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PONTOS DE TEOLOGIA CALVINISTA1
Os Sacramentos
Para Calvino, a presença de Cristo na comunhão é real, porém espiritual. Isto quer dizer que não se trata de um
mero símbolo, ou de um exercício de devoção, mas que na comunhão há uma verdadeira ação por parte de Deus em
benefício da igreja que participa dela.
A Criação
Calvino via o mundo criado como um “teatro deslumbrante” da glória de Deus, vivo com testemunhas múltiplas de
seu poder e majestade. Os seres humanos, também, traziam dentro de si um “sentido da divindade” inerradicável, que
os deixava sem desculpas para sua idolatria e rebelião. Deus criou o mundo ex nihilo, a partir do nada.
A Providência
Por Sua sabedoria, decretou desde a extrema eternidade o que haveria de fazer e, agora, por Seu poder, executa
o que decretou. Nada acontece por acaso. Já em sua época havia a crença de que certos eventos aconteciam pela
permissão de Deus, mas não eram sustentados por sua ação direta. Mas essa concepção também limitava a onipotência
de Deus, invocando uma deidade que repousa ociosamente numa torre de vigia. “Mera permissão” não era melhor do
que “mera previsão”2
. Ambas negavam a Deus o que as Escrituras continuamente lhe atribuíam – um compromisso
vigilante, eficaz, ativo, incessante, com o governo do mundo que ele havia criado.
A Corrupção da Natureza Humana
A imagem de Deus no homem, mesmo estando horrivelmente desfigurada, não foi – de fato não poderia ser –
totalmente apagada. Calvino concordava entusiasticamente com Agostinho, que ensinou que o pecado de Adão tivera
consequências desastrosas para toda a espécie humana. Ele definiu o pecado original como “a hereditária depravação e
corrupção de nossa natureza, difundida por todas as partes da alma, que, em primeiro lugar, nos faz condenáveis à ira
de Deus; em segundo lugar, também produz em nós aquelas obras que a Escritura chama de „obras da carne‟ ”.
A Expiação de Cristo
Quanto à expiação de Cristo o calvinismo afirma que Cristo não morreu a favor de todas as pessoas da
humanidade, mas morreu substituindo apenas os eleitos de Deus. É a chamada expiação limitada.
A Lei
Um ponto interessante nesse aspecto é a diferença de abordagem entre Lutero e Calvino em relação à lei.
Enquanto que o reformador alemão tinha uma atitude um tanto negativa, vendo a lei apenas como algo que ressalta a
pecaminosidade do ser humano e o impele em direção a Cristo, Calvino também reservava à lei um papel importante
na vida dos redimidos, pois pela obediência à mesma o crente expressa a sua gratidão e consagração a Deus. Daí a
centralidade da ética no pensamento reformado.
A lei cerimonial tinha em Cristo o seu conteúdo e fim, pois sem ele todas as cerimônias são vazias. A única
razão pela qual os sacrifícios dos sacerdotes antigos eram aceitáveis a Deus era a prometida redenção em Jesus Cristo.
Em si mesmos, dada a nossa corrupção, quaisquer sacrifícios que pudéssemos oferecer a Deus seriam inaceitáveis.
Mas é na lei moral que se pode ver mais claramente a continuidade que existe entre o antigo e o novo. De fato, a lei
moral tem um tríplice propósito: O primeiro propósito da lei – e aqui Calvino concorda com Lutero – é mostrar-se o
nosso pecado, miséria e depravação. Rm 3.20; 5.20. Quando vemos na lei o que Deus requer de nós, ficamos face a
face com as nossas próprias deficiências. Isso não nos capacita a fazer a vontade de Deus, mas nos força a deixar de
confiar em nós mesmos e a buscar o socorro e a graça de Deus (Institutas 2.7.6-9); O segundo propósito da lei é
refrear os ímpios (Institutas 2.7.10-11). 1 Tm 1.9-10. Embora isso não leve à regeneração, é todavia necessário para a
ordem social. Como muitas pessoas obedecem à lei movidas pelo temor, as ameaças que ela contém servem para
1
Em 1536, Bucero, Lutero e outros chegaram a Concórdia de Wittemberg, um documento que conseguiu salvar as diferenças entre ambas as
posições. Em 1549, Bucero, Calvino, os principais teólogos protestantes suíços e vários outros do sul da Alemanha, firmaram o Consenso de
Zurich, outro documento semelhante. Entretanto os seguidores dos grandes mestres estavam dispostos a mostrarem-se mais extremados que eles
mesmos. Em 1552 o luterano Joaquim Westphal publicou um ataque contra Calvino, onde dizia que o calvinismo estava se introduzindo sub-
repticiamente nos territórios luteranos, e se declarava campeão da posição de Lutero com respeito a comunhão. O resultado disso tudo foi o
distanciamento cada vez maior entre os que seguiam Lutero e os que aceitavam o Consenso de Zurich que, a partir de 1580, receberam o nome
de “reformados”.
2
Alguns afirmavam que Deus previu o que aconteceria, mas não interveio nos desdobramentos concretos dos eventos em si.
fortalecer essa função; Finalmente, o terceiro uso da lei é revelar a vontade de Deus àqueles que crêem (Institutas
2.7.12). Sl 19.7-8; 119.105. Essa é uma ênfase que haveria de tornar-se típica da tradição reformada e que lhe daria
grande parte da sua austeridade em matéria de ética. O próprio Calvino, com base nesse terceiro uso da lei, dedica uma
extensa seção das Institutas à exposição da lei moral (Livro II, Cap. VIII). A sua afirmação básica é que Cristo aboliu
a maldição da lei, mas não a sua validade. O erro do antinomianismo está em afirmar que, uma vez que Deus aboliu
em Cristo a maldição da lei, os cristãos não mais estão obrigados pela lei. Na verdade, a lei não pode ser abolida, pois
ela expressa a vontade de Deus, que nunca muda. O que foi abolido, além da maldição da lei moral, foi a lei
cerimonial. A razão para isso é clara: o propósito das antigas cerimônias foi apontar para Cristo e isso não é mais
necessário um vez que a realidade plena já foi revelada.
Quanto ao Governo Civil
A autoridade da Igreja é puramente religiosa, assim como a autoridade do Estado é puramente política.
Calvino atribuiu uma autoridade de origem divina e chamou aos magistrados os ministros da justiça divina. Enquanto
a Igreja lida com a vida da alma ou do homem interior, os magistrados ocupam-se em estabelecer a justiça, civil e
exterior, da moralidade. Idealmente, o Estado não deve interferir com a Igreja, embora deva fazer tudo aquilo que
puder para ajudá-la, mas Igreja também não deve interferir no Estado.
O Culto Cristão
Os reformados deram ênfase ao chamado princípio regulador – o culto cristão deve se reger pelo que é clara e
explicitamente revelado no Novo Testamento. Em contraste, luteranos e anglicanos entendiam que o que não é
proibido, é permitido. Daí o culto reformado caracterizar-se por maior austeridade e simplicidade que as liturgias
dessas outras confissões protestantes.
PONTOS DE TEOLOGIA LUTERANA
Conhecimento de Deus
Lutero concorda com boa parte da teologia tradicional ao afirmar que é possível ter certo conhecimento de
Deus por meios puramente racionais ou naturais. Este conhecimento permite ao ser humano saber que Deus existe, e
distinguir entre o bem e o mal. Porém esse não é o verdadeiro conhecimento de Deus. A Deus conhece-se
verdadeiramente em sua revelação. Porém em sua própria revelação, Deus se nos dá a conhecer de dois modos, a
saber: a lei e o evangelho.
A Lei e o Evangelho
O contraste entre a Lei e o evangelho dá a entender que quando Deus se revela, essa revelação é, de uma só
vez, palavra de condenação e de graça. Deus é santo, e o pecado Lhe causa repugnância. Quando Deus fala, o contraste
entre sua santidade e o nosso pecado nos esmaga, e essa é a lei. Porém, ao mesmo tempo, e até às vezes na mesma
Palavra, Deus pronuncia seu perdão para conosco. Esse perdão é o evangelho, e é tão maior, exatamente porque a lei é
esmagadora.
A Igreja
Se bem que seja certo que todos os cristãos, pelo simples fato de serem batizados, se tornam sacerdotes, isto
não quer dizer que cada um de nós deva isolar-se em si mesmo para chegar a Deus. Certamente há uma comunicação
direta com o Criador. Porém há também uma responsabilidade orgânica. O ser sacerdotes não quer dizer que o sejamos
somente para nós mesmos, mas que o somos também para os demais, e os outros o são para nós. Em lugar de abolir a
necessidade da igreja, a doutrina do sacerdócio universal dos crentes a aumentava. Claro está que não necessitamos já
de um sacerdócio hierárquico que seja nosso único meio de chegarmos a Deus. Porém necessitamos desta comunidade
de crentes, o corpo de Cristo, dentro da qual cada membro é sacerdotes dos demais e nutre a cada um deles.
O ser sacerdote não contempla somente uma relação interpessoal homem-Cristo. O sacerdócio do crente é
universal, ou seja, cada crente é sacerdote de seu irmão, estando capacitado a se apresentar diante de Deus para orar
por seus irmãos em Cristo e para lhes ensinar as maravilhas do Evangelho. Este sacerdócio comum de todos em
benefício de todos une a igreja, pois nenhum cristão pode dizer que é cristão sem aceitar a honra e a responsabilidade
do sacerdócio. Mas, em contraposição ao citado benefício e privilégio, há a responsabilidade e o serviço decorrente. A
unidade e igualdade em Cristo devem ser demonstradas pelo amor mútuo e cuidado de uns pelos outros. Isso implica
que ninguém pode ser um cristão sozinho. Assim como uma pessoa não pode nascer de si mesmo ou se autobatizar, da
mesma forma não se pode servir a Deus sozinho.
Diz Lutero: “De posse da primogenitura e de todas as suas honras e dignidade, Cristo divide-a com todos os
cristãos para que por meio da fé todos possam ser também reis e sacerdotes com Cristo, tal como diz o apóstolo Pedro
em 1 Pe 2.9... Somos sacerdotes; isto é muito mais que ser reis, porque o sacerdócio nos torna dignos de aparecer
diante de Deus e rogar pelos outros”. Mais adiante ele pondera: “Tu perguntas: „Que diferença haveria entre os
sacerdotes e os leigos na cristandade, se todos são sacerdotes?‟ A resposta é: as palavras „sacerdote‟, „cura‟, „religioso‟
e outras semelhantes foram injustamente retiradas do meio do povo comum, passando a ser usadas por um pequeno
número de pessoas denominadas agora „clero‟. A Escritura Sagrada distingue apenas entre os doutos e os consagrados,
chamando-os de ministros, servos e administradores, que devem pregar aos outros a Cristo, a fé e a liberdade cristã. Já
que, embora sejamos todos igualmente sacerdotes, nem todos podem servir, administrar e pregar. Como disse Paulo
em 1 Co 4.1: “Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos
mistérios de Deus.” (A Liberdade do Cristão, cap. 17).
A Predestinação
Tanto Lutero quanto Calvino afirmavam a predestinação. Lutero não se esquivou de uma doutrina de
predestinação dupla.
Os Sacramentos
O batismo é o sinal da morte e ressurreição do cristão com Jesus Cristo. Porém é muito mais que um sinal,
pois por ele e nele fomos feitos membros do corpo de Cristo. O batismo e a fé andam estreitamente unidos, pois o rito
sem a fé não é válido. Porém isso não deve ser entendido no sentido de que temos que ter fé antes de ser batizados, e
que portanto não se possa batizar as crianças.
Lutero não estava disposto a dizer que a ceia era um mero símbolo de realidades espirituais. As palavras de
Jesus ao instituir o sacramento: “isto é meu corpo”, lhe pareciam completamente claras. Portanto, segundo Lutero, na
ceia os fiéis participam verdadeira e literalmente do corpo de Cristo. Isto não indica, como na transubstanciação, que o
pão se converta em corpo, e o vinho em sangue. O pão continua sendo pão, e o vinho, vinho. Porém agora estão
também neles o corpo e o sangue do Senhor, e o crente se alimenta deles ao tomar o pão e o vinho. Se bem que mais
tarde se deu a essa doutrina o nome de “consubstanciação”, Lutero nunca a chamou assim, e preferia sim chamá-la de
a presença de Cristo em, com, debaixo, ao redor, e por trás do pão e do vinho.
Os Dois Reinos
Segundo ele, Deus tinha estabelecido dois reinos, um sob a lei, e o outro sob o evangelho. O estado opera
debaixo da lei, e seu principal propósito é pôr limites ao pecado humano. Sem o estado os maus não teriam freios. Os
crentes por outra parte, pertencem ao segundo reino, e estão debaixo do evangelho. Isto quer dizer que os crentes não
vão esperar que o estado apoie a sua fé, e persiga aos hereges. Além disso não há razão nenhuma para que esperemos
que os governantes sejam cristãos. Como governantes, sua obediência se deve à lei e não ao evangelho. No reino do
evangelho as autoridades civis não tem poder algum. E no que se refere a esse reino, os cristãos não estão sujeitos ao
estado. Porém não esqueçamos que os crentes, ao mesmo tempo que são justificados pela fé, continuam sendo
pecadores. Portanto, enquanto somos pecadores, todos estamos sujeitos ao estado. O que isto quer dizer em termos
concretos é que a verdadeira fé não tem de impor-se mediante autoridade civil, mas mediante a proclamação da
Palavra.
A Ação Social
A ênfase do entendimento social de Lutero era para que os necessitados fossem amparados. Para ele, o cristão
justificado se torna livre para poder, através da fé, viver uma vida de serviço decorrente do amor a Deus. A ação social
é decorrente de uma mudança baseada na liberdade da justificação pela graça por meio da fé. O resultado será um
novo compromisso moral com a sociedade. O cristão deve viver uma vida onde seu amor por Deus seja espontâneo,
não visando qualquer recompensa material ou espiritual, mas simplesmente com o objetivo de fazer a vontade de
Deus, pois a vida cristã consiste “em tudo querer o que Deus quer, buscar a glória de Deus e nada desejar para si, pois
é no cuidado pelos mais fracos e desamparados que Deus é glorificado”.
Quanto ao Estado Pecaminoso
Como monge agostiniano, Lutero dava preferência a certos estudos, dentre os quais se destacam a soberania de
Deus, dando uma abordagem mais bíblica às questões religiosas e às doutrinas cristãs. Alguns pontos defendidos por
Lutero são: 1 - nem o papa nem o padre, tem o poder de remover os castigos temporais de um pecador; 2 - a culpa
pelo pecado não pode ser anulada por meio de indulgências; 3 - somente um autêntico arrependimento pode resolver a
questão da culpa e do castigo, o que depende única e exclusivamente de Cristo.
Quanto ao Livre Arbítrio
Lutero negou o livre arbítrio no que diz respeito à salvação – o ser humano, escravizado pelo pecado, não pode
por si mesmo buscar a Deus. Todavia, o livre arbítrio permanece intacto em relação a outras questões, como as
decisões comuns e as responsabilidades da vida cotidiana. Na questão salvífica o indivíduo em nada contribui, sendo
destituído do livre-arbítrio, Deus é a causa eficiente da obra redentora.
As Escrituras
A Bíblia é a bandeira pela qual o exército de Cristo deve marchar, Ela não fala apenas de Deus, mas é a
própria Palavra de Deus. O centro das escrituras é o Cristo revelado a humanidade. Quanto a sua maneira de
interpretar, Lutero abandonou o tradicional esquema quádruplo de interpretação, a favor do que chamou de “sentido
histórico-gramatical”.

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Pontos de teologia dos reformadores Calvino e Lutero

  • 1. PONTOS DE TEOLOGIA CALVINISTA1 Os Sacramentos Para Calvino, a presença de Cristo na comunhão é real, porém espiritual. Isto quer dizer que não se trata de um mero símbolo, ou de um exercício de devoção, mas que na comunhão há uma verdadeira ação por parte de Deus em benefício da igreja que participa dela. A Criação Calvino via o mundo criado como um “teatro deslumbrante” da glória de Deus, vivo com testemunhas múltiplas de seu poder e majestade. Os seres humanos, também, traziam dentro de si um “sentido da divindade” inerradicável, que os deixava sem desculpas para sua idolatria e rebelião. Deus criou o mundo ex nihilo, a partir do nada. A Providência Por Sua sabedoria, decretou desde a extrema eternidade o que haveria de fazer e, agora, por Seu poder, executa o que decretou. Nada acontece por acaso. Já em sua época havia a crença de que certos eventos aconteciam pela permissão de Deus, mas não eram sustentados por sua ação direta. Mas essa concepção também limitava a onipotência de Deus, invocando uma deidade que repousa ociosamente numa torre de vigia. “Mera permissão” não era melhor do que “mera previsão”2 . Ambas negavam a Deus o que as Escrituras continuamente lhe atribuíam – um compromisso vigilante, eficaz, ativo, incessante, com o governo do mundo que ele havia criado. A Corrupção da Natureza Humana A imagem de Deus no homem, mesmo estando horrivelmente desfigurada, não foi – de fato não poderia ser – totalmente apagada. Calvino concordava entusiasticamente com Agostinho, que ensinou que o pecado de Adão tivera consequências desastrosas para toda a espécie humana. Ele definiu o pecado original como “a hereditária depravação e corrupção de nossa natureza, difundida por todas as partes da alma, que, em primeiro lugar, nos faz condenáveis à ira de Deus; em segundo lugar, também produz em nós aquelas obras que a Escritura chama de „obras da carne‟ ”. A Expiação de Cristo Quanto à expiação de Cristo o calvinismo afirma que Cristo não morreu a favor de todas as pessoas da humanidade, mas morreu substituindo apenas os eleitos de Deus. É a chamada expiação limitada. A Lei Um ponto interessante nesse aspecto é a diferença de abordagem entre Lutero e Calvino em relação à lei. Enquanto que o reformador alemão tinha uma atitude um tanto negativa, vendo a lei apenas como algo que ressalta a pecaminosidade do ser humano e o impele em direção a Cristo, Calvino também reservava à lei um papel importante na vida dos redimidos, pois pela obediência à mesma o crente expressa a sua gratidão e consagração a Deus. Daí a centralidade da ética no pensamento reformado. A lei cerimonial tinha em Cristo o seu conteúdo e fim, pois sem ele todas as cerimônias são vazias. A única razão pela qual os sacrifícios dos sacerdotes antigos eram aceitáveis a Deus era a prometida redenção em Jesus Cristo. Em si mesmos, dada a nossa corrupção, quaisquer sacrifícios que pudéssemos oferecer a Deus seriam inaceitáveis. Mas é na lei moral que se pode ver mais claramente a continuidade que existe entre o antigo e o novo. De fato, a lei moral tem um tríplice propósito: O primeiro propósito da lei – e aqui Calvino concorda com Lutero – é mostrar-se o nosso pecado, miséria e depravação. Rm 3.20; 5.20. Quando vemos na lei o que Deus requer de nós, ficamos face a face com as nossas próprias deficiências. Isso não nos capacita a fazer a vontade de Deus, mas nos força a deixar de confiar em nós mesmos e a buscar o socorro e a graça de Deus (Institutas 2.7.6-9); O segundo propósito da lei é refrear os ímpios (Institutas 2.7.10-11). 1 Tm 1.9-10. Embora isso não leve à regeneração, é todavia necessário para a ordem social. Como muitas pessoas obedecem à lei movidas pelo temor, as ameaças que ela contém servem para 1 Em 1536, Bucero, Lutero e outros chegaram a Concórdia de Wittemberg, um documento que conseguiu salvar as diferenças entre ambas as posições. Em 1549, Bucero, Calvino, os principais teólogos protestantes suíços e vários outros do sul da Alemanha, firmaram o Consenso de Zurich, outro documento semelhante. Entretanto os seguidores dos grandes mestres estavam dispostos a mostrarem-se mais extremados que eles mesmos. Em 1552 o luterano Joaquim Westphal publicou um ataque contra Calvino, onde dizia que o calvinismo estava se introduzindo sub- repticiamente nos territórios luteranos, e se declarava campeão da posição de Lutero com respeito a comunhão. O resultado disso tudo foi o distanciamento cada vez maior entre os que seguiam Lutero e os que aceitavam o Consenso de Zurich que, a partir de 1580, receberam o nome de “reformados”. 2 Alguns afirmavam que Deus previu o que aconteceria, mas não interveio nos desdobramentos concretos dos eventos em si.
  • 2. fortalecer essa função; Finalmente, o terceiro uso da lei é revelar a vontade de Deus àqueles que crêem (Institutas 2.7.12). Sl 19.7-8; 119.105. Essa é uma ênfase que haveria de tornar-se típica da tradição reformada e que lhe daria grande parte da sua austeridade em matéria de ética. O próprio Calvino, com base nesse terceiro uso da lei, dedica uma extensa seção das Institutas à exposição da lei moral (Livro II, Cap. VIII). A sua afirmação básica é que Cristo aboliu a maldição da lei, mas não a sua validade. O erro do antinomianismo está em afirmar que, uma vez que Deus aboliu em Cristo a maldição da lei, os cristãos não mais estão obrigados pela lei. Na verdade, a lei não pode ser abolida, pois ela expressa a vontade de Deus, que nunca muda. O que foi abolido, além da maldição da lei moral, foi a lei cerimonial. A razão para isso é clara: o propósito das antigas cerimônias foi apontar para Cristo e isso não é mais necessário um vez que a realidade plena já foi revelada. Quanto ao Governo Civil A autoridade da Igreja é puramente religiosa, assim como a autoridade do Estado é puramente política. Calvino atribuiu uma autoridade de origem divina e chamou aos magistrados os ministros da justiça divina. Enquanto a Igreja lida com a vida da alma ou do homem interior, os magistrados ocupam-se em estabelecer a justiça, civil e exterior, da moralidade. Idealmente, o Estado não deve interferir com a Igreja, embora deva fazer tudo aquilo que puder para ajudá-la, mas Igreja também não deve interferir no Estado. O Culto Cristão Os reformados deram ênfase ao chamado princípio regulador – o culto cristão deve se reger pelo que é clara e explicitamente revelado no Novo Testamento. Em contraste, luteranos e anglicanos entendiam que o que não é proibido, é permitido. Daí o culto reformado caracterizar-se por maior austeridade e simplicidade que as liturgias dessas outras confissões protestantes. PONTOS DE TEOLOGIA LUTERANA Conhecimento de Deus Lutero concorda com boa parte da teologia tradicional ao afirmar que é possível ter certo conhecimento de Deus por meios puramente racionais ou naturais. Este conhecimento permite ao ser humano saber que Deus existe, e distinguir entre o bem e o mal. Porém esse não é o verdadeiro conhecimento de Deus. A Deus conhece-se verdadeiramente em sua revelação. Porém em sua própria revelação, Deus se nos dá a conhecer de dois modos, a saber: a lei e o evangelho. A Lei e o Evangelho O contraste entre a Lei e o evangelho dá a entender que quando Deus se revela, essa revelação é, de uma só vez, palavra de condenação e de graça. Deus é santo, e o pecado Lhe causa repugnância. Quando Deus fala, o contraste entre sua santidade e o nosso pecado nos esmaga, e essa é a lei. Porém, ao mesmo tempo, e até às vezes na mesma Palavra, Deus pronuncia seu perdão para conosco. Esse perdão é o evangelho, e é tão maior, exatamente porque a lei é esmagadora. A Igreja Se bem que seja certo que todos os cristãos, pelo simples fato de serem batizados, se tornam sacerdotes, isto não quer dizer que cada um de nós deva isolar-se em si mesmo para chegar a Deus. Certamente há uma comunicação direta com o Criador. Porém há também uma responsabilidade orgânica. O ser sacerdotes não quer dizer que o sejamos somente para nós mesmos, mas que o somos também para os demais, e os outros o são para nós. Em lugar de abolir a necessidade da igreja, a doutrina do sacerdócio universal dos crentes a aumentava. Claro está que não necessitamos já de um sacerdócio hierárquico que seja nosso único meio de chegarmos a Deus. Porém necessitamos desta comunidade de crentes, o corpo de Cristo, dentro da qual cada membro é sacerdotes dos demais e nutre a cada um deles. O ser sacerdote não contempla somente uma relação interpessoal homem-Cristo. O sacerdócio do crente é universal, ou seja, cada crente é sacerdote de seu irmão, estando capacitado a se apresentar diante de Deus para orar por seus irmãos em Cristo e para lhes ensinar as maravilhas do Evangelho. Este sacerdócio comum de todos em benefício de todos une a igreja, pois nenhum cristão pode dizer que é cristão sem aceitar a honra e a responsabilidade do sacerdócio. Mas, em contraposição ao citado benefício e privilégio, há a responsabilidade e o serviço decorrente. A unidade e igualdade em Cristo devem ser demonstradas pelo amor mútuo e cuidado de uns pelos outros. Isso implica que ninguém pode ser um cristão sozinho. Assim como uma pessoa não pode nascer de si mesmo ou se autobatizar, da mesma forma não se pode servir a Deus sozinho.
  • 3. Diz Lutero: “De posse da primogenitura e de todas as suas honras e dignidade, Cristo divide-a com todos os cristãos para que por meio da fé todos possam ser também reis e sacerdotes com Cristo, tal como diz o apóstolo Pedro em 1 Pe 2.9... Somos sacerdotes; isto é muito mais que ser reis, porque o sacerdócio nos torna dignos de aparecer diante de Deus e rogar pelos outros”. Mais adiante ele pondera: “Tu perguntas: „Que diferença haveria entre os sacerdotes e os leigos na cristandade, se todos são sacerdotes?‟ A resposta é: as palavras „sacerdote‟, „cura‟, „religioso‟ e outras semelhantes foram injustamente retiradas do meio do povo comum, passando a ser usadas por um pequeno número de pessoas denominadas agora „clero‟. A Escritura Sagrada distingue apenas entre os doutos e os consagrados, chamando-os de ministros, servos e administradores, que devem pregar aos outros a Cristo, a fé e a liberdade cristã. Já que, embora sejamos todos igualmente sacerdotes, nem todos podem servir, administrar e pregar. Como disse Paulo em 1 Co 4.1: “Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus.” (A Liberdade do Cristão, cap. 17). A Predestinação Tanto Lutero quanto Calvino afirmavam a predestinação. Lutero não se esquivou de uma doutrina de predestinação dupla. Os Sacramentos O batismo é o sinal da morte e ressurreição do cristão com Jesus Cristo. Porém é muito mais que um sinal, pois por ele e nele fomos feitos membros do corpo de Cristo. O batismo e a fé andam estreitamente unidos, pois o rito sem a fé não é válido. Porém isso não deve ser entendido no sentido de que temos que ter fé antes de ser batizados, e que portanto não se possa batizar as crianças. Lutero não estava disposto a dizer que a ceia era um mero símbolo de realidades espirituais. As palavras de Jesus ao instituir o sacramento: “isto é meu corpo”, lhe pareciam completamente claras. Portanto, segundo Lutero, na ceia os fiéis participam verdadeira e literalmente do corpo de Cristo. Isto não indica, como na transubstanciação, que o pão se converta em corpo, e o vinho em sangue. O pão continua sendo pão, e o vinho, vinho. Porém agora estão também neles o corpo e o sangue do Senhor, e o crente se alimenta deles ao tomar o pão e o vinho. Se bem que mais tarde se deu a essa doutrina o nome de “consubstanciação”, Lutero nunca a chamou assim, e preferia sim chamá-la de a presença de Cristo em, com, debaixo, ao redor, e por trás do pão e do vinho. Os Dois Reinos Segundo ele, Deus tinha estabelecido dois reinos, um sob a lei, e o outro sob o evangelho. O estado opera debaixo da lei, e seu principal propósito é pôr limites ao pecado humano. Sem o estado os maus não teriam freios. Os crentes por outra parte, pertencem ao segundo reino, e estão debaixo do evangelho. Isto quer dizer que os crentes não vão esperar que o estado apoie a sua fé, e persiga aos hereges. Além disso não há razão nenhuma para que esperemos que os governantes sejam cristãos. Como governantes, sua obediência se deve à lei e não ao evangelho. No reino do evangelho as autoridades civis não tem poder algum. E no que se refere a esse reino, os cristãos não estão sujeitos ao estado. Porém não esqueçamos que os crentes, ao mesmo tempo que são justificados pela fé, continuam sendo pecadores. Portanto, enquanto somos pecadores, todos estamos sujeitos ao estado. O que isto quer dizer em termos concretos é que a verdadeira fé não tem de impor-se mediante autoridade civil, mas mediante a proclamação da Palavra. A Ação Social A ênfase do entendimento social de Lutero era para que os necessitados fossem amparados. Para ele, o cristão justificado se torna livre para poder, através da fé, viver uma vida de serviço decorrente do amor a Deus. A ação social é decorrente de uma mudança baseada na liberdade da justificação pela graça por meio da fé. O resultado será um novo compromisso moral com a sociedade. O cristão deve viver uma vida onde seu amor por Deus seja espontâneo, não visando qualquer recompensa material ou espiritual, mas simplesmente com o objetivo de fazer a vontade de Deus, pois a vida cristã consiste “em tudo querer o que Deus quer, buscar a glória de Deus e nada desejar para si, pois é no cuidado pelos mais fracos e desamparados que Deus é glorificado”. Quanto ao Estado Pecaminoso Como monge agostiniano, Lutero dava preferência a certos estudos, dentre os quais se destacam a soberania de Deus, dando uma abordagem mais bíblica às questões religiosas e às doutrinas cristãs. Alguns pontos defendidos por Lutero são: 1 - nem o papa nem o padre, tem o poder de remover os castigos temporais de um pecador; 2 - a culpa pelo pecado não pode ser anulada por meio de indulgências; 3 - somente um autêntico arrependimento pode resolver a questão da culpa e do castigo, o que depende única e exclusivamente de Cristo.
  • 4. Quanto ao Livre Arbítrio Lutero negou o livre arbítrio no que diz respeito à salvação – o ser humano, escravizado pelo pecado, não pode por si mesmo buscar a Deus. Todavia, o livre arbítrio permanece intacto em relação a outras questões, como as decisões comuns e as responsabilidades da vida cotidiana. Na questão salvífica o indivíduo em nada contribui, sendo destituído do livre-arbítrio, Deus é a causa eficiente da obra redentora. As Escrituras A Bíblia é a bandeira pela qual o exército de Cristo deve marchar, Ela não fala apenas de Deus, mas é a própria Palavra de Deus. O centro das escrituras é o Cristo revelado a humanidade. Quanto a sua maneira de interpretar, Lutero abandonou o tradicional esquema quádruplo de interpretação, a favor do que chamou de “sentido histórico-gramatical”.