes” é devido aos líderes
levantados intermitentemente por Deus, para
que houvesse liderança em épocas de
emergência durante o período que vai de
Josué até o reinado de Saul.
O livro tem este nome pois foi o tipo de
governo que Israel experimentou durante o
período nele descrito (Jz 2:7,16).
AUTORIA
Nenhuma parte do livro dá alguma indicação
de seu autor. A tradição judaica atribui a escrita
do livro a Samuel por diversas razões. Ele era
escritor e educador (1Samuel 10:25).
A Ênfase dada à tribo de Benjamim sugere a
época do rei Saul, quando Samuel ainda
julgava, antes de o nome da cidade de Jebus te
sido mudado para “Jerusalém” (Jz 1:21; 19:10).
DATA DO LIVRO
Provavelmente foi escrito em torno de 1000
a.C. Juízes foi escrito depois da morte de Sansão e
depois da coroação do rei Saul, mas antes da
conquista de Jerusalém por Davi, por volta de 990
a.C. (1:21; 17:6; 18:1; 19:1; 21:25). Abrange
desde a morte de Josué (1380 a.C.) ao início da
magistratura de Samuel (1060 a.C.). Um período
aproximado de 300-350 anos.
OBJETIVO DO LIVRO
O objetivo principal de Juízes é preservar um
registro do caráter de Israel durante o tempo em
que este não tinha um líder nacional, e enfatizar
sua necessidade de um rei teocrático.
Os muitos ciclos de fracasso e castigo
salientam repetidamente a verdade
deuteronômica de que o abandono da fé no
Senhor traz inevitavelmente o castigo da
servidão e o caos.
ESBOÇO DO LIVRO
1. RAZÕES PRINCIPAIS DA APOSTASIA DE ISRAEL ................. (1:1-3:6)
2. CICLOS DE APOSTASIA EM ISRAEL ....................................... (3:7-16)
3. MAIS EXEMPLOS CALAMITOSOS DA APOSTASIA
DE ISRAEL ................................................................................ (17-21)
CONTEÚDO
Este livro continua a história registrada em Josué e
prepara o leitor para entender as narrativas dos livros de
Samuel. O livro narra a época mais escura de toda a
história de Israel. A vida moral era de nível baixíssimo e a
vida religiosa estava em condição sincrética.
O relato do livro começa depois da morte do líder
Josué. Após a sua morte, Israel ficou sem um líder
nacional por mais de 300 anos. Quando Josué era líder de
Israel, todas as tribos trabalharam em conjunto e em
obediência à vontade de Deus.
No Livro de Juízes, porém, não encontramos
mais a nação trabalhando unida. Quando Deus
precisava de alguém para livrar seu povo,
chamava essa pessoa de uma das tribos e lhe dizia
o que fazer. Em obediência ao Senhor, Moisés
nomeou Josué seu sucessor, porém, mais tarde,
Deus não ordenou que Josué no measse alguém
para sucedê-lo.
Após a morte de Josué e dos anciãos, veio uma situação
anárquica, em que não havia obediência aos mandamentos divinos
(Jz 2.12-15). O povo, além da falta de liderança e total
independência, tribal e individual, esqueceu-se de duas mensagens
fundamentais do Senhor para eles:
1º - Que eram um povo peculiar ao Senhor, que Deus lhes tinha um
propósito: anunciar ao mundo através deles a existência do Deus
único e verdadeiro;
2º - Que eles deviam exterminar os inimigos que habitavam aquela
terra (Dt 7:2-8). Depois da morte de Josué, cada tribo agiu
independentemente. Não havia capital nem governo fixo. Cada
indivíduo era uma lei perante si próprio. Não havia unidade de
ação, a não ser em tempos de perigo, quando as tribos se uniam
para o seu próprio bem.
Durante esse tempo o Senhor levantou juízes
principalmente nas emergências para livrá-los dos
inimigos invasores e defender a justiça civil. Esse foi um
período em que o Senhor testou a nação para ver como
ela guardaria a sua aliança num ambiente pagão e
idólatra (3:1-5).
Os israelitas caíram em uma condição crônica de
apostasia. Aceitavam entusiasticamente os livramentos
do Senhor, mas quando lhe faltava uma forte liderança,
retornavam rapidamente às práticas pagãs que os
rodeavam.
O estado espiritual da nação contrasta vivamente
com o da época de Josué. Seu livro apresenta uma
história de obediência, fé e vitória sob a liderança
teocrática desse homem de Deus. Juízes, porém, é
um livro que apresenta uma história de contínuo
fracasso: “cada qual fazia o que parecia direito aos
seus olhos” (17:6).
Se não fosse pelas misericordiosas operações de
livramento do Senhor durante esse período, a nação
teria afundado numa idolatria pagã irrecuperável.
Israel não contava com qualquer capital política nos
dias dos juízes. Silo, que fora estabelecida como centro
religioso, nos dias de Josué (Js 18:1), continuou nessa
categoria nos dias de Eli (1Sm 1:3). Visto que Israel não
tinha rei (Jz 17:6; 18:1; 19:1; 21:25), não havia localidade
central de onde um juiz pudesse oficiar.
Esses juízes subiram à liderança conforme o exigiam
as condições locais ou nacionais. A influência e
reconhecimento de muitos deles, não há que duvidar, se
limitava às suas comunidades ou tribos locais.
Alguns deles foram líderes militares, que
livraram os israelitas de algum inimigo opressor,
ao passo que outros dentre eles foram
reconhecidos como magistrados, para os quais o
povo olhava, esperando decisões legais e
políticas. Não tendo governo central e nem
capital, as tribos de Israel eram governadas
irregularmente, sem sucessão imediata quando
do falecimento de qualquer dos juízes.
O povo de Israel não devia misturar-se com as nações
pagãs ao seu redor. Uma falsa tolerância para com um
povo tão profundamente corrupto resultou na ruína do
povo escolhido (Jz 2:20-22). O povo de Israel, misturou-se
e contaminou-se com os idólatras e, o resultado da
desobediência, veio na forma de opressões dos inimigos;
seguidos cativeiros, que se intercalavam com períodos de
arrependimento e, clamor, quando então o Senhor lhes
suscitava um juiz, libertador militar e magistrado civil,
para reconduzi-los aos caminhos corretos.
Esse padrão é seguido nas histórias dos juízes:
1. O povo “faz o que é mau”, servindo a outros deuses;
2. Javé envia uma nação para oprimi-lo;
3. O povo clama a Javé;
4. Javé levanta um libertador;
5. O opressor é derrotado;
6. O povo tem descanso.
O (cap. 2) de Juízes é uma súmula de todo o
livro e explica porque o próprio Deus não
expulsou os inimigos no lugar deles. Às vezes
estranhamos por que Deus não removeu da terra
prometida todos os inimigos, antes de deixar o
povo de Israel entrar nela. Mas Deus tinha uma
razão definida (Jz 3:1-4):
Era a vontade de Deus que o povo de Israel fosse
treinado para a guerra. Era necessário que fossem bem
disciplinados, para que pudessem defender suas fronteiras
quando invadidas e pudessem então alargá-las como Deus
havia prometido.
A arte da guerra é mais bem aprendida pela
experiência, que não somente inteira os homens da
disciplina guerreira, mas (não menos necessário) os
inspira a uma disposição guerreira. Os israelitas
precisavam manter um exército efetivo, do contrário, seus
inimigos poderiam unir-se em pouco tempo e subjugar
Israel;
Um dos objetivos de Deus ao permitir que os
inimigos permanecessem no meio deles era
provar a Israel (3:4), para que aqueles que eram
fiéis ao Deus de Israel tivessem a honra de resistir
aos encantos cananeus da idolatria e para que
aqueles que eram falsos e insinceros pudessem
ser descobertos e envergonhados ao ceder a
esses encantos.
O livro de Juízes é um triste contraponto ao livro
de Josué. Ele trata do período de uma sucessão de juízes
que sucederam Josué como governadores de Israel. Seu
tema principal é o fracasso de Israel em tomar posse de
toda a terra. Em vez disso, por indiferença ou fraqueza
(ou ambos), eles não expulsaram os inimigos de Deus.
Em seu recado final aos israelitas Josué advertiu o
povo para que não se mesclasse e nem entrasse em
relações de matrimônio com os habitantes locais que
permanecessem, mas admoestou-os para que
expulsassem esses povos idólatras e ocupassem suas
terras.
Novas tentativas foram feitas para desalojar aquela
gente, mas o registro sagrado indica com clareza que os
israelitas mostraram-se obedientes apenas em parte. A
despeito de terem sido conquistadas algumas áreas,
certas cidades fortemente armadas continuaram na
posse dos cananeus.
Quando Israel se tornasse suficientemente
poderosa, deveria sujeitar esses povos, impondo-lhes o
trabalho forçado e o pagamento de taxas; mas os
israelitas fracassaram na comissão recebida de expeli-los
da terra.
Os cananeus foram deixados na terra. Josué deixa
isso claro, e Juízes ainda mais. Por quê? O motivo é dado
em poucas palavras. Javé trouxera seu povo do Egito para
cumprir a aliança. Parte dessa aliança é expressa pelo
“anjo do Senhor”: “Vós porém, não fareis aliança com os
moradores desta terra, antes derrubareis os seus altares”
(2:2); mas Israel desobedecera ao Senhor.
A história da conquista em Josué salienta as
vitórias. Mas aqui também se evidencia que muitas
cidades não haviam sido conquistadas e muitos altares
continuavam de pé.
Assim, o anjo do Senhor continua: “Não os
expulsarei de diante de vós; antes vos serão por
adversários, e os seus deuses vos serão laços” (2:3).
A desobediência dos israelitas torna-se então o meio
pelo qual Deus leva seu povo a um entendimento
mais profundo de sua relação de aliança com Israel.
As dificuldades de Israel eram devidas
diretamente à sua desobediência a Deus. Eles não
exterminaram os inimigos que habitavam a terra.
Em sua providência, Deus usou o
fracasso dos israelitas em não expulsarem
os cananeus, valendo-se daquelas nações
pagãs para ensinarem a arte da guerra à
geração de israelitas que não estivera
envolvida nas batalhas iniciais sob a
liderança de Josué.
Texto Opressor Duração da
opressão
Juiz libertador Anos de
paz
Jz 3:7-
11
Mesopotâmia 8 anos Otniel 40 anos
Jz 3:12-
31
Moabitas e
Filisteus
18 anos Eúde e Sangar 80 anos
Jz 4-5 Cananeus 20 anos Débora 40 anos
Jz 6-8 Midianitas 7 anos Gideão 40 anos
Jz 8-10 Rei usurpador 3 anos Tola e Jair 45 anos
Jz 10-
12
Filisteus e
Amonitas
18 anos Jefté, Ibsã, Elom e
Abdom
31 anos
Jz 13-
16
Filisteus 40 anos Sansão 20 anos
Quadro de opressores e juízes:
O que era um “juiz”? O nome “Juízes”
descreve duas funções desses líderes:
a. Livrar o povo dos seus opressores, na função
de líder militar;
b. Resolver disputas e defender a justiça, na
função de líder civil.
O livro leva o nome das onze ou doze pessoas que, nessas
páginas, “julgaram” Israel. Tendo lido o relato da concessão da lei no
Sinai, é fácil concluir que os juízes eram oficiais destacados para
julgar as pessoas por violações da lei. Mas essas pessoas, exceto em
raras ocasiões, não lembram de maneira nenhuma o conceito
moderno de juiz; sua responsabilidade principal não era ouvir
reclamações ou tomar decisões legais (se bem que isto poderia
acontecer – Jz 4.4-5).
Os anciãos ou chefes de família costumavam fazer isso na esfera
social, enquanto os sacerdotes eram os intérpretes supremos da lei
religiosa. Os juízes de que tratamos aqui eram líderes ou
libertadores militares (3.9-10).
O juiz era um líder carismático, não escolhido
oficialmente pelo povo, mas levantado por Javé.
O Espírito de Deus descia para dar poder ao juiz a
fim de que pudesse lidar com uma situação
particular. Não era rei e não estabelecia dinastia
ou família governante.
O juiz era a pessoa – homem ou mulher
(Débora foi juíza; cap. 4-5) – escolhida por Javé
para expulsar o opressor e dar paz à terra e ao
povo.
Se somarmos todos estes anos de cativeiros e
livramentos, alcançaremos um número de anos
maior do que 300-350 anos de período estimado
para o período dos juízes.
A explicação é que muitos cativeiros eram
localizados, e alguns juízes julgaram,
concomitantemente, em diferentes regiões de
Canaã. Não se sucederam initerruptamente; e o
período de um podia coincidir com o de outro.
Pelo realce e maior espaço que o livro de
Juízes dá às repetidas quedas de Israel,
temos a impressão que a maior parte do
tempo, nestes 300-350 anos de Juízes,
foram vividos no pecado e na opressão. Isto
não é verdade, pois apenas cerca de 100
anos o povo viveu deste forma.
O livro de Juízes termina com as histórias
tristes das tribos de Dã e Benjamim, porém elas
são contemporâneas aos mandatos dos
primeiros juízes. Estão relatados após o capítulo
16 apenas por uma arrumação do autor. Assim,
este período não é cronologicamente sucessivo
aos anteriores, mas como um apêndice, que
apresentado após o capítulo 16, relata o estado
de caos e anarquia em que a nação vivia. (17:6;
18:1; 19:1 e 21:25).
Estes últimos capítulos dão-nos um quadro de
anarquia e confusão. Israel havia abandonado a Deus e
agora vemos os abismos em que se afundou:
1. Primeiro, a vida religiosa do povo está em estado de
confusão (Jz 17 e 18);
2. Segundo, a vida moral do povo está em confusão (Jz
19);
3. Terceiro, a vida política do povo está em confusão (Jz
21).
Esses acontecimentos se deram, sem dúvida, logo
após a morte de Josué. Eles dão-nos um quadro da
situação externa do povo escolhido. A história da
apostasia dos indivíduos é seguida da apostasia do país.
Samuel foi o mais notável dos juízes, parecendo
que na última parte de sua vida ele se limitava a exercer
principalmente a missão de profeta. Sendo Saul rei,
finalizou a forma teocrática de governo (1Sm 8.7).
A pessoa do juiz era considerada santa e sagrada, de
modo que consultá-lo era o mesmo que “consultar a
Deus” (Ex 18.15). Era ele divinamente dirigido, não
temendo então a face de ninguém.
TEMAS ESPECIAIS – Cristo em Juízes
Se Jesus incluiu o livro de Juízes no seu
estudo do Antigo Testamento, expondo o
que a seu respeito ali constava, dois itens
podem ter sido debatidos:
1. A falta de um rei ou líder nacional em Israel
para unificá-lo como uma real nação teocrática. O
livro de Juízes é uma preparação para a vinda de
Davi, mas também para a vinda do próprio
Messias;
2. Os juízes sobre os quais veio o Espírito
poderiam prenunciar a vinda do Senhor,
especialmente na sua função futura de Juiz justo
quando julgar o seu povo, destruir os inimigos e
trouxer justiça para a nação.
TEMAS ESPECIAIS - O Voto de Jefté
No livro de Juízes nós vemos a intrigante
situação ocorrida com o juiz Jefté em (Jz
11:29-40). Jefté, precipitadamente, faz um
voto a Deus.
Seu voto era oferecer ao Senhor quem lhe
primeiro saísse ao encontro, e
complementou: “e oferecerei em
holocausto”. Quem primeiro lhe saiu ao
encontro foi sua filha única.
Ele cumpriu sua palavra e a entregou ao Senhor, porém, não
literalmente como um sacrifício humano em holocausto, mas
entregou-a para servir ao Senhor definitivamente no
Tabernáculo(1Sm 2:22; Ex 38:8). As razões para esta interpretação:
A. Não era costume do povo de Deus oferecer sacrifícios humanos;
B. Em especial, um voto deste tipo não seria feito por um homem
de Deus;
C. Ela chorou sua virgindade, e não sua vida (v.37), pois dedicava-se
exclusivamente ao serviço do Senhor;
D. Fez-se conforme o voto de seu pai: “ela jamais foi possuída por
varão” (v.39).
Registre-se, contudo, que há muitos
autores que acreditam ter sido, a filha
de Jefté, ofertada mesmo em sacrifício
de holocausto. Jefté era meio cananeu
(Jz 11:1), embora piedoso, ignorante
quanto às formas corretas de agradar
ao Senhor.
Até à próxima aula
sobre o livro de RUTE!

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O livro dos Juízes

  • 2. TÍTULO O título “Juízes” é devido aos líderes levantados intermitentemente por Deus, para que houvesse liderança em épocas de emergência durante o período que vai de Josué até o reinado de Saul. O livro tem este nome pois foi o tipo de governo que Israel experimentou durante o período nele descrito (Jz 2:7,16).
  • 3. AUTORIA Nenhuma parte do livro dá alguma indicação de seu autor. A tradição judaica atribui a escrita do livro a Samuel por diversas razões. Ele era escritor e educador (1Samuel 10:25). A Ênfase dada à tribo de Benjamim sugere a época do rei Saul, quando Samuel ainda julgava, antes de o nome da cidade de Jebus te sido mudado para “Jerusalém” (Jz 1:21; 19:10).
  • 4. DATA DO LIVRO Provavelmente foi escrito em torno de 1000 a.C. Juízes foi escrito depois da morte de Sansão e depois da coroação do rei Saul, mas antes da conquista de Jerusalém por Davi, por volta de 990 a.C. (1:21; 17:6; 18:1; 19:1; 21:25). Abrange desde a morte de Josué (1380 a.C.) ao início da magistratura de Samuel (1060 a.C.). Um período aproximado de 300-350 anos.
  • 5. OBJETIVO DO LIVRO O objetivo principal de Juízes é preservar um registro do caráter de Israel durante o tempo em que este não tinha um líder nacional, e enfatizar sua necessidade de um rei teocrático. Os muitos ciclos de fracasso e castigo salientam repetidamente a verdade deuteronômica de que o abandono da fé no Senhor traz inevitavelmente o castigo da servidão e o caos.
  • 6. ESBOÇO DO LIVRO 1. RAZÕES PRINCIPAIS DA APOSTASIA DE ISRAEL ................. (1:1-3:6) 2. CICLOS DE APOSTASIA EM ISRAEL ....................................... (3:7-16) 3. MAIS EXEMPLOS CALAMITOSOS DA APOSTASIA DE ISRAEL ................................................................................ (17-21)
  • 7. CONTEÚDO Este livro continua a história registrada em Josué e prepara o leitor para entender as narrativas dos livros de Samuel. O livro narra a época mais escura de toda a história de Israel. A vida moral era de nível baixíssimo e a vida religiosa estava em condição sincrética. O relato do livro começa depois da morte do líder Josué. Após a sua morte, Israel ficou sem um líder nacional por mais de 300 anos. Quando Josué era líder de Israel, todas as tribos trabalharam em conjunto e em obediência à vontade de Deus.
  • 8. No Livro de Juízes, porém, não encontramos mais a nação trabalhando unida. Quando Deus precisava de alguém para livrar seu povo, chamava essa pessoa de uma das tribos e lhe dizia o que fazer. Em obediência ao Senhor, Moisés nomeou Josué seu sucessor, porém, mais tarde, Deus não ordenou que Josué no measse alguém para sucedê-lo.
  • 9. Após a morte de Josué e dos anciãos, veio uma situação anárquica, em que não havia obediência aos mandamentos divinos (Jz 2.12-15). O povo, além da falta de liderança e total independência, tribal e individual, esqueceu-se de duas mensagens fundamentais do Senhor para eles: 1º - Que eram um povo peculiar ao Senhor, que Deus lhes tinha um propósito: anunciar ao mundo através deles a existência do Deus único e verdadeiro; 2º - Que eles deviam exterminar os inimigos que habitavam aquela terra (Dt 7:2-8). Depois da morte de Josué, cada tribo agiu independentemente. Não havia capital nem governo fixo. Cada indivíduo era uma lei perante si próprio. Não havia unidade de ação, a não ser em tempos de perigo, quando as tribos se uniam para o seu próprio bem.
  • 10. Durante esse tempo o Senhor levantou juízes principalmente nas emergências para livrá-los dos inimigos invasores e defender a justiça civil. Esse foi um período em que o Senhor testou a nação para ver como ela guardaria a sua aliança num ambiente pagão e idólatra (3:1-5). Os israelitas caíram em uma condição crônica de apostasia. Aceitavam entusiasticamente os livramentos do Senhor, mas quando lhe faltava uma forte liderança, retornavam rapidamente às práticas pagãs que os rodeavam.
  • 11. O estado espiritual da nação contrasta vivamente com o da época de Josué. Seu livro apresenta uma história de obediência, fé e vitória sob a liderança teocrática desse homem de Deus. Juízes, porém, é um livro que apresenta uma história de contínuo fracasso: “cada qual fazia o que parecia direito aos seus olhos” (17:6). Se não fosse pelas misericordiosas operações de livramento do Senhor durante esse período, a nação teria afundado numa idolatria pagã irrecuperável.
  • 12. Israel não contava com qualquer capital política nos dias dos juízes. Silo, que fora estabelecida como centro religioso, nos dias de Josué (Js 18:1), continuou nessa categoria nos dias de Eli (1Sm 1:3). Visto que Israel não tinha rei (Jz 17:6; 18:1; 19:1; 21:25), não havia localidade central de onde um juiz pudesse oficiar. Esses juízes subiram à liderança conforme o exigiam as condições locais ou nacionais. A influência e reconhecimento de muitos deles, não há que duvidar, se limitava às suas comunidades ou tribos locais.
  • 13. Alguns deles foram líderes militares, que livraram os israelitas de algum inimigo opressor, ao passo que outros dentre eles foram reconhecidos como magistrados, para os quais o povo olhava, esperando decisões legais e políticas. Não tendo governo central e nem capital, as tribos de Israel eram governadas irregularmente, sem sucessão imediata quando do falecimento de qualquer dos juízes.
  • 14. O povo de Israel não devia misturar-se com as nações pagãs ao seu redor. Uma falsa tolerância para com um povo tão profundamente corrupto resultou na ruína do povo escolhido (Jz 2:20-22). O povo de Israel, misturou-se e contaminou-se com os idólatras e, o resultado da desobediência, veio na forma de opressões dos inimigos; seguidos cativeiros, que se intercalavam com períodos de arrependimento e, clamor, quando então o Senhor lhes suscitava um juiz, libertador militar e magistrado civil, para reconduzi-los aos caminhos corretos.
  • 15. Esse padrão é seguido nas histórias dos juízes: 1. O povo “faz o que é mau”, servindo a outros deuses; 2. Javé envia uma nação para oprimi-lo; 3. O povo clama a Javé; 4. Javé levanta um libertador; 5. O opressor é derrotado; 6. O povo tem descanso.
  • 16. O (cap. 2) de Juízes é uma súmula de todo o livro e explica porque o próprio Deus não expulsou os inimigos no lugar deles. Às vezes estranhamos por que Deus não removeu da terra prometida todos os inimigos, antes de deixar o povo de Israel entrar nela. Mas Deus tinha uma razão definida (Jz 3:1-4):
  • 17. Era a vontade de Deus que o povo de Israel fosse treinado para a guerra. Era necessário que fossem bem disciplinados, para que pudessem defender suas fronteiras quando invadidas e pudessem então alargá-las como Deus havia prometido. A arte da guerra é mais bem aprendida pela experiência, que não somente inteira os homens da disciplina guerreira, mas (não menos necessário) os inspira a uma disposição guerreira. Os israelitas precisavam manter um exército efetivo, do contrário, seus inimigos poderiam unir-se em pouco tempo e subjugar Israel;
  • 18. Um dos objetivos de Deus ao permitir que os inimigos permanecessem no meio deles era provar a Israel (3:4), para que aqueles que eram fiéis ao Deus de Israel tivessem a honra de resistir aos encantos cananeus da idolatria e para que aqueles que eram falsos e insinceros pudessem ser descobertos e envergonhados ao ceder a esses encantos.
  • 19. O livro de Juízes é um triste contraponto ao livro de Josué. Ele trata do período de uma sucessão de juízes que sucederam Josué como governadores de Israel. Seu tema principal é o fracasso de Israel em tomar posse de toda a terra. Em vez disso, por indiferença ou fraqueza (ou ambos), eles não expulsaram os inimigos de Deus. Em seu recado final aos israelitas Josué advertiu o povo para que não se mesclasse e nem entrasse em relações de matrimônio com os habitantes locais que permanecessem, mas admoestou-os para que expulsassem esses povos idólatras e ocupassem suas terras.
  • 20. Novas tentativas foram feitas para desalojar aquela gente, mas o registro sagrado indica com clareza que os israelitas mostraram-se obedientes apenas em parte. A despeito de terem sido conquistadas algumas áreas, certas cidades fortemente armadas continuaram na posse dos cananeus. Quando Israel se tornasse suficientemente poderosa, deveria sujeitar esses povos, impondo-lhes o trabalho forçado e o pagamento de taxas; mas os israelitas fracassaram na comissão recebida de expeli-los da terra.
  • 21. Os cananeus foram deixados na terra. Josué deixa isso claro, e Juízes ainda mais. Por quê? O motivo é dado em poucas palavras. Javé trouxera seu povo do Egito para cumprir a aliança. Parte dessa aliança é expressa pelo “anjo do Senhor”: “Vós porém, não fareis aliança com os moradores desta terra, antes derrubareis os seus altares” (2:2); mas Israel desobedecera ao Senhor. A história da conquista em Josué salienta as vitórias. Mas aqui também se evidencia que muitas cidades não haviam sido conquistadas e muitos altares continuavam de pé.
  • 22. Assim, o anjo do Senhor continua: “Não os expulsarei de diante de vós; antes vos serão por adversários, e os seus deuses vos serão laços” (2:3). A desobediência dos israelitas torna-se então o meio pelo qual Deus leva seu povo a um entendimento mais profundo de sua relação de aliança com Israel. As dificuldades de Israel eram devidas diretamente à sua desobediência a Deus. Eles não exterminaram os inimigos que habitavam a terra.
  • 23. Em sua providência, Deus usou o fracasso dos israelitas em não expulsarem os cananeus, valendo-se daquelas nações pagãs para ensinarem a arte da guerra à geração de israelitas que não estivera envolvida nas batalhas iniciais sob a liderança de Josué.
  • 24. Texto Opressor Duração da opressão Juiz libertador Anos de paz Jz 3:7- 11 Mesopotâmia 8 anos Otniel 40 anos Jz 3:12- 31 Moabitas e Filisteus 18 anos Eúde e Sangar 80 anos Jz 4-5 Cananeus 20 anos Débora 40 anos Jz 6-8 Midianitas 7 anos Gideão 40 anos Jz 8-10 Rei usurpador 3 anos Tola e Jair 45 anos Jz 10- 12 Filisteus e Amonitas 18 anos Jefté, Ibsã, Elom e Abdom 31 anos Jz 13- 16 Filisteus 40 anos Sansão 20 anos Quadro de opressores e juízes:
  • 25.
  • 26.
  • 27.
  • 28.
  • 29.
  • 30.
  • 31. O que era um “juiz”? O nome “Juízes” descreve duas funções desses líderes: a. Livrar o povo dos seus opressores, na função de líder militar; b. Resolver disputas e defender a justiça, na função de líder civil.
  • 32. O livro leva o nome das onze ou doze pessoas que, nessas páginas, “julgaram” Israel. Tendo lido o relato da concessão da lei no Sinai, é fácil concluir que os juízes eram oficiais destacados para julgar as pessoas por violações da lei. Mas essas pessoas, exceto em raras ocasiões, não lembram de maneira nenhuma o conceito moderno de juiz; sua responsabilidade principal não era ouvir reclamações ou tomar decisões legais (se bem que isto poderia acontecer – Jz 4.4-5). Os anciãos ou chefes de família costumavam fazer isso na esfera social, enquanto os sacerdotes eram os intérpretes supremos da lei religiosa. Os juízes de que tratamos aqui eram líderes ou libertadores militares (3.9-10).
  • 33. O juiz era um líder carismático, não escolhido oficialmente pelo povo, mas levantado por Javé. O Espírito de Deus descia para dar poder ao juiz a fim de que pudesse lidar com uma situação particular. Não era rei e não estabelecia dinastia ou família governante. O juiz era a pessoa – homem ou mulher (Débora foi juíza; cap. 4-5) – escolhida por Javé para expulsar o opressor e dar paz à terra e ao povo.
  • 34. Se somarmos todos estes anos de cativeiros e livramentos, alcançaremos um número de anos maior do que 300-350 anos de período estimado para o período dos juízes. A explicação é que muitos cativeiros eram localizados, e alguns juízes julgaram, concomitantemente, em diferentes regiões de Canaã. Não se sucederam initerruptamente; e o período de um podia coincidir com o de outro.
  • 35. Pelo realce e maior espaço que o livro de Juízes dá às repetidas quedas de Israel, temos a impressão que a maior parte do tempo, nestes 300-350 anos de Juízes, foram vividos no pecado e na opressão. Isto não é verdade, pois apenas cerca de 100 anos o povo viveu deste forma.
  • 36. O livro de Juízes termina com as histórias tristes das tribos de Dã e Benjamim, porém elas são contemporâneas aos mandatos dos primeiros juízes. Estão relatados após o capítulo 16 apenas por uma arrumação do autor. Assim, este período não é cronologicamente sucessivo aos anteriores, mas como um apêndice, que apresentado após o capítulo 16, relata o estado de caos e anarquia em que a nação vivia. (17:6; 18:1; 19:1 e 21:25).
  • 37. Estes últimos capítulos dão-nos um quadro de anarquia e confusão. Israel havia abandonado a Deus e agora vemos os abismos em que se afundou: 1. Primeiro, a vida religiosa do povo está em estado de confusão (Jz 17 e 18); 2. Segundo, a vida moral do povo está em confusão (Jz 19); 3. Terceiro, a vida política do povo está em confusão (Jz 21).
  • 38. Esses acontecimentos se deram, sem dúvida, logo após a morte de Josué. Eles dão-nos um quadro da situação externa do povo escolhido. A história da apostasia dos indivíduos é seguida da apostasia do país. Samuel foi o mais notável dos juízes, parecendo que na última parte de sua vida ele se limitava a exercer principalmente a missão de profeta. Sendo Saul rei, finalizou a forma teocrática de governo (1Sm 8.7). A pessoa do juiz era considerada santa e sagrada, de modo que consultá-lo era o mesmo que “consultar a Deus” (Ex 18.15). Era ele divinamente dirigido, não temendo então a face de ninguém.
  • 39. TEMAS ESPECIAIS – Cristo em Juízes Se Jesus incluiu o livro de Juízes no seu estudo do Antigo Testamento, expondo o que a seu respeito ali constava, dois itens podem ter sido debatidos:
  • 40. 1. A falta de um rei ou líder nacional em Israel para unificá-lo como uma real nação teocrática. O livro de Juízes é uma preparação para a vinda de Davi, mas também para a vinda do próprio Messias; 2. Os juízes sobre os quais veio o Espírito poderiam prenunciar a vinda do Senhor, especialmente na sua função futura de Juiz justo quando julgar o seu povo, destruir os inimigos e trouxer justiça para a nação.
  • 41. TEMAS ESPECIAIS - O Voto de Jefté No livro de Juízes nós vemos a intrigante situação ocorrida com o juiz Jefté em (Jz 11:29-40). Jefté, precipitadamente, faz um voto a Deus. Seu voto era oferecer ao Senhor quem lhe primeiro saísse ao encontro, e complementou: “e oferecerei em holocausto”. Quem primeiro lhe saiu ao encontro foi sua filha única.
  • 42. Ele cumpriu sua palavra e a entregou ao Senhor, porém, não literalmente como um sacrifício humano em holocausto, mas entregou-a para servir ao Senhor definitivamente no Tabernáculo(1Sm 2:22; Ex 38:8). As razões para esta interpretação: A. Não era costume do povo de Deus oferecer sacrifícios humanos; B. Em especial, um voto deste tipo não seria feito por um homem de Deus; C. Ela chorou sua virgindade, e não sua vida (v.37), pois dedicava-se exclusivamente ao serviço do Senhor; D. Fez-se conforme o voto de seu pai: “ela jamais foi possuída por varão” (v.39).
  • 43. Registre-se, contudo, que há muitos autores que acreditam ter sido, a filha de Jefté, ofertada mesmo em sacrifício de holocausto. Jefté era meio cananeu (Jz 11:1), embora piedoso, ignorante quanto às formas corretas de agradar ao Senhor.
  • 44. Até à próxima aula sobre o livro de RUTE!