PIS/COFINS: Sistemáticas 
cumulativa e não cumulativa 
Antonio Lopes Sampaio 
antonio@sampaio.cc
Objetivos 
Compreender o conceito de tributação 
indireta 
Entender as sistemáticas de tributação 
cumulativa e não cumula...
Tributação indireta 
• Tributação indireta 
– Método de tributação em que o tributo é recolhido 
por um intermediário da p...
Exemplo: Tributação não 
cumulativa (I) 
Etapa1: 
Fabricante 
• Preço de 
venda: 
R$ 100 
Etapa 2: 
Revendedor 
Atacadista...
Exemplo: Tributação não 
cumulativa (II) 
Sistemática de tributação cumulativa 
Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 
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Exemplo: Tributação não 
cumulativa (III) 
Sistemática de tributação não cumulativa 
Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 
Base de cálc...
Exemplo: Tributação não 
cumulativa (IV) 
60% 
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CARGA TRIBUTÁRIA FINAL 
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Tributação não cumulativa: 
prós e contras 
Aspectos positivos 
• Evita a verticalização 
artificial dos agentes 
econômic...
PIS/COFINS: Histórico dos 
modelos de tributação (I) 
1998 
MP nº 1.724, 
convertida em Lei nº 
9.718, introduz o 
PIS/Pas...
PIS/COFINS: Histórico dos 
modelos de tributação (II) 
• Exposição de Motivos – MP nº 66/2002 
(PIS/Pasep): 
– “A proposta...
PIS/COFINS: Histórico dos 
modelos de tributação (III) 
• Exposição de Motivos – MP nº 135/2003 
(COFINS): 
– “O principal...
PIS/COFINS: Regime 
cumulativo (I) 
• Base de cálculo: Receita bruta 
– Até maio/2009 (inclusive): “Totalidade das 
receit...
PIS/COFINS: Regime 
cumulativo (II) 
• Base de cálculo: Receita bruta 
– Com as alterações da Lei nº 12.973, a partir do a...
PIS/COFINS: Regime 
cumulativo (III) 
• Exclusões da base de cálculo: 
– Vendas canceladas 
– Descontos incondicionais con...
PIS/COFINS: Regime 
cumulativo (IV) 
• Alíquotas gerais: 
– PIS: 0,65% 
– COFINS: 3% 
• Para alguns setores, a tributação ...
PIS/COFINS: Regime 
cumulativo – Exemplo 
Premissas financeiras 
Receita bruta total R$ 350.000 
Receitas bruta de 
R$ 300...
PIS/COFINS: Regime não 
cumulativo (I) 
• Base de cálculo: Receita bruta 
– “Total das receitas auferidas no mês pela 
pes...
PIS/COFINS: Regime não 
cumulativo (II) 
• Exclusões da base de cálculo: 
– As exclusões permitidas pelo regime cumulativo...
PIS/COFINS: Regime não 
cumulativo (III) 
• Alíquotas gerais: 
– PIS: 1,65% 
– COFINS: 7,6% 
• Para compensar os débitos d...
PIS/COFINS: Regime não 
cumulativo (IV) 
• Créditos expressamente permitidos: 
– Bens adquiridos para revenda 
– Bens e se...
PIS/COFINS: Regime não 
cumulativo (V) 
• Créditos expressamente permitidos (continuação): 
– Edificações e benfeitorias e...
PIS/COFINS: Regime não 
cumulativo (VI) 
• Regimes de tributação “paralelos”: 
– Tributação monofásica 
– Receitas exclusi...
PIS/COFINS: Regime não 
cumulativo (VII) 
• Crédito sobre ativo imobilizado: 
– Com base na depreciação 
– Apenas para máq...
PIS/COFINS: Regime não 
cumulativo (VIII) 
• Apuração e recolhimento: 
– Igual ao regime cumulativo 
• Mensal 
• Feito de ...
PIS/COFINS: Regime não 
cumulativo – Exemplo (I) 
Premissas financeiras 
Receitas bruta de 
vendas de mercadorias 
R$ 300....
PIS/COFINS: Regime não 
cumulativo – Exemplo (II) 
Premissas financeiras 
Receitas bruta de 
vendas de mercadorias 
R$ 300...
Fontes da contabilidade 
dos tributos indiretos 
• A contabilidade de tributos indiretos têm 
como principais referências:...
Receitas (I) 
• Pronunciamento CPC 30 (R1) – Receitas: 
– 7. (...) Receita é o ingresso bruto de benefícios econômicos 
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Receitas (II) 
• Instrução Técnica IBRACON nº 1/2004: 
– “Esses tributos [PIS/Pasep e COFINS] devem ser 
registrados nos d...
Receitas (III) 
• Racional: 
– As receitas de vendas 
devem ser reajustadas 
(para baixo) a fim de que 
seja refletida a p...
Compra de insumos (I) 
• Pronunciamento CPC 16 (R1) – Estoques: 
– O custo de aquisição dos estoques compreende 
o preço d...
Compra de insumos (II) 
• Racional: 
– Os estoques devem ser 
contabilizados líquidos de 
tributos recuperáveis. 
Todos os...
Ativo Imobilizado (I) 
• Pronunciamento CPC 27 – Ativo Imobilizado: 
– 16. O custo de um item do ativo imobilizado compree...
Ativo Imobilizado (II) 
• Racional: 
– O ativo imobilizado é 
contabilizado líquido do valor de 
créditos recuperáveis, qu...
Ativo Imobilizado (III) 
Ativo Imobilizado 
(A) 90.750 
PIS/COFINS a recuperar (AC) 
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Apuração (Fechamento) 
• Racional: 
– O passivo de 
PIS/COFINS será 
abatido pelos créditos já 
contabilizados no ativo e ...
Efeitos na Demonstração 
de Resultado 
Demonstração de Resultado (R$) 
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  1. 1. PIS/COFINS: Sistemáticas cumulativa e não cumulativa Antonio Lopes Sampaio antonio@sampaio.cc
  2. 2. Objetivos Compreender o conceito de tributação indireta Entender as sistemáticas de tributação cumulativa e não cumulativa Aprender a apurar e a contabilizar o PIS/Pasep e a COFINS
  3. 3. Tributação indireta • Tributação indireta – Método de tributação em que o tributo é recolhido por um intermediário da pessoa que assume o ônus tributário final (por exemplo, o consumidor). – Normalmente incide sobre transações • Transação: intercâmbio econômico entre agentes – Comumente utilizada como instrumento de política econômica – Podem apresentar efeitos cumulativos ou não cumulativos
  4. 4. Exemplo: Tributação não cumulativa (I) Etapa1: Fabricante • Preço de venda: R$ 100 Etapa 2: Revendedor Atacadista • Preço de venda: R$ 200 Etapa 3: Revendedor Varejista • Preço de venda: R$ 300 Consumidor Final Imposto de 10% sobre o preço de todas as vendas
  5. 5. Exemplo: Tributação não cumulativa (II) Sistemática de tributação cumulativa Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 Base de cálculo (R$) 100 200 300 Imposto nominal (10%) 10 20 30 Crédito (R$) - - - Imposto efetivo (R$) 10 20 30 Carga tributária 10 30 60 acumulada (R$) Carga tributária acumulada (% preço) 10% 15% 20% Carga tributária crescente a cada etapa
  6. 6. Exemplo: Tributação não cumulativa (III) Sistemática de tributação não cumulativa Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 Base de cálculo (R$) 100 200 300 Imposto nominal (10%) 10 20 30 Crédito (R$) - (10) (20) Imposto efetivo (R$) 10 10 10 Carga tributária 10 20 30 acumulada (R$) Carga tributária acumulada (% preço) 10% 10% 10% Carga tributária estável
  7. 7. Exemplo: Tributação não cumulativa (IV) 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 CARGA TRIBUTÁRIA FINAL NÚMERO DE ETAPAS NA CADEIA PRODUTIVA Não cumulativo Cumulativo
  8. 8. Tributação não cumulativa: prós e contras Aspectos positivos • Evita a verticalização artificial dos agentes econômicos • Estabiliza a carga tributária incidente para o mercado consumidor Aspectos Negativos • Maior necessidade de controle • Distorções sistemáticas eventualmente causadas por desonerações na cadeia produtiva
  9. 9. PIS/COFINS: Histórico dos modelos de tributação (I) 1998 MP nº 1.724, convertida em Lei nº 9.718, introduz o PIS/Pasep e a COFINS calculados sobre o faturamento 2000 Introdução do regime de tributação monofásico pela Lei nº 10.147 2002 Introdução do regime não cumulativo para o PIS/Pasep pela MP nº66, convertida em Lei nº 10.637 2003 Replicado o modelo de não cumulatividade para a COFINS pela MP nº 135, convertida em Lei nº 10.833
  10. 10. PIS/COFINS: Histórico dos modelos de tributação (II) • Exposição de Motivos – MP nº 66/2002 (PIS/Pasep): – “A proposta, de plano, dá curso a uma ampla reestruturação na cobrança das contribuições sociais incidentes sobre o faturamento. Após a instituição da cobrança monofásica em vários setores da economia, o que se pretende, na forma desta Medida Provisória, é, gradualmente, proceder-se à introdução da cobrança em regime de valor agregado – inicialmente com o PIS/Pasep para, posteriormente, alcançar a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).”
  11. 11. PIS/COFINS: Histórico dos modelos de tributação (III) • Exposição de Motivos – MP nº 135/2003 (COFINS): – “O principal objetivo das medidas ora propostas é o de estimular a eficiência econômica, gerando condições para um crescimento mais acelerado da economia brasileira nos próximos anos. Neste sentido, a instituição da Cofins não-cumulativa visa corrigir distorções relevantes decorrentes da cobrança cumulativa do tributo, como por exemplo a indução a uma verticalização artificial das empresas, em detrimento da distribuição da produção por um número maior de empresas mais eficientes – em particular empresas de pequeno e médio porte, que usualmente são mais intensivas em mão de obra.”
  12. 12. PIS/COFINS: Regime cumulativo (I) • Base de cálculo: Receita bruta – Até maio/2009 (inclusive): “Totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas.” (Art. 2º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998) – Junho/2009 a Dezembro/2014: “A receita bruta das vendas e serviços compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria e o preço dos serviços prestados.” (Art. 12 do Decreto-Lei nº 1.598/1977)
  13. 13. PIS/COFINS: Regime cumulativo (II) • Base de cálculo: Receita bruta – Com as alterações da Lei nº 12.973, a partir do ano-calendário 2015 (ou 2014, para optantes), a receita bruta passa a compreender: • O produto da venda de bens nas operações de conta própria; • O preço da prestação de serviços em geral; • O resultado auferido nas operações de conta alheia; e • As receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica não compreendidas nos itens anteriores – Lei nº 12.973: Na receita bruta não se incluem os tributos não cumulativos cobrados, destacadamente, do comprador ou contratante pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de mero depositário. • IPI e ICMS-ST
  14. 14. PIS/COFINS: Regime cumulativo (III) • Exclusões da base de cálculo: – Vendas canceladas – Descontos incondicionais concedidos – IPI e ICMS-ST (impostos cobrados “por fora”) – Reversões de provisões – Recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas – Resultado do método de equivalência patrimonial – Receitas decorrentes da venda de bens do ativo não circulante, classificado como investimento, imobilizado ou intangível – Deságio na transferência onerosa de créditos de ICMS – A receita reconhecida pela construção, recuperação, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, cuja contrapartida seja ativo intangível representativo de direito de exploração, no caso de contratos de concessão de serviços públicos (a partir de 2015)
  15. 15. PIS/COFINS: Regime cumulativo (IV) • Alíquotas gerais: – PIS: 0,65% – COFINS: 3% • Para alguns setores, a tributação é monofásica – Importador ou fabricante é onerado por alíquota maior – Atividades de revenda são tributadas por alíquota 0%. • Apuração e recolhimento: – Mensal – Feito de forma centralizada, pela matriz – Prazo: até último dia útil do 2º decêndio subsequente ao mês de ocorrência dos fatos geradores
  16. 16. PIS/COFINS: Regime cumulativo – Exemplo Premissas financeiras Receita bruta total R$ 350.000 Receitas bruta de R$ 300.000 vendas de mercadorias IPI s/ vendas R$ 60.000 Descontos incondicionais R$ 20.000 concedidos Descontos condicionais concedidos R$ 7.000 Receita com a venda de veículo próprio R$ 50.000 Apuração (R$) Receita bruta total 350.000 (-) IPI s/ vendas (60.000) (-) Descontos (20.000) incondicionais (-) Venda de veículo próprio (50.000) Base de cálculo 220.000 PIS (0,65%) 1.430 COFINS (3%) 6.600 Total PIS/COFINS 8.030
  17. 17. PIS/COFINS: Regime não cumulativo (I) • Base de cálculo: Receita bruta – “Total das receitas auferidas no mês pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil” (Leis nº 10.637 e nº 10.833 – Art. 1º) – Diferentemente da sistemática cumulativa, este conceito compreende as receitas financeiras • Exemplos de receitas financeiras: juros, descontos obtidos e variações cambiais.
  18. 18. PIS/COFINS: Regime não cumulativo (II) • Exclusões da base de cálculo: – As exclusões permitidas pelo regime cumulativo – Lucros e dividendos derivados de participações societárias – A partir de 2015 (ou 2014, para optantes da Lei nº 12.973): • Financeiras decorrentes de ajuste a valor presente (AVP) • Ganhos decorrentes da avaliação de ativo e passivo com base no valor justo • Receitas de subvenções para investimento concedidas como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos e de doações feitas pelo poder público. • Receitas decorrentes de isenção ou redução apurada por meio do lucro da exploração • Prêmios da emissão de debêntures
  19. 19. PIS/COFINS: Regime não cumulativo (III) • Alíquotas gerais: – PIS: 1,65% – COFINS: 7,6% • Para compensar os débitos do período, pode ser apurado crédito sobre determinados encargos incorridos pelo contribuinte, apurado pela aplicação das alíquotas de 1,65% e 7,6% • Créditos expressamente proibidos: – Decorrentes de pagamentos realizados a pessoas físicas – Relativos a operações de aquisição que não foram oneradas por PIS/COFINS • Créditos não aproveitados em um mês podem ser aproveitados em meses subsequentes (“crédito acumulado”)
  20. 20. PIS/COFINS: Regime não cumulativo (IV) • Créditos expressamente permitidos: – Bens adquiridos para revenda – Bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda – Energia elétrica e energia térmica, inclusive sob a forma de vapor, consumidas nos estabelecimentos da pessoa jurídica – Aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa – Valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica não incluída no SIMPLES – Máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para locação a terceiros, ou para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços
  21. 21. PIS/COFINS: Regime não cumulativo (V) • Créditos expressamente permitidos (continuação): – Edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da empresa – Bens recebidos em devolução cuja receita de venda tenha integrado faturamento tributado do mês ou de mês anterior – Armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, quando o ônus for suportado pelo vendedor – Vale-transporte, vale-refeição ou vale-alimentação, fardamento ou uniforme fornecidos aos empregados por pessoa jurídica que explore as atividades de prestação de serviços de limpeza, conservação e manutenção.
  22. 22. PIS/COFINS: Regime não cumulativo (VI) • Regimes de tributação “paralelos”: – Tributação monofásica – Receitas exclusivamente sujeitas ao regime cumulativo (art. 10 da Lei nº 10.833) • O crédito, caso o contribuinte apure receitas nas sistemáticas cumulativa e não cumulativa, deve ser calculado por: – Apropriação direta – Rateio proporcional • Créditos x [Receitas no reg. não cumulativo] / [Total receitas]
  23. 23. PIS/COFINS: Regime não cumulativo (VII) • Crédito sobre ativo imobilizado: – Com base na depreciação – Apenas para máquinas e equipamentos: • Com base no custo de aquisição (48 parcelas mensais) • Imediato (Lei nº 11.774, com alterações da Lei nº 12.546) • Estoque de abertura: – Na transição da sistemática cumulativa para a não cumulativa, pode ser apurado crédito presumido sobre o valor dos estoques – O crédito é determinado pela aplicação das alíquotas de 0,65% (PIS) e 3% (COFINS) sobre o valor dos estoques – O crédito será aproveitado em 12 parcelas iguais no transcurso de 12 meses
  24. 24. PIS/COFINS: Regime não cumulativo (VIII) • Apuração e recolhimento: – Igual ao regime cumulativo • Mensal • Feito de forma centralizada, pela matriz • Prazo: até último dia útil do 2º decêndio subsequente ao mês de ocorrência dos fatos geradores
  25. 25. PIS/COFINS: Regime não cumulativo – Exemplo (I) Premissas financeiras Receitas bruta de vendas de mercadorias R$ 300.000 IPI s/ vendas R$ 60.000 Descontos incondicionais R$ 20.000 concedidos Descontos condicionais concedidos R$ 7.000 Estoques adquiridos no mês R$ 30.000 Depreciação do ativo imobilizado R$ 85.000 Energia elétrica R$ 5.000 Apuração (R$) Receita bruta total (-) IPI s/ vendas (-) Descontos incondicionais Base de cálculo PIS (1,65%) (-) Créditos PIS COFINS (7,6%) (-) Créditos COFINS Total PIS/COFINS
  26. 26. PIS/COFINS: Regime não cumulativo – Exemplo (II) Premissas financeiras Receitas bruta de vendas de mercadorias R$ 300.000 IPI s/ vendas R$ 60.000 Descontos incondicionais R$ 20.000 concedidos Descontos condicionais concedidos R$ 7.000 Estoques adquiridos no mês R$ 30.000 Depreciação do ativo imobilizado R$ 85.000 Energia elétrica R$ 5.000 Apuração (R$) Receita bruta total 300.000 (-) IPI s/ vendas (60.000) (-) Descontos (20.000) incondicionais Base de cálculo 220.000 PIS (1,65%) 3.630 (-) Créditos PIS (1.980) COFINS (7,6%) 16.720 (-) Créditos COFINS (9.120) Total PIS/COFINS 9.250
  27. 27. Fontes da contabilidade dos tributos indiretos • A contabilidade de tributos indiretos têm como principais referências: – Pronunciamento CPC 30: Receitas – Pronunciamento CPC 16: Estoques – Pronunciamento CPC 27: Ativo Imobilizado – Interpretação Técnica IBRACON nº 1/2004 – Futuramente: • Interpretação Técnica ICPC 19: Tributos
  28. 28. Receitas (I) • Pronunciamento CPC 30 (R1) – Receitas: – 7. (...) Receita é o ingresso bruto de benefícios econômicos durante o período observado no curso das atividades ordinárias da entidade que resultam no aumento do seu patrimônio líquido, exceto os aumentos de patrimônio líquido relacionados às contribuições dos proprietários. – 8. Para fins de divulgação na demonstração do resultado, a receita inclui somente os ingressos brutos de benefícios econômicos recebidos e a receber pela entidade quando originários de suas próprias atividades. As quantias cobradas por conta de terceiros – tais como tributos sobre vendas, tributos sobre bens e serviços e tributos sobre valor adicionado não são benefícios econômicos que fluam para a entidade e não resultam em aumento do patrimônio líquido. Portanto, são excluídos da receita.
  29. 29. Receitas (II) • Instrução Técnica IBRACON nº 1/2004: – “Esses tributos [PIS/Pasep e COFINS] devem ser registrados nos diversos grupos de receitas e despesas, a fim de que os correspondentes encargos reflitam a despesa tributária relativa às transações que a geraram e, dessa forma, que a entidade apresente adequadamente a margem bruta, lucro operacional, resultado financeiro e o resultado não-operacional gerado em seu negócio. Assim, por exemplo, no caso da receita de venda, o montante do PIS e da Cofins calculado sobre essa receita deve ser demonstrado como dedução de vendas, os créditos sobre os estoques vendidos como redutor do custo das vendas e os créditos sobre despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos de pessoa jurídica em conta específica redutora dessas despesas, integrando o resultado operacional.”
  30. 30. Receitas (III) • Racional: – As receitas de vendas devem ser reajustadas (para baixo) a fim de que seja refletida a parcela de tributos que será desembolsada. • Contabilização: – Débito: “PIS/COFINS s/ vendas” (Conta redutora de receitas) – Crédito: “PIS/COFINS a recolher” (Passivo) (-) PIS/COFINS s/ vendas (A) 9.250 PIS/COFINS a recolher 9.250 (A)
  31. 31. Compra de insumos (I) • Pronunciamento CPC 16 (R1) – Estoques: – O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aquisição.
  32. 32. Compra de insumos (II) • Racional: – Os estoques devem ser contabilizados líquidos de tributos recuperáveis. Todos os tributos recuperáveis serão um ativos à parte. • Contabilização: – Débito: “PIS/COFINS a recuperar” (Ativo) – Débito: “Estoques” (Ativo) – Crédito: • À vista: Caixa (Ativo) • A prazo: Fornecedores (Passivo) PIS/COFINS a recuperar (A) 9.250 Estoques (A) 90.750 Fornecedores / Caixa 100.000 (A)
  33. 33. Ativo Imobilizado (I) • Pronunciamento CPC 27 – Ativo Imobilizado: – 16. O custo de um item do ativo imobilizado compreende: (a) seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e impostos não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais e abatimentos; (b) quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local e condição necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar da forma pretendida pela administração; (c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de restauração do local (sítio) no qual este está localizado. Tais custos representam a obrigação em que a entidade incorre quando o item é adquirido ou como consequência de usá-lo durante determinado período para finalidades diferentes da produção de estoque durante esse período.
  34. 34. Ativo Imobilizado (II) • Racional: – O ativo imobilizado é contabilizado líquido do valor de créditos recuperáveis, que serão contabilizados como ativos à parte. – Quando a sua recuperação ocorrer em prazo superior a um ano, os créditos devem ser divididos em “circulante” e “realizável a longo prazo” • Contabilização: – Débito: “PIS/COFINS a recuperar” (Ativo) – Débito: “Ativo Imobilizado” (Ativo) – Crédito: • À vista: Caixa (Ativo) • A prazo: Fornecedores (Passivo) PIS/COFINS a recuperar (A) 9.250 Ativo Imobilizado (A) 90.750 Fornecedores / Caixa 100.000 (A)
  35. 35. Ativo Imobilizado (III) Ativo Imobilizado (A) 90.750 PIS/COFINS a recuperar (AC) (A) 2.312,50 PIS/COFINS a recuperar (ARLP) (A) 6.937,50 Fornecedores 100.000 (A) Exemplo Compra de ativo no valor de 100.000 cujos créditos de PIS e COFINS serão recuperados no curso de 48 meses, em parcelas iguais. Realizável em até 1 ano Realizável após 1 ano
  36. 36. Apuração (Fechamento) • Racional: – O passivo de PIS/COFINS será abatido pelos créditos já contabilizados no ativo e que serão realizados no mês. • Contabilização: – Débito: “PIS/COFINS a recolher” (Passivo) – Crédito: “PIS/COFINS a recuperar” (Ativo circulante) PIS/COFINS a recolher (A) 9.250 92.500 S.I. 83.250 S.F. PIS/COFINS a recuperar S.I. 9.250 9.250 (A) - -
  37. 37. Efeitos na Demonstração de Resultado Demonstração de Resultado (R$) Receita bruta total 900.000 (-) PIS/COFINS s/ (83.250) vendas Receita líquida 816.750 (-) CMV (273.000) (-) Descontos e (40.250) abatimentos Lucro bruto 503.000 (-) Depreciação (45.375) Lucro líquido 457.625 • Observações: – O PIS/COFINS sobre vendas corresponde ao débito das contribuições, sem considerar créditos – O efeito de créditos na demonstração do resultado é refletido na redução das despesas, tais como CMV e despesas com depreciação – Em alguns casos, determinadas linhas da DRE estão diretamente relacionadas a itens da apuração e podem ser utilizadas para “cruzamentos”

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