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Língua, comunidade linguística, variação e mudança
                                Mudança linguística




                                         Disciplina de Português
                              Profª: Helena Maria Coutinho
Mudança linguística

Fenómeno que resulta da projeção da língua de uma comunidade na história
dessa comunidade e das suas comunidades descendentes. Fruto da
mudança linguística, a língua do passado é diferente da língua do presente. A
disciplina que estuda essa diferença é a linguística histórica.

A mudança linguística observa-se a todos os níveis gramaticais e resulta da
combinação de diferentes fatores de mudança:
os fatores internos, que são constituídos pela própria estrutura da língua,
e os fatores externos, de natureza sobretudo geográfica e social.

É através da variação social que a mudança linguística se propaga numa
comunidade.
Os linguistas têm hoje boas razões para sustentar que um grande número de
línguas da Europa e da Ásia provêm de uma mesma língua de origem,
designada pelo termo indo-europeu. Com exceção do basco, todas as línguas
oficiais dos países da Europa ocidental pertencem a quatro ramos da família
indo-europeia:


                 o helénico (grego)

                 o românico (português, italiano, francês, castelhano, etc.)

                 o germânico (inglês, alemão)

                 o céltico (irlandês, gaélico).


   Um quinto ramo, o eslavo, engloba diversas línguas atuais da Europa Oriental.
ORIGENS



              INDO-EUROPEU


Línguas    Línguas     Línguas     Línguas
                                              …
Itálicas   Eslavas    Germânicas   Célticas




   LATIM
Alguns factos históricos que se repercutiram na formação da
Língua Portuguesa:

      a conquista romana da Península Ibérica; (sec II a.C)
      a invasão dos bárbaros germanos; (sec. V)
      a constituição dos impérios bárbaros, como o visigótico;
      (sec VI – VIII)
      o domínio árabe na Península; (sec VIII, ano 711)
      a luta da reconquista cristã; (sec XI-XII)
      a formação do reino de Portugal; (1143)
      a expansão ultramarina. (sec XVI-XVII)
O latim foi inicialmente falado numa pequena região, o Lácio, cuja capital é Roma.

Depois, com o aumentar do Império Romano, o latim passou a ser falado também
pelos povos conquistados.




Língua do Lácio, região de Roma.




 Níveis de Língua:
           Latim literário, usado pelos escritores;
           Latim falado pelas pessoas cultas, da aristocracia;
           Latim vulgar, falado pelos soldados, comerciantes, funcionários, …
Embora a Península Ibérica fosse habitada desde muito antes da ocupação
romana, pouquíssimos traços das línguas faladas por estes povos persistem
no português moderno.

A língua portuguesa, que tem como origem a modalidade falada do latim,
desenvolveu-se na costa oeste da Península Ibérica (atuais Portugal e região
da Galiza).

A partir de 218 a.C., com a invasão romana da península, e até ao século IX,
a língua falada na região é o romance, uma variante do latim que constitui
um estágio intermediário entre o latim vulgar e as línguas latinas modernas
(português, castelhano, francês, …)
Os povos da Península Ibérica,
   com exceção dos Bascos, adotam
   o Latim como língua.




Os cidadãos romanos que se espalhavam pelos territórios conquistados eram
sobretudo os soldados, comerciantes e empregados do Estado, que falavam uma
linguagem popular, própria das classes menos instruídas - o chamado      latim
vulgar.

É este latim de cunho popular que está na origem de várias línguas, entre elas o
português.
LATIM VULGAR           LATIM LITERÁRIO




   evoluiu em meios   usado na literatura, na
      populares       oratória, dando origem, mais
  e impunha-se na     tarde, ao
    conversação.
                      - médio-latim
Está na origem do     - baixo-latim
PORTUGUÊS             - latim-bárbaro
O Latim vai sofrendo alterações em contacto com as diferentes línguas já
     existentes nas várias províncias de Roma, dando origem às LÍNGUAS
     ROMÂNICAS ou NOVILATINAS:




               LÍNGUAS ROMÂNICAS

Português    Espanhol     Catalão     Italiano    Francês    Romeno



    escola      escuela      escola      scuola      école       şcoală
SÉCULOS V a VIII d.C.
411 d. C.  Suevos ocupam o noroeste da Península Ibérica.
418 d. C.  chegada dos Visigodos à Península Ibérica.

       Os germanos constituíam a classe guerreira, por
    isso, a classe subjugada habituou-se a chamar aos
    objectos e a tudo que se referia à guerra, coisas às
    vezes novas para ela, como ouvia diariamente
    denominar.



                      Daí o grande número de termos militares de
                      origem germânica: guerra, baluarte, brecha,
                      escaramuça, brasão, brandir, dardo, flecha,
                      espora, bridar, galopar.


    c. 500 d. C.
SÉCULO VIII d.C.
711 d. C.  Árabes iniciam a conquista da Península Ibérica.

713 d. C.  Árabes dominam as antigas Lusitania e Gallaecia.


         O árabe é adoptado como língua oficial nas regiões
        conquistadas, mas a população continua a falar o romance.




                                                      O Árabe deixa marcas
                                                    consideráveis no léxico
                                                          português.
Enriqueceram a nossa língua vocábulos dos povos bárbaros, dos árabes, dos
poetas, dos escritores clássicos, dos descobridores, dos homens da ciência e da
técnica.


  Dos povos invasores ficaram-nos       Dos árabes ficaram-nos vocábulos
 vocábulos como:                        como:
  agasalhar; arreio; baluarte;          açorda; açúcar; álcool; alecrim;
  barriga; bradar; dardo; elmo;         alfaiate; algarismo; alqueire;
  escaramuça; esgrimir; franco;         Aljezur; almofada; atalaia; arroba;
  galope; gastar; guerra; grinalda;     armazém; azeitona; azenha;
  luva; marchar; orgulho; raça;         azul; fatia; garrafa; mesquinho;
  roubar; sala; tirar; trepar; etc.     oxalá; xadrez; xarope; etc.


 Verifica-se pelo sentido destas palavras que o domínio árabe foi grande no
 que respeita aos aspectos materiais da vida, pois dificilmente encontramos
 uma palavra abstracta.
Estrato, Substrato e Superstrato

              Línguas anteriores ao Latim e que o
SUBSTRATO                                            Ex.: Celta
              influenciaram



              ROMANCE (fusão do Latim Vulgar com os falares dos
ESTRATO
              povos autóctones)



                   Línguas posteriores à
                                                       Ex.:
SUPERSTRATO        consolidação do ROMANCE e
                                                      Árabe
                   que o influenciam
Português antigo

Nome convencionado para designar a fase da língua
portuguesa falada durante a Idade Média entre o século XII
(época em que se começaram a redigir textos em português)
e o século XV. É sinónimo de português arcaico e de galaico-
português.
A fase anterior da língua portuguesa, possivelmente falada
logo desde os séculos VI e VII no Noroeste da Península
Ibérica, chama-se "romance     galego português".
O galego-português
No século XI, com o início da reconquista cristã da Península Ibérica, o galego-
português consolida-se como língua falada e escrita da Lusitânia. Os árabes
são expulsos para o sul da península, onde surgem os dialectos moçárabes, a
partir do contacto do árabe com o latim. Em galego-português são escritos os
primeiros documentos oficiais e textos literários não latinos da região, como
os cancioneiros (colectâneas de poemas medievais):
SÉCULO IX - XIII
Séc. IX  Surge o Galaico-Português, sendo apenas
              utilizado na oralidade.

Séc. XII  Galaico-Português passa a ser usado também na
                 escrita.

Séc. XIII  surge oficialmente o Português, por ordem de
                 D. Dinis.



        O mais antigo texto escrito em Português
        é o Testamento de D. Afonso II e data de
        1214
Entre os séculos XIV e XVI, com a construção do império português de

ultramar, a língua portuguesa faz-se presente em várias regiões da Ásia,

África e América, sofrendo influências locais (presentes na língua atual em

termos como jangada, de origem malaia, e chá, de origem chinesa).

Com o Renascimento, aumenta o número de italianismos e palavras

eruditas de derivação grega, tornando o português mais complexo e

maleável.

O fim desse período de consolidação da língua (ou de utilização do

português arcaico) é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de

Garcia de Resende, em 1516.
Português clássico

Nome convencionado para designar a fase do português
europeu falada durante a Idade Moderna, ou seja, entre
os séculos XVI e XVIII.
No século XVI, com o aparecimento das primeiras gramáticas que

definem a morfologia e a sintaxe, a língua entra na sua fase moderna: em

Os Lusíadas, de Luís de Camões (1572), o português já é, tanto na

estrutura da frase quanto na morfologia, muito próximo do atual. A partir

daí, a língua terá mudanças menores: na fase em que Portugal foi

governado pelo trono espanhol (1580-1640), o português incorpora

palavras castelhanas (como bobo e granizo); e a influência francesa no

século XVIII (sentida principalmente em Portugal) faz o português da

metrópole afastar-se do falado nas colónias.
Português contemporâneo

Nome convencionado para designar a fase do
português europeu falada a partir do século XIX.
Nos séculos XIX e XX o vocabulário português recebe novas

contribuições: surgem termos de origem greco-latina para designar os

avanços tecnológicos da época (como automóvel e televisão) e termos

técnicos em inglês em ramos como as ciências médicas e a informática

(por exemplo, check-up e software). O volume de novos termos estimula

a criação de uma comissão composta por representantes dos países de

língua portuguesa, em 1990, para uniformizar o vocabulário técnico e

evitar o agravamento do fenómeno de introdução de termos diferentes

para os mesmos objetos.
Devido à intensificação das nossas relações comerciais,
culturais e desportivas com a Europa, importamos muitos
vocábulos.


Exemplo:
França – boné, garagem, chefe, duche, hotel
Inglaterra – cheque, filme, futebol, ténis, bife, bar
Itália – piano, maestro, coronel, esquadra
Alemão – valsa, zinco
Espanha – sangria, tejadilho, sapatilha, passeio
A adoção de vocábulos de outras línguas adaptados à fonética da
língua portuguesa chama-se ESTRANGEIRISMOS.

A nossa língua vai continuar a enriquecer-se com a criação de novos
vocábulos necessários para designar as novas realidades, são os
NEOLOGISMOS.

Exemplo:
       computador, internet, telemóvel, metropolitano, satélite...
A língua portuguesa é falada por cerca
de 200 milhões de pessoas espalhadas
pelos cinco continentes, sendo a língua
oficial em muitos países (PALOP).




E as mudanças acontecem quase diariamente ...

Exemplo:
    Olá! Td bem? Eu estou :-) pk to a fazer uma expo mt gira sobre a
    hist da língua Port, i é mt interessante ver cm cresceu a língua Port
    desde o D. Afonso Henrikes até aos pc's i à net.
    ***********************'s teh logo.
Português
Profª: Helena Maria Coutinho

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Mudança linguística e origens do português

  • 1. Língua, comunidade linguística, variação e mudança Mudança linguística Disciplina de Português Profª: Helena Maria Coutinho
  • 2. Mudança linguística Fenómeno que resulta da projeção da língua de uma comunidade na história dessa comunidade e das suas comunidades descendentes. Fruto da mudança linguística, a língua do passado é diferente da língua do presente. A disciplina que estuda essa diferença é a linguística histórica. A mudança linguística observa-se a todos os níveis gramaticais e resulta da combinação de diferentes fatores de mudança: os fatores internos, que são constituídos pela própria estrutura da língua, e os fatores externos, de natureza sobretudo geográfica e social. É através da variação social que a mudança linguística se propaga numa comunidade.
  • 3.
  • 4. Os linguistas têm hoje boas razões para sustentar que um grande número de línguas da Europa e da Ásia provêm de uma mesma língua de origem, designada pelo termo indo-europeu. Com exceção do basco, todas as línguas oficiais dos países da Europa ocidental pertencem a quatro ramos da família indo-europeia: o helénico (grego) o românico (português, italiano, francês, castelhano, etc.) o germânico (inglês, alemão) o céltico (irlandês, gaélico). Um quinto ramo, o eslavo, engloba diversas línguas atuais da Europa Oriental.
  • 5.
  • 6. ORIGENS INDO-EUROPEU Línguas Línguas Línguas Línguas … Itálicas Eslavas Germânicas Célticas LATIM
  • 7. Alguns factos históricos que se repercutiram na formação da Língua Portuguesa: a conquista romana da Península Ibérica; (sec II a.C) a invasão dos bárbaros germanos; (sec. V) a constituição dos impérios bárbaros, como o visigótico; (sec VI – VIII) o domínio árabe na Península; (sec VIII, ano 711) a luta da reconquista cristã; (sec XI-XII) a formação do reino de Portugal; (1143) a expansão ultramarina. (sec XVI-XVII)
  • 8. O latim foi inicialmente falado numa pequena região, o Lácio, cuja capital é Roma. Depois, com o aumentar do Império Romano, o latim passou a ser falado também pelos povos conquistados. Língua do Lácio, região de Roma. Níveis de Língua:  Latim literário, usado pelos escritores;  Latim falado pelas pessoas cultas, da aristocracia;  Latim vulgar, falado pelos soldados, comerciantes, funcionários, …
  • 9. Embora a Península Ibérica fosse habitada desde muito antes da ocupação romana, pouquíssimos traços das línguas faladas por estes povos persistem no português moderno. A língua portuguesa, que tem como origem a modalidade falada do latim, desenvolveu-se na costa oeste da Península Ibérica (atuais Portugal e região da Galiza). A partir de 218 a.C., com a invasão romana da península, e até ao século IX, a língua falada na região é o romance, uma variante do latim que constitui um estágio intermediário entre o latim vulgar e as línguas latinas modernas (português, castelhano, francês, …)
  • 10. Os povos da Península Ibérica, com exceção dos Bascos, adotam o Latim como língua. Os cidadãos romanos que se espalhavam pelos territórios conquistados eram sobretudo os soldados, comerciantes e empregados do Estado, que falavam uma linguagem popular, própria das classes menos instruídas - o chamado latim vulgar. É este latim de cunho popular que está na origem de várias línguas, entre elas o português.
  • 11. LATIM VULGAR LATIM LITERÁRIO evoluiu em meios usado na literatura, na populares oratória, dando origem, mais e impunha-se na tarde, ao conversação. - médio-latim Está na origem do - baixo-latim PORTUGUÊS - latim-bárbaro
  • 12. O Latim vai sofrendo alterações em contacto com as diferentes línguas já existentes nas várias províncias de Roma, dando origem às LÍNGUAS ROMÂNICAS ou NOVILATINAS: LÍNGUAS ROMÂNICAS Português Espanhol Catalão Italiano Francês Romeno escola escuela escola scuola école şcoală
  • 13. SÉCULOS V a VIII d.C. 411 d. C.  Suevos ocupam o noroeste da Península Ibérica. 418 d. C.  chegada dos Visigodos à Península Ibérica. Os germanos constituíam a classe guerreira, por isso, a classe subjugada habituou-se a chamar aos objectos e a tudo que se referia à guerra, coisas às vezes novas para ela, como ouvia diariamente denominar. Daí o grande número de termos militares de origem germânica: guerra, baluarte, brecha, escaramuça, brasão, brandir, dardo, flecha, espora, bridar, galopar. c. 500 d. C.
  • 14. SÉCULO VIII d.C. 711 d. C.  Árabes iniciam a conquista da Península Ibérica. 713 d. C.  Árabes dominam as antigas Lusitania e Gallaecia. O árabe é adoptado como língua oficial nas regiões conquistadas, mas a população continua a falar o romance. O Árabe deixa marcas consideráveis no léxico português.
  • 15. Enriqueceram a nossa língua vocábulos dos povos bárbaros, dos árabes, dos poetas, dos escritores clássicos, dos descobridores, dos homens da ciência e da técnica.  Dos povos invasores ficaram-nos  Dos árabes ficaram-nos vocábulos vocábulos como: como:  agasalhar; arreio; baluarte;  açorda; açúcar; álcool; alecrim;  barriga; bradar; dardo; elmo;  alfaiate; algarismo; alqueire;  escaramuça; esgrimir; franco;  Aljezur; almofada; atalaia; arroba;  galope; gastar; guerra; grinalda;  armazém; azeitona; azenha;  luva; marchar; orgulho; raça;  azul; fatia; garrafa; mesquinho;  roubar; sala; tirar; trepar; etc.  oxalá; xadrez; xarope; etc. Verifica-se pelo sentido destas palavras que o domínio árabe foi grande no que respeita aos aspectos materiais da vida, pois dificilmente encontramos uma palavra abstracta.
  • 16. Estrato, Substrato e Superstrato Línguas anteriores ao Latim e que o SUBSTRATO Ex.: Celta influenciaram ROMANCE (fusão do Latim Vulgar com os falares dos ESTRATO povos autóctones) Línguas posteriores à Ex.: SUPERSTRATO consolidação do ROMANCE e Árabe que o influenciam
  • 17.
  • 18.
  • 19. Português antigo Nome convencionado para designar a fase da língua portuguesa falada durante a Idade Média entre o século XII (época em que se começaram a redigir textos em português) e o século XV. É sinónimo de português arcaico e de galaico- português. A fase anterior da língua portuguesa, possivelmente falada logo desde os séculos VI e VII no Noroeste da Península Ibérica, chama-se "romance galego português".
  • 20. O galego-português No século XI, com o início da reconquista cristã da Península Ibérica, o galego- português consolida-se como língua falada e escrita da Lusitânia. Os árabes são expulsos para o sul da península, onde surgem os dialectos moçárabes, a partir do contacto do árabe com o latim. Em galego-português são escritos os primeiros documentos oficiais e textos literários não latinos da região, como os cancioneiros (colectâneas de poemas medievais):
  • 21. SÉCULO IX - XIII Séc. IX  Surge o Galaico-Português, sendo apenas utilizado na oralidade. Séc. XII  Galaico-Português passa a ser usado também na escrita. Séc. XIII  surge oficialmente o Português, por ordem de D. Dinis. O mais antigo texto escrito em Português é o Testamento de D. Afonso II e data de 1214
  • 22. Entre os séculos XIV e XVI, com a construção do império português de ultramar, a língua portuguesa faz-se presente em várias regiões da Ásia, África e América, sofrendo influências locais (presentes na língua atual em termos como jangada, de origem malaia, e chá, de origem chinesa). Com o Renascimento, aumenta o número de italianismos e palavras eruditas de derivação grega, tornando o português mais complexo e maleável. O fim desse período de consolidação da língua (ou de utilização do português arcaico) é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516.
  • 23.
  • 24. Português clássico Nome convencionado para designar a fase do português europeu falada durante a Idade Moderna, ou seja, entre os séculos XVI e XVIII.
  • 25. No século XVI, com o aparecimento das primeiras gramáticas que definem a morfologia e a sintaxe, a língua entra na sua fase moderna: em Os Lusíadas, de Luís de Camões (1572), o português já é, tanto na estrutura da frase quanto na morfologia, muito próximo do atual. A partir daí, a língua terá mudanças menores: na fase em que Portugal foi governado pelo trono espanhol (1580-1640), o português incorpora palavras castelhanas (como bobo e granizo); e a influência francesa no século XVIII (sentida principalmente em Portugal) faz o português da metrópole afastar-se do falado nas colónias.
  • 26.
  • 27. Português contemporâneo Nome convencionado para designar a fase do português europeu falada a partir do século XIX.
  • 28. Nos séculos XIX e XX o vocabulário português recebe novas contribuições: surgem termos de origem greco-latina para designar os avanços tecnológicos da época (como automóvel e televisão) e termos técnicos em inglês em ramos como as ciências médicas e a informática (por exemplo, check-up e software). O volume de novos termos estimula a criação de uma comissão composta por representantes dos países de língua portuguesa, em 1990, para uniformizar o vocabulário técnico e evitar o agravamento do fenómeno de introdução de termos diferentes para os mesmos objetos.
  • 29. Devido à intensificação das nossas relações comerciais, culturais e desportivas com a Europa, importamos muitos vocábulos. Exemplo: França – boné, garagem, chefe, duche, hotel Inglaterra – cheque, filme, futebol, ténis, bife, bar Itália – piano, maestro, coronel, esquadra Alemão – valsa, zinco Espanha – sangria, tejadilho, sapatilha, passeio
  • 30. A adoção de vocábulos de outras línguas adaptados à fonética da língua portuguesa chama-se ESTRANGEIRISMOS. A nossa língua vai continuar a enriquecer-se com a criação de novos vocábulos necessários para designar as novas realidades, são os NEOLOGISMOS. Exemplo: computador, internet, telemóvel, metropolitano, satélite...
  • 31. A língua portuguesa é falada por cerca de 200 milhões de pessoas espalhadas pelos cinco continentes, sendo a língua oficial em muitos países (PALOP). E as mudanças acontecem quase diariamente ... Exemplo: Olá! Td bem? Eu estou :-) pk to a fazer uma expo mt gira sobre a hist da língua Port, i é mt interessante ver cm cresceu a língua Port desde o D. Afonso Henrikes até aos pc's i à net. ***********************'s teh logo.