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O BRINCAR NO BERÇÁRIO: ENTRE O CUIDAR E O EDUCAR, A LUDICIDADE
Jéssica Dalcyane Menezes Barbosa – jessica_dmb@hotmail.com
Jucilene Fonseca – jucilene1510@hotmail.com
Nair Maria de Oliveira – nairmdoliveira@hotmail.com
Omep – Iems
Eixo temático: Educação da infância: brincar e criar nos espaços institucionais.
Categoria: Comunicação Oral
RESUMO:
Como e por que os bebês brincam? Qual a relevância desse brincar para o
desenvolvimento da criança? Estas foram as questões que motivaram o presente
estudo, que surgiu a partir da prática cotidiana enquanto educadoras de uma turma
de berçário, e que nos fez refletir sobre a importância desse brincar e da ludicidade,
pautando-as sobre a dicotomia do cuidar/educar nas creches. Faz-se um breve
relato da história da educação infantil em nosso país, quais as principais leis que
defenderam o direito da criança de zero a cinco anos à educação, seguida do
debate sobre o educar e o cuidar. Por último, conceitua-se brincadeira, falando
sobre as práticas brincantes dos bebês e como esses brincam. A pesquisa foi
desenvolvida sob a abordagem qualitativa e está embasada teoricamente em
Kramer, Craidy & Kaercher, entre outros pesquisadores que estudaram e estudam
essa temática.
Palavras-chave: brincadeiras; educação infantil; práticas pedagógicas.
O BRINCAR NO BERÇÁRIO: ENTRE O CUIDAR E O EDUCAR, A LUDICIDADE
1. Introdução
A brincadeira deve ser considerada por nós, professores, como essencial
para o desenvolvimento saudável da criança, e é de suma importante que a criança
tenha tempo disponível para brincar, para a livre expressão de sua criatividade nos
jogos e brincadeiras de faz-de-conta. Percebe-se que, nos dias de hoje, as crianças
estão cada vez mais ocupadas com afazeres programados pelos pais, aulas disso,
aulas daquilo, esportes, entre outros afazeres escolhidos pelos pais para manterem
a criança ocupada, e com isso, o tempo reservado ao brincar está cada vez mais
escasso. Assim pensando, cabe aos espaços de educação infantil oportunizar esses
momentos de brincadeiras aos pequenos. Mas, e os bebês, brincam de que? Essa
foi a questão que motivou o presente estudo, e surgiu da prática cotidiana como
educadoras do berçário em uma instituição de educação infantil. As relações cuidar
e educar também são privilegiadas neste estudo, entendendo-as como práticas
indissociáveis e previstas no RCNEI (Referencial Curricular Nacional para a
Educação Infantil). Faz-se também reflexões sobre a prática pedagógica com bebês,
de como brincam e se desenvolvem a partir das brincadeiras e da ludicidade.
2. Os aspectos legais
A educação infantil, durante um longo período de tempo, foi considerada como
meramente assistencialista. A partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (Lei n. º 9.304/96), passou a ser considerada como primeira etapa da
educação básica. A criança passou a ser considerada como um cidadão em nossa
sociedade, sujeito de direitos, e o acesso à Educação Infantil é um desses direitos.
Mas ainda em nossos dias a educação infantil, principalmente na faixa etária de 0 a
3 anos de idade, denominada creche, ainda apresenta muitas características desse
caráter assistencialista, e grandes debates surgem por vários pesquisadores sobre a
dicotomia cuidar/educar na educação infantil. Segundo Kramer (online,1999, p. 1)
No Brasil, creche e pré-escola são diferenciadas ora pela idade das
crianças - (a creche atenderia crianças de 0 a 3 anos e a pré-escola
de 4 a 6); ora pelo modo de funcionamento (a creche teria atuação
em horário integral e a pré-escola meio período); ora pela instância
administrativa a que se vincula (a creche se subordinaria às
instituições médicas ou assistenciais, a pré-escola à educação).
(http://dc.itamaraty.gov.br/imagens-e-textos/revista7-mat8.pdf)
Esse caráter assistencialista está diretamente ligado aos caminhos
percorridos pela educação da infância em nosso pais, desde os primórdios, e surgiu
da necessidade das mães que começaram a adentrar o mercado de trabalho e
precisavam de um espaço onde pudessem deixar os filhos pequenos durante o
tempo em que estivessem fora, e que atendesse às suas necessidades básicas de
guarda e higiene dos pequenos. As principais mudanças nesse cenário educacional
iniciaram-se com a Constituição Federal de 1988 com a tomada de consciência por
parte da população que passou a lutar por seus direitos e inclusive teve papel
central numa das maiores conquistas da educação infantil, ou seja, “do direito à
educação de todas as crianças de 0 a 6 anos e do dever do Estado de oferecer
creches e pré-escolas para tornar fato este direito”. (KRAMER, 1999). Além da
constituição, também a LDB/96 e o Estatuto da Criança e do Adolescente vieram
assegurar alguns dos direitos básicos da criança de zero a seis anos. Craidy &
Kaercher (2001) complementam essa fala dizendo que de acordo com a
Constituição “as creches e pré-escolas são direito tanto das crianças quanto de seus
pais e reafirma-se que as mesmas são instituições de caráter educacional e não
simplesmente assistenciais como muitas vezes foram consideradas. ”
Segundo a LDB, como instituições de caráter educativo, creches e pre-
escolas devem elaborar o seu plano pedagógico com a participação de seus
educadores. Após, seguiram-se outros documentos oficiais do MEC, entre eles, as
Diretrizes Curriculares, que preveem, entre outras, as condições de funcionamento
das instituições de educação infantil para que as crianças tenham respeitados os
seus direitos sociais, e que fizeram avançar, em nosso país, as políticas de
atendimento e otimização para essa etapa de educação; o Referencial Curricular,
dividido em três volumes, instrumentalizou os educadores na prática educativa
cotidiana com as crianças em creches e em pré-escolas, respeitando-se a
diversidade cultural do país e os estilos pedagógicos dos profissionais; a Política
Nacional de Educação Infantil vem estabelecer a construção coletiva das políticas
públicas para a educação infantil; e, por último, mas não menos importante, estão os
Critérios para um Atendimento em Creches e Pré-Escolas, que vieram apresentar
alguns critérios relativos à organização e ao funcionamento das creches, além de
definir diretrizes, normas e sistemas de financiamentos das instituições de educação
infantil. A partir dessas leis e desses documentos, as instituições de educação
infantil em funcionamento passam a ter a criança como centro do processo de
ensino, não como mero espectador, mas como sujeito desse processo, visando o
pleno desenvolvimento dessa criança, em todos os seus aspectos, com práticas
pedagógicas pensadas e planejadas a partir do interesse da criança.
3. O cuidar e o educar
O Referencial Currricular Nacional para a Educação Infantil (1998) em seu
volume 1, define que educar significa:
[...] propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens
orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o
desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal,
de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação,
respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos
mais amplos da realidade social e cultural. Neste processo, a
educação poderá auxiliar o desenvolvimento das capacidades de
apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, afetivas,
emocionais, estéticas e éticas, na perspectiva de contribuir para a
formação de crianças felizes e saudáveis. (p. 23)
Mas muitas vezes, nas instituições de educação infantil, essa relação
cuidar/educar tem sido motivo de constantes debates, pois ainda hoje têm-se a ideia
de que cuidar e educar são atividades distintas e, portanto, desempenhadas por
diferentes profissionais, nesse caso, o educar seria tarefa do professor, enquanto
cuidar ficaria a cargo do recreador (principalmente nas creches). Craidy & Kaercher,
sobre essa dicotomia cuidar e educar afirmam que:
[...] A dicotomia, muitas vezes vividas entre cuidar e o educar deve
começar a ser desmistificada. Todos os momentos podem ser
pedagógicos e de cuidados no trabalho com crianças de 0 a 5 anos.
Tudo dependerá da forma como se pensam e se procedem as ações.
Ao promovê-las proporcionamos cuidados básicos ao mesmo tempo
em que atentamos para a construção da autonomia, dos conceitos,
das habilidades, do conhecimento físico e social. (CRAIDY E
KAERCHER, 2001, p. 70)
Assim, deve-se pensar o cuidar e o educar como práticas indissociáveis, não
como duas situações distintas na instituição educativa, mas como instrumento
pedagógico, para formar novas atitudes por parte dos educadores da infância, pois:
Ao considerarmos que a educação infantil envolve simultaneamente
cuidar e educar, vamos perceber que esta forma de concebê-la vai
ter consequências profundas na organização das experiências que
ocorrem nas creches e pré-escolas, dando a elas características que
vão marcar sua identidade como instituições que são diferentes da
família, mas também da escola (aquela voltada para as crianças
maiores de sete anos). Enquanto se mantiver a confusão de papéis
que vê na família ou na escola os modelos a serem seguidos, quem
perde é a criança. (Craidy & Kaercher, 2001, p. 17).
É preciso romper com essas ideias de que creche é para cuidar e pré-escola
para educar, se quisermos mudar essa visão assistencialista da educação infantil.
Quando falamos em brincar, educar e cuidar de crianças pequenas deve-se
ter um conhecimento considerável da necessidade de cada uma delas, isso significa
conhecer a criança, a família, as características e a fase de desenvolvimento em que
ela se encontra, e assim compreender quais são as formas corretas de um trabalho
que possa contribuir para a formação dessa criança. Segundo o RCNEI,
A intervenção do professor é necessária para que, na instituição de
educação infantil, as crianças possam, em situações de interação
social ou sozinhas, ampliar suas capacidades de apropriação dos
conceitos, dos códigos sociais e das diferentes linguagens, por meio
da expressão e comunicação de sentimentos e idéias, da
experimentação, da reflexão, da elaboração de perguntas e
respostas, da construção de objetos e brinquedos etc. Para isso, o
professor deve conhecer e considerar as singularidades das crianças
de diferentes idades, assim como a diversidade de hábitos,
costumes, valores, crenças, etnias etc. das crianças com as quais
trabalha respeitando suas diferenças e ampliando suas pautas de
socialização. (1998, p. 30)
É imprescindível que os educadores infantis exerçam um vasto trabalho para
informar à sociedade que o “brincar” não é uma perda de tempo, mas um processo
pelo qual a criança deve passar.
A introdução de brinquedos e brincadeiras na educação infantil esclarece o
que a criança pensa e quem ela é, pois o brincar é muito importante nessa idade. A
criança, mesmo pequena, sabe tomar decisões, escolher o que quer fazer, interagir
com as pessoas, expressar o que sabe fazer e mostrar, em seus gestos, em um
olhar ou em uma palavra, como é capaz de compreender o mundo.
Uma das coisas de que a criança mais gosta é o brincar, que é uma ação
livre, que acontece a qualquer hora, iniciada e direcionada pela criança, sendo
prazerosa, relaxante e envolvente, ensinando regras, linguagens, o poder de tomar
decisões, expressar sentimentos e valores, conhecer a si, aos outros e o mundo,
desenvolvendo habilidades através dos movimentos do corpo, dos sentidos e
introduzindo a criança no mundo imaginário e criativo, além de ser um dos seus
direitos.
Temos clareza de que a opção pelo brincar é de extrema importância em
todas as fases da educação infantil.
Sob a perspectiva pedagógica, o desenvolvimento integrado da criança com
base em concepções e a realidade de cada uma delas, o brincar, o cuidar e o
educar devem estar em constante observação, trazendo as mudanças e as
transformações que ocorrem ao longo do tempo, mas sobretudo, tendo como centro
a criança em sua singularidade.
[...] cuidar da criança é sobretudo dar atenção a ela como pessoa
que está num contínuo crescimento e desenvolvimento,
compreendendo sua singularidade, identificando e respondendo às
suas necessidades. Isto inclui interessar-se sobre o que a criança
sente, pensa, o que ela sabe sobre si e sobre o mundo, visando à
ampliação deste conhecimento e de suas habilidades, que aos
poucos a tornarão mais independente e mais autônoma.(RCNEI,
1998, p. 25)
O professor de educação infantil tem o papel de explicitar que a brincadeira é
essencial na estruturação, na oportunização, na intervenção, na observação, no
favorecimento do desenvolvimento da criança como um todo. (Santos, 2013). A
brincadeira é, sem dúvida, uma ação educativa para infância e na Educação Infantil
deve ser considerada como tal, o educador deve proporcionar o brincar todos os
dias, em formatos diferenciados e de forma livre ou dirigida, observando e
participando.
A brincadeira deve ser considerada por nós, professores, como essencial
para o desenvolvimento saudável da criança, e, enquanto educadores, devemos
entender que, quando brincamos e cuidamos, estamos educando, e é nessa
perspectiva que devemos auxiliar a criança na construção de seus conhecimentos,
entendendo a indissociabilidade do cuidar e educar, pois isso significa que a criança
está sendo compreendida como cidadã em processo de desenvolvimento pleno,
coerente e efetivo.
4. Os bebês brincam e interagem com seus pares
Brincadeira é a ação de brincar, entreter e distrair, sabe-se que a criança
quando brinca desenvolve o imaginário, compreende regras e em alguns jogos
aprendem a criar estratégias, são muitos os benefícios do brincar em qualquer
idade. Existem também os brinquedos educativos, neles se encontra um valioso
recurso, traz prazer e ao mesmo tempo ensina as formas, cores, números, encaixe,
tamanhos, alfabeto, entre outros.
É de suma importante que a criança tenha tempo disponível para brincar, ao
contrário do que vem acontecendo nos dias de hoje, onde crianças estão cada vez
mais ocupadas com afazeres como natação, aulas de reforço entre outros ficando
sem tempo para ela mesma. Crianças que são privadas do brincar se tornam adultos
com dificuldades, serão pouco curiosas e em alguns casos medrosas, a
coordenação motora prejudicada e também questões nas emocionais.
Craidy & Kaercher afirmam que:
A criança expressa-se pelo ato lúdico e é através desse ato que a
infância carrega consigo as brincadeiras. Elas perpetuam e renovam
a cultura infantil, desenvolvendo formas de convivência social,
modificando-se e recebendo novos conteúdos, a fim de se renovar a
cada nova geração. É pelo brincar e repetir a brincadeira que a
criança saboreia a vitória da aquisição de um novo saber fazer,
incorporando-o a cada novo brincar. (Craidy & Kaercher, 2001, p.
102)
Vimos que a brincadeira tem a função lúdica e também educativa onde
oportuniza a diversão, conhecimento e apreensão de mundo, e é importante que o
professor de educação infantil proporcione momentos para a brincadeira livre e
espontânea dos bebes, conforme Craidy & Kaercher,(2001, p. 96) e que estes
“estejam previstos na rotina escolar períodos de tempo consideráveis destinados ao
jogo livre, permitindo, assim, que as crianças interajam entre si e com os objetos de
forma espontânea.”
Mas e os bebês, brincam do quê? Os bebês brincam e se divertem nos
momentos que resolvem situações de conflitos, gostam de explorar todo o ambiente
e mexer em tudo que está ao seu alcance, é assim que aprende a dominar seus
limites do corpo e mundo exterior. E nesse momento é primordial que o professor
seja o mediador entre a criança e o mundo, auxiliando, organizando e propiciando
esse contato e interação entre a criança e o ambiente:
É o adulto, na figura do professor, portanto, que, na instituição
infantil, ajuda a estruturar o campo das brincadeiras na vida das
crianças. Conseqüentemente é ele que organiza sua base estrutural,
por meio da oferta de determinados objetos, fantasias, brinquedos ou
jogos, da delimitação e arranjo dos espaços e do tempo para brincar.
(RCNEI, p. 28)
É comum ver os pequenos jogar os brinquedos por diversas vezes, nesse
momento brinca de perder e recuperar, uma outra forma de se divertir na rotina é o
famoso “Cadê? Achou!!!” que é bem-vindo a qualquer hora, este passa para criança
segurança pois ela percebe que o responsável some porém logo aparece.
Sobre a imitação, Craidy & Kaercher, destacando as ideias de Vigotsky,
afirma que:
Para Vigotsky a imitação é uma situação muito utilizada pelas
crianças, porém não deve ser entendida como mera cópia de um
modelo, mas uma reconstrução individual daquilo que é observado
nos outros. Dessa forma, é importante salientar que as crianças
também aprendem com crianças, em situações informais de
aprendizado, por exemplo. É comum vermos o quanto as crianças
aprendem a montar e desmontar brinquedos, ou mesmo a andar de
bicicleta ou de patins, a partir da observação de outros colegas.
(2001, p. 30)
No IEMS Instituto Marisa Serrano na sala do Berçário A diariamente os bebês
recebem diferentes tipos de matériais para a apreciação e manipulação. Certo dia o
aluno cujo o pseudônimo I.J.S sempre que recebe a bola fica visivelmente muito feliz
e vai atrás da bola arriscando seus primeiros movimentos para engatinhar, ao longo
dos dias o mesmo já se movimenta com agilidade gatinhando e buscando tudo o
que gosta, um outro dia I.J.S em uma aula sobre sustentabilidade foi apresentado
uma lata dessas de leite em pó e logo o fez de tambor. Uma outra aluna M.F leva
para o instituto todos os dias uma pequena boneca de pano onde abraça forte e fica
por algum tempo observando como se fossem mãe e filha. H.M. gosta de brincar de
se esconder, vai engatinhando pela sala e entra atrás de móveis e sorri quando o
encontramos. Outra brincadeira da qual gosta é de escalar as paredes com as
mãozinhas, apóia-se na parede e vai subindo até ficar de pé, após volta a descer
pela parede até sentar-se no chão. Percebemos que ele sente-se desafiado a
levantar-se, pois ainda não anda e esse desafio torna-se uma brincadeira para ele.
K.H. tem uma pequena bola de borracha, ela é seu objeto inseparável, ele a lança e
busca, mas não a perde de vista. Esse brincar espontâneo dos bebes evidencia o
que já foi dito antes, é a forma como eles aprendem e apreendem o mundo a sua
volta, a forma como se expressam e interagem com o ambiente e com os
coleguinhas. Nas atividades diárias nota-se que por meio do brincar os pequenos
buscam os amigos fazendo que interajam com seus pares e dividam os brinquedos,
essa socialização torna-se um momento enriquecedor, permitindo que cresçam e
tornem-se adultos capazes de compreender e modificar o mundo no qual vivemos.
No momento do banho a maioria das crianças perdem possíveis medo do banho
quando este momento se transforma em oportunidade de brincadeiras e
aprendizado, as professoras enquanto fazem a higiene conversam com as crianças
apresentando a parte do corpo “...agora é a hora de lavar seus pés” e também deixa
que as crianças manipulem a mangueira do chuveiro se divertindo por que o banho
não precisa ser lembrado por nenhuma criança como algo ruim e corriqueiro. Aliás
todos os momentos devem ser permeados de significado e previamente planejado.
5. Considerações finais
Vimos que por meio do brincar, os bebes expressam seus medos e angústias,
prazer e alegria. Embora saiba-se da importância do brincar, percebe-se que o
tempo reservado para as brincadeiras está cada vez mais escasso, tanto dentro
como fora das instituições de educação infantil, nesse sentido o professor deve criar
estratégias e momentos que permitem esse brincar da criança.
As experiências citadas reforçam todo o presente argumento, provando que
cada brincadeira é relevante, e que o brincar no berçário está ligado com o educar e
cuidar desde que seja com ludicidade, proporcionando aprendizado de forma
prazerosa. Por meio da pesquisa, percebemos quão importante é o olhar atento do
professor para todas as atividades envolvidas na rotina da criança, pois planejar
cada momento faz com que este seja significativo e pleno de aprendizado.
Referências:
BRASIL. Constituição Federal. Brasília, DF, 1998. BRASIL – MEC. Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Bras[ilia, DF, 1996.
BRASIL. Estatuto da criança e do adolescente: Lei federal nº 8069, de 13 de julho
de 1990. Rio de Janeiro: Imprensa Oficial, 2002.
BRASIL – MEC. Política Nacional de Educação Infantil. Brasília, DF: MEC, 2006.
BRASIL – MEC. Critérios para um atendimento em creches que respeite os
direitos fundamentais das crianças. Brasília, DF, 2009. BRASIL – MEC. Parecer
n.º 022/1998, Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação Infantil. Brasília, DF, 1998.
Brasil. MEC. Referencial curricular nacional para a educação infantil / Ministério
da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. — Brasília:
MEC/SEF, 1998.
CRAIDY, Carmem Maria, KAERCHER, Gládis Elise P. da Silva (orgs). Educação
Infantil: Pra que te quero? Porto Alegre: Artmed, 2001.
KRAMER, Sonia. O papel social da educação infantil. Disponível em
http://dc.itamaraty.gov.br/imagens-e-textos/revista7-mat8.pdf. Acesso em
12/04/2016.
SANTOS, Claudinéia Roque Maciel. O cuidar, o brincar e o educar na prática
pedagógica. Disponível em http://www.webartigos.com/artigos/o-cuidar-o-brincar-e-
o-educar-na-pratica-pedagogica/116441/#ixzz4683hLDbx. Publicado em 08 de
dezembro de 2013 Acesso em 16/04/2016.
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  • 1. O BRINCAR NO BERÇÁRIO: ENTRE O CUIDAR E O EDUCAR, A LUDICIDADE Jéssica Dalcyane Menezes Barbosa – jessica_dmb@hotmail.com Jucilene Fonseca – jucilene1510@hotmail.com Nair Maria de Oliveira – nairmdoliveira@hotmail.com Omep – Iems Eixo temático: Educação da infância: brincar e criar nos espaços institucionais. Categoria: Comunicação Oral RESUMO: Como e por que os bebês brincam? Qual a relevância desse brincar para o desenvolvimento da criança? Estas foram as questões que motivaram o presente estudo, que surgiu a partir da prática cotidiana enquanto educadoras de uma turma de berçário, e que nos fez refletir sobre a importância desse brincar e da ludicidade, pautando-as sobre a dicotomia do cuidar/educar nas creches. Faz-se um breve relato da história da educação infantil em nosso país, quais as principais leis que defenderam o direito da criança de zero a cinco anos à educação, seguida do debate sobre o educar e o cuidar. Por último, conceitua-se brincadeira, falando sobre as práticas brincantes dos bebês e como esses brincam. A pesquisa foi desenvolvida sob a abordagem qualitativa e está embasada teoricamente em Kramer, Craidy & Kaercher, entre outros pesquisadores que estudaram e estudam essa temática. Palavras-chave: brincadeiras; educação infantil; práticas pedagógicas.
  • 2. O BRINCAR NO BERÇÁRIO: ENTRE O CUIDAR E O EDUCAR, A LUDICIDADE 1. Introdução A brincadeira deve ser considerada por nós, professores, como essencial para o desenvolvimento saudável da criança, e é de suma importante que a criança tenha tempo disponível para brincar, para a livre expressão de sua criatividade nos jogos e brincadeiras de faz-de-conta. Percebe-se que, nos dias de hoje, as crianças estão cada vez mais ocupadas com afazeres programados pelos pais, aulas disso, aulas daquilo, esportes, entre outros afazeres escolhidos pelos pais para manterem a criança ocupada, e com isso, o tempo reservado ao brincar está cada vez mais escasso. Assim pensando, cabe aos espaços de educação infantil oportunizar esses momentos de brincadeiras aos pequenos. Mas, e os bebês, brincam de que? Essa foi a questão que motivou o presente estudo, e surgiu da prática cotidiana como educadoras do berçário em uma instituição de educação infantil. As relações cuidar e educar também são privilegiadas neste estudo, entendendo-as como práticas indissociáveis e previstas no RCNEI (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil). Faz-se também reflexões sobre a prática pedagógica com bebês, de como brincam e se desenvolvem a partir das brincadeiras e da ludicidade. 2. Os aspectos legais A educação infantil, durante um longo período de tempo, foi considerada como meramente assistencialista. A partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. º 9.304/96), passou a ser considerada como primeira etapa da educação básica. A criança passou a ser considerada como um cidadão em nossa sociedade, sujeito de direitos, e o acesso à Educação Infantil é um desses direitos. Mas ainda em nossos dias a educação infantil, principalmente na faixa etária de 0 a 3 anos de idade, denominada creche, ainda apresenta muitas características desse caráter assistencialista, e grandes debates surgem por vários pesquisadores sobre a dicotomia cuidar/educar na educação infantil. Segundo Kramer (online,1999, p. 1) No Brasil, creche e pré-escola são diferenciadas ora pela idade das crianças - (a creche atenderia crianças de 0 a 3 anos e a pré-escola de 4 a 6); ora pelo modo de funcionamento (a creche teria atuação em horário integral e a pré-escola meio período); ora pela instância administrativa a que se vincula (a creche se subordinaria às
  • 3. instituições médicas ou assistenciais, a pré-escola à educação). (http://dc.itamaraty.gov.br/imagens-e-textos/revista7-mat8.pdf) Esse caráter assistencialista está diretamente ligado aos caminhos percorridos pela educação da infância em nosso pais, desde os primórdios, e surgiu da necessidade das mães que começaram a adentrar o mercado de trabalho e precisavam de um espaço onde pudessem deixar os filhos pequenos durante o tempo em que estivessem fora, e que atendesse às suas necessidades básicas de guarda e higiene dos pequenos. As principais mudanças nesse cenário educacional iniciaram-se com a Constituição Federal de 1988 com a tomada de consciência por parte da população que passou a lutar por seus direitos e inclusive teve papel central numa das maiores conquistas da educação infantil, ou seja, “do direito à educação de todas as crianças de 0 a 6 anos e do dever do Estado de oferecer creches e pré-escolas para tornar fato este direito”. (KRAMER, 1999). Além da constituição, também a LDB/96 e o Estatuto da Criança e do Adolescente vieram assegurar alguns dos direitos básicos da criança de zero a seis anos. Craidy & Kaercher (2001) complementam essa fala dizendo que de acordo com a Constituição “as creches e pré-escolas são direito tanto das crianças quanto de seus pais e reafirma-se que as mesmas são instituições de caráter educacional e não simplesmente assistenciais como muitas vezes foram consideradas. ” Segundo a LDB, como instituições de caráter educativo, creches e pre- escolas devem elaborar o seu plano pedagógico com a participação de seus educadores. Após, seguiram-se outros documentos oficiais do MEC, entre eles, as Diretrizes Curriculares, que preveem, entre outras, as condições de funcionamento das instituições de educação infantil para que as crianças tenham respeitados os seus direitos sociais, e que fizeram avançar, em nosso país, as políticas de atendimento e otimização para essa etapa de educação; o Referencial Curricular, dividido em três volumes, instrumentalizou os educadores na prática educativa cotidiana com as crianças em creches e em pré-escolas, respeitando-se a diversidade cultural do país e os estilos pedagógicos dos profissionais; a Política Nacional de Educação Infantil vem estabelecer a construção coletiva das políticas públicas para a educação infantil; e, por último, mas não menos importante, estão os Critérios para um Atendimento em Creches e Pré-Escolas, que vieram apresentar alguns critérios relativos à organização e ao funcionamento das creches, além de
  • 4. definir diretrizes, normas e sistemas de financiamentos das instituições de educação infantil. A partir dessas leis e desses documentos, as instituições de educação infantil em funcionamento passam a ter a criança como centro do processo de ensino, não como mero espectador, mas como sujeito desse processo, visando o pleno desenvolvimento dessa criança, em todos os seus aspectos, com práticas pedagógicas pensadas e planejadas a partir do interesse da criança. 3. O cuidar e o educar O Referencial Currricular Nacional para a Educação Infantil (1998) em seu volume 1, define que educar significa: [...] propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. Neste processo, a educação poderá auxiliar o desenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, afetivas, emocionais, estéticas e éticas, na perspectiva de contribuir para a formação de crianças felizes e saudáveis. (p. 23) Mas muitas vezes, nas instituições de educação infantil, essa relação cuidar/educar tem sido motivo de constantes debates, pois ainda hoje têm-se a ideia de que cuidar e educar são atividades distintas e, portanto, desempenhadas por diferentes profissionais, nesse caso, o educar seria tarefa do professor, enquanto cuidar ficaria a cargo do recreador (principalmente nas creches). Craidy & Kaercher, sobre essa dicotomia cuidar e educar afirmam que: [...] A dicotomia, muitas vezes vividas entre cuidar e o educar deve começar a ser desmistificada. Todos os momentos podem ser pedagógicos e de cuidados no trabalho com crianças de 0 a 5 anos. Tudo dependerá da forma como se pensam e se procedem as ações. Ao promovê-las proporcionamos cuidados básicos ao mesmo tempo em que atentamos para a construção da autonomia, dos conceitos, das habilidades, do conhecimento físico e social. (CRAIDY E KAERCHER, 2001, p. 70) Assim, deve-se pensar o cuidar e o educar como práticas indissociáveis, não como duas situações distintas na instituição educativa, mas como instrumento pedagógico, para formar novas atitudes por parte dos educadores da infância, pois: Ao considerarmos que a educação infantil envolve simultaneamente cuidar e educar, vamos perceber que esta forma de concebê-la vai ter consequências profundas na organização das experiências que
  • 5. ocorrem nas creches e pré-escolas, dando a elas características que vão marcar sua identidade como instituições que são diferentes da família, mas também da escola (aquela voltada para as crianças maiores de sete anos). Enquanto se mantiver a confusão de papéis que vê na família ou na escola os modelos a serem seguidos, quem perde é a criança. (Craidy & Kaercher, 2001, p. 17). É preciso romper com essas ideias de que creche é para cuidar e pré-escola para educar, se quisermos mudar essa visão assistencialista da educação infantil. Quando falamos em brincar, educar e cuidar de crianças pequenas deve-se ter um conhecimento considerável da necessidade de cada uma delas, isso significa conhecer a criança, a família, as características e a fase de desenvolvimento em que ela se encontra, e assim compreender quais são as formas corretas de um trabalho que possa contribuir para a formação dessa criança. Segundo o RCNEI, A intervenção do professor é necessária para que, na instituição de educação infantil, as crianças possam, em situações de interação social ou sozinhas, ampliar suas capacidades de apropriação dos conceitos, dos códigos sociais e das diferentes linguagens, por meio da expressão e comunicação de sentimentos e idéias, da experimentação, da reflexão, da elaboração de perguntas e respostas, da construção de objetos e brinquedos etc. Para isso, o professor deve conhecer e considerar as singularidades das crianças de diferentes idades, assim como a diversidade de hábitos, costumes, valores, crenças, etnias etc. das crianças com as quais trabalha respeitando suas diferenças e ampliando suas pautas de socialização. (1998, p. 30) É imprescindível que os educadores infantis exerçam um vasto trabalho para informar à sociedade que o “brincar” não é uma perda de tempo, mas um processo pelo qual a criança deve passar. A introdução de brinquedos e brincadeiras na educação infantil esclarece o que a criança pensa e quem ela é, pois o brincar é muito importante nessa idade. A criança, mesmo pequena, sabe tomar decisões, escolher o que quer fazer, interagir com as pessoas, expressar o que sabe fazer e mostrar, em seus gestos, em um olhar ou em uma palavra, como é capaz de compreender o mundo. Uma das coisas de que a criança mais gosta é o brincar, que é uma ação livre, que acontece a qualquer hora, iniciada e direcionada pela criança, sendo prazerosa, relaxante e envolvente, ensinando regras, linguagens, o poder de tomar decisões, expressar sentimentos e valores, conhecer a si, aos outros e o mundo, desenvolvendo habilidades através dos movimentos do corpo, dos sentidos e
  • 6. introduzindo a criança no mundo imaginário e criativo, além de ser um dos seus direitos. Temos clareza de que a opção pelo brincar é de extrema importância em todas as fases da educação infantil. Sob a perspectiva pedagógica, o desenvolvimento integrado da criança com base em concepções e a realidade de cada uma delas, o brincar, o cuidar e o educar devem estar em constante observação, trazendo as mudanças e as transformações que ocorrem ao longo do tempo, mas sobretudo, tendo como centro a criança em sua singularidade. [...] cuidar da criança é sobretudo dar atenção a ela como pessoa que está num contínuo crescimento e desenvolvimento, compreendendo sua singularidade, identificando e respondendo às suas necessidades. Isto inclui interessar-se sobre o que a criança sente, pensa, o que ela sabe sobre si e sobre o mundo, visando à ampliação deste conhecimento e de suas habilidades, que aos poucos a tornarão mais independente e mais autônoma.(RCNEI, 1998, p. 25) O professor de educação infantil tem o papel de explicitar que a brincadeira é essencial na estruturação, na oportunização, na intervenção, na observação, no favorecimento do desenvolvimento da criança como um todo. (Santos, 2013). A brincadeira é, sem dúvida, uma ação educativa para infância e na Educação Infantil deve ser considerada como tal, o educador deve proporcionar o brincar todos os dias, em formatos diferenciados e de forma livre ou dirigida, observando e participando. A brincadeira deve ser considerada por nós, professores, como essencial para o desenvolvimento saudável da criança, e, enquanto educadores, devemos entender que, quando brincamos e cuidamos, estamos educando, e é nessa perspectiva que devemos auxiliar a criança na construção de seus conhecimentos, entendendo a indissociabilidade do cuidar e educar, pois isso significa que a criança está sendo compreendida como cidadã em processo de desenvolvimento pleno, coerente e efetivo. 4. Os bebês brincam e interagem com seus pares Brincadeira é a ação de brincar, entreter e distrair, sabe-se que a criança quando brinca desenvolve o imaginário, compreende regras e em alguns jogos aprendem a criar estratégias, são muitos os benefícios do brincar em qualquer
  • 7. idade. Existem também os brinquedos educativos, neles se encontra um valioso recurso, traz prazer e ao mesmo tempo ensina as formas, cores, números, encaixe, tamanhos, alfabeto, entre outros. É de suma importante que a criança tenha tempo disponível para brincar, ao contrário do que vem acontecendo nos dias de hoje, onde crianças estão cada vez mais ocupadas com afazeres como natação, aulas de reforço entre outros ficando sem tempo para ela mesma. Crianças que são privadas do brincar se tornam adultos com dificuldades, serão pouco curiosas e em alguns casos medrosas, a coordenação motora prejudicada e também questões nas emocionais. Craidy & Kaercher afirmam que: A criança expressa-se pelo ato lúdico e é através desse ato que a infância carrega consigo as brincadeiras. Elas perpetuam e renovam a cultura infantil, desenvolvendo formas de convivência social, modificando-se e recebendo novos conteúdos, a fim de se renovar a cada nova geração. É pelo brincar e repetir a brincadeira que a criança saboreia a vitória da aquisição de um novo saber fazer, incorporando-o a cada novo brincar. (Craidy & Kaercher, 2001, p. 102) Vimos que a brincadeira tem a função lúdica e também educativa onde oportuniza a diversão, conhecimento e apreensão de mundo, e é importante que o professor de educação infantil proporcione momentos para a brincadeira livre e espontânea dos bebes, conforme Craidy & Kaercher,(2001, p. 96) e que estes “estejam previstos na rotina escolar períodos de tempo consideráveis destinados ao jogo livre, permitindo, assim, que as crianças interajam entre si e com os objetos de forma espontânea.” Mas e os bebês, brincam do quê? Os bebês brincam e se divertem nos momentos que resolvem situações de conflitos, gostam de explorar todo o ambiente e mexer em tudo que está ao seu alcance, é assim que aprende a dominar seus limites do corpo e mundo exterior. E nesse momento é primordial que o professor seja o mediador entre a criança e o mundo, auxiliando, organizando e propiciando esse contato e interação entre a criança e o ambiente: É o adulto, na figura do professor, portanto, que, na instituição infantil, ajuda a estruturar o campo das brincadeiras na vida das crianças. Conseqüentemente é ele que organiza sua base estrutural, por meio da oferta de determinados objetos, fantasias, brinquedos ou jogos, da delimitação e arranjo dos espaços e do tempo para brincar. (RCNEI, p. 28)
  • 8. É comum ver os pequenos jogar os brinquedos por diversas vezes, nesse momento brinca de perder e recuperar, uma outra forma de se divertir na rotina é o famoso “Cadê? Achou!!!” que é bem-vindo a qualquer hora, este passa para criança segurança pois ela percebe que o responsável some porém logo aparece. Sobre a imitação, Craidy & Kaercher, destacando as ideias de Vigotsky, afirma que: Para Vigotsky a imitação é uma situação muito utilizada pelas crianças, porém não deve ser entendida como mera cópia de um modelo, mas uma reconstrução individual daquilo que é observado nos outros. Dessa forma, é importante salientar que as crianças também aprendem com crianças, em situações informais de aprendizado, por exemplo. É comum vermos o quanto as crianças aprendem a montar e desmontar brinquedos, ou mesmo a andar de bicicleta ou de patins, a partir da observação de outros colegas. (2001, p. 30) No IEMS Instituto Marisa Serrano na sala do Berçário A diariamente os bebês recebem diferentes tipos de matériais para a apreciação e manipulação. Certo dia o aluno cujo o pseudônimo I.J.S sempre que recebe a bola fica visivelmente muito feliz e vai atrás da bola arriscando seus primeiros movimentos para engatinhar, ao longo dos dias o mesmo já se movimenta com agilidade gatinhando e buscando tudo o que gosta, um outro dia I.J.S em uma aula sobre sustentabilidade foi apresentado uma lata dessas de leite em pó e logo o fez de tambor. Uma outra aluna M.F leva para o instituto todos os dias uma pequena boneca de pano onde abraça forte e fica por algum tempo observando como se fossem mãe e filha. H.M. gosta de brincar de se esconder, vai engatinhando pela sala e entra atrás de móveis e sorri quando o encontramos. Outra brincadeira da qual gosta é de escalar as paredes com as mãozinhas, apóia-se na parede e vai subindo até ficar de pé, após volta a descer pela parede até sentar-se no chão. Percebemos que ele sente-se desafiado a levantar-se, pois ainda não anda e esse desafio torna-se uma brincadeira para ele. K.H. tem uma pequena bola de borracha, ela é seu objeto inseparável, ele a lança e busca, mas não a perde de vista. Esse brincar espontâneo dos bebes evidencia o que já foi dito antes, é a forma como eles aprendem e apreendem o mundo a sua volta, a forma como se expressam e interagem com o ambiente e com os coleguinhas. Nas atividades diárias nota-se que por meio do brincar os pequenos buscam os amigos fazendo que interajam com seus pares e dividam os brinquedos, essa socialização torna-se um momento enriquecedor, permitindo que cresçam e
  • 9. tornem-se adultos capazes de compreender e modificar o mundo no qual vivemos. No momento do banho a maioria das crianças perdem possíveis medo do banho quando este momento se transforma em oportunidade de brincadeiras e aprendizado, as professoras enquanto fazem a higiene conversam com as crianças apresentando a parte do corpo “...agora é a hora de lavar seus pés” e também deixa que as crianças manipulem a mangueira do chuveiro se divertindo por que o banho não precisa ser lembrado por nenhuma criança como algo ruim e corriqueiro. Aliás todos os momentos devem ser permeados de significado e previamente planejado. 5. Considerações finais Vimos que por meio do brincar, os bebes expressam seus medos e angústias, prazer e alegria. Embora saiba-se da importância do brincar, percebe-se que o tempo reservado para as brincadeiras está cada vez mais escasso, tanto dentro como fora das instituições de educação infantil, nesse sentido o professor deve criar estratégias e momentos que permitem esse brincar da criança. As experiências citadas reforçam todo o presente argumento, provando que cada brincadeira é relevante, e que o brincar no berçário está ligado com o educar e cuidar desde que seja com ludicidade, proporcionando aprendizado de forma prazerosa. Por meio da pesquisa, percebemos quão importante é o olhar atento do professor para todas as atividades envolvidas na rotina da criança, pois planejar cada momento faz com que este seja significativo e pleno de aprendizado. Referências: BRASIL. Constituição Federal. Brasília, DF, 1998. BRASIL – MEC. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Bras[ilia, DF, 1996. BRASIL. Estatuto da criança e do adolescente: Lei federal nº 8069, de 13 de julho de 1990. Rio de Janeiro: Imprensa Oficial, 2002. BRASIL – MEC. Política Nacional de Educação Infantil. Brasília, DF: MEC, 2006. BRASIL – MEC. Critérios para um atendimento em creches que respeite os direitos fundamentais das crianças. Brasília, DF, 2009. BRASIL – MEC. Parecer
  • 10. n.º 022/1998, Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília, DF, 1998. Brasil. MEC. Referencial curricular nacional para a educação infantil / Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. — Brasília: MEC/SEF, 1998. CRAIDY, Carmem Maria, KAERCHER, Gládis Elise P. da Silva (orgs). Educação Infantil: Pra que te quero? Porto Alegre: Artmed, 2001. KRAMER, Sonia. O papel social da educação infantil. Disponível em http://dc.itamaraty.gov.br/imagens-e-textos/revista7-mat8.pdf. Acesso em 12/04/2016. SANTOS, Claudinéia Roque Maciel. O cuidar, o brincar e o educar na prática pedagógica. Disponível em http://www.webartigos.com/artigos/o-cuidar-o-brincar-e- o-educar-na-pratica-pedagogica/116441/#ixzz4683hLDbx. Publicado em 08 de dezembro de 2013 Acesso em 16/04/2016. KISCHIMOTO,