Antropologia e educação2223

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Antropologia e educação2223

  1. 1. Antropologia e educação Antropologia como educação Cultura e a Educação
  2. 2. Perspectiva ampla de educação Educação como processo amplo de reprodução sócio-cultural Sociedade: um mosaico multicultural onde a educação formal não é a única via, mas uma das vias de socialização Escola: espaço social onde também está presente o mosaico multicultural
  3. 3. “Tenho o futebol no sangue”.
  4. 4. Meu filho tem muito jeito para a música, pois herdou esta qualidade do avô
  5. 5. Só podia dar nisso... olha o pai e a mãe que ele tem
  6. 6. Tinha que ser pão-duro como todo judeu...
  7. 7. É comum, entre os diferentes setores de nossa população, a crença nas qualidades (positivas ou negativas) transmitidas por herança genética. O problema deste tipo de explicação é que facilmente as diferenças sociais são justificadas por discriminações raciais e sociais.
  8. 8. Na verdade, o homem é o resultado do meio cultural em que foi socializado. Ele é o herdeiro de um longo processo acumulativo que reflete o conhecimento e a experiência adquiridas pelas numerosas gerações que vieram antes dele.
  9. 9. Assim, não basta a natureza criar indivíduos altamente inteligentes (o que ela faz com frequência). É necessário colocar ao alcance desses indivíduos o material que lhes permita exercer a sua criatividade de maneira revolucionária.
  10. 10. Complexidade humana • Não somos seres humanos porque somos racionais. Somos seres simbólicos. • Somos seres naturais, mas somos naturalmente humanos (K. Marx) • Nascemos um indivíduo biológico e nos tornamos (através da cultura) pessoas sociais • Somos humanos porque somos “aprendentes” • Sabemos que sabemos, sabemos sabendo e nos sentimos sabendo e nos sentindo.
  11. 11. Simbolização • A simbolização é uma espécie de tradução em palavras, desenhos, gestos, sons, objetos, etc.— de outras formas que não são palavras, desenhos, gestos e sons, assim como a linguagem. • Simbolizar é transpor em signos e símbolos as idéias, os acontecimentos, os pensamentos, os sentimentos, as coisas, as pessoas e outros signos e símbolos.
  12. 12. Ser simbólico • O ser humano é considerado um animal simbólico, que para se expressar necessita da linguagem fonética, que é a principal forma de expressão simbólica, veiculo de transmissão de ideias e sentimentos, e justamente por possuir cultura, tem o poder de transmitir experiências através da linguagem falada, que é uma decorrência de sua capacidade de simbolizar e colocar em prática todo o sistema simbólico elaborado no interior de suas sociedades.
  13. 13. Educação e cultura • A relação entre a educação e cultura é íntima, interativa, inclusiva. • Educação é uma dimensão, uma esfera interativa e interligada com outras, um elo ou uma trama na teia de símbolos e saberes, de sentido e significados, como também os códigos, de instituições que configuram uma cultura, uma pluralidade interconectada de culturas e entre culturas, situadas em uma ou entre várias sociedades.
  14. 14. A importância da educação • As pessoas não só trabalham, também refletem e representam o mundo em que vivem (idéias, valores e crenças). • Isso faz com que o ser humano se preocupe em transmitir suas experiências cotidianas. Aquilo que se aprende na prática é veiculado para outras pessoas, de geração em geração. • A educação nasce como meio de garantir a outras pessoas aquilo que um determinado grupo aprendeu.
  15. 15. EDUCAÇÃO • Educação informal: nasce de modo espontâneo, processo comunitário de ensinar e aprender de cada grupo social. Ex. Sociedade Indígena; Mesmo nas sociedades urbano-industrais vemos a existência de toda uma rede de relações educativas informais na família, no trabalho ou no lazer.
  16. 16. O mito • Conjunto de estórias, lendas, crenças, religiões ou ritos que compõe a vida de qualquer povo. Mensagens que se traduzem nos costumes e na tradição de um povo. Explicação do mundo pela fé (crença sem necessidade de provas). • O mito fez com que o ser humano procurasse entender o mundo através do sentimento e buscando a ordem das coisas. • O mito é educativo: traz mensagens ou normas que criam comportamentos no indivíduo necessário para a vida em grupo, fixam normas sociais. • O mito não é algo do passado apenas, em nossa sociedade também vivemos ligados aos mitos. Ex. Carnaval, futebol, a cultura rural, entre outros. Em relação ao passado, a diferença é que possuímos também a consciência filosófica e a consciência científica. • Será com o a civilização grega clássica (aproximadamente 30O a.C.) que o ser humano ocidental começa a entender aquilo que ocorre no mundo não só pela emoção, mas racionalmente. É nesse momento que nasce a filosofia.
  17. 17. 17 http://pereirabel.blogs.sapo.pt • A educação estaria, por conseguinte, na base do esforço para fazer do indivíduo um homem bom e do sujeito, um cidadão exemplar. • A formação moral dos indivíduos serve também de auxílio à formação do cidadão em sua dimensão política.
  18. 18. O homem é um animal amarrado a teias de significado que ele mesmo teceu. (Max Weber) Assumo a cultura como sendo essas teias e a sua análise. Clifford Geertz
  19. 19. Portanto, mais do que buscar LEIS, esta compreensão da cultura permite encontrar INTERPRETAÇÕES, SIGNIFICADOS.
  20. 20. Muito do que ouvimos e dizemos pode estar significando outra coisa.
  21. 21. Quais as grandes perguntas, que devem nos mobilizar, na aplicação dos conhecimentos da Antropologia ao cotidiano escolar.
  22. 22. Antropologia como educação • Antropologia é uma forma de educação, bem como a educação só é possível como prática antropológica. • Antropologia é uma disciplina acadêmica capaz de fornecer uma explicação sobre as representações da alteridade e/ ou as práticas do “outro”, é também uma forma de produzir um sentido humanista às nossas experiências no mundo da vida cotidiana.
  23. 23. • Antropologia exige de nós uma atitude pedagógica aberta ao aprendizado, à curiosidade, à criatividade e ao diálogo. Antes de ensinar é preciso querer aprender. • Aprender é sempre mais difícil do que ensinar, disposição para reavaliar conceitos, modelos e teorias. É preciso se consentir e querer se “reeducar”. • Aprender com a alteridade o significado de humanidade, aprender com a diferença do outro.
  24. 24. Contribuições da antropologia para pensar a educação • Relativização de práticas e saberes • Relativização do saber formal • Respeito a diversidade socio- cultural no âmbito escolar • Reconhecimento e incorporação dos saberes não-formais na escola • Compreender e superar estigmas e preconceitos na escola
  25. 25. RECONHECER A ESCOLA COMO UM MICROCOSMO DA NOSSA SOCIEDADE MULTICULTURAL Exemplos: • Parentesco e família • Religião • Pensamento e mito • Comunicação, língua e arte • Alimentação • Comida
  26. 26. A DIVERSIDADE SÓCIO-CULTURAL NA ESCOLA A diversidade na idéia de família e parentesco • A desnaturalização da ideia de família • Parentesco: forma de organização social. Classificação do vínculos e estabelecimento de regras de relações sociais
  27. 27. PENSAMENTO E MITO »FORMAS DE PENSAR • RACIONAL • MÍTICA • RELIGIOSA
  28. 28. DIVERSIDADE RELIGIOSA
  29. 29. COMUNICAÇÃO E LÍNGUA QUE LÍNGUA FALAMOS? COMO É NOSSO VOCABULÁRIO? O DESVENDAR DA MULTICULTURALIDADE NA LÍNGUA MATERNA
  30. 30. LÍNGUA É um tipo de linguagem; é a única modalidade da linguagem baseada em palavras. O alemão, o inglês e o português são línguas diferentes. Língua é a linguagem verbal utilizada por um grupo de indivíduos que constitui uma comunidade.
  31. 31. A língua é:  instrumento peculiar de comunicação;  parte social da linguagem, exterior ao indivíduo;  sistema de signos convencionais e arbitrários;  união de uma forma de expressão a um pensamento. Signo lingüístico = significante + significado forma conteúdo
  32. 32. FALA É a realização concreta da língua, feita por um indivíduo da comunidade num determinado momento. É um ato individual que cada membro pode efetuar com o uso da linguagem.
  33. 33. A fala é:  expressão oral;  ato intencional, em nível individual, de vontade e de inteligência.
  34. 34. Linguagens multimodais – são aquelas que integram som, imagem, texto e animação. A escola ainda está longe disso. A linguagem da escola, o aluno não encontra em lugar nenhum. Linguagem de Gutemberg o texto é de cima para baixo, da esquerda para a direita, linha por linha. Tudo arrumadinho. Linguagem Digital – Jogo eletrônico, o jogo coloca desafios. A criança aprende a gostar de desafios. Ela incorpora “figuras” (avatar), muda regras, discute com colegas estratégias. Incentiva a leitura, pois o jogo vem com manual de
  35. 35. Aprendizagem situada – acontece a partir do interesse da criança. Ela não lê aquilo que o adulto quer que ela leia na escola. Quando é do seu interesse, lê sem problemas. A criança se interessa por coisas da vida, e aquilo que ela aprende na internet são coisas da vida. Novas alfabetizações – hoje, as crianças que têm acesso a internet se desenvolvem de maneira diferente, gostam menos ainda da escola porque acham que aprendem melhor
  36. 36. Linguagem do século XXI – tecnologia, internet permite uma forma de aprendizado diferente. Na escola a criança escreve porque precisa copiar do quadro, na internet escreve porque quer interagir com o mundo. O que são RE-MIX? – São textos da internet, que partem de outros textos. Alguns são cópia outros não. Exemplo: Wikipédia. Cultura Popular – MP3, DVD,
  37. 37. POLÍTICA • DIVERSIDADE DE FORMAS DE PODER • PODER E AUTORIDADE • PODER E AUTORIDADE NA ESCOLA
  38. 38. QUEM SOMOS NÓS TODOS? • Mulheres e homens • Meninos e meninas • Jovens e idosos • Brancos, negros, índios, asiáticos • Pessoas com deficiência • Povos indígenas e diferentes grupos étnicos • Judeus, cristãos, muçulmanos, protestantes, ateus • Ricos e pobres • Analfabetos e letrados • Imigrantes e turistas • Médicos e donas de casa • Taxistas e motoboys • Os espertos, os doentes, os sem-teto, os gordos, os míopes, os altos, os aposentados… Pessoas de todas as populações Multidão
  39. 39. As pessoas com síndrome de Down são normais? “Tem uns que são e outros não.” Rodrigo, rapaz de 26 anos, surfista, carioca, com síndrome de Down “Quero ser vista como GENTE. Chega de ser ET.” Ana Paula Crosara, advogada, professora universitária, militante dos direitos humanos, tetraplégica
  40. 40. Raquel Grabois 10 anos, que tem síndrome de Down, aluna da Escola Municipal, em pé na sala de aula entre dois de seus amigos, um menino negro e outro moreno. As pessoas são excluídas de várias formas da sociedade. A mais comum é através da pobreza e da falta de oportunidades.
  41. 41. Para garantir um processo de seleção justo, todos terão que fazer exatamente a mesma prova – subir naquela árvore. Oportunidades iguais Diversidade Funcional Ambiente
  42. 42. Por que então, mesmo em países ricos, as pessoas com deficiência são as mais excluídas? Porque a maior barreira separando as pessoas com deficiência da inclusão é atitudinal: PRECONCEITO

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