Exame clínico, diagnóstico e plano de tratamento em odontopediatria.

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Afecções estomatológicas em odontopediatria, abordagem do paciente odontopediátrico sistemicamente comprometido

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Exame clínico, diagnóstico e plano de tratamento em odontopediatria.

  1. 1. Exame Clínico, diagnóstico e plano de tratamento em Odontopediatria.
  2. 2. EXAME CLÍNICO= ANAMNESE História Familiar História Médica História Dentária EXAME FÍSICO Abordagem Integral do paciente Ex. Geral do Paciente Ex. extra e intra bucal
  3. 3. Motivo da consulta Queixa Principal
  4. 4. Recursos ou exames complementares Rx Periapical RX Panorâmico Hemograma Coagulograma Modelo de Estudo
  5. 5. 1º Atendimento pode ocorrer nas seguintes situações: Emergência ou Urgência Avaliação Inicial -Rotina
  6. 6.  EMERGÊNCIA: Aparecimento súbito e necessitando de imediata solução, a fim de evitar mal irreversível a algum órgão ou a morte.  URGÊNCIA: Aparecimento rápido, mas não necessariamente súbito, necessitando de solução em curto prazo.
  7. 7. Plano de tratamento 1. Fase sistêmica 2. Fase preparatória 3. Fase restauradora 4. Fase de manutenção
  8. 8. 1.Fase sistêmica  Procedimentos invasivos em pacientes com alterações sistêmicas  Emergência ou Urgência - Cuidados
  9. 9. Cardiopata
  10. 10. Cardiopata Descompensado Paciente sintomático: “Dispnéia, Dor, Palpitações, Edema, Cianose Síncope” Crises próximas Mudança de medicamento ou toma medicamento e há frequência dos sintomas
  11. 11. Tratamento Odontológico do Paciente Cardiopata Compensado
  12. 12. “Nunca fazer contenção em crianças cardiopatas”
  13. 13. • Anestesia local perfeita, paraevitardoreem conseqüência taquicardia devido ao“stress” • Usaranestésicos semvasoconstritores ou a prilocaína comvasofelipressina nomáximo2 tubetes.
  14. 14. Observar pacientes em uso de anticoagulantes e antiagregantes plaquetários
  15. 15. Tipos comuns dos medicamentos: Antiagregante Plaquetário: • AAS • CLOPIDOGREL Anticoagulantes : • Venosos: Hospitais - HEPARINA • Subcutâneos: HEPARINA de baixo peso (Clexane® e Fragmin®) • Orais: WARFARINA SÓDICA (Marevan® e Coumadin®)
  16. 16. INR ou RNI Relação Normatizada Internacional da atividade da protrombina – TP (via extrínseca)  Normal – 0,9 a 1,0  Baixo risco – 1 a 2,0  Médio risco – 2,0 a 3,0  Alto risco – acima de 3,0
  17. 17. •As plaquetas aderem à superfície danificada e se agregam para formar um tampão hemostático temporário. Primeira fase da coagulação ou hemostasia primária: •Acontece através de duas vias separadas: a via intrínseca e a via extrínseca, que fazem parte da cascata da coagulação Segunda fase da coagulação ou hemostasia secundária:
  18. 18. INR menor que 2,0 – pacientes que estão insuficientemente anticoagulados para a sua patologia, mas com baixo risco de hemorragias incontroláveis para exodontias ou cirurgia oral de pequeno porte. INR com valores entre 2,0 e 3,0 – pacientes adequadamente anticoagulados para a sua patologia, mas com médio risco de hemorragias incontroláveis para exodontias ou cirurgia oral de pequeno porte. INR maior 3,0 ou 3,5 – pacientes supra anticoagulados para sua patologia e que não devem manter este nível, pois correm riscos mesmo sem cirurgias e acima de 3,0 é alto o risco de hemorragias incontroláveis para exodontias ou cirurgia oral de pequeno porte .
  19. 19. Comprimidos de antifibrinolítico: . ácido aminocapróico (Ipsilon) . ácido tranexâmico (Transamin ou hemoblock) Macerados e utilizados na forma de pasta 1comprimido misturado com soro fisiológico ou solução anestésica e colocados em gaze ou mesmo diretamente sobre a ferida cirúrgica.
  20. 20. Profilaxia da Endocardite bacteriana: *Quando fazer? *Em quem fazer? *Como fazer? (American Heart Association)
  21. 21. Como Fazer:  Adultos : Amoxicilina 2,0g 1h antes  Crianças: Amoxicilina 50 mg por kg 1h antes Alérgicos: Adultos : clindamicina 600mg crianças : 20mg/kg ou Adultos : cefalexina 2.0g crianças : 50mg/kg ou Adultos : Azitromicina ou claritromicina 500mg crianças : 15mg/kg
  22. 22. Na dúvida faça a Profilaxia Antibiótica
  23. 23. ANEMIAANEMIA
  24. 24. 1.Interpretar Hemograma Observar hematócrito : Pequeno risco - acima de 30% Alto risco – abaixo de 30% Observar hemoglobina : Pequeno risco - acima de 10 Alto risco – abaixo de 10
  25. 25. 2. cuidados Anestesia que não seja a Prilocaína Infecção, má cicatrização e sangramento maior
  26. 26. NEFROPATIA
  27. 27. Consequências na prática clínica dentária: Atenção principalmente em relação a três aspectos: RISCO DE HEMORRAGIA, MAIOR SUSCEPTIBILIDADE À INFECÇÃO DIFERENÇA NO USO DE FÁRMACOS.
  28. 28. • Profilaxia Antibiótica para pacientes com shunt e pacientes transplantados: Azitromicina
  29. 29. DIABETES
  30. 30. Valores Glicemia de jejum Normal= menor 100mg/dl Alterado= 100 – 125mg/dl Diabético= maior ou igual 126mg/dl
  31. 31. DIABETES EXAMES DE DETECÇÃO HEMOGLOBINA GLICADA: • Normal: até 5% • Baixo risco: menor que 7% • Risco moderado: entre 7 e 9% • Alto risco: maior que 9%
  32. 32. TERAPIA MEDICAMENTOSA ANTIBIÓTICO : AMOXICILINA Antibióticoterapia Profilática: • Com infecção e/ou risco moderado • Iniciar 48horas do procedimento cirúrgico e por 7dias Prolifaxia antibiótica: • Sem infecção e de baixo risco
  33. 33. TERAPIA MEDICAMENTOSA ANESTÉSICO:  USAR PRILOCAÍNA COM VASOCONSTRITOR  EVITAR ANESTÉSICOS COM ADRENALINA OU NORADRENALINA
  34. 34. HEPATOPATIAS
  35. 35. Exames Laboratoriais • Hemograma completo • Coagulograma • Baixa quantidade de plaqueta • INR ou RNI - Alto Observações:
  36. 36. 1. Hemofilia A 2. Hemofilia B 3. Doença de von Willebrand (vW) “Reposição de fator”
  37. 37. Pedir a proteção de DEUS para que tudo dê certo
  38. 38. Plano de tratamento 1. Fase sistêmica 2. Fase preparatória 3. Fase restauradora 4. Fase de manutenção
  39. 39. História médica pós-natal CONDIÇÕES SISTÊMICAS DA CRIANÇA REPERCUSSÃO NA BOCA
  40. 40. Manifestação primária ou secundária; Viróticas; Bacterianas; Fúngicas;
  41. 41. Agente etiológico – paramixovírus; Extremamente contagiosa; Manchas de Koplik (brancas -interna da bochecha) manchas vermelhas pelo corpo e língua de morango Tratamento sintomático.
  42. 42. Agente etiológico – togavírus; Extremamente contagiosa; Manchas roxas fixas no palato manchas de Forscheimer Cuidado com contágio em gestantes Tratamento sintomático.
  43. 43. Agente etiológico – vírus; Extremamente contagiosa; Lesão inicial – vesículas pequenas; Vesículas em pele e boca Mucosa, faringe, gengiva e língua Tratamento sintomático
  44. 44. Farmácia de manipulação; Violeta Genciana 600mg Xilestesin 2% sem vaso 1,5ml Sacarina 0,5ml Água q.s.p. 30ml
  45. 45. Agente etiológico – vírus Herpes simples; Afeta crianças com menos de 4 anos de idade com pico aos 2 anos; Extremamente contagiosa - saliva; Período de incubação de 1 a 2 dias; Quadro geral inicial de mal estar, febre baixa e perda do apetite; Úlceras na cavidade bucal;
  46. 46. Farmácia de manipulação; Violeta Genciana 600mg Xilestesin 2% sem vaso 1,5ml Sacarina 0,5ml Água q.s.p. 30ml
  47. 47. Tratamento sintomático; analgésicos Limpeza bucal com CLOREXIDINA AQUOSA 0,12%, ou Vasa  Ingesta de líquidos, para evitar a desidratação.  Creme de barreira - manteiga de cacau  Uso de anestésicos orais não são padronizados  Uso de Benadryl - cloridrato de difenidramina, não são padronizados Ad-muc – extrato de camomila
  48. 48. Menos frequente em crianças pequenas, mais comum em adultos; Lesões em lábio precedidas de ardência, tumefação, que se rompem posteriormente em vesículas; Cicatrizam em 5 ou 7 dias;  Aciclovir - Comprimido de 200 mg de 6 em 6 horas Tratamento local – aciclovir pomada
  49. 49. CANDIDÍASE: Fungo Candida albicans Placas brancas facilmente removidas provocando sangramento de mucosas; Pode aparecer no 5 ou 7 dia de vida; Nistatina gotas Suspensão Oral – 100.000 UI dose de 1 gota por kg, 4 vezes ao dia, durante 5 a 7 dias ou até a cura completa.
  50. 50. Aftas • Motivos do aparecimento não são completamente conhecidos • Aceredita-se em desequilíbrio do sistema imune do indivíduo.
  51. 51. Alguns dos gatilhos conhecidos são: • Traumas locais, como mordidas acidentais. • Estresse psicológico. • Poucas horas de sono. • Helicobacter pylori, a mesma bactéria que causa úlcera gástrica • Algumas pastas de dentes que contenham sódio-lauril-sulfato. • Refluxo gastroesofágico • Comidas, como chocolate, café, refrigerantes, tomate e abacaxi. • Cigarro • hormonais durante o ciclo menstrual. • Deficiência de algumas vitaminas e minerais, como vitamina B12, vitamina C, zinco, ferro ou ácido fólico. • Anti-inflamatórios
  52. 52. Tratamento para afta - Remédio para afta • Não existe remédio milagroso para afta. Nenhuma substância cura a úlcera de um dia para o outro. • É importante distinguir as pomadas que contenham apenas anestésicos, daquelas com corticoides e anti-inflamatórios
  53. 53. Tratamento Afta • OMCILON-A EM ORABASE (acetonida de triancinolona) • Benadryl - sol. oral fr. c/ 120 ml Cada 5 mL de Benadryl xarope • Clorexidina – 0,12 • Gingilone- Acetato de hidrocortisona, sulfato de neomicina, troxerrutina, benzocaína, vitamina C. • PROPIONATO DE CLOBETASOL – clob x • Ad-muc – extrato decamomila
  54. 54. 2. Fase Preparatória  Adequação do meio bucal  Remoção de focos
  55. 55. Procedimentos de Adequação Meio bucal • Controle de placa - OHFB • Orientação de dieta – OD • Profilaxia – ATF • Escavação + civ • Cariostático • Remineralização de MBA • Selantes 2. Fase Preparatória
  56. 56. Profilaxia - ATF  Escova ou taça?  Pasta ou pedra pomes?  Flúor passa com o que?  Flúor quanto tempo?  Lava a boca?
  57. 57. Cariostático: Diamino Fluoreto de prata
  58. 58. Finalidades da Adequação • Condicionar criança e pais • Diminuir o número de microrganismos • Favorecer a escovação e higiene dental • Eliminar a sintomatologia • Favorecer a resposta reacional do dente
  59. 59. Fase restauradora  Restaurações : - Permanentes - Decíduos  Posteriores - Anteriores  Próteses  Aparelhos Ortodônticos
  60. 60. 4.Fase de Manutenção • Extrema importância a participação dos responsáveis. • O retorno da criança a clínica infantil deverá ser planejado de acordo com o seu risco.
  61. 61. Fase de manutenção Intervalos de acordo com o risco:  Alto e Médio risco - 3 meses  Baixo risco – 6 meses
  62. 62.  Urgência :  OHFB + OD + Profilaxia – ATF  Escavação + civ :  Cariostático:  Remineralização de MBA:  Selantes:  Endodontia:  Exodontia:  Restaurações :  Mantenedor de espaço:  Ortodontia:  Profilaxia e ATF
  63. 63. “Atender crianças é com certeza uma experiência que não se ensina, é preciso simplesmente sentir ”

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