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ANO I – EDIÇÃO Nº 2
NOVEMBRO, 2009

GLAUCOMA
Resumo
O glaucoma é a segunda maior causa de cegueira no mundo. Há
vários tipos de glaucoma, sendo o mais prevalente o glaucoma de
ângulo aberto. O aumento da pressão intraocular (PIO) é o principal
fator de risco para o glaucoma e, atualmente, existem vários tratamentos que vão desde as terapias farmacológicas aos procedimentos
cirúrgicos. As substâncias da classe das prostaglandinas têm seu uso
crescente e preço elevado, apesar de não serem o tratamento de primeira escolha. Dentre os colírios com prostaglandinas disponíveis no
mercado brasileiro temos o travaprosta, o latanoprosta e o bimatoprosta. Eles são eficazes na diminuição da pressão intraocular, embora não haja consenso de superioridade quanto à eficácia ou segurança
entre os medicamentos dessa classe.

A doença
glaucoma é um termo geral para um
grupo de doenças similares. trata-se
de um distúrbio no qual a pressão do
globo ocular aumenta, devido ao acúmulo de humor aquoso (líquido fino
que preenche as câmaras do olho)
lesando o nervo óptico e causando a
perda da visão.
confome já mencionado, há vários
tipos de glaucoma, sendo que o mais
prevalente é o glaucoma primário de
ângulo aberto.
Esse tipo de glaucoma é uma neuropatia óptica crônica, progressiva, que tem
como principal fator de risco o aumento da pressão intraocular, causada pelo
bloqueio dos canais que drenam o fluído dentro do olho e é caracterizada por
alterações típicas do disco óptico e da
camada de fibras nervosas na retina1.

o glaucoma de ângulo aberto provoca a perda gradual da visão. Há alguns sintomas relacionados à perda
da visão que as pessoas podem não
perceber por um longo período.

A perda gradual da visão
é a manifestação mais
comum do glaucoma.

no glaucoma de ângulo fechado
acontece o fechamento da drenagem do líquido dentro do olho (Humor aquoso) com súbito aumento
da pressão intra-ocular gerando sintomas de dores de cabeça, olho vermelho extremamente doloroso, visão
embaçada e que se não tratado ime-

diatamente pode levar a cegueira em
poucas horas.
como já destacado, a pressão intraocular é o principal fator de risco
para o glaucoma. vários estudos populacionais demonstram alta prevalência de glaucoma relacionada ao
aumento da Pio. o comportamento
da Pio varia nas 24 horas, tendendo
a alcançar maiores picos pela manhã,
com redução ao final do dia2.
Estatísticas fornecidas pela oms
em 2002 mostram que o glaucoma
é a segunda causa de cegueira no
mundo, ficando atrás apenas da
catarata. o glaucoma, entretanto,
representa um desafio maior para
a saúde pública do que a catarata,
porque a cegueira causada pelo
glaucoma é irreversível3.

saúdE E Economia | GLAUCOMA

1
Em decorrência da evolução insidiosa e assintomática do glaucoma nos estágios iniciais, seu diagnóstico
é geralmente realizado tardiamente. Para diagnóstico precoce da doença é fundamental
a conscientização da população e dos profissionais de saúde envolvidos no atendimento
oftalmológico.
Estima-se que a prevalência de glaucoma primário de ângulo aberto
(GPAA) em povos de origem européia
seja de 2,42% em pacientes acima de
40 anos, tendo associação positiva e
exponencial com a idade. Nos povos
de origem africana a prevalência de
glaucoma é muito maior e apresenta
relação linear com a idade4.
O glaucoma possui vários métodos
para avaliação e acompanhamento
de sua evolução, destacando-se entre eles: gonioscopia, paquimetria,
curva tensional diária, campo visual
computadorizado, biomicroscopia
de fundo, fotos estereoscópicas de
papila (retinografia colorida) e tomografia de coerência óptica em
3D. Na avaliação da gravidade do
glaucoma são utilizados parâmetros
estruturais derivados da observação
do disco óptico e da camada de fibras nervosas da retina, bem como
parâmetros funcionais derivados da
perimetria computadorizada5.

Como usar
corretamente
o colírio?
•	 Puxe levemente a pálpebra
inferior.
•	 Pingue 1 gota no saco
conjuntival (região que une a
pálpebra ao globo ocular).
•	 Evite pingar no canto interno
do olho, pois o medicamento
será drenado ao nariz, o
que diminui a eficácia do
tratamento.

2

SAÚDE E ECONOMIA | GLAUCOMA

Os tratamentos

O tratamento inicial deverá ser, sempre que possível, clínico. O tratamento cirúrgico é, geralmente, uma
alternativa nos casos de falha, intolerância ou dificuldade em continuar o
tratamento clínico proposto.

São utilizadas para o tratamento do
glaucoma de ângulo primário as seguintes classes de medicamentos:
betabloqueadores (maleato de
timolol, cloridrato de metipranolol,
cloridrato de betaxolol, cloridrato
de levobunolol); simpaticomiméticos (brimonidina); inibidores da
anidrase carbônica (dorzolamida,
brinzolamida, acetozalamida); parassimpaticomiméticos (pilocarpina) e prostaglandinas (latanoprosta, travoprosta, bimatoprosta).

Os objetivos do tratamento
são promover a estabilização,
bem como, retardar ou evitar
o aparecimento das alterações
provocadas pelo glaucoma,
por meio da redução da PIO.

O tratamento de primeira escolha
para glaucoma primário de ângulo
aberto envolve o uso de betabloqueadores. Entretanto, este informe abordará o uso de prostaglandinas, devido
ao seu crescente uso e elevado custo.

A questão fundamental refere-se ao
momento de iniciar o tratamento em
pacientes com hipertensão ocular.
É consenso começar a terapêutica em
caso de PIO acima de 26mmHg em
córneas mais finas ou de espessura
normal, quando o acompanhamento
anatômico e o funcional não podem
ser realizados a contento.

Latanoprosta

Como o glaucoma primário de ângulo aberto é mais prevalente, serão
abordados os tratamentos clínicos
para essa patologia.

Na presença de algum fator de risco
adicional, deve-se iniciar o tratamento clínico mesmo diante de níveis de
pressão mais baixos1.

Um estudo em que 198 pacientes
foram tratados com latanoprosta
(0,005%), uma vez ao dia, por um
ano, a pressão intraocular reduziu de 25,3mmHg para 17,4mmHg
(p<0,0001). Dez pacientes (5%) tiveram efeitos adversos sérios6. Alguns
estudos controlados, com duração superior a 6 meses, demonstraram a eficácia da solução oftálmica de latanoprosta (usualmente 0,006%) aplicada
uma ou duas vezes ao dia na redução

Quando o paciente apresenta algum fator de risco,
a decisão deve ser específica para cada caso.
da pressão intraocular em pacientes
com hipertensão ocular ou glaucoma
primário de ângulo aberto ou glaucoma com pressão ocular normal7-12.
Travoprosta
O travoprosta é seguro e eficaz no
tratamento de pacientes com glaucoma de ângulo aberto. Estudos que
testaram duas concentrações de travoprosta, 0,004% e 0,0015%, mostraram uma redução adicional de 6
a 8mmHg e 5 a 9mmHg, respectivamente, em relação aos pacientes tratados com timolol 0,5%. Não foram
relatados eventos adversos sérios13.
Bimatoprosta
Um estudo com 1946 pacientes com
glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão intraocular mostrou que o
bimatoprosta 0,03% é seguro e eficaz na diminuição da PIO. A redução
média da PIO foi de 6,9mmHg em 1
mês de terapia e 7,4mmHg no final
de 3 meses. Após 2 meses de tratamento, 75,8% dos pacientes atingiram a pressão alvo de 18mmHg. Cerca 8,1% dos pacientes abandonaram
o estudo devido a efeitos adversos e
mais de 12% relataram a ocorrência
de mais de um efeito adverso14.
Todos os medicamentos acima
citados podem ser utilizados
também em terapia de associação com outros medicamentos. As associações mais utilizadas são com os seguintes
fármacos: dorzolamida, brinomidina e beta-bloqueadores,
com o timolol potencializando
o efeito hipotensor.

Latanoprosta x travoprosta
x bimatoprosta
Resultados de um ensaio clínico mostraram que o travoprosta (0,04% ou
0,0015%) é igual ou superior ao
latanoprosta 0,05%, quando aplicados uma vez ao dia em pacientes
com glaucoma de ângulo aberto ou
hipertensão ocular. Houve mais diminuição da pressão intraocular em
pacientes que fizeram uso do travoprosta, entretanto, não houve diferenças significativas em relação à resposta global ao tratamento: 49,3%
e 54,7% para as concentrações de
travoprosta e 49,6% para o latanoprosta. Não houve diferenças na incidência de efeitos adversos15.
Bimatoprosta foi superior ao latanoprosta na diminuição da PIO em pacientes com glaucoma ou hipertensão
ocular. Os pacientes que fizeram uso
do bimatoprosta tiveram medidas
da PIO consistentemente inferiores
nas aferições de pressão e chegaram
com maior freqüência à PIO alvo. Entretanto, houve maior freqüência de
ocorrência de hiperemia ocular com
o bimatoprosta16.
Um estudo clínico comparativo com
82 pacientes com glaucoma de ângulo aberto, que foram randomizados para receberem bimatoprosta ou
travoprosta, mostrou igual eficácia
dos dois medicamentos na diminuição da PIO em 30, 90 e 180 dias de
acompanhamento17. Outro estudo
de duração de 6 meses, com 157 pacientes, comparou as mesmas drogas
na diminuição da PIO. Os pacientes
foram acompanhados com medidas
da PIO nos seguintes horários: 9:00h,

Consulte seu médico
e Sempre confira
os preços dos
medicamentos no
site da ANVISA.
Acesse: http://www.anvisa.gov.br/
monitora/cmed/legis/comunicados/
lista_conformidade.pdf.

13:00h e 16:00h. Os dois medicamentos foram igualmente efetivos
na maioria das medições, sendo que
o bimatoprosta foi mais efetivo na
medição matutina18.
Uma metanálise que incluiu 8 ensaios clínicos e avaliou o uso dos três
fármacos, latanoprosta, bimatoprosta e travoprosta na diminuição da
PIO e na incidência de efeitos adversos mostrou uma maior eficácia da
bimatoprosta, entretanto, também
esse medicamento provocou um
maior número de eventos adversos
em comparação com o latanoprosta
e o travoprosta19.
Não há, portanto, consenso de superioridade terapêutica entre nenhum
desses medicamentos da classe das
prostaglandinas.

Princípio Ativo

Indicações

Posologia

Travoprosta

Está indicado para a redução da pressão intraocular em pacientes com glaucoma de ângulo aberto,
glaucoma de ângulo fechado em pacientes submetidos previamente a iridotomia e hipertensão ocular.

1 gota	
1x ao dia

Latanoprosta

É indicado para a redução da pressão intra-ocular (PIO) elevada em pacientes com glaucoma de
ângulo aberto e hipertensão ocular.

1 gota	
1x ao dia

Bimatoprosta

É indicado para a redução da pressão aumentada dentro dos olhos em pacientes com glaucoma de
ângulo aberto, glaucoma de ângulo fechado em pacientes submetidos previamente a iridotomia e
hipertensão ocular.

1 gota	
1x ao dia

SAÚDE E ECONOMIA | GLAUCOMA

3
Custos mensais de tratamento
0

50

100

150

R$/mês

R$ 82,02
LUMIGAN
(BIMATOPROSTA)

LUMIGAN (BIMATOPROSTA)
•
•
•
•

XALATAN
(LATANOPROSTA)

R$ 101,34

Apresentação: 0,3	MG/ML	SOL	OCU	CT	FR	PLAS	OPC	GOT	X	5	ML
Preço máximo ao consumidor (ICMS 18%):	R$	136,96
Posologia:	1	gota	no	olho	afetado/dia*
Custo tratamento mensal:	R$	82,02

TRAVATAN
(TRAVOPROSTA)

XALATAN (LATANOPROSTA)

TRAVATAN (TRAVOPROSTA)
•
•
•
•

R$ 134,62

Apresentação:	0,04	MG/ML	SOL	OFT	CT	FR	PLAS	TRANS	GOT	X	2,5	ML
Preço máximo ao consumidor (ICMS 18%):	R$	84,45
Posologia:	1	gota	no	olho	afetado/dia*
Custo tratamento mensal:	R$	101,34

• Apresentação:	50	MCG/ML	SOL	OFT	CT	FR	PLAS	TRANS	
GOT	X	2,5	ML
• Preço máximo ao consumidor (ICMS 18%):	R$	112,18
• Posologia:	1	gota	no	olho	afetado/dia*
• Custo tratamento mensal:	R$	134,62

um estudo20 brasileiro feito com o objetivo de mostrar o custo mensal e o impacto na renda familar no tratamento clínico do glaucoma constatou que, aproximadamente, 24% dos pacientes tiveram 25% ou mais de sua renda
comprometida com o tratamento, e 45,2% relataram dificuldade em adquirir a medicação em algum momento do
tratamento. admite-se, portanto, que possam apresentar maior risco de baixa adesão ao tratamento aqueles que têm
dificuldades para adquirir a medicação.
assim, considerando que não existe comprovação de superioridade de eficácia entre as substâncias latanoprosta,
travoprosta e bimatoprosta e, que existe uma diferença de preços entre essas substâncias e do impacto financeiro
na renda, faz-se necessário uma análise dos custos mensais de tratamento.
cabe ressaltar que atualmente, apesar de haver registro vigente no brasil para medicamentos genéricos, existem
apenas três medicamentos de marca sendo comercializados tendo como princípios ativos latanoprosta, bimatoprosta e travoprosta. Esses medicamentos são o Xalatan (latanoprosta), o lumigan (bimatoprosta) e o travatan
(travoprosta). a diferença entre os custos de tratamento mensais dos mesmos, considerando-se a administração
de duas gotas por dia (uma gota em cada olho), pode chegar a 64%.
*Considerou-se,	para	fins	de	cálculo	do	custo	de	tratamento,	que	1	ml	corresponde	a	20	gotas21.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
as referências bibliográficas referentes a este informe podem ser encontradas no site: http://anvisa.gov.br.

SAÚDE E ECONOMIA
ANVISA – agência nacional de vigilância sanitária
NUREM – núcleo de assessoramento Econômico em regulação
GERAE – gerência de avaliação Econômica de novas tecnologias
Endereço: sia, trecho 5, área Especial 57, 71.205-050, brasília/df
E-mail para contato: saude.economia@anvisa.gov.br

4

saúdE E Economia | GLAUCOMA

Texto e pesquisa: fernanda maciel rebelo e gustavo cunha garcia.
Revisão do texto: giselle silva Pereira calais, symone oliveira lima,
telma rodrigues caldeira e alipio de sousa neto.
Coordenação da publicação: alexandre lemgruber P. d’oliveira.
Projeto gráfico e diagramação: grifo design.
Referências Bibliográficas
1. Betinjane AJ, Paranhos Jr A, Omi CA, Figueredo CLR, Mandia Júnior C, Silva
FA et AL. Conceito, fatores de risco e diagnóstico. In: Mello PAA, Mádia Júnior C,
organizadores. In: 2º Consenso Brasileiro de Glaucoma Primário de Ângulo Aberto. São
Paulo: Sociedade Brasileira de Glaucoma, 2005; p 4-44.
2. Santos HDM, Fernandes TAP, Souza CA, Cronemberger S, Calixto N. Eficácia
do latanoprosta x travoprosta avaliada pela curva diária de pressão intraocular. Arquivos
Brasileiros de Oftalmologia, 2009; 72 (1): 13-7.
3. Kingman L. Glaucoma is second leading cause of blindness globally. Bulletin
of the World Health Organisation, 2004; 82 (11): 887-8.
4. Povoa CA, Nicolela MT, Valle ALSL, Gomes LES, Neustein I. Prevalência de
glaucoma identificada em campanha de detecção em São Paulo. Arquivos Brasileiros de
Oftalmologia, 2001; 64: 303-7.
5. Oliveira AC, Oliveira FC, Albers MBV, Cohen R, Kasahara. Correlação
clínica entre estrutura e função no glaucoma: classificação estrutural de Armaly e o
sistema de estadiamento funcional de Brusini. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia,
2008; 71(2): 242-5.
6. Camras C, Alm A, Watson P, et al: Latanoprost, a prostaglandin analog, for
glaucoma therapy. Ophthalmology 1996; 103:1916-1924.
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reduction with once-a-day application of a new prostaglandin F2-alpha analogue
(PhXA41). An in-hospital, placebo-controlled study. Arch Ophthalmol 1993; 111:657661.
8. Toris CB, Camras CB, & Yablonski ME: Effects of PhXA41, a new
prostaglandin F2-alpha analog, on aqueous humor dynamics in human eyes.
Ophthalmology 1993; 100:1297-1304.
9. Ziai N, Dolan JW, Kacere RD, et al: The effects on aqueous dynamics of
PhXA41, a new prostaglandin F2-alpha analogue, after topical application in normal
and ocular hypertensive human eyes. Arch Ophthalmol 1993; 111:1351-1358.
10.
Kjellgren D, Douglas G, Mikelberg FS, et al: The short-time effect of
latanoprost on the intraocular pressure in normal pressure glaucoma. Acta Ophthalmol
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11.
Nagasubramanian S, Sheth GP, Hitchings RA, et al: Intraocular pressurereducing effect of PhXA41 in ocular hypertension. Comparison of dose regimens.
Ophthalmology 1993; 100:1305-1311.
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Alm A, Villumsen J, Tornquist P, et al: Intraocular pressure-reducing
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Ophthalmology 1993; 100:1312-1317.
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Orengo-Nania S, Landry T, Von Tress M, et al: Evaluation of travoprost
as adjunctive therapy in patients with uncontrolled intraocular pressure while using
timolol 0.5%. (The travoprost study group.). Am J Ophthalmol 2001; 132:860-868.
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Quinones R, Severin T, & Mundorf T: Efficacy of bimatoprost 0.03
percent in untreated glaucoma and ocular hypertension patients: results from a large
community-based clinical trial. J Ocul Pharmacol Ther 2004; 20(2):115-122.
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Netland PA, Landry T, Sullivan K, et al: Travoprost compared with
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Gandolfi SA, Rossetti L, Cimino L, et al: Replacing maximum-tolerated
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medications: a two-center randomized prospective trial. J Glaucoma 2003; 12(4):347353.
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Alagoz GK, Bayer A, Serin D, Celebi S, Kukner S. A comparative study
of bimatoprost and travoprost: effect on intraocular pressure and ocular circulation in
newly diagnosed glaucoma patients. Ophtalmologica, 2008; 222(2):88-95.
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Cantor LB, Hoop J, Morgan L, Wudunn D, Caitora Y. Intraocular
pressure-lowering efficacy of bimatoprost 0,03% and travoprost 0,004% in patients with
glaucoma or ocular hypertension. British Journal of Ophthalmology, 2006; 90(11):
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Aptel F, Cucherat M, Denis P. Efficacy and tolerability of prostaglandin
analogs: a meta-analisys of randomized controlled clinical trials. Journal of Glaucoma,
2008; 17(8): 667-73.
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Silva LMS, Vasconcellos JPC, Temporini ER, Costa VP, Karajosé N.
Tratamento clínico do glaucoma em um hospital universitário: custo mensal e impacto
na renda familiar. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, 2002; 65(3): 299-303.
21.
Destruti ABCB. Noções Básicas em Farmacotécnica. Editora SENAC
São Paulo, 3º Ed, 1998.

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  • 1. saúde ANO I – EDIÇÃO Nº 2 NOVEMBRO, 2009 GLAUCOMA Resumo O glaucoma é a segunda maior causa de cegueira no mundo. Há vários tipos de glaucoma, sendo o mais prevalente o glaucoma de ângulo aberto. O aumento da pressão intraocular (PIO) é o principal fator de risco para o glaucoma e, atualmente, existem vários tratamentos que vão desde as terapias farmacológicas aos procedimentos cirúrgicos. As substâncias da classe das prostaglandinas têm seu uso crescente e preço elevado, apesar de não serem o tratamento de primeira escolha. Dentre os colírios com prostaglandinas disponíveis no mercado brasileiro temos o travaprosta, o latanoprosta e o bimatoprosta. Eles são eficazes na diminuição da pressão intraocular, embora não haja consenso de superioridade quanto à eficácia ou segurança entre os medicamentos dessa classe. A doença glaucoma é um termo geral para um grupo de doenças similares. trata-se de um distúrbio no qual a pressão do globo ocular aumenta, devido ao acúmulo de humor aquoso (líquido fino que preenche as câmaras do olho) lesando o nervo óptico e causando a perda da visão. confome já mencionado, há vários tipos de glaucoma, sendo que o mais prevalente é o glaucoma primário de ângulo aberto. Esse tipo de glaucoma é uma neuropatia óptica crônica, progressiva, que tem como principal fator de risco o aumento da pressão intraocular, causada pelo bloqueio dos canais que drenam o fluído dentro do olho e é caracterizada por alterações típicas do disco óptico e da camada de fibras nervosas na retina1. o glaucoma de ângulo aberto provoca a perda gradual da visão. Há alguns sintomas relacionados à perda da visão que as pessoas podem não perceber por um longo período. A perda gradual da visão é a manifestação mais comum do glaucoma. no glaucoma de ângulo fechado acontece o fechamento da drenagem do líquido dentro do olho (Humor aquoso) com súbito aumento da pressão intra-ocular gerando sintomas de dores de cabeça, olho vermelho extremamente doloroso, visão embaçada e que se não tratado ime- diatamente pode levar a cegueira em poucas horas. como já destacado, a pressão intraocular é o principal fator de risco para o glaucoma. vários estudos populacionais demonstram alta prevalência de glaucoma relacionada ao aumento da Pio. o comportamento da Pio varia nas 24 horas, tendendo a alcançar maiores picos pela manhã, com redução ao final do dia2. Estatísticas fornecidas pela oms em 2002 mostram que o glaucoma é a segunda causa de cegueira no mundo, ficando atrás apenas da catarata. o glaucoma, entretanto, representa um desafio maior para a saúde pública do que a catarata, porque a cegueira causada pelo glaucoma é irreversível3. saúdE E Economia | GLAUCOMA 1
  • 2. Em decorrência da evolução insidiosa e assintomática do glaucoma nos estágios iniciais, seu diagnóstico é geralmente realizado tardiamente. Para diagnóstico precoce da doença é fundamental a conscientização da população e dos profissionais de saúde envolvidos no atendimento oftalmológico. Estima-se que a prevalência de glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) em povos de origem européia seja de 2,42% em pacientes acima de 40 anos, tendo associação positiva e exponencial com a idade. Nos povos de origem africana a prevalência de glaucoma é muito maior e apresenta relação linear com a idade4. O glaucoma possui vários métodos para avaliação e acompanhamento de sua evolução, destacando-se entre eles: gonioscopia, paquimetria, curva tensional diária, campo visual computadorizado, biomicroscopia de fundo, fotos estereoscópicas de papila (retinografia colorida) e tomografia de coerência óptica em 3D. Na avaliação da gravidade do glaucoma são utilizados parâmetros estruturais derivados da observação do disco óptico e da camada de fibras nervosas da retina, bem como parâmetros funcionais derivados da perimetria computadorizada5. Como usar corretamente o colírio? • Puxe levemente a pálpebra inferior. • Pingue 1 gota no saco conjuntival (região que une a pálpebra ao globo ocular). • Evite pingar no canto interno do olho, pois o medicamento será drenado ao nariz, o que diminui a eficácia do tratamento. 2 SAÚDE E ECONOMIA | GLAUCOMA Os tratamentos O tratamento inicial deverá ser, sempre que possível, clínico. O tratamento cirúrgico é, geralmente, uma alternativa nos casos de falha, intolerância ou dificuldade em continuar o tratamento clínico proposto. São utilizadas para o tratamento do glaucoma de ângulo primário as seguintes classes de medicamentos: betabloqueadores (maleato de timolol, cloridrato de metipranolol, cloridrato de betaxolol, cloridrato de levobunolol); simpaticomiméticos (brimonidina); inibidores da anidrase carbônica (dorzolamida, brinzolamida, acetozalamida); parassimpaticomiméticos (pilocarpina) e prostaglandinas (latanoprosta, travoprosta, bimatoprosta). Os objetivos do tratamento são promover a estabilização, bem como, retardar ou evitar o aparecimento das alterações provocadas pelo glaucoma, por meio da redução da PIO. O tratamento de primeira escolha para glaucoma primário de ângulo aberto envolve o uso de betabloqueadores. Entretanto, este informe abordará o uso de prostaglandinas, devido ao seu crescente uso e elevado custo. A questão fundamental refere-se ao momento de iniciar o tratamento em pacientes com hipertensão ocular. É consenso começar a terapêutica em caso de PIO acima de 26mmHg em córneas mais finas ou de espessura normal, quando o acompanhamento anatômico e o funcional não podem ser realizados a contento. Latanoprosta Como o glaucoma primário de ângulo aberto é mais prevalente, serão abordados os tratamentos clínicos para essa patologia. Na presença de algum fator de risco adicional, deve-se iniciar o tratamento clínico mesmo diante de níveis de pressão mais baixos1. Um estudo em que 198 pacientes foram tratados com latanoprosta (0,005%), uma vez ao dia, por um ano, a pressão intraocular reduziu de 25,3mmHg para 17,4mmHg (p<0,0001). Dez pacientes (5%) tiveram efeitos adversos sérios6. Alguns estudos controlados, com duração superior a 6 meses, demonstraram a eficácia da solução oftálmica de latanoprosta (usualmente 0,006%) aplicada uma ou duas vezes ao dia na redução Quando o paciente apresenta algum fator de risco, a decisão deve ser específica para cada caso.
  • 3. da pressão intraocular em pacientes com hipertensão ocular ou glaucoma primário de ângulo aberto ou glaucoma com pressão ocular normal7-12. Travoprosta O travoprosta é seguro e eficaz no tratamento de pacientes com glaucoma de ângulo aberto. Estudos que testaram duas concentrações de travoprosta, 0,004% e 0,0015%, mostraram uma redução adicional de 6 a 8mmHg e 5 a 9mmHg, respectivamente, em relação aos pacientes tratados com timolol 0,5%. Não foram relatados eventos adversos sérios13. Bimatoprosta Um estudo com 1946 pacientes com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão intraocular mostrou que o bimatoprosta 0,03% é seguro e eficaz na diminuição da PIO. A redução média da PIO foi de 6,9mmHg em 1 mês de terapia e 7,4mmHg no final de 3 meses. Após 2 meses de tratamento, 75,8% dos pacientes atingiram a pressão alvo de 18mmHg. Cerca 8,1% dos pacientes abandonaram o estudo devido a efeitos adversos e mais de 12% relataram a ocorrência de mais de um efeito adverso14. Todos os medicamentos acima citados podem ser utilizados também em terapia de associação com outros medicamentos. As associações mais utilizadas são com os seguintes fármacos: dorzolamida, brinomidina e beta-bloqueadores, com o timolol potencializando o efeito hipotensor. Latanoprosta x travoprosta x bimatoprosta Resultados de um ensaio clínico mostraram que o travoprosta (0,04% ou 0,0015%) é igual ou superior ao latanoprosta 0,05%, quando aplicados uma vez ao dia em pacientes com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular. Houve mais diminuição da pressão intraocular em pacientes que fizeram uso do travoprosta, entretanto, não houve diferenças significativas em relação à resposta global ao tratamento: 49,3% e 54,7% para as concentrações de travoprosta e 49,6% para o latanoprosta. Não houve diferenças na incidência de efeitos adversos15. Bimatoprosta foi superior ao latanoprosta na diminuição da PIO em pacientes com glaucoma ou hipertensão ocular. Os pacientes que fizeram uso do bimatoprosta tiveram medidas da PIO consistentemente inferiores nas aferições de pressão e chegaram com maior freqüência à PIO alvo. Entretanto, houve maior freqüência de ocorrência de hiperemia ocular com o bimatoprosta16. Um estudo clínico comparativo com 82 pacientes com glaucoma de ângulo aberto, que foram randomizados para receberem bimatoprosta ou travoprosta, mostrou igual eficácia dos dois medicamentos na diminuição da PIO em 30, 90 e 180 dias de acompanhamento17. Outro estudo de duração de 6 meses, com 157 pacientes, comparou as mesmas drogas na diminuição da PIO. Os pacientes foram acompanhados com medidas da PIO nos seguintes horários: 9:00h, Consulte seu médico e Sempre confira os preços dos medicamentos no site da ANVISA. Acesse: http://www.anvisa.gov.br/ monitora/cmed/legis/comunicados/ lista_conformidade.pdf. 13:00h e 16:00h. Os dois medicamentos foram igualmente efetivos na maioria das medições, sendo que o bimatoprosta foi mais efetivo na medição matutina18. Uma metanálise que incluiu 8 ensaios clínicos e avaliou o uso dos três fármacos, latanoprosta, bimatoprosta e travoprosta na diminuição da PIO e na incidência de efeitos adversos mostrou uma maior eficácia da bimatoprosta, entretanto, também esse medicamento provocou um maior número de eventos adversos em comparação com o latanoprosta e o travoprosta19. Não há, portanto, consenso de superioridade terapêutica entre nenhum desses medicamentos da classe das prostaglandinas. Princípio Ativo Indicações Posologia Travoprosta Está indicado para a redução da pressão intraocular em pacientes com glaucoma de ângulo aberto, glaucoma de ângulo fechado em pacientes submetidos previamente a iridotomia e hipertensão ocular. 1 gota 1x ao dia Latanoprosta É indicado para a redução da pressão intra-ocular (PIO) elevada em pacientes com glaucoma de ângulo aberto e hipertensão ocular. 1 gota 1x ao dia Bimatoprosta É indicado para a redução da pressão aumentada dentro dos olhos em pacientes com glaucoma de ângulo aberto, glaucoma de ângulo fechado em pacientes submetidos previamente a iridotomia e hipertensão ocular. 1 gota 1x ao dia SAÚDE E ECONOMIA | GLAUCOMA 3
  • 4. Custos mensais de tratamento 0 50 100 150 R$/mês R$ 82,02 LUMIGAN (BIMATOPROSTA) LUMIGAN (BIMATOPROSTA) • • • • XALATAN (LATANOPROSTA) R$ 101,34 Apresentação: 0,3 MG/ML SOL OCU CT FR PLAS OPC GOT X 5 ML Preço máximo ao consumidor (ICMS 18%): R$ 136,96 Posologia: 1 gota no olho afetado/dia* Custo tratamento mensal: R$ 82,02 TRAVATAN (TRAVOPROSTA) XALATAN (LATANOPROSTA) TRAVATAN (TRAVOPROSTA) • • • • R$ 134,62 Apresentação: 0,04 MG/ML SOL OFT CT FR PLAS TRANS GOT X 2,5 ML Preço máximo ao consumidor (ICMS 18%): R$ 84,45 Posologia: 1 gota no olho afetado/dia* Custo tratamento mensal: R$ 101,34 • Apresentação: 50 MCG/ML SOL OFT CT FR PLAS TRANS GOT X 2,5 ML • Preço máximo ao consumidor (ICMS 18%): R$ 112,18 • Posologia: 1 gota no olho afetado/dia* • Custo tratamento mensal: R$ 134,62 um estudo20 brasileiro feito com o objetivo de mostrar o custo mensal e o impacto na renda familar no tratamento clínico do glaucoma constatou que, aproximadamente, 24% dos pacientes tiveram 25% ou mais de sua renda comprometida com o tratamento, e 45,2% relataram dificuldade em adquirir a medicação em algum momento do tratamento. admite-se, portanto, que possam apresentar maior risco de baixa adesão ao tratamento aqueles que têm dificuldades para adquirir a medicação. assim, considerando que não existe comprovação de superioridade de eficácia entre as substâncias latanoprosta, travoprosta e bimatoprosta e, que existe uma diferença de preços entre essas substâncias e do impacto financeiro na renda, faz-se necessário uma análise dos custos mensais de tratamento. cabe ressaltar que atualmente, apesar de haver registro vigente no brasil para medicamentos genéricos, existem apenas três medicamentos de marca sendo comercializados tendo como princípios ativos latanoprosta, bimatoprosta e travoprosta. Esses medicamentos são o Xalatan (latanoprosta), o lumigan (bimatoprosta) e o travatan (travoprosta). a diferença entre os custos de tratamento mensais dos mesmos, considerando-se a administração de duas gotas por dia (uma gota em cada olho), pode chegar a 64%. *Considerou-se, para fins de cálculo do custo de tratamento, que 1 ml corresponde a 20 gotas21. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: as referências bibliográficas referentes a este informe podem ser encontradas no site: http://anvisa.gov.br. SAÚDE E ECONOMIA ANVISA – agência nacional de vigilância sanitária NUREM – núcleo de assessoramento Econômico em regulação GERAE – gerência de avaliação Econômica de novas tecnologias Endereço: sia, trecho 5, área Especial 57, 71.205-050, brasília/df E-mail para contato: saude.economia@anvisa.gov.br 4 saúdE E Economia | GLAUCOMA Texto e pesquisa: fernanda maciel rebelo e gustavo cunha garcia. Revisão do texto: giselle silva Pereira calais, symone oliveira lima, telma rodrigues caldeira e alipio de sousa neto. Coordenação da publicação: alexandre lemgruber P. d’oliveira. Projeto gráfico e diagramação: grifo design.
  • 5. Referências Bibliográficas 1. Betinjane AJ, Paranhos Jr A, Omi CA, Figueredo CLR, Mandia Júnior C, Silva FA et AL. Conceito, fatores de risco e diagnóstico. In: Mello PAA, Mádia Júnior C, organizadores. In: 2º Consenso Brasileiro de Glaucoma Primário de Ângulo Aberto. São Paulo: Sociedade Brasileira de Glaucoma, 2005; p 4-44. 2. Santos HDM, Fernandes TAP, Souza CA, Cronemberger S, Calixto N. Eficácia do latanoprosta x travoprosta avaliada pela curva diária de pressão intraocular. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, 2009; 72 (1): 13-7. 3. Kingman L. Glaucoma is second leading cause of blindness globally. Bulletin of the World Health Organisation, 2004; 82 (11): 887-8. 4. Povoa CA, Nicolela MT, Valle ALSL, Gomes LES, Neustein I. Prevalência de glaucoma identificada em campanha de detecção em São Paulo. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, 2001; 64: 303-7. 5. Oliveira AC, Oliveira FC, Albers MBV, Cohen R, Kasahara. Correlação clínica entre estrutura e função no glaucoma: classificação estrutural de Armaly e o sistema de estadiamento funcional de Brusini. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, 2008; 71(2): 242-5. 6. Camras C, Alm A, Watson P, et al: Latanoprost, a prostaglandin analog, for glaucoma therapy. Ophthalmology 1996; 103:1916-1924. 7. Racz P, Ruzsonyi MR, Nagy ZT, et al: Maintained intraocular pressure reduction with once-a-day application of a new prostaglandin F2-alpha analogue (PhXA41). An in-hospital, placebo-controlled study. Arch Ophthalmol 1993; 111:657661. 8. Toris CB, Camras CB, & Yablonski ME: Effects of PhXA41, a new prostaglandin F2-alpha analog, on aqueous humor dynamics in human eyes. Ophthalmology 1993; 100:1297-1304. 9. Ziai N, Dolan JW, Kacere RD, et al: The effects on aqueous dynamics of PhXA41, a new prostaglandin F2-alpha analogue, after topical application in normal and ocular hypertensive human eyes. Arch Ophthalmol 1993; 111:1351-1358. 10. Kjellgren D, Douglas G, Mikelberg FS, et al: The short-time effect of latanoprost on the intraocular pressure in normal pressure glaucoma. Acta Ophthalmol Scand 1995; 73:233-236. 11. Nagasubramanian S, Sheth GP, Hitchings RA, et al: Intraocular pressurereducing effect of PhXA41 in ocular hypertension. Comparison of dose regimens. Ophthalmology 1993; 100:1305-1311. 12. Alm A, Villumsen J, Tornquist P, et al: Intraocular pressure-reducing effect of PhXA41 in patients with increased eye pressure: a one-month study. Ophthalmology 1993; 100:1312-1317. 13. Orengo-Nania S, Landry T, Von Tress M, et al: Evaluation of travoprost as adjunctive therapy in patients with uncontrolled intraocular pressure while using timolol 0.5%. (The travoprost study group.). Am J Ophthalmol 2001; 132:860-868. 14. Quinones R, Severin T, & Mundorf T: Efficacy of bimatoprost 0.03 percent in untreated glaucoma and ocular hypertension patients: results from a large community-based clinical trial. J Ocul Pharmacol Ther 2004; 20(2):115-122. 15. Netland PA, Landry T, Sullivan K, et al: Travoprost compared with latanoprost and timolol in patients with open-angle glaucoma or ocular hypertension. Am J Ophthalmol 2001; 132:472-484. 16. Gandolfi SA, Rossetti L, Cimino L, et al: Replacing maximum-tolerated medications with latanoprost versus adding latanoprost to maximum-tolerated
  • 6. medications: a two-center randomized prospective trial. J Glaucoma 2003; 12(4):347353. 17. Alagoz GK, Bayer A, Serin D, Celebi S, Kukner S. A comparative study of bimatoprost and travoprost: effect on intraocular pressure and ocular circulation in newly diagnosed glaucoma patients. Ophtalmologica, 2008; 222(2):88-95. 18. Cantor LB, Hoop J, Morgan L, Wudunn D, Caitora Y. Intraocular pressure-lowering efficacy of bimatoprost 0,03% and travoprost 0,004% in patients with glaucoma or ocular hypertension. British Journal of Ophthalmology, 2006; 90(11): 1370-3. 19. Aptel F, Cucherat M, Denis P. Efficacy and tolerability of prostaglandin analogs: a meta-analisys of randomized controlled clinical trials. Journal of Glaucoma, 2008; 17(8): 667-73. 20. Silva LMS, Vasconcellos JPC, Temporini ER, Costa VP, Karajosé N. Tratamento clínico do glaucoma em um hospital universitário: custo mensal e impacto na renda familiar. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, 2002; 65(3): 299-303. 21. Destruti ABCB. Noções Básicas em Farmacotécnica. Editora SENAC São Paulo, 3º Ed, 1998.