Criação da CEE

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Criação da CEE

  1. 1. A Criação da C.E.E./U.E. A Afirmação da Europa
  2. 2. O Início <ul><li>Depois de, na primeira metade do século, quase se autodestruir em duas guerras fratricidas, a Europa reconheceu a sua herança cultural comum e a necessidade de se unir para reencontrar a prosperidade económica e a sua influência política. Churchill lança o apelo ao renascimento europeu alicerçado numa «espécie de Estados Unidos da Europa». </li></ul>
  3. 3. Sir Winston Churchill <ul><li>Churchill, um antigo oficial do exército, repórter de guerra e Primeiro-Ministro britânico (1940-1945 e 1951-1955), foi um dos primeiros preconizar a criação dos “Estados Unidos da Europa”. Depois da experiência da Segunda Guerra Mundial, acreditava que só uma Europa unida poderia garantir a paz. O seu objectivo era eliminar de uma vez por todas as “doenças” europeias do nacionalismo e do belicismo. Churchill apresentou as suas conclusões, extraídas da experiência histórica, no seu famoso “Discurso à juventude académica”, que proferiu na Universidade de Zurique em 1946: “Existe um remédio que (...), em poucos anos, poderia tornar toda a Europa(...) livre e (...) feliz. Trata-se de reconstituir a família europeia ou, pelo menos, a parte que nos for possível reconstituir e assegurar-lhe uma estrutura que lhe permita viver em paz, segurança e liberdade. Devemos criar uma espécie de Estados Unidos da Europa.” </li></ul>
  4. 4. A C.E.C.A. <ul><li>O primeiro passo para a cooperação europeia resultou da Declaração Schuman que previa a cooperação entre a França e a Alemanha na produção de carvão e aço, acabando com a rivalidade entre os dois países. Desta iniciativa resultou a CECA (Comunidade Europeia do Carvão e do Aço) a que aderiram além da Alemanha e da França, a Itália, a Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo. Ainda que de índole estritamente económica e limitada aos sectores referidos, a CECA foi o início de uma união mais ampla, a CEE (Comunidade Económica Europeia)-, criada em 1957 pelo Tratado de Roma. </li></ul>
  5. 5. Robert Schuman <ul><li>Robert Schuman, político, advogado de alto nível e Ministro dos Negócios Estrangeiros francês entre 1948 e 1952, é considerado um dos promotores da unificação europeia. Em colaboração com Jean Monnet, elaborou o famoso Plano Schuman, que divulgou em 9 de Maio de 1950, hoje considerada a data de nascimento da União Europeia. Nesse plano, Schuman propunha o controlo conjunto da produção do carvão e do aço, as matérias-primas mais importantes para a produção de armamento. A ideia fundamental subjacente à proposta era a de que um país que não controlasse a produção de carvão e de aço não estaria em condições de declarar guerra a outro. </li></ul>
  6. 6. A C.E.E. <ul><li>Firmado pelos mesmos seis países que integravam a CECA, o Tratado de Roma, pelo qual os países signatários se comprometiam a permitir, entre si, a livre circulação de mercadorias, de capitais e trabalhadores e a livre prestação de serviços, é considerado o ponto de partida da actual União Europeia. A união aduaneira, prevista no Tratado de Roma, traduziu-se num forte aumento das trocas internacionais e foi este sucesso que conduziu ao alargamento da CEE, à qual aderiram o Reino Unido, a Irlanda e a Dinamarca e posteriormente, as recentes democracias do Sul, Grécia, Portugal e Espanha. </li></ul>
  7. 7. Jean Monnet <ul><li>O consultor económico e político francês Jean Monnet dedicou a sua vida à causa da integração europeia, tendo sido o inspirador do “Plano Schuman”, que previa a fusão da indústria pesada da Europa Ocidental. Como consultor de alto nível do governo francês, foi o principal inspirador da famosa “Declaração Schuman” de 9 de Maio de 1950, que conduziu à criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, considerada o acto fundador da União Europeia. Entre 1952 e 1955, foi o primeiro Presidente do órgão executivo da referida Comunidade. No entanto, seria injusto limitar a influência de Monnet à esfera económica. É sua a famosa frase, frequentemente citada: “Mais do que coligar Estados, importa unir os homens”. É essa a ideia subjacente aos actuais programas de intercâmbio cultural e educativo da UE. </li></ul>
  8. 8. A U.E. <ul><li>Através da afirmação da CEE como nova potência e novo grupo económico poderoso, reforçado por organismos políticos comuns, há a fragilização do bipolarismo político institucionalizado. </li></ul><ul><li>De então para cá, a Europa comunitária não só alargou o seu âmbito geográfico como fortaleceu os laços que a unem, continuando a funcionar como uma federação de Estados soberanos sob o signo da liberdade, da cooperação e do respeito mútuo. </li></ul>
  9. 9. Os Símbolos da U.E. Esta é a bandeira da Europa, símbolo não só da União Europeia, mas também da unidade e da identidade da Europa em sentido mais lato. O círculo de estrelas douradas representa a solidariedade e a harmonia entre os povos da Europa. O número de estrelas não tem nada a ver com o número de Estados-Membros. As estrelas são doze porque tradicionalmente este número constitui um símbolo de perfeição, plenitude e unidade. Assim, a bandeira mantém-se inalterada, independentemente dos alargamentos da UE.
  10. 10. As Fases da Europa <ul><li>Em 1957, núcleo inicial, Europa dos seis – faixa do Mar do Norte ao Mediterrâneo – prioridade na integração aos países com elevada taxa de emprego nos sectores de serviços e indústria, e reduzida na agricultura; Segunda vaga de adesões em 1973 – Reino Unido, Irlanda e Dinamarca; Terceira vaga nos anos 80 – países da Europa do Sul, progressivamente menos dependentes da agricultura. </li></ul>
  11. 11. O Mapa da Europa Comunitária Primeira Fase: Inspirando-se no Plano Schuman, seis países assinam um tratado que visa colocar as suas indústrias pesadas do carvão e do aço sob uma autoridade comum. A partir de agora nenhum pode fabricar armas de guerra para as dirigir contra os outros, como no passado. Estes seis países são a Alemanha, a Bélgica, a França, a Itália, o Luxemburgo e os Países Baixos.
  12. 12. O Primeiro Alargamento Segunda Fase: 1 de Janeiro de 1973 Os Seis passam a ser Nove, com a adesão formal da Dinamarca, da Irlanda e do Reino Unido. Estados-Membros: Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos. Novos Estados-Membros: Dinamarca, Irlanda e Reino Unido.
  13. 13. O Alargamento dos Anos 80 Terceira Fase O número de membros da Comunidade passa a 10, com a adesão da Grécia, que pôde aderir depois da queda do seu regime militar e do restabelecimento da democracia em 1974. Estados-Membros: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Reino Unido. Novo Estado-Membro: Grécia.
  14. 14. O Alargamento dos Anos 80 (Portugal) Terceira Fase: Espanha e Portugal aderem à CEE, o que aumenta para 12 o número dos seus membros. Estados-Membros: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Reino Unido. Novos Estados-Membros: Espanha e Portugal.

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