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A IMPORTÂNCIA DA MUSICALIZAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA
LINGUAGEM ORAL
Maria Aparecida Carreiro da Silva
cidasaomiguel@hotmail.com
Solange Souza Marques
solange_cgr@hotmail.com
Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande – Unidade I
Eixo Temático: Educação da Infância: Brincar e Criar nos Espaços Institucionais.
Categoria: Comunicação Oral
RESUMO
Este artigo busca apresentar algumas abordagens de trabalho sobre a importância da
musicalização para o desenvolvimento da linguagem oral na Educação Infantil. O mesmo se
justifica pelo grau de importância da musica enquanto ferramenta de aprendizagem para a
criança caracterizando-se como instrumento de representação, comunicação e expressão
utilizado no dia a dia das aulas. Assim, o presente documento é fruto de uma pesquisa
qualitativa com questionário estruturado aplicado a professores da área de atuação citada, a
fim de comprovar, conhecer e investigar como ocorre à atuação dos profissionais que
trabalham na Educação Infantil e como os mesmos abordam este trabalho em dois Centros de
Educação Infantil na cidade de Campo Grande/MS. Tendo sempre o respaldo de autores como
Bréscia, Oliveira, Montovani, Vigotski, os Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte
(PCNs), o Referencial Nacional da Educação Infantil (RCNEI) e documentos legais que
orientam o ensino da música no meio educacional.
Palavras-chave: Educação Infantil. Musicalização. Infância.
INTRODUÇÃO / REVISÃO DA LITERATURA
A comunicação humana antes de tudo traduz a própria evolução da humanidade,
compreender esse fato implica em reconhecer que essa linguagem possui diversos níveis. Para
Vigotski (2003), ainda nos primeiros anos da infância, a criança apresenta a fase pré-verbal no
desenvolvimento do pensamento e uma fase pré-intelectual no desenvolvimento da
linguagem. Assim, a comunicação acontece de várias formas: por meio de gestos, cores,
símbolos e sinais, suas possibilidades são amplas, não se restringindo apenas por palavras
faladas ou escritas. Trata-se de uma série de códigos que depende de um emissor e um
receptor que visam à troca de informações para a concretização da linguagem.
O choro, o riso, o balbucio são uma das primeiras formas que a criança demonstra
para ser atendida em suas necessidades básicas, mesmo antes de dominar a linguagem, a
compreensão de que se trata de um processo de construção nos remete a repensar algumas
estratégias pedagógicas para auxiliar nessa etapa.
A música é utilizada pela humanidade como meio de comunicação no decorrer de sua
história, através dela ocorre à transmissão não só palavras, mas de sentimentos e ideias.
Portanto, além de auxiliar na formação do indivíduo que a música desenvolve o pensamento e
a linguagem, possibilitando condições à criança de descobrir os sons que a rodeia e que ela
pode criar, conseguindo através deles novas maneiras de se expressar e se comunicar com as
pessoas que a cercam.
Quando se aborda a música na Educação Infantil, no primeiro momento atrela-se sua
didática ao lúdico sem intencionalidade, uma vez que as cantigas, cirandas e a própria mídia
atual faz uso dessa ferramenta como fonte de entretenimento, porém aliada a um
planejamento adequado, bem produzido e intencionado, a música torna-se uma importante
ferramenta de aprendizagem. Nenhuma criança permanece quieta enquanto canta, bate
palmas, bate os pés e dança, eles são os instrumentos naturais do próprio corpo, em sua
qualidade de gestos rítmicos primordiais, complementam a expressão melódica do canto.
Sua abordagem com crianças de 0 à 2 anos (foco principal do presente estudo) é uma
proposta que vai além do aspecto motivador, possibilita uma diversidade de oportunidades,
contribuindo para o desenvolvimento pleno da criança: desenvolvendo a coordenação motora
– o ritmo, auxiliando na formação de conceitos, no desenvolvimento da autoestima, na
interação com o outro e no desenvolvimento da linguagem oral.
Nesse contexto, a musicalização na educação infantil é, acima de tudo, um momento
lúdico e não visa à formação de músicos, e sim a vivência e compreensão da linguagem
musical, a abertura de canais sensoriais, expressões de emoções, ampliação da cultura geral e
a formação integral do ser. Nesse sentido, o presente estudo busca investigar práticas
pedagógicas que façam uso da música, com intuito de proporcionar a criança de poder
melhorar o seu desenvolvimento na linguagem oral.
Segundo o Parâmetro Curricular Nacional – PCN (1998), no volume 6 que organiza as
atividades artísticas na escola, “é importante apresentar aos alunos diferentes ritmos
musicais, variar o som dos instrumentos, fazer cantar e ouvir são maneiras de ampliar o
repertório na educação infantil.” A criança no decorrer de atividades musicais, desenvolverá o
ouvir, o perceber e a descriminação de elementos sonoros diversos, através de brincadeiras
com a música, podem imitar e até inventar e reproduzir as criações musicais. Para isso torna-
se necessário um ambiente estimulador. Por exemplo, o educador pode recorrer a jogos
musicais, além disso: o jogo musical quando é praticado de forma lúdica, participativa e não
competitiva, podem construir uma fonte rica de aprendizado, motivação e desenvolvimento.
Além de prazerosos, “os jogos musicais de participação ativa podem constituir exemplos
típicos do aprendizado divertido” (ILARI, 2003, p.9).
Assim, a criança desenvolve-se nas múltiplas dimensões a partir do instante em que
vivencia momentos que contemplem a construção do conhecimento acerca dos conteúdos que
envolvem a linguagem musical, ou seja, recebe os estímulos certos para desenvolver tais
habilidades. A criança consegue perceber sons e se expressar por meio deles. Portanto,
estimular atividades onde a descoberta de novos sons ocorra pela integração de instrumentos
musicais e brinquedos comuns do cotidiano da criança desenvolvem capacidades como
sensibilidade, criatividade, dicção e ritmo. Quando são levadas a explorar expressões
musicais, desde os primeiros meses, ouvindo a voz de seus pais, balbuciando, gorgolejando,
realizando emissões vocais em diferentes situações, imitando o fraseado rítmico e melódico
de adultos e crianças á sua volta, sendo realizado sonoramente, bem como acompanhando
essas expressões musicais com movimentos motores e rítmicos.
Sobre essa temática, Sarmento e Rapoport apontam que “a linguagem
musical favorece o desenvolvimento da expressão, do equilíbrio, da
autoestima e o autoconhecimento, contribuindo também nos processos de
socialização infantis”. (SARMENTO; RAPOPORT, 2009, p.42).
Uma vez que o docente amarra os conteúdos de área com a Educação Musical, a
mesma terá um sentido mais significativo, possibilitando inúmeras formas de expressão
criativa e prazerosa na aprendizagem da criança, assim, a aquisição da linguagem oral na
Educação Infantil alcança novos sentidos nas atividades.
É válido ressaltar que o aprendizado das crianças na educação infantil é concebido por
meio do uso de uma rotina pré-estabelecida visando seu desenvolvimento integral e que
geralmente a música esta inserida em cada um deles, por meio do ensino de pequenas atitudes
formam-se cidadãos que saberão a importância dos valores morais, da partilha, da ajuda, da
responsabilidade, dos direitos e deveres.
Assim, o presente trabalho aborda o uso da musicalização como ferramenta
pedagógica para o desenvolvimento da linguagem oral das crianças na Educação Infantil, não
uma linguagem desprovida de intencionalidade, mas sim algo rico, que trabalha também o
desenvolvimento intelectual deste público.
Tendo esse contexto como base, ao iniciar o estágio na educação infantil pôde-se
constatar o quanto a música é importante para o desenvolvimento da criança, enquanto
instrumento de linguagem colabora no desenvolvimento cognitivo, possibilitando o despertar
e favorecimento da criatividade, estimulo da memória, concentração, organização mental,
interação, dentre outros benefícios.
Enquanto frequentavam-se as instituições, as professoras utilizavam a música em
todos os momentos, desde demarcar a rotina das crianças até iniciar um novo assunto, e essa
estratégia didática muito se chama a atenção. Assim, resolveu-se realizar uma pesquisa
qualitativa e como instrumento para a coleta de dados, foi aplicado um questionário para as
professoras das instituições e paralelamente, também foram realizadas observações nas salas
de Educação Infantil, com o objetivo de buscar entender o real efeito da música no
desenvolvimento da criança na educação escolar e em especial no momento da aquisição da
fala.
No primeiro momento buscou-se entender como a música poderia interferir no
processo de aquisição da linguagem oral ou no seu aprimoramento, uma vez que se utilizando
de um vasto repertório musical as crianças iam atribuindo novos significados ao mundo ao
seu redor e aos poucos iam articulando com mais desenvoltura o uso de expressões das
cançõ9es ao seu uso habitual.
Dessa forma percebe-se que, a música não pode ser tratada apenas como elemento
recreativo, mas como um instrumento relevante a ser explorado em suas propriedades, com
isso buscando inseri-la como material de apoio para facilitar o letramento da criança enquanto
alunos.
Este foi organizado inicialmente com uma vasta pesquisa bibliográfica, entender os
aspectos favoráveis que o ensino de música pode proporcionar a criança na educação infantil
e como esta contribui para o desenvolvimento oral dos estudantes. Após esse momento, será
realizado uma pesquisa de campo com o intuito de analisar como o trabalho musical vem
sendo executado em uma escola de Educação infantil em Campo Grande, procurando
identificar quais as situações que favorecem a linguagem oral e descrever atividades que
favoreçam essa aprendizagem.
1. A MÚSICA E AS CRIANÇAS
A Educação Infantil é algo encantador, um período que pode ser explorado das mais
diversas maneiras, essencial na vida do homem; que "canta e encanta" a quem a ela tem
acesso; sendo um processo de muita aprendizagem cabe a nós profissionais acompanhar o
desenvolvimento desses pequenos seres durante essa etapa de suas vidas. É incrível a
percepção da capacidade de aprendizado das crianças, sua receptividade, carinho e pureza, e o
que uma educação de qualidade e devidamente adequada ao desenvolvimento cognitivo,
motor, social e emocional, vivenciado por elas, pode fazer em suas histórias.
É na creche ou pré-escola que os pequenos começarão a se conhecer e a conhecer o
outro, a se respeitar e a respeitar o outro, e a desenvolver suas habilidades e construir
conhecimento, trabalhar a democratização do ensino nos primeiros 6 anos de vida é essencial
para melhorar o índice de aprendizado dos alunos. Nas salas da Educação Infantil, em
creches ou pré-escolas, as crianças têm espaços para explorar, conhecer, e brincar; recebem
atenção e cuidados; não sabem ler, mas gostam de ver revistas e ouvir histórias; os pequenos
adoram manusear livros de pano e borracha, adoram músicas, cantigas de roda e dançar, por
meio da interação com colegas, professores e cuidadores.
Essas atividades cotidianas são instrumentos importantes para a aquisição da
linguagem. Estudos de Volterra et al ( apud Bondioli; Montovani, 1998) apontam indicam que
as crianças educadas nas creches têm maior número de sentenças e narrativas de
acontecimentos passados e futuros, enquanto que as crianças educadas com as famílias
exprimem número maior de expressões de posse, desejos e de indicações, concluindo que as
crianças que ficam em casa são mais centradas nos seus desejos e em si mesmas, enquanto as
que frequentam as creches são mais atentas às coisas e eventos do meio.
Diante disso, fica claro que a Educação Infantil contribui na formação do indivíduo, e,
futuro cidadão ativo e participante da sociedade, uma vez que transmite valores, regras,
atitudes, dentre outros que são essenciais e os quais serão lembrados e utilizados por toda a
vida.
O interesse pelo tema deu-se a partir da vivência em salas da Educação Infantil com
crianças de 0 a 2 anos. O entusiasmo que elas demonstram ao ouvir alguma melodia
conhecida ou não e suas explanações por meio de balbucios. A partir dessa observação
formaram-se os seguintes questionamentos: Como a música pode auxiliar no aprendizado das
crianças? Como a música pode vir a ajudar no desenvolvimento da fala das crianças de 0 à 2
anos?
A partir da reflexão sobre a prática pedagógica, este projeto buscou encontrar
pressupostos teóricos e metodológicos que nortearam o fazer pedagógico. Para tanto, partiu-se
do princípio que a música é importante para deixar fluir a imaginação, a intuição e a
sensibilidades dos alunos, assim espera-se que a música ofereça-lhes novas possibilidades de
desenvolvimento da fala.
2. COMO TRABALHAR COM MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL?
O presente trabalho de conclusão de curso fora elaborado por meio de pesquisa
bibliográfica, a partir do estudo de PLANTE (1994), OLIVEIRA (2008), BONDIOLI;
MONTOVANI (1998), BOONE; GOMES (2011) e diversos autores que trataram da
linguagem oral das crianças, da comunicação humana e da formação e prática docente na
educação infantil.
As informações foram coletadas por meio de questionário aplicado aos professores
que atuam na Educação Infantil e fazem uso da música para estimularem o processo da
aquisição da fala dos alunos, em especial fizemos também o uso do questionário para entender
os pressupostos que embasam a prática pedagógica desses docentes.
Os referidos autores Lakatos e Marconi (2001) conceituam o questionário como “um
instrumento para recolher informação, uma técnica de investigação composta por questões
apresentadas por escrito a pessoas com o objetivo de identificar o problema levantado pelo
pesquisador”.
O documento para coleta de dados, era composto de 6 perguntas, todas dissertativas,
entregue para 10 educadores que atuam na educação infantil, em duas creches municipais de
Campo Grande/MS, com atendimento a crianças na faixa etária de 0 a 2 anos. Participaram
dessa pesquisa dez profissionais, sendo todas do sexo feminino, com idade entre 25 e 57 anos.
O tempo de atuação profissional variou entre 2 e 17 anos, todas com formação em Pedagogia.
O objetivo da pesquisa, através do questionário, fora identificar as necessidades,
dificuldades, dúvidas e os conhecimentos dos profissionais que atuam com a faixa etária de
zero a 2 anos, quanto a atividades voltadas para o desenvolvimento da linguagem oral.
3. REFLETINDO OS RESULTADOS
A Educação Infantil é sem dúvida algo encantador, trata-se de uma fase escolar que
permite uma vasta exploração de mundo de inúmeras formas, fase essa de suma importância
no desenvolvimento do homem; aqui cabe um parênteses sobre o real papel dos educadores,
pois é necessário envolvimento do mesmo nesse processo, uma vez que ele pode contribuir ou
não para que a criança alcance longos voos. Também é importante destacar como é magnífica
a capacidade de aprendizado das crianças nessa fase, sua pureza, receptividade e carinho,
atrelados a um ensino que impulsione o desenvolvimento de diversas habilidades (motor,
social, cognitivo e emocional) pode verdadeiramente contribuir para a escrita de suas
histórias.
É relevante versar que desde o nascimento as crianças convivem com os adultos, é
com eles que ocorrem os primeiros aprendizados: códigos culturais, maneiras de se relacionar.
Nesse contexto, pode-se salientar que grande parte das condutas humanas são frutos da
convivência com seus pares. Diante dessa premissa, temos a família como a primeira
sociedade da criança, sua relação principalmente com a mãe caracteriza fundamental
importância para definir suas relações com os outros.
Diante desse contexto, podemos verificar o quanto as relações já trazidas pela criança
também se constitui quanto conhecimento, Hermida aponta que:
A partir das interações que estabelece com pessoas próximas, a criança constrói o
conhecimento. A família, primeiro espaço de convivência do ser humano, é um
ponto de referência fundamental para a criança pequena, onde se aprende e se
incorporam valores éticos, onde são vivenciadas experiências carregadas de
significados afetivos, representações, juízos e expectativas. (HERMIDA 2007, p.
85).
Partindo desse pressuposto, a Educação Infantil torna-se necessária com fins de
acrescentar os conhecimentos que essa criança recebe da família. Aqui entra a escola com a
função de propiciar um espaço em que a criança se desenvolva, levando em consideração cada
fase peculiar de sua vida lhe oferecendo suporte e estímulos. Sobre esse aspecto, temos a
reflexão de Bujes:
[...] a educação infantil precisa ser muito mais qualificada. Ela deve incluir o
acolhimento, a segurança, o lugar para a emoção, para o gosto, para o
desenvolvimento da sensibilidade; não podendo deixar de lado o desenvolvimento
das habilidades sociais, nem o domínio do espaço e do corpo e das modalidades
expressivas; deve privilegiar o lugar para a curiosidade e o desafio. (BUJES 2001, p.
21 apud HERMIDA, 2007, p. 227)
Faz-se necessário depreender que um ambiente promissor ao crescimento na Educação
Infantil é de suma importância para o desenvolvimento desta criança, o professor nesse
processo muitas vezes passa a ser visto pelos pequenos com tal naturalidade como se fosse um
membro da família. Assim, compreende-se que o encaminhamento em sala está além do
cuidar; o educador diversa sobre metodologias e estratégias a fim de trabalhar com jogos e
brincadeiras no ensino de seus alunos, possibilitando seu desenvolvimento satisfatório e livre.
Atenção, bons estímulos e carinho também complementam a formação dessa criança,
seu desenvolvimento é alavancado. Nesse sentido, Robert Fulghum salienta a educação
formalizada e sua importância nos anos iniciais da infância:
Tudo que eu precisava, mesmo, saber sobre como viver, o que fazer e como ser
aprendi no jardim de infância. A sabedoria não estava no topo da montanha mais
alta, no último ano de um curso superior, mas sim no tanque de areia do pátio da
escolinha maternal. (ROBERT FULGHUM, 2004 p. 16).
Pode-se dizer que é na Educação Infantil que a criança tem muitas aprendizagens no
âmbito social: realizam atividades que envolvam o aprender a compartilhar as coisas, respeitar
combinados, organizar seu espaço e trabalhar em equipe, são alicerces fundamentais para sua
constituição enquanto futuro agente social inserido na sociedade vigente.
Uma vez assimilada à relevância dessa etapa na formação do indivíduo humano, a
educação é concebida como valor fundamental nesse processo. É dever da escola contribuir
para a realização deste processo, a criança necessita ser vista em sua totalidade, suas
necessidades - físicas, sociais, emocionais – necessitam ser supridas, uma vez que na
concepção da Educação Infantil o educar e o cuidar estão intrinsecamente ligados.
Assim, diante das considerações apresentadas denota-se a importância dada a
Educação Infantil, como base fundamental de aquisição e saberes do ser humano.
O presente tópico apresenta à descrição dos dados e discussão dos resultados,
coletados a partir da pesquisa documental e questionário, as respostas serão apresentadas por
códigos, para preservar a identidade do entrevistado, ex: (N1, N2, N3, N4 e N5).
Conforme já foi mencionado, a elaboração do presente questionário teve como base as
observações realizadas em salas da Educação Infantil, em que a presença da música se fazia
constante.
A fim de conhecer melhor a metodologia aplicada e as manifestações tidas por
aprendizagem das crianças, foi elaborado um questionário que contemplasse essas vertentes e
que nos propiciasse uma melhor discussão sobre o tema. Todas as participantes por sua vez
foram escolhidas devido ao fato de que durante o período em que pudemos observar, faziam
uso da musicalização de uma maneira natural e aparentemente seguida de intencionalidade.
Assim, dentro daquilo que a pesquisa se propôs a discutir, seguem os gráficos com as
respectivas perguntas do questionário e as interpretações:
Figura 1: Pergunta 1 feita aos educadores
Verifica-se diante das respostas apresentadas que dentre as atividades que contribuem
para o desenvolvimento da linguagem oral, as histórias contadas com fantoches e livros
infantis foram os recursos mais citados pelos educadores. Na sequência, foram as músicas,
rodas de conversa, jogos brincadeiras, imitações e livros considerados mais apropriados para a
faixa etária de 0 a 2 anos. É possível dizer que os profissionais possuem conhecimentos
básicos sobre o assunto, uma vez que citam recursos que possibilitam a exploração e
desenvolvimento da linguagem oral.
Diante dessa premissa, Bondioli; Mantovani (1998, p. 208), aponta:
A posição interativa, portanto, coloca em recíproca relação não somente as
qualidades inatas das estruturas linguísticas de base e a influencia do ambiente
circundante, mas também a contribuição da pessoa que educa a criança. Essa pessoa
é responsávelpela continuidade do desenvolvimento das capacidades comunicativas
1- Quais as atividades podem ser desenvolvidas na
creche com crianças de 0 a 2 anos de idade que contribuem para
o desenvolvimento da linguagem oral?
18% 14%
Jogos e Brincadeiras
4% Musicas
3%
Historias
29%
Imitação
32% Livros
Roda de Conversas
Fonte:
Elaborada
pelas
autoras,
2016
da criança, continuidade que, partindo de uma fase pré – linguística, alcança a fase
linguística través de uma constante motivação em comunicar e interagir por partes
da criança. (Bondioli; Mantovani 1998, p. 208)
Quanto mais cedo as histórias orais e escritas fizerem parte da vida das crianças,
maiores as possibilidades de que elas gostem de ler. A partir do momento em que se tem
contato com histórias lidas elas passam a conhecer o livro como um objeto, ainda antes da
alfabetização. Quanto mais rico o estímulo, melhor.
É por meio das histórias que desenvolve-se a imaginação, o gosto pela leitura, a
concentração, assim como estimula-se o espírito crítico. Aqui cabe uma ressalva sobre o
educador consciente, uma vez que é ele quem seleciona textos adequados para transmitir
através das histórias, momentos de aprendizagem, que deverão ser incorporado nas atividades
diárias. Assim, este trabalho está centrado na investigação da construção do leitor fluente.
Infelizmente ainda que em tempos modernos, muitos educadores não recebem
nenhuma orientação para e como se trabalhar a estimulação da linguagem oral; encontram
dificuldades, sobre a melhor maneira de proceder esse estímulo, somente conforme vão
desenvolvendo as atividades cotidianas com as crianças, esses profissionais vão adquirindo
mais experiências. Essa confirmação pode ser presenciada na interpretação das respostas da
próxima questão:
Figura 2: Pergunta 2 feita aos educadores
Fonte: Elaborada pelas autoras, 2016.
2-Recebe orientações para o trabalho com essa faixa
etária para estimulação da linguagem?
10%
20%
60%
Leitura de Texto
HTPC e cursos de formação
Quase nenhuma
Nenhuma
10%
Sua fonte de conhecimento baseia-se a pesquisa em documentos legais como os
Referenciais Curriculares Nacionais para Educação Infantil (BRASIL, 1998) ou a algumas
informações em cursos de formação, cursos estes que devem oferecer conhecimentos técnicos
e habilidades para os educadores criarem atividades variadas para as crianças no seu dia a dia
nas creches.
Figura 3: Pergunta 3 feita aos educadores
Diante do exposto acima, constata-se que a falta de material, conhecimento e espaço,
são os maiores desafios em seu trabalho pedagógico. Dentre as dificuldades pedagógicas
elencadas estão: saber quais as atividades adequadas para se trabalhar a linguagem oral com
as crianças pequenas, saber como trabalhar as diferenças, pois “(...) possibilitar qualidade no
aprendizado a todas as crianças é sempre um obstáculo”. (Educadora N1.)
Outro fator apontado foi à falta de uma mobilização maior da família para dar
prosseguimento aos trabalhos das creches em casa.
Sobre isso Bondioli; Mantovani (1998, p. 211) apontam que:
Mas para que a creche possa preencher essa função é necessário que a família não
possua um papel secundário no processo educacional da criança. Realmente, a
creche não é um serviço capaz de substituir a família, mas de fortalecer a sua função,
fornecendo um sistema de suporte para recursos, valores, convicções e ajuda no
estresse. Somente através da colaboração entre instituição e família, a criança terá
grandes vantagens da experiência de interação e comunicação que lhe é possibilitada
na creche. (Bondioli; MANTOVANI 1998, p. 211)
3- Em sua opinião, quais as maiores dificuldades de se
trabalhar a linguagem nessa faixa etária?
Trabalhar a singularidade
de cada criança
20% 20%
60%
Falta de Material e
espaço, falta de
conhecimento sobre o
assunto
Falta de continuidade do
trabalho da creche com a
familia
Fonte:
Elaborada
pelas
autoras
,
2016
É fundamental durante o processo da aquisição e desenvolvimento da fala que a
família tenha participação ativa; é por meio da convivência com os pares que o aprendizado
acontece.
Figura 4: Pergunta 4 feita aos educadores
A linguagem é uma capacidade construída socialmente, a relação de comunicação nos
primeiros anos ocorre por meio de troca de experiências interpessoais com familiares e/ou
educadores. Assim, toda e qualquer atividade é válida para estimular a linguagem oral. A
partir do incentivo do educador desenvolve-se a criatividade, autoestima e variadas formas de
expressão.
O desenvolvimento da oralidade esta atrelado com o desenvolvimento dos aspectos
afetivo, cognitivo e social, possibilitando a ampliação do conhecimento da criança.
As diferentes linguagens presentes nas atividades realizadas nas creches e pré-
escolas possibilitam às crianças trocar observações, ideias e planos. Como sistemas
de representação, essas linguagens estabelecem novos recursos de aprendizagem,
pois se integram às funções psicológicas superiores e as transformam. Com isso
ocorre uma reorganização radical nos interesses e exigências infantis, modificando a
relação existente entre a ação e o pensamento infantil. (OLIVEIRA, 2008, p. 227)
É por meio de diversas atividades envolvendo interações e diálogos que a criança
desenvolve a linguagem oral
Figura 5: Pergunta 5 feita aos educadores
4- Qual a importância da música, da história, da
brincadeira, para o desenvolvimento da linguagem?
Desenvolver a relação
10% 10%
entre símbolo e realidade
10% 10%
10%
Desenvolvimento de
formas variadas de
expressão
Atividades que estimulam
o uso da linguagem oral
50%
Desenvolvimento da
coordenação motora,
criatividade e expressão
Ampliação do vocabulário
Não respondeu
Fonte:
Elaborada
pelas
autoras,
2016
Fonte: Elaborada pelas autoras, 2016
Verifica-se por meio das respostas apresentadas que todos os aspectos do ambiente
favorável a aprendizagem são levados em consideração para os educadores: o ambiente
repleto de informações expostas, acolhedor à manifestação infantil, com recursos adequados e
o planejamento de atividades de acordo com a faixa etária, favorece muito a estimulação da
linguagem oral.
Diante dessa premissa, Guedes (2008, p.13) aborda que o ambiente é mais do que a
simples existência de recursos e materiais, ele se constitui de diversas formas:
O aprendizado da convivência é potencializado nos espaços de educação infantil. É
nesses locais que privilegiadamente poderemos aprender a negociar com o outro,
reconhecer os diferentes pontos de vista, lidar com conflitos de interesse, promover
situações cooperativas, internalizar regras, trocar afeto etc. No ambiente das creches
e pré-escolas as crianças poderão ter múltiplas oportunidades de se relacionarem,
desenvolvendo formas de comunicação variadas. E também de vivenciar os
deferentes desafios que a convivência põe emcena. (Guedes 2008, p.13)
É por meio da socialização, da convivência com o outro que a criança aprende sobre4
regras, conduta e convivência harmônica com as outras pessoas; aprende sobre respeito e
regras coletivas, descobrem-se enquanto indivíduos e passam a amadurecer seus
relacionamentos com outras crianças e adultos.
Figura 6: Pergunta 6 feita aos educadores
5- Como planejar um ambiente favorável para o
desenvolvimento da linguagem com as crianças de 0 a 2
anos?
30%
Ambientes repletos de
informações expostas
40%
Ambiente acolhedor a
manifestação infantil
30%
Recursos adequados a faixa
etária planejamento de
atividades
Fonte: Elaborada pelas autoras, 2016
Mais da metade dos educadores entrevistados afirmaram que não possuem um
material com atividades direcionadas para estimulação da linguagem oral. Nesse sentido
constata-se que muitas atividades não são mais bem aproveitadas pela falta de um
direcionamento específico aos profissionais, grande partes desses profissionais buscam
embasamento para seu plane4jamento em documentos macro como os Referenciais
Curriculares Nacionais para Educação Infantil (RCNEI) e livros que contém atividades para
se trabalhar a estimulação da linguagem oral. É imprescindível que a prática, o aprender a
fazer capacita os profissionais, porém seguir uma base teórica permite que o trabalho
pedagógico seja conduzido com maior nível de excelência.
A formulação de um currículo requer que o professor amplie sua noção acerca do
que constitui um meio de desenvolvimento, ligando- o às práticas cotidianas. O
desenvolvimento infantil se dá no conjunto das atividades que as crianças vivem, na
negociação que fazem as regras apresentadas como reguladoras das situações, nas
ações possibilitadas pelo material disponível e pelas instruções e sugestões dos
professores sobre como trabalhar com ele, bem como nos papéis que as crianças
assumem nas interações que estabelecem com outras crianças e com o professor.
(OLIVEIRA, 2008, p. 226)
Uma alternativa para minimizar esse problema e fornecer subsídios com respaldo
teórico para nortear o trabalho dos profissionais seria a existência de uma reformulação na
Proposta Pedagógica das referidas instituições pesquisadas a fim de que ampliem em suas
linhas as possibilidades de oferecer novas fontes de aprendizado para as crianças de 0 a 2
anos.
É visto que tal reconstrução demandaria estudo e organização interna por parte do
corpo docente e dos gestores em Educação. Todos os pontos seriam levados em consideração,
6- Na instituição de ensino (creche), que você atua, existe
um referencial com informações básicas sobre o
desenvolvimento da linguagem na faixa etária de 0 a 2 anos?
30%
Sim
Não
70%
assim como os anseios e expectativas por parte dos profissionais que estão a frente do
trabalho.
A Proposta Pedagógica não seria caracterizada como uma “ receita de bolo” e sim
como um documento que organizaria e nortearia o trabalho docente.
Para que os projetos educativos das instituições possam, de fato, representar esse
diálogo e debates constantes, é preciso ter professores que estejam comprometidos
com a prática educacional, capazes de responder às demandas familiares e das
crianças, assim como às questões específicas relativas aos cuidados e aprendizagens
infantis. (BRASIL, 1998, a p.42)
Assim, diante dos dados expostos verificou-se a importância do uso da música para o
desenvolvimento da linguagem humana, tal como a necessidade de uma reorganização dos
documentos que organizam o trabalho docente dentro das Instituições pesquisadas.
4. CONCLUSÃO
Ter a oportunidade de escrever esse estudo possibilitou repensar o trabalho
pedagógico do profissional docente enquanto responsável por obter por meio das pesquisas,
conhecimentos necessários para ampliar seu repertório.
Uma vez compreendida a importância do uso da música na Educação Infantil, como
elemento pedagógico e não somente com a visão lúdica, apontamos o quanto sua utilização
auxilia no desenvolvimento da aquisição e amadurecimento da fala, nas expressões corporais
e expressões de seus sentimentos. Para tanto, deve ser analisada criticamente, uma prática que
bem respaldada deve buscar o crescimento afetivo, intelectual, físico e social desse público.
Permanece clara a ideia por meio da pesquisa aplicada de que o professor que
compreende a utilização deste mecanismo e proporciona ao educando novas possibilidades de
apre4ndizado, tem nesta ferramenta uma importante aliado para o desenvolvimento infantil
integral. O papel do educador é de extrema importância, pois é por meio do seu trabalho que
mostra-se o quanto são grandes as possibilidades de desenvolvimento desta criança quando as
práticas pedagógicas são bem empregadas.
Nessa perspectiva, a música aponta bem mais do que se objetiva, para sua produção
são necessários bem mais do que simples conhecimento acumulado ou transmitido, passa a
ser compreendido como atividade de expressão, comunicação e registro de experiências,
conectando o mundo real a ludicidade.
REFERÊNCIAS
BONDIOLI, A; MONTOVANI, S. Manual de Educação Infantil, de 0 a 3 anos: uma
abordagem reflexiva. Tradução Rosana Severino Di Leone e Alba Olmi. 9 ed. Porto Alegre:
ArtMed, 1998.
BRASIL. Constituição Federal de 1988, Brasília: 1988.
BRÉSCIA,Vera Lúcia Pessagno Educação Musical: bases psicológicas e ação preventiva.
São Paulo: Átoo,2003
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Maria solange

  • 1. A IMPORTÂNCIA DA MUSICALIZAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM ORAL Maria Aparecida Carreiro da Silva cidasaomiguel@hotmail.com Solange Souza Marques solange_cgr@hotmail.com Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande – Unidade I Eixo Temático: Educação da Infância: Brincar e Criar nos Espaços Institucionais. Categoria: Comunicação Oral RESUMO Este artigo busca apresentar algumas abordagens de trabalho sobre a importância da musicalização para o desenvolvimento da linguagem oral na Educação Infantil. O mesmo se justifica pelo grau de importância da musica enquanto ferramenta de aprendizagem para a criança caracterizando-se como instrumento de representação, comunicação e expressão utilizado no dia a dia das aulas. Assim, o presente documento é fruto de uma pesquisa qualitativa com questionário estruturado aplicado a professores da área de atuação citada, a fim de comprovar, conhecer e investigar como ocorre à atuação dos profissionais que trabalham na Educação Infantil e como os mesmos abordam este trabalho em dois Centros de Educação Infantil na cidade de Campo Grande/MS. Tendo sempre o respaldo de autores como Bréscia, Oliveira, Montovani, Vigotski, os Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte (PCNs), o Referencial Nacional da Educação Infantil (RCNEI) e documentos legais que orientam o ensino da música no meio educacional. Palavras-chave: Educação Infantil. Musicalização. Infância. INTRODUÇÃO / REVISÃO DA LITERATURA A comunicação humana antes de tudo traduz a própria evolução da humanidade, compreender esse fato implica em reconhecer que essa linguagem possui diversos níveis. Para Vigotski (2003), ainda nos primeiros anos da infância, a criança apresenta a fase pré-verbal no desenvolvimento do pensamento e uma fase pré-intelectual no desenvolvimento da linguagem. Assim, a comunicação acontece de várias formas: por meio de gestos, cores,
  • 2. símbolos e sinais, suas possibilidades são amplas, não se restringindo apenas por palavras faladas ou escritas. Trata-se de uma série de códigos que depende de um emissor e um receptor que visam à troca de informações para a concretização da linguagem. O choro, o riso, o balbucio são uma das primeiras formas que a criança demonstra para ser atendida em suas necessidades básicas, mesmo antes de dominar a linguagem, a compreensão de que se trata de um processo de construção nos remete a repensar algumas estratégias pedagógicas para auxiliar nessa etapa. A música é utilizada pela humanidade como meio de comunicação no decorrer de sua história, através dela ocorre à transmissão não só palavras, mas de sentimentos e ideias. Portanto, além de auxiliar na formação do indivíduo que a música desenvolve o pensamento e a linguagem, possibilitando condições à criança de descobrir os sons que a rodeia e que ela pode criar, conseguindo através deles novas maneiras de se expressar e se comunicar com as pessoas que a cercam. Quando se aborda a música na Educação Infantil, no primeiro momento atrela-se sua didática ao lúdico sem intencionalidade, uma vez que as cantigas, cirandas e a própria mídia atual faz uso dessa ferramenta como fonte de entretenimento, porém aliada a um planejamento adequado, bem produzido e intencionado, a música torna-se uma importante ferramenta de aprendizagem. Nenhuma criança permanece quieta enquanto canta, bate palmas, bate os pés e dança, eles são os instrumentos naturais do próprio corpo, em sua qualidade de gestos rítmicos primordiais, complementam a expressão melódica do canto. Sua abordagem com crianças de 0 à 2 anos (foco principal do presente estudo) é uma proposta que vai além do aspecto motivador, possibilita uma diversidade de oportunidades, contribuindo para o desenvolvimento pleno da criança: desenvolvendo a coordenação motora – o ritmo, auxiliando na formação de conceitos, no desenvolvimento da autoestima, na interação com o outro e no desenvolvimento da linguagem oral. Nesse contexto, a musicalização na educação infantil é, acima de tudo, um momento lúdico e não visa à formação de músicos, e sim a vivência e compreensão da linguagem musical, a abertura de canais sensoriais, expressões de emoções, ampliação da cultura geral e a formação integral do ser. Nesse sentido, o presente estudo busca investigar práticas pedagógicas que façam uso da música, com intuito de proporcionar a criança de poder melhorar o seu desenvolvimento na linguagem oral.
  • 3. Segundo o Parâmetro Curricular Nacional – PCN (1998), no volume 6 que organiza as atividades artísticas na escola, “é importante apresentar aos alunos diferentes ritmos musicais, variar o som dos instrumentos, fazer cantar e ouvir são maneiras de ampliar o repertório na educação infantil.” A criança no decorrer de atividades musicais, desenvolverá o ouvir, o perceber e a descriminação de elementos sonoros diversos, através de brincadeiras com a música, podem imitar e até inventar e reproduzir as criações musicais. Para isso torna- se necessário um ambiente estimulador. Por exemplo, o educador pode recorrer a jogos musicais, além disso: o jogo musical quando é praticado de forma lúdica, participativa e não competitiva, podem construir uma fonte rica de aprendizado, motivação e desenvolvimento. Além de prazerosos, “os jogos musicais de participação ativa podem constituir exemplos típicos do aprendizado divertido” (ILARI, 2003, p.9). Assim, a criança desenvolve-se nas múltiplas dimensões a partir do instante em que vivencia momentos que contemplem a construção do conhecimento acerca dos conteúdos que envolvem a linguagem musical, ou seja, recebe os estímulos certos para desenvolver tais habilidades. A criança consegue perceber sons e se expressar por meio deles. Portanto, estimular atividades onde a descoberta de novos sons ocorra pela integração de instrumentos musicais e brinquedos comuns do cotidiano da criança desenvolvem capacidades como sensibilidade, criatividade, dicção e ritmo. Quando são levadas a explorar expressões musicais, desde os primeiros meses, ouvindo a voz de seus pais, balbuciando, gorgolejando, realizando emissões vocais em diferentes situações, imitando o fraseado rítmico e melódico de adultos e crianças á sua volta, sendo realizado sonoramente, bem como acompanhando essas expressões musicais com movimentos motores e rítmicos. Sobre essa temática, Sarmento e Rapoport apontam que “a linguagem musical favorece o desenvolvimento da expressão, do equilíbrio, da autoestima e o autoconhecimento, contribuindo também nos processos de socialização infantis”. (SARMENTO; RAPOPORT, 2009, p.42). Uma vez que o docente amarra os conteúdos de área com a Educação Musical, a mesma terá um sentido mais significativo, possibilitando inúmeras formas de expressão criativa e prazerosa na aprendizagem da criança, assim, a aquisição da linguagem oral na Educação Infantil alcança novos sentidos nas atividades. É válido ressaltar que o aprendizado das crianças na educação infantil é concebido por meio do uso de uma rotina pré-estabelecida visando seu desenvolvimento integral e que geralmente a música esta inserida em cada um deles, por meio do ensino de pequenas atitudes
  • 4. formam-se cidadãos que saberão a importância dos valores morais, da partilha, da ajuda, da responsabilidade, dos direitos e deveres. Assim, o presente trabalho aborda o uso da musicalização como ferramenta pedagógica para o desenvolvimento da linguagem oral das crianças na Educação Infantil, não uma linguagem desprovida de intencionalidade, mas sim algo rico, que trabalha também o desenvolvimento intelectual deste público. Tendo esse contexto como base, ao iniciar o estágio na educação infantil pôde-se constatar o quanto a música é importante para o desenvolvimento da criança, enquanto instrumento de linguagem colabora no desenvolvimento cognitivo, possibilitando o despertar e favorecimento da criatividade, estimulo da memória, concentração, organização mental, interação, dentre outros benefícios. Enquanto frequentavam-se as instituições, as professoras utilizavam a música em todos os momentos, desde demarcar a rotina das crianças até iniciar um novo assunto, e essa estratégia didática muito se chama a atenção. Assim, resolveu-se realizar uma pesquisa qualitativa e como instrumento para a coleta de dados, foi aplicado um questionário para as professoras das instituições e paralelamente, também foram realizadas observações nas salas de Educação Infantil, com o objetivo de buscar entender o real efeito da música no desenvolvimento da criança na educação escolar e em especial no momento da aquisição da fala. No primeiro momento buscou-se entender como a música poderia interferir no processo de aquisição da linguagem oral ou no seu aprimoramento, uma vez que se utilizando de um vasto repertório musical as crianças iam atribuindo novos significados ao mundo ao seu redor e aos poucos iam articulando com mais desenvoltura o uso de expressões das cançõ9es ao seu uso habitual. Dessa forma percebe-se que, a música não pode ser tratada apenas como elemento recreativo, mas como um instrumento relevante a ser explorado em suas propriedades, com isso buscando inseri-la como material de apoio para facilitar o letramento da criança enquanto alunos. Este foi organizado inicialmente com uma vasta pesquisa bibliográfica, entender os aspectos favoráveis que o ensino de música pode proporcionar a criança na educação infantil e como esta contribui para o desenvolvimento oral dos estudantes. Após esse momento, será
  • 5. realizado uma pesquisa de campo com o intuito de analisar como o trabalho musical vem sendo executado em uma escola de Educação infantil em Campo Grande, procurando identificar quais as situações que favorecem a linguagem oral e descrever atividades que favoreçam essa aprendizagem. 1. A MÚSICA E AS CRIANÇAS A Educação Infantil é algo encantador, um período que pode ser explorado das mais diversas maneiras, essencial na vida do homem; que "canta e encanta" a quem a ela tem acesso; sendo um processo de muita aprendizagem cabe a nós profissionais acompanhar o desenvolvimento desses pequenos seres durante essa etapa de suas vidas. É incrível a percepção da capacidade de aprendizado das crianças, sua receptividade, carinho e pureza, e o que uma educação de qualidade e devidamente adequada ao desenvolvimento cognitivo, motor, social e emocional, vivenciado por elas, pode fazer em suas histórias. É na creche ou pré-escola que os pequenos começarão a se conhecer e a conhecer o outro, a se respeitar e a respeitar o outro, e a desenvolver suas habilidades e construir conhecimento, trabalhar a democratização do ensino nos primeiros 6 anos de vida é essencial para melhorar o índice de aprendizado dos alunos. Nas salas da Educação Infantil, em creches ou pré-escolas, as crianças têm espaços para explorar, conhecer, e brincar; recebem atenção e cuidados; não sabem ler, mas gostam de ver revistas e ouvir histórias; os pequenos adoram manusear livros de pano e borracha, adoram músicas, cantigas de roda e dançar, por meio da interação com colegas, professores e cuidadores. Essas atividades cotidianas são instrumentos importantes para a aquisição da linguagem. Estudos de Volterra et al ( apud Bondioli; Montovani, 1998) apontam indicam que as crianças educadas nas creches têm maior número de sentenças e narrativas de acontecimentos passados e futuros, enquanto que as crianças educadas com as famílias exprimem número maior de expressões de posse, desejos e de indicações, concluindo que as crianças que ficam em casa são mais centradas nos seus desejos e em si mesmas, enquanto as que frequentam as creches são mais atentas às coisas e eventos do meio. Diante disso, fica claro que a Educação Infantil contribui na formação do indivíduo, e, futuro cidadão ativo e participante da sociedade, uma vez que transmite valores, regras, atitudes, dentre outros que são essenciais e os quais serão lembrados e utilizados por toda a vida.
  • 6. O interesse pelo tema deu-se a partir da vivência em salas da Educação Infantil com crianças de 0 a 2 anos. O entusiasmo que elas demonstram ao ouvir alguma melodia conhecida ou não e suas explanações por meio de balbucios. A partir dessa observação formaram-se os seguintes questionamentos: Como a música pode auxiliar no aprendizado das crianças? Como a música pode vir a ajudar no desenvolvimento da fala das crianças de 0 à 2 anos? A partir da reflexão sobre a prática pedagógica, este projeto buscou encontrar pressupostos teóricos e metodológicos que nortearam o fazer pedagógico. Para tanto, partiu-se do princípio que a música é importante para deixar fluir a imaginação, a intuição e a sensibilidades dos alunos, assim espera-se que a música ofereça-lhes novas possibilidades de desenvolvimento da fala. 2. COMO TRABALHAR COM MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL? O presente trabalho de conclusão de curso fora elaborado por meio de pesquisa bibliográfica, a partir do estudo de PLANTE (1994), OLIVEIRA (2008), BONDIOLI; MONTOVANI (1998), BOONE; GOMES (2011) e diversos autores que trataram da linguagem oral das crianças, da comunicação humana e da formação e prática docente na educação infantil. As informações foram coletadas por meio de questionário aplicado aos professores que atuam na Educação Infantil e fazem uso da música para estimularem o processo da aquisição da fala dos alunos, em especial fizemos também o uso do questionário para entender os pressupostos que embasam a prática pedagógica desses docentes. Os referidos autores Lakatos e Marconi (2001) conceituam o questionário como “um instrumento para recolher informação, uma técnica de investigação composta por questões apresentadas por escrito a pessoas com o objetivo de identificar o problema levantado pelo pesquisador”. O documento para coleta de dados, era composto de 6 perguntas, todas dissertativas, entregue para 10 educadores que atuam na educação infantil, em duas creches municipais de Campo Grande/MS, com atendimento a crianças na faixa etária de 0 a 2 anos. Participaram dessa pesquisa dez profissionais, sendo todas do sexo feminino, com idade entre 25 e 57 anos. O tempo de atuação profissional variou entre 2 e 17 anos, todas com formação em Pedagogia.
  • 7. O objetivo da pesquisa, através do questionário, fora identificar as necessidades, dificuldades, dúvidas e os conhecimentos dos profissionais que atuam com a faixa etária de zero a 2 anos, quanto a atividades voltadas para o desenvolvimento da linguagem oral. 3. REFLETINDO OS RESULTADOS A Educação Infantil é sem dúvida algo encantador, trata-se de uma fase escolar que permite uma vasta exploração de mundo de inúmeras formas, fase essa de suma importância no desenvolvimento do homem; aqui cabe um parênteses sobre o real papel dos educadores, pois é necessário envolvimento do mesmo nesse processo, uma vez que ele pode contribuir ou não para que a criança alcance longos voos. Também é importante destacar como é magnífica a capacidade de aprendizado das crianças nessa fase, sua pureza, receptividade e carinho, atrelados a um ensino que impulsione o desenvolvimento de diversas habilidades (motor, social, cognitivo e emocional) pode verdadeiramente contribuir para a escrita de suas histórias. É relevante versar que desde o nascimento as crianças convivem com os adultos, é com eles que ocorrem os primeiros aprendizados: códigos culturais, maneiras de se relacionar. Nesse contexto, pode-se salientar que grande parte das condutas humanas são frutos da convivência com seus pares. Diante dessa premissa, temos a família como a primeira sociedade da criança, sua relação principalmente com a mãe caracteriza fundamental importância para definir suas relações com os outros. Diante desse contexto, podemos verificar o quanto as relações já trazidas pela criança também se constitui quanto conhecimento, Hermida aponta que: A partir das interações que estabelece com pessoas próximas, a criança constrói o conhecimento. A família, primeiro espaço de convivência do ser humano, é um ponto de referência fundamental para a criança pequena, onde se aprende e se incorporam valores éticos, onde são vivenciadas experiências carregadas de significados afetivos, representações, juízos e expectativas. (HERMIDA 2007, p. 85). Partindo desse pressuposto, a Educação Infantil torna-se necessária com fins de acrescentar os conhecimentos que essa criança recebe da família. Aqui entra a escola com a função de propiciar um espaço em que a criança se desenvolva, levando em consideração cada fase peculiar de sua vida lhe oferecendo suporte e estímulos. Sobre esse aspecto, temos a reflexão de Bujes: [...] a educação infantil precisa ser muito mais qualificada. Ela deve incluir o acolhimento, a segurança, o lugar para a emoção, para o gosto, para o
  • 8. desenvolvimento da sensibilidade; não podendo deixar de lado o desenvolvimento das habilidades sociais, nem o domínio do espaço e do corpo e das modalidades expressivas; deve privilegiar o lugar para a curiosidade e o desafio. (BUJES 2001, p. 21 apud HERMIDA, 2007, p. 227) Faz-se necessário depreender que um ambiente promissor ao crescimento na Educação Infantil é de suma importância para o desenvolvimento desta criança, o professor nesse processo muitas vezes passa a ser visto pelos pequenos com tal naturalidade como se fosse um membro da família. Assim, compreende-se que o encaminhamento em sala está além do cuidar; o educador diversa sobre metodologias e estratégias a fim de trabalhar com jogos e brincadeiras no ensino de seus alunos, possibilitando seu desenvolvimento satisfatório e livre. Atenção, bons estímulos e carinho também complementam a formação dessa criança, seu desenvolvimento é alavancado. Nesse sentido, Robert Fulghum salienta a educação formalizada e sua importância nos anos iniciais da infância: Tudo que eu precisava, mesmo, saber sobre como viver, o que fazer e como ser aprendi no jardim de infância. A sabedoria não estava no topo da montanha mais alta, no último ano de um curso superior, mas sim no tanque de areia do pátio da escolinha maternal. (ROBERT FULGHUM, 2004 p. 16). Pode-se dizer que é na Educação Infantil que a criança tem muitas aprendizagens no âmbito social: realizam atividades que envolvam o aprender a compartilhar as coisas, respeitar combinados, organizar seu espaço e trabalhar em equipe, são alicerces fundamentais para sua constituição enquanto futuro agente social inserido na sociedade vigente. Uma vez assimilada à relevância dessa etapa na formação do indivíduo humano, a educação é concebida como valor fundamental nesse processo. É dever da escola contribuir para a realização deste processo, a criança necessita ser vista em sua totalidade, suas necessidades - físicas, sociais, emocionais – necessitam ser supridas, uma vez que na concepção da Educação Infantil o educar e o cuidar estão intrinsecamente ligados. Assim, diante das considerações apresentadas denota-se a importância dada a Educação Infantil, como base fundamental de aquisição e saberes do ser humano. O presente tópico apresenta à descrição dos dados e discussão dos resultados, coletados a partir da pesquisa documental e questionário, as respostas serão apresentadas por códigos, para preservar a identidade do entrevistado, ex: (N1, N2, N3, N4 e N5).
  • 9. Conforme já foi mencionado, a elaboração do presente questionário teve como base as observações realizadas em salas da Educação Infantil, em que a presença da música se fazia constante. A fim de conhecer melhor a metodologia aplicada e as manifestações tidas por aprendizagem das crianças, foi elaborado um questionário que contemplasse essas vertentes e que nos propiciasse uma melhor discussão sobre o tema. Todas as participantes por sua vez foram escolhidas devido ao fato de que durante o período em que pudemos observar, faziam uso da musicalização de uma maneira natural e aparentemente seguida de intencionalidade. Assim, dentro daquilo que a pesquisa se propôs a discutir, seguem os gráficos com as respectivas perguntas do questionário e as interpretações: Figura 1: Pergunta 1 feita aos educadores Verifica-se diante das respostas apresentadas que dentre as atividades que contribuem para o desenvolvimento da linguagem oral, as histórias contadas com fantoches e livros infantis foram os recursos mais citados pelos educadores. Na sequência, foram as músicas, rodas de conversa, jogos brincadeiras, imitações e livros considerados mais apropriados para a faixa etária de 0 a 2 anos. É possível dizer que os profissionais possuem conhecimentos básicos sobre o assunto, uma vez que citam recursos que possibilitam a exploração e desenvolvimento da linguagem oral. Diante dessa premissa, Bondioli; Mantovani (1998, p. 208), aponta: A posição interativa, portanto, coloca em recíproca relação não somente as qualidades inatas das estruturas linguísticas de base e a influencia do ambiente circundante, mas também a contribuição da pessoa que educa a criança. Essa pessoa é responsávelpela continuidade do desenvolvimento das capacidades comunicativas 1- Quais as atividades podem ser desenvolvidas na creche com crianças de 0 a 2 anos de idade que contribuem para o desenvolvimento da linguagem oral? 18% 14% Jogos e Brincadeiras 4% Musicas 3% Historias 29% Imitação 32% Livros Roda de Conversas Fonte: Elaborada pelas autoras, 2016
  • 10. da criança, continuidade que, partindo de uma fase pré – linguística, alcança a fase linguística través de uma constante motivação em comunicar e interagir por partes da criança. (Bondioli; Mantovani 1998, p. 208) Quanto mais cedo as histórias orais e escritas fizerem parte da vida das crianças, maiores as possibilidades de que elas gostem de ler. A partir do momento em que se tem contato com histórias lidas elas passam a conhecer o livro como um objeto, ainda antes da alfabetização. Quanto mais rico o estímulo, melhor. É por meio das histórias que desenvolve-se a imaginação, o gosto pela leitura, a concentração, assim como estimula-se o espírito crítico. Aqui cabe uma ressalva sobre o educador consciente, uma vez que é ele quem seleciona textos adequados para transmitir através das histórias, momentos de aprendizagem, que deverão ser incorporado nas atividades diárias. Assim, este trabalho está centrado na investigação da construção do leitor fluente. Infelizmente ainda que em tempos modernos, muitos educadores não recebem nenhuma orientação para e como se trabalhar a estimulação da linguagem oral; encontram dificuldades, sobre a melhor maneira de proceder esse estímulo, somente conforme vão desenvolvendo as atividades cotidianas com as crianças, esses profissionais vão adquirindo mais experiências. Essa confirmação pode ser presenciada na interpretação das respostas da próxima questão: Figura 2: Pergunta 2 feita aos educadores Fonte: Elaborada pelas autoras, 2016. 2-Recebe orientações para o trabalho com essa faixa etária para estimulação da linguagem? 10% 20% 60% Leitura de Texto HTPC e cursos de formação Quase nenhuma Nenhuma 10%
  • 11. Sua fonte de conhecimento baseia-se a pesquisa em documentos legais como os Referenciais Curriculares Nacionais para Educação Infantil (BRASIL, 1998) ou a algumas informações em cursos de formação, cursos estes que devem oferecer conhecimentos técnicos e habilidades para os educadores criarem atividades variadas para as crianças no seu dia a dia nas creches. Figura 3: Pergunta 3 feita aos educadores Diante do exposto acima, constata-se que a falta de material, conhecimento e espaço, são os maiores desafios em seu trabalho pedagógico. Dentre as dificuldades pedagógicas elencadas estão: saber quais as atividades adequadas para se trabalhar a linguagem oral com as crianças pequenas, saber como trabalhar as diferenças, pois “(...) possibilitar qualidade no aprendizado a todas as crianças é sempre um obstáculo”. (Educadora N1.) Outro fator apontado foi à falta de uma mobilização maior da família para dar prosseguimento aos trabalhos das creches em casa. Sobre isso Bondioli; Mantovani (1998, p. 211) apontam que: Mas para que a creche possa preencher essa função é necessário que a família não possua um papel secundário no processo educacional da criança. Realmente, a creche não é um serviço capaz de substituir a família, mas de fortalecer a sua função, fornecendo um sistema de suporte para recursos, valores, convicções e ajuda no estresse. Somente através da colaboração entre instituição e família, a criança terá grandes vantagens da experiência de interação e comunicação que lhe é possibilitada na creche. (Bondioli; MANTOVANI 1998, p. 211) 3- Em sua opinião, quais as maiores dificuldades de se trabalhar a linguagem nessa faixa etária? Trabalhar a singularidade de cada criança 20% 20% 60% Falta de Material e espaço, falta de conhecimento sobre o assunto Falta de continuidade do trabalho da creche com a familia Fonte: Elaborada pelas autoras , 2016
  • 12. É fundamental durante o processo da aquisição e desenvolvimento da fala que a família tenha participação ativa; é por meio da convivência com os pares que o aprendizado acontece. Figura 4: Pergunta 4 feita aos educadores A linguagem é uma capacidade construída socialmente, a relação de comunicação nos primeiros anos ocorre por meio de troca de experiências interpessoais com familiares e/ou educadores. Assim, toda e qualquer atividade é válida para estimular a linguagem oral. A partir do incentivo do educador desenvolve-se a criatividade, autoestima e variadas formas de expressão. O desenvolvimento da oralidade esta atrelado com o desenvolvimento dos aspectos afetivo, cognitivo e social, possibilitando a ampliação do conhecimento da criança. As diferentes linguagens presentes nas atividades realizadas nas creches e pré- escolas possibilitam às crianças trocar observações, ideias e planos. Como sistemas de representação, essas linguagens estabelecem novos recursos de aprendizagem, pois se integram às funções psicológicas superiores e as transformam. Com isso ocorre uma reorganização radical nos interesses e exigências infantis, modificando a relação existente entre a ação e o pensamento infantil. (OLIVEIRA, 2008, p. 227) É por meio de diversas atividades envolvendo interações e diálogos que a criança desenvolve a linguagem oral Figura 5: Pergunta 5 feita aos educadores 4- Qual a importância da música, da história, da brincadeira, para o desenvolvimento da linguagem? Desenvolver a relação 10% 10% entre símbolo e realidade 10% 10% 10% Desenvolvimento de formas variadas de expressão Atividades que estimulam o uso da linguagem oral 50% Desenvolvimento da coordenação motora, criatividade e expressão Ampliação do vocabulário Não respondeu Fonte: Elaborada pelas autoras, 2016
  • 13. Fonte: Elaborada pelas autoras, 2016 Verifica-se por meio das respostas apresentadas que todos os aspectos do ambiente favorável a aprendizagem são levados em consideração para os educadores: o ambiente repleto de informações expostas, acolhedor à manifestação infantil, com recursos adequados e o planejamento de atividades de acordo com a faixa etária, favorece muito a estimulação da linguagem oral. Diante dessa premissa, Guedes (2008, p.13) aborda que o ambiente é mais do que a simples existência de recursos e materiais, ele se constitui de diversas formas: O aprendizado da convivência é potencializado nos espaços de educação infantil. É nesses locais que privilegiadamente poderemos aprender a negociar com o outro, reconhecer os diferentes pontos de vista, lidar com conflitos de interesse, promover situações cooperativas, internalizar regras, trocar afeto etc. No ambiente das creches e pré-escolas as crianças poderão ter múltiplas oportunidades de se relacionarem, desenvolvendo formas de comunicação variadas. E também de vivenciar os deferentes desafios que a convivência põe emcena. (Guedes 2008, p.13) É por meio da socialização, da convivência com o outro que a criança aprende sobre4 regras, conduta e convivência harmônica com as outras pessoas; aprende sobre respeito e regras coletivas, descobrem-se enquanto indivíduos e passam a amadurecer seus relacionamentos com outras crianças e adultos. Figura 6: Pergunta 6 feita aos educadores 5- Como planejar um ambiente favorável para o desenvolvimento da linguagem com as crianças de 0 a 2 anos? 30% Ambientes repletos de informações expostas 40% Ambiente acolhedor a manifestação infantil 30% Recursos adequados a faixa etária planejamento de atividades
  • 14. Fonte: Elaborada pelas autoras, 2016 Mais da metade dos educadores entrevistados afirmaram que não possuem um material com atividades direcionadas para estimulação da linguagem oral. Nesse sentido constata-se que muitas atividades não são mais bem aproveitadas pela falta de um direcionamento específico aos profissionais, grande partes desses profissionais buscam embasamento para seu plane4jamento em documentos macro como os Referenciais Curriculares Nacionais para Educação Infantil (RCNEI) e livros que contém atividades para se trabalhar a estimulação da linguagem oral. É imprescindível que a prática, o aprender a fazer capacita os profissionais, porém seguir uma base teórica permite que o trabalho pedagógico seja conduzido com maior nível de excelência. A formulação de um currículo requer que o professor amplie sua noção acerca do que constitui um meio de desenvolvimento, ligando- o às práticas cotidianas. O desenvolvimento infantil se dá no conjunto das atividades que as crianças vivem, na negociação que fazem as regras apresentadas como reguladoras das situações, nas ações possibilitadas pelo material disponível e pelas instruções e sugestões dos professores sobre como trabalhar com ele, bem como nos papéis que as crianças assumem nas interações que estabelecem com outras crianças e com o professor. (OLIVEIRA, 2008, p. 226) Uma alternativa para minimizar esse problema e fornecer subsídios com respaldo teórico para nortear o trabalho dos profissionais seria a existência de uma reformulação na Proposta Pedagógica das referidas instituições pesquisadas a fim de que ampliem em suas linhas as possibilidades de oferecer novas fontes de aprendizado para as crianças de 0 a 2 anos. É visto que tal reconstrução demandaria estudo e organização interna por parte do corpo docente e dos gestores em Educação. Todos os pontos seriam levados em consideração, 6- Na instituição de ensino (creche), que você atua, existe um referencial com informações básicas sobre o desenvolvimento da linguagem na faixa etária de 0 a 2 anos? 30% Sim Não 70%
  • 15. assim como os anseios e expectativas por parte dos profissionais que estão a frente do trabalho. A Proposta Pedagógica não seria caracterizada como uma “ receita de bolo” e sim como um documento que organizaria e nortearia o trabalho docente. Para que os projetos educativos das instituições possam, de fato, representar esse diálogo e debates constantes, é preciso ter professores que estejam comprometidos com a prática educacional, capazes de responder às demandas familiares e das crianças, assim como às questões específicas relativas aos cuidados e aprendizagens infantis. (BRASIL, 1998, a p.42) Assim, diante dos dados expostos verificou-se a importância do uso da música para o desenvolvimento da linguagem humana, tal como a necessidade de uma reorganização dos documentos que organizam o trabalho docente dentro das Instituições pesquisadas. 4. CONCLUSÃO Ter a oportunidade de escrever esse estudo possibilitou repensar o trabalho pedagógico do profissional docente enquanto responsável por obter por meio das pesquisas, conhecimentos necessários para ampliar seu repertório. Uma vez compreendida a importância do uso da música na Educação Infantil, como elemento pedagógico e não somente com a visão lúdica, apontamos o quanto sua utilização auxilia no desenvolvimento da aquisição e amadurecimento da fala, nas expressões corporais e expressões de seus sentimentos. Para tanto, deve ser analisada criticamente, uma prática que bem respaldada deve buscar o crescimento afetivo, intelectual, físico e social desse público. Permanece clara a ideia por meio da pesquisa aplicada de que o professor que compreende a utilização deste mecanismo e proporciona ao educando novas possibilidades de apre4ndizado, tem nesta ferramenta uma importante aliado para o desenvolvimento infantil integral. O papel do educador é de extrema importância, pois é por meio do seu trabalho que mostra-se o quanto são grandes as possibilidades de desenvolvimento desta criança quando as práticas pedagógicas são bem empregadas. Nessa perspectiva, a música aponta bem mais do que se objetiva, para sua produção são necessários bem mais do que simples conhecimento acumulado ou transmitido, passa a ser compreendido como atividade de expressão, comunicação e registro de experiências, conectando o mundo real a ludicidade.
  • 16. REFERÊNCIAS BONDIOLI, A; MONTOVANI, S. Manual de Educação Infantil, de 0 a 3 anos: uma abordagem reflexiva. Tradução Rosana Severino Di Leone e Alba Olmi. 9 ed. Porto Alegre: ArtMed, 1998. BRASIL. Constituição Federal de 1988, Brasília: 1988. BRÉSCIA,Vera Lúcia Pessagno Educação Musical: bases psicológicas e ação preventiva. São Paulo: Átoo,2003 BRITO, T. A. Música na educação infantil – propostas para a formação integral da criança. São Paulo: Editora Petrópolis, 2003. FERNANDES, Valéria da Silva Roque. A música como meio de desenvolver a inteligência e a integração do ser. Disponível em http://br.noticias.yahoo.com/ 25/08/2009 tecnologia- negocios-estudo-desenvolve-inteligência-e-integração.html>. Acesso em 10 de novembro de 2015.. FERREIRA, Elise M. B. Recursos Didáticos - uma possibilidade de produzir conhecimentos. (Monografia) Rio de Janeiro/RJ: UNIRIO, 1998. FULGHUM, Robert. Tudo o que eu devia saber aprendi no Jardim de Infância. São Paulo: Best Seller, 2004. GAINZA, Violeta Hemsy. Estudos de Psicopedagogia Musical. 3. ed. São Paulo: Summus, 1988. GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 1999. GUEDES, A. O. A comunicação com bebês e com crianças pequenas: Revista Criança, Brasília, Mec, p.10 - 13, Dez. 2008. HERMIDA, J. F. (org.) Educação Infantil: políticas e fundamentos. 1 ed. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2007. ILARI. Beatriz. A música e o cérebro: algumas implicações do neurodesenvolvimento para a educação musical. Revista da ABEM. Porto Alegre. V. 9. 7-16, set. 2003. LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia do trabalho científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 1987. OLIVEIRA, Z. R. Educação infantil: fundamentos e métodos. 4ed. São Paulo: Cortez, 2008. OLIVEIRA, Z. R. Educação infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002.
  • 17. . Referenciais para Formação de Professores. Brasília: MEC / SEF dezembro de 1998. b . Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil, Introdução, Vol. 1e 2, Brasília: MEC, 1998. a <http://www.acervodigital.unesp.br/birtstream/123456789/446/1/01d14t03.pdf> Acesso em: 20 fev. 2016 SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea. et.al. A criança de 6 anos no ensino fundamental. Porto Alegre: Mediação, 2009. SILVA, M. P. A. As duas demandas da educação infantil. Revista Criança, Brasília: MEC, p. 5 - 8 dez. 2008. SOARES, Magda. Alfabetização e letramento Magda soares 6.ed,4 reimpressão. – são Paulo contexto, 2013. E SOARES, Magda. Alfabetização e Letramento. São Paulo: Contexto, 2007 VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2003.