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Escola Secundária de Albufeira
Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial

PROVA DE APTIDÃO PROFISSIONAL

Orientadora: Professora Emília Oliveira
Aluna: Andreia Nogueira
Ano letivo 2012/2013
Escola Secundária de Albufeira
Prova de Aptidão Profissional

Aluna: Andreia Nogueira

AGRADECIMENTOS
De uma forma muito especial agradeço à Prof. Emília Oliveira, por toda a motivação
que me soube transmitir, assim como as criticas e sugestões que me fez e que tanto
me ensinaram, revelando o empenho e interesse que desde a primeira hora colocou
nesta orientação.
Às professoras, Nélia Leal da disciplina de Animação Sociocultural e Fernanda Cabrita
da disciplina de Área de Expressões por, em algumas aulas, nos deixarem trabalhar na
PAP e nos ajudarem com a mesma.
À Creche Infantário Quinta dos Pardais, mais especificadamente à educadora de
infância a quem fiz a entrevista, por colaborar na entrevista e nos questionários com
as crianças e pela vasta informação que me forneceu.

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Aluna: Andreia Nogueira

ÍNDICE
Páginas
Agradecimentos………………………………………………………………………………………..1
Ser empreendedor é ………………………………………………………………………………….4
Introdução………………………………………………………………………………………………..5
Capítulo I – Fundamentação teórica……………………………………………………………6
1- Conceito de Empreendedorismo……………………………………………………………….7
2- O Perfil do Empreendedor……………………………………………………………………….7
3- Dez Características de um empreendedor de SUCESSO……………………………….9
4- Competências a desenvolver pelo empreendedor………………………………………10
5- Atitudes recomendadas ao empreendedor………………………………………………..13
6- Ser empreendedor: uma herança genética?......................................................14
7-Promover o empreendedorismo nas crianças: o papel da Escola e da
Família…………………………………………………………………………………………………...14
8- Características das crianças dos 4 aos 6 anos…………………………………………….18
Capítulo II – Diagnóstico…………………………………………………………………………..21
Introdução à fase de diagnóstico…………………………………………………………………22
Tratamento estatístico………………………………………………………………………………23
Conteúdo da entrevista efetuada á educadora e dos questionários aplicados às
crianças…………………………………………………………………………………………………..29
Conclusão dos questionários aplicados às crianças e entrevista efetuada á
educadora………………………………………………………………………………………………..32
Caraterização do problema………………………………………………………………………...33
Capítulo III – O projeto de intervenção………………………………………………………..34
Descrição da atividade………………………………………………………………………………..35
Objetivos………………………………………………………………………………………………….35
2
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Recursos………………………………………………………………………………………………….35
Calendarização…………………………………………………………………………………………35
A implementação………………………………………………………………………………………35
A avaliação……………………………………………………………………………………………….36
Conclusão…………………………………………………………………………………………………37
Webgrafia…………………………………………………………………………………………………38
Anexos…………………………………………………………………………………………………….39
Anexo I……………………………………………………………………………………………………..40
Anexo II…………………………………………………………………………………………………….42
Anexo III……………………………………………………………………………………………………43
Anexo IV……………………………………………………………………………………………………44
Anexo V…………………………………………………………………………………………………….46

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SER EMPREENDEDOR É…

“ Ser um empreendedor é executar os sonhos, mesmo que haja riscos.
É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças.
É caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola.
É tomar atitudes que ninguém tomou.
É ter consciência de que quem vence sem obstáculos triunfa sem glória.
É não esperar uma herança, mas construir uma história...
Quantos projetos você deixou para trás?
Quantas vezes os seus temores bloquearam os seus sonhos?
Ser um empreendedor não é esperar a felicidade acontecer, mas conquistá-la.”

Augusto Cury

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INTRODUÇÃO
Para a minha PAP escolhi o tema do Empreendedorismo. A razão desta escolha tem a
ver com o facto de ter feito uma pesquisa aprofundada sobre este tema e ter
verificado que o mesmo é bastante importante na formação pessoal e social das
crianças, sendo determinante do futuro que as ajudamos a construir.
Vou abordar principalmente o empreendedorismo nas crianças, visto que durante a
minha pesquisa eu notei que as competências empreendedoras devem ser
estimuladas desde a infância.
Com base numa entrevista que fiz a uma educadora da Creche Infantário Quinta dos
Pardais, verifiquei que muitas crianças não estão a desenvolver atitudes de um
empreendedor. Penso, por isso, criar uma ideia de intervenção, para crianças dos 4
aos 6 anos.
O trabalho encontra-se dividido em três partes:
No capítulo I encontra-se a fundamentação teórica, com informação pesquisada na
internet sobre o tema e que me ajudou a compreendê-lo melhor.
No capítulo II encontra-se o diagnóstico, que realizei na Creche Infantário Quinta dos
Pardais.
No capítulo III encontra-se o projeto de intervenção, que devido a contratempos que
não permitiram ser aplicado na data prevista e também porque PAP será apresentada
antes do início do estágio; pois se fosse depois eu aplicaria o projeto durante o estágio
na identidade que vou estagiar – Creche Infantário Quinta dos Pardais.

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Capítulo I
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

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1- Conceito de Empreendedorismo
Empreendedorismo é o estudo voltado para o desenvolvimento de competências e
habilidades relacionadas com a criação de um projeto (técnico, científico,
empresarial). Tem origem no termo empreender que significa realizar, fazer ou
executar.
Um empreendedor é uma pessoa totalmente orientada para a ação, não é
simplesmente uma pessoa que tem boas ideias, mas é aquele que faz acontecer, é
altamente motivado e assume riscos calculados para atingir os seus objetivos.
A palavra empreendedorismo foi utilizada pelo economista Joseph Schumpeter em
1950 como: “sendo uma pessoa com criatividade e capaz de fazer sucesso com
inovações”.
Em 1970, Peter Drucker, considerado o pai da administração, introduziu o conceito de
risco para o empreendedor, “uma pessoa empreendedora precisa arriscar em algum
negócio”.
Mas este tipo de pessoa não é necessariamente uma pessoa que tem o seu próprio
negócio. E em 1985 com Gifford Pinchot introduziu o conceito de Intraempreendedor, uma pessoa empreendedora, mas dentro de uma organização. Uma
pessoa não precisa ter o seu próprio negócio para ter comportamentos de
empreendedor, este tipo de profissional podemos dizer que é aquele que “veste a
camisa” da empresa, não visando o “lucro”, mas o sucesso da organização onde
trabalha.

2- O Perfil do Empreendedor
Ao observar verdadeiros empreendedores, é possível identificar um conjunto de
aspetos que lhes são muito próprios:
1. Os empreendedores são peritos em identificar, explorar e comercializar
oportunidades.
2. São excelentes na arte de criar (novos produtos, serviços ou processos).
3. Pensam de forma diferente: os empreendedores têm uma perspetiva diferente
das coisas; adivinham problemas que os outros não veem ou que ainda nem
existem; descobrem soluções antes mesmo de outros sentirem as
necessidades.
4. Veem o que outros não veem: o empreendedor vê oportunidades que escapam
aos outros, ou a que os outros não atribuem relevância.
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5. Gostam de assumir riscos: acreditam nos seus palpites e seguem-nos.
6. Os empreendedores competem consigo próprios e acreditam que o sucesso ou
fracasso dependem de si. Na sua maioria não desistem e nunca param de lutar
pelo sucesso.
7. Aceitam o insucesso: embora nenhum empreendedor goste de falhar, sabe
que a possibilidade de fracassar é inerente ao risco que qualquer actividade
empreendedora comporta. O insucesso é encarado como uma possibilidade de
aprender e evoluir e previne futuros fracassos.
8. Observam o que os rodeia: a grande maioria das ideias e inovações bem
sucedidas foram desenvolvidas a partir de uma realidade próxima ao
empreendedor – no âmbito profissional, familiar, de lazer.
Em vários estudos feitos com empreendedores sobre as características às quais
atribuíam o seu sucesso, as que mais se destacaram foram a perseverança, o
desejo e vontade de traçar o rumo da sua vida, a competitividade, a auto-estima,
o forte desejo de vencer, a auto-confiança e a flexibilidade.
Curiosamente, a vontade de ganhar muito dinheiro, as competências de gestão ou
o desejo de poder costumam ocupar os últimos lugares das listas.
Mas para além destas há um conjunto de outras características comuns aos
empreendedores:





















Curiosidade
Capacidade de resistência (física e emocional)
Orientação para objetivos
Independência
Exigência
Elevada propensão para o risco calculado
Tolerância à ambiguidade e à incerteza
Criatividade
Inovação
Visão
Empenho
Aptidão para resolução de problemas
Capacidade de adaptação
Iniciativa
Integridade
Capacidade de angariação de recursos
Capacidade de persuasão
Forte apetência pela mudança
Empatia
Tolerância ao fracasso
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 Grande capacidade de trabalho
 Capacidade de liderança

3- Dez Características de um empreendedor de SUCESSO:
1º Transformar uma crise numa oportunidade:
Os empreendedores são otimistas, conseguem transformar uma tragédia em
oportunidade, o fracasso em sucesso. Uma situação de desemprego pode ser
encarada não como o fim do mundo, mas como o início de uma grande oportunidade
de começar um negócio.
2º Empreender sem capital:
A habilidade de começar com quase nada é uma das mais importantes. A utilização do
capital de terceiros, com o tempo, faz surgir dos nada verdadeiros impérios
empresariais.
3º Marketing e negociação:
A capacidade de vender a ideia é, sem dúvida, uma grande habilidade dos
empreendedores. São capazes de vender com uma habilidade admirável. São
vendedores da sua imagem profissional e dos seus talentos.
4º Know-how e experiência anterior:
Os negócios são abertos, geralmente, por ex-gerentes e executivos do mesmo ramo.
Desta forma, eles já têm uma boa rede de relacionamentos com fornecedores,
concorrentes e clientes. Este networking (rede de relacionamentos) e este know-how
(saber fazer) sem dúvida, têm sido o “melhor remédio” contra o fracasso.
5º Visão empreendedora:
Aqui está a habilidade de ver no mercado as lacunas deixadas pelas empresas. Criamse novos caminhos, novos horizontes que, no início, nada mais eram que uma mera
intuição, um feeling.
6º Opinião própria:
Não é incomum encontrarmos familiares de empreendedores a dizer que o negócio só
foi para frente porque ele era um teimoso, um cabeça-dura que não ouvia ninguém.
Contrariou tudo e todos, e, com a sabedoria dos mestres, soube decidir, ouvir e
escutar.
7º Persistência:

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É muito comum querermos saber como certa pessoa conseguiu esperar com paciência
durante muito tempo. Agradecer o semear e cuidar com amor e dedicação enquanto
se espera a hora da colheita é uma verdadeira virtude humana. Todos sabem que é na
hora mais escura e fria da noite que o dia começa a clarear, mas poucos têm a
paciência de estar acordados e alertas nessa hora.
8º Assumir riscos:
É a atitude de coragem de superar o medo, de trilhar caminhos incertos, mantendo a
chama da esperança acesa, a busca do sucesso. Saber calcular riscos e ousar enfrentar
o novo. Aqui, é colocada em xeque a nossa autoconfiança e a nossa
autodeterminação.
9º Ser líder e entusiasmado:
Esta habilidade de se auto-motivar e conseguir aumentar a energia dos colaboradores
e envolvidos é, sem dúvida alguma, fundamental. Saber encarregar, definir tarefas,
organizar, combinar métodos e processos e, sobretudo, saber reconhecer os
liderados. Aqui é a “prova de fogo da auto-estima”.
10º Harmonia com a missão:
Se falamos em Cristiano Ronaldo, vem à nossa cabeça o futebol. Se falamos em
Ricardo Pereira, vem-nos o humor. Se falamos Tony Carreira, pensamos em música
romântica. Será que o sucesso ocorreu por acaso? Não. Ele é composto por um
conjunto de habilidades e desistências que estão apoiadas nos nossos talentos, na
nossa vocação, na nossa missão. É aqui que aparece o amor, a dedicação e a entrega
de corpo, alma e espírito a uma causa maior da nossa razão de viver.

4- Competências a desenvolver pelo empreendedor
Competências emocionais: Em grande medida a performance do empreendedor está
associada a características pessoais como a iniciativa, a empatia, a capacidade de
adaptação e de persuasão.
Daniel Goleman (2000) agrupou as competências emocionais em quatro grandes
grupos cabendo dentro de cada um dos grupos um conjunto de competências
específicas:


Auto-consciência:
Auto-consciência emocional – Esta competência permite reconhecer e
compreender os diferentes estados de espírito e a forma como afetam
o desempenho social e profissional bem como as relações com os
outros.
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Auto-avaliação rigorosa – Trata-se da capacidade de avaliar de forma
realista as suas forças mas também as suas fraquezas.
Autoconfiança – Competência que permite valorizar devidamente os
seus pontos fortes e capacidades mais distintivas.


Autogestão:
Autocontrolo – Capacidade para manter as emoções sob controlo.
Inspirar confiança – A confiança conquista-se através de
comportamentos que revelem integridade, honestidade, fiabilidade e
autenticidade.
Conscienciosidade - Capacidade para se auto-gerir de modo
responsável (e.g., ser organizado e cuidadoso no trabalho).
Adaptabilidade – Competência revelada pela abertura a novas ideias e
abordagens, flexibilidade na resposta à mudança, tolerância à
ambiguidade.
Orientação para o êxito - Optimismo, necessidade de autoaperfeiçoamento e de alcance de um padrão interno de excelência,
persistência.
Iniciativa - Prontidão para aproveitar as oportunidades, inclinação para
exceder objetivos, proatividade.



Consciência social
Empatia – Capacidade para perceber os sentimentos e perspetivas dos
outros, interesse ativo pelas suas preocupações, sensibilidade às suas
especificidades.
Consciência organizacional - Capacidade para ler a realidade
organizacional, construir redes de decisão e ter consciência das
correntes sociais e políticas da organização.
Orientação para o cliente - Capacidade para antecipar, reconhecer e ir
ao encontro das necessidades dos clientes.

11
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

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Competências sociais
Liderança visionária - Capacidade para inspirar e guiar os indivíduos ou
grupos em torno de uma visão convincente.
Influência - Capacidade para persuadir os outros através dos métodos
mais adequados a cada situação.
Desenvolver
os
outros
Capacidade
para
identificar
necessidades/oportunidades de desenvolvimento dos outros e para agir
de forma a promover o alargamento das suas competências.
Comunicação - Ser bom ouvinte e ser capaz de comunicar de modo
claro e convincente.
Incentivador da mudança – Capacidade para promover e incentivar a
mudança dentro da organização contribuindo ativamente para a
eliminação das resistências por parte da equipa que lidera.
Gestão de conflitos - Capacidade para gerir os conflitos emergentes na
organização.
Criar laços – Competência que permite a criação e desenvolvimento de
redes de relações interpessoais.
Espírito de equipa e cooperação – Capacidade de colaborar
eficazmente com os outros conseguindo criar cooperação de grupo no
prosseguimento de objectivos comuns.

Sendo certo que o desenvolvimento deste conjunto de competências é desejável em
qualquer indivíduo, no caso do empreendedor será decisivo para o seu sucesso.
Condição prévia ao bom desenvolvimento destas características é um profundo
conhecimento de si próprio.
Auto-conhecimento:
Uma das características do empreendedor de sucesso é o conhecimento que tem de si
próprio. Sabe que não é rentável desperdiçar esforços nas suas áreas e/ou atividades
nas quais não tem competências. A sua base de desenvolvimento pessoal e
profissional é o conhecimento dos seus pontos fortes, dos seus valores e objetivos e
das formas concretas de alcançar o que pretende.
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Criatividade:
De todas as características do empreendedor uma das essenciais e que mais
facilmente se pode desenvolver é a criatividade.
Embora todos tenhamos talentos criativos falta-nos muitas vezes confiança na nossa
própria criatividade. O termo criatividade tem um significado que vai muito além de
possuir um talento artístico. É sim, a capacidade de utilizar a imaginação para criar
novas ideias.
A criatividade é uma característica inata a todos os seres humanos. Cabe a cada um de
nós desenvolver essa capacidade.
Antes de mais deve-se estar atento ao que se passa à sua volta: o desenvolvimento da
capacidade criativa, tal como qualquer outra competência, exige concentração e
atenção.
Compreender que a criatividade pode assumir muitas formas é um primeiro passo
para desenvolver a sua capacidade de criar de forma
consciente.
Características das pessoas criativas:
1.
2.
3.
4.
5.
6.

Inteligência
Capacidade de adaptação
Auto-estima elevada
Orientação para desafios
Curiosidade
Interesse

5- Atitudes recomendadas ao empreendedor:
a) Estar recetivo a novas ideias: pessoas que não valorizam o seu talento criativo
perdem inúmeras oportunidades de criar algo de inovador. É frequente colocar
de lado algumas ideias por desafiarem alguns valores e convicções nunca antes
questionados. Antes de rejeitar uma ideia pensar se o que está a fazer é por
hábito ou preconceito.
b) Ser realista na apreciação de novas ideias: uma ideia só por ser nova não é
necessariamente boa. Deve ser feita uma análise cuidada e realista que
permita avaliar o potencial dessa ideia no mercado.

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c) Não desistir antes do tempo: as novas ideias nem sempre são bem aceites de
imediato. Pode ser necessário esperar algum tempo para ver o seu esforço
criativo recompensado.
De entre as várias características que permitem identificar um empreendedor
podemos destacar a perseverança, o desejo e vontade de traçar o rumo da sua vida, a
competitividade, a auto-estima, o forte desejo de vencer, a auto-confiança e a
flexibilidade.
Para além destas características, que embora se possam considerar inatas podem e
devem ser potenciadas pelo empreendedor, existe um conjunto de outras
competências que um líder deve possuir e desenvolver continuamente: as
competências emocionais, o auto-conhecimento e a criatividade.
Recomenda-se ao empreendedor que se mantenha recetivo à inovação e criatividade
de forma a conseguir identificar oportunidades, que seja realista na apreciação de
novas ideias e que seja persistente na prossecução de um objetivo.

6- Ser empreendedor: uma herança genética?
Até á pouco tempo acreditava-se que as pessoas herdavam dos familiares as
habilidades, talentos e características de empreendedores. Outra vertente defendia
que o empreendedor é um ser social, assim sendo é fruto da relação constante entre
talentos e características individuais e o meio em que vive. Mesmo que as pessoas
herdem características da família na sua formação de personalidade, outras são
adquiridas em ambientes sociais extra-familiares, ou seja, na escola, com amigos, no
trabalho, na igreja. A sociedade oferece inteligência interpessoal no desenvolvimento
cognitivo empreendedor de qualquer individuo.
Parece ser, por isso, hoje em dia consensual que não se nasce empreendedor.
Podemos, sim, herdar algumas características que certamente ajudarão nas investidas
pelo mundo dos negócios.
É também certo que muitos empreendedores se revelam muito precocemente
(durante a infância e juventude) destacando-se pela sua capacidade de liderança,
competitividade ou “jeito” para os pequenos negócios. Contudo, está ao alcance de
qualquer um tornar-se empreendedor.

7- Promover o empreendedorismo nas crianças: o papel da Escola e da
Família
Os estímulos empreendedores surgem naturalmente na maior parte das crianças com
idades entre os 2 e os 5 anos, momento em que, não têm medo de errar, existe a
curiosidade de saber “porquê” e “como”, desenvolvem as suas habilidades com maior
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facilidade, inventam brincadeiras, sorriem sem maldade, querem aprender e
experimentar coisas novas todos os dias, libertam energia a cada minuto e criam
relações com outras crianças muito facilmente.
Sendo a Educação um dos pilares da sociedade e assumindo que a capacidade
empreendedora não é, exclusivamente, uma capacidade inata, mas sobretudo
adquirida, caberá a toda a sociedade o papel de formar pessoas capazes de
acompanhar e de se adaptarem, ou mesmo reagirem, às mudanças e desafios de uma
sociedade em constante transformação
A família é um elo imprescindível na educação empreendedora de uma criança até à
sua fase adulta. Os pais que quiserem preparar os seus filhos para este desafio desde
cedo podem incentivar o desenvolvimento de certas características que os ajudarão
no futuro, como a autoconfiança, o poder de decisão e a capacidade de interpretar os
erros de forma construtiva.
Dicas que podem ajudar os pais nesta tarefa:
 Ensinar a criança a valorizar o dinheiro;
 Reconhecer e elogiar a criatividade e a sua persistência;
 À medida que a criança vai crescendo incentiva-la a ganhar dinheiro com a
criação de pequenos negócios como, por exemplo, pintar quadros para vender,
venda de bijuteria criada por ele, venda de bolos feitos por ela ou qualquer
outro mini negócio;
 Incentiva-la a ajudar os outros;
 Conversar com a criança e ouvir com atenção as suas palavras;
 Oferecer-lhe um animal de estimação para ela cuidar;
 Entregar-lhe responsabilidades diárias e tarefas;
 Dar-lhe liberdade para ser criativa;
 Não esconder dela os desafios familiares;
 Ensinar a crianças a auto questionar-se;
 Dar-lhe espaço para errar e não o recriminar negativamente pelos seus erros,
ser antes mais pedagógico;
 Levá-la a visitar o seu local de trabalho;
 Ensina-la a aprender e a retirar conclusões dos seus erros e fracassos.
Uma educação empreendedora ajudará a criança a ter mais responsabilidade,
autoconfiança, facilidade em comunicar com os outros, a procurar um trabalho em
vez de um emprego, a ter iniciativa para criar o seu próprio negócio, aprender o
significado do trabalho e do dinheiro, entre muitas outras coisas que vão fazer toda a
diferença no seu crescimento.

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No entanto, nas sociedades modernas, a maioria das mães trabalha fora de casa e, por
isso, os pais têm pouco tempo para as suas crianças, a atitude destes é, na maioria dos
casos, de maior permissividade e menor responsabilização das suas crianças.
A atitude de muitos pais é, muitas vezes, a de darem tudo aos filhos, o que cria nas
crianças menos espírito de empreendedorismo e um maior individualismo, sendo que,
a maioria, apresenta várias lacunas a nível da sua maturidade comportamental ou da
autonomia.
ATITUDE DOS PAIS E A AUTONOMIA: estudo desenvolvido pela Faculdade de
Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa.
Os pais, durante o seu convívio diário com a criança, direcionam o comportamento
dos filhos com vista a que estes sigam certos princípios morais e adquiram
comportamentos que irão garantir independência, autonomia e responsabilidade
(Alvarenga & Piccinini, 2001).
Desta forma, os progenitores desempenham um papel muito importante no
desenvolvimento da autonomia dos filhos, ao providenciarem condições para que as
crianças tenham as suas experiências mais diversificadas. (Montandon, 2005)
A resposta que os pais dão ao desejo e às tentativas de autonomia dos filhos tem um
impacto na auto-estima e no desenvolvimento da autonomia da criança. Deste modo,
se os pais reprimirem constantemente as tentativas de autonomia do filho, este
tenderá a sentir pouca auto-confiança e a duvidar das suas capacidades; em
comparação, se os pais permitirem à criança uma certa liberdade para experimentar a
realização de pequenas tarefas sozinha, esta apresentará maior auto-confiança nas
suas capacidades e aperceber-se-á que os outros confiam nela para execução de
futuras tarefas (Ferland, 2006).
Além do aumento da auto-estima, o suporte parental perante os esforços da
autonomização está positivamente relacionado com a capacidade de auto-regulação
da criança (Grolnick & Ryan, 1989). A ausência deste suporte promove
comportamentos impulsivos e dificuldades escolares (Grolnick & Ryan, 1989).
O apoio materno ao nível da autonomia, na idade pré-escolar, está positivamente
associado à adaptação social e académica e à aquisição da leitura no terceiro ano de
escolaridade, havendo uma relação entre as capacidades académicas e o ajustamento
social nas crianças cujas mães apoiam a autonomia (Joussemet, Koestner, Lekes, &
Landry, 2005).
Ao nível do desempenho escolar, o estudo de NICHD (2008) demonstra que a criança,
do sexo masculino e de pais que apoiam e estimulam a autonomia da criança, tem

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maiores ganhos em relação às capacidades de leitura e da matemática no terceiro ano
de escolaridade.
Mais especificamente, o apoio prestado pela mãe leva ao aumento da autoconfiança
na sala de aula, enquanto o prestado pelo pai leva a um aumento da autoconfiança
global do filho nas suas capacidades, do primeiro ao terceiro ano de escolaridade, uma
vez que o pai encoraja, mais do que a mãe, o desenvolvimento das competências
necessárias para a criança funcionar de uma forma mais adequada no meio exterior à
família (NICHD, 2008). Em relação à criança, do sexo feminino, é o suporte da
autonomia prestado pela mãe que promove a aquisição das competências necessárias
à aprendizagem da leitura e da matemática no terceiro ano de escolaridade (NICHD,
2008).
Quanto ao sono, Gianotti e Cortesi (2002) referem que, à medida que a criança cresce,
o controlo do sono por parte dos pais vai diminuindo, podendo a falta de controlo
parental levar ao surgimento de queixas ou problemas relacionados com o sono.
Ferland (2006) menciona que muitas das crianças em idade pré-escolar costumam
apresentar medos na hora de ir dormir, sendo fundamental minimizar esses medos e
receios e se possível eliminá-los. Desta forma, os pais deverão evitar que a criança
venha a meio da noite dormir para a sua cama.
Além disto, a falta de estabelecimento de limites na fase pré-escolar em relação à
hora de ir dormir está relacionada com a ausência de rotinas de sono, levando, como
já referido, ao adiamento da hora de dormir determinada pelos pais, efetuando a
criança comportamentos como levantar frequentemente da cama para ir à casa de
banho, pedir mais um copo de água ou pedir mais uma história (Madeira & Aquino,
2003).
Em relação à alimentação, a criança nesta idade pode provocar conflitos com os pais
na hora da refeição por não querer comer. Esta contenda poderá ser recompensadora
para a criança, pois ela é o centro das atenções dos pais (Brazelton & Sparrow, 2006).
A não existência de conflitos nas horas das refeições permite à criança começar a
habituar-se aos padrões de alimentação da família, e possibilita-lhe associar as suas
motivações, como comer como os adultos, ao prazer, começando assim a valorizar a
comida e a desejá-la (Brazelton & Sparrow, 2006).
Pais que estimulem a criança na idade pré-escolar para elaborar pequenas tarefas,
permitem à criança ser mais autónoma, visto que esta adquire novas capacidades, se
sente mais valorizada e com maior sentimento de pertença à família (Brazelton &
Sparrow, 2006).
Segundo Barros (2004) é importante que o controlo dos esfíncteres ocorra na idade
apropriada, ou seja, não deverá ser estimulado precocemente “enquanto a criança
não possui um bom controlo sobre o corpo, de forma a ser capaz de se sentar e
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levantar sem cair, enquanto não compreende regras claras e coerentes, ou não
domina o vocabulário associado à eliminação”. Esta aprendizagem deverá ser
estruturada numa fase em que não haja conflitos familiares agudos, em que os pais
estejam disponíveis e de preferência numa estação do ano adequada (Barros, 2004). É
importante nesta aprendizagem a associação de reforços positivos como, por
exemplo, os elogios, a companhia dos pais na ida a casa de banho, os registos e as
recompensas, evitando-se a punição (Barros, 2004).
Assim sendo, cabe à escola na qualidade de agente socializador com uma importância
crescente na vida das crianças, integrar a promoção do empreendedorismo no seu
projecto educativo.
O empreendedorismo deverá, desta forma, assumir-se como uma das competênciaschave a ser adquirida nas escolas, tal como o Português, a Matemática ou outra
qualquer disciplina já perfeitamente cimentada no programa curricular dos alunos.

8- Características das crianças dos 4 aos 6 anos
Durante a fase pré-escolar verifica-se um aumento das capacidades e da autonomia
da criança, assim como a multiplicação de relacionamentos sociais, que permitem que
a criança aprenda novas formas de reagir perante uma determinada situação
(Pikunas, 1979). Ou seja, constata-se, na idade pré-escolar, um desenvolvimento ao
nível das capacidades cognitivas, morais, sociais, emocionais, de autonomia e
comportamentais, que influenciam a adaptação da criança à escola.
A criança com 5 anos apresenta, em comparação com as de idade inferior, uma maior
variedade de capacidades e habilidades ao nível da inteligência geral, da capacidade
verbal, da destreza manual, da curiosidade, da riqueza de imaginação lúdica e da
perseverança (Fozz, 1975). Nesta fase etária aperfeiçoa atitudes e comportamentos
relativos aos cuidados de higiene e ao vestuário, manifestando autonomia e
determinação. A criança com 5 anos evidencia capacidade de se vestir, de despir, de
se lavar e de ir a casa de banho, sem ajuda, embora ainda possa precisar de alguma
supervisão (Lunzer, 1975).
O DESENVOLVIMENTO DA AUTONOMIA
A autonomia é a capacidade de definir as suas próprias regras e limites, sem que estas
precisem de ser impostas por outrem, ou seja, a autonomia é a capacidade do
indivíduo de se auto-regular (Mogilka, 1999). Desta forma, a autonomia implica que a
pessoa seja capaz de encontrar um equilíbrio entre as características pessoais e as
limitações colocadas pelo meio.
O desenvolvimento da autonomia ocorre através da imposição da cultura e das
relações sociais nas características pessoais (Mogilka, 1999). Contudo, este
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desenvolvimento é variável, isto é, mesmo que duas pessoas partilhem a mesma
cultura e as mesmas relações sociais terão graus de autonomia diferentes devido às
características pessoais, nomeadamente a auto-confiança que influenciará positiva ou
negativamente a realização de um maior/menor número de atividades. Um exemplo
da característica pessoal autoconfiança e da autonomia é o facto de a criança, à
medida que vai adquirindo consciência do que é capaz de fazer, vai aumentando a sua
auto-estima e, consequentemente, a sua auto-confiança (Ferland, 2006)
A autonomia da criança surge através da relação das suas competências e das
barreiras estabelecidas por esta, entre o que é privado, as características pessoais, e as
normas ou regras estabelecidas pela sociedade, as características interpessoais
(Nucci, Killen, & Smetana, 1996). As características pessoais são, em parte,
influenciadas pelos reforços dados pelos pais, enquanto as interpessoais são
desenvolvidas por uma negociação interpessoal composta por um “dá e tira” pelos
pais, com objectivo da criança conseguir realizar uma atividade sem correr qualquer
risco para a sua saúde e segurança, tendo em conta as regras/normas impostas pelo
meio (idem). À medida que a criança cresce, adquire novas competências, o controlo
que antes era estabelecido pelos progenitores passa gradualmente para os filhos, até
estes chegarem à adolescência, permitindo uma afirmação pessoal por parte da
criança, à medida que vai crescendo, apesar das convenções pessoais e parentais
(Smetana, 1988).
Na idade pré-escolar, a autonomia é adquirida através da negociação e do reforço e é
posta em prática consoante o contexto ou meio em que a criança está inserida. No
jardim-de-infância, a negociação ou reforço concretiza-se entre a criança e a
educadora e, em casa, entre a criança e os pais (Nucci et al. 1996). Um exemplo da
aquisição de autonomia, na idade pré-escolar, será a professora a pedir à criança que
expresse a sua preferência ou dar-lhe a escolher a realização de uma atividade (Nucci
et al. 1996); e, no domicílio, é quando os pais solicitam à criança a colaboração destas
na realização de atividades quotidianas como “pôr a mesa”, “fazer a cama”, “arrumar
os brinquedos” (Pereira, 1998).
Esta aquisição de autonomia permitirá uma maior afirmação pessoal que se evidencia
na utilização dos seus desejos, preferências e carências para justiçar as suas escolhas
(Nucci et al. 1996).
Características físicas
É muito ativa
Coordena melhor os seus movimentos e
músculos
Possui maior equilíbrio e destreza
Traços de desenhos mais detalhados

Como se pode ajudá-la
Promover atividades que exijam movimentos
com o corpo
Deixá-la descobrir os elementos da natureza
com os seus sentidos
Promover atividades de equilíbrio e
brincadeiras lúdicas
Utilizar recursos visuais com mais detalhes e
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Aluna: Andreia Nogueira
coloridos

Características mentais
Vocabulário simples
Tem capacidade de concentração
Tem imaginação alargada
Não tem noção do tempo e espaço
Gosta de produzir desenhos e escritas
gráficas
Gosta de formar frases complicadas
Características sociais
Gosta de fazer coisas sozinhas
Gosta de brincar em grupo
Faz amizades com facilidade
Já não é tão egoísta
Características emocionais
Acredita literalmente naquilo que lhe dizem
(Pai Natal, Fada dos dentes, Bicho Papão, …)
É muito emotiva
Tem medo do dentista, policia, médico, …
É ciumenta
Valoriza as suas produções

Enriquecer o seu vocabulário com novas
histórias
Desenvolver atividades que promovam
concentração e uso do raciocínio
Usar recursos e métodos audovisuais para
desenvolver a sua imaginação
Ajudá-la a rever o que aconteceu ontem,
la
hoje, …
Explorar os seus desenhos e expor para os
outros adultos
Ajudá-las a associar e coordenar as suas
las
frases de maneira lógica
Ajudá-la com a sua autonomia
la
Promover atividades em grupo
Cultivar a amizade entre as crianças
Incentivá-la a emprestar, dividir os
la
brinquedos, objetos, …

Demonstrar-lhe amor, segurança e
lhe
tranquilidade.
Impor limites com autoridade, sem
autoritarismo
Valorizar, respeitar e elogias as produções
das crianças

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Aluna: Andreia Nogueira

Capítulo II
DIAGNÓSTICO

21
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INTRODUÇÃO À FASE DE DIAGNÓSTICO
Com vista a tentar perceber a problemática em questão construi um inquérito por
questionário de resposta fechada e uma entrevista.
O respetivo inquérito foi aplicado a um universo de crianças (dos 4 aos 6 anos) da
Creche Infantário Quinta dos Pardais. O referido questionário é constituído por 11
questões.
Optei por esta técnica por considerar que ela me permitia identificar se a problemática
existia ou não.

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Aluna: Andreia Nogueira

TRATAMENTO ESTATÍSTICO
Gráficos relativos à aplicação dos questionários às crianças:

1 - Gostas de brincar com os teus
amigos?
25
20
15
10
5
0
a)Sim

b)Ás vezes

c)Não

Com este gráfico pode-se concluir que todas as crianças da sala 4/5/6 anos da Creche
se
Infantário Quinta dos Pardais gostam de brincar com os amigos, ou sejam, são sociáveis.

2 - Quando queres alguma coisa,
fazes tudo para tê-la?
25
20
15
10
5
0
a)Sim

b)Ás vezes

c)Não

Com este gráfico pode-se concluir a maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da Creche
se
Infantário Quinta dos Pardais quando querem alguma coisa, fazem tudo para a ter, ou seja,
azem
são persistentes.

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Aluna: Andreia Nogueira

3 - O que costumas fazer para conseguires
o que queres?
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
a)faço birras

b)converso com
os meus pais e
explico que é
importante

c)recorro á ajuda
dos meus avós

d)outro,qual?

Com este gráfico pode-se concluir que a maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da
se
Creche Infantário Quinta dos Pardais, para conseguirem o que querem geralmente
Pardais,
conversam com os pais e explicam
explicam-lhes que é importante e também que alguns optar por
fazer birras.

4 - Sentes te bem junto de adultos que
Sentes-te
não conheces?
16
14
12
10
8
6
4
2
0
a)Sim

b)Ás vezes

c)Não

Com este gráfico pode-se concluir que maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da
se
Creche Infantário Quinta dos Pardais sentem-se bem perto de adultos que não conhecem
Pardais,
se
e alguns têm alguma vergonha.
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Aluna: Andreia Nogueira

5 - Quando te mandam fazer alguma
coisa fazes?
20
15
10
5
0
a)Sim

b)Ás vezes

c)Não

Com este gráfico pode-se concluir que maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da
se
que
Creche Infantário Quinta dos Pardais é obediente, pois fazem o que lhes mandam. Apesar
s
de algumas, por vezes, não o fazerem ou fazerem-no contrariadas, mas acabam sempre
s,
por fazer.

6 - Costumas ter as tuas coisas bem
arrumadas?
20
15
10
5
0
a)Sim

b)Ás vezes

c)Não

Com este gráfico pode-se concluir que a maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da
se
Creche Infantário Quinta dos Pardais são organizadas e costumam ter as suas coisas bem
arrumadas.

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Aluna: Andreia Nogueira

7 - E és tu que as arrumas?
25
20
15
10
5
0
a)Sim

b)Ás vezes

c)Não

Com este gráfico pode-se concluir que maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da
se
crianças
Creche Infantário Quinta dos Pardais arrumam as suas coisas, mas muitos não o fazem por
vontade própria, são os pais/educadores que o mandam, mas arrumam sem “discutir”.

8 - Quando perdes em algum jogo
ficas triste?
20
15
10
5
0
a)Sim

b)Ás vezes

c)Não

Com este gráfico pode-se concluir que maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da
se
Creche Infantário Quinta dos Pardais não ficam tristes quando perdem nos jogos, podem
talvez ficar um pouco mas não ficam a “pensar” muito no assunto, segundo a educadora.

26
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9 - Quando perdes jogas outra vez até
ganhares?
25
20
15
10
5
0
a)Sim

b)Ás vezes

c)Não

Com este gráfico pode-se concluir que maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da
se
Creche Infantário Quinta dos Pardais quando perdem em algum jogo, jogam outra e outra
vez até ganharem, ou seja, a maior parte delas são persistentes.

10 - Tomas decisões sozinho(a)?
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0
a)Sim

b)Ás vezes

c)Não

Com este gráfico pode-se concluir que maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da
se
Creche Infantário Quinta dos Pardais tomam as suas decisões sozinhas

27
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Aluna: Andreia Nogueira

11 - Que tipo de decisões?
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
a)Os
brinquedos
que vou
comprar

b)A minha
roupa

c)O que vou d)Como vou
comer
passar o
meu tempo
livre

e)Outro

f)Todos

Com este gráfico pode-se concluir que o que as crianças mais decidem sozinhas é como
se
vão passar o tempo livre.
*Os gráficos 10 e 11 revelam que a maior parte das crianças da sala são autónomas mas
Os
a educadora disse-me que se, na instituição são estimuladas as competências
me
empreendedoras, ao mesmo não acontece em casa, uma vez que as famílias não
o
estimulam a autonomia nas crianças (fazendo-lhes tudo e tomando as decisões por elas,
lhes
…)

28
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CONTEÚDO DA ENTREVISTA EFETUADA
QUESTIONÁRIOS APLICADOS ÀS CRIANÇAS

Aluna: Andreia Nogueira

À

EDUCADORA

E

DOS

1. Algumas das atividades no plano anual são destinadas a desenvolver o
empreendedorismo?
Sim
2. Pensa que é importante desenvolver atitudes de empreendedorismo nas
crianças? Se sim, porquê?
Eu penso que sim. Eu estimulo isso desde logo de tenra idade, eu comecei por
exemplo com este grupo nos 2 anos e á 4 anos que estou com o grupo. Só que depois
é assim, aqui eles fazem tudo por eles, tudo o que conseguem, vamos sempre
tentando que eles vão mais além, mas não se vê muito isso no dia-a-dia em casa, os
pais fazem exatamente o contrário, portanto eles aqui são capazes de serem crianças
muito arrumadas e depois os pais vêem-nos contar que em casa não, eles não são
estimulados a fazerem as coisas por eles próprios e a tomar certas atitudes enquanto
aqui sim.
3.Realiza atividades que desenvolvam a imaginação, a responsabilidade e a
criatividade das crianças? Se sim, que tipos de atividades?
Sim. Desde de as atividades de rotina do dia-a-dia, pode-se começar por aí, forma
uma rotina, para além das atividades normais, o jogo simbólico, ainda têm os
trabalhos, agora para estas idades mais velhas já fazem trabalhos para certas
aprendizagens com as letras, a área de desenho, a área da expressão plástica, a área
da música, para além de todas as atividades que se faz que é o que se chama estar a
trabalhar, mesmo as atividades livres ou depois no arrumar a sala, lavar os dentes, no
vestir a roupa, eles colaboram em tudo, é conforme as idades mas eles aprendem em
colaborar em tudo, portanto na idade dos 5 anos eles aqui na instituição costumam
ser bastante autónomos, mesmo por causa disso nós vamos sempre estimulando isso,
eles colaboram e depois para além disso há as atividades de jardim-de-infância, por
exemplo, as atividades de expressão plástica e isso e em todas elas nós estimulamos
que sejam eles a fazer a parte que lhes calha, ninguém lhes arruma nada, são eles
próprio a fazer tudo.
4. Por exemplo, se quiser realizar um passeio com as crianças e os pais não tiverem
capacidades financeiras para o pagar, para realiza-lo, faz atividades com as
crianças que permitam recolher dinheiro para a sua realização?
É assim, eu por mim, como educadora costumo, mas nem sempre a instituição deixa,
não gostam muito que se recolha dinheiro dessa maneira, se for pela minha opinião e
29
Escola Secundária de Albufeira
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Aluna: Andreia Nogueira

que eu possa, sem estar pressa a uma instituição, faço e muito, estando presa a uma
direção e a uma opinião de terceiros nem sempre me deixam fazer o que eu quero,
mas faço, já me aconteceu estar com outro grupo na rede pública onde pronto em que
era eu que mandava e nesse caso chegamos a fazer muitas iniciativas para arranjar
dinheiro e mesmo para outras coisas que se queriam comprar, fazer uma feirinha com
coisas feitas por eles e tudo e arranjar dinheiro para coisas que se possam precisar
para a sala, aqui não é assim tão possível, não é por falta de vontade, é que há regras e
temos de cumprir.
5.Está atenta na forma como as crianças lidam umas com as outras (se são unidas
ou não se impõem / se são líderes)?
Tenho que estar, faz parte da profissão (risos). Sim sim desde os primeiros momentos,
são coisas que se desenvolvem com a prática, às vezes a pessoa em questão de dias a
conviver com eles dá logo para notar. Sim costumam (impor-se).
6.Costuma desenvolver atividades físicas, como desportos coletivos, para que as
crianças desenvolvam espírito de colaboração entre elas?
Sim.
7. As crianças obedecem logo às suas ordens?
Hum, isso queria eu (risos). Obedecem mais ou menos, dentro da possibilidade
obedecem, claro que são crianças e tentam sempre ir mais além mas…mais-ou-menos
(risos).
8.As crianças são organizadas e arrumam sempre tudo o que lhes é pedido?
É uma questão de aprendizagem, eles não são organizados, se forem acompanhados
e estimulados para serem organizados, eles têm muito gosto nisso, ganham gosto em
arrumar (na hora de arrumar) os brinquedos, eles sentem-se muito importantes em
arrumar os brinquedos, aqui arrumam, se ninguém os elogiar nem fomentar isso, pois
eles nunca irão arrumar as coisas, só por iniciativa deles eles nunca vão arrumar, é
muito raro a criança que nasce sem que o pai nunca lhe diga nada e ele só por si vá
arrumar as cosias, isso deve ser uma raridade, aqui como eles estão habituados desde
bem pequeninos sempre que desarrumam a seguir arrumam, eles não é só que se
queixam, eles gostam de fazer isso…e por exemplo quando é hora de arrumar cadeiras
eles ficam ofendidos quando eu não os escolho para irem arrumar cadeiras…eles
sentem-se importantes em ajudar nas tarefas.
9.Vê que as crianças são persistentes, ou seja, que não desistem com facilidade?
Umas mais que outras, mas quase todas são persistentes.

30
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Aluna: Andreia Nogueira

10. O que faz para as crianças acreditarem que são capazes e não desistirem?
Digo-lhes isso mesmo, que são capazes e quando eles são realmente capazes…não
lhes vou dizer que são capazes de fazer uma coisa que eu sei que eles não o vão fazer
porque as crianças não são tolas como se possa pensar, percebem muito bem até
onde vão as capacidades deles…por exemplo, eu digo “tu consegues” e eles ficam a
olhar para mim com um ar incrédulo, á primeira que eu vejo que eles estão conseguir
minimamente começo a elogiá-los, a dizer que “viste, já conseguiste!” e eles aí
ganham uma certa autoestima, assim já não têm tanto medo para a próxima.
11.Como avalia a autonomia das crianças de hoje em relação às crianças de outros
tempos?
São menos autónomas, mas grande problema passa pelas famílias que lhes fazem
tudo, já cheguei a ter aqui crianças quase com 5 anos que não sabiam comer mas
quando chegam aqui daí a pouco tempo sabem fazer tudo, não é logo um milagre,
não é isso mas nota-se que é falta de trabalho em casa, dá mais trabalho insistir para
que eles comam sozinhos do que lhe estar a dar comida á boca, por exemplo, é mais
rápido, é mais fácil, então as famílias optam pelo mais fácil e aqui nós tentamos
sempre quebrar isso e conseguimos. É assim, eles aqui estão a um nível, fazem as
coisas sozinhos, chegam a casa e começam a fazer birras, já vi crianças mudarem
radicalmente só pelo pai chegar á porta, pronto paciência, aí não podemos fazer
muito.
12. Impõe muitas regras às crianças?
(Risos) As suficientes, há regras e deve haver regras, há as suficientes, tento não os
sufocar com regras porque as crianças também têm que ter a sua autonomia, mas há
aquelas em que elas são para cumprir, se não se cumprem pois têm que ver, pronto
depois pode acontecer, sei lá, por exemplo, não cumpre as regras olha também não
ganha aquilo ou não faz aquilo, os colegas chegaram mais rápido, cumpriram as
regras, estão a fazer algo que gostam, isto é um exemplo, “olha vês o teu colega
acabou, fez esta regra, está bem, agora está a brincar, tu ainda tens o teu trabalho
para acabar”, isto é só um exemplo, é o que me está a vir rapidamente á cabeça.
Utilizam-se regras sim, as suficientes, têm mesmo que haver, a sociedade foi feita
com regras infelizmente ou felizmente. Mas depois também é conforme as idades,
começamos nos 2 anos com determinado tipo de regras (não falar enquanto estão no
tapete, por exemplo, ouvem uma historinha mas não falam alto, se desarruma têm
que arrumar, vamos á casa de banho – a seguir lavam-se as mãos, pronto regras muito
simples e conforme vão crescendo as regras vão-se tornando mais complicadas e mais
regras, como são mais velhos, já sabem mais há mais coisas para cumprir, como todos
nós (risos).

31
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Aluna: Andreia Nogueira

CONCLUSÃO DOS QUESTIONÁRIOS APLICADOS ÀS CRIANÇAS E ENTREVISTA
EFETUADA Á EDUCADORA
Com base nos questionários que apliquei às crianças, conclui que a maioria delas
demonstra competências empreendedoras mas, como são crianças, penso que muitas
das respostas ou parte não correspondam à/ao “verdade/real”.
A educadora, na entrevista, e enquanto ía fazendo os questionários às crianças disseme que na instituição as crianças são estimuladas a desenvolverem este tipo de
competências mas que, por outro lado, em casa, passa-se o contrário, pois as famílias
não estimulam a autonomia (ao lhes fazerem tudo, a tomarem decisões por elas, …),
característica essencial de um empreendedor.

32
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Aluna: Andreia Nogueira

CARATERIZAÇÃO DO PROBLEMA
Conclui que na Creche Infantário Quinta dos Pardais as crianças são motivadas a serem
empreendedoras, pois são criadas atividades que desenvolvem umas ou mais
caraterísticas de um empreendedor. Porém, em casa, as crianças são pouco ou nada
estimuladas a serem empreendedores.
Concluindo, a educação dos pais poderá formar crianças dependentes, pouco
responsáveis e com pouco espírito de liderança, talvez as três competências mais
importantes do empreendedor.

33
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Aluna: Andreia Nogueira

Capítulo III
O PROJETO DE INTERVENÇÃO

34
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Aluna: Andreia Nogueira

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE
“Empreender com materiais reutilizáveis”:
A reutilização de materiais recicláveis pode e faz parte do empreendedorismo. O
projeto consiste em reutilizar materiais recicláveis para construir e criar brinquedos, os
quais serão, posteriormente, vendidos pelas crianças, à comunidade escolar. O
produto da venda será utilizado para uma finalidade social a decidir pelas crianças,
após proposta das mesmas e discussão em grupo.
OBJETIVOS
a) Gerais
- Desenvolver um conjunto de aprendizagens ativas e criativas que contribuam
para a promoção da autonomia, da iniciativa, do risco, da inovação, da
criatividade, do trabalho em equipa, da responsabilidade e do sentido cívico;
b) Específicos
- promover o trabalho de equipa
- estimular a criatividade
- levar as crianças a atingir objetivos
- levá-las a refletir sobre problemas que afetem a sociedade e/ou as pessoas
- ensiná-las a partilhar opiniões e a saber ouvir.
RECURSOS
a) Materiais: Materiais recicláveis, tesouras, cartolinas, …
b) Humanos: Uma educadora e uma auxiliar
CALENDARIZAÇÃO: Antes do Natal (na semana de 10 de
Dezembro a 14 de Dezembro de 2012)
A IMPLEMENTAÇÃO
Como indiquei na introdução, não foi possível implementar o
projeto de intervenção pensado, devido a contratempos que
não permitiram aplicá-lo na data prevista e, também, pela
apresentação da PAP ser antes do início do estágio, pois se
fosse depois eu aplicaria o projeto durante o estágio, na instituição onde vou estagiar
35
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Aluna: Andreia Nogueira

– Creche Infantário Quinta dos Pardais. Porém, quando for estagiar, se possível irei
aplicá-lo!
A AVALIAÇÃO
A avaliação da actividade será feita pela educadora, à qual será solicitado que
preencha o questionário em baixo, e pelas crianças às quais, no final, seria pedido que
dissessem uma frase sobre a atividade (por exemplo: “Eu gostei da atividade porque
me diverti com os meus amigos”).
Modelo de avaliação para a educadora de infância:
Avalie a atividade e a aluna que a desenvolveu (assinale com uma cruz, de acordo com aquilo que
viu e sentiu durante a atividade).
1. Caraterísticas da atividade
1.1.
Duração da atividade
1.2.
Organização/Estrutura
1.3.
Importância das
aprendizagens

NS

S

2. Da aluna: Andreia Nogueira
2.1.
Com conhecimento adequado

NS

SM

EX

Sugestões:

S

SM

EX

2.2.
2.3.
2.4.

Informação clara
Disponível para perguntas
Linguagem adequada á faixa
etária das crianças
Sugestões:

36
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Aluna: Andreia Nogueira

CONCLUSÃO
Hoje em dia, alguns pais dão tudo às crianças e, assim sendo, as mesmas não têm que
fazer nada para terem o que querem, ou seja, as crianças não se tornam
empreendedoras. O empreendedorismo nos dias que correm é muito importante e é
fundamental para a nossa a vida adulta pois gera oportunidades de trabalho, riqueza,
podendo melhorar a vida do indivíduo e do país.
Uma criança empreendedora terá mais vantagens no seu percurso escolar e
profissional e estará dotada de competências fundamentais à construção do seu
próprio futuro.
Em termos pessoais, este trabalho possibilitou-me a compreensão e a importância
deste tema no desenvolvimento das crianças e na sua integração com a sociedade.
Bem como na minha própria atitude face ao meu futuro.

37
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Aluna: Andreia Nogueira

WEBGRAFIA
PDF “empreendedorismo” da ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários
http://www.anje.pt/system/files/items/73/original/Empreendedorismo-v10final.pdf
http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/709/1/17508_dissertacao_de_mestrado.pdf
http://www.suapesquisa.com/o_que_e/empreendedorismo.htm
http://serempreendedor.files.wordpress.com/2008/09/cap-1_introducao-geral.pdf
http://sucesso.powerminas.com/10-caracteristicas-de-um-empreendedor-de-sucesso/
http://www.betweien.com/#!Bº ABLE/cwzc
http://www.e-commerce.org.br/empreendedor.php
http://serempreendedor.files.wordpress.com/2008/09/cap-1_introducao-geral.pdf
http://eusouempreendedor.wordpress.com/2009/05/01/ensinar-as-criancas-a-seremempreendedoras/
http://www.motivo.me/2011/09/27/o-seu-filho-voce-e-o-empreendedorismo/
http://212mc2011.blogspot.com/2011/07/ma-educacao-dos-filhos.html
http://www.bizrevolution.com.br/bizrevolution/2010/07/vamos-criar-os-filhos-paraserem-empreendedores.html (Adaptado)
http://maegeek.blogspot.pt/2011/03/como-educar-criancas-para-o.html (Adaptado)
http://portugal.ja-ye.eu/pls/apex31mb/f?p=17000:1001:21338130187960
http://marianamaedeprimeiraviagem.blogspot.pt/2010/04/caracteristicas-da-criancade-4-6-anos.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Daniel_Goleman
http://www.ime.usp.br/~is/ddt/mac333/projetos/fim-dosempregos/empregoEtrabalho.htm
http://boasnoticias.clix.pt/noticias_Menina-de-oito-anos-cria-projeto-deempreendedorismo_14698.html
Projeto brasileiro “Empreendedorismo é assunto de criança”
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Anexos

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ANEXO I
“Junior Achievement Portugal”
(Exemplo de uma associação que estimula o empreendedorismo nos mais novos)
A “Junior Achievement Portugal”, “é uma associação sem fins lucrativos, empenhada
em levar às escolas programas que desenvolvem nas crianças e jovens o gosto pelo
empreendedorismo.
Fundada em Setembro de 2005, a Associação Junior Achievement Portugal - Aprender
a Empreender é a semelhante Portuguesa da Junior Achievement – a maior e mais
antiga organização mundial educativa, sem fins lucrativos.
O empreendedorismo é uma atitude de vida que precisa de ser construída e
desenvolvida.
A Junior Achievement Portugal, financiada pelos seus associados que acreditam que
riqueza é sinónimo de educação, viabiliza junto dos jovens, através de formação, o
espírito e empreendedor e ajuda a prepará-los para vingarem numa economia global.
Três Pilares:
O desenvolvimento dos programas da JAP, responsáveis pelo estabelecimento de
uma ponte entre a educação e o mundo laboral, deve a sua existência e sucesso a 3
pilares fundamentais. São eles:
o Associados – Acreditamos que providenciamos um programa de
responsabilidade social corporativa ideal para todas as empresas, na medida
em que não restringimos o seu papel a contribuições financeiras, mas
possibilitamos a sua participação na implementação dos nossos programas
que visam alcançar, com qualidade e motivação, o maior número de alunos
possível. Os profissionais destas empresas são incentivados a disponibilizar o
seu tempo e experiência, em regime de voluntariado, ao ensino dos jovens.
Este trabalho é desenvolvido em parceria com os docentes das escolas
envolvidas, com o intuito de construir e apresentar programas didáticos de
acordo com o nível escolar dos alunos.
o Escolas – Pretendemos colaborar de perto com estabelecimentos de ensino e
professores. Trabalhamos para providenciar material programático, de
elevada qualidade, às escolas. Acreditamos que podemos ajudar os
professores a inspirar e motivar os seus alunos a ser mais e fazer mais.
o Alunos – Acreditamos que a experiência de profissionais do mundo
empresarial e os conteúdos programáticos dos nossos cursos, os quais
40
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Aluna: Andreia Nogueira

encorajam a autoconfiança e a identidade dos jovens, beneficiam a
constituição da pessoa de amanhã. Os nossos programas permitem enfrentar
o futuro com mais energia, ajudando os jovens a ser cidadãos otimistas na
nova economia global.
A Junior Achievement Portugal tem vindo a inspirar e a preparar crianças e jovens para
ianças
conseguirem vencer e ter sucesso numa economia global. Desde 2005 com a ajuda de
mais de 5.400 voluntários, 111.500 alunos já tiveram uma experiência Junior
Achievement.”

41
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ANEXO II
Betweien
(uma empresa com um projeto de educação para o empreendedorismo)
ducação
“Dada a necessidade constante de adaptação a novos cenários, cada vez mais incertos
e inconstantes, torna-se também necessário preparar os mais diversos cidadãos para
se
essas mesmas mudanças.
Deste modo, surge o projeto bº able - Educação para o Empreendedorismo Este
Empreendedorismo.
projeto (da responsabilidade da empresa Betweien - Challenge and Success centra a
Success)
sua ação no desenvolvimento de programas adequados às diferentes necessidades,
em que se desenvolvem diversas competências pessoais e profissionais que, em
pessoais
conjunto, promovem o desenvolvimento de uma atitude empreendedora, proativa e
inovadora.
Baseado na investigação e nos referenciais científicos que determinam os melhores
programas de promoção das competências empreendedoras, este projeto apresenta
empreendedoras,
apresentase como uma oportunidade para as diversas entidades locais apostarem na promoção
de cidadãos mais capazes e empreendedores.
De entre as diversas características que podem ser desenvolvidas com estes
programas, destacam-se as seguintes: capacidade de tomar decisões, liderança,
se
seguintes:
espírito crítico, desembaraço, determinação, gestão do tempo, espírito de equipa,
iniciativa, autonomia, abertura à mudança, criatividade, perseverança, etc.
O projecto bº able está dividido nas seguintes áreas: bº able school e bº able local.
áreas:
Estamos em condições de implementar programas em todo o país, através dos
técnicos especializados que formamos e com os quais desenvolvemos as nossas ações
com o maior profissionalismo, competência e rigor.”

42
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Prova de Aptidão Profissional

Aluna: Andreia Nogueira

ANEXO III
“Menina de oito anos cria projeto de empreendedorismo”
(Artigo do jornal online “Boas Notícias”, Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013)
Kylee Majcowski, uma menina norte-americana de oito anos, criou uma empresa
onde crianças de todo o mundo podem entrar em contacto com o
empreendedorismo. O desejo desta jovem empresária é incentivar outras crianças a
realizarem os seus sonhos e a fazerem o que gostam, tal como Kylee fez.
As competências desta pequena empreendedora foram despertadas durante um
exercício escolar em que lhe foi perguntado o que queria ser no futuro. Kylee
Majcowski desenhou uma banca de venda de limonada como resposta a esta
questão.
Com o apoio da sua mãe, Kylee teve noção da falta de incentivo ao
empreendedorismo nas escolas norte-americanas e, como resposta, criou o Little
Ladies Inventing Fun Through Entrepreneurship (ILIFTE), clube onde juntou as suas
amigas para que aprendessem mais sobre a temática.
O ILIFTE foi criado com o objetivo de transmitir conceitos básicos de negócio a nove
meninas da turma de Kylee, mostrando-lhes qual o significado de ser empreendedor e
qual o caminho a percorrer para se fazer o que se gosta e montar um negócio próprio.
Após o sucesso deste projeto, Kylee Majcowski quis ir mais longe e criou o site
Tomorrow's Lemonade Stand (TLS), um espaço online onde crianças de todo o mundo,
entre os 6 aos 10 anos de idade, podem entrar em contacto com a temática do
empreendedorismo.
No site oficial do TLS, Kylee explica que quis incluir também os meninos neste projeto
para que "todas as crianças possam aprender a tornarem-se empreendedores". "É o
primeiro passo para tornar esta ideia uma realidade", salienta.
O projeto online pretende dar acesso a cursos, conteúdos e jogos de alta qualidade,
direcionados para crianças até aos dez anos de idade. O TLS pretende ainda aumentar
o interesse do seu público através de um espaço seguro e divertido, de partilha de
ideias criativas e de competências básicas sobre empreendedorismo.
As crianças vão poder também aprender sobre a gestão de dinheiro, a importância de
trabalhar em equipa, a capacidade de assumir riscos e de enfrentar desafios.
A ideia da menina de oito anos foi lançada numa campanha da Kickstarter, a Maio
plataforma do mundo de crowdfunding (recolha de fundos) para projetos criativos,
para ajudar mais crianças a concretizarem os seus sonhos.”
43
Escola Secundária de Albufeira
Prova de Aptidão Profissional

Aluna: Andreia Nogueira

ANEXO IV

AIP-CCI promove o empreendedorismo - Ensino Básico
CCI

O empreendedorismo assume se como um dos principais fatores promotores do
assume-se
desenvolvimento económico de um país e, por isso, é considerado também como uma
país
das oito competências-chave que deve ser adquirida nas escolas, tal como o
chave
Português, a Matemática ou outra qualquer disciplina já perfeitamente cimentada no
programa curricular dos alunos.
Sendo a Educação um dos pilares da sociedade e assumindo que a capacidade
dos
empreendedora não é, exclusivamente, uma capacidade inata, mas sobretudo
adquirida, caberá a toda a sociedade o papel de formar pessoas capazes de
acompanhar e de se adaptarem, ou mesmo reagirem, às mudanças e desafios de uma
mudanças
sociedade em constante transformação.
Reconhecida pela sua intervenção prática junto das empresas, a Associação
Industrial Portuguesa - Câmara de Comércio e Indústria empenhou
empenhou-se desde logo
em promover, também, esta temática junto de um público cada vez mais abrangente.
Tendo começado por dirigir as suas iniciativas sobre empreendedorismo a
empresários, jovens à procura do primeiro emprego e desempregados que
pretendiam criar o seu próprio posto de trabalho através da criação de uma e
empresa,
alargou posteriormente estas iniciativas a todos os jovens, nomeadamente aos que se
encontram na fase final da sua formação. Recentemente, acreditando que uma
intervenção eficaz se faz investindo nas pessoas desde os níveis mais precoces de
educação, a AIP desenvolveu programas para um público ainda mais jovem, os
o,
empreendedores de amanhã - as crianças do ensino básico.
Esta nova aposta da AIP-CCI está materializada na iniciativa Ateliers Empreender
Criança. Este programa pretende criar ambientes em que os alunos possam exercitar
.
a sua capacidade de imaginar as mudanças, por forma a desenvolver desde muito
cedo a sua capacidade de iniciativa, criatividade, autoconfiança, liderança, trabalho
em equipa, responsabilidade e sentido cívico em tudo o que irão empreender, seja na
irão
vida académica e profissional como nos aspetos pessoais e sociais da vida quotidiana.
A AIP-CCI pretende criar assim, com os Ateliers Empreender Criança uma cultura
CCI
Criança,
favorável ao empreendedorismo.
Ser empreendedor é ter iniciativa, ultrapassar obstáculos e ser inovador. É ser alguém
44
Escola Secundária de Albufeira
Prova de Aptidão Profissional

Aluna: Andreia Nogueira

atento ao mundo que o rodeia, às suas necessidades e às oportunidades que
aparecem. Um empreendedor tem ideias e transforma-as em negócios.
As crianças têm, por natureza, uma rica fonte de ideias. Todas as crianças têm sonhos
e aspirações e precisam de crescer conscientes das suas capacidades para que lhes
seja possível, um dia, concretizar esses e outros sonhos. Conscientes das suas
capacidades, terão a autoconfiança necessária para "ser mais" e para "fazer mais", por
si e pela comunidade envolvente.
Os Ateliers Empreender Criança surgem com o intuito de contribuir para educar, para
transmitir conhecimentos e valores, para consolidar alguns conteúdos programáticos
através de ferramentas de qualidade e para promover uma aprendizagem positiva.
Ensinar crianças com vivências e experiências distintas é um desafio. Manter os alunos
atentos, concentrados e, sobretudo, motivados aumenta o nível do desafio. Mais
importante do que fazer com que as crianças se sentem e ouçam, quietas, é fazer com
que gostem do que estão a fazer e valorizem aquilo que estão a aprende.
A AIP-CCI lançou este programa ciente da necessidade de criar o gosto e a apetência
pela actividade empresarial desde a mais tenra idade e contribuir decisivamente para
consolidação
de
uma
cultura
de
empreendedorismo.

45
Escola Secundária de Albufeira
Prova de Aptidão Profissional

Aluna: Andreia Nogueira

ANEXO V
Modelos dos questionários feitos às crianças e da entrevista feita á educadora:
Questionários:
1- Gostas de brincar com os teus amigos?
a) Sim
b) Às vezes
c) Não
2- Quando queres alguma coisa, fazes tudo para tê-la?
a) Sim
b) Às vezes
c) Não
3- O que costumas fazer para conseguires o que queres?
a) Faço birras
b) Converso com os meus pais e explico que é importante
c) Recorro à ajuda dos meus avós
d) Outro, qual? _______________________
4- Sentes-te bem junto de adultos que não conheces?
a) Sim
b) Ás vezes
c) Não
5- Quando te mandam fazer alguma coisa fazes?
a) Sim
b) Ás vezes
c) Não
6- Costumas ter as tuas coisas arrumadas?
a) Sim
b) Ás vezes
c) Não
7- E és tu que as arrumas?
a) Sim
b) Ás vezes
c) Não
8- Quando perdes em algum jogo ficas triste?
a) Sim
b) Ás vezes
c) Não
9- Quando perdes, jogas outras vezes até ganhares?
a) Sim
b) Ás vezes
c) Não
10- Tomas decisões sozinho (a)?
a) Sim
46
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Prova de Aptidão Profissional

Aluna: Andreia Nogueira

b) Ás vezes
c) Não
11- Que tipo de decisões?
a) Os brinquedos que vou comprar
b) A minha roupa
c) O que vou comer
d) Como vou passar o meu tempo livre
e) Outro
Entrevista:
1. Algumas das atividades no plano anual são destinadas a desenvolver o
empreendedorismo?
2. Pensa que é importante desenvolver atitudes de empreendedorismo nas
crianças? Se sim, porquê?
3. Realiza atividades que desenvolvam a imaginação, a responsabilidade e a
criatividade das crianças? Se sim, que tipos de atividades?
4. Por exemplo, se quiser realizar um passeio com as crianças e os pais não
tiverem capacidades financeiras para o pagar, para realiza-lo, faz atividades
com as crianças que permitam recolher dinheiro para a sua realização?
5. Está atenta na forma como as crianças lidam umas com as outras (se são
unidas ou não se impõem / se são líderes)?
6. Costuma desenvolver atividades físicas, como desportos coletivos, de forma
a que as crianças desenvolvam espírito de colaboração entre elas?
7. As crianças obedecem logo às suas ordens?
8. As crianças são organizadas e arrumam sempre tudo o que lhes é pedido?
9. Vê que as crianças são persistentes, ou seja, que não desistem com
facilidade?
10. O que faz para as crianças acreditarem que são capazes e não desistirem?
11. Como avalia a autonomia das crianças de hoje em relação às crianças de
outros tempos?
12. Impõe muitas regras às crianças?

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SER EMPREENDEDOR É-prova de aptidão profissional PAP

  • 1. Escola Secundária de Albufeira Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial PROVA DE APTIDÃO PROFISSIONAL Orientadora: Professora Emília Oliveira Aluna: Andreia Nogueira Ano letivo 2012/2013
  • 2. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira AGRADECIMENTOS De uma forma muito especial agradeço à Prof. Emília Oliveira, por toda a motivação que me soube transmitir, assim como as criticas e sugestões que me fez e que tanto me ensinaram, revelando o empenho e interesse que desde a primeira hora colocou nesta orientação. Às professoras, Nélia Leal da disciplina de Animação Sociocultural e Fernanda Cabrita da disciplina de Área de Expressões por, em algumas aulas, nos deixarem trabalhar na PAP e nos ajudarem com a mesma. À Creche Infantário Quinta dos Pardais, mais especificadamente à educadora de infância a quem fiz a entrevista, por colaborar na entrevista e nos questionários com as crianças e pela vasta informação que me forneceu. 1
  • 3. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira ÍNDICE Páginas Agradecimentos………………………………………………………………………………………..1 Ser empreendedor é ………………………………………………………………………………….4 Introdução………………………………………………………………………………………………..5 Capítulo I – Fundamentação teórica……………………………………………………………6 1- Conceito de Empreendedorismo……………………………………………………………….7 2- O Perfil do Empreendedor……………………………………………………………………….7 3- Dez Características de um empreendedor de SUCESSO……………………………….9 4- Competências a desenvolver pelo empreendedor………………………………………10 5- Atitudes recomendadas ao empreendedor………………………………………………..13 6- Ser empreendedor: uma herança genética?......................................................14 7-Promover o empreendedorismo nas crianças: o papel da Escola e da Família…………………………………………………………………………………………………...14 8- Características das crianças dos 4 aos 6 anos…………………………………………….18 Capítulo II – Diagnóstico…………………………………………………………………………..21 Introdução à fase de diagnóstico…………………………………………………………………22 Tratamento estatístico………………………………………………………………………………23 Conteúdo da entrevista efetuada á educadora e dos questionários aplicados às crianças…………………………………………………………………………………………………..29 Conclusão dos questionários aplicados às crianças e entrevista efetuada á educadora………………………………………………………………………………………………..32 Caraterização do problema………………………………………………………………………...33 Capítulo III – O projeto de intervenção………………………………………………………..34 Descrição da atividade………………………………………………………………………………..35 Objetivos………………………………………………………………………………………………….35 2
  • 4. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira Recursos………………………………………………………………………………………………….35 Calendarização…………………………………………………………………………………………35 A implementação………………………………………………………………………………………35 A avaliação……………………………………………………………………………………………….36 Conclusão…………………………………………………………………………………………………37 Webgrafia…………………………………………………………………………………………………38 Anexos…………………………………………………………………………………………………….39 Anexo I……………………………………………………………………………………………………..40 Anexo II…………………………………………………………………………………………………….42 Anexo III……………………………………………………………………………………………………43 Anexo IV……………………………………………………………………………………………………44 Anexo V…………………………………………………………………………………………………….46 3
  • 5. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira SER EMPREENDEDOR É… “ Ser um empreendedor é executar os sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças. É caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola. É tomar atitudes que ninguém tomou. É ter consciência de que quem vence sem obstáculos triunfa sem glória. É não esperar uma herança, mas construir uma história... Quantos projetos você deixou para trás? Quantas vezes os seus temores bloquearam os seus sonhos? Ser um empreendedor não é esperar a felicidade acontecer, mas conquistá-la.” Augusto Cury 4
  • 6. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira INTRODUÇÃO Para a minha PAP escolhi o tema do Empreendedorismo. A razão desta escolha tem a ver com o facto de ter feito uma pesquisa aprofundada sobre este tema e ter verificado que o mesmo é bastante importante na formação pessoal e social das crianças, sendo determinante do futuro que as ajudamos a construir. Vou abordar principalmente o empreendedorismo nas crianças, visto que durante a minha pesquisa eu notei que as competências empreendedoras devem ser estimuladas desde a infância. Com base numa entrevista que fiz a uma educadora da Creche Infantário Quinta dos Pardais, verifiquei que muitas crianças não estão a desenvolver atitudes de um empreendedor. Penso, por isso, criar uma ideia de intervenção, para crianças dos 4 aos 6 anos. O trabalho encontra-se dividido em três partes: No capítulo I encontra-se a fundamentação teórica, com informação pesquisada na internet sobre o tema e que me ajudou a compreendê-lo melhor. No capítulo II encontra-se o diagnóstico, que realizei na Creche Infantário Quinta dos Pardais. No capítulo III encontra-se o projeto de intervenção, que devido a contratempos que não permitiram ser aplicado na data prevista e também porque PAP será apresentada antes do início do estágio; pois se fosse depois eu aplicaria o projeto durante o estágio na identidade que vou estagiar – Creche Infantário Quinta dos Pardais. 5
  • 7. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira Capítulo I FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 6
  • 8. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira 1- Conceito de Empreendedorismo Empreendedorismo é o estudo voltado para o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas com a criação de um projeto (técnico, científico, empresarial). Tem origem no termo empreender que significa realizar, fazer ou executar. Um empreendedor é uma pessoa totalmente orientada para a ação, não é simplesmente uma pessoa que tem boas ideias, mas é aquele que faz acontecer, é altamente motivado e assume riscos calculados para atingir os seus objetivos. A palavra empreendedorismo foi utilizada pelo economista Joseph Schumpeter em 1950 como: “sendo uma pessoa com criatividade e capaz de fazer sucesso com inovações”. Em 1970, Peter Drucker, considerado o pai da administração, introduziu o conceito de risco para o empreendedor, “uma pessoa empreendedora precisa arriscar em algum negócio”. Mas este tipo de pessoa não é necessariamente uma pessoa que tem o seu próprio negócio. E em 1985 com Gifford Pinchot introduziu o conceito de Intraempreendedor, uma pessoa empreendedora, mas dentro de uma organização. Uma pessoa não precisa ter o seu próprio negócio para ter comportamentos de empreendedor, este tipo de profissional podemos dizer que é aquele que “veste a camisa” da empresa, não visando o “lucro”, mas o sucesso da organização onde trabalha. 2- O Perfil do Empreendedor Ao observar verdadeiros empreendedores, é possível identificar um conjunto de aspetos que lhes são muito próprios: 1. Os empreendedores são peritos em identificar, explorar e comercializar oportunidades. 2. São excelentes na arte de criar (novos produtos, serviços ou processos). 3. Pensam de forma diferente: os empreendedores têm uma perspetiva diferente das coisas; adivinham problemas que os outros não veem ou que ainda nem existem; descobrem soluções antes mesmo de outros sentirem as necessidades. 4. Veem o que outros não veem: o empreendedor vê oportunidades que escapam aos outros, ou a que os outros não atribuem relevância. 7
  • 9. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira 5. Gostam de assumir riscos: acreditam nos seus palpites e seguem-nos. 6. Os empreendedores competem consigo próprios e acreditam que o sucesso ou fracasso dependem de si. Na sua maioria não desistem e nunca param de lutar pelo sucesso. 7. Aceitam o insucesso: embora nenhum empreendedor goste de falhar, sabe que a possibilidade de fracassar é inerente ao risco que qualquer actividade empreendedora comporta. O insucesso é encarado como uma possibilidade de aprender e evoluir e previne futuros fracassos. 8. Observam o que os rodeia: a grande maioria das ideias e inovações bem sucedidas foram desenvolvidas a partir de uma realidade próxima ao empreendedor – no âmbito profissional, familiar, de lazer. Em vários estudos feitos com empreendedores sobre as características às quais atribuíam o seu sucesso, as que mais se destacaram foram a perseverança, o desejo e vontade de traçar o rumo da sua vida, a competitividade, a auto-estima, o forte desejo de vencer, a auto-confiança e a flexibilidade. Curiosamente, a vontade de ganhar muito dinheiro, as competências de gestão ou o desejo de poder costumam ocupar os últimos lugares das listas. Mas para além destas há um conjunto de outras características comuns aos empreendedores:                     Curiosidade Capacidade de resistência (física e emocional) Orientação para objetivos Independência Exigência Elevada propensão para o risco calculado Tolerância à ambiguidade e à incerteza Criatividade Inovação Visão Empenho Aptidão para resolução de problemas Capacidade de adaptação Iniciativa Integridade Capacidade de angariação de recursos Capacidade de persuasão Forte apetência pela mudança Empatia Tolerância ao fracasso 8
  • 10. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira  Grande capacidade de trabalho  Capacidade de liderança 3- Dez Características de um empreendedor de SUCESSO: 1º Transformar uma crise numa oportunidade: Os empreendedores são otimistas, conseguem transformar uma tragédia em oportunidade, o fracasso em sucesso. Uma situação de desemprego pode ser encarada não como o fim do mundo, mas como o início de uma grande oportunidade de começar um negócio. 2º Empreender sem capital: A habilidade de começar com quase nada é uma das mais importantes. A utilização do capital de terceiros, com o tempo, faz surgir dos nada verdadeiros impérios empresariais. 3º Marketing e negociação: A capacidade de vender a ideia é, sem dúvida, uma grande habilidade dos empreendedores. São capazes de vender com uma habilidade admirável. São vendedores da sua imagem profissional e dos seus talentos. 4º Know-how e experiência anterior: Os negócios são abertos, geralmente, por ex-gerentes e executivos do mesmo ramo. Desta forma, eles já têm uma boa rede de relacionamentos com fornecedores, concorrentes e clientes. Este networking (rede de relacionamentos) e este know-how (saber fazer) sem dúvida, têm sido o “melhor remédio” contra o fracasso. 5º Visão empreendedora: Aqui está a habilidade de ver no mercado as lacunas deixadas pelas empresas. Criamse novos caminhos, novos horizontes que, no início, nada mais eram que uma mera intuição, um feeling. 6º Opinião própria: Não é incomum encontrarmos familiares de empreendedores a dizer que o negócio só foi para frente porque ele era um teimoso, um cabeça-dura que não ouvia ninguém. Contrariou tudo e todos, e, com a sabedoria dos mestres, soube decidir, ouvir e escutar. 7º Persistência: 9
  • 11. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira É muito comum querermos saber como certa pessoa conseguiu esperar com paciência durante muito tempo. Agradecer o semear e cuidar com amor e dedicação enquanto se espera a hora da colheita é uma verdadeira virtude humana. Todos sabem que é na hora mais escura e fria da noite que o dia começa a clarear, mas poucos têm a paciência de estar acordados e alertas nessa hora. 8º Assumir riscos: É a atitude de coragem de superar o medo, de trilhar caminhos incertos, mantendo a chama da esperança acesa, a busca do sucesso. Saber calcular riscos e ousar enfrentar o novo. Aqui, é colocada em xeque a nossa autoconfiança e a nossa autodeterminação. 9º Ser líder e entusiasmado: Esta habilidade de se auto-motivar e conseguir aumentar a energia dos colaboradores e envolvidos é, sem dúvida alguma, fundamental. Saber encarregar, definir tarefas, organizar, combinar métodos e processos e, sobretudo, saber reconhecer os liderados. Aqui é a “prova de fogo da auto-estima”. 10º Harmonia com a missão: Se falamos em Cristiano Ronaldo, vem à nossa cabeça o futebol. Se falamos em Ricardo Pereira, vem-nos o humor. Se falamos Tony Carreira, pensamos em música romântica. Será que o sucesso ocorreu por acaso? Não. Ele é composto por um conjunto de habilidades e desistências que estão apoiadas nos nossos talentos, na nossa vocação, na nossa missão. É aqui que aparece o amor, a dedicação e a entrega de corpo, alma e espírito a uma causa maior da nossa razão de viver. 4- Competências a desenvolver pelo empreendedor Competências emocionais: Em grande medida a performance do empreendedor está associada a características pessoais como a iniciativa, a empatia, a capacidade de adaptação e de persuasão. Daniel Goleman (2000) agrupou as competências emocionais em quatro grandes grupos cabendo dentro de cada um dos grupos um conjunto de competências específicas:  Auto-consciência: Auto-consciência emocional – Esta competência permite reconhecer e compreender os diferentes estados de espírito e a forma como afetam o desempenho social e profissional bem como as relações com os outros. 10
  • 12. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira Auto-avaliação rigorosa – Trata-se da capacidade de avaliar de forma realista as suas forças mas também as suas fraquezas. Autoconfiança – Competência que permite valorizar devidamente os seus pontos fortes e capacidades mais distintivas.  Autogestão: Autocontrolo – Capacidade para manter as emoções sob controlo. Inspirar confiança – A confiança conquista-se através de comportamentos que revelem integridade, honestidade, fiabilidade e autenticidade. Conscienciosidade - Capacidade para se auto-gerir de modo responsável (e.g., ser organizado e cuidadoso no trabalho). Adaptabilidade – Competência revelada pela abertura a novas ideias e abordagens, flexibilidade na resposta à mudança, tolerância à ambiguidade. Orientação para o êxito - Optimismo, necessidade de autoaperfeiçoamento e de alcance de um padrão interno de excelência, persistência. Iniciativa - Prontidão para aproveitar as oportunidades, inclinação para exceder objetivos, proatividade.  Consciência social Empatia – Capacidade para perceber os sentimentos e perspetivas dos outros, interesse ativo pelas suas preocupações, sensibilidade às suas especificidades. Consciência organizacional - Capacidade para ler a realidade organizacional, construir redes de decisão e ter consciência das correntes sociais e políticas da organização. Orientação para o cliente - Capacidade para antecipar, reconhecer e ir ao encontro das necessidades dos clientes. 11
  • 13. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional  Aluna: Andreia Nogueira Competências sociais Liderança visionária - Capacidade para inspirar e guiar os indivíduos ou grupos em torno de uma visão convincente. Influência - Capacidade para persuadir os outros através dos métodos mais adequados a cada situação. Desenvolver os outros Capacidade para identificar necessidades/oportunidades de desenvolvimento dos outros e para agir de forma a promover o alargamento das suas competências. Comunicação - Ser bom ouvinte e ser capaz de comunicar de modo claro e convincente. Incentivador da mudança – Capacidade para promover e incentivar a mudança dentro da organização contribuindo ativamente para a eliminação das resistências por parte da equipa que lidera. Gestão de conflitos - Capacidade para gerir os conflitos emergentes na organização. Criar laços – Competência que permite a criação e desenvolvimento de redes de relações interpessoais. Espírito de equipa e cooperação – Capacidade de colaborar eficazmente com os outros conseguindo criar cooperação de grupo no prosseguimento de objectivos comuns. Sendo certo que o desenvolvimento deste conjunto de competências é desejável em qualquer indivíduo, no caso do empreendedor será decisivo para o seu sucesso. Condição prévia ao bom desenvolvimento destas características é um profundo conhecimento de si próprio. Auto-conhecimento: Uma das características do empreendedor de sucesso é o conhecimento que tem de si próprio. Sabe que não é rentável desperdiçar esforços nas suas áreas e/ou atividades nas quais não tem competências. A sua base de desenvolvimento pessoal e profissional é o conhecimento dos seus pontos fortes, dos seus valores e objetivos e das formas concretas de alcançar o que pretende. 12
  • 14. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira Criatividade: De todas as características do empreendedor uma das essenciais e que mais facilmente se pode desenvolver é a criatividade. Embora todos tenhamos talentos criativos falta-nos muitas vezes confiança na nossa própria criatividade. O termo criatividade tem um significado que vai muito além de possuir um talento artístico. É sim, a capacidade de utilizar a imaginação para criar novas ideias. A criatividade é uma característica inata a todos os seres humanos. Cabe a cada um de nós desenvolver essa capacidade. Antes de mais deve-se estar atento ao que se passa à sua volta: o desenvolvimento da capacidade criativa, tal como qualquer outra competência, exige concentração e atenção. Compreender que a criatividade pode assumir muitas formas é um primeiro passo para desenvolver a sua capacidade de criar de forma consciente. Características das pessoas criativas: 1. 2. 3. 4. 5. 6. Inteligência Capacidade de adaptação Auto-estima elevada Orientação para desafios Curiosidade Interesse 5- Atitudes recomendadas ao empreendedor: a) Estar recetivo a novas ideias: pessoas que não valorizam o seu talento criativo perdem inúmeras oportunidades de criar algo de inovador. É frequente colocar de lado algumas ideias por desafiarem alguns valores e convicções nunca antes questionados. Antes de rejeitar uma ideia pensar se o que está a fazer é por hábito ou preconceito. b) Ser realista na apreciação de novas ideias: uma ideia só por ser nova não é necessariamente boa. Deve ser feita uma análise cuidada e realista que permita avaliar o potencial dessa ideia no mercado. 13
  • 15. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira c) Não desistir antes do tempo: as novas ideias nem sempre são bem aceites de imediato. Pode ser necessário esperar algum tempo para ver o seu esforço criativo recompensado. De entre as várias características que permitem identificar um empreendedor podemos destacar a perseverança, o desejo e vontade de traçar o rumo da sua vida, a competitividade, a auto-estima, o forte desejo de vencer, a auto-confiança e a flexibilidade. Para além destas características, que embora se possam considerar inatas podem e devem ser potenciadas pelo empreendedor, existe um conjunto de outras competências que um líder deve possuir e desenvolver continuamente: as competências emocionais, o auto-conhecimento e a criatividade. Recomenda-se ao empreendedor que se mantenha recetivo à inovação e criatividade de forma a conseguir identificar oportunidades, que seja realista na apreciação de novas ideias e que seja persistente na prossecução de um objetivo. 6- Ser empreendedor: uma herança genética? Até á pouco tempo acreditava-se que as pessoas herdavam dos familiares as habilidades, talentos e características de empreendedores. Outra vertente defendia que o empreendedor é um ser social, assim sendo é fruto da relação constante entre talentos e características individuais e o meio em que vive. Mesmo que as pessoas herdem características da família na sua formação de personalidade, outras são adquiridas em ambientes sociais extra-familiares, ou seja, na escola, com amigos, no trabalho, na igreja. A sociedade oferece inteligência interpessoal no desenvolvimento cognitivo empreendedor de qualquer individuo. Parece ser, por isso, hoje em dia consensual que não se nasce empreendedor. Podemos, sim, herdar algumas características que certamente ajudarão nas investidas pelo mundo dos negócios. É também certo que muitos empreendedores se revelam muito precocemente (durante a infância e juventude) destacando-se pela sua capacidade de liderança, competitividade ou “jeito” para os pequenos negócios. Contudo, está ao alcance de qualquer um tornar-se empreendedor. 7- Promover o empreendedorismo nas crianças: o papel da Escola e da Família Os estímulos empreendedores surgem naturalmente na maior parte das crianças com idades entre os 2 e os 5 anos, momento em que, não têm medo de errar, existe a curiosidade de saber “porquê” e “como”, desenvolvem as suas habilidades com maior 14
  • 16. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira facilidade, inventam brincadeiras, sorriem sem maldade, querem aprender e experimentar coisas novas todos os dias, libertam energia a cada minuto e criam relações com outras crianças muito facilmente. Sendo a Educação um dos pilares da sociedade e assumindo que a capacidade empreendedora não é, exclusivamente, uma capacidade inata, mas sobretudo adquirida, caberá a toda a sociedade o papel de formar pessoas capazes de acompanhar e de se adaptarem, ou mesmo reagirem, às mudanças e desafios de uma sociedade em constante transformação A família é um elo imprescindível na educação empreendedora de uma criança até à sua fase adulta. Os pais que quiserem preparar os seus filhos para este desafio desde cedo podem incentivar o desenvolvimento de certas características que os ajudarão no futuro, como a autoconfiança, o poder de decisão e a capacidade de interpretar os erros de forma construtiva. Dicas que podem ajudar os pais nesta tarefa:  Ensinar a criança a valorizar o dinheiro;  Reconhecer e elogiar a criatividade e a sua persistência;  À medida que a criança vai crescendo incentiva-la a ganhar dinheiro com a criação de pequenos negócios como, por exemplo, pintar quadros para vender, venda de bijuteria criada por ele, venda de bolos feitos por ela ou qualquer outro mini negócio;  Incentiva-la a ajudar os outros;  Conversar com a criança e ouvir com atenção as suas palavras;  Oferecer-lhe um animal de estimação para ela cuidar;  Entregar-lhe responsabilidades diárias e tarefas;  Dar-lhe liberdade para ser criativa;  Não esconder dela os desafios familiares;  Ensinar a crianças a auto questionar-se;  Dar-lhe espaço para errar e não o recriminar negativamente pelos seus erros, ser antes mais pedagógico;  Levá-la a visitar o seu local de trabalho;  Ensina-la a aprender e a retirar conclusões dos seus erros e fracassos. Uma educação empreendedora ajudará a criança a ter mais responsabilidade, autoconfiança, facilidade em comunicar com os outros, a procurar um trabalho em vez de um emprego, a ter iniciativa para criar o seu próprio negócio, aprender o significado do trabalho e do dinheiro, entre muitas outras coisas que vão fazer toda a diferença no seu crescimento. 15
  • 17. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira No entanto, nas sociedades modernas, a maioria das mães trabalha fora de casa e, por isso, os pais têm pouco tempo para as suas crianças, a atitude destes é, na maioria dos casos, de maior permissividade e menor responsabilização das suas crianças. A atitude de muitos pais é, muitas vezes, a de darem tudo aos filhos, o que cria nas crianças menos espírito de empreendedorismo e um maior individualismo, sendo que, a maioria, apresenta várias lacunas a nível da sua maturidade comportamental ou da autonomia. ATITUDE DOS PAIS E A AUTONOMIA: estudo desenvolvido pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa. Os pais, durante o seu convívio diário com a criança, direcionam o comportamento dos filhos com vista a que estes sigam certos princípios morais e adquiram comportamentos que irão garantir independência, autonomia e responsabilidade (Alvarenga & Piccinini, 2001). Desta forma, os progenitores desempenham um papel muito importante no desenvolvimento da autonomia dos filhos, ao providenciarem condições para que as crianças tenham as suas experiências mais diversificadas. (Montandon, 2005) A resposta que os pais dão ao desejo e às tentativas de autonomia dos filhos tem um impacto na auto-estima e no desenvolvimento da autonomia da criança. Deste modo, se os pais reprimirem constantemente as tentativas de autonomia do filho, este tenderá a sentir pouca auto-confiança e a duvidar das suas capacidades; em comparação, se os pais permitirem à criança uma certa liberdade para experimentar a realização de pequenas tarefas sozinha, esta apresentará maior auto-confiança nas suas capacidades e aperceber-se-á que os outros confiam nela para execução de futuras tarefas (Ferland, 2006). Além do aumento da auto-estima, o suporte parental perante os esforços da autonomização está positivamente relacionado com a capacidade de auto-regulação da criança (Grolnick & Ryan, 1989). A ausência deste suporte promove comportamentos impulsivos e dificuldades escolares (Grolnick & Ryan, 1989). O apoio materno ao nível da autonomia, na idade pré-escolar, está positivamente associado à adaptação social e académica e à aquisição da leitura no terceiro ano de escolaridade, havendo uma relação entre as capacidades académicas e o ajustamento social nas crianças cujas mães apoiam a autonomia (Joussemet, Koestner, Lekes, & Landry, 2005). Ao nível do desempenho escolar, o estudo de NICHD (2008) demonstra que a criança, do sexo masculino e de pais que apoiam e estimulam a autonomia da criança, tem 16
  • 18. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira maiores ganhos em relação às capacidades de leitura e da matemática no terceiro ano de escolaridade. Mais especificamente, o apoio prestado pela mãe leva ao aumento da autoconfiança na sala de aula, enquanto o prestado pelo pai leva a um aumento da autoconfiança global do filho nas suas capacidades, do primeiro ao terceiro ano de escolaridade, uma vez que o pai encoraja, mais do que a mãe, o desenvolvimento das competências necessárias para a criança funcionar de uma forma mais adequada no meio exterior à família (NICHD, 2008). Em relação à criança, do sexo feminino, é o suporte da autonomia prestado pela mãe que promove a aquisição das competências necessárias à aprendizagem da leitura e da matemática no terceiro ano de escolaridade (NICHD, 2008). Quanto ao sono, Gianotti e Cortesi (2002) referem que, à medida que a criança cresce, o controlo do sono por parte dos pais vai diminuindo, podendo a falta de controlo parental levar ao surgimento de queixas ou problemas relacionados com o sono. Ferland (2006) menciona que muitas das crianças em idade pré-escolar costumam apresentar medos na hora de ir dormir, sendo fundamental minimizar esses medos e receios e se possível eliminá-los. Desta forma, os pais deverão evitar que a criança venha a meio da noite dormir para a sua cama. Além disto, a falta de estabelecimento de limites na fase pré-escolar em relação à hora de ir dormir está relacionada com a ausência de rotinas de sono, levando, como já referido, ao adiamento da hora de dormir determinada pelos pais, efetuando a criança comportamentos como levantar frequentemente da cama para ir à casa de banho, pedir mais um copo de água ou pedir mais uma história (Madeira & Aquino, 2003). Em relação à alimentação, a criança nesta idade pode provocar conflitos com os pais na hora da refeição por não querer comer. Esta contenda poderá ser recompensadora para a criança, pois ela é o centro das atenções dos pais (Brazelton & Sparrow, 2006). A não existência de conflitos nas horas das refeições permite à criança começar a habituar-se aos padrões de alimentação da família, e possibilita-lhe associar as suas motivações, como comer como os adultos, ao prazer, começando assim a valorizar a comida e a desejá-la (Brazelton & Sparrow, 2006). Pais que estimulem a criança na idade pré-escolar para elaborar pequenas tarefas, permitem à criança ser mais autónoma, visto que esta adquire novas capacidades, se sente mais valorizada e com maior sentimento de pertença à família (Brazelton & Sparrow, 2006). Segundo Barros (2004) é importante que o controlo dos esfíncteres ocorra na idade apropriada, ou seja, não deverá ser estimulado precocemente “enquanto a criança não possui um bom controlo sobre o corpo, de forma a ser capaz de se sentar e 17
  • 19. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira levantar sem cair, enquanto não compreende regras claras e coerentes, ou não domina o vocabulário associado à eliminação”. Esta aprendizagem deverá ser estruturada numa fase em que não haja conflitos familiares agudos, em que os pais estejam disponíveis e de preferência numa estação do ano adequada (Barros, 2004). É importante nesta aprendizagem a associação de reforços positivos como, por exemplo, os elogios, a companhia dos pais na ida a casa de banho, os registos e as recompensas, evitando-se a punição (Barros, 2004). Assim sendo, cabe à escola na qualidade de agente socializador com uma importância crescente na vida das crianças, integrar a promoção do empreendedorismo no seu projecto educativo. O empreendedorismo deverá, desta forma, assumir-se como uma das competênciaschave a ser adquirida nas escolas, tal como o Português, a Matemática ou outra qualquer disciplina já perfeitamente cimentada no programa curricular dos alunos. 8- Características das crianças dos 4 aos 6 anos Durante a fase pré-escolar verifica-se um aumento das capacidades e da autonomia da criança, assim como a multiplicação de relacionamentos sociais, que permitem que a criança aprenda novas formas de reagir perante uma determinada situação (Pikunas, 1979). Ou seja, constata-se, na idade pré-escolar, um desenvolvimento ao nível das capacidades cognitivas, morais, sociais, emocionais, de autonomia e comportamentais, que influenciam a adaptação da criança à escola. A criança com 5 anos apresenta, em comparação com as de idade inferior, uma maior variedade de capacidades e habilidades ao nível da inteligência geral, da capacidade verbal, da destreza manual, da curiosidade, da riqueza de imaginação lúdica e da perseverança (Fozz, 1975). Nesta fase etária aperfeiçoa atitudes e comportamentos relativos aos cuidados de higiene e ao vestuário, manifestando autonomia e determinação. A criança com 5 anos evidencia capacidade de se vestir, de despir, de se lavar e de ir a casa de banho, sem ajuda, embora ainda possa precisar de alguma supervisão (Lunzer, 1975). O DESENVOLVIMENTO DA AUTONOMIA A autonomia é a capacidade de definir as suas próprias regras e limites, sem que estas precisem de ser impostas por outrem, ou seja, a autonomia é a capacidade do indivíduo de se auto-regular (Mogilka, 1999). Desta forma, a autonomia implica que a pessoa seja capaz de encontrar um equilíbrio entre as características pessoais e as limitações colocadas pelo meio. O desenvolvimento da autonomia ocorre através da imposição da cultura e das relações sociais nas características pessoais (Mogilka, 1999). Contudo, este 18
  • 20. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira desenvolvimento é variável, isto é, mesmo que duas pessoas partilhem a mesma cultura e as mesmas relações sociais terão graus de autonomia diferentes devido às características pessoais, nomeadamente a auto-confiança que influenciará positiva ou negativamente a realização de um maior/menor número de atividades. Um exemplo da característica pessoal autoconfiança e da autonomia é o facto de a criança, à medida que vai adquirindo consciência do que é capaz de fazer, vai aumentando a sua auto-estima e, consequentemente, a sua auto-confiança (Ferland, 2006) A autonomia da criança surge através da relação das suas competências e das barreiras estabelecidas por esta, entre o que é privado, as características pessoais, e as normas ou regras estabelecidas pela sociedade, as características interpessoais (Nucci, Killen, & Smetana, 1996). As características pessoais são, em parte, influenciadas pelos reforços dados pelos pais, enquanto as interpessoais são desenvolvidas por uma negociação interpessoal composta por um “dá e tira” pelos pais, com objectivo da criança conseguir realizar uma atividade sem correr qualquer risco para a sua saúde e segurança, tendo em conta as regras/normas impostas pelo meio (idem). À medida que a criança cresce, adquire novas competências, o controlo que antes era estabelecido pelos progenitores passa gradualmente para os filhos, até estes chegarem à adolescência, permitindo uma afirmação pessoal por parte da criança, à medida que vai crescendo, apesar das convenções pessoais e parentais (Smetana, 1988). Na idade pré-escolar, a autonomia é adquirida através da negociação e do reforço e é posta em prática consoante o contexto ou meio em que a criança está inserida. No jardim-de-infância, a negociação ou reforço concretiza-se entre a criança e a educadora e, em casa, entre a criança e os pais (Nucci et al. 1996). Um exemplo da aquisição de autonomia, na idade pré-escolar, será a professora a pedir à criança que expresse a sua preferência ou dar-lhe a escolher a realização de uma atividade (Nucci et al. 1996); e, no domicílio, é quando os pais solicitam à criança a colaboração destas na realização de atividades quotidianas como “pôr a mesa”, “fazer a cama”, “arrumar os brinquedos” (Pereira, 1998). Esta aquisição de autonomia permitirá uma maior afirmação pessoal que se evidencia na utilização dos seus desejos, preferências e carências para justiçar as suas escolhas (Nucci et al. 1996). Características físicas É muito ativa Coordena melhor os seus movimentos e músculos Possui maior equilíbrio e destreza Traços de desenhos mais detalhados Como se pode ajudá-la Promover atividades que exijam movimentos com o corpo Deixá-la descobrir os elementos da natureza com os seus sentidos Promover atividades de equilíbrio e brincadeiras lúdicas Utilizar recursos visuais com mais detalhes e 19
  • 21. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira coloridos Características mentais Vocabulário simples Tem capacidade de concentração Tem imaginação alargada Não tem noção do tempo e espaço Gosta de produzir desenhos e escritas gráficas Gosta de formar frases complicadas Características sociais Gosta de fazer coisas sozinhas Gosta de brincar em grupo Faz amizades com facilidade Já não é tão egoísta Características emocionais Acredita literalmente naquilo que lhe dizem (Pai Natal, Fada dos dentes, Bicho Papão, …) É muito emotiva Tem medo do dentista, policia, médico, … É ciumenta Valoriza as suas produções Enriquecer o seu vocabulário com novas histórias Desenvolver atividades que promovam concentração e uso do raciocínio Usar recursos e métodos audovisuais para desenvolver a sua imaginação Ajudá-la a rever o que aconteceu ontem, la hoje, … Explorar os seus desenhos e expor para os outros adultos Ajudá-las a associar e coordenar as suas las frases de maneira lógica Ajudá-la com a sua autonomia la Promover atividades em grupo Cultivar a amizade entre as crianças Incentivá-la a emprestar, dividir os la brinquedos, objetos, … Demonstrar-lhe amor, segurança e lhe tranquilidade. Impor limites com autoridade, sem autoritarismo Valorizar, respeitar e elogias as produções das crianças 20
  • 22. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira Capítulo II DIAGNÓSTICO 21
  • 23. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira INTRODUÇÃO À FASE DE DIAGNÓSTICO Com vista a tentar perceber a problemática em questão construi um inquérito por questionário de resposta fechada e uma entrevista. O respetivo inquérito foi aplicado a um universo de crianças (dos 4 aos 6 anos) da Creche Infantário Quinta dos Pardais. O referido questionário é constituído por 11 questões. Optei por esta técnica por considerar que ela me permitia identificar se a problemática existia ou não. 22
  • 24. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira TRATAMENTO ESTATÍSTICO Gráficos relativos à aplicação dos questionários às crianças: 1 - Gostas de brincar com os teus amigos? 25 20 15 10 5 0 a)Sim b)Ás vezes c)Não Com este gráfico pode-se concluir que todas as crianças da sala 4/5/6 anos da Creche se Infantário Quinta dos Pardais gostam de brincar com os amigos, ou sejam, são sociáveis. 2 - Quando queres alguma coisa, fazes tudo para tê-la? 25 20 15 10 5 0 a)Sim b)Ás vezes c)Não Com este gráfico pode-se concluir a maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da Creche se Infantário Quinta dos Pardais quando querem alguma coisa, fazem tudo para a ter, ou seja, azem são persistentes. 23
  • 25. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira 3 - O que costumas fazer para conseguires o que queres? 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 a)faço birras b)converso com os meus pais e explico que é importante c)recorro á ajuda dos meus avós d)outro,qual? Com este gráfico pode-se concluir que a maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da se Creche Infantário Quinta dos Pardais, para conseguirem o que querem geralmente Pardais, conversam com os pais e explicam explicam-lhes que é importante e também que alguns optar por fazer birras. 4 - Sentes te bem junto de adultos que Sentes-te não conheces? 16 14 12 10 8 6 4 2 0 a)Sim b)Ás vezes c)Não Com este gráfico pode-se concluir que maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da se Creche Infantário Quinta dos Pardais sentem-se bem perto de adultos que não conhecem Pardais, se e alguns têm alguma vergonha. 24
  • 26. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira 5 - Quando te mandam fazer alguma coisa fazes? 20 15 10 5 0 a)Sim b)Ás vezes c)Não Com este gráfico pode-se concluir que maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da se que Creche Infantário Quinta dos Pardais é obediente, pois fazem o que lhes mandam. Apesar s de algumas, por vezes, não o fazerem ou fazerem-no contrariadas, mas acabam sempre s, por fazer. 6 - Costumas ter as tuas coisas bem arrumadas? 20 15 10 5 0 a)Sim b)Ás vezes c)Não Com este gráfico pode-se concluir que a maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da se Creche Infantário Quinta dos Pardais são organizadas e costumam ter as suas coisas bem arrumadas. 25
  • 27. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira 7 - E és tu que as arrumas? 25 20 15 10 5 0 a)Sim b)Ás vezes c)Não Com este gráfico pode-se concluir que maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da se crianças Creche Infantário Quinta dos Pardais arrumam as suas coisas, mas muitos não o fazem por vontade própria, são os pais/educadores que o mandam, mas arrumam sem “discutir”. 8 - Quando perdes em algum jogo ficas triste? 20 15 10 5 0 a)Sim b)Ás vezes c)Não Com este gráfico pode-se concluir que maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da se Creche Infantário Quinta dos Pardais não ficam tristes quando perdem nos jogos, podem talvez ficar um pouco mas não ficam a “pensar” muito no assunto, segundo a educadora. 26
  • 28. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira 9 - Quando perdes jogas outra vez até ganhares? 25 20 15 10 5 0 a)Sim b)Ás vezes c)Não Com este gráfico pode-se concluir que maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da se Creche Infantário Quinta dos Pardais quando perdem em algum jogo, jogam outra e outra vez até ganharem, ou seja, a maior parte delas são persistentes. 10 - Tomas decisões sozinho(a)? 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 a)Sim b)Ás vezes c)Não Com este gráfico pode-se concluir que maior parte das crianças da sala 4/5/6 anos da se Creche Infantário Quinta dos Pardais tomam as suas decisões sozinhas 27
  • 29. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira 11 - Que tipo de decisões? 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 a)Os brinquedos que vou comprar b)A minha roupa c)O que vou d)Como vou comer passar o meu tempo livre e)Outro f)Todos Com este gráfico pode-se concluir que o que as crianças mais decidem sozinhas é como se vão passar o tempo livre. *Os gráficos 10 e 11 revelam que a maior parte das crianças da sala são autónomas mas Os a educadora disse-me que se, na instituição são estimuladas as competências me empreendedoras, ao mesmo não acontece em casa, uma vez que as famílias não o estimulam a autonomia nas crianças (fazendo-lhes tudo e tomando as decisões por elas, lhes …) 28
  • 30. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional CONTEÚDO DA ENTREVISTA EFETUADA QUESTIONÁRIOS APLICADOS ÀS CRIANÇAS Aluna: Andreia Nogueira À EDUCADORA E DOS 1. Algumas das atividades no plano anual são destinadas a desenvolver o empreendedorismo? Sim 2. Pensa que é importante desenvolver atitudes de empreendedorismo nas crianças? Se sim, porquê? Eu penso que sim. Eu estimulo isso desde logo de tenra idade, eu comecei por exemplo com este grupo nos 2 anos e á 4 anos que estou com o grupo. Só que depois é assim, aqui eles fazem tudo por eles, tudo o que conseguem, vamos sempre tentando que eles vão mais além, mas não se vê muito isso no dia-a-dia em casa, os pais fazem exatamente o contrário, portanto eles aqui são capazes de serem crianças muito arrumadas e depois os pais vêem-nos contar que em casa não, eles não são estimulados a fazerem as coisas por eles próprios e a tomar certas atitudes enquanto aqui sim. 3.Realiza atividades que desenvolvam a imaginação, a responsabilidade e a criatividade das crianças? Se sim, que tipos de atividades? Sim. Desde de as atividades de rotina do dia-a-dia, pode-se começar por aí, forma uma rotina, para além das atividades normais, o jogo simbólico, ainda têm os trabalhos, agora para estas idades mais velhas já fazem trabalhos para certas aprendizagens com as letras, a área de desenho, a área da expressão plástica, a área da música, para além de todas as atividades que se faz que é o que se chama estar a trabalhar, mesmo as atividades livres ou depois no arrumar a sala, lavar os dentes, no vestir a roupa, eles colaboram em tudo, é conforme as idades mas eles aprendem em colaborar em tudo, portanto na idade dos 5 anos eles aqui na instituição costumam ser bastante autónomos, mesmo por causa disso nós vamos sempre estimulando isso, eles colaboram e depois para além disso há as atividades de jardim-de-infância, por exemplo, as atividades de expressão plástica e isso e em todas elas nós estimulamos que sejam eles a fazer a parte que lhes calha, ninguém lhes arruma nada, são eles próprio a fazer tudo. 4. Por exemplo, se quiser realizar um passeio com as crianças e os pais não tiverem capacidades financeiras para o pagar, para realiza-lo, faz atividades com as crianças que permitam recolher dinheiro para a sua realização? É assim, eu por mim, como educadora costumo, mas nem sempre a instituição deixa, não gostam muito que se recolha dinheiro dessa maneira, se for pela minha opinião e 29
  • 31. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira que eu possa, sem estar pressa a uma instituição, faço e muito, estando presa a uma direção e a uma opinião de terceiros nem sempre me deixam fazer o que eu quero, mas faço, já me aconteceu estar com outro grupo na rede pública onde pronto em que era eu que mandava e nesse caso chegamos a fazer muitas iniciativas para arranjar dinheiro e mesmo para outras coisas que se queriam comprar, fazer uma feirinha com coisas feitas por eles e tudo e arranjar dinheiro para coisas que se possam precisar para a sala, aqui não é assim tão possível, não é por falta de vontade, é que há regras e temos de cumprir. 5.Está atenta na forma como as crianças lidam umas com as outras (se são unidas ou não se impõem / se são líderes)? Tenho que estar, faz parte da profissão (risos). Sim sim desde os primeiros momentos, são coisas que se desenvolvem com a prática, às vezes a pessoa em questão de dias a conviver com eles dá logo para notar. Sim costumam (impor-se). 6.Costuma desenvolver atividades físicas, como desportos coletivos, para que as crianças desenvolvam espírito de colaboração entre elas? Sim. 7. As crianças obedecem logo às suas ordens? Hum, isso queria eu (risos). Obedecem mais ou menos, dentro da possibilidade obedecem, claro que são crianças e tentam sempre ir mais além mas…mais-ou-menos (risos). 8.As crianças são organizadas e arrumam sempre tudo o que lhes é pedido? É uma questão de aprendizagem, eles não são organizados, se forem acompanhados e estimulados para serem organizados, eles têm muito gosto nisso, ganham gosto em arrumar (na hora de arrumar) os brinquedos, eles sentem-se muito importantes em arrumar os brinquedos, aqui arrumam, se ninguém os elogiar nem fomentar isso, pois eles nunca irão arrumar as coisas, só por iniciativa deles eles nunca vão arrumar, é muito raro a criança que nasce sem que o pai nunca lhe diga nada e ele só por si vá arrumar as cosias, isso deve ser uma raridade, aqui como eles estão habituados desde bem pequeninos sempre que desarrumam a seguir arrumam, eles não é só que se queixam, eles gostam de fazer isso…e por exemplo quando é hora de arrumar cadeiras eles ficam ofendidos quando eu não os escolho para irem arrumar cadeiras…eles sentem-se importantes em ajudar nas tarefas. 9.Vê que as crianças são persistentes, ou seja, que não desistem com facilidade? Umas mais que outras, mas quase todas são persistentes. 30
  • 32. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira 10. O que faz para as crianças acreditarem que são capazes e não desistirem? Digo-lhes isso mesmo, que são capazes e quando eles são realmente capazes…não lhes vou dizer que são capazes de fazer uma coisa que eu sei que eles não o vão fazer porque as crianças não são tolas como se possa pensar, percebem muito bem até onde vão as capacidades deles…por exemplo, eu digo “tu consegues” e eles ficam a olhar para mim com um ar incrédulo, á primeira que eu vejo que eles estão conseguir minimamente começo a elogiá-los, a dizer que “viste, já conseguiste!” e eles aí ganham uma certa autoestima, assim já não têm tanto medo para a próxima. 11.Como avalia a autonomia das crianças de hoje em relação às crianças de outros tempos? São menos autónomas, mas grande problema passa pelas famílias que lhes fazem tudo, já cheguei a ter aqui crianças quase com 5 anos que não sabiam comer mas quando chegam aqui daí a pouco tempo sabem fazer tudo, não é logo um milagre, não é isso mas nota-se que é falta de trabalho em casa, dá mais trabalho insistir para que eles comam sozinhos do que lhe estar a dar comida á boca, por exemplo, é mais rápido, é mais fácil, então as famílias optam pelo mais fácil e aqui nós tentamos sempre quebrar isso e conseguimos. É assim, eles aqui estão a um nível, fazem as coisas sozinhos, chegam a casa e começam a fazer birras, já vi crianças mudarem radicalmente só pelo pai chegar á porta, pronto paciência, aí não podemos fazer muito. 12. Impõe muitas regras às crianças? (Risos) As suficientes, há regras e deve haver regras, há as suficientes, tento não os sufocar com regras porque as crianças também têm que ter a sua autonomia, mas há aquelas em que elas são para cumprir, se não se cumprem pois têm que ver, pronto depois pode acontecer, sei lá, por exemplo, não cumpre as regras olha também não ganha aquilo ou não faz aquilo, os colegas chegaram mais rápido, cumpriram as regras, estão a fazer algo que gostam, isto é um exemplo, “olha vês o teu colega acabou, fez esta regra, está bem, agora está a brincar, tu ainda tens o teu trabalho para acabar”, isto é só um exemplo, é o que me está a vir rapidamente á cabeça. Utilizam-se regras sim, as suficientes, têm mesmo que haver, a sociedade foi feita com regras infelizmente ou felizmente. Mas depois também é conforme as idades, começamos nos 2 anos com determinado tipo de regras (não falar enquanto estão no tapete, por exemplo, ouvem uma historinha mas não falam alto, se desarruma têm que arrumar, vamos á casa de banho – a seguir lavam-se as mãos, pronto regras muito simples e conforme vão crescendo as regras vão-se tornando mais complicadas e mais regras, como são mais velhos, já sabem mais há mais coisas para cumprir, como todos nós (risos). 31
  • 33. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira CONCLUSÃO DOS QUESTIONÁRIOS APLICADOS ÀS CRIANÇAS E ENTREVISTA EFETUADA Á EDUCADORA Com base nos questionários que apliquei às crianças, conclui que a maioria delas demonstra competências empreendedoras mas, como são crianças, penso que muitas das respostas ou parte não correspondam à/ao “verdade/real”. A educadora, na entrevista, e enquanto ía fazendo os questionários às crianças disseme que na instituição as crianças são estimuladas a desenvolverem este tipo de competências mas que, por outro lado, em casa, passa-se o contrário, pois as famílias não estimulam a autonomia (ao lhes fazerem tudo, a tomarem decisões por elas, …), característica essencial de um empreendedor. 32
  • 34. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira CARATERIZAÇÃO DO PROBLEMA Conclui que na Creche Infantário Quinta dos Pardais as crianças são motivadas a serem empreendedoras, pois são criadas atividades que desenvolvem umas ou mais caraterísticas de um empreendedor. Porém, em casa, as crianças são pouco ou nada estimuladas a serem empreendedores. Concluindo, a educação dos pais poderá formar crianças dependentes, pouco responsáveis e com pouco espírito de liderança, talvez as três competências mais importantes do empreendedor. 33
  • 35. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira Capítulo III O PROJETO DE INTERVENÇÃO 34
  • 36. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE “Empreender com materiais reutilizáveis”: A reutilização de materiais recicláveis pode e faz parte do empreendedorismo. O projeto consiste em reutilizar materiais recicláveis para construir e criar brinquedos, os quais serão, posteriormente, vendidos pelas crianças, à comunidade escolar. O produto da venda será utilizado para uma finalidade social a decidir pelas crianças, após proposta das mesmas e discussão em grupo. OBJETIVOS a) Gerais - Desenvolver um conjunto de aprendizagens ativas e criativas que contribuam para a promoção da autonomia, da iniciativa, do risco, da inovação, da criatividade, do trabalho em equipa, da responsabilidade e do sentido cívico; b) Específicos - promover o trabalho de equipa - estimular a criatividade - levar as crianças a atingir objetivos - levá-las a refletir sobre problemas que afetem a sociedade e/ou as pessoas - ensiná-las a partilhar opiniões e a saber ouvir. RECURSOS a) Materiais: Materiais recicláveis, tesouras, cartolinas, … b) Humanos: Uma educadora e uma auxiliar CALENDARIZAÇÃO: Antes do Natal (na semana de 10 de Dezembro a 14 de Dezembro de 2012) A IMPLEMENTAÇÃO Como indiquei na introdução, não foi possível implementar o projeto de intervenção pensado, devido a contratempos que não permitiram aplicá-lo na data prevista e, também, pela apresentação da PAP ser antes do início do estágio, pois se fosse depois eu aplicaria o projeto durante o estágio, na instituição onde vou estagiar 35
  • 37. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira – Creche Infantário Quinta dos Pardais. Porém, quando for estagiar, se possível irei aplicá-lo! A AVALIAÇÃO A avaliação da actividade será feita pela educadora, à qual será solicitado que preencha o questionário em baixo, e pelas crianças às quais, no final, seria pedido que dissessem uma frase sobre a atividade (por exemplo: “Eu gostei da atividade porque me diverti com os meus amigos”). Modelo de avaliação para a educadora de infância: Avalie a atividade e a aluna que a desenvolveu (assinale com uma cruz, de acordo com aquilo que viu e sentiu durante a atividade). 1. Caraterísticas da atividade 1.1. Duração da atividade 1.2. Organização/Estrutura 1.3. Importância das aprendizagens NS S 2. Da aluna: Andreia Nogueira 2.1. Com conhecimento adequado NS SM EX Sugestões: S SM EX 2.2. 2.3. 2.4. Informação clara Disponível para perguntas Linguagem adequada á faixa etária das crianças Sugestões: 36
  • 38. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira CONCLUSÃO Hoje em dia, alguns pais dão tudo às crianças e, assim sendo, as mesmas não têm que fazer nada para terem o que querem, ou seja, as crianças não se tornam empreendedoras. O empreendedorismo nos dias que correm é muito importante e é fundamental para a nossa a vida adulta pois gera oportunidades de trabalho, riqueza, podendo melhorar a vida do indivíduo e do país. Uma criança empreendedora terá mais vantagens no seu percurso escolar e profissional e estará dotada de competências fundamentais à construção do seu próprio futuro. Em termos pessoais, este trabalho possibilitou-me a compreensão e a importância deste tema no desenvolvimento das crianças e na sua integração com a sociedade. Bem como na minha própria atitude face ao meu futuro. 37
  • 39. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira WEBGRAFIA PDF “empreendedorismo” da ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários http://www.anje.pt/system/files/items/73/original/Empreendedorismo-v10final.pdf http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/709/1/17508_dissertacao_de_mestrado.pdf http://www.suapesquisa.com/o_que_e/empreendedorismo.htm http://serempreendedor.files.wordpress.com/2008/09/cap-1_introducao-geral.pdf http://sucesso.powerminas.com/10-caracteristicas-de-um-empreendedor-de-sucesso/ http://www.betweien.com/#!Bº ABLE/cwzc http://www.e-commerce.org.br/empreendedor.php http://serempreendedor.files.wordpress.com/2008/09/cap-1_introducao-geral.pdf http://eusouempreendedor.wordpress.com/2009/05/01/ensinar-as-criancas-a-seremempreendedoras/ http://www.motivo.me/2011/09/27/o-seu-filho-voce-e-o-empreendedorismo/ http://212mc2011.blogspot.com/2011/07/ma-educacao-dos-filhos.html http://www.bizrevolution.com.br/bizrevolution/2010/07/vamos-criar-os-filhos-paraserem-empreendedores.html (Adaptado) http://maegeek.blogspot.pt/2011/03/como-educar-criancas-para-o.html (Adaptado) http://portugal.ja-ye.eu/pls/apex31mb/f?p=17000:1001:21338130187960 http://marianamaedeprimeiraviagem.blogspot.pt/2010/04/caracteristicas-da-criancade-4-6-anos.html http://pt.wikipedia.org/wiki/Daniel_Goleman http://www.ime.usp.br/~is/ddt/mac333/projetos/fim-dosempregos/empregoEtrabalho.htm http://boasnoticias.clix.pt/noticias_Menina-de-oito-anos-cria-projeto-deempreendedorismo_14698.html Projeto brasileiro “Empreendedorismo é assunto de criança” 38
  • 40. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira Anexos 39
  • 41. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira ANEXO I “Junior Achievement Portugal” (Exemplo de uma associação que estimula o empreendedorismo nos mais novos) A “Junior Achievement Portugal”, “é uma associação sem fins lucrativos, empenhada em levar às escolas programas que desenvolvem nas crianças e jovens o gosto pelo empreendedorismo. Fundada em Setembro de 2005, a Associação Junior Achievement Portugal - Aprender a Empreender é a semelhante Portuguesa da Junior Achievement – a maior e mais antiga organização mundial educativa, sem fins lucrativos. O empreendedorismo é uma atitude de vida que precisa de ser construída e desenvolvida. A Junior Achievement Portugal, financiada pelos seus associados que acreditam que riqueza é sinónimo de educação, viabiliza junto dos jovens, através de formação, o espírito e empreendedor e ajuda a prepará-los para vingarem numa economia global. Três Pilares: O desenvolvimento dos programas da JAP, responsáveis pelo estabelecimento de uma ponte entre a educação e o mundo laboral, deve a sua existência e sucesso a 3 pilares fundamentais. São eles: o Associados – Acreditamos que providenciamos um programa de responsabilidade social corporativa ideal para todas as empresas, na medida em que não restringimos o seu papel a contribuições financeiras, mas possibilitamos a sua participação na implementação dos nossos programas que visam alcançar, com qualidade e motivação, o maior número de alunos possível. Os profissionais destas empresas são incentivados a disponibilizar o seu tempo e experiência, em regime de voluntariado, ao ensino dos jovens. Este trabalho é desenvolvido em parceria com os docentes das escolas envolvidas, com o intuito de construir e apresentar programas didáticos de acordo com o nível escolar dos alunos. o Escolas – Pretendemos colaborar de perto com estabelecimentos de ensino e professores. Trabalhamos para providenciar material programático, de elevada qualidade, às escolas. Acreditamos que podemos ajudar os professores a inspirar e motivar os seus alunos a ser mais e fazer mais. o Alunos – Acreditamos que a experiência de profissionais do mundo empresarial e os conteúdos programáticos dos nossos cursos, os quais 40
  • 42. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira encorajam a autoconfiança e a identidade dos jovens, beneficiam a constituição da pessoa de amanhã. Os nossos programas permitem enfrentar o futuro com mais energia, ajudando os jovens a ser cidadãos otimistas na nova economia global. A Junior Achievement Portugal tem vindo a inspirar e a preparar crianças e jovens para ianças conseguirem vencer e ter sucesso numa economia global. Desde 2005 com a ajuda de mais de 5.400 voluntários, 111.500 alunos já tiveram uma experiência Junior Achievement.” 41
  • 43. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira ANEXO II Betweien (uma empresa com um projeto de educação para o empreendedorismo) ducação “Dada a necessidade constante de adaptação a novos cenários, cada vez mais incertos e inconstantes, torna-se também necessário preparar os mais diversos cidadãos para se essas mesmas mudanças. Deste modo, surge o projeto bº able - Educação para o Empreendedorismo Este Empreendedorismo. projeto (da responsabilidade da empresa Betweien - Challenge and Success centra a Success) sua ação no desenvolvimento de programas adequados às diferentes necessidades, em que se desenvolvem diversas competências pessoais e profissionais que, em pessoais conjunto, promovem o desenvolvimento de uma atitude empreendedora, proativa e inovadora. Baseado na investigação e nos referenciais científicos que determinam os melhores programas de promoção das competências empreendedoras, este projeto apresenta empreendedoras, apresentase como uma oportunidade para as diversas entidades locais apostarem na promoção de cidadãos mais capazes e empreendedores. De entre as diversas características que podem ser desenvolvidas com estes programas, destacam-se as seguintes: capacidade de tomar decisões, liderança, se seguintes: espírito crítico, desembaraço, determinação, gestão do tempo, espírito de equipa, iniciativa, autonomia, abertura à mudança, criatividade, perseverança, etc. O projecto bº able está dividido nas seguintes áreas: bº able school e bº able local. áreas: Estamos em condições de implementar programas em todo o país, através dos técnicos especializados que formamos e com os quais desenvolvemos as nossas ações com o maior profissionalismo, competência e rigor.” 42
  • 44. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira ANEXO III “Menina de oito anos cria projeto de empreendedorismo” (Artigo do jornal online “Boas Notícias”, Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013) Kylee Majcowski, uma menina norte-americana de oito anos, criou uma empresa onde crianças de todo o mundo podem entrar em contacto com o empreendedorismo. O desejo desta jovem empresária é incentivar outras crianças a realizarem os seus sonhos e a fazerem o que gostam, tal como Kylee fez. As competências desta pequena empreendedora foram despertadas durante um exercício escolar em que lhe foi perguntado o que queria ser no futuro. Kylee Majcowski desenhou uma banca de venda de limonada como resposta a esta questão. Com o apoio da sua mãe, Kylee teve noção da falta de incentivo ao empreendedorismo nas escolas norte-americanas e, como resposta, criou o Little Ladies Inventing Fun Through Entrepreneurship (ILIFTE), clube onde juntou as suas amigas para que aprendessem mais sobre a temática. O ILIFTE foi criado com o objetivo de transmitir conceitos básicos de negócio a nove meninas da turma de Kylee, mostrando-lhes qual o significado de ser empreendedor e qual o caminho a percorrer para se fazer o que se gosta e montar um negócio próprio. Após o sucesso deste projeto, Kylee Majcowski quis ir mais longe e criou o site Tomorrow's Lemonade Stand (TLS), um espaço online onde crianças de todo o mundo, entre os 6 aos 10 anos de idade, podem entrar em contacto com a temática do empreendedorismo. No site oficial do TLS, Kylee explica que quis incluir também os meninos neste projeto para que "todas as crianças possam aprender a tornarem-se empreendedores". "É o primeiro passo para tornar esta ideia uma realidade", salienta. O projeto online pretende dar acesso a cursos, conteúdos e jogos de alta qualidade, direcionados para crianças até aos dez anos de idade. O TLS pretende ainda aumentar o interesse do seu público através de um espaço seguro e divertido, de partilha de ideias criativas e de competências básicas sobre empreendedorismo. As crianças vão poder também aprender sobre a gestão de dinheiro, a importância de trabalhar em equipa, a capacidade de assumir riscos e de enfrentar desafios. A ideia da menina de oito anos foi lançada numa campanha da Kickstarter, a Maio plataforma do mundo de crowdfunding (recolha de fundos) para projetos criativos, para ajudar mais crianças a concretizarem os seus sonhos.” 43
  • 45. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira ANEXO IV AIP-CCI promove o empreendedorismo - Ensino Básico CCI O empreendedorismo assume se como um dos principais fatores promotores do assume-se desenvolvimento económico de um país e, por isso, é considerado também como uma país das oito competências-chave que deve ser adquirida nas escolas, tal como o chave Português, a Matemática ou outra qualquer disciplina já perfeitamente cimentada no programa curricular dos alunos. Sendo a Educação um dos pilares da sociedade e assumindo que a capacidade dos empreendedora não é, exclusivamente, uma capacidade inata, mas sobretudo adquirida, caberá a toda a sociedade o papel de formar pessoas capazes de acompanhar e de se adaptarem, ou mesmo reagirem, às mudanças e desafios de uma mudanças sociedade em constante transformação. Reconhecida pela sua intervenção prática junto das empresas, a Associação Industrial Portuguesa - Câmara de Comércio e Indústria empenhou empenhou-se desde logo em promover, também, esta temática junto de um público cada vez mais abrangente. Tendo começado por dirigir as suas iniciativas sobre empreendedorismo a empresários, jovens à procura do primeiro emprego e desempregados que pretendiam criar o seu próprio posto de trabalho através da criação de uma e empresa, alargou posteriormente estas iniciativas a todos os jovens, nomeadamente aos que se encontram na fase final da sua formação. Recentemente, acreditando que uma intervenção eficaz se faz investindo nas pessoas desde os níveis mais precoces de educação, a AIP desenvolveu programas para um público ainda mais jovem, os o, empreendedores de amanhã - as crianças do ensino básico. Esta nova aposta da AIP-CCI está materializada na iniciativa Ateliers Empreender Criança. Este programa pretende criar ambientes em que os alunos possam exercitar . a sua capacidade de imaginar as mudanças, por forma a desenvolver desde muito cedo a sua capacidade de iniciativa, criatividade, autoconfiança, liderança, trabalho em equipa, responsabilidade e sentido cívico em tudo o que irão empreender, seja na irão vida académica e profissional como nos aspetos pessoais e sociais da vida quotidiana. A AIP-CCI pretende criar assim, com os Ateliers Empreender Criança uma cultura CCI Criança, favorável ao empreendedorismo. Ser empreendedor é ter iniciativa, ultrapassar obstáculos e ser inovador. É ser alguém 44
  • 46. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira atento ao mundo que o rodeia, às suas necessidades e às oportunidades que aparecem. Um empreendedor tem ideias e transforma-as em negócios. As crianças têm, por natureza, uma rica fonte de ideias. Todas as crianças têm sonhos e aspirações e precisam de crescer conscientes das suas capacidades para que lhes seja possível, um dia, concretizar esses e outros sonhos. Conscientes das suas capacidades, terão a autoconfiança necessária para "ser mais" e para "fazer mais", por si e pela comunidade envolvente. Os Ateliers Empreender Criança surgem com o intuito de contribuir para educar, para transmitir conhecimentos e valores, para consolidar alguns conteúdos programáticos através de ferramentas de qualidade e para promover uma aprendizagem positiva. Ensinar crianças com vivências e experiências distintas é um desafio. Manter os alunos atentos, concentrados e, sobretudo, motivados aumenta o nível do desafio. Mais importante do que fazer com que as crianças se sentem e ouçam, quietas, é fazer com que gostem do que estão a fazer e valorizem aquilo que estão a aprende. A AIP-CCI lançou este programa ciente da necessidade de criar o gosto e a apetência pela actividade empresarial desde a mais tenra idade e contribuir decisivamente para consolidação de uma cultura de empreendedorismo. 45
  • 47. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira ANEXO V Modelos dos questionários feitos às crianças e da entrevista feita á educadora: Questionários: 1- Gostas de brincar com os teus amigos? a) Sim b) Às vezes c) Não 2- Quando queres alguma coisa, fazes tudo para tê-la? a) Sim b) Às vezes c) Não 3- O que costumas fazer para conseguires o que queres? a) Faço birras b) Converso com os meus pais e explico que é importante c) Recorro à ajuda dos meus avós d) Outro, qual? _______________________ 4- Sentes-te bem junto de adultos que não conheces? a) Sim b) Ás vezes c) Não 5- Quando te mandam fazer alguma coisa fazes? a) Sim b) Ás vezes c) Não 6- Costumas ter as tuas coisas arrumadas? a) Sim b) Ás vezes c) Não 7- E és tu que as arrumas? a) Sim b) Ás vezes c) Não 8- Quando perdes em algum jogo ficas triste? a) Sim b) Ás vezes c) Não 9- Quando perdes, jogas outras vezes até ganhares? a) Sim b) Ás vezes c) Não 10- Tomas decisões sozinho (a)? a) Sim 46
  • 48. Escola Secundária de Albufeira Prova de Aptidão Profissional Aluna: Andreia Nogueira b) Ás vezes c) Não 11- Que tipo de decisões? a) Os brinquedos que vou comprar b) A minha roupa c) O que vou comer d) Como vou passar o meu tempo livre e) Outro Entrevista: 1. Algumas das atividades no plano anual são destinadas a desenvolver o empreendedorismo? 2. Pensa que é importante desenvolver atitudes de empreendedorismo nas crianças? Se sim, porquê? 3. Realiza atividades que desenvolvam a imaginação, a responsabilidade e a criatividade das crianças? Se sim, que tipos de atividades? 4. Por exemplo, se quiser realizar um passeio com as crianças e os pais não tiverem capacidades financeiras para o pagar, para realiza-lo, faz atividades com as crianças que permitam recolher dinheiro para a sua realização? 5. Está atenta na forma como as crianças lidam umas com as outras (se são unidas ou não se impõem / se são líderes)? 6. Costuma desenvolver atividades físicas, como desportos coletivos, de forma a que as crianças desenvolvam espírito de colaboração entre elas? 7. As crianças obedecem logo às suas ordens? 8. As crianças são organizadas e arrumam sempre tudo o que lhes é pedido? 9. Vê que as crianças são persistentes, ou seja, que não desistem com facilidade? 10. O que faz para as crianças acreditarem que são capazes e não desistirem? 11. Como avalia a autonomia das crianças de hoje em relação às crianças de outros tempos? 12. Impõe muitas regras às crianças? 47