A linguagem na poesia de Cesario Verde

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A linguagem na poesia de Cesario Verde

  1. 1. A poesia deCesário VerdeLinguagem e estilo
  2. 2.  Vocabulárioobjetivo, frases curtas, linguagem coloquial e prosaica.“O resmungão! Que barbas! Que sacolas!Cheirava a migas, a bafio, a arrotos;Dormia as noutes por telheiros rotos,E sustentava o burro a pão de esmolas.” em “Os Irmãozinhos”
  3. 3.  Versos alexandrinos e do decassilábicos“Eu hoje estou cruel, frenético, exigente;Nem posso tolerar os livros mais bizarros.Incrível! Já fumei três maços de cigarrosConsecutivamente.” em “Contrariedades”
  4. 4.  Assíndeto“Eu que sou feio, sólido, leal,A ti, que és bela, frágil, assustada.” em “Eu, que sou feio…”
  5. 5.  Grande carga adjetival“Milady, é perigoso contemplá-la,Quando passa aromática e normal,Com seu tipo tão nobre e tão de sala,Com seus gestos de neve e de metal.” em “Deslumbramentos”“E eu, nesse tempo, um destro e bravo rapazito,” em “Poema emPetiz”“E, tetas a abanar, as mães, de largas ancas,Desciam mais atrás, malhadas e turinas.” em “Poema em Petiz”
  6. 6.  Técnica descritiva“Mal encarado e negro, um pára enquanto eu passo,Dois assobiam, altas as marretasPossantes, grossas, temperadas de aço;E um gordo, o mestre, com um ar ralaçoE manso, tira o nível das valetas.” em“Cristalizações”
  7. 7.  Olhar seletivo, profundamente sinestésico.“Subitamente – que visão de artista! –Se eu transformasse os simples vegetais,À luz do Sol, o intenso colorista,Num ser humano que se mova e existaCheio de belas proporções carnais?!” em “Num Bairro Moderno””Bóiam aromas, fumos de cozinha;Com o cabaz às costas, e vergando,Sobem padeiros, claros de farinha;” em “Num Bairro Moderno”
  8. 8.  Predomínio do cenário urbano“Batem os carros de aluguer, ao fundo,Levando à via férrea os que se vão. Felizes!Ocorrem-me em revista, exposições, países:Madrid, Paris, Berlim, Sampetersburgo, o mundo.” em“Contrariedades”
  9. 9.  Localização no tempo e no espaço“Dez horas da manhã; os transparentesMatizam uma casa apalaçada;Pelos jardins estancam-se as nascentes,E fere a vista, com brancuras quentes,A larga rua macadamizada.” em “Num Bairro Moderno”
  10. 10.  Estrutura deambulatória“Lembras-te tu do sábado passado,Do passeio que demos, devagar,Entre um saudoso gás amareladoE as carícias leitosas do luar?(...)E através a imortal cidadezinha,Nós fomos ter às portas, às barreiras,Em que uma negra multidão se apinhaDe tecelões, de fumos, de caldeiras.” em “Noite Fechada”
  11. 11.  Ironia“Arte? Não lhes convém, visto que os seus leitoresDeliram por Zaccone.” em“Contrariedades”“Em uma catedral de um comprimento imenso.” em “Ao Gás”
  12. 12.  Exclamações e interrogações“Tão lívida!Lidando sempre! E deve a conta à botica!” em “Contrariedades”“E a vizinha?A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia?” em “Contrariedades”
  13. 13.  Diminutivo“Que mundo! Coitadinha!” em “Contrariedades”“Já não receias tu essa vaquita preta,” em “Poema em Petiz”“Pulavam para a fonte as bezerrinhas brancas;” em “Poema emPetiz”
  14. 14.  Estrangeirismos“Emprega-se a réclame, a intriga, o anúncio, a blague,” em “Contrariedades”
  15. 15.  Personificação“Num ímpeto de seiva os arvoredos fartos,Numa opulenta fúria as novidades todas,Como uma universal celebração de bodas,Amaram-se! E depois houve soberbos partos.” em “Nós”
  16. 16.  Aliteração“Amo, insensatamente, os ácidos, os gumesE os ângulos agudos.” em “Contrariedades”
  17. 17.  Simbolismo“Pobre esqueleto branco entre as nevadas roupas!Tão lívida!” em“Contrariedades”
  18. 18.  Perífrase“Por isso, o chefe antigo e bom da nossa casa,Triste de ouvir falar em órfãos e em viúvas,E em permanência olhando o horizonte em brasa,Não quis voltar senão depois das grandes chuvas.” em “Nós”
  19. 19.  Antítese“Desde o calor de Maio aos frios de Novembro!” em “Nós”“E eu, nesse tempo, um destro e bravo rapazito,Como um homenzarrão servi-lhe de barreira!” em “Poema emPetiz”
  20. 20.  Hipérbole“Mais morta do que viva, a minha companheiraNem força teve em si para soltar um grito;” em “Poema emPetiz”
  21. 21.  Apóstrofe“Ó moles hospitais! Sai das embocaduras” em “Ao Gás”
  22. 22.  Comparações e metáforas“E eu, nesse tempo, um destro e bravo rapazito,Como um homenzarrão servi-lhe de barreira!” em “Poema emPetiz”“Que estavas a tremer, cosida com o muro,Ombros em pé, medrosa, e fina, de luneta!” em “Poema em Petiz”“Achava os tons e as formas. DescobriaUma cabeça numa melancia,E nuns repolhos seios injectados.” em “Num Bairro Moderno”
  23. 23.  Enumeração“Nós dávamos, os dois, um giro pelo vale:Várzeas, povoações, pegos, silêncios vastos!” em “Poema em Petiz”“Em meio de arvoredo, azenhas e ruínas,” em “Poema em Petiz”“Com santos e fiéis, andores, ramos, velas,” em “Ao Gás”
  24. 24. Fim

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