SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 8
Escola Secundária de Alberto Sampaio
Ciências Socioeconómicas – 11ºM
2011-2012
Realizado no âmbito da disciplina de
Português, pelas alunas:
 Alexandra Soares, nº2
 Ana Luísa, nº 4
 Marisa Dias, nº21
Mais morta do que viva, a minha companheira
Nem força teve em si para soltar um grito;
E eu, nesse tempo, um destro1
e bravo rapazito,
Como um homenzarrão servi-lhe de barreira!
Em meio de arvoredo, azenhas e ruínas,
Pulavam para a fonte as bezerrinhas brancas;
E, tetas a abanar, as mães, de largas ancas,
Desciam mais atrás, malhadas e turinas2
.
Do seio do lugar - casitas com postigos -
Vem-nos o leite. Mas batizam-no3
primeiro.
Leva-o, de madrugada, em bilhas, o leiteiro,
Cujo pregão4
vos tira ao vosso sono, amigos!
1. destro: ágil; hábil
2. Turinas: diz-se de uma raça de gado bovino
3. Batizam-no: adicionam-lhe água
4. Pregão: anúncio público feito em voz alta
Em Petiz
I – De Tarde
Nós dávamos, os dois, um giro pelo vale:
Várzeas, povoações, pegos5
, silêncios vastos!
E os fartos animais, ao recolher dos pastos,
Roçavam pelo teu costume de percale6
.
Já não receias tu essa vaquita preta,
Que eu seguirei, prendi por um chavelho7
? Juro
Que estavas a tremer, cosida com o muro,
Ombros em pé, medrosa, e fina, de luneta!
5. pegos: os sítios mais fundos dos rios
6. costume de percale (expressão francesa): fato
de percal (tecido de algodão fino e liso)
7. chavelho: chifre
Nota:
Este poema (De Tarde) é a primeira de três partes que constituem o
poema Em Petiz. As outras duas partes intitulam-se Os Irmãozinhos e
Histórias, respetivamente.
Estrutura formal
 Tipos de estrofe:
 5 quadras
 Esquema rimático:
 A B B A / CDDC/ EFFE/ GHHG/IJJI
 Tipos de rimas:
 Rima interpolada;
 Rima emparelhada;
 Sílabas métricas:
 12 sílabas métricas - Versos alexandrinos
Tema:
 Este poema retrata uma recordação de um passeio pelo campo,
do sujeito poético, quando era mais pequeno (petiz).
 Este retrata a descrição de uma tarde passada no campo (vista
na perspetiva do presente), onde mostra a valentia e o medo do
sujeito poético e da sua acompanhante, respetivamente (estrofes
1, 4 e 5), usando a presença das vacas a pastar como pretexto
(estrofe 2 e 3).
 “Como um homenzarrão servi-lhe de barreira!”
 “Mais morta do que viva, a minha companheira
Nem força teve em si para soltar um grito”
Figuras retóricas
 Comparação:
 Por ex.: “Como um homenzarrão servi-lhe de barreira!” – V.4
 Hipérbole:
 Por ex.: “Mais morta do que viva…” – V.1
 Metáfora:
 Por ex.: “…cosida com o muro,” – V.19
 Dupla Adjetivação:
 Por ex.: “… medrosa e fina” – V.20
 Enumeração:
 Por ex.: “Várzeas, povoações, pegos, silêncios vastos” – V.14
 Por ex.: “Em meio de arvoredo, azenhas e ruínas” – V.5
 Expressão do Diminutivo:
 Por ex.: “…rapazito” – V.3
 Por ex.: “…bezerrinhas” – V.6
 Por ex.: “…vaquita” - V.17
Binómio cidade-campo
Cidade
Rapariga
Campo
arvoredo,
azenhas e ruínas
bezerrinhas
brancas
casitas com
postigos
Várzeas, povoações,
pegos, silêncios vastos
fartos animais
Identificar e caracterizar as personagens
 Caracterização da figura feminina (companheira):
 Magra, elegante, burguesa, usa óculos.
 “…teu costume de percale”
 “…e fina, de luneta”
 Medrosa e insegura.
 “Mais morta do que viva, a minha companheira
Nem força teve em si para soltar um grito;”
 “Que estavas a tremer, cosida com o muro”
 Caracterização do sujeito poético:
 Protetor, ágil e valente.
 “Como um homenzarrão servi-lhe de barreira!”

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

"Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante"
"Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante""Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante"
"Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante"VniaRodrigues30
 
Memorial do convento narrador, espaço e tempo
Memorial do convento narrador, espaço e tempoMemorial do convento narrador, espaço e tempo
Memorial do convento narrador, espaço e tempoAntónio Teixeira
 
"D. Sebastião, Rei de Portugal" - análise
"D. Sebastião, Rei de Portugal" - análise"D. Sebastião, Rei de Portugal" - análise
"D. Sebastião, Rei de Portugal" - análiseMaria João Oliveira
 
A representação na amada na lírica de Camões
A representação na amada na lírica de CamõesA representação na amada na lírica de Camões
A representação na amada na lírica de CamõesCristina Martins
 
Sermão de Santo António aos Peixes
Sermão de Santo António aos PeixesSermão de Santo António aos Peixes
Sermão de Santo António aos PeixesPaula Oliveira Cruz
 
Resumo despedidas em belém
Resumo despedidas em belémResumo despedidas em belém
Resumo despedidas em belémJoão Martins
 
Fernando Pessoa Ortónimo
Fernando Pessoa Ortónimo Fernando Pessoa Ortónimo
Fernando Pessoa Ortónimo nanasimao
 
O sentimento dum ocidental
O sentimento dum ocidentalO sentimento dum ocidental
O sentimento dum ocidental1103sancho
 
Exp10 emp lp_007 atos ilocutorios
Exp10 emp lp_007 atos ilocutoriosExp10 emp lp_007 atos ilocutorios
Exp10 emp lp_007 atos ilocutoriosmariaric
 
Os Maias - Capitulos XII, XV e XVI.
Os Maias - Capitulos XII, XV e XVI. Os Maias - Capitulos XII, XV e XVI.
Os Maias - Capitulos XII, XV e XVI. Rita Magalhães
 
Repreensões gerais e particulares
Repreensões gerais e particularesRepreensões gerais e particulares
Repreensões gerais e particularesDina Baptista
 
Sermão de Santo António aos peixes - Rémora
Sermão de Santo António aos peixes - Rémora Sermão de Santo António aos peixes - Rémora
Sermão de Santo António aos peixes - Rémora kikaveiga1
 
Luís de Camões_Rimas_Síntese_Porto Editora
Luís de Camões_Rimas_Síntese_Porto EditoraLuís de Camões_Rimas_Síntese_Porto Editora
Luís de Camões_Rimas_Síntese_Porto Editoraana salema
 
Sermão de Santo António - Resumo
Sermão de Santo António - ResumoSermão de Santo António - Resumo
Sermão de Santo António - Resumocolegiomb
 

Mais procurados (20)

"Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante"
"Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante""Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante"
"Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante"
 
Memorial do convento narrador, espaço e tempo
Memorial do convento narrador, espaço e tempoMemorial do convento narrador, espaço e tempo
Memorial do convento narrador, espaço e tempo
 
"D. Sebastião, Rei de Portugal" - análise
"D. Sebastião, Rei de Portugal" - análise"D. Sebastião, Rei de Portugal" - análise
"D. Sebastião, Rei de Portugal" - análise
 
Orfeu rebelde
Orfeu rebeldeOrfeu rebelde
Orfeu rebelde
 
A representação na amada na lírica de Camões
A representação na amada na lírica de CamõesA representação na amada na lírica de Camões
A representação na amada na lírica de Camões
 
Sermão de Santo António aos Peixes
Sermão de Santo António aos PeixesSermão de Santo António aos Peixes
Sermão de Santo António aos Peixes
 
Cap vi
Cap viCap vi
Cap vi
 
Resumo despedidas em belém
Resumo despedidas em belémResumo despedidas em belém
Resumo despedidas em belém
 
Cesário verde
Cesário verdeCesário verde
Cesário verde
 
Fernando Pessoa Ortónimo
Fernando Pessoa Ortónimo Fernando Pessoa Ortónimo
Fernando Pessoa Ortónimo
 
O sentimento dum ocidental
O sentimento dum ocidentalO sentimento dum ocidental
O sentimento dum ocidental
 
Exp10 emp lp_007 atos ilocutorios
Exp10 emp lp_007 atos ilocutoriosExp10 emp lp_007 atos ilocutorios
Exp10 emp lp_007 atos ilocutorios
 
Os Maias - Capitulos XII, XV e XVI.
Os Maias - Capitulos XII, XV e XVI. Os Maias - Capitulos XII, XV e XVI.
Os Maias - Capitulos XII, XV e XVI.
 
Repreensões gerais e particulares
Repreensões gerais e particularesRepreensões gerais e particulares
Repreensões gerais e particulares
 
Sermão de Santo António aos peixes - Rémora
Sermão de Santo António aos peixes - Rémora Sermão de Santo António aos peixes - Rémora
Sermão de Santo António aos peixes - Rémora
 
Cap ii louvores geral
Cap ii louvores geralCap ii louvores geral
Cap ii louvores geral
 
Não, não é cansaço...
Não, não é cansaço...Não, não é cansaço...
Não, não é cansaço...
 
Luís de Camões_Rimas_Síntese_Porto Editora
Luís de Camões_Rimas_Síntese_Porto EditoraLuís de Camões_Rimas_Síntese_Porto Editora
Luís de Camões_Rimas_Síntese_Porto Editora
 
Sermão de Santo António - Resumo
Sermão de Santo António - ResumoSermão de Santo António - Resumo
Sermão de Santo António - Resumo
 
Cena do onzeneiro
Cena do onzeneiroCena do onzeneiro
Cena do onzeneiro
 

Destaque

Cesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-SistematizaçãoCesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-SistematizaçãoDina Baptista
 
Dicotomia cidade campo
Dicotomia cidade campoDicotomia cidade campo
Dicotomia cidade campo1103sancho
 
Nós, de Cesário Verde
Nós, de Cesário VerdeNós, de Cesário Verde
Nós, de Cesário VerdeDina Baptista
 
Cesário Verde - Análise do poema "Contrariedades"
Cesário Verde - Análise do poema "Contrariedades"Cesário Verde - Análise do poema "Contrariedades"
Cesário Verde - Análise do poema "Contrariedades"Carlos Pina
 
Cesário verde língua portuguesa
Cesário verde   língua portuguesaCesário verde   língua portuguesa
Cesário verde língua portuguesaMariaVerde1995
 
A linguagem na poesia de Cesario Verde
A linguagem na poesia de Cesario VerdeA linguagem na poesia de Cesario Verde
A linguagem na poesia de Cesario VerdeMariaVerde1995
 
POESIA REALISTA PORTUGUESA
POESIA REALISTA PORTUGUESAPOESIA REALISTA PORTUGUESA
POESIA REALISTA PORTUGUESAItalo Delavechia
 
Cesario Verde Ave Marias Ana Catarina E Ana Sofia
Cesario Verde   Ave Marias   Ana Catarina E Ana SofiaCesario Verde   Ave Marias   Ana Catarina E Ana Sofia
Cesario Verde Ave Marias Ana Catarina E Ana SofiaJoana Azevedo
 
O sentimento dum ocidental
O sentimento dum ocidentalO sentimento dum ocidental
O sentimento dum ocidental1103sancho
 
Caracteristicas de Cesário Verde
Caracteristicas de Cesário VerdeCaracteristicas de Cesário Verde
Caracteristicas de Cesário VerdeMariaVerde1995
 

Destaque (13)

Cesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-SistematizaçãoCesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-Sistematização
 
Dicotomia cidade campo
Dicotomia cidade campoDicotomia cidade campo
Dicotomia cidade campo
 
Nós, de Cesário Verde
Nós, de Cesário VerdeNós, de Cesário Verde
Nós, de Cesário Verde
 
Cesário Verde - Análise do poema "Contrariedades"
Cesário Verde - Análise do poema "Contrariedades"Cesário Verde - Análise do poema "Contrariedades"
Cesário Verde - Análise do poema "Contrariedades"
 
Cesário verde língua portuguesa
Cesário verde   língua portuguesaCesário verde   língua portuguesa
Cesário verde língua portuguesa
 
A linguagem na poesia de Cesario Verde
A linguagem na poesia de Cesario VerdeA linguagem na poesia de Cesario Verde
A linguagem na poesia de Cesario Verde
 
POESIA REALISTA PORTUGUESA
POESIA REALISTA PORTUGUESAPOESIA REALISTA PORTUGUESA
POESIA REALISTA PORTUGUESA
 
Cesário verde
Cesário verdeCesário verde
Cesário verde
 
Cesario Verde Ave Marias Ana Catarina E Ana Sofia
Cesario Verde   Ave Marias   Ana Catarina E Ana SofiaCesario Verde   Ave Marias   Ana Catarina E Ana Sofia
Cesario Verde Ave Marias Ana Catarina E Ana Sofia
 
O sentimento dum ocidental
O sentimento dum ocidentalO sentimento dum ocidental
O sentimento dum ocidental
 
A debil cesario verde
A debil cesario verdeA debil cesario verde
A debil cesario verde
 
Vaidosa
VaidosaVaidosa
Vaidosa
 
Caracteristicas de Cesário Verde
Caracteristicas de Cesário VerdeCaracteristicas de Cesário Verde
Caracteristicas de Cesário Verde
 

Semelhante a Em petiz de tarde (Cesário verde)

Semelhante a Em petiz de tarde (Cesário verde) (20)

Romantismo no brasil segunda geração
Romantismo no brasil   segunda geraçãoRomantismo no brasil   segunda geração
Romantismo no brasil segunda geração
 
174626
174626174626
174626
 
Tipos De Poesias
Tipos De PoesiasTipos De Poesias
Tipos De Poesias
 
Chicos 19 janeiro 2009
Chicos 19 janeiro 2009Chicos 19 janeiro 2009
Chicos 19 janeiro 2009
 
Castro Alves
Castro AlvesCastro Alves
Castro Alves
 
Topicos em literatura
Topicos em literaturaTopicos em literatura
Topicos em literatura
 
Canastra véia - Cosme F. Marques
Canastra véia   - Cosme F. MarquesCanastra véia   - Cosme F. Marques
Canastra véia - Cosme F. Marques
 
Canastra véia - Cosme Ferreira Marques
Canastra véia   - Cosme Ferreira MarquesCanastra véia   - Cosme Ferreira Marques
Canastra véia - Cosme Ferreira Marques
 
Canastra véia - De Cosme Ferreira Marques
Canastra véia   - De Cosme Ferreira MarquesCanastra véia   - De Cosme Ferreira Marques
Canastra véia - De Cosme Ferreira Marques
 
Elegia a cinco livros que falam de amor
Elegia a cinco livros que falam de amorElegia a cinco livros que falam de amor
Elegia a cinco livros que falam de amor
 
Aula 01 introdução e trovadorismo
Aula 01   introdução e trovadorismoAula 01   introdução e trovadorismo
Aula 01 introdução e trovadorismo
 
Poster projecto galaico português
Poster projecto galaico portuguêsPoster projecto galaico português
Poster projecto galaico português
 
Teste cesário
Teste cesárioTeste cesário
Teste cesário
 
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
 
Macumba roberto damatta
Macumba   roberto damattaMacumba   roberto damatta
Macumba roberto damatta
 
Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 123-124
Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 123-124Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 123-124
Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 123-124
 
A decana dos muras 2
A decana dos muras 2A decana dos muras 2
A decana dos muras 2
 
Navio Negreiro Castro Alves
Navio Negreiro   Castro AlvesNavio Negreiro   Castro Alves
Navio Negreiro Castro Alves
 
Romantismo
Romantismo Romantismo
Romantismo
 
Romantismo 2014
Romantismo 2014Romantismo 2014
Romantismo 2014
 

Mais de Alexandra Soares

Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)
Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)
Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)Alexandra Soares
 
Horticultura, Floricultura e Fruticultura
Horticultura, Floricultura e FruticulturaHorticultura, Floricultura e Fruticultura
Horticultura, Floricultura e FruticulturaAlexandra Soares
 
Fontes de crescimento economico
Fontes de crescimento economicoFontes de crescimento economico
Fontes de crescimento economicoAlexandra Soares
 

Mais de Alexandra Soares (8)

Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)
Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)
Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)
 
Discrimination
DiscriminationDiscrimination
Discrimination
 
Consumer rights
Consumer rightsConsumer rights
Consumer rights
 
Horticultura, Floricultura e Fruticultura
Horticultura, Floricultura e FruticulturaHorticultura, Floricultura e Fruticultura
Horticultura, Floricultura e Fruticultura
 
Degradação das cidades
Degradação das cidadesDegradação das cidades
Degradação das cidades
 
Globalização cultural
Globalização culturalGlobalização cultural
Globalização cultural
 
Fontes de crescimento economico
Fontes de crescimento economicoFontes de crescimento economico
Fontes de crescimento economico
 
Apadrinhamento civil
Apadrinhamento civilApadrinhamento civil
Apadrinhamento civil
 

Último

Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasMesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasRicardo Diniz campos
 
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdfGuia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdfEyshilaKelly1
 
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxAula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxBiancaNogueira42
 
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfDIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfIedaGoethe
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfHenrique Pontes
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxacaciocarmo1
 
Bingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteirosBingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteirosAntnyoAllysson
 
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfCurrículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfIedaGoethe
 
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAs Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAlexandreFrana33
 
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSOVALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSOBiatrizGomes1
 
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdfSlides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdfpaulafernandes540558
 
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveaulasgege
 
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?MrciaRocha48
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxDeyvidBriel
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISVitor Vieira Vasconcelos
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPanandatss1
 
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdfMapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdfangelicass1
 
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptxAula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptxpamelacastro71
 
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino FundamentalCartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamentalgeone480617
 
Dança Contemporânea na arte da dança primeira parte
Dança Contemporânea na arte da dança primeira parteDança Contemporânea na arte da dança primeira parte
Dança Contemporânea na arte da dança primeira partecoletivoddois
 

Último (20)

Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasMesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
 
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdfGuia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
 
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxAula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
 
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfDIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
 
Bingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteirosBingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteiros
 
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfCurrículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
 
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAs Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
 
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSOVALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
 
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdfSlides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
 
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
 
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SP
 
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdfMapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
 
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptxAula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
 
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino FundamentalCartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
 
Dança Contemporânea na arte da dança primeira parte
Dança Contemporânea na arte da dança primeira parteDança Contemporânea na arte da dança primeira parte
Dança Contemporânea na arte da dança primeira parte
 

Em petiz de tarde (Cesário verde)

  • 1. Escola Secundária de Alberto Sampaio Ciências Socioeconómicas – 11ºM 2011-2012 Realizado no âmbito da disciplina de Português, pelas alunas:  Alexandra Soares, nº2  Ana Luísa, nº 4  Marisa Dias, nº21
  • 2. Mais morta do que viva, a minha companheira Nem força teve em si para soltar um grito; E eu, nesse tempo, um destro1 e bravo rapazito, Como um homenzarrão servi-lhe de barreira! Em meio de arvoredo, azenhas e ruínas, Pulavam para a fonte as bezerrinhas brancas; E, tetas a abanar, as mães, de largas ancas, Desciam mais atrás, malhadas e turinas2 . Do seio do lugar - casitas com postigos - Vem-nos o leite. Mas batizam-no3 primeiro. Leva-o, de madrugada, em bilhas, o leiteiro, Cujo pregão4 vos tira ao vosso sono, amigos! 1. destro: ágil; hábil 2. Turinas: diz-se de uma raça de gado bovino 3. Batizam-no: adicionam-lhe água 4. Pregão: anúncio público feito em voz alta Em Petiz I – De Tarde
  • 3. Nós dávamos, os dois, um giro pelo vale: Várzeas, povoações, pegos5 , silêncios vastos! E os fartos animais, ao recolher dos pastos, Roçavam pelo teu costume de percale6 . Já não receias tu essa vaquita preta, Que eu seguirei, prendi por um chavelho7 ? Juro Que estavas a tremer, cosida com o muro, Ombros em pé, medrosa, e fina, de luneta! 5. pegos: os sítios mais fundos dos rios 6. costume de percale (expressão francesa): fato de percal (tecido de algodão fino e liso) 7. chavelho: chifre Nota: Este poema (De Tarde) é a primeira de três partes que constituem o poema Em Petiz. As outras duas partes intitulam-se Os Irmãozinhos e Histórias, respetivamente.
  • 4. Estrutura formal  Tipos de estrofe:  5 quadras  Esquema rimático:  A B B A / CDDC/ EFFE/ GHHG/IJJI  Tipos de rimas:  Rima interpolada;  Rima emparelhada;  Sílabas métricas:  12 sílabas métricas - Versos alexandrinos
  • 5. Tema:  Este poema retrata uma recordação de um passeio pelo campo, do sujeito poético, quando era mais pequeno (petiz).  Este retrata a descrição de uma tarde passada no campo (vista na perspetiva do presente), onde mostra a valentia e o medo do sujeito poético e da sua acompanhante, respetivamente (estrofes 1, 4 e 5), usando a presença das vacas a pastar como pretexto (estrofe 2 e 3).  “Como um homenzarrão servi-lhe de barreira!”  “Mais morta do que viva, a minha companheira Nem força teve em si para soltar um grito”
  • 6. Figuras retóricas  Comparação:  Por ex.: “Como um homenzarrão servi-lhe de barreira!” – V.4  Hipérbole:  Por ex.: “Mais morta do que viva…” – V.1  Metáfora:  Por ex.: “…cosida com o muro,” – V.19  Dupla Adjetivação:  Por ex.: “… medrosa e fina” – V.20  Enumeração:  Por ex.: “Várzeas, povoações, pegos, silêncios vastos” – V.14  Por ex.: “Em meio de arvoredo, azenhas e ruínas” – V.5  Expressão do Diminutivo:  Por ex.: “…rapazito” – V.3  Por ex.: “…bezerrinhas” – V.6  Por ex.: “…vaquita” - V.17
  • 7. Binómio cidade-campo Cidade Rapariga Campo arvoredo, azenhas e ruínas bezerrinhas brancas casitas com postigos Várzeas, povoações, pegos, silêncios vastos fartos animais
  • 8. Identificar e caracterizar as personagens  Caracterização da figura feminina (companheira):  Magra, elegante, burguesa, usa óculos.  “…teu costume de percale”  “…e fina, de luneta”  Medrosa e insegura.  “Mais morta do que viva, a minha companheira Nem força teve em si para soltar um grito;”  “Que estavas a tremer, cosida com o muro”  Caracterização do sujeito poético:  Protetor, ágil e valente.  “Como um homenzarrão servi-lhe de barreira!”