Glaucoma primário de ângulo fechado - Oftalmologia - CEPOA - Dr. Michel Bittencourt Santos

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Glaucoma primário de ângulo fechado - Oftalmologia - CEPOA - Dr. Michel Bittencourt Santos

  1. 1. GLAUCOMA PRIMÁRIO DE ÂNGULO FECHADO. Michel Bittencourt Santos
  2. 2. Identificação  Nome: J.B.S  Idade: 62 anos  Cor: Branco  Profissão: Aposentado
  3. 3.  QP : “Visão embaçada”.  HDA: BAV AO, OD >OE, de início progressivo.  HPP: Nega HAS, DM, asma, cirurgias oftalmológicas prévias ou uso de colírios. 04/10/13
  4. 4. Ao exame: 04/10/13  ACV s/c : OD 20/100 OE 20/30 Greens: OD s/ melhoras OE + 0,50 __ cx__20/25 Bio: Pálpebras e cílios ok Pupilas isocóricas Córnea edemaciada AO Fácico AO CA rasa?
  5. 5.  Pio: 44/45 mmhg  Gonioscopia:
  6. 6.  FO: S/ dilatação OD: EscavaçãoTotal Notching Atrofia Peripapilar OE: Disco óptico com escavação: 0,85 Atrofia peripapilar.  Cd: Duotravatan+ Diamox+ Slow K Guia para Iridectomia Paquimetria Campo visual
  7. 7. 2 Revisão 23/10/14  Relato de uso irregular da medicação.  S/ queixas Bio: OD em média midríase Córnea AO s/ edema Pio: 25/18 Cd: Retorno em 30 dias. Oriento uso correto da medicação.
  8. 8. 3 Revisão 28/11/13  Paciente em uso regular da medicação. S/ queixas. Bio: Córnea AO s/ edema. Pio: 18/20mmhg Cd: Retorno em 6 meses para reavaliar a PIO Preencho nova solicitação para Iridectomia.
  9. 9. 4 Revisão 13/02/14  IridectomiaAO em 18/01/14. S/ queixas. Em uso de Duotravatan+ Diamox+ Slow K. Pio: 21/19 mmhg. Cd: Diamox 2cps 12/12hrs Duotravatan + Diamox + Slow K Retorno em 15dias.
  10. 10. 5 Revisão 10/04/14  Informa não está fazendo uso adequado da medicação por dificuldades financeiras.  Relata BAV AO intermitente, com piora em momentos de estresse.  Bio: Córnea sem edema Cristalino opaco AO Iridotomia não pérvia em AO Pio: 20/36mmgh
  11. 11. ACV s/c: OD: 20/40 OE: 20/30 Greens: OD: relata visualização de parte das letras. OE: 20/25 +1.50 -0,75 130 CD: Diamox 2cps 12/12hrs Duotravatan + Diamox + Slow K Retorno em 3 dias para Iridotomia.
  12. 12. Glaucoma primário de ângulo fechado  Fechamento angular primário, associadas à presença de neuropatia óptica glaucomatosa e/ou defeito campimétrico compatível com glaucoma. 2° CONSENSO DE GLAUCOMAPRIMÁRICO DE ÂNGULO FECHADO.
  13. 13.  Comentário: o termo “glaucoma agudo” foi substituído pelo termo “fechamento angular primário agudo” 2° CONSENSO DE GLAUCOMAPRIMÁRICO DE ÂNGULO FECHADO.
  14. 14. Epidemiologia  Um terço de todos os casos de glaucoma primário no mundo  A maioria dos casos apresenta a forma crônica.
  15. 15. Mecanismo  Bloqueio pupilar  Íris em Platô (Plateau)  Fechamento angular induzido pelo cristalino  Associação de mecanismos
  16. 16. Fatores de Risco  Demográficos 1. Idade, em geral, acima de 50 anos 2. Sexo feminino 3. Ascendência oriental 4. História familiar
  17. 17. Fatores de Risco  Oculares 1.Câmara rasa 2. Ângulo estreito 3.Hipermetropia 7. Cristalino volumoso
  18. 18. Classificação do processo de fechamento angular por sintomas  Aguda  Intermitente  Crônica 2° CONSENSO DE GLAUCOMAPRIMÁRICO DE ÂNGULO FECHADO.
  19. 19. AGUDA INTERMITENNTE CRÔNICA Agressiva Brandas Assintomática Unilateral Recorrentes PIO elevada ou normal Dor ocular PIO “alternante” CA rasa VisãoTurva Imprint Goniossinéquias Halos Coloridos CA rasa Cefaléia Goniossinéquias Edema Macular H. chama de vela PIO elevada Edema de Córnea Média midríase CA rasa Íris bombée Hiperemia conjuntival
  20. 20. Van Herick  - Avaliação da profundidade periférica da câmara anterior
  21. 21.  1. Grau I: Profundidade da câmara anterior (PCA) < 1/4 da espessura da córnea (EC)  2. Grau II: PCA entre 1/4 e 1/2 (EC)  3. Grau III: PCA entre 1/2 e 1 (EC)  4. Grau IV: PCA > 1 (EC)
  22. 22. Gonioscopia
  23. 23. Sinais de fechamento angular primário agudo prévio. Atrofia setorial de íris
  24. 24. Sinais de fechamento angular primário agudo prévio Pupila dilatada não responsiva
  25. 25. Sinais de fechamento angular primário agudo prévio Distorção do contorno
  26. 26. Sinais de fechamento angular primário agudo prévio Sinéquias posteriores e Glaucomflecken .
  27. 27. Gonioscópicos Imprint
  28. 28. Gonioscópicos Sinéquias anteriores periféricas.
  29. 29. Fundoscópicos Hemorragia em chama de vela Edema de papila .
  30. 30. Iridectomia  Bilateral.  Superior  Pilocarpina 2%  Potência 5 a 8mj
  31. 31. Tratamento Medicamentoso  Após a iridectomia, quando a PIO permanecer elevada com risco de dano glaucomatoso ao disco óptico, está indicado o tratamento clínico com medicação tópica para redução da PIO.
  32. 32. Iris em platô ?  Mióticos de baixa concentração (pilocarpina a 0,5% ou 1,0%) uma a três vezes ao dia.  Iridoplastia periférica com laser de argônio 360º com intervalos entre as aplicações (18-20 aplicações nos 360º.): 500μm, 200-400 mW e 0,5 segundos
  33. 33. Iridoplastia
  34. 34. Trabeculectomia  PIO permanecer elevada em um valor de risco para instalação do dano glaucomatoso ao disco óptico.
  35. 35. Remoção do cristalino Opacidade de cristalino com baixa visão, podendo ser associada com a trabeculectomia.
  36. 36. Fechamento angular primário agudo Tratamento Clínico  • Agentes hiperosmóticos: Manitol a 20% (IV) de 1,5 a 2 g/kg de peso (80 a 100 gotas/minuto) Glicerina 50% gelada (VO) 1,5 g/kg de peso
  37. 37. Fechamento angular primário agudo  Inibidores da anidrase carbônica: Acetazolamida 250 mg VO de 6 em 6 horas. Dose de ataque de 500 mg.
  38. 38. Fechamento angular primário agudo  Pilocarpina 2% : 1 gt de 15/15 minutos por 3x, depois de 1/1hr nas primeiras três horas e depois de 6 em 6 horas.  Maleato de timolol 0,5%: 1 gt de 12/12 horas.  Tartarato de brimonidina: 1 gt de 12/12 horas em pacientes que apresentam contraindicação ao timolol.
  39. 39. Fechamento angular primário agudo Depressão central da córnea: Cone do tonômetro, lente de indentação ou cotonete, com o intuito de abrir o ângulo.
  40. 40. Fechamento angular primário agudo  Paracentese de câmara anterior:  Reduz temporariamente a PIO e possibilitar a realização de outros procedimentos, como a iridectomia a laser.
  41. 41. Considerações Finais  Iridectomia e a diminuição da PIO?  Paracentese de CA e iridoplastiaVs. Manitol, acetazolamida e pilocarpina ?  Gonioscopia deve ser repetida após a iridectomia !  Trabeculectomia + Faco !
  42. 42. Bibliografia  http://www.sbglaucoma.com.br/  . Mello PAA, Mandia Jr C, Galvão RP,editores. 1º Consenso Brasileiro de Glaucoma Primário de Ângulo Fechado. Sociedade Brasileira de Glaucoma. São Paulo: PlanMark; 2006  http://www.cbo.com.br/cbo/sociedades/glaucoma/artigos/cmtrato3.htm  Clinical Ophthalmology: A Systematic Approach
  43. 43. OBSERVAÇOES  A gonioscopia deve ser repetida após a iridectomia para verificar o grau de abertura angular, presença, extensão, altura das goniossinéquias, e a presença de componentes adicionais do processo de fechamento angular.
  44. 44.  Glaucoma primário de ângulo fechado  O tratamento inicial inclui iridectomia bilateral com laser associada, na grande maioria das vezes, ao tratamento medicamentoso. Além de evitar o bloqueio pupilar, ambos têm como objetivo a manutenção de uma PIO dentro de valores que reduzam a chance de progressão da neuropatia óptica glaucomatosa.
  45. 45.  Nos casos de fechamento angular primário agudo, não existem evidências que comprovem a superioridade da paracentese de CA e iridoplastia em relação ao tratamento clássico com manitol, acetazolamida e pilocarpina
  46. 46.  O uso de pilocarpina em baixa concentração e a iridoplastia periférica a laser podem ser indicadas em olhos com fechamento angular aposicional persistente após a iridectomia, porém são mandatórios em olhos que aumentam a extensão do fechamento sinequial após a iridectomia
  47. 47.  A trabeculectomia deve ser realizada para o controle da PIO em olhos com fechamento angular primário ou glaucoma primário de ângulo fechado cujo tratamento clínico ou a laser foram insuficientes
  48. 48.  A remoção do cristalino deve ser considerada quando existe opacidade de cristalino com baixa visão e componente lenticular, podendo ser associada com a trabeculectomia.

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